Segunda-feira, 28.12.15

 

Letra

 

De linho te vesti
de nardos te enfeitei
amor que nunca vi
mas sei.

Sei dos teus olhos acesos na noite
- sinais de bem despertar -
sei dos teus braços abertos a todos
que morrem devagar.

Sei meu amor inventado que um dia
teu corpo pode acender
uma fogueira de sol e de fúria
que nos verá nascer.

Irei beber em ti
o vinho que pisei
o fel do que sofri
e dei.

Dei do meu corpo um chicote de força.
Rasei meus olhos com água.
Dei do meu sangue uma espada de raiva
e uma lança de mágoa.

Dei do meu sonho uma corda de insónias
cravei meus braços com setas
descobri rosas alarguei cidades
e construí poetas.

E nunca te encontrei
na estrada do que fiz
amor que nunca logrei
mas quis.

Sei meu amor inventado que um dia
teu corpo há-de acender
uma fogueira de sol e de fúria
que nos verá nascer.

Então:
nem choros nem medos nem uivos
nem gritos nem pedras nem facas
nem fomes nem secas nem feras
nem ferros nem farpas nem farsas
nem forcas nem cardos nem dardos

nem guerras

 



publicado por olhar para o mundo às 17:13 | link do post | comentar

Quinta-feira, 04.07.13

 

Letra

 

Cai, Cai, cai
Gente a cair é o que há mais

Cai o record mundial do salto debaixo de água
Já caiu em Portugal o recor da nossa mágoa

Cai, cai, cai
Gente a cair é o que há mais

Cai um dente de cavalo a quem mastiga de mais
Cai uma crista de galo a um possidónio Pais

Cai, cai, cai
Gente a cair é o que há mais

E quando um bispo for mau cai do alto da cimeira
Não nos podemos esquecer do canibal Cerejeira

Cai, cai, cai,
Gente a cair é o que há mais

Também caiu a censura do alto do seu escadote
Já podemos chamar filho de uma ao rapazote

Cai, cai, cai
Gente a cair é o que há mais

Caem mulas, caem machos, caem tachos e engodos
Mas o pior é que os tachos ainda não cairam todos

Cai, cai, cai,
Gente a cair é o que há mais



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Terça-feira, 06.11.12
 
letra

Dizer que sim à vida
Dizer que não à morte
Dizer na despedida
Que o tempo é o mais forte

 

Dizer que sim à vida
Dizer que não à morte
Jogar na despedida
A carta que é a sorte

 

Dizer a toda a gente
Que o amor de repente
Entrou no nosso jogo
Dizer a toda a gente
Que o nosso corpo é quente
A nossa boca ardente
E a nossa alma fogo...

 

E se não for verdade
Tudo o que nós dizemos
Tudo o que nós sentimos
Também não é saudade

 

Dizer que sim à vida
Dizer que não à morte
Jogar na despedida
A carta que é a sorte

 

Dizer a toda a gente
Que o amor de repente
Entrou no nosso jogo
Dizer a toda a gente
Que o nosso corpo é quente
A nossa boca ardente
E a nossa alma fogo...

 

E se não for verdade
Tudo o que nós dizemos
Tudo o que nós sentimos
Também não é saudade
Por isso é que nos rimos



publicado por olhar para o mundo às 08:09 | link do post | comentar

Segunda-feira, 05.11.12

 

 

letra

 

Para um tempo que fica
Doendo por dentro
E passa por fora
Para o tempo do vento
Que é o contratempo
Da nossa demora
Passam dias e noites
Os meses...os anos
O segundo e a hora
E ao tempo presente
É que a gente pergunta
E agora...e agora

Tempo
Para pensar cada momento deste tempo
Que cada dia é mais profundo e é mais tempo
Para emendar pois outro tempo menos lento
Tempo
Dos nossos filhos apredenderem com mais tempo
A rapidez que apanha sempre o pensamento
Para nascer, para viver, para existir
E nunca mais verem o tempo fugir

Ai...o tempo constante
Que a cada instante
Nos passa por fora
Este tempo candente
Que é como um cometa
Com laivos de aurora
É o tempo de hoje
É o tempo de ontem
É o tempo de outrora
Mas o tempo da gente
É o tempo presente
É agora...é agora

Tempo
Para agarrar cada momento deste tempo
E terminar em absoluto ao mesmo tempo
Em temporal como os ponteiros do minuto
Tempo
Para o relogio bater certo com a vida
Que um homem bom que um homem sao que um homem forte
Que nao chegava a conseguir fazer partida
E que desperta adiantado para a morte



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letra

 

Serras, veredas, atalhos,
Fragas, estradas de vento,
Onde se encontram retalhos 
De vidas em sofrimento 

 

Retalhos fundos nos rostos, 
Mãos duras e retalhadas 
Pelo suor do desgosto, 
Retalha as caras fechadas 

 

O caminho que seguiste, 
Entre gente pobre e rude, 
Muitas vezes tu abriste 
Uma rosa de saúde 

 

[refrão]

Cada história é um retalho
Cortado no coração 
De um homem que no trabalho 
Reparte a vida e o pão 

 

As vidas que defendeste, 
E o pão que repartiste, 
São lágrimas que tu bebeste 
Dos olhos de um povo triste 

 

E depois de tanto mundo, 
Retalhado de verdade, 
Também tu chegaste ao fundo 
Da doença da cidade 

 

Da que não vem na sebenta, 
Daquela que não se ensina, 
Da pobreza que afugenta 
Os barões da medicina 

 

Tu sabes quanto fizeste, 
A miséria não se cura, 
Nem mesmo quando lhe deste
A receita da ternura



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Segunda-feira, 14.03.11

 

 

Letra

 

Era a tarde mais longa de todas as tardes

Que me acontecia

Eu esperava por ti, tu não vinhas

Tardavas e eu entardecia

Era tarde, tão tarde, que a boca,

Tardando-lhe o beijo, mordia

Quando à boca da noite surgiste

Na tarde tal rosa tardia

Quando nós nos olhamos tardamos no beijo

Que a boca pedia

E na tarde ficamos unidos ardendo na luz

Que morria

Em nós dois nessa tarde em que tanto

Tardaste o sol amanhecia

Era tarde demais para haver outra noite,

Para haver outro dia. (Refrão)

Meu amor, meu amor

Minha estrela da tarde

Que o luar te amanheça e o meu corpo te guarde.

Meu amor, meu amor

Eu não tenho a certeza

Se tu és a alegria ou se és a tristeza.

Meu amor, meu amor

Eu não tenho a certeza.

Foi a noite mais bela de todas as noites

Que me aconteceram

Dos noturnos silêncios que à noite

De aromas e beijos se encheram

Foi a noite em que os nossos dois

Corpos cansados não adormeceram

E da estrada mais linda da noite uma festa de fogo fizeram.

 

 



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Letra

 

Minha laranja amarga e doce

Meu poema feito de gomos de saudade

Minha pena pesada e leve

Secreta e pura

Minha passagem para o breve

Breve instante da loucura

Minha ousadia, meu galope, minha rédia,

Meu potro doido, minha chama,

Minha réstia de luz intensa, de voz aberta

Minha denúncia do que pensa

Do que sente a gente certa

Em ti respiro, em ti eu provo

Por ti consigo esta força que de novo

Em ti persigo, em ti percorro

Cavalo à solta pela margem do teu corpo

Minha alegria, minha amargura,

Minha coragem de correr contra a ternura

Minha laranja amarga e doce

Minha espada, meu poema feito de dois gumes

Tudo ou nada

Por ti renego, por ti aceito

Este corcel que não sussego

À desfilada no meu peito

Por isso digo canção castigo

Amêndoa, travo, corpo, alma

Amante, amigo

Por isso canto, por isso digo

Alpendre, casa, cama, arca do meu trigo

Minha alegria, minha amargura

Minha coragem de correr contra a ternura

Minha ousadia, minha aventura

Minha coragem de correr contra a ternura (2x)

 

 



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