Domingo, 26.02.12

 

letra

 

Já passaram dois anos e tal
E do Xico nem sinal
Há quem diga que emigrou
Há quem diga que encontrou
Uma brasileira que não esta nada mal

E a Dolores todos os dias o espera
Com a sopa ao lume e o prato do costume
Finge não ouvir a vizinhança
E pede a Deus um pouco mais de esperança

Ó Xico, Ó Xico
Onde te foste meter?
Ó Xico, Ó Xico
Não me faças mais sofrer
encontrar
Desde pequena Dolores sonha em
Um português com olhos cor de mar
Ninguém entendia o porquê da maluqueira
Que tinha pelo outro lado da fronteira

Conheceu o Xico em Almerimar
E logo ali decidiram casar
Dolores levou o essencial
A velha caixa de costura e o avental

Ó Xico, Ó Xico
Onde te foste meter?
Ó Xico, Ó Xico
Não me faças mais sofrer

Viveram dez anos sem igual
Ninguém previa tal final
Agora diz Dolores com lamento

“De Espanha nem bom vento
nem bom casamento”

Ó Xico, Ó Xico
Onde te foste meter?
Ó Xico, Mi chico
Não me faças mais
No me hagas más
Não me faças mais sofrer



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Letra

 

 

Tantos anos a estudar para acabar desempregado

Ou num emprego da treta, mal pago

E receber uma gorjeta que chamam salário

Eu não tirei o Curso Superior de Otário

… não é falta de empenho

Querem que aperte o cinto mas nem calças tenho

Ainda o mês vai a meio já eu ‘tou aflito

Oh mãe fazias-me era rico em vez de bonito

 

É sexta-feira

Suei a semana inteira

No bolso não trago um tostão

Alguém me arranje emprego

Bom Bom Bom Bom

Já Já Já Já

 

Eles enterram o País o povo aguenta

Mas qualquer dia a bolha rebenta

De boca em boca nas redes sociais

Ouvem-se verdades que não vêm nos jornais

Ter carro é impossível

Tive que o vender para ter combustível

Tenho o passe da Carris mas hoje estão em greve

Preciso de boleia, alguém que me leve

 

É sexta-feira

Suei a semana inteira

No bolso não trago um tostão

Alguém me arranje emprego

Bom Bom Bom Bom

Já Já Já Já

 

É sexta-feira

Quero ir p’ra brincadeira

Mas eu não tenho um tostão

Alguém me arranje emprego

Bom Bom Bom Bom

Já Já Já Já

 

Basta ser honesto e eu aceito propostas

Os cotas já me querem ver pelas costas

Onde vou arranjar dinheiro para uma renda?

Não tenho condições nem para alugar uma tenda

E os bancos só emprestam a quem não precisa

A mim nem me emprestam pa mudar de camisa

Vou jogar Euromilhões a ver se acaba o enguiço

Hoje é sexta-feira vou já tratar disso

 

É sexta-feira

Suei a semana inteira

No bolso não trago um tostão

Alguém me arranje emprego

Bom Bom Bom Bom

Já Já Já Já

 

É sexta-feira

Quero ir p’ra brincadeira

Mas eu não tenho um tostão

Alguém me arranje emprego

Bom Bom Bom Bom

Já Já Já Já

Bom Bom Bom Bom

Já Já Já Já

 

Tem que ser BOM

JÁ!



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Foi hoje conhecida A Voz de Portugal. Depois de longas semanas de concurso chegou ao fim o programa da RTP, consagrando como vencedor Denis Filipe. Como prémio o jovem terá o lançamento de um trabalho discográfico pela mão da Universal. Na luta pela corrida ficaram Bianca Adrião, com o quarto lugar, Daniel Moreira, em terceiro, e Ricardo Oliveira, em segundo.

 

Via Por Outro Olhar 

 



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Sábado, 25.02.12

David Bisbal aconselha e surpreende finalistas de A Voz de Portugal

Durante a tarde de hoje, 23 de Fevereiro, os finalistas do A Voz de Portugal tiveram a oportunidade de ensaiar com o cantor espanhol David Bisbal num hotel de Lisboa. 

Acompanhado apenas pelo piano, o artista não poupou nas dicas e conselhos, mostrando-se sempre muito disponível a ajudar os jovens artistas no aperfeiçoamento dos seus desempenhos.

Bisbal, inclusive, não se ficou por uma visita de conselheiro, tendo largado uma “bomba” mal os cumprimentos terminaram: no dia 05 de Maio, dará o seu primeiro concerto, acompanhado de uma orquestra, na capital portuguesa e os concorrentes de A Voz de Portugal estão convidados… para partilharem o palco! A alegria dos concorrentes foi imediata.

Dada a boa notícia, chegava o tempo de trabalhar. 

Os pretendentes a voz de Portugal foram divididos em dois pares, sendo atribuído a cada par uma música de Bisbal: o Ricardo Oliveira e o Daniel Moreira cantaram a enérgica “Avé Maria”; à Bianca Adrião e ao Denis Filipe calhou-lhes em sorte o slow “Te Adoro”. 

O par masculino não teve grandes dificuldades de adaptação ao seu tema, apesar de escrito originalmente para ser acompanhado por uma banda. David insistiu no facto de este ser um tema com uma mensagem e um ritmo muito positivo e de o público o receber muito bem enquanto tal. Apelando insistentemente ao coração dos aprendizes, encorajou-os a se divertirem enquanto a cantavam.

O segundo par teve uma tarefa ligeiramente mais complicada, visto que “Te Adoro” é uma música sem grandes indicações em termos de ritmo, devendo-se muito à responsabilidade do “feeling” do intérprete o sucesso da composição. Bisbal aconselhou o par a cantar “com calma” para conseguirem “seguir a música e não o contrário”. O talento dos dois jovens acabou por falar mais alto, conseguindo estes alcançar, enfim, o que a música (e Bisbal) lhes pedia.

Mais uma etapa na preparação para a grande gala final, que será transmitida no próximo sábado 25 de Fevereiro pelas 21:20 na RTP1, ficava cumprida.

No final do ensaio, o Hardmusica teve a oportunidade de falar com David Bisbal. 

Pedimos-lhe que nos desse a sua opinião acerca dos quatro finalistas e este revelou uma opinião positiva de todos. Além de as considerar “quatro grandes vozes”, destacou a originalidade e a personalidade de cada um. Para o cantor, na verdade, não existe uma forma certa de cantar, sendo antes o sentimento que cada um tráz para a música o factor verdadeiramente importante. 

Quanto ao programa em si - David já participou como mentor na versão espanhola - não encontra diferenças algumas – nem de qualidade – entre o programa português e os internacionais, afirmando que o programa tem um conceito fantástico e muito competitivo. 

Ainda sobre a televisão, Bisbal disse que não seria capaz de entrar na Operação Triunfo como professor, por achar que “não tem os conhecimentos necessários” para uma tarefa desse género. O sucesso não o impede de dizer que ainda tem “muito para aprender”. Em jeito de conselho final, o espanhol disse que o sucesso futuro dos concorrentes depende de estes não terem medo de agarrar as oportunidades e de serem capazes de “formar um grupo de trabalho forte”.

David Bisbal foi o vencedor da Operação Triunfo espanhola em 2001, tendo já vendido 4,5 milhões de discos e ganho mais de 50 prémios internacionais. Conta com quatro àlbuns editados: ”Corazón Latino”, ”Bulería”, ”Premonición” e “Sin Mirar Atrás”. 

O seu último álbum, “Una Noche en el Teatro Real” será lançado no dia 19 de Março, com o selo da Universal. 
Álbum acústico, este é o primeiro trabalho gravado ao vivo do músico espanhol. Nascido de um desejo antigo do mesmo de fazer uma música “menos comercial, mais natural - sem electricidade - como se fazia há 60 anos atrás”, este trabalho lançou Bisbal numa digressão que já vai longa, muito por culpa da exigência do próprio de o álbum ser gravado após vários concertos. O grande sucesso alcançado por David em Espanha, México e Argentina fez o resto. Dia 05 de Maio, o Coliseu dos Recreios, em Lisboa, recebe-o. 

 

Via HardMúsica



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Quarta-feira, 22.02.12

A sétima gala em directo de A Voz de Portugal deixou-nos a apenas um passo da grande final.

Com oito concorrentes em competição, dezoitos músicas, actuações individuais e em duetos, os mentores a dividirem os votos com o público e a participação especial dos Amor Electro, esta noite foi mais do que preenchida.

 

Uma actuação conjunta de todos os candidatos deu início a esta semi-final de forma enérgica. De todos os restantes momentos musicais pouco há para dizer. Ao chegarmos a esta fase já seria de esperar que as surpresas não fossem muitas e, de forma geral, tirando uma outra prestação não tão bem conseguida, todos os concorrentes estiveram à altura do que tinham vindo a prometer.

 

Mas, ainda assim, houve alguns instantes, cantores ou comentários que, de alguma forma, têm razão para ser mencionados. Ricardo Oliveira, ao interpretar “When a Man Loves a Woman”, de Percy Skedge, deixou transparecer toda a emoção que a música contém, e ouviu dos seus mentores – os Anjos – que esta foi a sua melhor actuação de sempre. Mia Rose fez questão, após Daniel Moreira ter actuado, de dizer mais uma vez que “não há ninguém em Portugal que cante como ele”. Sobre Denis Filipe, que pertence à equipa de Rui Reininho, Paulo Gonzo disse que este é “o candidato mais enigmático e irreverente do programa”. E de realçar ainda, por fim, é a evolução que Joana Jorge apresentou ao longo das galas e que foi referida por diversos mentores.

 

A encerrar as actuações, os Amor Electro subiram ao palco d'A Voz de Portugal. Bianca Adrião e Salvador Seixas acompanharam Marisa Liz, a vocalista desta banda que foi uma das revelações de 2011, na interpretação do tema “Rosa Sangue”.

 

E chegou então o momento das saídas. Com cada equipa reduzida somente a dois elementos, os mentores perderam o poder de salvamento, mas ganharam a possibilidade de dividirem o voto com o público. Como? Cada mentor distribuiu 100 pontos por cada um dos seus concorrentes, e a esses valores (transformados em percentagem) foi somada a votação do público.

 

Os resultados foram os seguintes: Bianca Adrião (da equipa de Gonzo), Ricardo Oliveira (Anjos), Denis Filipe (Reininho) e Daniel Moreira (Mia) são os quatro finalistas de A Voz de Portugal. Para trás, ficaram Joana Jorge, Carla Ribeiro, Pedro Poseiro e Salvador Seixas.

 

Apesar de nem em todos os casos o público ter estado de acordo com os mentores, das quatro equipas a maior discrepância notou-se na de Paulo Gonzo, que atribuiu a Bianca 65 pontos (restando apenas 35 para Joana, que foi, das duas, quem teve maior apoio do público com 60% das votações telefónicas a seu favor). De resto, apenas na equipa de Reininho voltou a haver diferença de votos – mas desta vez mínima - com público a dar preferência a Pedro Poseiro.

 

Os Anjos disseram estar serenos com a sua decisão: “uma das coisas que nos tranquilizou foi ver que as pessoas em casa votaram massivamente no Ricardo e que ele foi até o candidato mais votado de todos”. “Com tudo o que ele alcançou ao longo deste programa era injusto não estar na final”, acrescentou Sérgio Rosado.


Também Mia Rose se mostrou de consciência tranquila face à sua aposta no Daniel. “Agora estou concentrada em fazer com que o Daniel saia do programa satisfeito com a sua prestação, seja enquanto vencedor ou não”, disse a mentora, que anunciou ao Hardmusica que vai abrir uma editora ainda este ano e que, graças a isso, vai trabalhar com muitos concorrentes que passaram pela sua equipa, incluindo o Salvador.


Rui Reininho demonstrou que era Denis quem queria na final e a sua vontade foi concretizada. “O Denis sabe fazer praticamente tudo e sabe pegar em instrumentos e compor originais. Não queremos ninguém que esteja só a imitar outros cantores”, realçou.

 

Joana Jorge foi a concorrente que se mostrou mais afectada com a votação do mentor: “senti-me desvalorizada, depois me ter esforçado tanto”, confessou ao Hardmusica.


Já Pedro Poseiro garante ter saído de cabeça erguida: “nunca criei grandes expectativas e isso fez com que ficasse sempre surpreendido com as etapas que alcancei”. Daqui para a frente, o semi-finalista vai tentar conciliar a música com a engenharia civil, a sua área de formação.
Carla Ribeiro não esconde o quanto gostaria de estar na final, mas assume que “se tinha de perder isto para alguém, ainda bem que foi para o Ricardo, pelo seu talento e empenho”. Agora, quer recuperar projectos antigos e espera conseguir algum apoio dos seus mentores. Salvador Seixas disse encarar a saída como um recomeçar e que vai “tentar aproveitar ao máximo a ajuda de todas as pessoas que até agora [o] acompanharam, tanto da Mia [a sua mentora], como do público que [nele] votou”.

 

Quanto aos finalistas, os seus sentimentos dividiam-se entre surpresas e orgulhos.

 

“Incrédulo” foi o adjectivo utilizado por Daniel Moreira para descrever a sensação de estar entre os quatro melhores d'A Voz de Portugal. “Nunca quis viver a música com tanta intensidade como quero depois desta experiência”, comentou.
Por outro lado, Denis, um dos concorrentes mais visivelmente eufóricos com a passagem para a final, disse:“chegar a esta fase foi a minha ambição desde o princípio”.


Depois de ter ficado em segundo lugar na primeira edição do programa Ídolos, Ricardo acha que A Voz de Portugal o ajudou essencialmente a mostrar de novo o seu trabalho e a lembrar os portugueses quem é. Para si, foi hoje a noite em que os nervos estiveram realmente à flor da pele. “Para a semana somos apenas quatro bons cantores a actuar juntos”, disse.
Bianca garantiu que entrou nesta semi-final “sem pensar em sair ou ficar”: “chegar aos oito melhores já tinha sido fantástico; estar na final é muito mais do que isso ainda.”


No próximo Sábado, são as vozes destes quatro concorrentes que vão preencher o palco e disputar o título de Voz de Portugal.

Até lá, estão já disponíveis no itunes as suas interpretações da próxima gala. Cada download realizado corresponde a dois votos no finalista respectivo. Ricardo canta “How I Am Supposed to Live Without You”, de Michael Bolton; Bianca apodera-se de “Goldeneye”, de Tina Turner”; Denis interpreta “Crying”, dos Aerosmith; e a música de Daniel é “Skinny Love”, um original de Bon Iver.

 

Via HardMúsica



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Domingo, 12.02.12

Sexta gala da Voz de Portugal

Eliminações d'A Voz de Portugal Custam (e surpreendem) cada vez mais

A sexta gala em directo de “A Voz de Portugal” começou com uma glamorosa e imponente actuação dos jovens italianos Il Volo, acompanhados por Deborah Gonçalves e Ricardo Oliveira.

 

Daí e até ao final, muito houve pelo meio. Houve grandes e seguras interpretações, nervos traiçoeiros e falhas nas letras, revelações positivas e outras não tão agradáveis.

 

Com cada equipa reduzida a três elementos, caminhamos a passos largos para a final do concurso de talentos musicais da RTP. Segundo Rui Reininho, “isto já não é uma brincadeira” e “chegámos a um momento sério onde estamos prestes a definir um cantor com capacidade de seguir carreira e gravar originais”. Precisamente por isso temos vindo a assistir a uma preocupação crescente dos mentores com os pequenos detalhes. E são os mais pequenos aspectos técnicos – que por vezes até passam despercebidos ao leigo ouvido do público – que muitas vezes decidem quem é salvo pelo seu mentor.

 

Vamos então deitar um breve olhar a algumas das actuações da noite para (pelo menos) tentar perceber as eliminações de hoje.


Denis Filipe (um dos pupilos de Rui Reininho, como Catarina Furtado lhes chama) cantou pela primeira vez em português e deu uma energia extra à música “Matas-me com o teu olhar”, dos UHF. 


Já João Pedro Rosas (da mesma equipa) teve uma prestação que ficou muito aquém daquilo que tinha feito na semana passada e atrapalhou-se com a letra da canção.


Joana Jorge (cujo mentor é Paulo Gonzo), numa interpretação doce, manteve a afinação numa balada difícil e ouviu o seu mentor dizer que “tem vindo a crescer a passados gigantes”.


Deborah Gonçalves (da equipa de Mia Rose) teve uma actuação sublime ao cantar “Eu não sei quem te perdeu”, de Pedro Abrunhosa.


Carla Ribeiro (Anjos) cantou “Sol de Inverno” da grande senhora Simone de Oliveira, mas apesar de ter mostrado mais uma vez a voz poderosa que tem, foi difícil vê-la (e ouvi-la) neste registo enquanto ainda temos na cabeça a imagem da primeira gala onde cantou Britney Spears.

 

E depois, restam aqueles que não estiveram nem especialmente bem nem especialmente mal. Ou então que mantiveram o nível de actuação a que já nos habituaram.

 

Posto isto, vamos aos eliminados pelo público: João Pedro Rosas (Reininho), Silvio Switha (Gonzo), Deborah Gonçalves (Mia) e Joana Garcia (Anjos).

 

Mia Rose, que ficou visivelmente perturbada com a eliminação da concorrente da sua equipa, disse ao Hardmusica não se sentir culpada por não ter salvo Deborah – “o Salvador tem uma voz única e esta noite arriscou em vez de jogar pelo seguro”, explicou a mentora –, mas disse que esta “era claramente uma finalista”.

 

“Senti-me tranquila quando acabei de cantar porque senti que consegui transmitir a emoção ao público”, confessou Deborah, que considera que foi muito decisivo para a sua eliminação o facto de os dois concorrentes com que competia – Daniel Moreira e Salvador Seixas – serem “muito populares”.


Agora, a concorrente, que fez com que o estúdio em peso chamasse pelo seu nome quando foi eliminada, tem nos planos partir para Londres e dedicar-se ao seu projecto a solo – na área do R&B, como seria de esperar – com a produtora Nonsense.

 

Os Anjos realçaram, após terminada a gala, a importância, principalmente para aqueles que ainda não têm grande experiência na área da música, de definirem uma “assinatura musical”. “Fecharmos os olhos, ouvirmos um tema e de imediato identificarmos o cantor”, segundo Nélson Rosado, indica que estamos perante um artista com uma identidade própria. E isso é uma grande mais-valia para um candidato que pode até não ser brilhante a nível técnico, de acordo com o mesmo.

 

Quanto à concorrente da equipa dos irmãos Rosado que foi hoje eliminada, o seu discurso é de optimismo face à saída: “vou continuar a lutar para conseguir algo na música e espero que aqueles que me apoiaram durante o programa continuem a fazê-lo depois”, disse a ex-concorrente.


“Dissemos já à Joana [Garcia] que ela deixou a marca dela neste programa e que gostaríamos, num futuro próximo, de trabalhar com ela”, contaram os seus mentores.

 

Também João Pedro Rosas já está focado no futuro e em apostar no seu projecto pessoal: Skeezos. “O principal objectivo ao entrar para o programa era precisamente conseguir promover e projectar a minha banda”, disse.

 

Silvio Switha afirmou não ter tido “grande ajuda com as escolhas das músicas” ao longo das galas porque estas se afastavam demasiado do seu gosto e estilo. “Gostava de ter tido uma música onde pudesse mostrar mesmo aquilo que a minha voz vale”, comentou. Os próximos tempos serão ocupados com a The Swithas Band e a possibilidade de ir também ele para Londres gravar, graças a propostas que reapareceram durante o concurso.

 

Para a próxima semana vamos assistir (já) à semi-final d' “A Voz de Portugal”. E com apenas dois elementos em cada equipa os mentores já não vão poder salvar ninguém.

 

Retirado de HardMúsica



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Domingo, 05.02.12

A quinta emissão em directo de “A Voz de Portugal” foi sinónimo de surpresa na hora do anúncio das eliminações e da crescente importância da popularidade e do mediatismo dos candidatos.

 

Perante 900 pessoas em estúdio (quando a lotação máxima era de 800), dezasseis concorrentes subiram ao palco para interpretar um repertório repleto de grandes clássicos da música internacional e nacional. “Voulez Vous”, dos Abba, “She”, de Elvis Costello, “Time After Time”, de Cindy Lauper e Javier Colon, ou “Todo o Tempo do Mundo”, de Rui Veloso, foram alguns dos temas que compuseram desde actuações mais enérgicas a mais emotivas.

 

De lamentar são algumas das saídas, não só pelas prestações dos concorrentes em causa esta noite, mas pelas grandes vozes que têm. Vasco Duarte (Anjos), Teresa Santos (Mia Rose), Marisa Almeida (Rui Reininho) e Sandrine Orsini (Paulo Gonzo) foram os quatro elementos menos votados pelo público.

 

A expulsão de Vasco fez com que todos os mentores se levantassem para se despedir dele. A de Sandrine fez com que todo o estúdio se levantasse para a aplaudir.

 

A surpresa que foi para muitos a eliminação destes dois concorrentes é, na opinião dos Anjos, de simples explicação: “nem sempre o que se vê nas redes sociais é transporto para a realidade; são importantes ferramentas, mas nem sempre o que lá vemos se traduz em votações reais”, explicaram ao Hardmusica os irmãos Rosado, que consideraram que o programa perdeu “dois grandes artistas” com a saída de Vasco e Sandrine.

 

Paulo Gonzo disse ter sido “uma injustiça” a saída de Sandrine e referiu ainda estar “completamente convencido de que [esta] iria ser salva pelo público” quando salvou Bianca Adrião, que, na sua opinião, esteve melhor, ainda que por pouco, em termos técnicos.

 

No entanto, a candidata disse saber que ia ser expulsa a partir do momento em que não foi salva pelo mentor, precisamente “não ser dos concorrentes com maior popularidade” e por “não andar a angariar votos”.

 

Para além de Teresa e Marisa terem realçado a popularidade dos seus colegas de equipa contra os quais competiam, também Vasco Duarte disse ter noção de que “nem todos os que apoiam no facebook votam” e que por isso não ficou totalmente surpreendido por ter sido um dos menos votados. Mas o agora antigo concorrente de “A Voz de Portugal” já têm planos para um futuro próximo, que os seus mentores prometeram acompanhar de perto: lançar um EP com a sua banda de originais, “Ossos do Ofício”, com a esperança de vir a ser a aposta de uma qualquer discográfica.

 

Quanto ao mesmo assunto, Rui Reininho enfatizou que se sente cada vez mais “a diferença entre a recompensa daqueles que trabalham e daqueles que simplesmente têm mais pessoas a votar neles.”


O vocalista dos GNR – que, segundo o mesmo, não irão lançar um novo disco em 2012 porque “não há público para o comprar” e limitar-se-ão a criar “duas ou três novas canções” - é o mentor que têm uma atitude mais irreverente nos directos. Ao Hardmusica explicou a sua postura dizendo que “seria redundante estar a mencionar os aspectos técnicos que outros mentores já mencionam” e que, por isso, deixa esse género de apreciações para os ensaios: “as pessoas em casa não querem isso; na televisão querem entretenimento e é isso que lhes dou.”


O Hardmusica falou ainda, após terminada a gala, com Kiko, que, juntamente com Isabel Campelo, forma a dupla de “vocal coaches” (treinadores de voz, se traduzirmos à letra) dos concorrentes do concurso da RTP.“Todos têm tido uma grande evolução e têm feito um esforço para apreender as dicas que lhes têm sido dadas”, disse, acrescentando que a maior dificuldade que tem enfrentado é o tempo, sendo que o ideal seria poder fazer “um trabalho mais longo” em vez de terem somente uma semana para treinar.

 

Sobre a questão levantada na semana anterior quanto aos mentores terem acesso às votações do público antes do momento de salvamento, Piet-Hien, produtor do programa, respondeu hoje que “cada mentor faz com essa informação o que quiser, pode usá-la ou ignorá-la”. O mesmo não quis dizer, por enquanto, quem são os concorrentes que, ao longo de todas as galas, têm obtido mais votos, mas garantiu que “o facebook é um bom indicador da popularidade de cada um”.


Após uma gala onde, mais do que em qualquer outra até à data, se falou, nos bastidores, da importância de se ser popular, Mia Rose deixou “um apelo à consciência das pessoas em casa para votarem em quem de facto cantou melhor e não em quem esteve mais bonito.”

 

Retirado de HardMúsica



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Domingo, 29.01.12

A quarta emissão em directo de “A Voz de Portugal” foi preenchida por muita música portuguesa e por duas actuações especiais de Áurea.

 

A cantora, que é uma das mais recentes revelações do panorama musical português, abriu o espectáculo acompanhada pelas candidatas Teresa Santos (cuja mentora é Mia Rose) e Joana Jorge (da equipa dos Anjos), e encerrou os momentos musicais com uma interpretação a solo do seu tema “Okay Alright”.

 

As doze vozes em competição esta noite (três de cada mentor) foram as que sobreviveram à segunda gala do programa, e delas quatro despediram-se hoje da corrida pelo título d'A voz de Portugal: Inês Martins (Mia), Sílvia Silva (Paulo Gonzo), Sara Henriques (Anjos) e Celeste Cortez (Rui Reininho).

 

No que respeita aos temas interpretados, o repertório foi, mais uma vez, variado e demonstrou a versatilidade das vozes, com os concorrentes a levarem consigo para o palco canções tão díspares como o clássico “The Best”de Tina Turner e “Everything” de Michael Bubblé. E houve ainda cinco canções portuguesas – dos The Gift, Entre Aspas, Rui Veloso, Clã e Amor Electro –, fazendo com que esta se tenha tornado, até ao momento, a gala com mais música nacional.

 

As actuações foram, na sua maioria, seguras, mas muitas delas estiveram longe de estarem tecnicamente perfeitas e a tantas outras faltou, por vezes, a emoção ou a entrega necessárias para que a canção continuasse a ecoar nas nossas cabeças pelo resto da noite.

 

Uma das falhas técnicas que marcou esta gala foi o deslize na letra da canção interpretada por Daniel Moreira (da equipa de Mia). Sobre esse momento, Paulo Gonzo disse o seguinte ao Hardmusica: “os concorrentes sentem cada vez mais a pressão, a carga emocional é maior e os nervos atrapalham os breves minutos que eles têm para mostrar tudo aquilo que valem, mas, nesta fase do concurso, têm de estar preparados para lidar com isso.” O cantor realçou ainda que “num concurso como este não são desculpáveis deslizes, porque o objectivo é reunir qualidades como a voz, técnica e postura, mas também o saber controlar os nervos em cima de um palco.”


Ao Hardmusica foi difícil conseguir declarações claras de Rui Reininho sobre “A Voz de Portugal”, as galas em directo e os concorrentes, mas, ainda assim, conseguimos saber que apesar de achar que os candidatos estão “a subir”, as galas “estão a tornar-se cada vez mais tristes”, pelas saídas dos concorrentes.


Disse também estar contente com a sua equipa - “têm feito um esforço fantástico” - e que dela fazem parte“músicos que sabem tocar e cantar”.


Quanto à prestação dos próprios mentores, há um destaque que é impossível não ser feito: nas galas que existiram até à data, os Anjos foram os únicos a fazer apreciações técnicas das actuações (seja de elementos da sua equipa ou não), não se restringindo a monossílabos como “maravilhoso”, “fantástico” ou à típica expressão “estiveste bem”. 


“É esse o nosso trabalho”, disseram. Os irmãos Rosado afirmaram que “faz todo o sentido” fazerem comentários técnicos e que o facto de serem os únicos a fazê-lo “demonstra que os mentores são todos diferentes, desde o irreverente Reininho ao Paulo Gonzo com uma postura mais contida, que começou com uma imagem mais dura, mas que tem optado por uma abordagem mais suave.”


Para os Anjos, “nesta fase do programa todos eles são muito bons” e, por isso, são da opinião de que é necessário estar o mais atento possível aos detalhes. Até porque o verbalizar, actuação após actuação, os aspectos que tornaram uma melhor ou pior, justifica, pelo menos em parte, perante o público, a decisão dos mentores quanto ao salvamento de um membro da sua equipa. “O programa é, nesta fase, feito por pequenos pormenores e é preciso expô-los”, defenderam.

 

Algo a que o público em casa não assistiu foi que, instantes antes da escolha do membro a salvar por parte dos Anjos, Piet-Hien Bakker, o produtor do programa, dirigiu-se até aos irmãos Rosado para uma breve troca de palavras. Quase de seguida, a dupla anunciou que salvaria Carla Ribeiro.

 

Ficámos a saber que todos os mentores têm acesso constante aos resultados momentâneos das votações por telefone e, ao Hardmusica, os Anjos assumiram: “entre outras coisas, essa é uma informação que o Piet-Hien nos dá”. Mas disseram também que esse momento não teve qualquer influência na sua decisão.

 

Confessaram que estavam indecisos entre dois candidatos, Ricardo Oliveira e Carla, mas apesar de considerarem o Ricardo “fabuloso”, foi a prestação de Carla que, para eles, foi a surpresa: “A Carla marcou pela diferença e o facto de a termos salvo foi um prémio que lhe quisemos dar”, explicaram.

 

Os irmãos Rosado sublinharam que “há uma série de factores que pesa na decisão e uma mera indicação que a produção dá numa determinada altura da votação ajuda, mas apenas quando temos grandes cantores que actuam mal” e acrescentaram que “as votações valem o que valem apenas em dada altura e depois podem não significar nada em termos de resultado final”.

O Hardmusica tentou conversar com Piet-Hien sobre esta questão, mas ao jornal foi dito, por parte da assessoria de imprensa da RTP, que tal não seria possível.

 

Para a próxima semana, haverá mais mais música, mais dança, mais espectáculo e, esperemos, felizes surpresas.

 

Via HardMúsica



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Segunda-feira, 23.01.12

O seu final ficou marcado pela reacção de Paulo Gonzo à eliminação da sua candidata Salomé Caldeira. O mentor disse estar “zangado” com a“injustiça” e afirmou, sem rodeios, que “o povo vota mal”.


Este sábado, 21 de Janeiro, assistimos a mais uma gala de “A Voz de Portugal”, onde os doze finalistas que sobreviveram ao primeiro directo deliciaram o público com grandes actuações.

Depois de uma gala que deixou algo a desejar na semana anterior, por exemplo, em termos técnicos, voltámos a ter uma noite preenchida por fortes talentos e boas vozes. Toda a produção de luzes, sons e até o ambiente criado pelas claques contribuíram, mais uma vez, para que se vivesse uma noite fervorosa.

 

Paulo Gonzo e os seus três candidatos – Salomé Caldeira, Sílvio Switha e Bianca Adrião – abriram este espectáculo de música de forma glamorosa e intimista, interpretando, acompanhados pelo piano, “Georgia on my Mind”, de Ray Charles. A esta actuação seguiu-se um leque de outras tantas que souberam estar à altura do que era esperado.

 

A prestação de Vasco Duarte (da equipa dos Anjos), que interpretou a música portuguesa “Não sou o único”, dos Xutos e Pontapés, foi um exemplo com garra, espontaneidade e onde houve até interacção com o público e com os mentores. Também neste registo energético, destacaram-se ainda Joana Garcia (Anjos), Denis Filipe (Rui Reininho) ou Bianca Adrião (Gonzo), com a sua voz tão poderosa.
Num registo diferente, mais calmo, intimista e, por vezes, até emotivo, actuaram, entre outros, João Rosas (Reininho), Deborah Gonçalves, Salvador Seixas (ambos da equipa de Mia Rose) e Salomé Caldeira (Gonzo).

 

Para além de terem estado à vontade e terem sido senhores e senhoras do palco que pisaram, a maioria dos candidatos desta gala deixou um cunho pessoal em cada uma das canções que interpretou, não se limitando à reprodução exacta das versões que já todos conhecemos.

As boas actuações do grupo dos doze finalistas foram sendo comprovadas, ao longo de toda a gala, pelos comentários que os mentores iam fazendo aos seus concorrentes, mas também aos das equipas adversárias. Rui Reininho foi um dos mentores que fez os comentários mais efusivos da noite e, para além de considerar Denis Filipe como “um artista” - por “ter algo que os outros não têm”, segundo o próprio vocalista dos GNR -, disse ainda que “estes concorrentes são mesmo músicos.”


Entretanto, chegou para muitos a pior altura da noite: as eliminações. Após cada mentor ter salvo um elemento da sua equipa, o público em casa eliminou outro. João Castro (Reininho), as gémeas Luísa e Inês Silva (Anjos), Ana Carolina Veiga (Mia Rose) e Salomé Caldeira (Gonzo) foram os concorrentes que abandonaram “A Voz de Portugal” na terceira gala em directo.

 

Foi a eliminação de Salomé que deixou muitos de boca aberta e que fez com que Paulo Gonzo, de imediato, deixasse claro estar “zangado” perante uma saída “injusta”.

 

Ao Hardmusica, o mentor disse, sem quaisquer rodeios, que “o povo vota mal. É preciso que os portugueses oiçam com mais atenção as actuações.” Considera que todos os candidatos da sua equipa têm grandes qualidades, mas que, por questões técnicas – afinação, capacidade de aprender e entender as críticas, foram algumas das enunciadas a saída de Salomé não foi de todo acertada.


“Sou mentor de todos eles de forma igual, mas conheço as limitações de cada um. E nesta fase já temos de olhar para as actuações dos candidatos com rigor e ter atenção aos pequenos detalhes técnicos”, disse, acrescentado que “estamos à procura da grande voz de Portugal, não da mais bonita ou mais simpática.”


O cantor, que diz encarar a função de mentor com seriedade por ser a música a sua vida, considera “um risco demasiado grande deixar a decisão final nas mãos público”, e deixou a sugestão para que existissem também, de alguma forma, “profissionais da área a votar”.

Também os Anjos se posicionaram contra a eliminação de Salomé Caldeira. “Há muitos pormenores que passam ao lado dos que estão em casa”, afirmaram.


Quanto aos restantes concorrentes ainda jogo, os irmãos Rosado disseram estar cada vez mais preocupados em alimentar grandes vozes, sejam de que equipa forem: “Custa-nos ver potenciais “vozes de Portugal” serem desperdiçadas por, nos ensaios, os mentores não lhes quererem apontar críticas ou dar ajudas em frente dos restantes concorrentes meramente pelo factor da competitividade.”


Ana Carolina Veiga, a candidata eliminada da equipa de Mia Rose, disse ao Hardmusica que, apesar da clara tristeza, irá “pegar nesta experiência e em todos os conhecimentos que ela trouxe” para continuar a apostar numa carreira na música, muito talvez com “a ajuda das novas plataformas digitais e de canais como o Youtube.”


Também Luísa e Inês Silva (da equipa dos Anjos) pretendem procurar novos projectos musicais. O facto de serem gémeas e de actuarem enquanto dupla deixou uma imagem forte no programa. “Foi um desafio, mas conseguimos um bom equilíbrio e vamos sempre alternando entre quem faz a voz principal e quem faz as harmonias”, explicaram.

O candidato eliminado da equipa de Rui Reininho, João Castro, realçou o que aprendeu neste concurso ao nível técnico, das dimensões de espectáculo e do profissionalismo das produções e o que ganhou em termos de exposição. Para si, a participação no programa foi “um trampolim” e a sua saída “não é o fim de nada”.

 

“Sente-se uma evolução por parte dos concorrentes que, para além de estarem tecnicamente melhores, estão cada vez mais habituados a estar em cima do palco e esta noite eu tinha três grandes possíveis finalistas em palco”, afirmou Mia Rose, que considerou que esta foi uma das galas mais difíceis até ao momento.

 

Pelo meio de boas vozes, boas actuações e saídas difíceis, resta a memória de um grande espectáculo de música. 

E alguma razão deverá ter Catarina Furtado para todas as semanas apontar para o facto de este ser “o maior espectáculo de música na televisão portuguesa”.

 

Via Hardmusica



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Domingo, 15.01.12

segunda gala da voz de pOrtugal

Este Sábado assistimos à segunda gala em directo de “A Voz de Portugal”, mas para 16 candidatos esta foi a primeira vez que pisaram o grande palco do concurso musical da RTP1.

 

Mais uma vez o trabalho de som e luzes, dos bailarinos, da banda ao vivo, o cenário, o público e o restantes efeitos da produção contribuíram para que se montasse um grande espectáculo de música.

 

Mas, talvez por a primeira gala ter colocado a fasquia tão alta, esta noite pareceu ter ficar um pouco aquém das expectativas. Já estávamos à espera de que em termos visuais o espectáculo fosse grandioso, e é provável que o factor surpresa tivesse grande influência na nossa sensação, mas as próprias actuações desta noite não foram extraordinárias ou arrebatadoras como as da semana anterior. Houve boas vozes e boas prestações (e também as houve menos boas), mas foram muito poucas as que marcaram.

 

Para mencionar algumas dessas actuações, damos exemplos das que receberam comentários que pareciam genuinamente honestos por parte dos mentores. Em sentidos completamente opostos, Ricardo Oliveira e Carla Ribeiro (ambos da equipa dos Anjos) foram duas boas surpresas já ao terminar da noite. O primeiro interpretou a balada “Your song”, de Elton John, tocando (e bem), ao longo de toda a música, piano. A segunda, num estilo rockeiro, com “I love rock & roll” de Britney Spears, trouxe energia, força e garra para o palco.


Na maioria dos casos, ora faltou expressividade, ora faltou ritmo, ora faltou afinação, ora faltou magia, ora faltou qualquer outra coisa.

A semana passada cada mentor despediu-se de um elemento da sua equipa e tiveram lugar as primeiras quatro eliminações. Desta vez a história voltou a repetir-se e Rui Pereira (Paulo Gonzo), Joana Alves (Rui Reininho), Luís Almeida (Mia Rose) e Bruno Francisco (Anjos) abandonaram o programa.

 

Todos eles usaram expressões semelhantes para descrever as suas experiências: “magnífica, surpreendente, enriquecedora.” A tímida Joana disse que o “tamanho do cenário não assusta e que todos os nervosismos desaparecem quando come[çam] a cantar.” Para além do “palco inspirador”, Luís também reconhece nas claques um forte apoio para quem está a actuar. “Em cima do palco a adrenalina é proporcional aos nervos”, afirmou Bruno.

Esta noite em que o concurso perdeu grandes vozes e grandes talentos – no final do directo, se havia quem dissesse que a maioria das saídas foi injusta, na verdade, também havia quem dissesse precisamente o contrário –, foi também uma noite de muita emoção. Essencialmente pelo facto de que foram vários os concorrentes que não conseguiram conter as lágrimas.


“Os concorrentes que foram eliminados esta gala não reagiram da mesma maneira de que os da anterior e as saídas foram momentos mais dolorosos”, disse a apresentadora Catarina Furtado, que confessou ainda ter ficado “comovida pelos candidatos mais velhos, que por norma trazem na bagagem mais complicações e inseguranças”.


Entre os mentores (que, relembramos, também estão a competir entre si através das suas equipas), voltou a existir troca de elogios a candidatos de equipas opostos.


Paulo Gonzo elogiou a sorte de Mia em ter Luís Almeida; Mia Rose disse que a actuação de Sandrine Orsini (do grupo de Gonzo) seria “difícil de esquecer”; os Anjos disseram ter pena que Daniel Moreira fosse “o menino” da Mia. E estes são apenas alguns exemplos.

 

Outra (espécie de) repetição nesta gala foi a prestação dos bailarinos que acompanharam quatro actuações e que, em todas elas, conseguiram desviar os nossos olhos do concorrente que se encontrava a cantar.


“No máximo conseguimos fazer seis coreografias num programa. É impossível mais do que isso, porque tanto a nível físico como de ensaios (pelo tempo que demoram as afinações, correcções e melhoramentos da coreografia e dos dançarinos) é muito complicado”, explicou o coreógrafo Marco de Camillis quando confrontado com a questão de nem todas as actuações terem acompanhamento de dança. As músicas que têm essa sorte, explicou também, “são escolhidas numa reunião com a produção, onde se tenta perceber quais os temas em que mais sentido faz ter dança”.


“Optamos pelas músicas mais mexidas e mais visuais”, explicitou Piet-Hein, produtor do programa.

 

No que respeita às músicas interpretadas, o mesmo disse serem escolhidas em conjunto pela produção e pelos mentores, “sempre a pensar no estilo musical de cada concorrente”. Para as próximas galas, Catarina Furtado deixou a promessa de mais música portuguesa e a continuação de um leque de temas conhecidos e eclécticos.

 

Esperamos pela próxima gala, no próximo Sábado. E esperamos música e dança, magia e paixão pelo cantar.

Via HardMúsica



publicado por olhar para o mundo às 17:12 | link do post | comentar

Domingo, 08.01.12
Primeira gala de “A Voz de Portugal” foi verdadeiro espectáculo de música

Começaram este Sábado as galas em directo de “A Voz de Portugal”. O mais recente programa de talentos da televisão em Portugal já tinha deixado antever que esta terceira fase – após a Prova Cega e as Batalhas – teria uma grande produção, e, hoje, em estúdio, o Hardmusica pôde comprovar.

 

Comecemos pelas partes menos boas: Joana Barata (Anjos), Rui Sirgado (Mia Rose), Pedro Coelho (Paulo Gonzo) e Ana M. Teixeira (Rui Reininho) foram os primeiros concorrentes a ser eliminados da competição.

 

Dos oito concorrentes de cada uma das equipas de cada mentor, nesta primeira gala actuaram quatro e na semana seguinte actuará a restante metade. No final da actuação de cada equipa, o respectivo mentor salvou um concorrente e findas todas as actuações o público salvou dois candidatos de cada grupo.

 

Na maior cenário em estúdio da televisão portuguesa, com um palco com extensas dimensões, uma elaborada produção ao nível de luzes e sons e cerca de 800 pessoas a apoiar ao vivo os concorrentes, viveu-se uma grande noite de música e de espectáculo.

 

Ouviu-se desde rock&roll a pop, desde canções intimistas a muito enérgicas. Em suma, cada candidato cantou o seu estilo, aquilo que mais lhe agrada e que mais se adequa a si. Isto num grande palco onde os candidatos puderam manifestar o seu talento e dar vida completa à actuação.

Para todo o ambiente de espectáculo contribuíram a banda ao vivo, sempre enérgica e a acompanhar muito bem os cantores, e, ainda, os bailarinos coreografados por Marco de Camillis, que, para além de darem uma dinâmica acrescida às actuações, ajudaram a embelezar o espectáculo.

 

 

 

Retirado do HardMúsica



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