Sexta-feira, 01.09.17

 

Letra

 

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Sábado, 26.08.17

 

Letra

 

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Domingo, 13.08.17

 

Letra

 

[Valete]
Eu só queria ser eu, dar-vos a minha espontaneidade
Materializar a liberdade que a minha mente fantasia
Trocar as leis da sociedade, pelas leis da felicidade
Com a minha carta da alforria

Mas vocês refugiados na ignorância
Oprimem a diferença e oprimem a minha independência
Julgam-me, com uma moral que nem é vossa
A moral que nos impuseram e que cavou a nossa fossa

E faz de nós essa massa domesticada
Que vive mascarada só pa'tar incorporada
Eu sofro, quando sou como vocês
Escondo a minha nudez, vocês dizem que é sensatez

Não sei o que quero, nem sei pra' onde vou
Quando 'tou refugiado nesta pessoa que não sou
Que vive a oferecer sorrisos e esforços adaptativos
Pa'tar bem no colectivo

Quando já não aguento refugio-me no meu quarto
Isolado de tudo pa' fugir do vosso contacto
E pa' poder voltar a ser eu
Entre copos de vodka e a solidão que me desafoga

Depois saio à rua embriagado
Desta vez já desatado, eufórico e reanimado
Refugiado numa coragem momentânea
Celebro a infâmia da liberdade espontânea

[Bónus]
Mano, aceita a diferença
Enterra o teu passado, entrega-te à renascença
Diferença é a coisa mais bela da natureza
Eleva-te como Homem vive a tua nobreza (x2)

[Azagaia]
Nunca estiveste tão distante de ti próprio
Juras amor próprio, ao espelho és o próprio
Dás meia volta e fazes mal a ti próprio
A seguir culpas o mundo e te envenenas com esse ódio

Justificando os teus erros com os dos outros
Matando porque mil já foram mortos
Roubando porque houve roubos
é assim como loucos guiam loucos
Culpando a loucura que inocenta todos

Eu sou bom com os disfarces e vejo que também és
Eu finjo que eu sou eu e tu finges quem também és...
Esse, perfume, essa roupa, esses carros
E como de costume vou julgar-te por esse status

Quantos pretos condenados a falar como brancos
Brancos condenados a f... como pretos
Homens condenados a beber como machos
E na calada da noite a gemer pr'outros machos

Quantos enforcados por gravatas 5 dias por semana
São vampiros a sugar garrafas aos fins de semana?
Quantos saiem à rua... finos e civilizados
E em casa só falam com os punhos cerrados

E quando estiveres já coma cabeça inchada
A pesar uma tonelada, de merda não evacuada
Senta-te com os amigos e vira uma garrafa
De absoluta hipócrisia e depois volta pra' jornada

[Bónus]
Mano, aceita a diferença
Enterra o teu passado, entrega-te à renascença
Diferença é a coisa mais bela da natureza
Eleva-te como Homem vive a tua nobreza (x2)

 



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Domingo, 30.07.17

 



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Letra

 

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Sábado, 29.07.17

 

Letra

 

Valete:
Porque se tu visses o mundo através das palavras que eu te mostro
tu verias a fome a adormecer e a abater aqueles olhos
tu verias o sangue a alagar a terra daqueles povos
a deixar tudo resumido a desespero e destroços

Se ouvisses os gritos que o sofrimento não cala

saberias o que é viver entre insonias e estrondos de balas
falas, mas nunca sentes a pulsação do planeta
desacelera, porque o teu amor por ele nunca chega

Boss AC:
Yo!
'Tás-me a ouvir mas será que me escutas?
eu não questiono pessoas, eu questiono condutas
questiono esta nossa indiferença colectiva
temos alternativa enquanto tivermos voz activa

Mas ninguém quer saber de ninguém
as contas fazem-se no fim dão-nos o troco no além

Seguimos em direcção ao abismo
neste sociedade de consumo,
que só consome egoísmo

Refrão (2x)
Olavo Bilac:
I'm gonn' break u
I'm gonn' take u down
I'm gonn' make u stay awake
'till u open your eyes

Boss AC:
Insensiveis à dor alheia,
não sentimos a fome dos outros porque a nossa barriga 'tá cheia

E a verdade que nos impingem não foi escrita por quem sofre (não!)
ela é escrita por quem tem a chave do cofre
Será que pensamos nisso quando saímos à rua?
Enquanto fechamos os olhos e a escuridão continua
E em quem podemos acreditar, se são os nossos irmãos que nos querem matar (an?)

Valete:
O que é que há pa' sorrir quando meio mundo sangra? (sangra!)
Como é que tu não olhas quando meio mundo te chama?
Como é que tu vives sem dar aos teus um minuto?
Diz-me, o que é que há pa' celebrar quando o mundo 'tá de luto?

Delegas poder a esses politicos, mas eles são camaleónicos,rétoricos
Não representam as nossas massas anónimas, é óbvio
Eles representam corporações babilónicas, demónios
Que representam o lucro acima dos homens, é lógico

Refrão (2x)
Olavo Bilac:
I'm gonn' break u
I'm gonn' take u down
I'm gonn' make u stay awake
'till u open your eyes

Valete:
Tu tens o poder de ser a transmutação e a salvação
não há revolução sem chegar a tua contribuição
partilha o afecto, que há sempre alguem que ajudas (ajudas!)
quando espalhas a verdade há sempre educas (educas!)
quando denuncias o mal há sempre alguem que te escuta mano
há sempre alguem que te segue quando acreditas na luta

Muda tu o mundo, porque todos nós somos Deus
o mundo muda a cada gesto teu!

Boss AC:
Yoo!
Eles andam entre nós parecem pessoas normais,
até batinas pretas escondem tarados sexuais
Desses que transformam o amor em mentira,
quem faz mal a uma criança não merece o ar que respira

O Mal é banal parece que está tudo visto
Professas gira enquanto podes,
ou esperar o regresso de Cristo

Tu ouves,mas não escutas
olhas,mas não vês
os outros somos nós, e nós somos vocês

Refrão (2x)
Olavo Bilac:
I'm gonn' break u
I'm gonn' take u down
I'm gonn' make u stay awake
'till u open your eyes

 



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Letra

 

Não venha me dizer que agora tu mudou
Esse papo eu conheço e também me cansou
Estive disposta, hoje já não estou
Sigo em frente sozinha, o tempo já passou

Tempo bom foi aquele em que você me amou
Desistiu de ser triste assim me conquistou
Desligado do mundo, dos vicios da dor, era eu e você, só nós dois e o amor
(Desandou) Mentindo pra mim, voltando pra pista, isso me bodiou

A verdade é rainha, tu me magou
A mentira é o fim do que só começou
Uma história bonita, eu e você no flow
Tu perdeu, não se segurou

Eu estou segura de que é difícil, mas eu também sei que tudo acabou
E é triste mas o que se foi, ficou
Guardado no peito ainda sinto o sabor
O perfume do abraço, a música tocou

Fazendo lembrar do que se eternizou
Mas vê se resolve, a droga te pegou
Eu te abracei, se tu tentar eu vou
Era assim hoje não, o laço desatou

Eu vim te lembrar de um tempo que marcou
Águas que rolaram, o tempo voou
Acabou e é porque tu não priorizou
Aceita os pontos, falar que o momento é mais que propício pra dizer quem sou

Aquela mulher que um dia cê teve
Que te quis do lado e tu não deu valor
Quer te ver melhor que a última vez, peço que não caia
Minha hora chegou.

[Juju Gomes]
Resolve a tua parada, aqui tu não é ninguém
O amor que tu me deu não me serviu
Vou procurar nos braços de outro alguém
Começamos bem, na vibe tipo zen

Que caminhava tão certo
Assim não dá, suas mentiras, insatisfações da vida
Diz que me ama tanto, quer criar raízes, só nós dois
Ta bom, meu bem

Pois eu acreditei, me apaixonei e lancei meu sonho, por você também.
Diz que tá escuro aí, por favor me ajuda aqui
E agora você chora, chora
E me pede pra voltar, então faça valer, pra eu não pagar pra ver

Laços perdidos, destroem meu infinito
Através dos gritos, isso parece primitivo
Olha pra frente, vê se não cai [2x]

[Valete]
No início era só tu e eu, no meio da paixão intensa que nos consumia
De corpo e alma pra ti, não queria saber de nenhuma mulher que surgia
O tempo passou meu amor serenou, e parece que secou toda aquela poesia
Homens são assim, cansam-se rápido, não fomos feitos pra monogamia

Vivemos com ambição de alpinista
Queremos outra conquista depois de uma conquista
Lá vou eu a noite chamam
Calor, mulheres, olhares tramam, curvas formas, dançam excitam

Rabos, mamas hipnotizam, la tô eu na cama de outra
Vida louca não me poupa, outra semana, outra dama
Outra cama, é so gana
Esses gestos não me enganam, é so sexo não tem chama

Eu preciso do teu amor, me dá o teu swing que me faz feliz
Dá ao teu negro outra chance
Outra chance pra outro romance
Sem amor não ha vida, fica alma esmorecida

Fica tudo mais medonho
Morre o mundo, morre o sonho.
Dá ao teu negro outra chance...

Nós somos filhos, desta veracidade maior do que nós
Que nos deixou insensíveis e desnorteados
Entre esta gula, fantasias e fetiches...

O amor abandonou-nos negro
E agora estão aqui desesperados
Sozinhos entre essas camas e orgamos
Não temos nada, negro
Não temos nada...

[Juju Gomes]
Laços perdidos, destroem meu infinito
Através dos gritos isso parece primitivo
Olha pra frente vê se não cai [2x]

 



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Terça-feira, 25.07.17

 

Letra

 

 

Meu pai era um player
E conquistou minha mãe com arte e verborreia
De gala são tomense
Citava -lhe poemas, cantava-lhe baladas,
Minha mãe caiu na teia já toda enfeitiçada

Começaram a namorar, noites longas
Até ao luar e sexo até a alvorada
Estavam juntos todos dias,
Cada beijo uma alquimia cada olhar uma profecia

Minha mãe engravidou, meu pai bazou fugiu do filho
Que ele procriou
Minha mãe ficou sozinha com um filho na barriga
Que com descuido fecundou

Sem dinheiro para o aborto
Minha mãe resolveu ter-me apesar de devastada
Chorava todos os dias arrasada,
Sombria, despedaçada, estilhaçada

Fui crescendo na barriga dela lá dentro
Sentia as mazelas da alma fulminada
A gravidez dava-lhe dores, tonturas, enjoos,
Deixava-lhe toda esgotada

Meu pai voltou seis meses depois
Arrependido e certo que minha mãe era sua amada
Minha mãe aceitou-o de volta apesar
Da revolta continuava apaixonada
Felizes novamente, encandeados
Pelo mesmo sentimento efervescente
Nasci novembro a tarde bem perto das quatro,
Depois de 24 horas duras de trabalho de parto

Aniyah
Refrão
Se não tens amor, é só dor
Se queres prazer, dás amor
Se não tens amor, é só dor
Se queres prazer, dás amor


Yeah...
Meus pais deliciavam com cada sorriso,
Cada som, cada olhar, cada movimento
Cada gesto que eu fazia
Tudo o que eu fazia era motivo pra deslumbramento,
Encantamento empaditas de euforia
Mas um bebé custa caro dá muita despesa
E mais dureza, pra quem já vive na pobreza
Minha mãe mal se recompôs da gravidez,
Foi trabalhar na costura quatrocentas horas por mês
Meu pai estudava e trabalhava ao mesmo tempo,
Um ritmo violento por causa do seu rebento
Eu chorava todas as madrugadas, gritava,
Borrava desvairado e eles nunca dormiam nada
Estavam esgotados, secos, stressados,
Surtiam por qualquer coisa, andavam sempre alterados
Eu comecei a andar com dez meses
E aos onze meses já falava ficavam maravilhados
Encantados com cada palavra nova
Que eu dizia com evolução da minha fisionomia
Encantados com cada palavra nova
Que eu dizia com evolução da minha fisionomia

Aniyah:
Se não tens amor, é só dor
Se queres prazer, dás amor
Se não tens amor, é só dor
Se queres prazer, dás amor

Passava horas e horas a escrever no quarto
A fazer trilhas sonoras pra sair do anonimato
Mal dormia, mal saia, mal via os amigos
A escrita era minha religião, meu castigo meu abrigo
Eu rimo as dores do meu povo,
Envolvo nos versos o sofrimento que absolvo
Ela mandou-me um e-mail a dizer
Que sou o rei e que trouxe um estilo novo
Diz que chora desalmadamente,
Quando eu rimo intensamente, nos temas mais comoventes
Diz que me quer conhecer, pra ver realmente
Se eu sou o que digo ser
Encontramos num bar no vasco da gama,
Logo fiquei encantado com aquela áurea africana

Ela explana uma negritude soberana,
Imana a mesma luz que originou o nirvana
Começamo-nos a ver regularmente,
E como era evidente acabou em envolvimento
Dia sim, dia não em minha casa, entrosamento sexual
Até o esgotamento
Foram vários meses na mesma rotina,
Mas estava sem adrenalina que o puro amor origina
Eu não a amo mas o sexo é tão bom
Que eu não consigo acabar com ela e terminar nossa novela

Por isso eu minto e digo que lhe amo,
O amor dela é insano e ela nem sente que é engano
Ela ama-me perdidamente
E acha que o relacionamento durará eternamente
Passaram dois anos e fui ficando distante,
Já era flagrante aquele meu distanciamento
Ganhei coragem resolvi acabar, resolvi terminar
O que já não tinha fundamento

Ela entrou num caos depressivo,
Autopunitivo e quase vegetativo
Não comia, não dormia, não saia de casa
Entregou-se num processo corrosivo erosivo
Largou o trabalho, largou a faculdade,
Ficou esquelética e perto da insanidade
Com instintos suicidas, completamente escurecida,
Vazia e destruída.

Esta é uma música profunda irmão,
Na estrada da tua vida, o teu espírito
Estimula-te sempre a fugir da dor e ir em busca do prazer,
Mas lembre-te sempre que há muitos objectivos
Que tu não consegues sem dor, sem sacrifício,
Sem sangue. lembre-te que tu podes erguer,
Reerguer ou salvar vidas sacrificando por elas,
Sangrando por elas em actos de puro altruísmo.
Na busca pelo prazer tu podes ficar cego
E chacinar a alma de todos seres humanos
Em actos de puro egoísmo.
Por isso grandes pensadores budistas
Falavam na importância deste equilíbrios entre a dor e prazer.
O equilíbrio do planeta depende muito desse equilíbrio
Entre a dor e prazer
Que cada um de nós tem que alcançar individualmente.

Ver o sacrifício de uma mãe a criar seu filho,
Ver a história de gandhi e a sua devoção pelo seu povo,
Vá também em busca do prazer irmão,
Vá também em busca da felicidade
Mas não vás sozinho, leve outros manos consigo,
Ensine os manos a amar ensina os manos o humanismo.

David cross
Se não tens amor, és só dor
Se queres prazer dás amor
Se não tens amor, és só dor
Se queres prazer dás amor

 



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Quinta-feira, 20.07.17

 

Letra

 

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Quarta-feira, 19.07.17

 

Letra

 

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Letra: Karlon, Chullage, Valete
Beat by Charlie Beats
Sodade por Maria Tavares
Saxofone: Carlos Martins
Guitarra: Ary César
Scratch: Dj X-Acto

 



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Terça-feira, 27.06.17

 

Letra

 

[Refrão: Rael]
Por onde for, vivo a calçada
Transmite amor, mas ninguém viu nada
Que em cada calçada que eu estava, estava lá mudando o mundo
Muitos não percebiam que ali havia som de conteúdo

[Verso 1: Valete]
Errático como o Éder, tu és maçarico
Sou acrobático na batida, como o Frederico
Neneh Cherry com Paula Perry
A mescla daquele puro movimento anti-fashion
No rap podia ser John Legend ou Chuck Berry
Mas na verdade, eu quero ser Tigerman, o Legendary
O ativista que nunca se agacha
Pelo povo da Síria continuamos na marcha
Tu achas engraçado chachar lá no bar
E dizer que não tem portas, como Bashar Al Assad
Ele só difama a ordem lusitana do R.A.P
Difama mas nunca tira o pijama
Nunca trabalha, só joga na cama
Por isso é que não está no nosso organigrama
Eu represento o IKONO e rimo com idioma
Que destrona wannabes e deixa
Deixa o teu rap nas lonas
Não estás na caderneta, és só cromo da zona
Queres ser vedeta, então estuda os meus cromossomas
É música de encanto que te causa tanta dor
E como se este cantautor rimasse num matadouro

[Refrão: Rael]
Por onde for, vivo a calçada
Transmite amor, mas ninguém viu nada
Que em cada calçada que eu estava, estava lá mudando o mundo
Muitos não percebiam que ali havia som de conteúdo

[Verso 2: Emicida]
Eu tenho o que cães vadios têm: tudo
A eles, a fama, a nós, o mundo
Sarjeta de plateia, calça véia
Nessa dimensão, quebra a cabeça, monta os coração
Por isso as crianças dão atenção
Minha transa é com o som pasmo
Benze que sou Kendrick
Ou Hendrix fazendo a guita com orgasmo
Mente que independe de asno dispersa
Por isso eles visse, a gente versa
Sou rádio sem conversa
Ligo o extremo sem pedágio, igual a porra da Dersa
Sozinho no quarto, uma porrada dessa
É tipo trabalho de parto, mas fico e aqui começa
Gordo Rick Rozay, peso nas caneta
A pele preta estoca flow rei
Não é superficial estilo lá Dr. Ray
Calçadas e barulhos sacam hip-hop hooray

[Refrão: Rael]
Por onde for, vivo a calçada
Transmite amor, mas ninguém viu nada
Que em cada calçada que eu estava, estava lá mudando o mundo
Muitos não percebiam que ali havia som de conteúdo

[Ponte: Capicua]
Toda gente olhou a pedra
E ninguém viu o diamante
(Toda gente olhou a pedra
E ninguém viu o diamante)
Toda gente olhou a tela
E ninguém viu ali a arte
(Toda gente olhou a tela
E ninguém viu ali a arte)
Chapéu vazio no chão e um céu cheio de estrelas
(Chapéu vazio no chão e um céu cheio de estrelas)
E um milhão de sonhadores a tentar ser uma delas
(E um milhão de sonhadores a tentar ser uma delas)

[Refrão: Rael]
Por onde for, vivo a calçada
Transmite amor, mas ninguém viu nada
Que em cada calçada que eu estava, estava lá mudando o mundo
Muitos não percebiam que ali havia som de conteúdo

[Outro: Rael]
Ninguém viu, ninguém viu
Ninguém viu, ninguém viu
Ninguém viu, ninguém viu
Ninguém viu, ninguém viu
Ninguém

 



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Letra

 

[Refrão: Rael]
Aos meus amigos de verdade
Seja no sol ou tempestade
Só age na sinceridade
Sempre por inteiro e nunca na metade
Aos meus amigos de verdade
Até o final, não só de passagem
Sem diz me diz, triste ou feliz
Irmão de raiz, essa aqui eu fiz em tua homenagem

[Verso 1: Emicida]
Skate no terminal, no pente, uns instrumental
É quente, nóiz viu o Kamau
Né, Tico? Ô, daora
Chegou agora, conto 'pucêis'
Imagina, eu, Rashid, Projota
Rachando um dog em três
Djose de Acid, PCs à lenha com Zala
Discos na mala, indo depois da Penha
Tribo do tape deck, fez-se rap, cote
Sente, e o gerente do MC era o Fióti
Nyack nem pick-up tinha, band
Mundiko na Santa Efigênia, trampando em algum stand
Nunca esqueço quando eu vi DJ Vand, chapei
E a mão que nóiz tombou KL Jay
O Brown colou na Olido, cusão, cé loko
Nesse dia nóiz até perdeu o último busão
Norte, celeiro do suingue sujão
Edi Rock, Spainy & Trutty
Relatos da invasão
Gratidão

[Verso 2: Capicua]
Ei, amiga, foste embora, deixaste-nos sós
Mas eu não vou falar da morte, eu vim falar de nós
Que nos braços dos outros apertamos muito
E que na hora do aperto nós ficamos juntos
No fim brindámos a ti, contando histórias
Rimos e chorámos por ti, falamos horas
Da velha casa, as nossas fotos das recordações
E até da sesta no sofá e dos teus palavrões
E quando nada era real ou fazia sentido
Nós corremos uns para os outros para estar contigo
Na falta, na espera, na perda, na merda
Na vida ou na morte, amizade é eterna
E na hora do aperto, apertou-se o laço
E não na mão como um balão, coração ao alto
À tua volta ali à porta em conjunto
Foi claro, foste embora, mas deixaste-nos juntos

[Refrão: Rael]
Aos meus amigos de verdade
Seja no sol ou tempestade
Só age na sinceridade
Sempre por inteiro e nunca na metade
Aos meus amigos de verdade
Até o final, não só de passagem
Sem diz me diz, triste ou feliz
Irmão de raiz, essa aqui eu fiz em tua homenagem

[Verso 3: Valete & Rael]
Na abundância e nas migalhas
Te chamo de meu mano ou de my bro
No meio do perigo e da escumalha
É nóis, até o final
Amigo que é amigo nunca falha
É pra qualquer parada, demorô
Sempre contigo em qualquer batalha
É nóis, até o final
Na abundância e nas migalhas
No meio do perigo e da escumalha
Amigo que é amigo nunca falha
Sempre contigo em qualquer batalha
Na abundância e nas migalhas
No meio do perigo e da escumalha
Amigo que é amigo nunca falha
Sempre contigo em qualquer batalha

[Refrão: Rael]
Aos meus amigos de verdade
Seja no sol ou tempestade
Só age na sinceridade
Sempre por inteiro e nunca na metade
Aos meus amigos de verdade
Até o final, não só de passagem
Sem diz me diz, triste ou feliz
Irmão de raiz, essa aqui eu fiz em tua homenagem

 

 

 

 



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Terça-feira, 06.06.17

 

Letra

 

Desulador o cenário antigo .. organico que cederam .. e
insetisidas onde a aparencia se opõe e paciencia céde a
pressao do imediato, ainda nao ainda nao deram conta
que o fruto do dinheiro acaba inventualmente de cair
da árvore .. podre .. podre ..

Valete:

Valeu apena teres ido ao ginásio do outono há
primavera
ja tens corpo suficiente para assinar pela editora
olha o contrato 90 para eles para ti 10%
ate chulos no intendente davam-te 50 %
agora es artista major cheio de estilo e auto-estima
moral em cima mas cheiras a vaselina, ...
mais um formato fareja há procura da platina, tu amas
musica mas tens de prostituila
não faças sons profundos porque as pessoas adormecem ,
lembra te os tugas dançam melhor do q pensam, por isso é que as radios
so passam sons de amor e festa por isso é que temos mais
discotecas que bibliotecas
por ixo é k playlistados nao passam de marionetas, há
muita gente a dar o rabo por isso tens que marcar é so merda,
musicas independentes nunca ouves nas radio stations
nao há espaço , é muito grande catalogo dessa majors
Tas na capa da revista nao é pk a tua musica é inovadora é só pk
a tua editora tens mais dinheiro k as outras aproveita
essa fama e toda a idulatração pk daki a 16 minutos , eu
apanho te aki no underground ..
Vais da gloria ao fracasso corrido a pontapé e a
historia nem guardara para ti um rodape
se vives de joelhos nem te vale a camisa do ché eu
tou na horizontal mas eide morrer de pé ..

Nesta Industria ...

.........

Nos damos há musica tudo o que ela nos da
quando o dinheiro acaba nos ainda tamos ca
nao papo nada do que a radio programa abro a pestana desintoniza e muda de
som

Nos damos há musica tudo o que ela nos da
quando o dinheiro acaba nos ainda tamos ca
Esses teus idolos mano sao so marionetes cantam por cheques fazem no sem alma e sem dom

Ikonoklasta -

Dizes que nao evolui ?
Nada aprendi do negocio e ainda gravo independations
E nao sei se agora os conceitos sao os mesmo de outrora
mas se o que eu vejo por ai é musica , deixo tudo e vou me embora
Playlists nao refletem o gosto , mas a cultura do povo
E a industria explora a ignorancia por isso cheira a mofo
?? é consumir , nao ha explicaçao para o bolso roto
E nos videos peitos peludos e fios de ouro
alimenta o sonho mano e sonha alto
Mas o pais tem 10 milhoes tas a ser otario
Nao sejas a Cinderella neste conto do Vigario
Nao chegas as estrelas no teu pé de feijao magico
Nunca , Nunca , Nunca , vais ser rico aceita
Podes ate viver disto mas nao sem cederes a peida
Eles irao lambe-la primeiro mas viram te do avesso
E o dilema que enfrentas e estabeleceres o teu preço

Nos damos há musica tudo o que ela nos da
quando o dinheiro acaba nos ainda tamos ca
Nao papo nada do que a radio programa abre a pestana desintoniza e muda de som

Nos damos há musica tudo o que ela nos da
quando o dinheiro acaba nos ainda tamos ca
Esses teus idolos mano sao só marionetes cantam por cheques , fazem no sem alma e sem dom

Sam the Kid -

Eu faço tipo metaforas boy , para mim labels sao tipo damas men ,
ves aquelas damas que tipo , ya dao bues nas vistas , aquela dama de silicone
Vais conhece la boy , nao tem nada na cabeça boy , nao te sabe tratar como queres ser tratado men , depois tens aquelas damas , as minhas favoritas boy , low pro .. low profile
aquelas damas que tao assim num canto e que , vais ter com elas conheces , vais beber um café , vais curti las boy , depois tens aquelas azedas boy , azedas , ninguem as quer boy , elas ai ate tentam vir com um decote bacano nepia boy , ninguem as quer . mas digo te uma cena men , para falares delas a cena e fat se ficares a conhece-las men por isso se elas te convidarem aceita o convite :
Vai beber um cafe com as editoras
Vai jantar com as editoras
Vai ah night com as editoras
Da kisses nas editoras
Apalpa as editoras

E fode com editoras mas repara
Nao te comprometas , cumprimenta as na cara
Porque elas sao ciumentas e nao podes fazer nada
Quando te derem o contrato , le , eu li como a lara
E eu vim para chamar a musica e ta perto da Sara
e no deserto do Sahara eles dao te areia
Queres subir ? eles dao boleia
Mas eu nao , eu vou a passo de anao
para mim eles sao multibancos sem paca
Porque eu nao lhes passo cartao
Passam me a perna se eu passo a mao
Num acordo sujo vou comprar sabao
E dou lhes um autografo com a condiçao
O filho é meu sou pai presente e nao tou na prisao
Numa divisao decente da comissao
Nao e ganancia e justiça e decencia é a minha visao
Esta e a minha exigencia , esta e a minha missao
A minha maneira de ter a carreira e ter duraçao
Boys Band pedem por favor : So mais um Verao
So mais um refrao , so mais um anuncio pa prestaçao
E a pergunta po ano sera , aonde é que eles tao ?
Sera que ficaram pa Historia ou foi em vao ?
é porque a populaçao tem memoria curta como penis no Japao
Vai po plano B da exposiçao , se real para ti num realyti show na televisao
Quando a participaçao acabava com teu single de apresentaçao
Nao e a mesma coisa pois nao ?
Hoje em dia ja nao ha ninguem que te ouça pois nao ?
Visto que foste Fast-food e acabou digestao
Ambicionavas ver o teu nome no cheque de 1 milhao
Eu preciso ser nome de rua , escola , ou pavilhao
Ao principio pensava que editoras era o Papao
Reconciliaçao , na Edel o Peter deu me o cartao
E se o cartao ainda existe é por alguma razao
Muitos ficam filtros quando eu chego a uma conclusao
Nao ha respeito sao preconceito na aceitaçao
Nao ha controlo e o rap criolo ainda nao tem ediçao
Numa major nem que seja so para distribuiçao
Boy eu ja nem ouço a radio men é so Poluiçao
Eu dou a musica o que ela me da ,
quando o dinheiro acaba eu ainda tou ca
A criar um sétimo A
Eu nao concordo com Paredes na sua frase mais bela
Eu amo demasiado a musica para nao viver dela
Nao quero trabalhar num escritorio isso para mim e fatela

Valete -

Ah musica dou tudo o que ela me da ,
Radio nao passa o meu som ,
Mas eu ainda tou ca
Eu juntei os manos mais puros no meu habitat
Nos seremos a mudança que o futuro trara

Ah musica dou tudo o que ela me da

Ah musica dou tudo o que ela me da ,
Radio nao passa o meu som ,
Mas eu ainda tou ca
Eu juntei os manos mais puros no meu habitat
Nos seremos a mudança que o futuro trara

Ah musica dou tudo o que ela me da

 



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Segunda-feira, 05.06.17

 

Letra

 

O ser humano sempre teve necessidade de criar luz
E a luz sempre foi sinónimo de progresso, inspiração…

Numa noite fria, há 7 mil séculos,
No norte da Turquia, na actual geografia,
Cheio de euforia, depois de apanhar alguns insectos,
Um Homo Erectus corria atrás de um pirilampo.
Repousou depois de duas quedas,
O pirilampo pousou entre duas pedras de sílex.
O pirilampo começou a acalorá-las,
A purificá-las e a seguir a iluminá-las,
Já perto das pedras e muito inquieto,
O Homo Erectus resolveu friccioná-las.
No meio da bruma nocturna e da excitação,
Juntou bem perto de si alguma vegetação,
Friccionou até que sentiu o desafogo,
Primeira vez que um ser produzia fogo,
Foi com fogo na lareira,
Que Sidarta Gautama meditou noites inteiras.

Conhecido por Buda o Iluminado, iluminou,
Tentou salvar o nosso mundo abominado,
Dizia que tínhamos sido fulminados,
Pelo individualismo que ainda nos tem dominado.
Platão era um estudioso de Buda,
Como Buda dizia que quando mudas, tudo muda.
Deixou mestria, na história da filosofia,
Imensa sabedoria na ‘Alegoria da Caverna’.
De costas para a luz nunca terás alforria,
A tua mente será sempre sombria e subalterna,
Como a mente dos maldizentes de Copérnico,
E do Heliocentrismo que foi considerado blasfêmico.
Conhecimento sem fundamento científico,
Para Copérnico era embrutecimento excremento académico,
O mesmo dizia o iluminista,
Rousseau o humanista, e a rebeldia reformista.

A verdade é a conquista mesmo contra a monarquia
Questionar o estabelecido mesmo que seja heresia,
Como fez Thomas Edison o inventor
Sempre em experimentos, a testar e a analisar
Persistente, até descobrir o filamento
Que permitiu globalizar a lâmpada incandescente.
Lâmpada que fez de Moscovo luminosa
Onde Tolstói dedicou ao povo a sua prosa.
Dizia: quando praticas filantropia
E sempre que és inspirador tu crias luz.
Quanto mais luz mais atractividade,
As pessoas querem estar perto da luminosidade.
Normal querer luxo e querer enriquecer,
Mas só quando tens luz é que tens Poder.
Poder para guiar multidões e iluminar,
O obscurantismo com a arte de iluminar.

Refrão

Dá-me mais de ti, dá-me mais,
Dá-me o teu coração mano, e os teus ideais.
Estamos perdidos, ninguém nos conduz,
Tu és o nosso líder és a nossa luz.

Dá-me mais de ti, dá-me mais,
Dá-me o teu coração mano, e os teus ideais.
Estamos perdidos, ninguém nos conduz,
Tu és sol, tu és luz!

Sempre que tu és magnânimo, sempre que és inspirador,
Tu estás a produzir Luz.
E as pessoas querem estar perto da Luz.
Por isso quando produzes Luz tu atrais pessoas,
E quanto mais altruísta, quanto mais inspirador tu fores,
Mais pessoas querem estar perto de ti,
Mais pessoas te querem seguir.
Esse é o verdadeiro Poder, o Poder da Luz.
Muita gente pensa que dinheiro é poder,
Mas pessoas que verdadeiramente conseguem influenciar,
E guiar outras pessoas são os génios, os filantropos, os criadores de Luz.
E mesmo quando tu morres, a tua Luz fica, fica o teu legado
Como ficou a Luz de Buda, a Luz de Tolstói.

 



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Letra

 

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Sexta-feira, 02.06.17

 

Letra

 

Morte do meu pai afundou-me no alcoolismo,
Tu sucumbias se vivesses o meu transtorno,
Querem que eu faça música no meio do cataclismo,
Eu estive perto do abismo sem retorno,
Xeg, viu a minha aura dissolvida,
Não vou dizer aqui, aquilo que fizeste por mim X
Viste a minha paz absorvida pelo desgaste,
X, salvaste-me a vida, tu sabes.
Estava em silêncio a viver a minha miséria,
Decadência funérea como dezembros na Sibéria,
Eu vi a vossa caminhada para o universo Pop,
E vi como emporcalharam o Hip Hop,
Bué sons de brisas e primaveras,
Até curto sons de amor mas bro tu exageras,
Com jeitinho faz beicinho, exibe autoestima,
E acaba esse videoclipe com um beijinho na menina.

Piroso do caralho,
Prodigioso para eles, para nos mais um paspalho.
Crónica ânsia para ser a estrela propalada,
Queres ser a estrela mais falada, com a música mais badalada,
Queres ir da calada, até à ascensão supersónica,
Com essa salada sinfónica de baladas radiofónicas.
Piroso do caralho,
És mesmo o tipo de MC excrementoso que eu estraçalho.
Como se a cultura tivesse sido subornada,
Estamos sem voz há muito tempo, nação desgovernada.
Letras eram granadas agora são gangrenadas,
Rap burro, não temos opinião sobre nada.
Manos em Angola perseguidos por ativismo,
Geração Snapchat ancorada no narcisismo,
3ª Guerra Mundial entre Ocidente e Jihadismo,
E nós com rimas de ostentação e materialismo.

Hip Hop em chamas, tenho de ser o MC bombeiro,
Dizer que somos azeiteiros, vendidos, é lisonjeiro,
Antes sentias o frisson do nosso rap guerrilheiro,
Agora já fazemos alianças com kizombeiros.
Observo as sinalizações,
E o teu estilo de prostituta nessas ritualizações,
Nós só queríamos saber de rimas e inovações,
Agora só preocupados com visualizações.
Tu viralizas, enquanto vigarizas,
10 milhões de views mas quem é visualiza,
Essas mesmas pitas atadas na alienação,
Desesperadas por atenção, descascadas no Instagram.
Nunca conquistas a fama, tu és só cobaia,
Capas de revista, deixa isso para a Maia,
Deixa a passadeira vermelha e essa azáfama,
Globos de Ouro, deixa isso para a Ágata.

Falo sem superioridade moral,
No passado em momentos também fui paradoxal,
Faltou-me essência, para manter a dissidência,
Faltou-me cadência, firmeza, coerência.
Mas estou de volta, para dar a reviravolta
De volta ao rap de revolta, pronto para qualquer embate,
Não há empates, de volta ao rap com tomates,
Não há derrotas, de volta ao rap de combate.
De volta à nudez, ye de volta à rudez,
Outra vez de volta para acabar com tanta mudez,
Outra vez de volta com o feeling do rap português,
Sem porquês, morte ao rap burguês.
Como um bruxo, com o capucho na cabeça,
Rimávamos pobreza hoje rimamos roupas de luxo,
Muito rap meigo, muito rap murcho,
Não se poupa cartuchos estou de volta ao rap sujo!

 

 



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Quinta-feira, 01.06.17

 

 

Letra

 

Nuno Adriano Moreira Ramos
Padre da igreja de Carnide há seis anos
Respeitado e admirado por toda a freguesia
Todos adoram a sua simpatia e sabedoria
Na missa ele defende com valentia
A necessidade de abstinência sexual e da homofobia

Todos aplaudem, alguns concordam
Todos aplaudem, alguns discordam

À noite no seu quarto solitário
Seu corpo acende fogos como um incendiário
À cabeça vêm-lhe imagens de homens incorporados
Assustado masturba-se e viaja no prazer interditado
Vendo mais imagens, agora dos acólitos da igreja
Crianças que ele tanto observa e tanto deseja
Ele ejacula e chora

"Entre o prazer e a religião, fica uma alma que se apavora"
"Entre o prazer e a religião, fica uma alma que se apavora"

Lurdes Conceição Torres Bragança
Casada há oito anos, mãe de três crianças
Na cama com o marido entrega-se para o satisfazer
Mas nunca se sentiu excitada
Nunca sentiu prazer

Lurdes nunca o amou e é o desamor que lhe arrasa
Ela casou porque toda a gente casa
A toda gente ela diz que nunca esteve tão feliz
Sorri e ilumina os olhos melhor do que qualquer atriz
À noite quando ele dorme, ela chora

"Entre o desamor e a resignação, fica uma alma que se apavora"
"Entre o desamor e a resignação, fica uma alma que se apavora"

Rui Fontes Palma Furtado
Arquiteto de sucesso consagrado e abastado
Todos o admiram
Todos o invejam
Todos o bajulam
Todos o cortejam
E ele pavoneia-se com tanta subserviência
Julga-se o senhor eminência
Desfila com opulência

Ele é bem sucedido mas o seu sonho era ser trompetista
Ter uma banda de jazz, ser elogiado em revistas
Ele tem dinheiro e prestígio
Mas do seu sonho de vida nunca viu nenhum vestígio
Quando ouve Miles Davis, ele chora

"Entre o sonho e o desencanto, fica uma alma que se apavora"
"Entre o sonho e o desencanto, fica uma alma que se apavora"

Padre Nuno, Lurdes, Rui
Estão os três no teatro, a ver a peça "baile de máscaras" que estreou com aparato
Os três adoram teatro
Acham que é um espetáculo graúdo

Onde em cima do palco tu estás acima de tudo
Onde o que mais se liberta é exaltado e aclamado
Onde podes ser o que queres sem ser sentenciado
Onde os imunes à pressão são celebrados e enaltecidos
Onde até os desintegrados são aplaudidos!

O teatro é nossa casa!
O teatro é nossa casa!
O teatro é nossa casa!

 



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Domingo, 02.04.17

 

Letra "Ela":
(Capicua)
Meu nome é Ana e sou viciada em música
É ela quem me chama quando eu já não estou lúcida
Quando o mundo desaba e o coração se quebra é ela
Que o cola e sara, ela é que me devolve à terra

Ella como Fitzgerald, dura como a battle
Eu gosto dela negra como heavy metal
Bela com som ou a capella, zuka como novela
Tuga como a minha terra ou afro como o Fela

Ela é como um exorcismo e eu cismo em viver dela
É imprevista como um sismo e eu finjo conhecê-la
Sê-la é o que eu faço hoje, foi a única saída
E foi um DJ, de facto, que salvou a minha vida

(Emicida)
Noite camufla
Sumo, supra-sumo
Eu, rumo ao abismo
Tipo Gizmo batismo

Domínio, uno
Luzes do globo
Cores do todo diz
Dá até a impressão que todo mundo é feliz

Os ladrão e as meretriz
Brindes de fel
Lembrei da voz do Blue
Os passarinho e as cascavel

Veneno é mel no inferno
Sou Xangô sem alarde
Minha alma não vai se fundir com os covarde

Vim pelo som
Meu bom, meu dom, meu deus
Zoom no piston, toca, alvo da fé dos ateus

Tonelada e mais tonelada de tretas, sujeira
Solidão como karma e a música de companheira
Fui

(Rael)
Ela surge como um vendaval
Força que me faz existir
És enredo do meu Carnaval
Ela é Jamelão, Zé Keti

Ela quem me afasta do mal
Me livra dos pé de breque
Minha oração, ritual
Ela é quem é

(Valete)
Pra mim biográfico, pra ti cinematográfico
Eu estava nos barracos dos bairros problemáticos
Meus putos estavam na batida do dinheiro rápido
A tentar sair do buraco através do narcotráfico

Meu mano Dida disse Viris, vê se te resguardas
Fica na retaguarda, nesta vida não te enquadras
Aquié só vender quartas, fugir dos guardas
Correria e esquadras, a tua cena são as quadras

Larguei a rua insana, resolvi rimar o panorama
Hoje sentes os quilogramas de versos que eu kamasutro
Divulgo a trama nesta minha rotina suburbana
Componho dramas tão vívidos, chamam-me de dramaturgo

Metade dos meus manos hoje estão encarcerados
Meu mano Osvaldo, baleado e enterrado
Tenho sempre as caras deles nos meus pesadelos
Se não me tivesse afastado teria acabado como eles

Hoje sou eremita, veículo da rima honesta
Compenetrado como um islamita na mesquita
E eu limo arestas nestas palavras funestas
Lágrimas e luto, não há festa nesta escrita

(Rael)
(4x)
Ela, ela é
Ela, ela, ela é quem é
Ela

Ela surge como um vendaval
Força que me faz existir



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Quarta-feira, 27.07.16

 

Letra

 

Este som é a re-mistura do Break U,
Podemos chamar esta re-mistura de:
"O mundo muda a cada gesto teu"
Assimila bem estas palavras,
Espalha esta mensagem pelos teus manos bro.
O mundo muda a cada gesto teu
(O mundo muda a cada gesto teu)



Será que consegues viver assim sem remorsos,
Quando vês a fome a adormecer aqueles olhos,
Quando vês o sangue a alagar a terra daqueles povos,
E a deixar tudo resumido a desespero e destroços,
Será que ouves os gritos que o sofrimento não cala,
dessa gente que vive entre insónias e estrondos de
balas,
Será que sentes a pulsação do planeta, desacelera,
porque o teu amor por ele nunca chega.

O que é que há para sorrir quando meio mundo sangra?
Como é que tu não olhas quando meio mundo te chama?
Como é que vives sem dar aos teus um minuto?
Diz-me o que é que há pa celebrar quando o mundo tá de
luto?
Delegas poderes aos políticos mas eles são camaleónicos,
Não representam as nossas massas anónimas,
Eles representam corporações económicas,
Que representam lucro acima dos Homens,
Tu podes ser a mutação a cura e a salvação, lembra-te,

Não há revolução sem a tua contribuição, (Não há),
Partilha o afecto porque há sempre alguém que tu
ajudas,
Espalha a verdade porque há sempre alguém que tu
educas,
Denuncia o mal porque há sempre alguém que te escuta
mano,
Há sempre alguém que te segue quando acreditas na
luta,
Muda tu o mundo não fiques à espera de Deus,
O mundo muda a cada gesto teu,

Isto não é nenhuma sugestão pa tu seres o maior
revolucionário do mundo,
Não é nenhuma sugestão pa tu seres um Che Guevara ou
um zapata,
O mundo muda a cada gesto teu,
O mundo também muda com as pequenas coisas que tu
fazes mano,
Se tu fores sempre verdadeiro com os teus manos,
Se tu passares boas vibrações aqueles que te rodeiam,
A probabilidade de eles te retribuírem da mesma forma é imensa,
Mas se tu fores falso, e distribuíres ondas
negativas pelas pessoas,
É muito provável que eles te atinjam com mais
negatividade ainda,
O mundo tá conectado mano,
Cada gesto teu influencia o gesto do outro,
Cada gesto teu é um exemplo pó outro,
Amor gera amor,
Ódio gera ódio,
E a revolução ás vezes passa por tu seres um bom pai,
Um bom amigo, um bom filho, um bom Homem, um bom
cidadão,
Isso faz muita diferença,
O mundo muda a cada gesto teu,
(O mundo muda a cada gesto teu),

Mano o mundo muda a cada gesto teu,
Dá o que tens de ti e não esperes por Deus,
Não há revolução sem a tua acção,
Olha cada Homem como um teu irmão,
Nutre amor por cada ser e cada povo,
O caminho só acaba quando formos todos,
Um só, um só, um sóóóóóóóó

 



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Letra

 

97...
Eu era um puto já todo hiphopiano,
24 horas a ouvir rap como um insano,
Ouvia desde Reacon a Master Ace, Sapasse On
Melodee, Abonda, Big Pana, Marrabadia..
Hum.. Tambem queria ser um rapper,
E por outros rappers a gritar Mamamia..
Mas fiquei logo desencorajado
Quando Marinho passou na radio aquela maquete de mafila.
Dealema e Ace na mesma faixa,
Trazer aquela cena que racha,
Rima suprema que esborracha bro..
Manos traziam eloquência nunca antes vista,
Era um novo tipo de liricistas com a escrita vanguardista..
Achava que nunca ia chegar aquele nível,
Seria mais um invisível,
Nunca seria protagonista..
Depois disso ainda fui ao Johnny Guitar,
Ver uns niggas a rimar,
E lá vi o Nigga War e os Next..
Fiquei perplexo,
War tinha um flow possesso,
E os Next cuspiam versos com a energia de Daza Fex..
Ainda havia o Boss,
Com a rima causava hipnose
Sunrise do flow complexo rimava tipo um T-Rex..
Como é que eu ia brilhar no meio de tantos monstros?
Conseguir fazer o estrondo,
E ter sucesso com os meus raps..
Mas tu disseste que um grande homem não esmorece,
E para eu acreditar na tese que é na fé que esta o progresso.
Disseste-me,
Para eu ter auto-estima
E ser persistente,
Porque eu ainda iria fazer a melhor rima de sempre..

Comecei a escrever rimas de forma alucinante,
Com a fé incessante que um dia seria predominante..
Conheci o Sam,
Fazia maquetes e jams,
Em casa dele com o Black Master, Master Pula e o S.A.M..
Largava umas bombas mas ainda cheirava a leite..
Mesmo assim o Bomberjack convidou-me para as mixtapes..
Cuspia com fome em cada mix,
Obelix do microfone era o ciclone,
Valete com o rap Matrix..
O meu nome espalhou-se de Monção a Portimão,
Eu trouxe aquele rap habilidoso,
Que causava a sensação..
Mas muitos diziam que Valete era muito incompleto,
Que eu só tinha flow,
Que o meu rap não tinha intelecto.
O que é que eles queriam?
Que eu fosse Alexandre Herculano?
Que eu fosse um grande carola?
Cuspisse knowledge com 17 anos?
Ai tu disseste-me para não ligar as criticas,
Porque isso só me ia causar danos,
E afectaria todos os meus planos.
Criamos canal 115,
Rimas em série..
Éramos Jery, Gary, Lyricer,
Cuspíamos intempéries.
Convidaram-nos para uma actuação em Almada,
Nós e os Next ia ser lotação esgota.
Tava la toda a gente do movimento,
Desde manos de Benavente,
Até acho que manos de Lousada.
Era talvez o nosso concerto mais importante,
Ensaiamos quase um mês ia ser carga pesada.

Concerto falhado,
Eu destroçado,
E as ruas a dizer que os Next tinham fuzilado..
Entrou o ano de 99,
Hip-hop cresceu mais,
Black Company e Boss já eram grupos transversais..
Dealema e Sunrise tinham o culto de imortais.
Micro e Sam batiam até em vivendas de Cascais,
Mind da Gap já rebentava em festivais,
Chullage e Xeg na altura eram as promessas nacionais.
Já ninguém falava de Valete,
Estava desconsiderado e desprezado como um hack..
Sem auto-estima,
Larguei as rimas,
Larguei a paixão que alimentava a minha rotina..
Sempre que te ouvia a rimar eu recordava,
Sempre que ouvia uma batida, amargurava,
Sempre que ouvia uma musica minha chorava,
Quase dois anos longe daquilo que mais amava..
Aí tu disseste-me de forma dolorida,
Que sem o rap eu nunca teria uma vida,
Sem o rap seria uma alma obscurecida,
Perdida nos traumas e derrotas sofridas.
Disseste-me,
Que o meu destino era ser um Mc influente,
E que eu ainda iria fazer a melhor rima de sempre...

Voltei as barras em maio de 2001,
Ainda eram ensaios de escarra,
Para rappers era sayonara..
Decidi lançar um Cd,
E ser o Mc do R.A.P que narra tudo aquilo que a TV mascara.
Gravei Educação visual com dinheiro emprestado,
Do meu nigga Vado, Sam, Bomberjack e do Cruzado.
O álbum saiu em Setembro de 2002,
Impacto tremendo,
Ainda me lembro como se fosse hoje.
Recebia props de todo o movimento hiphop,
Portugal, Macau, Brasil,
Principalmente os palops..
2006 lancei Serviço Público,
E o Blitz e o público chamaram-me novo rei do anti-pop..
Milhões de audições no Myspace e Youtube,
Sem rádios nem televisões,
Sem nunca vender o cu..
2008 tive uma proposta de angola,
Para bulir numa grande empresa,
Ganhar por mês 10.000 Dólares..
Seria auditor das fabricas de Luanda e Huambo,
E assessor do director da fabrica de Cuando-Cubango..
Trabalharia horas infinitas
Já não teria mais tempo para a escrita
Mas era muita guita
Podia ficar com a vida resolvida e dar um casarão a minha mãe..
Ai tu disseste que eu tinha uma missão
Que era dar instrução as ruas e espalhar informação
Disseste-me que eu não podia abandonar o movimento
Porque eu ainda iria fazer a melhor rima de sempre...

Fiquei apavorado quando me disseste que já não ias rimar mais
Já não ias cuspir instrumentais
Que ias seguir a vida dos iguais
Agora vejo-te a trabalhar 12 horas por dia
Nesse trabalho que te explora
E devora a tua alegria.
Já não tens tempo pá quase nada
O pouco que tens é para a tua avó adoentada
E para a tua namorada
Amanha vais fazer um filho
E vais seguir o trilho dos que deixaram a vida hipotecada.
O teu nome ainda é enorme nas ruas,
Cospes rap com o uniforme da verborreia mais crua..
Adamastor,
Todos adoram,
Todos imploram,
Pelas tuas rimas que as ruas condecoram.
Sem o rap nunca terás uma vida mano
Sem o rap serás uma alma obscurecida.
E não tens forma de deixar o movimento
Porque ainda tens de vir fazer a melhor rima de sempre...
E não tens forma de deixar o movimento
Porque ainda tens de vir fazer a melhor rima de sempre...

 



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Terça-feira, 08.12.15

 

 

Letra

 

De onde eu vim relações valem mais que contas
Conta mais aquilo que eu sinto do que o que tu me contas
De onde eu vim acreditamos no karma, são três dedos contra ti de cada vez que tu apontas
De onde eu vim, quem tem muito tem buliu bue
Se entras no carro desta gente não é bimbisse é fé
De onde eu vim, leões em casa não era mentir bue
Heroina só a minha mãe que ficou de pé
O povo baza pra fora e não volta
Juventude é mal paga, alienada e não volta
Cor da pele é cor da pele, é normal não importa
Na amizade nem era papel na fora um pé na porta
De onde eu vim entre um casal ninguém mete a colher
Até ao dia que o homem mete a mão na mulher
Tu és quem as ampara, não podem temer
Se não de onde eu vim, deixas de ser homem, és um merdas qualquer
Sei pra onde vou e sei donde venho
É nas raízes o orgulho que eu tenho
E nem que essa merda irrite o mundo inteiro
Donde eu vim ser real é ser verdadeiro

Isto é o meu people
Isto é o meu gange
Isto é o meu teim bro
Isto é a minha fam'
É carinho e power como eu nunca vi
Coração e palco cheio da família que eu escolhi
Isto é ahya family bro
E sei que eles não entendem como é que eu tou aqui
Faço isto pela fam' fam' fam'
Fam' que eu escolhi

Quando eu não tiver no teu rádio
Quando o meu bus já não for diário
Quando tiver na moda eles me odiarem ainda vou continuar no teu pódio
Quando eu for o homem do ano
Quando o que eu fizer for engano continuas lá no meu canto
Entender que eu também sou humano
E quando o meu som não bater és capaz de me dar a confiança
O nosso lenço nessas calças bro é nossa aliança
A primeira fila do meu show é show, bom batom e big bros só love recebo e dou
Let's Go
Isto é o meu people
Isto é o meu gang
Isto é o meu team, bro
Isto é a minha fam
É carinho e power como eu nunca vi
Coleção em palco cheio da família que eu escolhi
Isto é Ahya Family bro (bro)
Ahya Family bro (bro)
E sei que eles não entendem como é que eu estou aqui
É que eu faço isto pela fam' fam' fam' (family)
Temos família em Cascais em casa das tias
Temos família a comer anos em caxias
Acreditámos mesmo quando tu não querias agora isto é comida no prato das nossas crias
É reunir amor e notas bro
Única família que muita gente tem tu nem notas bro
Nós fazemos isto bem eu sei que eles tomam notas bro
Então eu sei que tou no sítio certo bro
Isto é o meu people
Isto é o meu gang
Isto é o meu team, bro
Isto é a minha fam
É carinho e power como eu nunca vi
Coração e palco cheio da família que eu escolhi
Isto é Ahya Family bro (bro)
Ahya Family bro (bro)
E sei que eles não entendem como é que eu estou aqui
É que eu faço isto pela fam' fam' fam' (my family)

 



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Segunda-feira, 20.07.15

 

Letra

 

Não encontrei a letra desta música

 



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Segunda-feira, 22.06.15

 

Letra

 

Não encontrei a letra desta música

 



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Quarta-feira, 27.05.15

 

 

Letra

 

A letra está no vídeo

 



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Terça-feira, 03.03.15

 

Letra

 

(Capicua)
Ela é medusa.
A vítima que toda a gente acusa.
E de quem a vida abusa.
Ela é Medusa e recua e recusa
E resiste, ele insitiste e arranca-lha a blusa e usa-a
Escusa, ela acua, sozinha na rua
Seminua
Semi-sua
Semi- morta
Porque mais ninguém se importa!
Ela é Medusa
O corpo pra que toda a gente aponta
Que posta, não gosta,
faz troça, desmonta
Comenta, ali exposta na montra,
De fita métrica pronta
Examina-se a carne
E critica-se a “coisa”.
O resto não conta
É uma sombra...
É uma sombra...
É uma sombra...
_

Por cada vítima acusada
E transformada em monstro
Em cada casa, cada caso,
Cada cara e cada corpo
Em mais um dedo apontado ao outro,
Cresce a ira da Medusa que me vês no rosto
_

(Valete)
Em cima da ponte está a tua irmã desaparecida
em interação com aqueles instintos suicidas
abatida na depressão duma história nunca esquecida
vencida por um trauma de uma violação aos 15
Em cima da ponte está a mulher que bombardeiam
Por usar a liberdade sexual tão proclamada
Degolada por tantas ofensas que vocês fraseiam
Exterminada por aquele nojo daqueles que a rodeiam
Em cima da ponte está Maria Conceição
Vítima de uma relação e de um amor tirano
Marcada pela opressão e traumatismos cranianos
Golpeada por quase 20 anos de agressão doméstica
Em cima da ponte está a tua vizinha acanhada
Há muito aniquilada por esperanças que se esfumam
Há muito rebaixada por vexames que se avolumam
Envergonhada pelo próprio corpo que todos repugnam
Em cima da ponte...
_

Por cada vítima acusada
E transformada em monstro
Em cada casa, cada caso,
cada cara e cada corpo
em mais um dedo apontado ao outro, Oh!’
Cresce a ira da Medusa que me vês no rosto
_
(Capicua)
Ela é Medusa
A miúda de que toda a gente fala.
Na rua, na sala de aula, e à baila
Vem ela, a cadela, a perdida, sem trela,
Vadia, cautela com ela,
Que é livre, e vive
A vida dela
Como se atreve?
Aquela...
Como se atreve?
Aquela...
Como se atreve?
Aquela...
Ela é Medusa
Aquela de que mais ninguém tem pena
Que apanha, sem queixa, que deixa e aguenta
Aquela que pensa que o amor é pra sempre,
E na crença, sofre em silêncio...
Só.
Completamente só.
Esconde a nódoa negra com o pó.
Só.
Completamente só.
Esconde a nódoa negra com o pó.
_

Por cada vítima acusada
E transformada em monstro
Em cada casa, cada caso,
cada cara e cada corpo
em mais um dedo apontado ao outro, Oh!’
Cresce a ira da Medusa que me vês no rosto
é a minha ira, a nossa ira, a ira...
a minha ira, a nossa ira, a ira...
a minha ira, a nossa ira, a ira...

 



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Sábado, 13.09.14

 

 

Letra

 

 

Welcome to the next level
What makes them mothefuckers so damn fresh

Whoa-wo-wo-oh ah-ah-ah-ah
Whoa-wo-wo-oh ah-ah-ah-ah

Whoa-wo-wo-oh ah-ah-ah-ah
Whoa-wo-wo-oh ah-ah-ah-ah


E tu já vês porquê que aqui tanta gente receia
Arrisca tudo, hoje sou o orgulho de quem me rodeia
Papa sem get player
Nunca me vês virar a cara à luta sempre que a coisa aqui fica feia
Dou pérolas ao porcos, quando chega ao teu corral
Carisma não se aprende, não queiras procurá-lo
E cuspo a precipitação de um temporal um verso intemporal
Qual em brasa? Eu sou infernal
O meu designo é sagrado
Manos a falar do ghetto quando vivem em condomínios privados
Vivi histórias que relatam dramas que só imaginam
Não sabem como começa mas eu sei como terminam

Whoa-wo-wo-oh ah-ah-ah-ah
Whoa-wo-wo-oh ah-ah-ah-ah

Whoa-wo-wo-oh ah-ah-ah-ah
Whoa-wo-wo-oh ah-ah-ah-ah


24 por 7 no lufa-lufa
Se o vento soprar nas costas é mais um hater que bufa
Eu tou num serie 5, com os meus rock boys
A queimar king size, olha o efeito de estufa
Para quem se identifica sou relevante, ma man
Por isso é que tanta gente critica
Mas isso nem se explica, ouve
Família vem primeiro, dinheiro vem, dinheiro vai, raramente fica

Oh, acaba aqui?

Machados no crânio desses MCs badamecos
Vão para os perdidos e achados atarraxados e marrecos
Morreram seis manos praxados na praia do Meco
Na Damaia morreram 1000 MCs praxados no beco
Rap tuga é só bonecos, nem servem para matrecos
Viris, no topo do globo como um sueco
Eu sou um Umberto Eco, tu és o que defeco
Nos teus concertos nem 10 manos vão é só eco
Acelero como Bebé, Ronaldo com carapinha
Cago em todos como um bebé, ninguém faz farinha
Choras como um bebé quando venho com estas linhas
Escancaro como um bebé a racha da tua rainha
Eles sabem que o meu rap é ás do rap?
Viris é tipo Pelé, numero 10 da canarinha
As tuas damas são de tele-novela mas burrinhas
Podes ser player mas parolo como o Zézé Camarinha

Whoa-wo-wo-oh ah-ah-ah-ah
Whoa-wo-wo-oh ah-ah-ah-ah

Whoa-wo-wo-oh ah-ah-ah-ah
Whoa-wo-wo-oh ah-ah-ah-ah


Não te admires enquanto vires os meus aqui, em marcha
Mais rappers tão a dar o cu que groupies a pachacha
Uh, Yeah, uh mais rappers tão a dar o cu que groupies a pachacha



publicado por olhar para o mundo às 08:31 | link do post | comentar

Sexta-feira, 03.01.14

 

Letra

 

“ Yo, Valete, o people está a preparar um K.O. definitivo a América.
Vai haver uma concentração clandestina no México, em Guadalajara… e queremos saber se vais ou não?”

Valete:

Eu sou Valete, bro, e sempre quis ser regicida
Sacrificar a vida pela maioria oprimida
Sem contrapartida, pela revolução sou suicida
Reserva um bilhete de ida para mim, ‘tou de partida
E vou com anti-americanismo que Mao Tse Tung propagandeara
Com a filantropia com que Platão revolucionara, outrora
Com aquele Marxismo que Trotsky impulsionara
Estou farto da senzala, chao, só me galas em Guadalajara
A minha aversão ao imperialismo não sara
Não quero fama, nem glória, dá-me só uma T-shirt de Che Guevara
Põe-me num 7.4.7, México aqui vou
Viajo lembrando de como a segunda torre se desmoronou
Depois de 15 horas de voo, meu Boeing aterrou
Já fora do aeroporto, houve um bro que me identificou

“irmão Valete, eu vim-te buscar para a concentração
Entra no carro só faltas tu para começar a acção”

Chegámos ao ponto rapidamente, assim clandestinamente
Provavelmente eu nunca vira pela frente tanta gente
Era uma cidade subterrânea cheia de dissidentes
Só resistentes e combatentes naquele contingente
Eu vi Sardar, Saramago, Mia Couto e Chomsky
Também vi os mentores do atentado de Nairobi
Nipónicos pa’ vingar Hiroshima e Nagasaki
Fidel Castro, Arafat, Chavez e Khadafi
Activistas do Hamas, Jihad e Hezbollah
Zapatistas, Talibãs e bombistas da Fatah
Todos diferentes mas com um objectivo em comum:
Acabar com esta ditadura que a América implantou
A sede de vingança deixava todo o exército operante
Deram o sinal pa’ nos reunirmos numa sala gigante
Em cima do palanque ‘tava um fulano que elaborava o plano
Com style de saudita ou iraquiano, só queria saber quem é esse mano
Deixava toda a gente focada enquanto ele liderava

(Outro Revolucionário) “Yo Valete é o Bin Laden”

(Valete) “Bin Laden?!?”

Bin Laden
Voz alterada sem barba e com cara totalmente modificada
Eu não o curtia mas ele era o que a América merecia
Radical sem diplomacia, assim como se exigia
Formulou o plano perfeito pá’ revolução que se pretendia
Tínhamos túneis subterrâneos até à cidade de Alexandria
Hackers bloqueavam a informação da NSA e da CIA
Tínhamos M1’s, F 16’s e muita artilharia, eu ria.

Informador

“Informação, informação.
As bases militares americanas em todo o mundo, já estão controladas pelas FARC , Al Qaeda e milhões de civis revoltosos.
O ataque aéreo ao pentágono está previsto para as 3h e 36 m.
Os ataques bombistas serão às 3h e 42 m
A invasão à Casa Branca ficará para 4h e 28m
Já sabem o que têm a fazer!”

Era um batalhão de insubmissos pa’ acabar com aquela arrogância
‘Tava incluído na missão Invasão à Casa Branca
Que seria reforçada pelo movimento black panther
Garanto qu’América nunca vira tanta encrenca
Fomos pelo túnel a dentro e chegámos em meio-dia
Alexandria tinha como Washington, cidade vizinha
E quando lá cheguei era inenarrável o que eu vira
América já ardia, rendida à nossa investida
Ficaram na defensiva, deixámos tropas sem vida
Éramos só homicidas com ira, topa a chacina
Numa outra ofensiva, edifício da ONU caíra
Largámos bué da mísseis em New York, Carolina
Califórnia, Louisiana, Detroit e Virgínia
Geórgia, Indiana, Illinois, Pensilvânia e Kansas
Ás quatro e um quarto já ‘tava tudo controlado
Nossos soldados já tinham a Rádio a TV e o Pentágono
Passado mais um bocado, Fidel leu o comunicado
“Acabou a Ditadura” podes crer é o golpe de estado.
E à porta da Casa Branca fiquei com Bin Laden a sós
Disse-lhe sem hesitar um coche: Deixa-me liquidar o George
Ele esboçou um sorriso e olhou-me fundo nos olhos
Sentiu segurança na minha voz e passou-me uma Kalashnikov
Era só ódio destruitivo na minha cabeça
Kalash fui exibindo assim a dar paleta
Eu fui o homem escolhido pa’ ditar a sentença
Olha o meu peito erguido pa’ vingar o planeta
Entrei na Casa Branca assim cheio de moral
Nossos snipers iam abatendo a escolta presidencial, eu andava
No piso inferior de corredor em corredor
Abria porta a porta à procura daquele estupor
Vi a porta dos fundos, senti um feeling interior
Abri… até que enfim Sr. Ditador
Agora sente o pavor
Vais pagar pela tua merda e pela dos teus antecessores
Isto é pelas vítimas das guerras que vocês fabricaram
Pelas bocas que morreram pela falta de pão que vocês negaram
Pelo terror que semearam, alastraram, perpetuaram
Pelos homens e mulheres que as vossas bombas mutilaram
Pelo suor dos trabalhadores que vocês escravizaram
Pela alma deste planeta que vocês danificaram.

(Tiros)



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Quinta-feira, 02.01.14

 

Letra

 

Acabo de vir da festa de anos do meu mano Rogério
Foi tudo bué bacano ainda rachamos lá umas battles
Manos sabem que quando é battle é sempre em battle
Abafei sem cuecas, só com um coxe de lero lero
Agora tou aqui na paragem á espera do autocarro
São duas da manhã i rapo um frio do caralho
Não podia sair mais tarde, isto é longe i não trouxe
o
carro
E amanhã é dia.. ah.. é dia de trabalho.

Vanessa:
- Olá valete.. o meu nome é vanessa...
-Curti ver como esmagaste os rappers lá na festa...
-Sempre fui tua fã mas é a primeira vez que te
vejo...
-Julgava-te mais velho mas tu parece que tens uns
16...
Valete:
-Não mana.. eu tenho 25 anos.
-Carinha de puto mas funciono como um homem grande.
-Inda bem que vieste, precisava memo de companhia...
-Tou aqui a morrer de frio com medo de uma
pneumonia..
Vanessa:
-A esta hora duvido que tenhas alguma sorte...
-São duas da manhã i já não passa nenhum transporte.
-Vem pa minha casa, ficas mais aconchegado...
-Eu vivo sozinha i moro memo aqui ao lado...
Valete:
-Ai é ? moras aqui ?
Vanessa:
-Sim.. moro aqui á mais ou menos 3 anos!
Valete:
-Áh.. Ok, Ok.
Vanessa:
-Pronto.. esta é a minha casa, tás á vontade ! É como
se fosse tua..
Valete:
-Ah... Obrigado, Obrigado!

Ela pôs-me no quarto dela, brow, i dei por mim
estupefacto
Quando vi as centenas de cd's que ela tinha comprado
Cd's de ...

Vanessa:
-Valete não sou como essas pitas que tu vês por aí
-Vazias, papam toda a bosta que dá na TV
-Não curto G-UNIT, P.Diddy nem o Jay-z
-Cresci a ouvir Hippy, M.D I Chuck D

Ahn.. eu nunca vi damas assim por isso ainda tou
pasmado
Ao mesmo tempo cativado, preso.. intusiasmado
Ela tinha bué livros amontoados por todo o quarto
A bibliografia toda do grande Jorge Amado
Deixamos as horas passar.. jogamos conversa fora
Falámos de politica, hip-hop i literatura
Trocámos olhares, sorrisos i algumas histórias
Maior intimidade, fez subir a temperatura

Vanessa:
-Não gosto quando me olhas assim tão intensamente..
-Assim até pareç que consegues ler o meu pensamento


Eu não falei, não tirei o olhar, aproximei-me..
Não perguntei.. foquei nos lábios i beijei..
E saboriei'os bem, deixando-a sem reacção..
Minha lingua interlaçou na dela.. pura conexão..
Susurrei no ouvido palavras de exitação
Sem pudor.. bué tesão, roupa já tá no chão
Lambuzei os mamlos dela com dedicação..
Bué calor.. os corpos já tão em ebulição

Vanessa:
-Valete.. sente a minha c., vai enfiando o dedo...
-Vê como tá toda mulhada, soculenta i quente..
-Deixa-me pôr a mão no teu p i senti-lo teso..
-Depois quero chup-lo todo i po-lo cá dentro...

Valete:
-Epá.. tou sem presevatvos.. tens aí alguma coisa ?
Vanessa:
-Também não tenho.. mas não te preocupes com isso..
Vem..
Valete:
-Não.. não dá.. Vanessa.. não dá asério..
Vanessa:
-Vemm.. ! Não me deixes assim.. Deixa estar isso !
Valete:
-Não.. Não dá..
Vanessa:
-Vem..
Valete:
-Só com presevatvos.. memo.. asério..
Vanessa:
-Uff... foda-se !! que cena .. ! que é que queres
fazer ?!
Valete:
-Epá.. não dá.. asério..
Vanessa:
-Olha.. só se fores á farmácia.. ao fundo da rua, tá
de serviço hoje..
Valete:
-Ai é? Ok.. eu vou lá num instante.. Epá.. mas só
tenho aqui dois euros..
Vanessa:
-Também tou falidissima.. Acho que também só tenho
dois euros aqui.
Valete:
-Ya.. passa-me esses dois euros.. acho que 4 euros
chega.. acho que dá pa alguma coisa..
-Eu visto-me rápido i venho já..
Vanessa:
-Vai lá então.. leva as chaves.


Saí cheio de pressa.. atrapalhado á bessa..
Nunca me tinha calhado uma Vanessa destas..
Essa dama xita-me bué.. eu tnh que afundar o
martelo..
Puz-me na farmacia em 2 segundos.. valete obiquelo !

Valete:
-Boa Noite.. eu queria uma caixa de presevatvos..
Farmaceutico:
-Só tenho control.. i são 5 euros i 15
Valete:
-Só tenho 4 euros.. falta'm 1 euro i 15..
Farmaceutico:
-Problema é seu.. isto não é a casa do Senhor
Joaquim..
Valete:
-Foda-se !!

Saí da farmácia.. sem saber o que fazer
Vejo um mano no otro lado da estrada i vou lá ter

Valete:
-Desculpa mano.. eu nem sou de fazer estas merdas.. 
Mas será que tens 1 euro i 15 pa eu comprar uns
preservas.. ?
Mano:
-Tá fudido brow.. eu também tou liso..
-Não tenho guito mas tenho aqui umas camisas comigo..
Valete:
-Brigado mano.. tu nem sabes duq tu me safáste !
Mano:
-Vai lá despacha-te.. i vê se fazes um bom trabalho
!!

Cheguei a casa outra vez num ápice.. como se eu
voasse
E vi a Vanessa toda nua, na cama a mastbar-se
A contorçer-se.. a lambuzar-se.. yo.. a
descontrolar-se
Meu pnis que murchara, começou logo a elevar-se

Vanessa:
-Valete.. Olha só pra isto.. já não tá a agüentar !
-Vem.. pentra-me violentamente.. faz-me delirar ..
-Tira essa roupa depressa.. vem pra cima de mim..
-Eu quero que me comas toda em posçoes sem fim..

----------- No Acto -----------

Vanessa:
-Espera.. espera..
Valete:
-Tão ? Que é que se passa ?
Vanessa:
- O presevatvo incomoda-me.. tá-me a duer..
acontece-me imensas vezes... 
Valete:
-Queres que eu faça alguma coisa ? Que é que queres
que
eu faça ?!
Vanessa:
-Quero que tires..
Valete:
-Fui comprar presevatvo agora, novo.. Isso tem
alguma cena..
Vanessa:
-Va lá.. Va lá... Tira..
Valete:
-Não.. Deixa-te disso..
Vanessa:
-Tira.. vamos acabar isto..
Valete:
-Não.. Não vou fazer isso.. Não tem sentido..
Vanessa:
-Tou cheia de vontade..
Valete:
-Não.. não vou fazer isso..
Vanessa:
-Não compliques..
Valete:
-Epá oda-se.. não vais insistir.. não vale a pena !
Vanessa:
-Não te preocupes.. não vai acontecer nada !
Valete:
-Eu não vou fazer isso Vanessa.. Eu não vou fazer
isso..
Vanessa:
-Vá lá...
Valete:
-Não..
Vanessa:
-Vá lá.. vá lá.. tira..
Valete:
-Não.. Não.. não...
Vanessa:
-Valete...
Valete:
-Não..
Vanessa:
-Tou toda xitada.. va lá...
Valete:
-Não.. não.. não vale a pena
Vanessa:
-Va lá.. Não á problema nenhum...
Valete:
-NÃO !!!!!!! Foda-se !!! Não.. não vou fazer... não
tem sentido..
Vanessa:
-Olha !! Então vai-te embora.. não tás aqui a fazer
nada !
Valete:
-Tás parva ou quê ?! tás-te a revelar agora ou quê ?
Vanessa:
-Uma gaja aqui toda xitada i tu nem és capaz de
servi-lá !! oda-se.. baza mazé !
Valete:
-Não.. bazo memo ! foda-se !
Vanessa:
-Baza !
Valete:
-Foda-se .. vim cá perder tempo.

Mensagem:
Esta história é semelhante á tua.. provavelmente com
um final diferente..
Né super homem ..
Tu que andas aí a navegar á toa.. desprevenido i
desprotegido..
Tu sabes das doenças que andam por aí.. também sabes
que
existem 40 milhoes d ser-o-positivos em todo o
mundo..
Tu podes ser o proximo.. 
Super homem !



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Quinta-feira, 18.04.13

 

Letra

 

Menina dos olhos tristes
o que tanto a faz chorar 
o soldadinho não volta
do outro lado do mar

 

Vamos senhor pensativo
olhe o cachimbo a apagar 
o soldadinho não volta
do outro lado do mar 

Senhora de olhos cansados
porque a fatiga o tear 
o soldadinho não volta
do outro lado do mar

 

Anda bem triste um amigo
uma carta o fez chorar 
o soldadinho não volta
do outro lado do mar

A lua que é viajante
é que nos pode informar 
o soldadinho já volta
está mesmo quase a chegar

 

Vem numa caixa de pinho
do outro lado do mar 
desta vez o soldadinho
nunca mais se faz ao mar



publicado por olhar para o mundo às 17:17 | link do post | comentar

Sábado, 03.11.12

 

 

Letra

 

Intro

Sr Lourenço – Podes entrar !

Vitor – Boa Tarde Sr Lourenço.

Sr Lourenço – Boa tarde Vitor. Podes sentar ! Senta-te!

Vitor – Com Licença.

Sr Lourenço – Ora bem, é o seguinte... Tu sabes que o Lúcio saiu da empresa, e é nossa política promover sempre alguém do departamento para os cargos de chefia, não é preciso dizer –te porquê , tu já sabes não é? 

Vítor – Hum hum.

Sr Lourenço – Bom, és o mais antigo do departamento, e temos aqui relatórios que nos indicam que és o mais competente, o que tem mais destreza a desempenhar as funções, o mais disciplinado, raramente faltas, e por isso é normal que sejas tu o escolhido para assumir o cargo de director.

Vítor – Ohhh !!! ok.

Sr Lourenço- Então diz-me lá! Quanto é que tu ganhas?

Vítor – 1540 euros.

Sr Lourenço – Ok .Vais ficar com o salário do Lúcio , que era de mais ou menos 7000 euros. 

Vítor- Bom, bom!

Sr Lourenço – No final deste trimestre vamos fazer uma reunião corrente da administração e vamos oficializar a tua nomeação ok?

Vítor- ok

Sr Lourenço- Vais ser o primeiro director negro desta empresa pah, vais ser o Obama do departamento comercial ahh.

Vitor e Sr Lourenço – (Risos)

Sr Lourenço – Parabéns. Vai comemorar homem!

1ª Parte

A noticia já se espalhou por toda a empresa
Agora todos tratam-te como se fosses realeza
A Ju, agora sem pedires traz-te sempre um cafezinho.
A Diana larga um sorrizinho sempre que te apanha sozinho

O Nuno agora quer conversa a toda a hora
Fala do tempo, da hora, conta histórias do vizinho
Agora todos adulam-te, bajulam-te não te largam
Afagam –te com elogios quase que te embriagam

Vais ser o director , precisas duma ganda dama
A Diana é ganda filé, dizem que na cama é profana
Ela é, a loira boa que na empresa todos cobiçam
Enfeitiçam-se por ela quando a vêm toda soberana

Querias convidá-la pa’ sair , nem foi preciso
Ela antecipou-se , galaste logo o panorama

Jantar tipo novela, em casa dela , à luz de velas
Depois bafos de marijuana até caírem na cama
Dez maratonas de mestre deixaste-lhe em coma
Na xona dela só deste negritude e testosterona

No dia seguinte já era oficial 
O acordo é bilateral vocês dois são um casal
Quase que te esqueceste que tu tinhas namorada
A Yola , a tua crioula, a tua neguinha, a tua amada 

Nem quiseste saber, acabaste com Yola por telefone
Deixaste-a incrédula, chocada, transtornada 
Sem remorsos , tu agora és director
A desfilar com tua loira e com o teu ar de superior

Diana convidou te pa’ conheceres os pais
2 cotas cordeais que moravam nos Olivais
Os cotas eram eleitores do PNR
Mas eles adoraram-te e foram mais que bestiais 

Sr Cardoso ( Pai de Diana) – A minha filha é como a minha esposa , basta levares assim com jeitinho, que ela fica logo mansinha.

Sr Cardoso, Vítor, Sra Cardoso – Risos

Diana- Oh pai, pare lá com isso!

2ª parte

O Ney o Djey, o Lameira e o Carvalho
À sexta feira vão sempre apanhar-te no trabalho 
Sempre que ‘tão juntos é aquele descontrolo
Eufóricos e enérgicos a falar em crioulo

Sempre expansivos como os jovens negros
Com aquele apego de africanos nativos
depois do trabalho vão até ao bar do Francisco
comer uns mariscos pa’ depois cair na disco

E tu convidas sempre Diana pa’ essas noitadas
Mas ela responde sempre que ‘tá enjoada ou fatigada
E tu ‘tás farto

Vítor – Que é que se passa?

Diana- Vítor, é assim, tens que perceber uma cena. Tens que perceber que a tua vida mudou. A sério Vítor a tua vida mudou, tu lutaste muito pa’ chegar até aqui. Epa, tu e os teus amigos todos a virem-te buscar ao trabalho, todos mal vestidos, a falar crioulo, parecem um bando. Opah a sério, por amor de Deus !

Vítor – O quê!? ‘Tás te a passar!?

Diana- Olha das duas uma, tens que perceber uma cena! Ou continuas a ser o puto do bairro que anda nas tascas e frequenta discotecas chungas com os amigos, ou começas a comportar-te como alguém que vai ser director comercial de uma grande empresa percebes? Opah a sério, oh Vítor, A tua vida mudou!

3ª parte

Um administrador levou te pa’ um fim de semana em Alcoitão
Numa vivenda quase mansão, tipo casa de sultão
Piscina principesca, paisagem pitoresca 
Deu uma festa gigantesca , só com pessoal do cifrão 

Ainda jogaram golf, com todo aquele povo
Fim de semana de grande acção, a viver vida de barão 
Um accionista da empresa levou-te até Calcutá
Pa’ um hotel SPA glamoroso, do melhor que há 

Parecia miragem, banhos e massagens
Com mulheres de alta linhagem a prestarem-te vassalagem
Agora sempre enfiado nesse mundo abastado
todos empinado pareces outra personagem -

Quando os teus manos convidam-te pa’ saíres à night
Tu negas não vais, e vais a festas da socialite
Quando ‘tás com eles já nem falas em crioulo
Criticas o que eles são, chamas os teus bros de parolos

Vítor – Não , não, não meu , não vou falar crioulo, nigga não vou falar crioulo, não estou em Cabo Verde man, um gajo ‘tá em Portugal fala português!

Ney – Nah mentira! A bô gajo crê ben da pa dodu?E sta dodo nha manu.

Djey -A bô mos!? A bô bu ca sta sabi nãu, bu ca ta fala criolo?

Vítor – Portugal – português!

4ª parte

Faltam poucas semanas pa’ assumires o cargo de director
Já se sente o esplendor do teu ânimo no teu interior
Já tratas os teus colegas de forma diferente
Todo prepotente, já te achas omnipotente

A queres ser dominante, semblante pedante
Estilo reinante já armando em tenente
Sempre com pose de gala como um cagão
Até já andas e já falas à patrão 

Já pensas na casa e no carro que vais comprar
Nas férias que vais gozar na vida de ostentação
agora ris-te das chances que te negaram 
trabalhos que te recusaram quando tinhas o melhor currículo

ris-te do atendimento repartições públicas
xenofobia rústica, de funcionários ridículos
ris-te de quando foste à disco e foste barrado
e de quando perseguido em shoppings e supermercados

Pedro- Eu acho que o Vítor é a pessoa mais indicada para o cargo, isso parece racismo!

Sr Lourenço- Isso não tem nada a ver com racismo Pedro! O director comercial tem que ir reuniões, tem que interagir com os nossos clientes, com os nossos parceiros e tudo tem importância!

Pedro - Pois claro eu sei.

Sr Lourenço - Tudo tem importância!

Pedro- Sim ninguém disse o contrário.

Sr Lourenço- Se eu tiver uma mulher como directora, estou a dar uma imagem à empresa. Estou a transmitir uma mensagem para a sociedade e estou a introduzir no departamento um modelo de chefia, um modelo comportamental e cultural...Se eu tiver um negro é a mesma coisa. As pessoas agem, reagem e interagem de forma diferente consoante o género, a raça e a idade das pessoas!

Pedro- Claro.

Sr Lourenço- É assim, é psicologia!

Pedro- Pronto.

Sr Lourenço- Resumindo, isto não é uma questão racial. Vamos abrir uma excepção na nossa política de contratação e vamos chamar alguém de fora para assumir o cargo de director comercial. Tenho dito!

Produção: Nave
Gravado por M (Estúdios BigBit)
Misturado por Troy Hightower (Hightower Productions)
Masterizado por Jim Brick (Absolute Audio)



publicado por olhar para o mundo às 08:47 | link do post | comentar


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