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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

24 Fev, 2014

Virtus - Diferença

 

 

Letra

 

No princípio era eu e o verbo imaginar
Banalizava tudo quando banal era criar
Ansiedade em mim, nós os dois numa corrida
Subia 9 andares dum prédio no quarto andar da vida
Perspectiva era grande demais para o tamanho
Tipo saber apertar cordões, o que achava estranho
Primária sem catequese ou comunhões
Outra felicidade outra base de instruções
A ida a escola com a minha irmã, bem tranquila
Ela trazia a matéria na cabeça e eu na mochila
Ouvi-la na rua era um proveito de todas as maneiras
Mas o céu azul não resistia em nos levar para brincadeiras
Já a clareza sumia por astros que eu já via
E chuvas eram pequenos comentários nessa vida
Avó e chá cidreira comigo ao anoitecer
Era uma colher de açúcar e três de prazer
Num acontecer de maternidade numa caneca quente
Que adoçava a disposição para o "até amanhã"
Uma cama com três pacientes
Eu era o mais inexperiente somente a aguardar as 08 da manhã

Casa nova mais uma fotografia
O entusiasmo namorava a euforia
Não havia missa domingo, havia The Beatles e Queen
A aquecer a manhã pela estrada sem ter um destino
Um bafo caseiro, esse calor que perdeu a forma
Perfumes da minha infância trilhados naquela zona
(Às) Duas e Meia havia um ritual de união
Uma bola quase rota, a humildade fazia a conexão
Desentendia a intriga que pais tinham com filhos
Pela cor negra do rosto dos meus melhores amigos
Convívios, estragos, estadia em cada casa
Naquele espaço só o sintoma da noite obrigava a dar o baza
Lembro com brio dias longos, infantes, eu sinto
Onde o futuro era apenas o dia seguinte
Paredes com poemas escritos em tinta
Não importava a roupa suja, apenas alma limpa
Nunca me preocupei com dom, eu só respondia ao som
Harmonia - mal eu sabia o que isso iria ser mim
Aulas de instrumento, outros mundos que ainda escuto
Sem ouvido absoluto, com amor absoluto

REFRÃO (x2)
Diferença numa fase distingue alguns defeitos
Passo a passo a vida muda de compasso
Tens pretéritos perfeitos mas imperfeitos
O meu desenho é igual ao teu mas a diferença está no traço

Curiosidade responde ao que eu não conheço ou conhecia
Já chego ao espelho onde antes nunca me via
Ninguém espera por mim, todos já dormem
E o castigo do tempo é a inocência passar a ser um homem
Ontem ouvia vozes como protecção
Hoje autonomia é um desejo injusto com custo de adesão
Apenas mãos com terra deixavam vestígios
Desta natureza, agora, só colho vícios
Colho inspirações, fontes que eu quis procurar
O tamanho do meu peito já disponível para amar
Curtia ser Caeiro, espontâneo como o vento
Mas o meu rebanho é um estranho monte de pensamentos
Perdidos no fundo, e tive acumulações
Eu sou do que fui nessa mistura de sensações
Cresci depressa e não pedi o meu feito
A puberdade da maturidade é quando o suor se torna frio
Há horas que se vão mas o costume nunca sai
Porque há coisas que estão iguais como as camisas do meu pai
Não me rendo ao mofo, visto isso tudo que me pertence
É a atitude e ideias que deixo que a morte não vence
Não posso tomar a posse odores que eu já perdi
Apenas vou lendo porque é tudo o que eu levo daqui
A minha face é inteira - dois lados de essência
Simplicidade é mestria da vida, é a minha diferença

REFRÃO (x2)
Diferença numa fase distingue alguns defeitos
Passo a passo a vida muda de compasso
Tens pretéritos perfeitos mas imperfeitos
O meu desenho é igual ao teu mas a diferença está no traço

A diferença está no Sérgio e na Joana
Está no Vasco e na Inês, no Francisco e na Ana
A Diferença está na Beatriz, está no Ivo, está no Bruno
e no Tiago, está na minha tia Bela
A diferença está na minha mãe Zulima,
está na Mariana, está no Sexto, está na Boavista
A diferença está na Luci, a diferença está na Luci
por eu, hoje, ser mais do que ninguém.

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