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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

 

Letra

 

[Valete]
Eu só queria ser eu, dar-vos a minha espontaneidade
Materializar a liberdade que a minha mente fantasia
Trocar as leis da sociedade, pelas leis da felicidade
Com a minha carta da alforria

Mas vocês refugiados na ignorância
Oprimem a diferença e oprimem a minha independência
Julgam-me, com uma moral que nem é vossa
A moral que nos impuseram e que cavou a nossa fossa

E faz de nós essa massa domesticada
Que vive mascarada só pa'tar incorporada
Eu sofro, quando sou como vocês
Escondo a minha nudez, vocês dizem que é sensatez

Não sei o que quero, nem sei pra' onde vou
Quando 'tou refugiado nesta pessoa que não sou
Que vive a oferecer sorrisos e esforços adaptativos
Pa'tar bem no colectivo

Quando já não aguento refugio-me no meu quarto
Isolado de tudo pa' fugir do vosso contacto
E pa' poder voltar a ser eu
Entre copos de vodka e a solidão que me desafoga

Depois saio à rua embriagado
Desta vez já desatado, eufórico e reanimado
Refugiado numa coragem momentânea
Celebro a infâmia da liberdade espontânea

[Bónus]
Mano, aceita a diferença
Enterra o teu passado, entrega-te à renascença
Diferença é a coisa mais bela da natureza
Eleva-te como Homem vive a tua nobreza (x2)

[Azagaia]
Nunca estiveste tão distante de ti próprio
Juras amor próprio, ao espelho és o próprio
Dás meia volta e fazes mal a ti próprio
A seguir culpas o mundo e te envenenas com esse ódio

Justificando os teus erros com os dos outros
Matando porque mil já foram mortos
Roubando porque houve roubos
é assim como loucos guiam loucos
Culpando a loucura que inocenta todos

Eu sou bom com os disfarces e vejo que também és
Eu finjo que eu sou eu e tu finges quem também és...
Esse, perfume, essa roupa, esses carros
E como de costume vou julgar-te por esse status

Quantos pretos condenados a falar como brancos
Brancos condenados a f... como pretos
Homens condenados a beber como machos
E na calada da noite a gemer pr'outros machos

Quantos enforcados por gravatas 5 dias por semana
São vampiros a sugar garrafas aos fins de semana?
Quantos saiem à rua... finos e civilizados
E em casa só falam com os punhos cerrados

E quando estiveres já coma cabeça inchada
A pesar uma tonelada, de merda não evacuada
Senta-te com os amigos e vira uma garrafa
De absoluta hipócrisia e depois volta pra' jornada

[Bónus]
Mano, aceita a diferença
Enterra o teu passado, entrega-te à renascença
Diferença é a coisa mais bela da natureza
Eleva-te como Homem vive a tua nobreza (x2)

 

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