Sábado, 28.04.12

Os Sétima Legião na altura do álbum "De Um Tempo Ausente"

Os Sétima Legião na altura do álbum "De Um Tempo Ausente" (DR)


Um dos grupos portugueses mais marcantes dos anos 80 e 90, os Sétima Legião, regressam para uma minidigressão com início amanhã, na Casa da Música, no Porto. Pelo meio são reeditados todos os álbuns.

 

Nos primeiros anos da década de 80 a militância, em torno da música, reinava em Lisboa. Na rádio ouvia-se o "Rolls Rock" de António Sérgio. À noite ia-se ao Bairro Alto. Na roupa mimetizava-se Ian Curtis dos Joy Division. Os ecos de Inglaterra chegavam através dos textos de Miguel Esteves Cardoso. E na Avenida de Roma, Rodrigo Leão (baixo e teclas), Pedro Oliveira (voz e guitarra) e Nuno Cruz (bateria) ensaiavam, ambicionando estrear-se no Rock Rendez-Vouz. 

Agora, 30 anos depois, os três fundadores dos Sétima Legião, em conjunto com os restantes membros do grupo (Gabriel Gomes em acordeão, Paulo Marinho em gaita-de-foles, Ricardo Camacho nas teclas, Paulo Abelho nas percussões e Francisco Menezes, letrista e coros) regressam para duas grandes apresentações (Casa da Música, amanhã, e Coliseu de Lisboa, a 4 de Maio), inseridas numa digressão de 10 datas. Depois voltarão aos seus afazeres. Leão, Gomes e Abelho, de formas diferentes, continuam ligados à música, mas Camacho é médico, Oliveira advogado e Menezes, diplomata, é agora chefe de gabinete de Pedro Passos Coelho. 

Desde o lançamento do último álbum, em 1999, nunca deixaram de actuar em conjunto, em concertos semiprivados, mas agora é outra coisa. "Existe algum nervosismo", diz-nos Oliveira, "até porque algumas pessoas, como eu, não têm tocado ao vivo. Mas começámos a ensaiar com mais intensidade há três meses e vamos ser rigorosos." 

O pretexto para o retorno é a celebração de 30 anos de carreira, mas a hipótese estava em cima da mesa há anos. "Este foi o ano em que a agenda das pessoas permitiu que pensássemos em algo deste género", resume, "embora assumamos que é apenas isto que queremos fazer." Regravar temas antigos ou criar originais não está no seu horizonte. "É improvável, mesmo que esta digressão desencadeasse enorme entusiasmo, porque a carreira de cada um de nós deixa muito pouco espaço para isso."

Nos concertos vão respeitar ao máximo a génese das canções. "Não me revejo naquelas reuniões de bandas que depois optam por criar novos arranjos", assume. Não haverá grandes alterações, a não ser as decorrentes da passagem do tempo, nomeadamente o facto de hoje existir maior apuro técnico. "Tornámo-nos melhores músicos, por isso vamos fazer as coisas com exigência, sem perdermos a alegria despreocupada que sempre tivemos."

Paralelamente aos concertos, vai ser reeditada a obra completa e uma antologia de temas emblemáticos, "Memória", constituída por um CD e um DVD, que inclui a gravação de um concerto no Pavilhão Carlos Lopes em Dezembro de 1990. 

O grupo deixou um traço vincado na produção dos anos 80 e 90, pela forma como aliaram o espírito pós-punk internacional com as raízes portuguesas, mas foram os três primeiros álbuns - "A Um Deus Desconhecido" (1984), "Mar D"Outubro" (1987) e "De Um Tempo Ausente" (1989) - que acabaram por deixar mais marcas. Pelo menos, serão esses que estarão em maior evidência nos concertos. 

"A essência da nossa música - uma mistura de dimensão etérea, com canções com muito espaço - já estava presente no primeiro álbum e são muitos desses temas que as pessoas continuam a ouvir." 

Regressemos à Av. de Roma, há 30 anos. Oliveira e Leão têm pouco mais de 15 anos e nenhum deles se sente muito apto para ser vocalista. Depois de procurar, chegam à conclusão que terá de ser um deles a assumir o microfone. Fica o que tem a voz mais grave, Oliveira. "Nunca fui um cantor no sentido essencial, mas, até desse ponto de vista, funcionávamos como um verdadeiro grupo de amigos, porque não havia ninguém que se destacasse", diz. Agora os amigos voltam a reunir-se à volta dos concertos.

 

Retirado do Público



publicado por olhar para o mundo às 17:22 | link do post | comentar

Sábado, 21.04.12

 

Letra

 

Letra

 

Tem mil anos uma história
De viver a navegar
Há mil anos de memórias a contar
Ai, cidade á beira-mar
Azul

Se os mares são só sete
Há mais terra do que mar...
Voltarei amor com a força da maré
Ai, cidade à beira-mar
Ao sul

Hoje
Num vento do norte
Fogo de outra sorte
Sigo para o sul
Sete mares
(2x)

Foram tantas as tormentas
Que tivemos de enfrentar...
Chegarei amor na volta da maré
Ai, troquei-te por um mar
Ao sul

Hoje
Num vento do norte
Fogo de outra sorte
Sigo para o sul
Sete mares



publicado por olhar para o mundo às 11:47 | link do post | comentar

Domingo, 15.04.12

A Sétima Legião regressa aos palcos

 

A Casa da Música no Porto e o Coliseu dos Recreios em Lisboa são os locais escolhidos pela mítica Sétima Legião, na sua formação original, para o arranque da digressão de regresso aos palcos. Os concertos têm lugar a 29 de Abril e 04 de Maio, respectivamente, seguindo-se-lhes espectáculos por todo o país.

 

Numa altura em que comemora 30 anos de carreira, no dia 23 de Abril, além de ser reeditada toda a discografia do grupo, a banda lança  “Memória”, um CD+DVD com os seus temas emblemáticos e a gravação do concerto da Sétima Legião no Pavilhão Carlos Lopes, Lisboa, no 29 de Dezembro de 1990, além de outros extras.

 

A Sétima Legião surgiu em 1982, conseguindo, num período em que a música portuguesa vivia uma efervescência criativa, destacar-se pela sua visão singular da pop alternativa da altura.

 

«Glória», com letra de Miguel Esteves Cardoso, foi o single inaugural da discografia do grupo.

 

Agora, passados 30 anos, a banda prepara-se para revisitar em palco uma discografia que marcou de forma muito particular o panorama musical do nosso país, dando especial destaque aos clássicos “A Um Deus Desconhecido” (1984), “Mar D'Outubro” (1987) e ainda “De Um Tempo Ausente” (1989), trabalhos que englobam temas de enorme sucesso como «Sete Mares» ou «Por Quem Não Esqueci».

 

Retirado de HardMúsica



publicado por olhar para o mundo às 12:31 | link do post | comentar

Quinta-feira, 01.03.12

Sétima Legião e Madredeus regressam aos palcos a assinalar os seus 30 e 25 anos de carreira

 

Sétima Legião e Madredeus regressam aos palcos a assinalar os seus 30 e 25 anos de carreira. Volta também a haver Clubbing, e Jane Birkin canta Gainsbourg na Primavera, no Porto

 

O regresso aos palcos de duas bandas que marcaram a música portuguesa nas últimas três décadas: os Sétima Legião e os Madredeus; concertos com Aloe Blacc e John Cale, a marcar o retomar das noites Clubbing em novos moldes; e a passagem pelo Porto da digressão Jane Birkin canta Gainsbourg são os pontos altos da programação não erudita da Casa da Música para o próximo trimestre, ontem anunciada no Porto.
Os Sétima Legião iniciam na Sala Suggia, a 29 de Abril, a digressão comemorativa dos 30 anos da banda fundada em 1982 por Rodrigo Leão, Pedro Oliveira e Nuno Cruz, e que viria a marcar o pop-rock nacional dessa década, deixando como património temas como Sete mares, Por quem não esqueci ou Glória. O concerto repete-se no Coliseu de Lisboa a 4 de Maio. Com a mesma sequência - no Porto, a 27 de Maio, e em Lisboa, no CCB, quatro dias depois -, os Madredeus, recém-regressados à cena musical depois da saída de Teresa Salgueiro, apresentam-se igualmente na Casa da Música com a digressão Essência, que assinala os 25 anos do grupo de Pedro Ayres Magalhães e Carlos Maria Trindade, agora também reforçado com a nova voz de Beatriz Nunes.
Mas haverá muito mais música portuguesa na Casa da Música nestes meses de Primavera: Sara Tavares canta já esta noite, seguindo-se-lhe Paulo de Carvalho (25 de Março) com o seu espectáculo de 50 anos de carreira; Mónica Ferraz (28 de Março), agora a solo com o concerto "Start Stop", depois de ter sido lançada com o projecto Mesa; Luísa Sobral (13 de Abril), com o disco "The Cherry on My Cake"; Rita Redshoes (5 de Maio), com o espectáculo "The Other Women - O Mundo nas Canções d"Elas". E também a banda Naifa, que amanhã inicia, na Casa das Artes de Arcos de Valdevez, a digressão nacional de apresentação do álbum "Não se deitam comigo corações obedientes", o primeiro desde a morte de João Aguardela, e que chegará ao Porto a 12 de Abril. 
O director artístico da Casa da Música, António Jorge Pacheco, acredita que este calendário de música portuguesa não só "reforça a diversidade como mantém a qualidade da programação", além de que a abre "a nichos da sociedade" que até agora não têm visto o seu gosto contemplado nos palcos da instituição.
Em contexto de crise - que, no entanto, não tem tido reflexo na afluência dos públicos à Casa da Música nos dois primeiros meses do ano, em que se têm registado "quase sempre casas cheias", nota António Jorge Pacheco -, o Clubbing vai também regressar, mas em novo formato. Assim, a partir de 5 de Abril, em que o músico e DJ francês Joakim (mais um momento do Ano França) anima o restaurante, o agora baptizado Optimus Clubbing vai ter 12 sessões até final do ano, mas que serão divididas entre uma versão mais minimal, apenas com animação no 7º piso da Casa, e outra centrada no grande concerto na Sala Suggia estendendo-se depois aos bares. Aqui, os acontecimentos serão os regressos ao Porto de Aloe Blacc, agora para um espectáculo só com voz e quinteto de cordas, e do ex-Velvet Underground John Cale, de novo em modo electrónico e a vogar entre o seu disco mais recente, "Extra Playful", e a revelação de temas do novo, anunciado para este ano.
E, a 16 de Maio, a cantora-actriz Jane Birkin traz à cidade o universo musical do genial compositor já desaparecido Serge Gainsbourg, na continuação da digressão musical iniciada no final de 2010 no Japão, com um quarteto dirigido pelo pianista Nobuyuki Nakajima. 
Via Ipsilon


publicado por olhar para o mundo às 21:07 | link do post | comentar

Segunda-feira, 13.02.12

Sétima Legião comemoram 30 anos de carreira

A Sétima Legião regressa aos palcos para comemorar 30 anos de carreira.

 

O grupo dos anos 80 composto por Pedro Oliveira (voz e guitarra), Rodrigo Leão (baixo e teclas), Nuno Cruz (bateria, percussão), Gabriel Gomes (acordeão), Paulo Marinho (gaita de foles, flautas), Ricardo Camacho (teclas), Paulo Abelho (percussão, samplers) e Francisco Menezes (letras, coros) prepara grandes apresentações no Porto e Lisboa inseridas numa digressão de cerca de dez datas.

 

A 29 de Abril subirão ao palco da Casa da Música, no Porto, e no dia 04 de Maio estarão no Coliseu de Lisboa, para dois concertos onde irão revisitar todos os clássicos da sua discografia.

 

A Sétima Legião, que surgiu em 1982, marcou a produção musical nacional dos anos 80 e 90 e, de todos os seus trabalhos, esta digressão irá debruçar-se especialmente sobre os seus três primeiros álbuns: “A Um Deus Desconhecido” (1984), “Mar D’Outubro” (1987) e ainda “De Um Tempo Ausente” (1989). “Sete Mares” ou “Por Quem Não Esqueci” serão por certos temas que farão parte destes concertos.

 

“Paralelamente à digressão de 2012 deverá ter lugar uma reedição da obra completa do grupo, voltando assim a música que conceberam a marcar encontro com o presente”, informa o comunicado divulgado à imprensa.

 

Os bilhetes para os concertos no Porto e em Lisboa já se encontram à venda, sendo que para o primeiro o preço único é de 30 euros e para o segundo os preços variam entre os 22 e os 43 euros.

 

Via HardMúsica



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Domingo, 28.08.11
Letra
Tem mil anos uma história
De viver a navegar
Há mil anos de memórias a contar
Ai, cidade á beira-mar
Azul

Se os mares são só sete
Há mais terra do que mar...
Voltarei amor com a força da maré
Ai, cidade à beira-mar
Ao sul

Hoje
Num vento do norte
Fogo de outra sorte
Sigo para o sul
Sete mares
(2x)

Foram tantas as tormentas
Que tivemos de enfrentar...
Chegarei amor na volta da maré
Ai, troquei-te por um mar
Ao sul

Hoje
Num vento do norte
Fogo de outra sorte
Sigo para o sul
Sete mares


publicado por olhar para o mundo às 17:31 | link do post | comentar

Segunda-feira, 18.07.11
Letra
Há uma voz de sempre, 
Que chama por mim. 
Para que eu lembre, 
Que a noite tem fim. 

Ainda procuro, 
Por quem não esqueci. 
Em nome de um sonho, 
Em nome de ti. 

Procuro à noite, 
Um sinal de ti. 
Espero à noite, 
Por quem não esqueci. 

Eu peço à noite, 
Um sinal de ti. 
Quem eu não esqueci... 

Por sinais perdidos, 
Espero em vão. 
Por tempos antigos, 
Por uma canção. 

Ainda procuro, 
Por quem não esqueci. 
Por quem já não volta, 
Por quem eu perdi. 

Procuro à noite, 
Um sinal de ti. 
Espero à noite, 
Por quem não esqueci. 

Eu peço à noite, 
Um sinal de ti. 
Eu nunca esqueci...




publicado por olhar para o mundo às 17:34 | link do post | comentar


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