Domingo, 30.09.12

 

 

letra

 

Vi-te a trabalhar o dia inteiro
Construir as cidades para os outros
Carregar pedras, desperdiçar
Muita força pra pouco dinheiro

Que força é essa
Que força é essa
Que trazes nos braços
Que só te serve para obedecer
Que só te manda obedecer
Que força é essa, amigo
Que força é essa, amigo
Que te põe de bem com outros
E de mal contigo
Que força é essa, amigo
Que força é essa, amigo

Não me digas que não me compreendes
Quando os dias se tornam azedos
Não me digas que nunca sentiste
Uma força a crescer-te nos dedos
E uma raiva a crescer-te nos dentes
Não me digas que não me compreendes

Que força é essa
Que força é essa
Que trazes nos braços
Que só te serve para obedecer
Que só te manda obedecer
Que força é essa, amigo
Que força é essa, amigo
Que te põe de bem com outros
E de mal contigo
Que força é essa, amigo
Que força é essa, amigo

Vi-te a trabalhar o dia inteiro
Construir as cidades para os outros
Carregar pedras, desperdiçar
Muita força pra pouco dinheiro

Que força é essa
Que força é essa
Que trazes nos braços
Que só te serve para obedecer
Que só te manda obedecer
Que força é essa, amigo
Que força é essa, amigo
Que te põe de bem com outros
E de mal contigo
Que força é essa, amigo
Que força é essa, amigo



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Sexta-feira, 24.08.12

 

 

Letra

 

Foi por ela que amanhã me vou embora 
ontem mesmo hoje e sempre ainda agora 
sempre o mesmo em frente ao mar também me cansa 
diz Madrid, Paris, Bruxelas quem me alcança 
em Lisboa fica o Tejo a ver navios 
dos rossios de guitarras à janela 
foi por ela que eu já danço a valsa em pontas 
que eu passei das minhas contas foi por ela 

Foi por ela que eu me enfeito de agasalhos 
em vez daquela manga curta colorida 
se vais sair minha nação dos cabeçalhos 
ainda a tiritar de frio acometida 
mas o calor que era dantes também farta 
e esvai-se o tropical sentido na lapela 
foi por ela que eu vesti fato e gravata 
que o sol até nem me faz falta foi por ela 

Foi por ela que eu passo coisas graves 
e passei passando as passas dos Algarves 
com tanto santo milagreiro todo o ano 
foi por milagre que eu até nasci profano 
e venho assim como um tritão subindo os rios 
que dão forma como um Deus ao rosto dela 
foi por ela que eu deixei de ser quem era 
sem saber o que me espera foi por ela



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Segunda-feira, 23.04.12
letra
Letra e música: José Mário Branco

Eu vi este povo a lutar
Para a sua exploração acabar
Sete rios de multidão
Que levavam História na mão

Sobre as águas calmas
Um vulcão de fogo
Toda a terra treme
Nas vozes deste povo

Mesmo no silêncio
Sabemos cantar
Povo por extenso
É unidade popular

Somos sete rios
Rios de certeza
Vamos lá cantando
No fragor da correnteza

Eu vi este povo a lutar
Para a sua exploração acabar
Sete rios de multidão
Que levavam História na mão

A fruta está podre
Já não se remenda
Só bem cozidinha
No lume da contenda

Nós queremos trabalho
E casa decente
E carne do talho
E pão para toda a gente

Ai, meus ricos filhos
Tantos nove meses
Saem do meu ventre
Para a pança dos burgueses

Eu vi este povo a lutar
Para a sua exploração acabar
Sete rios de multidão
Que levavam História na mão

Alça meu menino
Vê se te arrebitas
Que este peixe podre
Só é bom para os parasitas

Só a nosso mando
É que há liberdade
Vamos lá lutando
P’ra mudar a sociedade

Bandeira vermelha
Bem alevantada
Ai minha senhora
Que linda desfilada

Eu vi este povo a lutar
Para a sua exploração acabar
Sete rios de multidão
Que levavam História na mão




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Domingo, 22.04.12

 

Letra

 

Como se a Terra corresse 
Inteirinha atrás de mim 
O medo ronda-me os sentidos 
Por abaixo da minha pele 
Ao esgueirar-se viscoso 
Escorre pegajoso 
E sai 
Pelos meus poros 
Pelos meus ais 
Ele penetra-me nos ossos 
Ao derramar-se sedento 
Nas entranhas sinuosas 
Entre as vísceras mordendo 
Salta e espalha-se no ar 
Vai e volta 
Delirante 
Tão delirante 
É como um sonho acordado 
Esse vulto besuntado 
A revolver-se no lodo 
A deslizar de uma larva 
Emergindo lá no fundo 
Tenho medo ó medo 
Leva tudo é tudo teu 
Mas deixa-me ir 

Arrasta-me à côncava do fundo 
Do grande lago da noite 
Cruzando as grades de fogo 
Entre o Céu e o Inferno 
Até à boca escancarada 
Esfaimada 
Atrás de mim 
Atrás de mim 
É como um sonho acordado 
Esses olhos no escuro 
Das carpideiras viúvas 
Pelo pai assassinado 
Desventrado por seu filho 
Que possuiu lascivo 
A sua própria mãe 
E sua amante 

Meu amor quando eu morrer 
Ó linda 
Veste a mais garrida saia 
Se eu vou morrer no mar alto 
Ó linda 
E eu quero ver-te na praia 
Mas afasta-me essas vozes 
Linda 

Tens medo dos vivos 
E dos mortos decepados 
Pelos pés e pelas mãos 
E p´lo pescoço e pelos peitos 
Até ao fio do lombo 
Como te tremem as carnes 
Fernão Mendes



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