Quarta-feira, 30.09.15

 

Letra

 

Se me amas
Se me queres
Não procures aquilo que
Não há em mim

Se me amas
Se me queres
Não me prendas
Sempre ao pé de ti

Se me amas
Se me queres
Não faças de mim palhaço
Não quero ser um fracasso
Nas tuas mãos

Já te disse toma cuidado
Que o amor quere-se bem passado
Quando chega a submissão
Quando chega a obrigação
Há por aí muitas damas
Se me amas
Se me amas
Se me queres
Não me faças nunca
Dizer que não
Se me amas se me queres
Não faças de mim palhaço
Não quero ser um fracasso
Nas tuas mãos...

Já te disse toma cuidado
Que o amor quere-se bem passado
Quando chega a submissão
Quando chega a obrigação
Há por aí muitas damas
Se me amas.

 



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Terça-feira, 29.09.15

 

"SE ME AMAS" - XUTOS & PONTAPÉS ACÚSTICO

  • 28 NOV MULTIUSOS GUIMARÃES
  • 18 DEZ CAMPO PEQUENO


Há muitas histórias dentro da História dos Xutos & Pontapés. A história do «acústico» é uma das mais bonitas. Porque há coisas que não são planeadas mas podem ser muito importantes. Há momentos, inesperados, em que uma banda renasce porque se reencontra: consigo mesma, com as suas canções e com o público.
Em 1995, de uma emissão de rádio, fez-se um disco – Ao Vivo na Antena 3 – que mudou o modo como este país sentiu a força da música dos Xutos & Pontapés. As canções, já feitas hinos, tornaram-se ainda maiores e – depois disso, por causa disso – nada voltou a ser como antes.

Agora, vinte anos depois, Tim, Zé Pedro, Kalu, João Cabeleira e Gui revisitam esse momento tão singular nas suas carreiras: «Se me amas» é o regresso dos Xutos & Pontapés ao formato (quase) acústico, por duas noites apenas. Um encontro feliz e raro, feito de desafio e cumplicidade, entre músicos totalmente entregues à essência de canções que fazem parte da vida. Da deles e da nossa.

Preço Bilhetes: de 15€ a 35€
Venda bilhetes: www.ticketline.pt | Galeria Comercial Campo Pequeno | Casino Lisboa | C.c. Dolce Vita | C. c. MMM | C. c. Mundicenter | El Corte Inglés | FNAC | Worten | Abreu Reservas 1820 (24 horas) |Bilheteira Multiusos Guimarães

 

Retirado de Antena 1



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Domingo, 26.07.15

xutos.jpg

 

 

A segunda edição do festival vai realizar-se nos dias 13, 14, 15 e 16 de agosto.

 

Xutos & Pontapés, o brasileiro Marcelo D2, Jorge Palma, Regula e Richie Campbell são os primeiros artistas a confirmar a sua presença no Sol da Caparica, um festival de verão que é dedicado à música portuguesa e da lusofonia.

 

"É muito importante ter um festival que dá visibilidade à música portuguesa, e muito especialmente ao hip hop", comenta Regula a propósito da sua presença no festival. Depois de ter participado no colectivo 5:30, ao lado de Fred Ferreira e Carlão, o músico apresenta agora o seu novo disco, Casca Grossa, na Costa da Caparica, um sítio onde já passou muitas férias: "Sinto-me em casa".

 

Em 2014, a primeira edição do festival teve mais de 65 mil espectadores. Os bilhetes para esta segunda edição já estão à venda na Fnac.

 

Retirado do DN



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Quinta-feira, 12.06.14

 

 

Letra

 

 

Nasci entre ruínas
E nos vícios eu tentei crescer
Quero crescer!

Andei no limite do tempo
Tentei correr contra o vento
Pra quê?

Joguei no destino errado,
Perdi-me por querer saber

Tu aí!

Espero alguém chegar
Queres assim
Alguém pra me orientar
Ficas aí?
Tenho que me aguentar
Até ao fim
Será que me vou salvar?




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Quinta-feira, 01.05.14

Silence 4 e Xutos & Pontapés são destaques na Feira de Maio em Leiria

"A feira tem vindo a ganhar o respeito das pessoas que nos visitam. É o evento mais importante do concelho e que mais gente traz à cidade. Será a maior feira de sempre", prometeu o vereador da Câmara de Leiria com o pelouro das feiras, Vítor Marques.

 

Em 2014, o recinto instalado até dia 25 na zona desportiva ocupará 50 mil metros quadrados e receberá o maior número de expositores de sempre: 230. Em funcionamento estarão, entre outros, 27 estruturas de recriação, 52 stands de doces e farturas, 27 associações do concelho, 25 expositores de automóveis e máquinas e 24 empresas, que serão instaladas no topo Norte do Estádio de Leiria.

 

"Há a preocupação de usar o estádio e rentabilizá-lo o mais possível", explica Vítor Marques. Será no estádio que vão decorrer os concertos, grande aposta da autarquia para atrair ainda mais visitantes à Feira de Maio.

 

Com a Feira de Maio, Leiria ganha uma espécie de minifestival, com concertos de novas bandas de Leiria no dia 21, Silence 4 no dia 22, hip hop e djs no dia 23 e Xutos & Pontapés no dia 24 Para Vítor Marques, "o programa de concertos é diversificado e acima da média" e pode ser "o primeiro passo para se iniciar em Leiria um projeto para um festival de música no futuro".

 

O programa integra ainda mostras temáticas de artesanato, doçaria, vinhos, praça de gastronomia e uma área dedicada à saúde. Segundo o vereador da Câmara de Leiria, a Feira de Maio tem um orçamento que ronda os 200 mil euros, semelhante às edições anteriores.

 

retirado do Sapo Música



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Quarta-feira, 05.02.14
Em 1988, cinco rapazes lançavam o álbum 88, o quarto da sua carreira. Numa das faixas cantavam sobre a sua alegre casinha, tão modesta quanto eles. No entanto, foram precisos mais de 20 anos para que os Xutos & Pontapés tivessem, efectivamente, a sua casinha. Até agora, estavam confinados a ensaiar numa pequena garagem, que entretanto se tinha-se tornado impraticável. “Em vez de ser um sítio de criação tinha-se tornado um sítio de tortura”, conta Tim. “O Tim já tinha de tocar de headphones porque não se conseguia ouvir a ele próprio. Era uma sala mínima com uma pressão acústica horrível. Serviu o seu tempo, estivemos lá muitos anos”, acrescenta Kalú. Foi dele, aliás, que partiu este projecto, quando ofereceu aos restantes membros um desenho desta Casinha. Depois, com a colaboração da dupla de arquitectos Aires Mateus, o desenho ganhou forma. A forma é de um triplex, nos arredores de Loures, onde reúnem escritório, estúdio, garagem e armazém. O nome já estava definido à partida: A Casinha.

Foi já desta Casinha – onde se instalaram há menos de três anos – que saiu o álbum que agora apresentam. O título foi simples de encontrar. Puro, porque é assim que a sua linguagem musical, enquanto grupo, se mantém. Pura. Intocada. Afinal, é apenas rock&roll. Mas é rock&roll cheio de mensagens e com um olhar atento sobre a realidade. E, num momento como o actual, o difícil foi filtrar as temáticas, desabafa Tim, que assina todas as letras de Puro. “Foi difícil tentar não meter tudo o que aconteceu nos últimos anos no país. Mas a verdade é que as pessoas também estão mais despertas e encontram sentidos quando, noutras alturas, não estavam para aí viradas. Já fiz letras mais brutas, como uma em que chamava às pessoas ‘carneirada mole’, mas na altura estavam inebriadas com o dinheiro da CEE e não ligaram. Agora até uma vírgula ganha significado”.

 

A força de uma amizade

 

“O tempo passou a correr”, diz Tim, quando recorda aquele primeiro concerto, a 13 de Janeiro de 1979, na sala Alunos de Apolo, em que a vontade de fazer acontecer não tinha limites. A verdade é que, quando começaram, nunca pensaram que cruzariam este marco. Afinal, quantas bandas, mesmo ao nível internacional, sopram as 35 velas? “Era impossível prever que, em Portugal, pudesse existir uma banda durante 35 anos, ultrapassando as dificuldades”.

 

Ultrapassaram sempre essas dificuldades, mas não as negam. Questionaram a continuidade. “Todos o fizemos, a sorte é que questionámos em momentos diferentes”, ironiza Zé Pedro. “Se o tivéssemos feito todos ao mesmo tempo, hoje não estaríamos aqui”.

Houve, porém, um momento, no final dos anos 80, em que o fim esteve muito próximo. “Levámos uma banhada muito séria, passámos dificuldades e intrigas entre nós, lançadas pela pessoa que nos deu a banhada. Tivemos uma profunda crise financeira e uma saturação muito grande. Aqui tivemos um interregno sem saber bem como retomar a coisa”, recorda Zé Pedro.

 

Foi nesta altura que surgiu a primeira aventura a solo de um dos Xutos, quando Tim se juntou ao colectivo Resistência. “Coincidiu com essa crise e, nessa altura, naturalmente houve a ideia de que o poderíamos ter perdido”, confessa Zé Pedro. Hoje consideram estes outros desafios naturais e enriquecedores para os Xutos & Pontapés.

 

Foi Kalú quem conseguiu reunir a banda. Valeu o amor à música e a amizade que, ainda que beliscada, continuava a existir. “Achei que não nos podíamos deixar abater por algo que outros fizeram. Éramos tenrinhos e deixámo-nos afectar por coisas que essa pessoa disse, e isso fomentou muito a discórdia”. Arranjaram uma casa em Sintra e ali passaram uma longa temporada, isolados do mundo. Falaram muito, redescobriram-se enquanto banda e gravaram um disco. E recuperaram uma amizade.

 

A verdade é que não são só os 35 anos da banda que se assinalam em 2014. É também essa amizade entre cinco homens, a que o tempo trouxe outro fôlego. “Os egos, dentro dos Xutos & Pontapés, nunca foram grande motivo de discórdia. Sempre soubemos respeitar”, diz Zé Pedro. Ainda assim, assegura que, até pelas dificuldades, criaram uma “maior unidade ao longo do tempo”. Ao que Tim acrescenta: “Hoje temos algo mais sólido. Com o passar dos anos já sabemos que há certos caminhos pelos quais não vale a pena ir porque dá bronca. Quando um de nós tem uma posição concreta, o grupo aceita. Houve alturas em que íamos quatro numa direcção e o quinto ia contrariado. Hoje há uma maior noção de grupo”. Apesar desta cumplicidade, é raro pegarem no telefone para falarem uns com os outros. Já passam muito tempo juntos. E, quando estão juntos, falam de tudo. “Estamos a par de tudo o que se passa na vida uns dos outros. A verdade é que, quando estamos no estúdio, não estamos sempre a tocar. Há muito convívio”, conta Kalú entre gargalhadas.

 

Dos excessos às famílias

 

Recordam com um sorriso meigo os primeiros anos, quando o sangue na guelra típico da juventude convidava a excessos. Passaram por quase todos. “Descontrolávamo-nos uns aos outros”, confessa Gui. Mas também a este nível a maturidade chegou, em muito motivada pela doença de Zé Pedro, uma Hepatite C. “Cada um de nós aprendeu a controlar-se, não houve terapia de grupo. Claro que o facto de ter estado doente serviu de alerta”, diz Zé Pedro. “No passado, havia o deslumbramento da novidade e os excessos, foi uma altura louca. Agora, queremos que tudo saia o melhor possível e que a inconsciência de cada um não impeça o trabalho do grupo”.

 

A verdade é que os Xutos deixaram de ser miúdos para passarem a ser cinquentões e chefes de família. “No início dos Xutos, o Kalú já era casado, o filho mais velho dele tem 33 anos, mas depois foi acontecendo a todos. Até o Zé Pedro, o último dos solteiros de Portugal, cedeu à pressão. Tivemos de reunir e dizer-lhe que ele não podia continuar solteiro!”, brinca Tim.

 

Não foi só o estado civil que mudou no Bilhete de Identidade dos Xutos & Pontapés. Se agora têm a sua Casinha, há 35 anos mal havia dinheiro para comprarem material. “Primeiro que conseguisse arranjar uma guitarra foi um cabo dos trabalhos”, diz João Cabeleira. Os Xutos só tiveram todos os seus próprios instrumentos depois do lançamento de Cerco, em 1985. “Fui eu que fui comprar, com cheques pré-datados. Depois fomos descontando nos concertos. Eu tinha um livrinho onde fazíamos as contas: tanto para descontar no amplificador, outro tanto para a bateria… Dava para isto tudo, ganhávamos uns 20 contos por concerto e ainda nos pagavam o jantar”, recorda Kalú.

 

Hoje os cachets são diferentes, mas os desafios também têm outro tamanho. Têm o tamanho da Meo Arena, onde a 7 de Março darão o concerto comemorativo dos 35 anos dos Xutos & Pontapés. À sua maneira.

 

Retirado do Sol



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Sábado, 18.01.14

 

 

Letra

 

Não encontrei a letra desta música



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Quarta-feira, 15.01.14

 

 

Letra

 

 

São longas distâncias

São luzes na chuva

Gelam-se os ossos

A quem madruga

Traços vermelhos

Que sujam o chão

Tu segues para o norte

E ouves esta canção

 

Tu olhas em frenteProcuro chorar

Um futuro ausente

Tão longe do meu marA comida da mãe

As zangas do pai

São já só saudade

Um lamento e um ai

Vê lá para onde vais

Há uma quimera

Tu vais acabar

Por ter alguém

À tua espera

À tua espera

 

Dá um beijo meu à Zefa

(Dá um beijo meu à Zefa)

E um abraço ao João

(E um abraço ao João)

Por muito grande que te pareça

Tu tens o mundo

Na palma da mão

 

Acabas por viver

Acabas por amar

Nessa terra cinzenta

Tão longe do teu mar

Mas nem tudo é mau

A vida acaba por sorrir

Tu trabalhas no duro

E tens o filho a nascer

E outro a crescer

 

Onde é que eles foram?

Onde é que eles estão?

Onde é que eles foram?

Onde é que eles estão?

Os velhos que ficaram

Esquecidos na nação

Esses que amam

A esperança da nação

 

Onde é que eles foram?

Onde é que eles estão?

Vê lá para onde vais

Há uma quimera

Mas vais acabar

A ter alguém 

À tua espera

À tua espera

À tua espera

 

Dá um beijo meu à Zefa

(Dá um beijo meu à Zefa)

E um abraço ao João

(E um abraço ao João)

Por muito grande que te pareça

Tu tens o mundo

Na palma da mão

Dá um beijo meu à Zefa

E um abraço ao João

Por muito grande que te pareça

Tu tens o mundo

Na palma da mão

Na palma da mão 

Na palma da mão



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Segunda-feira, 13.01.14

 

Letra

 

Grossas são as cordas
Os nós são de marinheiro
Enroladas à volta
Mantêm-te prisioneiro

Tu tentas sacudi-las
Mas os nós são corredios
E quanto mais te mexes
Mais te apertam, tem sangue frio

E tu ainda perguntas
O que foi que se passou
Se mal não fizeste
Quem foi que te amarrou

São pesadas correntes
Terminadas em grilhetas
São grossos cadeados
Trancados com sete chaves pretas

Não te deixam voar
Tu já estás colado ao chão
E tudo isto existe
Não parece ter solução

Mas se te lembrares
Se tu usares a tua razão
Tu é que te ataste
Tu és a tua prisão

Cordas e correntes prendem-te no mesmo sítio
E tu ranges os dentes à beira do precipício

Tudo o que possuis
Vai-te roendo a liberdade
Tudo o que desejas
Vai-te doendo de verdade

E tu queres gritar
Mas estás amordaçado
Mas tens de conseguir,
De rebentar por algum lado

Tu tens de ir para além do medo
Deitar tudo a perder
Essas cordas e correntes
São mentais, podem desaparecer

Cordas e correntes prendem-te no mesmo sítio
E tu ranges os dentes à beira do precipício

Cordas e correntes desfazem-se em mil bocados
Cortaram-se os nós, quebraram-se os cadeados
E tu olhas em volta
Já não estás no mesmo sítio
São cordas e correntes caindo no precipício



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Sábado, 23.11.13

 

Letra

 

Tu também (há 10 000 anos atrás)

Há dez mil anos atrás
a areia da praia
já cá estava
mas o instinto foi fatal
dei contigo no metro
estação marquês de pombal
entre aquele mar de gente
que fluía cabisbaixo
tu imovél, uma rocha
com o mar a passar por baixo

cara a cara, frente a frente
a imagem começa a girar
os teus olhos de repente
parecem da cor do mar
da cor do mar quando a tarde cai
da cor do mar quando a noite vem
daquela cor que só o mar tem
o mar e tu também

eu pra li atrapalhado
a lutar contra a corrente
lá consegui ficar parado
a sorrir com todos os dentes
há quanto tempo não te via
ao tempo que te deixei para trás
tu sorriste e respondeste
há dez mil anos atrás!

eu sozinho
e tu também!

Letra: Tim
Música: Xutos & Pontapés



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