Letra
Lembras-te de quando ias mudar o mundo
P'ra ensinar-me tudo o que eu quis aprender
Quem sou eu p'ra te lembrar dessas cantigas
Quem sou eu p'ra te salvar do que vier
Eu sou o erro que não podiam prever
Cozinhar-me é juntar fome com a vontade de comer
Eu sou do tempo em que a batida era uma fé
E eu rezava dia e noite por viver
Eu sou o erro que não podiam prever
Cozinhar-me é juntar fome com a vontade de comer
Eu sou do tempo em que a batida era uma fé
E eu rezava dia e noite por viver
Puros querem-me afundar mas putos pedem mais um
Puro verso eu vim mudar o mundo espera lá no teu canto
Isto é p'a quem me inspirou tanto
Se eu canto é porque eu vi alguém tornar-se gigante
Fazendo rimas como querias neste espaço distante
Saudade pura com a loucura em que eu no fato vi pranto
Eu falo desse antro onde tudo o que é loop é tão repetição
Já esqueceste o que era fazer diferente irmão
Bom, eu vou na vibe lentamente
Nessa ride porque os pais, já não fazem o presente
Nigga sai não me agarres, já não é suficiente
Amparaste-te ao passado, 'tás parado no tempo
Amarrado no medo, cansado do mar que há em frente
Eu nado enquanto há sentimento
E se o barco vacilar com o vento
Eu não paro, eu sou o Sado, eu fui errado sempre
Eu sou o erro que não podiam prever
Cozinhar-me é juntar fome com a vontade de comer
Eu sou do tempo em que a batida era uma fé
E eu rezava dia e noite por viver
Não encontrei os créditos desta música
Letra
[Refrão]
Aqui na tuga toda a gente só quer matar toda a gente
Sentes o meu sentimento sempre com uma cena em mente
Catapulta para o presente
Vim para mudar essa mentalidade
Eu vi talento a fritar e fiquei lento
Então tu queres me ensinar essa merda
Então tu queres me ensinar essa shit
Se essa é vista eu fecho a janela
Se essa é vista eu olho é para dentro
Puto bravo foi magoado, nunca mais acreditou
Luto grave proclamado, mais um que desperdiçou
Mal amado
Medo é pardo
Mal amado
[Verso]
Eu não cantei para ser ouvido
Foi mesmo só para dizer o que eu digo
Puto, nada 'tá perdido
Ainda bem que sou teu amigo
É importante, não vou dizer ao ouvido
Puto, nada 'tá perdido
É importante então eu repito, portanto
Eu já te vi relutante só que eu ainda acredito no quanto nasceste para isto, caíste lutando e agora é só ergueres-te, construires-te mutante
Eu nunca vou ficar ao lado a ver esvaires-te em sangue
A turma toda preparada para atingir o insano
O risco é pranto
A lista para não vires é grande
Puto tu queres elevar-te ou morreres ignorante?
Fé nessa merda noite e dia
É só seguires o encanto
Medo é passado, esquece a tua cicatriz distante
Tu és brilhante
Essas quedas vão só inspirando
Yo nigga, coisa garantida é essa raiz, garanto-te:
Vais ser gigante
[Refrão]
Aqui na tuga toda a gente só quer matar toda a gente
Sentes o meu sentimento sempre com uma cena em mente
Catapulta para o presente
Vim para mudar essa mentalidade
Eu vi talento a fritar e fiquei lento
Então tu queres me ensinar essa merda
Então tu queres me ensinar essa shit
Se essa é vista eu fecho a janela
Se essa é vista eu olho é para dentro
Puto bravo foi magoado, nunca mais acreditou
Luto grave proclamado, mais um que desperdiçou
Mal amado
Medo é pardo
Mal amado
Letra
Hook 1]
Eu vivo em cada beco
Em cada apartamento
Eu vivo em cada escada
Eu sonhei para dentro
Eu sonhei para dentro
Cá fora era só medo
Eu sonhei para dentro (x3)
Cá fora era só medo
[Pre 1]
Tudo o que eu trago no peito
Ma nigga eu tou no grind vinte e quatro sete
À procura da vibe vinte e quatro sete
Querem ver-me empregado desde a creche man
Só que a minha vontade não vê cash man
(x2)
[Verse 1]
Muitos manos querem
Muitos manos têm
Poucos querem suficiente
Muitos manos querem
Muitos manos esquecem
Deitar tarde e acordar cedo
Muitos manos querem
Muitos manos têm
Muitos danos
E nós culpamos
Quem nos multa
Não nos educamos
Temos muitos planos
Nunca protestamos nunca
Saimos à rua, a luta não continua
Enquanto o sonho é pa dentro
Enquanto a música quer a padeira
Nua, nunca vais ter cacete
Então nós
Saimos à rua, uivamos à lua
Trazemos o teu presente
Filha da puta
A luta continua
A luta continua
[Hook 2]
Letra
[Verse 1]
Quando não entenderes avisa
Ou finge, improvisa
Quem me atinge, quem me atiça
Quem te obrigou a trazer camisa
Lá em casa a cota é papiza
A mim ninguém tem bota pa pisar
Se eu juntar Luanda com a Lisa, quiçá?
[Pre 1]
P’ra quê q’rer complicar
Lá em casa, qualquer cor dá
Mistura e Música
[Hook 1]
Esse é o meu Fado
Esse é o meu Semba
(2x)
[Verse 2]
Esse é o meu fado esquecido nas
Praias do sado onde o sol continua
A brilhar
Lá onde os putos malandros se
Encontram nos cantos p’ra viver e
Se apaixonar
Esse é o meu semba da terra que eu
Deixei na guerra p’ra um dia o
Voltar a encontrar
Essa era a vida que vivia a beira-mar
E vai voltar
[Pre 2]
P’ra quê q’rer complicar
Lá em casa, qualquer cor dá
Mistura e Música
[Hook 2]
Esse é o meu Fado
Esse é o meu Semba
[Bridge] (x4)
Casa em todo o lado
Pode entrar quem quer
É misturado
Casa é o mundo inteiro
[Pre 3]
P’ra quê q’rer complicar
Lá em casa, qualquer cor dá
Mistura e Música
[Hook 3]
Esse é o meu Fado
Esse é o meu Semba
Letra
Eu escrevo serenatas de agonia
Debaixo da janela onde ela
A manhã chegou fria
E passa a tarde e a noite
E eu já nem sei o que eu fazia
Antes dessa melodia chegar
E o que é que somos separados nós
Nós os inseparáveis
Mentirosos compulsivos decididos
A agarrar-nos a verdades tão frágeis
Mas não vás, não agora que me dás, abrigo
E se fores e se a fé bazar
Contigo e eu não admitir
Dizes que queres ser a minha terapia
Ouves essa mesma melodia
Nos teus sonhos, ou são só, sonhos meus
Às vezes agradeço a nossa distância
Se eu não tou pronto para ti
Pronta pronto sobra ganância
E o que o meu conto conta é simplesmente
Eu sou uma criança
E tá provado nos teus lábios bae
Só mais uma dança
Só mais uma
Canção lança, mas canções cansam-me e as
Pernas balançam bambas de corpo e alma
Ator da calma
Vem cá fora ver o verde ver a cor da fauna
De corpo e alma, ator da calma
Vem cá fora ver amor eu 'tou da cor da fauna
De corpo e alma, ator da calma
Vem cá fora ver o verde ver a cor da fauna
De corpo e alma, ator da calma
Vem cá fora ver amor eu 'tou da cor da fauna
De corpo e alma
(Sonhos são só tesouros teus)
De corpo e alma
(Sonhos são só tesouros teus)
De corpo e alma
(Sonhos são só tesouros teus)
De corpo e alma
(Sonhos são só tesouros teus ...)
Letra
Eu queria unir as pedras desavindas
escoras do meu mundo movediço
aquelas duas pedras perfeitas e lindas
das quais eu nasci forte e inteiriço
Eu queria ter amarra nesse cais
para quando o mar ameaça a minha proa
e queria vencer todos os vendavais
que se erguem quando o diabo se assoa
tu querias perceber os pássaros
Voar como o jardel sobre os centrais
Saber por que dão seda os casulos
Mas isso já eram sonhos a mais
Conta-me os teus truques e fintas
Será que os nikes fazem voar
Diz-me o que sabes e não me mintas
ao menos em ti posso confiar
Agora diz-me o que aprendeste
De tanto saltar muros e fronteiras
Olha para mim e vê como cresceste
Com a força bruta das trepadeiras
Põe aqui a mão e sente o deserto
Tão cheio de culpas que não são minhas
E ainda que nada à volta bata certo
Eu juro ganhar o jogo sem espinhas
Tu querias perceber os pássaros
Voar como o jardel sobre os centrais
Saber porque dão seda casulos
Mas isso já eram sonhos a mais
Letra
[Verso 1 - Valas]
Mundo é dos loucos
O sangue corre quente
Vai para cima e para baixo
Vida é um sopro
O tempo que me enfrente
Se pisar o atrelado
Eu não sou novo
Embora aparente o reflexo do rosto
Já não sou novo
No compasso do corpo
Tu vais encontrar
A minha alma velha
[Refrão x2 - Valas]
Há uma velha lei
Que diz que eu sempre existirei
Alma Velha eu sei
Quantas páginas virei
[Verso 2 - Slow J]
Eu acabar na má vida
Diz que eu tentei
Tudo o que imaginei
Minha alma vadia nasceu sem lei
E juro que eu tentei
Sarar essa ferida querida eu tentei
Tudo o que imaginei
Minha alma vadia nasceu sem lei
Por mais que eu tente, eu sou lento, eu só prendo
Mundo é dos loucos
Sempre eu vou te encontrar, sempre eu vou viver lá
Sempre onde eu sempre andar, sente o meu semba lá
Sempre e para sempre eu vou levar onde esta vida me deixar
Sempre que a vida virá
Sei que outra vida virá
Sendo que já te encontrei mais uma vez
Foi como a última vez
Eu sei
[Refrão x4 - Valas]
Há uma velha lei
Que diz que eu sempre existirei
Alma Velha eu sei
Quantas páginas virei
[Verso 3 - Slow J]
Eu acabar na má vida
Diz que eu tentei
Tudo o que imaginei
Minha alma vadia nasceu sem lei
E juro que eu tentei
Sarar essa ferida querida eu tentei
Tudo o que imaginei
Minha alma vadia nasceu sem lei
Por mais que eu tente, eu sou lento, só prendo
Mundo é dos loucos
"Alma Velha"
Letra e Música/Lyrics and Music: Lhast, Slow J, Valas
Letra
[Verso 1]
Mais baço que o chão
Nas palavras escritas no pára-brisas
Vistas do retrovisor
Vou traçando linhas
Da fome ao encher da barriga
Do medo à fé, meu amor
Eu queria ser como os grandes cantores
Dos palcos gigantes
Aplausos, vénias, aplausos
Eu queria ser só como tu consegues
Conta-me os teus segredos
[Refrão]
Ma nigga
Diz-me se isso é arte
Ou é arte duro
Quarto escuro
Arte ou é arte duro
Nigga diz-me se isso é arte
Ou é arte puro
Sabe tudo
Arte ou é arte puro
Ma nigga diz-me se isso é arte
Ou é arte, ou é arte, ou é arte, ou é arte
Ou é arte, ou é arte
Nigga diz-me se isso é arte
Ou é arte puro
Arte ou é arte duro
[Verso 2]
E as coisas que eu só te diria no fim
Eu sou fraco, sou magro
E apaixono-me
Por quem nunca se apaixona por mim
Fico um caco estragado, agarrado
E eu acho que acabo sozinho assim
Num palco onde o riso do povo confunde
A comédia e o drama de quem é tão estranho
Tão estranho que esconde o que ama no peito
Euuuuu
[Refrão]
Ma nigga
Diz-me se isso é arte
Ou é arte duro
Quarto escuro
Arte ou é arte duro
Nigga diz-me se isso é arte
Ou é arte puro
Sabe tudo
Arte ou é arte puro
Ma nigga diz-me se isso é arte
Ou é arte, ou é arte, ou é arte, ou é arte
Ou é arte, ou é arte
Nigga diz-me se isso é arte
Ou é arte puro
Arte ou é arte duro
Outro [x4]
Ma nigga
Diz-me se isso é ....
Nigga
Diz-me se isso é ....
Letra
[Refrão - Slow J]
Às vezes dói mas eu escondo
Desde que eu aprendi que os homens fortes
Nunca choram nem na berma da ponte
Às vezes dói mas eu escondo
Às vezes dói mas eu escondo
E eu ‘tou sozinho num café cheio de amigos
Que me querem ver morto
É só mais um copo
[Verso 1 - Slow J]
Às vezes dói mas eu escondo
Ligas e até respondo
Tudo tranqui meu puto
Tudo tranquei a onde
A dama como é que tá
Na verdade acabou
Mas eu tou fixe
Não tem maca
Sabes como é que eu sou
Sabes o que eu te conto
Às vezes dói mas eu escondo
Eu 'tou perdido entre o
Que eu quero ser e o que ainda não sou
Mas vou bafando o meu “nite”
Passa o dia e a noite
Não sei se 'tou a perder
Amor à vida ou ódio à morte
[Refrão - Slow J]
Às vezes dói mas eu escondo
Desde que eu aprendi que os homens fortes
Nunca choram nem na berma da ponte
Às vezes dói mas eu escondo
Às vezes dói mas eu escondo
E eu ‘tou sozinho num café cheio de amigos
Que me querem ver morto
É só mais um copo
Às vezes dói mas eu escondo
[Verso 2 Slow J]
E ela já nem me liga não precisa desse
Calor na barriga vê-se que esse amor não era
Desse amor que era pa sempre
Que aguenta toda a merda desde que esse amor exista
Se o dia tá de sol porque é que hoje eu 'tou tão cinzento
A precisar de ser preciso e eu não aguento
Às vezes dói mas eu escondo
Ouvi dizer meu puto conta-me 'tás bem?
Nada nada mano caga eu já caguei
[Refrão - Slow J]
Às vezes dói mas eu escondo
Desde que eu aprendi que os homens fortes
Nunca choram nem na berma da ponte
Às vezes dói mas eu escondo
Às vezes dói mas eu escondo
E eu ‘tou sozinho num café cheio de amigos
Que me querem ver morto
É só mais um copo
Às vezes dói mas eu escondo
[Verso 3 - Nerve]
(e que mais?)
E valido a função de um mapa
(Fui.) Lobo solitário a lançar umas cartas (Topas?)
Fechado em copas. Na estrada, um nada pleno
O lado negro. Antes do vale do fracasso extremo
Mas já bem p’ra lá do planalto do medo
Um homem (imper)feito
No espelho a aprender com as marcas no rosto (triste)
Feio (velho). Cara trancada e a chave no meu bolso
Vem, destrói o meu trono Freud
Vê só o sonho que corrói o meu sono
E mói o meu corpo e, ocasionalmente, dói mas eu..
Não encontrei os créditos desta música
Letra
Menina estás à janela
com o teu cabelo à lua
não me vou daqui embora
sem levar uma prenda tua
sem levar uma prenda tua
sem levar uma prenda dela
com o teu cabelo à lua
menina estás à janela
Os olhos requerem olhos
e os corações corações
e os meus requerem os teus
em todas as ocasiões
Menina estás à janela
com o teu cabelo à lua
não me vou daqui embora
sem levar uma prenda tua
sem levar uma prenda tua
sem levar uma prenda dela
com o teu cabelo à lua
menina estás à janela
Menina estás à janela
com o teu cabelo à lua
não me vou daqui embora
sem levar uma prenda tua
sem levar uma prenda tua
sem levar uma prenda dela
com o teu cabelo à lua
menina estás à janela.
Letra
[Verso Slow J]
Eu 'tou tão longe da verdade pura. Dura
À procura da sanidade do outro lado da loucura
Eu 'tou tão longe da verdade pura. Dura
À procura da sanidade do outro lado da loucura
Diz o monge que a verdade cura. Jura
Mas por mais que eu sorria volta sempre chuva
E volto a ser humano e para onde é que ele volta?
Se não és rico, nem pobre, nem preto, nem branco
Qual a camisola, brother? Só me isola, brother
'Tão-me a meter etiquetas, gavetas só tretas
'Pa ver se a minha sola cola
Isto é de solo a solo
O meu caminho a mim pertence
Isto é 'pa toda a gente e eu repito "toda a gente"
Nada nos une, nada nos separa, preso, penso
Teoria insana em que eu vivo, clinicamente tenso
Eu 'tou pronto 'pa conversarmos a sério
E se eu tiver a errar o passo no terraço do prédio
Dá-me a verdade crua e cristalina
Dá-me a tua perspectiva, a chave
Eu já nasci com um olho fechado
Isto não é comida, brother, mas espero que te alimente
A fome desta alma, que aguça o meu pensamento
Abrupta voz da calma, nunca dorme, nunca mente
Passado não alimenta o meu presente, eu paro o tempo
Pernoito raramente em casa, a cota sente a falta
Meus putos no café já dizem que eu esqueci da malta
Eu acho que senti saudade até uma certa idade
Mas lá 'pá sétima mudança o sentimento é claramente bloqueado pela cabeça, eu 'tava mais calado
Puto anestesiado, mo pai 'tá informado
Chegava a casa cada dia, 10 anos cansado
20 anos, 30 anos, nunca o ouvi queixar-se
E vi tão pouco, 18 anos dessa fé dos outros
Se Deus alguma vez me ouviu
Não me culpou pelos loucos amargurados
Já fui tão manipulado, que hoje em dia eu nunca sei se sou culpado, então eu nunca paro
Eu sempre fui diferente, eu não escolhi prová-lo
Eu minto raramente a gente que me ouviu no rádio
Exactamente o mesmo, que me mente a mim o sábio
O mesmo que me minto ao espelho, é tão dúbio o meu lábio
Eu dava tudo por frases de Hemingway
E por falar comigo próprio, honestamente como eu sei que
Poderei um dia vir a ser, eu acredito
Eu sou o meu pior inimigo, o que eu não consigo é
Aceitar as minhas falhas, ver o ser humano
Pensar na escada, passo a passo, quanto tempo tenho?
Chamam-me hipócrita
Apregoador de calma incógnita a mim próprio
Evito viver sóbrio, evito ver que as tenho
Nego ser ignorante, nego ser abençoado
Nego limites, não me imites, acabarás magoado
Nego doutores e horas de sono aconselhado pela ciência, boy
Meu dia tem bem mais que 24
O quarto, o parto, o dar-to um lar, tirar-to
Eu vivo vidas entre linhas, J o encarnado
Achei que isto era really real rap do Tibete
Vai dizer ao Dalai Lama
Que eu hoje 'tou a iluminar a track, nigga
Peace 'pa todo o ser humano que procura paz
Eu 'tou a procura da minha e tanta falta faz
Hoje eu 'tou num daqueles dias em que é complicado
Pensei em enrolar a minha e deixar-te um recado
Tu és da rima ou do canto, tu és preto, ou és branco
Tu vais para qual das gavetas, concentra-te no importante
Se eu viver irrelevante
Leva daqui que eu vi vida a cada instante
Em cada nota do piano
Em cada frase Nach'iana que eu decorei
Cada beat de Dr. Dre, cada Kid Cudi
Cada track de K. dot, rap de tentar
Se não foi 'pa legendary, foi 'pa quê?
Antes de apontar gun, aponta no caderno o teu porquê
Se não der para acabar com a fam' em Saint-Tropez
Quem sabe aos domingos atacarmos o buffet
E chegar a velhinhos, sermos quentes dentro, sorridentes lentos me'mo, orgulhosamente, como cotas no presente
Que só se encontram raramente e isso assusta-me
E muitas outras coisas igualmente
Porque eu não faço sons, nunca ousarei ser tão eloquente
Eu só rezo por música diferente
Eu nunca fui guloso, só quis algo mais que amigo
Fazer ao Rui Veloso o que o Ronaldo fez com o Figo
Fome de ser colosso circulou e o ser colou-se
Ao ser que só queria ser feliz, mesmo que sem abrigo
Eu devo ser um ser antigo
Para parecer-me, deves parecer-te só contigo
Eu devo ser um ser antigo
Para parecer-me, deves parecer-te só contigo
Ligo o mic barro o pão, 80 barras para degustação
Já ninguém me agarra sem a vocação
Isto é de coração
Designs vindos do interior
Nigga, eu faço isso por amor, não por bajulação
Icónico é o ócio de homens que desdenham
O lógico da corja pela imaginação
Se o tópico é um top e cu tópicos nos trópicos
és cómico e tens cotação
Eu sou um homem ou uma mutação
Eu sou óptimo, o óbito da perfeição
Eu não me prendo nessa caixa, eu sou libertação
Eu não sou quente, eu só ostento a minha lentidão
Dá-me uma prenda e sente a pulsação
'Mo mano aguenta tudo o que é pressão
Forjado a aço
No meu braço eu tenho traços de quem nunca faz as pazes com essa estagnação
Hoje eu aprendo mais uma lição
Isto nem é damn, só demonstração
É assim que eu encho tracks tipo bolsos, mãe
97, 98, 99, 100
Letra
[Intro: Slow J]
Quando eu deixar de ser um inútil eu aviso
Quando me pagarem pa' esquecer o que eu preciso
Quando me apagarem da memória tudo o que eu senti
Até esquecer que sinto só não há tempo p'ra isso é preciso pr'eu
[Hook]
Pagar as contas
Saldar as contas
Esquecer as contas
Foder as contas
Contar as contas
Contas com quem és
Quando és só tu contigo
Quem vai contar contigo?
[Verse 1: Slow J]
O meu pai trabalhou pa' ti a vida toda
Side effects da disciplina de um génio, e em dívida de oxigénio
Ele olhou por mim a vida toda
Agora o Jota não te deve nada cala a boca
Yo tudo o que eu sou, eu devo à terra toda
O meu oxigénio compra
O meu oxigénio compra
O meu oxigénio compra
[Interlude: José Mujica]
Y lo que estamos gastando es tiempo de vida, porque cuando yo compro algo, o tú, no lo compras con plata, lo compras con el tiempo de vida que tuviste que gastar para tener esa plata. Y la única cosa que no se puede comprar es la vida. La vida se gasta
[Hook]
Pagar as contas
Saldar as contas
Esquecer as contas
Foder as contas
Contar as contas
Contas com quem és
Quando és só tu contigo
Quem vai contar contigo?
[Verse 2: Gson]
Tudo o que eles dizem é pagar as contas
Pagar as contas
Ninguém sai da praga com o Placard aqui tu pagas ou apagam-te cala a boca
Eles cagam contos
E quando te fazem marketing ao rabo a tua matemática acaba se acabas broke
E tu pagas roubos
Não declaram o crime
Isto é real life não são os movies que vês no Tarantino
Bófia, a gente enrola pa' se emocionar a cana
Enquanto outros enrolam pa' solucionar a carapinha
Há que pagar as contas
What the fuck ele devia (espera!) deixa-me procurar versão mais simples
'Tou a trazer o Tupac à década do rap trap e quando eu pego no rap eu levo a década à evolução na shit
Isto é porque a mamã bule desde as sete, às sete, e às sete
Se não tiver no bules depois o cheque não chega a chefe
Paga tarde money porque é que não chegas sempre mais cedo
Daí a mentalidade ser cachet, cachet, cachet
Há que pagar as contas
[Verse 3: Papillon]
Quanto mais tens mais te cobram
Quanto mais alto tu 'tás mais te dobram
Ainda dói mais quando assopram
Sustentamo-nos com migalhas e só as que sobram
Banca a paz, o amor e a liberdade
Banca o gás, a água e eletricidade
In god we trust but I don't fuckin' trust your god
Foda-se é só portagens no caminho pa' felicidade
Sabes que és o elo mais fraco se entras cedo e sais tarde
À espera que o cheque te mate essa dívida majestade
Em modo Kill Bill a tentar aumentar a stack
A paca fala mas a puta fala com sotaque
Outro bizno outro biscate força até soltar um traque
Tentei tudo dei pa' que o payday venha tipo um bukkake
Cansei de pitar areia imaginando a Cerelac
Eu bem sei que vim das barracas mas vou chegar a Barack, fuck!
(Cá se faz cá se paga)
Aposto que até no céu um gajo vai ter que prestar contas
(Cá se faz cá se paga)
Então enterrem-me com os meus recibos ao lado dos meus cotas
(Cá se faz cá se paga né?)
Quando és só tu contigo quem é que vai aguentar contigo?
(Cá se faz cá se paga)
Until I give my money right motherfucker depois eu digo
[Reprise: Gson]
Pagar as contas
Saldar as contas
Foder as...
Esquecer as...
Pagar as contas
Saldar as contas
Esquecer as contas
Foder as contas
Contar as contas
Contas com quem és
Quando és só tu contigo
Letra
[refrão]
Não quero uma boa vida, eu quero uma vida boa
Nada do que que a minha cina diz foi escrito à toa
Não quero uma boa vida, eu quero uma vida boa
Uma vida boa, uma vida boa..
(x2)
La, ya, ya, ya, ya, ya, yahh!
La, ya, ya, ya, ya, yahh..
[Verso 1]
Eu não nasci pobre nem banhado em cobre
Eu aprendi que o que me cobre não me torna nobre
Eu digo quê, eu digo o quê?
Eu digo que é fome
O contra relógio,eles dizem que é logico
Que a guita que faz com que o meu planeta rode
Agora aguenta corre, bebe uma [?] só na fé
Porque segunda à noite no café
A dor vai tar igual a terça, quarta, quinta e até
Chegar a sexta e conversa com Deus ou Lucifer
[bridge]
Pai eu tento e lamento, mas não sei porquê
Numa selva de cimento eu não sei ver
O que o tempo traz alento pra não me perder
Pra não me esquecer que eu não...!
[refrão]
Não quero uma boa vida, eu quero uma vida boa
Nada do que que a minha cina diz foi escrito à toa
Não quero uma boa vida, eu quero uma vida boa
Uma vida boa, uma vida boa...!
(x4)
La, ya, ya, ya, ya, ya, yahh!
La, ya, ya, ya, ya, yahh!
[Verso2]
Eu quero a, família à volta da mesa...!
O sangue ou não se o coração bate pla mesma razão mema canção
Família à volta da mesa!
Comida, água, teto ser feliz e ter afeto
Não é rap, nunca é rap
é sonhos escritos num caderno
Se dorme ao meu lado eu sei que caga, fuma, fode, fede
Dispenso o plástico é mais do que o que esta ode pede
Eu quero a musa e quero a musica a aquecer me os pés
[bridge]
Pai eu tento e lamento, mas não sei porquê
Numa selva de cimento eu não sei ver
O que o tempo traz alento pra não me perder
Pra não me esquecer que eu não...!
[refrão]
Não quero uma boa vida, eu quero uma vida boa
Nada do que que a minha cina diz foi escrito à toa
Não quero uma boa vida, eu quero uma vida boa
Uma vida boa, uma vida boa...!
(x4)
La, ya, ya, ya, ya, ya, yahh!
La, ya, ya, ya, ya, yahh!
Após um ano de estreia, com “The Free Food Tape EP” a despertar o interesse e apoio de um público muito eclético, Slow J prepara o novo álbum para Outubro de 2016.
Enquanto cultiva, com fome de uma vida boa, o álbum “The Art of Slowing Down”, Slow J vai espalhando algumas sementes junto dos seus seguidores.
Logo a começar o ano, J alimenta com “Comida”: 100 barras de oração ao Hip-Hop que tiveram um impacto imediato pela sua originalidade e irreverência.
Nos meses que se seguiram, Slow J actuou ao vivo no LUX Frágil, a convite do DJ Glue e no Lisbon Dance Festival, a 5 de Março de 2016, na Sala Zoot.
Ambas as actuações foram acompanhadas por Fred, grande baterista e novo membro da banda de Slow J, que para os festivais que aí se avizinham, conta também com Francis Dale, nas teclas.
Depois do lançamento inesperado de “Serenata de Agonia”, que revelou uma sonoridade mais intimista e etérea de Slow J, aparece o som do próximo Verão:
“Vida Boa” é uma reflexão sobre sonhos, expectativas e conquistas, sem nunca esquecer as origens. O videoclip apresenta J através do que o reflecte, no dia-a-dia do João.
“Não quero uma boa vida, eu quero uma vida boa”
Data de lançamento — Sexta-feira, 27 de Maio 2016
Ficha Técnica:
Concepção - Slow J e URSO
Realização e Operação de Câmara - URSO (http://cargocollective.com/Urso)
Produção - Slow J, URSO e Projecto Sente Isto
Cenários e Caracterização - Miguel Fernandes
Edição e Cor - URSO
Letra
Intro]
Sempre que a
Caneta cai, o vento vai
Dizendo sai tinta sai
Sai cigarro e vai a vida num momento
Bye é o pensamento
Pensa lento
Sente o sentimento dentro
Grita ‘tás dormente
[Chorus 1]
Pai eu
’Tou cansado e vou lançado
Eu sou mal pago e tou passado
Eu vou lançar um som que é quem
Eu sou
E eu sou
O som do Sado em tom de amargo
O flow do mar por onde eu nado
Eu sou quem diz ao karma quem
Eu sou
[Verse 1]
Não isto não pode ser poesia
Não foi escrito nem revisto numa academia
Digo, antes de julgares dá um passo atrás
E pergunto só o que é que Bocage diria
Em dias melhores
Quando vias melhores vias
Mas eu sinto logo penso e dou um passo atrás
E pergunto só o que é que Bocage faria
E pergunto só o porque é que
Se neste mundo vês um leque
De respostas numa track
Não apostas num musseque
Se o miúdo, tem fat flow.
Eu sei quem é que sou
E agora eu sei pa onde é que vou
Mano eu sou uma dor no peito
Um batimento atroz
Num temperamento quente e mais veloz
Eu sou a sombra que matou a culpa numa luta a sós
Pa hoje eu ser a voz dos meus avós. Nós
Fomos mais
Somos mais
Toca os tambores
Acorda os teus pais
A vida e as dores
A sina e os sinais
Vida deu flores a quem as
Plantou mais
A sina é um sintoma
Na zona, vi lisboa
Em coma, bro eu vi
America a mais
Mais longe do que a sombra
Da replica, a força
Da metrica afecta
Quem ouve os sinais
Nós
Somos mais
Somos mais
X4
[Chorus 2]
[Verse 2]
Não isto não pode ser poesia
Não foi escrito nem revisto numa academia
Neste mundo sem o sam o que é que eu seria
Same book same pen mesma terapia
Sem truques
Nem luzes
Nunca mudes
Ou nunca julgues
Porque chegaram os miúdos
Do bom bap
A nota deu o berro
Acorda o teu velho
Acorda o teu velho
A nota deu o berro
Não é a tua bota que eu quero
Aborta o teu ego
Porque é que tudo o que fazes e sentes
São fases, só meros pormenores
Se a partir do momento em que
Sabes que já sabes quem és, tu morres
[Chorus 3]
[End]
[Verso 1]
Se eu disser só
Tudo o que eu pensei
Transformado em voz
Se eu tiver dó e
Vir tudo o que eu neguei
Transformado em nós
[Pre]
Mano, eu nem sei
Eu só tentei
Chegar mais longe sem sensei
Eu supliquei
Por uma gota desse
Soro que te dei
[Refrão]
E veio o choro
Socorro
Salvei mentira e morro
Sufoco
De um louco
Ser Cristalina é pouco ou…
[Verso 2]
Se ele quebrar
Não resistir
Se eu só calar, p’ra te ver sorrir
P’ra sobreviver
Matar e morrer
é fundamental
[Pre]
[Refrão]x2
Letra
Refrão]
O Cliente nunca tem razão x8
[Verso]
Bem vindos ao teste da vida
Onde o dez a ti não te ajuda na avaliação
Não vivo por cash, metade do esforço pa' mim é metade da inspiração
Ainda são dez, daqui a segundos já desespero por perfeição
Mas ainda 'tá pa' nascer esse homem que só serve a razão
E só segue o coração,
Sou só mais um cego eu não nego
Só procuro a solução
Governo entre um caderno e um canhão
Eu só não quero é acabar velho e resmungão sem ir ao cerne da questão
[Pre 1]
Bati na porta
Entrei na sala e ela disse:
- 'Tás atrasado
Toda mal disposta
- Pensas que assim vais a algum lado 'tás muito enganado
O que te interessa não interessa,
Não é suficiente.
Vê se aprendes tu não passas d'um cliente e aqui
[Refrão 2]
O Cliente nunca tem razão x8
[Verso 2]
Tentei
Sentei
Pensei
Sim mãe, eu sei
Lutei
Passei
Por quem
Sim mãe, por quem
Sentei
Pensei
Tentei
Talvez, Slow J
Sim eu sei x3
Eu sei dessa tua escola que amordaça
O meu grito
Adormece o que eu sinto
Quer aprenda ou ensine
Sim eu disse-o
Mano eu também tive mestres no ensino
Dançavam em slalom entre regras
Pa' me mostrarem o caminho
Mas nesse dia eu
[Pre 2]
Eu bati na porta…
[Refrão 3]
Música
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