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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

 

 

Letra

 

Da vida nasce um dom e faz-se uma garganta
e muitos cantam com ela mas o mal não se espanta
Porém, bailam com juramentos e outros dançam
quando te bates não é canção, é mais uma sanção
é com isso que eu friso que tu ´tás submisso
à mão de uma lei que ajuda o mal por fairplay
vales na balança, não te fies na bonança
és cavalo dum Quixote que só quer encher a Pança

Enchem bagagem e mais não cabem
concluem com coragem com "Portanto" e por tanto não fazem
Recuperação sem cooperação, e o que interessa
é chutar prazos para entrar na antologia das promessas
Não peças educação, já te dão o Natal
tiraram o Menino da palha para dormir no Capital
Reis Magos passam a magros noutro domínio
são vestígio da sociedade obesa, presa à dieta do raciocínio

Dívidas choram, desprezo ao domicílio
esfregam lágrimas de nada com papéis de subsídios
fiéis ao suicídio não encontram outro estado
à ordem de um renegado esperam um ordenado.
Pergunta quem eleva uma vida pouco activa
partiram o Activa ao meio e só deram asas ao Iva
na busca duma explicação séria
muitos querem voto mas nunca existiu matéria
e por isso andam aos anos a vestir danos, e o meu Undo
é um puto a dizer alto "Olha, o país vai nu!"

Respira, respira fundo que o fundo não existe
P´ra quem ainda resiste a ver o que não viste
Lava o que sabes, agarra o que fazes aqui
permites que só a morte se acredite em ti?
Depositam a bondade, e o crédito escorrega
comem por trás a verdade que é a única cabra cega!

Refrão:
Quem acredita em histórias aleatórias, alusivas
abusivas, a ti comprometidas, a fim de serem ouvidas
é isso que nos atinge
Não dá, não pintes uma crença que tinge
Quem acredita em histórias aleatórias, alusivas
abusivas, a ti comprometidas, a fim de serem ouvidas
é isso que nos atinge
Não dá não, se princípios tornam-se fins

Pai Nosso que estais no Céu, eu duvido, não suplico
não credito no ensino que Vós dais no paraíso
Se é intrínseco o que destes ao amor de cada mãe
é intrínseco o que deves se te pagam com Amen

Quem acredita na existência ouvida na inocência
(que) já não tem audiência
aparecem as repostas e agora já duvidas
não resumas nem as redimas se umas são percebidas
eu vi-te: o teu limite é uma fé ilógica
crê na santidade, reza, fecha a boca com uma hóstia
Sobreviventes, pacientes noutro pódio
tirem santos dos hospitais que os crentes estão na morgue
é isso que levas ao colo
António Vieira, padres querem pescar mas estão presos no anzol!

Emanas crenças que dão quilos de dramas
quando a alma só aguenta 21 gramas
quem acredita nesse poder estatal?
de bolsos cheios para o destino e gamado no terminal!?
Deixem-me ser, eu não escolhi este hemisfério
e o mistério do controlo mudou-se para ministério

não sou esperto, sou correcto e não evito o conflito
pago a licenciatura e a indiferença passa o recibo
pari uma confiança, veio a mentira ao expoente
parente de ilusões sem nome, então eu vou ser pai ausente.

Refrão

 

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