Segunda-feira, 08.05.17

sebastiaão.jpg

 

 
Sebastião Antunes apresenta o 10º álbum da sua carreira - "Singular".
 
Em formato acústico, apenas com voz e guitarra, "Singular" é o resultado duma experiência na música de Sebastião, ao mesmo tempo que, celebra os seus 30 anos de carreira, revisitando, renovando e partilhando as histórias que fazem parte da sua discografia.
 
"Singular" conta com 10 temas, oito com novos arranjos, e dois originais: "Amor para dar", e "A Melhor Solução",  que conta com a participação de Ana Laíns.
 
Na "Toada do Alentejo", Sebastião contou com a participação de Pedro Mestre e da sua viola campaniça.
 
"Singular" tem data de lançamento no dia 05 de Maio e "A Balada do Desajeitado", com música e letra de Sebastião Antunes, numa versão renovada, é o tema de apresentação.
 
"Singular": Alinhamento
01 - Amor para dar
02 – A melhor solução (com Ana Laíns)
03 - Toada do Alentejo (com Pedro Mestre)
04 – A carreira das duas
05 - Balada do desajeitado
06 - Os homens mais velhos do bar
07 - Se ainda der para disfarçar
08 – Sabes eu também
09 - Ninguém é dono do mar
 
Bonus Track - Quando a noite já ia serena (com Tito Paris)
 
 
Ficha Técnica
Sebastião Antunes • Letras, Musica, Voz e Guitarra nos temas “Ninguém é dono do mar” e “A melhor solução” – arranjos 02 e Bonus track
Miguel Veras • Guitarra Acústica (excepto nas faixas 02, 09 e Bonus Track)– Arranjos 08
Pedro Mestre • Participação no tema “Toda do Alentejo”
Tito Paris • Participação no tema “Quando a noite já ia serena”
Ana Laíns • Participação no tema “A melhor solução”
Paulo Vilares • Guitarra Eléctrica no Tema “A melhor solução”
Gonçalo Pratas • Produção Musical e Guitarra no tema “Ninguém é dono do mar” - Arranjos 01, 03, 04, 05, 06, 07, 09
Francisco Santos • Captação, Gravação, Mistura e Masterização
Paulo Vilares • Gravação, Mistura e Masterização do tema “Quando a noite já ia serena”
António Faria • Design
Alain Vachier • Produção Executiva


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Domingo, 28.02.16

 

Letra

 

Se eu um dia não voltar 
Desenha o meu nome no chão 
Pede um desejo ás ondas do mar 
E guarda na tua mão 
Sempre que a noite vier, quando nao houver luar 
Dá o desejo a uma onda qualquer e pede-lhe para eu voltar 

Trago o destino das águas 
No aguardar dos rochedos 
Dizem que o tempo á que apaga as máguas 
Quem será que apaga os medos? 

O mar não e de ninguem 
Ninguem e dono do mar 
Nem aqueles que la sabem navegar 
O mar não e de ninguem 
Ninguem e dono do mar 
Nem aqueles que la sabem navegar 

E se depois eu vier 
Foi porque o mar te escutou 
Deixa os sorrisos correrem pela praia 
Que o temporal acabou 
E havemos nós de fazer 
Se a sorte está decidida 
As mãos que nos teem presos a morte 
São de quem nos prende à vida 

Trago um coral de ansiedades 
Por te querer saber deitada 
Maior que a dor que vem nas tempestades 
Ter de esperar pela chegada 

O mar não e de ninguem 
Ninguem e dono do mar 
Nem aqueles que la sabem navegar 
O mar não e de ninguem 
Ninguem e dono do mar 
Nem aqueles que la sabem navegar 

Vou embalado pelo vento 
Ando sem hora marcada 
Na barca anda um lamento 
Que nem eu sei de onde vem 
Andam rezas pela praia 
A aguardar pela chegada 
Faz-se o destino cinzento 
Sempre que a barca não vem 
De ninguem... de ninguem... 

O mar não e de ninguem 
Ninguem e dono do mar 
Nem aqueles que la sabem navegar 
O mar não e de ninguem 
Ninguem e dono do mar 
Nem aqueles que la sabem navegar 
O mar não e de ninguem 
Ninguem e dono do mar 
Nem aqueles que la sabem navegar

 



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Sábado, 27.02.16

 

Letra

 

No comboio dos atrasos vai gente que a gente esquece
 
Logo pela madrugada vai o sinal de um bocejo
Vai a noite acordada vai a lembrança de um beijo
Vai quem perdeu quase tudo e quem não tem nada a perder
Vai alguém com um ar sisudo por não ter nada a dizer
Vai uma lágrima solta num olhar desamparado
Um bilhete de ida e volta que nunca foi usado
Um caso de amor secreto com perfume de abandono
Vais um olhar indiscreto e por resposta um olhar de sono
 
No comboio dos atrasos vai gente que a gente esquece
Vai quem nunca chega a horas e às vezes nem aparece
Devagar devagarinho eu conheço tantos casos
De quem passa a vida inteira não comboios dos atrasos
 
Logo pela madrugada vai quem já vai atrasado
Quem nem se quer deu por nada e vai dar ao destino errado
Vai quem quer andar no centro e do centro nunca sai
Vai quem não quer ir lá dentro mas não sabe onde va

 



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Quinta-feira, 28.05.15

 

 

Letra

 

Não encontrei a letra desta música

 



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Domingo, 01.06.14

 

 

Letra

 

As pedras contam segredos do rio e guardam lembranças do mar 
O sul traz a alma e a cor do estio que a calma demora a espalhar 
A terra descobre tesouros que o vento nos vai contando devagar 
Mértola ai que tens tanto p´ra contar 

Irmã das areias que o tempo guardou na terra onde dorme o calor 
Destino de moura que o sol coroou e dizem que foi por amor 
Se o pulo do lobo te leva pró sul desertos de cobre a ferver 
Mértola ai que tens tanto p´ra dizer 

Pelo canto da tarde nas tardes do canto o encanto do sol a abalar 
Um deus ainda espreita p´la curva do rio que eu bem sei 
Mértola ai, Mértola ai 

A noite é uma história das arcas do tempo e nem dá p´lo mundo a rodar 
O pio da coruja descansa no vento invernos por adivinhar 
A vida tem gosto de mel e medronho caiada de paz e vagar 
Mértola ai que tens tanto p´ra contar 

Segredos do mundo guardados no trigo, eterna vontade a florir 
Museu de mistérios, terreiro de abrigo, vontade de nunca partir 
Serás alma gémea das terras do sul, o sul diz que sim a sorrir 
Mértola ai que tens tanto p´ra sentir




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Sábado, 23.11.13

 

Letra

 

Não encontrei a letra desta música



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Letra

 

Há dias em que o tempo nos embala
e fala mesmo sem querer falar.
Guardamos um segredo que nos cala,
porque aprendemos que é melhor calar.
Às vezes há lembranças que não passam
e voltam só para nos fazer sorrir.
Guardamos os sentidos que se amassam,
sabemos quem nos sabe bem sentir!

Eu sei que a vida não nos dá tudo
e às vezes leva o tempo devagar.
O tempo enche as coisas de poeira
Mas não muda as coisas de lugar. (bis)

Há dias que o silêncio não apaga,
lembranças que são mágoas só por si.
Ficamos a esperar que o tempo traga
as águas que passaram por aqui.
E há noites que o silêncio não acalma,
lembranças que a vida não arrumou.
São como um farol dentro da alma,
da luz um barco que nunca ancorou.

Eu sei que a vida não nos dá tudo
e às vezes leva o tempo devagar.
O tempo enche as coisas de poeira
Mas não muda as coisas de lugar. (bis)



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Quinta-feira, 14.11.13

Sebastião Antunes



17º OuTonalidades - circuito português de música ao vivo
Sebastião Antunes Trio
Domingo 17 | 17h

Casa da Cultura de Famalicão da Serra 


Pioneiro da música folk portuguesa com o grupo Quadrilha, apresenta-se com velhos e novos temas.


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Terça-feira, 12.11.13

 

Letra

 

Tinha uma história que nunca contava, 
trazia um quarto fechado no olhar,
E uma viagem que planeava, 
mas não começava para nunca acabar.

Tinha um sorriso guardado em segredo,
mas não sorria para não o contar, 
tinha uma chave que fechava o medo,
nalgum arvoredo onde não queria entrar.

E quando a noite já ia serena,
disse-me a frase mais terna que ouvi:
Valeu a pena. Mesmo que o fim da história seja aqui.

E quando a noite já ia serena
disse-me a frase mais terna que ouvi:
Valeu a pena. Mesmo que o fim da história seja aqui.

Tinha uma nuvem da cor do mistério,
tinha palavras da cor do saber, 
tinha vontades de brincar a sério, 
mudar de hemisfério para não se perder.

Tinha lembrança da cor do poente, 
tinha o poente inteiro no falar, 
guardava o sol no esconderijo ardente,
tão quente, tão quente, já quase queimar.

E quando a noite já ia serena
disse-me a frase mais terna que ouvi:
Valeu a pena. Mesmo que o fim da história seja aqui.

E quando a noite já ia serena
disse-me a frase mais terna que ouvi:
Valeu a pena. Mesmo que o fim da história seja aqui.

Trazia a paz de uma dor que se apaga, 
e um calor que se quer apagar, 
como quem grita do alto da fraga,
que a vida nos traga distância para andar.

Deixou correr o licor dos sentidos, 
até que o dia nos veio acordar,
de mãos trocadas, de braços caídos,
achados perdidos.

Veio a manhã levezinha e serena, 
cantar-me a frase mais terna que ouvi: 
Valeu a pena. Mesmo que o fim da história seja aqui.

Veio a manhã levezinha e serena, 
cantar-me a frase mais terna que ouvi:
Valeu a pena. Mesmo que o fim da história seja aqui.

Valeu a pena. Mesmo que o fim da história seja aqui.



publicado por olhar para o mundo às 20:57 | link do post | comentar

Domingo, 02.06.13

Sebastião Antunes


Dia 8 de Junho no CCB

Sebastião Antunes celebra, neste concerto, 20 anos de carreira com a Quadrilha, e 25 com os Peace Makers. Partilha momentos actuais, marca reencontros, e percorre uma história que cruza sentimentos, junta influências, amigos e a alegria da partilha. Recorda os caminhos trilhados, em nome das paixões, que as cantigas nos despertam.


A noite de 08 de Junho, no CCB, é de celebração e Sebastião Antunes convida alguns amigos para, com ele, fazerem a festa. Para partilhar o palco com Sebastião Antunes estão Tito Paris, Galandum Galundaina, Sara Vidal e Miguel Quitério, que também colaboraram no seu no mais recente disco 'Com Um Abraço'.


Uma noite especial, que se pretende, de alegria!

Bilhetes à venda no CCB e em Ticketline - 12.50Є / 15.00Є


Retirado de Antena 1



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Terça-feira, 23.04.13

 

SEBASTIÃO ANTUNES & A QUADRILHA
 CONCERTO CCB
DIA 08 DE JUNHO, 21h00


Sebastiao antunes

Sebastião Antunes no facebook  |
 Youtube
'Cantiga da Burra' Video AQUI

 
* * *

 

Sebastião Antunes celebra, neste concerto, 20 anos de carreira com a Quadrilha, e 25 com os Peace Makers. Partilha momentos actuais, marca reencontros, e percorre uma história que cruza sentimentos, junta influências, amigos e a alegria da partilha. Recorda os caminhos trilhados, em nome das paixões, que as cantigas nos despertam.

A noite de 08 de Junho, no CCB, é de celebração e Sebastião Antunes convida alguns amigos para, com ele, fazerem a festa. Para partilhar o palco com Sebastião Antunes estão, entre outros, Galandum Galundaina, Sara Vidal e Miguel Quitério, que colaboraram no seu no mais recente disco 'Com Um Abraço'.
Uma noite especial, que se pretende, de alegria!
 
Bilhetes à venda no CCB, 12.50
Є / 15.00Є 


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Terça-feira, 29.01.13
SEBASTIÃO ANTUNES E A QUADRILHA

Sebastião Antunes



Novo Vídeo "Cantiga da Burra"

 

 

"...As canções são sempre canções mas a maior parte das vezes são inquietas e pedem mais qualquer coisa..."

 

 

* *
 
"COM UM ABRAÇO"
Já à Venda

"...sem dúvida o melhor, mais inventivo e variado álbum saído de Sebastião e seus companheiros..."
(António Pires, in Blitz, Janeiro 2013)

 

Com Um abraço


01. O Meu Assunto Preferido
02Cantiga da Burra (com Galandum Galundaina)
03. Quando a Noite Já Ia Serena (com Tito Paris)
04. Cantiga das Casas
05. Senhora do Almortão
06. P'lo Sim P'lo Não
07. Sei Que a Vida Não Nos Dá Tudo (com Sara Vidal)
08. Uma Canção Por Ali
09. História da Princesa Solidão
10. Hora Certa
11. Segredos de Mel
12. Jogo de Fitas
13. História do Vampiro Apaixonado
14. Cantiga da Burra (remix)
15. Uma Scottish Para Ti
16. Tuareg Jam Session




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Sexta-feira, 21.09.12

Sebastião Antunes e Quadrilha  em novo disco,


Sebastião Antunes e a Quadrilha estão de volta às edições! Três anos depois da sua estreia a solo, e seis anos após da última edição da Quadrilha, Sebastião Antunes e companhia estão de regresso "Com um Abraço", nas lojas a partir do dia 24 de Setembro.


Em "Com um Abraço", Sebastião Antunes, exímio embaixador da música tradicional portuguesa, convidou um grupo variado de artistas estrangeiros com residência em Portugal para trazerem um pouco da sua interpretação aos temas compostos por si. Tito Paris, Pumacayo Conde ou Orlando Santossão alguns dos nomes que responderam ao convite. Também os Galandum Galundaina, grupo de música portuguesa, animou a "Cantiga da Burra", o single de apresentação que já roda nas rádios portuguesas. 


De "Com um abraço" destaca-se também a forte influência que a viagem aoMali, que Sebastião Antunes fez, teve na composição deste disco. A descoberta da semelhança da música tuaregue com a música tradicional portuguesa pode ser vista na versão apresentada de "Senhora do Almortão" ou em "Canção para Ali", dedicada a Ali Farka Tourê.  


Ao vivo, Sebastião Antunes e a Quadrilha continuam a fazer a festa: a fusão entre a tradição portuguesa, a música de raiz celta e os aromas do Norte de África não deixa ninguém indiferente.

Retirado de Antena 1



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Quinta-feira, 20.09.12
 
Letra
Esta vida como vês
é sempre a ver se chega ao fim do mês
mas por muito que eu queira
acaba sempre da mesma maneira

falta isto, falta aquilo
eu não sei o que é que falta primeiro
se é o dinheiro que falta
ou a falta que faz o dinheiro

a jorna não dá pra nada
e a gente sempre a dizer que tem que dar
já passaram mais uns dias
e o dinheiro está outra vez a acabar

não há dinheiro
andamos nesta conversa o ano inteiro
não há dinheiro, não há dinheiro
e cada um que se amanhe, não há dinheiro

eu queria falar contigo
mas nem sei como é que te hei-de dizer
eu fui sempre teu amigo
não sei se já me estás a perceber

é que a coisa está difícil
eu até tenho vergonha de contar
acabou-se-me o dinheiro
e este mês ainda demora pra acabar

deixa lá, não penses nisso
não ter dinheiro não é defeito nenhum
não fiques envergonhado
que eu também ando a ver
se alguém me empresta algum


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Quarta-feira, 19.09.12

 

 

Letra

 

 

Deram-me uma burra

Que era mansa que era brava

 

Toda bem parecida

Mas a burra não andava

A burra não andava

Nem prá frente nem pra trás

Muito lhe ralhava

Mas eu não era capaz

Eu não era capaz

De fazer a burra andar

Passava do meio dia

E eu a desesperar

E eu a desesperar

Ai que desespero o meu

Falhei-lhe no burrico

E a burra até correu

 

Deram-me uma burra

Que era mansa que era brava

Toda bem parecida

Mas a burra não andava

A burra não andava

Nem prá frente nem pra trás

Muito lhe ralhava

Mas eu não era capaz

Eu não era capaz

De fazer a burra andar

Passava do meio dia

E eu a desesperar

E eu a desesperar

Ai que desespero o meu

Falhei-lhe no burrico

E a burra até correu

 

Deram-me uma burra

Que era mansa que era brava

Toda bem parecida

Mas a burra não andava

A burra não andava

Nem prá frente nem pra trás

Muito lhe ralhava

Mas eu não era capaz

Eu não era capaz

De fazer a burra andar

Passava do meio dia

E eu a desesperar

E eu a desesperar

Ai que desespero o meu

Falhei-lhe no burrico

E a burra até correu



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Segunda-feira, 27.06.11
Letra
"quantas horas de viagem na alegria de te ver
quanta falta de coragem tanta coisa por dizer
e acabamos a esconder vá-se lá saber porquê
nestas coisas do querer os sinais são para quem os lê

dá-me uma dança, faz-me acreditar
uma lembrança p'ra eu levar
que eu tenho sempre vontade de voltar e te dizer
se ainda der p'ra disfarçar
ensina-me a dançar

faz de conta que o poente acontece a qualquer hora
quando a noite se faz quente e um beijo se demora
já o frio se foi embora ao tocar da tua mão
que há-de ser de nós? agora faz sentido, sim ou não?"



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Domingo, 26.06.11
Letra
Estava difícil combinar um café, mas desta vez lá foi
Talvez possamos falar do que já lá vai que as vezes ainda dói
Da coragem esquecida que já se perdeu
quem deixou por dizer foste tu ou fui eu
da lembrança guardada num canto qualquer
da palavra apagada por não se entender
e dizer-te num gesto mais enternecido
Sabes, eu também ando um bocado perdido.

Vou preparar-te um jantar, concerteza vou ser original
E vou escolher-te um bom vinho. Tu sabes, nunca me saí mal
Vou falar-te das voltas que a vida trocou
Das verdades que o tempo já entrelaçou
Entre sonhos queimados lançados ao vento
Entre a cor de um sorriso e o tom de um lamento
E dizer-te de um sopro empurrado pela sorte
Sabes, eu também ando um bocado sem norte

Olha, não fiz sobremesa. Deixa lá, fica para a outra vez
Vamos deixar mais um copo a falar dos quês e dos porquês
Uma historia que nos apeteça lembrar
Um episódio que nunca nos deu para contar
Um segredo guardado p’lo cair do pano
Um encontro marcado no cais do engano
E dizer-te na hora em que a voz fraquejar
Sabes, eu também me apetece chorar

E vou chamar um táxi. É hora p’ra te levar a casa
Era suposto um de nos nesta altura ficar com a alma em brasa
Mas a vida é assim, não aconteceu
Pouco importa dizer, foste tu ou fui eu
O que importa é o abraço que estava por dar
Há-de haver uma próxima e mais um jantar e
E dizer-te a sorrir já passa das três
Dorme bem, quem sabe … um dia talvez.


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