Letra
Quero ver o que Terra me dá
Ao romper desta manhã
O poejo, o milho e o araçá
A videira e a maçã
Ó mãe de água, ó mãe de chuvas mil
Já não quero o teu aguaceiro
Quero ver a luz do mês de Abril
A folia no terreiro
E vou colher inhames e limões
Hortelã e alecrim
E vou cantar charambas e canções
P'ra te ao pé de mim
E nos requebros desse teu balhar
Quero ser o cantador
E vou saudar a várzea desse olhar
Ao compasso do tambor
Cantiga da Terra - letra e música de Zeca Medeiros
Letra
Não encontrei a letra desta música
No próximo sábado, dia 19, às 19 horas, a Livraria Ler Devagar, situada na LX Factory, acolhe um dos nomes emblemáticos da música portuguesa. Em ambiente intimista e informal, o concerto do açoreano Zeca Medeiros terá como fio condutor os temas do último disco "Fados, Fantasmas e Folias", passando também por outros trabalhos da sua discografia, fazendo-se acompanhar com a sua banda: Jorge A. Silva (piano), Gil Alves (flauta transversal, percussão) e Rogério Pires (guitarras, baixo eléctrico).
Autor de todas as músicas e letras, o músico funde e confunde o valor da palavra com a música, acrescentando-lhe com uma mestria incontornável a dimensão teatral e o tom grave e rouco da sua voz, ora embalador, ora poderosamente desconcertante.
17º OuTonalidades - circuito português de música ao vivo
Zeca Medeiros
letra
Na cidade dormitório
Onde o sol se põe cinzento
E o bel-canto da cigarra
Jaz mudo sob o cinzento
Quando a noite cai sombria
Com seus ténues lampadários
Luzindo na simetria
Dos novos bairros operários
O meu coração vadia como um lobo solitário
Na tristeza de um subúrbio
Pinto apelos em murais
Esfumo a noite em olheiras
Deslizo na hora do lobo
Sigo o rastro das padeiras
Afio as minhas armas brancas
Nas esquinas de metal
Cravo-as bem fundo nas ancas
Da cintura industrial
O meu coração vadia como um lobo solitário
Na tristeza de um subúrbio
Silva a hora do comboio
Treme na erva o orvalho
Corações da outra banda
Apressam-se para o trabalho
Com olhos mal acordados
Brilho vestido ao contrário
Como peixes alucinados
Às voltas no seu aquário
O meu coração vadia como um lobo solitário
Na tristeza de um subúrbio
Letra
hei-de cantar o que sinto de cada vez que te vejo,
desaforo, atropelo, que o amor é uma ilusão,
será sonho ou pesadelo traiçoeiro alçapão.
Quando eu te vejo sei que sou palhaço pobre mas nunca palhaço rico.
Quando eu te vejo sei que sou um protelário que de tudo eu abdico.
É que eu gosto tanto de ti que até me prejudico.
É que eu gosto tanto de ti que até me prejudico.
O amor é um desafio, uma doce escaramuça,
é vertigem, arrepio, é uma montanha russa,
talvez escada rolante a subir ao paraíso,
ou mergulho delirante nas marés do prejuízo.
Quando eu te vejo rosa de tantos espinhos, tantos que até me pico.
Quando eu te vejo fico todo afogueado, mais pareço um maçarico.
É que eu gosto tanto de ti que até me prejudico.
É que eu gosto tanto de ti que até me prejudico.
Vai ó seta do cupido sangrar um cravo vermelho,
do cantor doido varrido que faz da voz um espelho.
Este fado tão grotesco da paixão que é sempre cega,
será um filme burlesco ou uma tragédia grega?
Quando eu te vejo fico meio atoleimado, fico com os olho em bico.
Quando eu te vejo meio atordoado, quase me dá um fanico.
É que eu gosto tanto de ti que até me prejudico.
É que eu gosto tanto de ti que até me prejudico.
Música
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