Nua e concreta a realidade que se projecta pela cidade em cada rosto o inadiável é o pressuposto para o inevitável voraz motor da emoção que justifica o contexto gerador de ilusão
Tanta pressa por repetição
Somos a promessa orgânica a resistência à submissão mecânica para a sobrevivência na solidão urbana de uma clara consciência que complete a equação humana
Basta de retórica vazia de economia plástica ganância tóxica, fria pesada consequência mágoa que se propaga para nada.
O vídeo do tema A Cidade foi filmado parcialmente em São Paulo e é apresentado no momento que a artista prepara o concerto de dia 18 de Novembro, na Aula Magna, às 21h30.
O concerto O Horizonte e a Memória irá decorrer num cenário envolvente e íntimo onde Teresa Salgueiro nos apresentará um breviário de canções representativas da melhor tradição musical portuguesa. Tendo como fio condutor o seu próprio repertório desde "O Mistério" ao recém editado "O Horizonte", a autora interpreta também os mais conhecidos temas dos Madredeus, prestando ainda homenagem a Amália Rodrigues, José Afonso, Carlos Paredes, entre outros.
Irá transportar-nos assim a um universo que nos é próximo e simultaneamente surpreendente. A voz que há três décadas canta Portugal e encanta o mundo, eleva-nos com o seu estilo único e inconfundível, através da poesia e da música, num Espectáculo que é uma reflexão sobre o que é ser humano e onde habilmente se entrelaça o presente, o passado e o futuro.
Teresa Salgueiro refere que “o conceito que suporta este novo Espectáculose cristaliza na relação estreita e indivisível entre o Horizonte e a Memória que nos impele e simultaneamente nos ampara.
TERESA SALGUEIRO | O Horizonte e a Memória 18 de Novembro | Aula Magna - 21h30
TERESA SALGUEIRO apresenta O Horizonte e a Memória no Porto e em Lisboa
Setembro será o mês de arranque da digressãoque Teresa Salgueiro fará pelo país, ao qual a artista chamará O Horizonte e a Memória.
O Horizonte e a Memória irá decorrer num cenário envolvente e íntimo onde Teresa Salgueiro nos apresentará um breviário de canções representativas da melhor tradição musical portuguesa. Tendo como fio condutor o seu próprio repertório desde "O Mistério" ao recém editado "O Horizonte", a autora interpreta também os mais conhecidos temas dos Madredeus, prestando ainda homenagem a Amália Rodrigues, José Afonso, Carlos Paredes, entre outros.
Irá transportar-nos assim a um universo que nos é próximo e simultaneamente surpreendente. A voz que há três décadas canta Portugal e encanta o mundo, eleva-nos com o seu estilo único e inconfundível, através da poesia e da música, num Espectáculo que é uma reflexão sobre o que é ser humano e onde habilmente se entrelaça o presente, o passado e o futuro.
Teresa Salgueiro refere que “o conceito que suporta este novo Espectáculocristaliza-se na relação estreita e indivisível entre o Horizonte e a Memória que nos impele e simultaneamente nos ampara.
TERESA SALGUEIRO | O Horizonte e a Memória
16 de Setembro | Casa da Música - 21h30 18 de Novembro | Aula Magna - 21h30
Anda o vento a bailar com o mar E a bailar com o meu pensamento Já nada fica no mesmo lugar São tantas vozes no mesmo momento
E o vento não pára, arrasta a tormenta Semeia o vazio no meu corpo dormente Sedento devora a razão que o enfrenta Engana a memória e mascara o presente
Onde vais Ó meu amor Vê lá não te afastespara longe demais Perdido nos braços Do vento enganador
Tremenda é a força do vento no mar Tamanho o ruído no meu pensamento Procuro o silêncio e enfim devagar Contemplo a cadência profunda do tempo
TERESA SALGUEIRO apresenta O Horizonte e a Memória no Porto e Lisboa
Setembro será o mês de arranque da digressãoque Teresa Salgueiro fará pelo país, ao qual a artista chamará O Horizonte e a Memória.
O Horizonte e a Memória irá decorrer num cenário envolvente e íntimo onde Teresa Salgueiro nos apresentará um breviário de canções representativas da melhor tradição musical portuguesa. Tendo como fio condutor o seu próprio repertório desde "O Mistério" ao recém editado "O Horizonte", a autora interpreta também os mais conhecidos temas dos Madredeus, prestando ainda homenagem a Amália Rodrigues, José Afonso, Carlos Paredes, entre outros.
Irá transportar-nos assim a um universo que nos é próximo e simultaneamente surpreendente. A voz que há três décadas canta Portugal e encanta o mundo, eleva-nos com o seu estilo único e inconfundível, através da poesia e da música, num Espectáculo que é uma reflexão sobre o que é ser humano e onde habilmente se entrelaça o presente, o passado e o futuro.
Teresa Salgueiro refere que “o conceito que suporta este novo Espectáculocristaliza-se na relação estreita e indivisível entre o Horizonte e a Memória que nos impele e simultaneamente nos ampara.
TERESA SALGUEIRO | O Horizonte e a Memória
16 de Setembro | Casa da Música - 21h30 18 de Novembro | Aula Magna - 21h30
Aromas e flores Sons, constelações Vitrais de mil cores Pueris amores e canções Texturas, sabores Ruas, varandins Poemas, louvores Risos de crianças e jardins
Foi tudo o que para trás ficou É tudo aquilo que eu perdi Um tempo alegre que me abandonou Hoje a lembrança é o que restou de mim
O enredo adensou e a terra tremeu Estandartes da raiva e da mentira que nasceu
Assim me contava De voz cambiante O rosto vincado A pele tisnada O olhar errante
Tamanha tristeza Na noite vazia Crescente incerteza De tão escura e lenta agonia
Pois o que para trás deixou É uma lembrança que resiste Um tempo alegre que o abandonou A casa que não sabe se ainda existe
O enredo adensou e a terra tremeu Estandartes da raiva e da loucura que surgiu Pois tudo acabou, a ira cresceu E lançou as trevas que amarraram o coração
Cruzei montes, cruzei vales Caminhei por tempestades Desconheço estas estrelas Não sei guiar-me por elas
Vi distantes horizontes Cruzei mares, cruzei pontes Somos tantos no caminho Sem abrigo, sem destino
Mas, regresso às emoções De outrora Que mantenho num lugar perfeito Pois protegem a memória Nunca mais se apartam do meu peito
Danças e cantares p'la noite fora Tradições, herança que recordo A alegria do encontro Que ilumina as sombras desta hora
E assim semeio a coragem Com que desafio o desespero Na vertiginosa imagem Com que afasto O mal de que padeço
E com estas emoções de agora Que conservo vivas no meu peito Protetoras da memória E assim lembradas num lugar perfeito
Nua e concreta a realidade que se projecta pela cidade em cada rosto o inadiável é o pressuposto para o inevitável voraz motor da emoção que justifica o contexto gerador de ilusão
Tanta pressa por repetição
Somos a promessa orgânica a resistência à submissão mecânica para a sobrevivência na solidão urbana de uma clara consciência que complete a equação humana
Basta de retórica vazia de economia plástica ganância tóxica, fria pesada consequência mágoa que se propaga para nada.
Podem me chamar e me pedir e me rogar E podem mesmo falar mal, ficar de mal que não faz mal
Podem preparar milhões de festas ao luar Que eu não vou ir, melhor nem pedir, que eu não vou ir, não quero ir E também podem me intrigar e até sorrir e até chorar E podem mesmo imaginar o que melhor lhes parecer
Podem espalhar que estou cansado de viver E que é uma pena para quem me conheceu Eu sou mais você e eu
Podem espalhar que estou cansado de viver E que é uma pena para quem me conheceu Eu sou mais você e eu
Desencontro Desconcerto Desacerto Puro assombro Desalento De um reverso Que eu acerto no teu ombro Que me ampara Sem demora Se o meu pranto se prolonga Se o meu canto Se elabora
Recolhes sem um lamento Com o sorriso que é teu Os pedaços deste caos Do que sou, de quem sou eu E me cumpre desvendar Para que a minha dor se apague E o meu abraço se alongue Só com leveza te afague
E mesmo que estejas longe Eu seja a estrela que brilha no fundo do teu olhar Por mais que o mundo te pese E o sonho tarde em chegar..
Por este rio acima Deixando para trás A côncava funda Da casa do fumo Cheguei perto do sonho Flutuando nas águas Dos rios dos céus Escorre o gengibre e o mel Sedas porcelanas Pimenta e canela Recebendo ofertas De músicas suaves Em nossas orelhas leve como o ar A terra a navegar Meu bem como eu vou Por este rio acima
Por este rio acima Os barcos vão pintados De muitas pinturas Descrevem varandas E os cabelos de Inês Desenham memórias Ao longo da água Bosques enfeitiçados Soutos laranjeiras Campinas de trigo Amores repartidos Afagam as dores Quando são sentidos Monstros adormecidos Na esfera do fogo Como nasce a paz Por este rio acima
Meu sonho Quanto eu te quero Eu nem sei Eu nem sei Fica um bocadinho mais Que eu também Que eu também meu bem
Por este rio acima isto que é de uns Também é de outros Não é mais nem menos Nascidos foram todos Do suor da fêmea Do calor do macho Aquilo que uns tratam Não hão-de tratar Outros de outra coisa Pois o que vende o fresco Não vende o salgado Nem também o seco Na terra em harmonia Perfeita e suave das margens do rio Por este rio acima
Meu sonho Quanto eu te quero Eu nem sei Eu nem sei Fica um bocadinho mais Que eu também Que eu também meu bem
Por este rio acima Deixando para trás A côncava funda Da casa do fumo Cheguei perto do sonho Flutuando nas águas Dos rios dos céus Escorre o gengibre e o mel Sedas porcelanas Pimenta e canela Recebendo ofertas De músicas suaves Em nossas orelhas leve como o ar A terra a navegar Meu bem como eu vou Por este rio acima
Música e Letra: Fausto Bordalo Dias Arranjo: Jorge Varrecoso Gonçalves
É a saudade Que me transporta A um lugar de claridade Que me conforta
Lembranças vagas De horas perfeitas Tão distantes Desfeitas Pois já não voltam
Mas que me importa? Eu não me sinto só Tenho a saudade a meu lado A minha âncora
O teu sorriso de sol Todos os pequenos gestos O sopro de um aguaceiro A grandeza dos espaços A partida, um regresso e os abraços E as lágrimas que se guardaram Os pés marcados na areia Um barco que se desprende E nas ondas serpenteia Uma estrela que se afasta Está tudo aqui
Canto a saudade Canto esta espera
Canto a saudade Canto a saudade e a espera Canto a saudade Canto esta espera
A eternidade Canto a saudade
Aqui o tempo não me consegue alcançar
Canto a saudade Canto esta espera
A eternidade.
"A Espera" Letra: Teresa Salgueiro Musica: Teresa Salgueiro | Carisa Marcelino | Óscar Torres | André Santos | Rui Lobato
___ Homem do leme ___ Composição: Xutos & Pontapés
Sozinho na noite um barco ruma para onde vai. Uma luz no escuro brilha a direito ofusca as demais.
E mais que uma onda, mais que uma maré... Tentaram prendê-lo impor-lhe uma fé... Mas, vogando à vontade, rompendo a saudade, vai quem já nada teme, vai o homem do leme...
E uma vontade de rir, nasce do fundo do ser. E uma vontade de ir, correr o mundo e partir, a vida é sempre a perder...
No fundo do mar jazem os outros, os que lá ficaram. Em dias cinzentos descanso eterno lá encontraram.
E mais que uma onda, mais que uma maré... Tentaram prendê-lo, impor-lhe uma fé... Mas, vogando à vontade, rompendo a saudade, vai quem já nada teme, vai o homem do leme...
E uma vontade de rir, nasce do fundo do ser. E uma vontade de ir, correr o mundo e partir, a vida é sempre a perder...
No fundo horizonte sopra o murmúrio para onde vai. No fundo do tempo foge o futuro, é tarde demais...
E uma vontade de rir nasce do fundo do ser. E uma vontade de ir, correr o mundo e partir, a vida é sempre a perder...
Anoitece Nas vielas e nas esquinas Nas escadas e nas colinas Nas calçadas feitas à mão No bater do meu coração Mas não me canso de percorrer A cidade em que vim nascer Onde o Tejo vem adormecer E é uma porta aberta para o mar Um convite p'ra navegar E que abraça quem quer chegar Desde sempre assim foi
P'la manhãs Do Castelo desço a Alfama Labirinto de casas brancas Enfeitadas com andorinhas E que é o berço de tradições Do velho fado, das procissões Das tabernas e dos pregões E onde nas ruas pequeninas Ainda ecoam trovas antigas E se inventam novas cantigas De louvar ao bom Santo António Que Lisboa venera
Eu só queria desenhar nesta melodia O amor à minha cidade Teimosa fantasia
É assim Que eu gosto de imaginar Esta Lisboa secular Onde habitam todos os povos De tantas raças, velhos e novos A cidade mais luminosa Bela, mágica, radiosa Eu vou sempre cantar P'ra ti Lisboa De entre todas a mais formosa Bela, mágica, radiosa Vou p'ra sempre cantar
As cantoras Ana Moura, Teresa Salgueiro e Cuca Roseta são alguns dos nomes em destaque nos “Concertos de Verão” do Teatro de Vila Real, que faz uma aposta na produção nacional em tempos de crise.
Ana Moura dá ao arranque no sábado aos “Concertos de Verão – 10.º Festival de Músicas do Mundo, que decorre até 23 de agosto e dá a oportunidade de assistir gratuitamente a “grandes concertos”.
Rui Araújo, responsável pela programação do teatro municipal, disse hoje à agência Lusa que esta edição vai proporcionar um total de 23 concertos, aos sábados no auditório exterior e às sextas-feiras na esplanada do café concerto.
“Este festival tem uma vertente feminina muito forte. Há uma aposta na apresentação das novas vozes e nova geração da música portuguesa no feminino”, salientou.
Ao palco transmontano vão subir ainda Teresa Salgueiro, Cuca Roseta, Diamantina, Márcia, Luísa Sobral e a irlandesa Niamh Ni Charra, que traz a música celta a Trás-os-Montes.
De Espanha vem ainda Luís Pastor, que atua a 3 de agosto e interpretará músicas inspiradas no escritor português José Saramago. Os portugueses Melech Mechaya, com a influência klezmer e balcânica, regressam a Vila Real, mas desta vez para atuarem no grande palco do auditório exterior.
Rui Araújo salientou que a edição deste ano faz uma “forte aposta” na produção nacional. “Os tempos de crise podem ter este lado de solidariedade entre nacionais. É claro que é também mais fácil fazer uma programação nacional por questões orçamentais, mas por outro lado torna-se mais interessante fazê-lo deste modo, precisamente para apoiar a produção nacional”, salientou.
Os concertos de sexta-feira são duplos, com início às 22:30 e depois repetem às 23:30. Por ali vão atuar os Al Medievo, Dunya, Sons da Suévia, Curinga, Gurí Trio e os Capagrilos, em concertos mais próximos dos espetadores. Neste espaço atuam artistas menos conhecidos do grande público.
“Há concertos para todo o género de públicos. Sendo concertos de entrada livre são naturalmente dirigidos ao grande público”, frisou.
Em Vila Real vão misturar-se sons do mundo, desde o fado, a canção de autor ou fusão da eletrónica com música tradicional. Se as condições atmosféricas forem adversas, os concertos passam para o interior do teatro.
O orçamento para esta edição ronda os 40 mil euros, comparticipados por fundos comunitários, verba inferior à do ano passado.
A edição do ano passado contou com uma assistência de cerca de 13 mil alunos.
Olha está chovendo na roseira Que só dá rosa mas não cheira A frescura das gotas húmidas Que é de Luisa Que é de Paulinho Que é de João Que é de ninguém
Pétalas de rosa carregadas pelo vento Um amor tão puro carregou meu pensamento
Olha um ticotico mora ao lado E passeando no molhado Adivinhou a primavera
Olha que chuva boa prazenteira Que vem molhar minha roseira Chuva boa criadeira Que molha a terra Que enche o rio Que limpa o céu Que trás o azul
Olha o jasmineiro está florido E o riachinho de água esperta Se lança em vasto rio de águas calmas
Sua pele macia era suma-uma sua pele macias cheirando a rosas seus seios laranja laranja do Loge eu mandei-lhe essa carta e ela disse que não
Mandei-lhe um cartão que o amigo maninho tipografou 'por ti sofre o meu coração' num canto 'sim' noutro canto 'não' e ela o canto do 'não' dobrou
Mandei-lhe um recado pela Zefa do sete pedindo e rogando de joelhos no chão pela Sra do Cabo, pela Sta Efigénia me desse a ventura do seu namoro e ela disse que não
Mandei à Vó Xica, quimbanda de fama a areia da marca que o seu pé deixou para que fizesse um feitiço bem forte e seguro e dele nascesse um amor como o meu e o feitiço falhou
Andei barbado, sujo e descalço como um monangamba procuraram por mim não viu ai não viu ai não viu Benjamim e perdido me deram no morro da Samba
Para me distrair levaram-me ao baile do Sr. Januário, mas ela lá estava num canto a rir, contando o meu caso às moças mais lindas do bairro operário
Tocaram a rumba e dancei com ela e num passo maluco voamos na sala qual uma estrela riscando o céu e a malta gritou 'Aí Benjamim'
Olhei-a nos olhos sorriu para mim pedi-lhe um beijo lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá E ela disse que sim
Che cosa vuoi da me che lui non ti sa dare? Che cosa vuoi da me che non si può comprare? Che cosa cerchi da te a parte"quell'amore"? Da cosa tenti di fuggire? Guardami, quel sole non c'è più Non può tornare Guardati, tu non ci credi più E non è uguale Lasciati andare allora qui Non sarà amore...ma Credimi, è forte anche di più E non parlare... Tu adesso qui con me,non é proprio normale O forse invece sì, se viene naturale Non chiedere perchè, se si potrà rifare Ma se ne hai voglia puoi restare... Guarda li , c'è un sole ancora su È un buon calore Guarda che se non ci credi più Non può far male Lasciati andare allora qui Non sarà amore..ma Credimi, è forte anche di più E vale anche di più!!! E guardami, quel sole è ancora su E' un buon calore Guarda che se non ci credi tu Non può far male Lasciati andare allora qui Non sarà amore...ma Sai vale anche di più E' forte anche di più.
Ai, Borda d’Agua, Borda d’Agua, Ai, Borda d’Agua, Santarém; Borda d’Agua, Santarém... Ai, vale mais uma Borda d’Agua Ai, que quanto Lisboa tem. Borda d’Agua, Santarém...
Ai, ó mar largo, ó mar largo, Ai, ó mar largo, sem ter fundo; Ó mar largo sem ter fundo... Ai, vale mais andar no mar largo Ai, que andar nas bocas do mundo. Ó mar largo sem ter fundo...
A cantar deixei a minha casa e larguei num navio pelo mar Um dia partimos de Lisboa na brisa do vento a assobiar Dissemos adeus a todos, dissemos adeus à vida Éramos muito poucos mas cheios de alegria E foi há tanto tempo e eu nunca esqueci À vista do Japão, cantamos a canção de amor ao sol nascente Ao sol que nasce ali e pelo céu inteiro regressa ao meu país A saudade de Portugal é sempre tão igual que faz o sol brilhante Nascer oriental e através do amor vir dormir a Portugal Quem souber como foram esperançados os momentos que ligaram dois mundos P’ra sempre os háde ter lembrado o nascente: o país dos namorados Namorados marinheiros, perdidos nos sete mares Que quiseram ser primeiros a aprender a navegar E foi há tanto tempo e eu nunca esqueci À vista do Japão, cantaram a canção de amor ao sol nascente Ao sol que nasce ali e pelo céu inteiro regressa ao meu país A saudade de Portugal é sempre tão igual que até o sol reinante Nasceu oriental e através do amor veio dormir a Portugal.
Teresa Salgueiro, que foi a primeira voz dos Madredeus, apresenta na próxima quarta-feira, no Museu do Oriente, em Lisboa, o álbum «O Mistério», em que se estreia como autora.
Em declarações à Lusa, Teresa Salgueiro afirmou que «há muitos anos» tinha vontade de integrar um projeto que fosse a sua «casa musical».
«Pretendia há muito fazer um repertório original, que correspondesse à nossa memória musical, mas fosse algo de novo e daí esta formação instrumental que inclui bateria, percussão, guitarra, acordeão e contrabaixo».
«O Mistério» corresponde à vontade da intérprete de integrar uma oficina de canções, «compondo música de raiz» com o grupo de músicos que a acompanham, e para a qual escreveu as letras.
O álbum foi coproduzido por si, Rui Lobato e António Pinheiro da Silva, engenheiro de som e produtor musical, com quem a cantora partilhou os primeiros dez anos de gravações e concertos da sua carreira.
O CD integra 17 temas, dois deles instrumentais, e cada um «partiu de uma ideia musical, um ritmo, uma percussão harmónica, uma melodia da guitarra ou do piano, começando-se depois a trabalhar verdadeiramente em conjunto à volta dessa ideia».
O passo seguinte foi de Teresa Salgueiro, que escreveu a «melodia de voz à volta da qual se trabalhou na estruturação dos temas».
«Só no final surgiram as palavras, apesar de, desde o início, cada um dos temas me sugerir um assunto, sabia assim o que ia escrever em cada um deles, porque a música me sugeria uma tradição, uma emoção», contou.
O desafio para escrever foi feito «por um amigo», o que a levou a escrever para si própria e Teresa Salgueiro afirma-se «satisfeita com o resultado». Um processo que foi «prazeiroso e desafiante».
«A batalha» abre o CD e do seu alinhamento constam temas como «A máscara», «Ando entre portas», «A espera» ou «A estrada».
O álbum foi gravado em agosto do ano passado, no convento de Arrábida do século XVI.
Em palco, com Teresa Salgueiro, que canta e toca piano, vão estar Carisa Marcelino, no acordeão, Óscar Torres, no contrabaixo, André Filipe Santos, na guitarra, e Rui Lobato, na bateria, percussão e guitarra.
A cantora definiu-se como «porta-voz de um grupo que assume toda a criação com grande cumplicidade».
A carreira a solo de Teresa Salgueiro
Teresa Salgueiro, 42 anos, estreou-se em 1986, nos Madredeus liderados por Pedro Ayres Magalhães.
Em 2006 fez a primeira tentativa de um disco a solo, com a edição do álbum «Obrigado», no ano seguinte gravou dois álbuns em parceira com o Septeto João Cristal, «Você e Eu», e com o Lusitânia Ensemble, «La Serena».
Em 2007, a convite do compositor polaco Zbigniew Preisner, participou como solista no álbum «Silence Night and Dreams».
Em 2008, com o Lusitânia Ensemble, gravou o disco «Matriz», uma homenagem ao seu avô, tendo assinado o trabalho como Tereza Salgueiro.
Este disco foi já apresentado em Itália, Eslovénia, Espanha, Sérvia, Montenegro, México e Reino Unido e «foi pensado especificamente para ser reproduzida ao vivo».
Haja o que houver Eu estou aqui Haja o que houver espero por ti Volta no vento ô meu amor Volta depressa por favor Há quanto tempo, já esqueci Porque fiquei, longe de ti Cada momento é pior Volta no vento por favor... Eu sei quem és pra mim Haja, o que houver espero por ti... Há quanto tempo, já esqueci Porque fiquei, longe de ti Cada momento é pior Volta no vento por favor Eu sei quem és pra mim Haja, o que houver espero por ti...
Se a noite escura demora Cativa dentro do meu peito Pressinto quando me deito A voz de alguém, que hoje não vem E mora em mim a toda hora Falando grave e escondido Por entre as coisas reais Suspende a força da vida E não é ninguém, ah e não é ninguém Somente sombra e nada mais Porém a voz que se ouvia Morre com a noite no cais E o sol agora me alumia
Na terra do sol Uma pérola negra Brilha perto do mar
Olha a água com olhos grandes como o coração Com o coração grande como o oceano
O vermelho do pôr-do-sol A cor da rosa da madrugada Levam seu olhar bem longe Até as noites do branco Inverno da europa A água é o mistério de afrodite
mas seu olhar tão longe há um segredo mas seu olhar tão longe há um segredo um segredo que é tão íntimo, esotérico é um segredo sob o signo do escorpião
A água é o mistério de afrodite
A noite azul chega aos trópicos E desvela as estrelas Reflexos de luz Do outro lado do rio mar Queima como fogo A saudade cio futuro O oceano chora Um universo de paixão Chegam vento e nuvens Pêlos olhos da pérola negra Caem lagrimas de puro amor A água é um mistério de afrodite
A luz da manhã Revela, anuncia Ò terra, a esperança não é vã Renasce a cada dia E o sonho é lugar Da criação
Vem, longe, um vento agreste Trazendo outra vontade sem regresso
Sob o céu cinzento, a terra seca Come é seco o sangue que a manchou Dos corpos que tombaram, resta o esquecimento Naqueles cuja razão os ceifou
Em quem lhes deu a vida, a mágoa imensa O gesto mudo, que já nada alcança, É o vazio agora, a única presença, e para sempre O calor do abraço, uma lembrança
Eu posso dizer não A "matar ou morrer" A minha direcção é ser Tenho a minha vontade Exerço a liberdade Bastaria começar E cada um seria mais um A defender a vida
Tema 1 do álbum "O Mistério" lançado em Maio de 2012
Quer ver a sua banda ou espectáculo divulgados aqui?, envie um email para: olharparaomundo (arroba) sapo.pt
Se tem alguma letra que eu não tenha encontrado, pode enviar para o mesmo email