Tio Rex viaja de Norte a Sul com Miguel Reis e Marta Banza nas próximas duas semanas, para apresentar o mundo auto-biográfico do cantautor, compondo o ambiente com a Folk portuguesa dos seus recentes trabalhos, do "Ensaio Sobre a Harmonia" (2015) ao EP "5 Monstros" (2014), passando por diversos temas de discos anteriores.
25 FEV - PORTO - Casa do Livro [+info] 26 FEV - RÉGUA - Teatrinho [+info] 27 FEV - SERTÃ - Clube Café
5 MAR - GUIA - Fnac AlgarveShopping (16h) 5 MAR - FARO - SRAF - Os Artistas [+info] 6 MAR - FARO - Fnac Faro (16h)
Faço o que me mandam por um bem maior, Serei o responsável pelo delito. Possuo as qualidades de um usurpador, A faca contra a carne sem atrito.
E há um segredo por proteger Numa Nação quase a perder o Norte. Cinco testemunhas, ainda sem saber, Têm encontro marcado com a Morte.
E pelos rios desta cidade vai correr vermelho. Aplico o veredicto da Realeza. E agora que tudo está feito, Onde é que vou enaltecer a minha pequenez?
Novamente enraizado na língua portuguesa e com a colaboração da Gallantry na produção, o conceito deste novo disco de 8 faixas gira à volta dos ponteiros do relógio.
Os temas do álbum Ensaio Sobre A Harmonia percorrem um “dia” da sua vida: do amanhecer à madrugada, é um ensaio sobre a transição de estados de espírito por influência das relações com os outros, das pressões dos pares e das reações desencadeadas. Um ciclo diário que constrói a identidade do artista.
Lançado a 27 de Maio de 2015, o disco será apresentado na presente edição do Festival BONS SONS.
Eu não sei quem foi que sonhou com um tempo melhor, Que lutou por ter uma voz que há muito se calou. Fui tolo em pensar que existia um desejo em mudar, Que ainda haviam pernas para andar num mundo de pernas para o ar.
E no fim tudo está bem, assim se possa contar, Que ao menos sirva a alguém quando tudo acabar.
No ventre de Deus já não há lugar para os seus, Já não há divino nem pagão a colorir os céus. Resta-nos sorrir ao inferno que está para vir, Se o diabo teima em resistir aqui, seja assim.
E no fim tudo está bem, assim se possa contar, Que ao menos sirva a alguém quando tudo acabar. E no fim tudo está bem, assim se possa contar, Haja quem possa contar.
A TRANSFORMA - Associação Cultural - apresenta o concerto de LAVOISIER, assim como o regresso à nossa cidade do setubalense, TIO REX.
LAVOISIER (PT)
Levados pelo espírito de "tropicalismo", tentamos ver a música não só como uma questão de individualidade, mas como um sentido pleno da consciência e da presença no mundo em que estamos a viver agora. Um mundo que já existia antes.
Antropofagia (ato de canibalismo praticado entre tribos antigas em todo o globo, ato de comer alguém da sua própria espécie), foi um dos argumentos que representavam o movimento modernista no Brasil. Oswald de Andrade, um poeta brasileiro, escreveu no início dos anos 1920, o manifesto da Antropofagia, tentando idealizar uma identidade para um povo tão multicultural como os brasileiros.
No início da década de 1970, um movimento começou a crescer no Brasil, com Caetano Veloso e Gilberto Gil como os seus apoiantes mais entusiastas. Ambos usado antropofagia como um caminho para o que eles vieram a chamar de "Tropicalismo", uma vez que eles, também, sentiram que estavam "comendo" a música europeia, americana e africano, e com esta digestão, em vez de uma identidade musical pura, eles estavam a misturar "caldeirão" da sua própria música.
Também no final dos anos 60, início dos anos 70, uma série chamada "O Povo que Canta" estava a ser gravada e produzida em Portugal. Esta série teve a finalidade de recordar velhas canções folclóricas portuguesas, que foram deixadas intocadas pelos processos de industrialização. Este projecto foi liderado por Michel Giacometti, com a ajuda notável de Fernando Lopes Graça. Os dois tiveram um papel importante não apenas em reunir esses bens preciosos da cultura portuguesa, mas também no estudo fundamental da música popular portuguesa que eles desenvolveram.
O projeto Lavoisier, foi construído sobre a necessidade interior de fazer música. Se ela é cantada em Português ou em Inglês, não importa desde que o objectivo principal é o de cumprir o nosso primeiro instinto que é a música.
Lavoisier é um casal Português influenciados uns pelos outros e todo o mundo de sensações que a música pode trazer, e ao compartilhar o mesmo espírito do Tropicalistas, Michel Giacometti e Fernando Lopes Graça, eles cabeça para a sua própria expressão musical, sem medos e sem preconceitos sobre qualquer coisa.
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TIO REX (PT)
Tendo crescido envolto em sonoridades de artistas como José Afonso, Simon & Garfunkel, Dylan e Leonard Cohen, o projecto "Tio Rex" surgiu da ambição de um sujeito que almeja a utilização de melodias de guitarra como veículo para alcançar a harmonia de sons que, por oposição a cortarem o silêncio ao se sobreporem ao mesmo, se fundem com ele.
O novo EP 5 Monstros é “um puzzle de 5 peças” como o Tio Rex descreve, onde revela uma mistura do que foi desenvolvido em edições anteriores, conjugando desabafos, memórias, arrependimentos e ficção, sempre, no seu universo imerso da Folk e cantado em português.
As composições estão mais ricas do que antes com a introdução de novos elementos instrumentais e graças ao trabalho conjunto com dois produtores da Gallantry
Productions. O objetivo foi tornar os ambientes mais “fáceis” de absorver e como o próprio destaca “talvez já não seja preciso um estado de espírito específico e uma garrafa de vinho para viajarem com este disco”.
Tio Rex vai apresentar o EP «5 Monstros» em Tour pelo país com datas agendadas até Março. Um novo vídeo será estreado durante o primeiro trimestre.
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