Quinta-feira, 13.10.16

 

Letra

 

Deixou
a casa dele
e partiu atrás do sol
levou
tudo com ele
e subiu sem hesitar

foi à volta do mundo
sempre que lhe apeteceu
era tudo diferente
e andava mais
era a voz que dizia:
- anda não olhes p´ra trás!
e era assim que ele ouvia

andar
estradas sem fim
procurar o Ser Maior

parou
parou aqui
a saudar tudo o que eu sou

foi à volta do mundo
é que tudo aconteceu
ficou tudo diferente
e ele era eu
era a voz que dizia:
- andem não olhem p’ra trás!
e era assim que ele ouvia
e andava mais

e quem
não acredita
que a vida corre sem fim

não tem
não chega ao dia
de sorrir só assim

foi à volta do mundo
sempre que lhe apeteceu
era tudo diferente
e ele era eu
era a voz que dizia:
anda não olhes p’ra trás!
e era assim que ele ouvia
e andava mais

foi à volta do mundo
é que tudo aconteceu
ficou tudo diferente
e ele era eu
era a voz que dizia:
andem não olhem p’ra trás!
e era assim que ele ouvia
e andava mais.

 

Letra e Música: Pedro Ayres Magalhães

 



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Letra

 

Preferias que cantasse noutro tom
Que te pintasse o mundo de outra cor
Que te pusesse aos pés um mundo bom
E que te jurasse amor, o eterno amor

Querias que roubasse ao Sete-Estrelo
A luz que te iluminasse o olhar
Embalar-te nas ondas com desvelo
Levar-te até à lua para dançar

Que a lua está longe e mesmo assim
Dançar podemos sempre se quiseres
Ou então se preferires fica aí
Que ninguém há-de saber o que disseres

Talvez até pudesse dar-te mais
Que tudo o que tu possas desejar
Não te debruces tanto que ainda cais
Não sei se me estás a acompanhar

Que a lua está longe e mesmo assim
Dançar podemos sempre se quiseres
Ou então se preferires fica aí
Que ninguém há-de saber o que disseres

Podia, se quisesses, explicar-te
Sem pressa, tranquila, devagar
E pondo, claro está, modéstia à parte
Uma ou duas coisas se calhar

Que a lua está longe e mesmo assim
Dançar podemos sempre se quiseres
Ou então se preferires fica aí
Que ninguém há-de saber o que disseres 

 

Letra: Pedro Malaquias
Música: Rádio Macau

 



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Terça-feira, 11.10.16

 

Letra

 

Letra e Música: Miguel Angelo


É o ser ou não ser
É o ter ou não ter
É o tempo a passar
É o ar a faltar

É o querer ou não querer
E não ter de pensar
É o céu tão baixo
Que me faz ajoelhar

Às vezes sinto um peso
Que não é normal
À conta de um momento mau
Que dura, dura, dura

É o ser ou não ser
É o ter ou não ter
É o tempo a passar
É o ar a faltar

E não sair de casa
Nem falar com ninguém
Não ter nada pra dizer
Nem a ti nem a quer vier

Às vezes sinto um peso
Que não é normal
À conta de um momento mau
Que dura, dura, dura

Estou aqui parado
Sem poder ir
A nenhum lado
Fico sem ti...
Tão bloqueado.

 



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Domingo, 13.12.15

 

Letra

 

Sei que não sou o melhor poeta
Mas posso ser o teu melhor amigo
Ando a juntar a música á letra
Para te ajudar quando corres perigo

 

Por isso aceita esta minha oferta
E passa um bom bocado comigo
Sei que não sou o melhor poeta
Mas posso ser o teu melhor amigo

 

Dias em que a coisa se aguenta
Outros onde tudo parece negro
Sopra na brasa até vir a chama
O fogo ajuda a afugentar o medo

 

Tenta manter a tua porta aberta
O caminho é longo e eu conto contigo
Sei que não sou o melhor poeta
Mas sei que tu és o meu melhor amigo

 

Eu sei que tu és o meu melhor amigo

 



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Letra

 

Aqui estou eu
Sou uma folha de papel vazia
Pequenas coisas
Pequenos pontos, vão-me mostrando o caminho

(Refrão:)
Ás vezes aqui faz frio,
Ás vezes eu fico imóvel,
Pairando no vazio
Ás vezes aqui faz frio

Sei que me esperas
Não sei se vou lá chegar
Tenho coisas pra fazer
Tenho vidas para acompanhar

(Refrão:)
às vezes lá faz mais frio,
às vezes eu fico imovel,
Pairando no vazio
perfeito vazio
às vezes faz lá mais frio

Bem vindos à minha casa
Ao meu lar mais profundo
Onde eu saio por vezes
A conquistar o mundo

às vezes tu tens mais frio
às vezes eu fico imovel
Pairando no vazio
No perfeito vazio
às vezes lá faz mais frio

O teu peito vazio...

 



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Segunda-feira, 07.12.15

 

Letra

 


Não há ninguém
Capaz de me dar alegria
Alegria
Não há ninguém
Capaz de me dar o que eu queria
Alegria


Não há ninguém
Capaz de me dar alegria
Alegria
Não há ninguém
Capaz de me dar o que eu queria
Alegria

Não há ninguém
Capaz de me dar alegria
Alegria
Não há ninguém
Capaz de me dar o que eu queria
Alegria
INSTRUMENTAL

 

 



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Sábado, 29.11.14

 

Letra

 

Letra e música de Pedro Ayres Magalhães

Vai sem medo
é de novo o começo
que outra vez acontece
o horizonte escurece
faz-se um grande sossego,

Não faz mal, vai sem medo
Não há preto nem branco
Nem há ninguém por perto
Que te possa ajudar

Vai depressa
E parte à descoberta
Porque a noite aparece
Nem há sombras no chão
E é tão grande o segredo

Não faz mal, vai sem medo
Não há preto nem branco
Nem há ninguém por perto
Que te possa guiar

Pensa grande
Num futuro distante
Em que possas mudar
Teu amor encontrar
Num caminho incerto

Não faz mal, vai sem medo
Não há preto nem branco
Nem há ninguém por perto
Só quem vais encontrar
Não faz mal, vai sem medo
Não há preto nem branco
Nem há ninguém por perto
Só quem vais encontrar

 



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Sexta-feira, 25.04.14

 

Letra

 

Arde
arde
sincero silêncio
a liberdade
só tem um momento

Arde
à vontade
alta, procura
fica a saudade
ai que não tem cura

Canta
canta
a chama da vida
a liberdade
está quase perdida

Canta
à vontade
alto e bem
sem medo
é a saudade
quem guarda o segredo

Calma
calma que já se avizinha
a liberdade
voltando sozinha

Vem
à vontade
que eu espero acordado
tenho a saudade
ai sempre do meu lado





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Segunda-feira, 21.04.14


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Terça-feira, 05.02.13

Xutos, Resistência, The Gift e Pedro Abrunhosa nos 20 anos do «Portugal ao vivo»

Xutos & Pontapés, Resistência e Pedro Abrunhosa são alguns dos artistas que integrarão, em junho, em Lisboa, os concertos comemorativos dos vinte anos do "Portugal ao Vivo", espetáculo de celebração da música portuguesa, foi hoje anunciado.


No Estádio do Restelo irão atuar The Gift, Pedro Abrunhosa e Miguel Araújo (dia 21 de junho), Xutos & Pontapés, Resistência e Sétima Legião (dia 22 de junho), embora a organização adiante que mais artistas se juntarão aos concertos.

 

A ideia é assinalar os 20 anos de uma iniciativa realizada pela primeira vez em 1993, com a atuação de várias bandas portuguesas no estádio José Alvalade, em Lisboa, que na altura era uma "proeza praticamente só ao alcance de artistas de renome internacional".

 

Os Xutos & Pontapés, Resistência e Sétima Legião atuaram em 1993, nessa edição do Portugal ao Vivo, que contou também, por exemplo, com Madredeus e Delfins.

 

Os The Gift só se formaram em 1994, ano em que também saiu o primeiro álbum de Pedro Abrunhosa, intitulado "Viagens".

 

Miguel Araújo, que tem carreira a solo e integra os Azeitonas, também não tinha na altura editado qualquer registo discográfico.

 

Retirado do Sapo Música



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Domingo, 06.01.13

Resistência vão atuar no regresso do festival Portugal ao Vivo

Vinte anos depois, Portugal ao Vivo, o festival de música portuguesa, vai regressar, desta feita tendo lugar no Estádio do Restelo.  

 

O coletivo Resistência vai atuar no regresso do festival Portugal ao Vivo, que terá lugar a 21 e 22 de junho no Estádio do Restelo, segundo confirmou a promotora Uguru à "Blitz ".

 

Madredeus, Xutos & Pontapés, Resistência, Delfins, Sitiados e Sétima Legião foram as bandas que atuaram no evento, que teve lugar a 26 de junho de 1993, levando 45 mil pessoas ao Estádio de Alvalade.

 

Vinte anos depois, Portugal ao Vivo prepara-se para regressar transformado num festival de dois dias no Restelo. Os Resistência são a primeira, e por agora a única, banda confirmada.

Noticias do Expresso



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Sexta-feira, 28.09.12

 

 

Letra

 

Ela sorriu 
E ele foi a trás
Ela despiu-o 
E ela o satisfaz
Passa a noite 
Passa o tempo devagar
Já é dia já é hora de voltar

Aqui ao luar 
Ao pé de ti 
Ao pé do mar 
Só o sonho fica 
Só ele pode ficar

Aqui ao luar 
Ao pé de ti 
Ao pé do mar 
Só o sonho fica 
Só ele pode ficar

Ela sorriu 
E ele foi a trás
Ela despiu-o 
E ela o satisfaz
Passa a noite 
Passa o tempo devagar
Já é dia já é hora de voltar

Aqui ao luar 
Ao pé de ti 
Ao pé do mar 
Só o sonho fica 
Só ele pode ficar

Aqui ao luar 
Ao pé de ti 
Ao pé do mar 
Só o sonho fica 
Só ele pode ficar

Aqui ao luar 
Ao pé de ti 
Ao pé do mar 
Só o sonho fica 
Só ele pode ficar

Aqui ao luar 
Ao pé de ti 
Ao pé do mar 
Só o sonho fica 
Só ele pode ficar

Só o sonho fica 
Só ele pode ficar

Só o sonho fica 
Só ele pode ficar

Só o sonho fica 
Só ele pode ficar

 



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Quarta-feira, 26.09.12

Os Resistência reúnem-se 20 anos depois no Campo Pequeno

Tim, Miguel Ângelo, Fernando Cunha, Olavo Bilac, Pedro Ayres Magalhães, Fernando Júdice, Dudas, José Salgueiro, Alexandre Frazão, Fredo Mergner, Pedro Jóia e Mário Delgado são músicos que, passados 20 anos, assumiram percursos diferentes. Duas décadas depois, os Resistência reúnem-se para um concerto no Campo Pequeno, em Lisboa, a 19 de dezembro.


O projeto centrava-se na voz e na guitarra acústica e juntou há 20 atrás músicos de diferentes géneros musicais, como a pop, o jazz ou a música popular e, durante o seu tempo no ativo, lançou três discos.

 

"Nasce Selvagem" e "Um lugar ao sol", dos Delfins, "Não sou o único" e "Circo de Feras", dos Xutos & Pontapés, "Que amor não me engana", de Zeca Afonso, "Erva daninha", de António Variações, e "Amanhã é sempre longe demais", dos Rádio Macau, foram temas incluídos no repertório.

 

Para celebrar as duas décadas de Resistência, a formação original da banda volta a ser reunida para um concerto a ter lugar no Campo Pequeno, em Lisboa, a 19 de dezembro, às 21:00.

 

Os bilhetes custam 30 euros (camarotes) e 27 euros (bancada e plateia em pé).

 

Retirado do Sapo Música



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Terça-feira, 11.09.12

O grupo Resistência, formado nos anos 1990 com artistas de várias formações, em torno da música portuguesa, voltará a juntar-se para um concerto, a 19 de Dezembro no Campo Pequeno, em Lisboa, foi hoje anunciado.

 

A reunião serve para assinalar os vinte anos da estreia ao vivo do grupo, do qual fizeram parte nomes como Pedro Ayres Magalhães (Madredeus), Tim (Xutos & Pontapés), Miguel Ângelo e Fernando Cunha (Delfins), Olavo Bilac (Santos e Pecadores) e Alexandre Frazão.

 

Os Resistência surgiram no começo dos anos 1990, duraram pouco mais de dois anos, mas foram um dos mais bem sucedidos projectos de música portuguesa daquele tempo.

 

O projecto centrava-se na voz e na guitarra acústica, congregando músicos de diferentes latitudes musicais, reinterpretando repertório diverso de cada um deles e de outros grupos e artistas portugueses.

 

Nascem Selvagem e Um lugar ao sol, dos Delfins, Não sou o único e Circo de Feras, dos Xutos & Pontapés, Que amor não me engana, de Zeca Afonso, Erva daninha, de António Variações, e Amanhã e sempre longe demais, dos Rádio Macau, foram temas incluídos no repertório.

 

Em Fevereiro passado, a editora EMI lançou As vozes de uma geração, que reúne os dois álbuns de estúdio que os Resistência gravaram - Palavras ao vento (1991) e Mano a mano (1992) -, canções dispersas e um livro com uma biografia assinada por António Pires, com fotografias de Augusto Brázio.

 

Noticia do Sol



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Terça-feira, 28.02.12

Resistência

 

«As Vozes de Uma Geração» celebra os 20 anos sobre o concerto de estreia do supergrupo português

 

No ano em que passam duas décadas sobre o concerto de estreia dos Resistência, no Teatro Municipal São Luiz, em Lisboa, chega às lojas uma edição especial que recupera os dois álbuns de estúdio lançados pelo supergrupo português.

Intitulado «As Vozes de Uma Geração», este é um lançamento em formato livro e duplo CD que inclui uma biografia da banda assinada pelo jornalista António Pires, dezenas de fotografias de Augusto Brázio, os álbuns «Palavras ao Vento» e «Mano a Mano» e quatro temas extra.

Tim (Xutos & Pontapés), Miguel Ângelo e Fernando Cunha (Delfins), Pedro Ayres Magalhães (Heróis do Mar e Madredeus), Olavo Bilac (Santos & Pecadores) e Fernando Júdice e José Salgueiro (Trovante) foram alguns dos músicos que fizeram parte dos Resistência durante os dois anos e dois meses de vida da banda.

Apesar da curta existência, o grupo deixou editadas versões acústicas cujo sucesso ombreou muitas vezes com os temas originais, casos de «Não Sou o Único» e «Circo de Feras», dos Xutos, «A Noite», dos Sitiados, ou «Nasce Selvagem», dos Delfins.

Imortalizadas ficaram também versões de canções de José Afonso e António Variações, como «Traz Outro Amigo Também» ou «Voz-Amália-de-Nós».

O alinhamento de «Resistência - As Vozes de Uma Geração»:

CD 1 - «Palavras ao Vento»
1. Nasce Selvagem
2. Não Sou O Único
3. Marcha Dos Desalinhados
4. Nunca Mais
5. Só No Mar
6. Liberdade
7. Aquele Inverno
8. No Meu Quarto
9. Fado
10. Circo De Feras
11. Voz-Amália-De-Nós (retirado do álbum «Variações: As Canções de António») [tema extra]
12. Chamaram-Me Cigano (retirado do álbum «Filhos da Madrugada») [tema extra]

CD 2 - «Mano a Mano»
1. Um Lugar Ao Sol
2. Amanhã É Sempre Longe Demais
3. Esta Cidade
4. Que Amor Não Me Engana
5. Fim
6. A Noite
7. Traz Outro Amigo Também
8. Prisão Em Ti
9. Perigo
10. Timor
11. Mano A Mano (retirado do álbum «Ao Vivo no Armazém 22») [tema extra]
12. Finisterra (retirado do álbum «Ao Vivo no Armazém 22») [tema extra]

 

 

Texto e Fotografia de  Iol Música



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Quinta-feira, 15.12.11

 

Letra

 

Á volta do adro duas ou três casas
Dois bancos vermelhos, ao meio uma cruz
Ali num café ao lado da igreja
Dois homens parados e uma linda luz

Com a voz que me resta eu não vou poder cantar
Ás coisas do mundo, não sei descrever, estou longe
São portas fechadas, segredos por revelar
São coisas do mundo, só se podem ver ao longe

Se estou convencido que isto é mesmo assim
Que nunca se conta bem o que se vê
E levo comigo já sem aprender
O que os olhos vêem e eu já não sei

Com a voz que me resta eu não vou poder cantar
Á coisas do mundo, não sei descrever, estou longe
São portas fechadas, segredos por revelar
São coisas do mundo, só se podem ver ao longe



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Quinta-feira, 19.05.11

 

Letra

 

Ela sorriu 
E ele foi a trás
Ela despiu-o 
E ela o satisfaz
Passa a noite 
Passa o tempo devagar
Já é dia já é hora de voltar

Aqui ao luar 
Ao pé de ti 
Ao pé do mar 
Só o sonho fica 
Só ele pode ficar

Aqui ao luar 
Ao pé de ti 
Ao pé do mar 
Só o sonho fica 
Só ele pode ficar

Ela sorriu 
E ele foi a trás
Ela despiu-o 
E ela o satisfaz
Passa a noite 
Passa o tempo devagar
Já é dia já é hora de voltar

Aqui ao luar 
Ao pé de ti 
Ao pé do mar 
Só o sonho fica 
Só ele pode ficar

Aqui ao luar 
Ao pé de ti 
Ao pé do mar 
Só o sonho fica 
Só ele pode ficar

Aqui ao luar 
Ao pé de ti 
Ao pé do mar 
Só o sonho fica 
Só ele pode ficar

Aqui ao luar 
Ao pé de ti 
Ao pé do mar 
Só o sonho fica 
Só ele pode ficar

Só o sonho fica 
Só ele pode ficar

Só o sonho fica 
Só ele pode ficar

Só o sonho fica 
Só ele pode ficar



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Sábado, 23.04.11

 

 

Letra

 

E eeeh Su uuuuH 
E eeeh Su uuuuh 
Há sempre um piano 
Um piano selvagem 
Que nos gela a coração 
E nos traz a imagem 
Daquele inverno 
Aquele inferno 
Há sempre a lembrança 
De um olhar a sangrar 
De um soldado perdido 
Em terras do ultramar 
Por obrigação, naquela missão 
Combater na selva, sem saber porquê 
E sentir o inverno, de matar alguém 
E quem regressou, guarda a sensação 
Que lutou, numa guerra sem razão 
Sem razão, sem razão... 
Há sempre a palavra 
A palavra nação 
Que os chefes trazem e usam 
Para esconder a razão 
Da sua vontade, daquela verdade 
E para eles aquele inverno 
Será sempre o mesmo inferno 
Que ninguém poderá esquecer 
Ter que matar ou morrer 
Ao sabor do vento, naquele tormento 

Perguntei ao céu, será sempre assim 
Poderá o inverno nunca ter um fim 
Não sei responder só talvez lembrar 
O que alguém que voltou, vem contar 
Recordar, recordar... 

 



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Quinta-feira, 21.04.11

 

 

Letra

 

Pensas Que Eu Sou Um Caso Isolado 
Não Sou O Único A Olhar O Céu 
A Ver Os Sonhos Partirem 
À Espera Que Algo Aconteça 
A Despejar A Minha Raiva 
A Viver As Emoções 
A Desejar O Que Não Tive 
Agarrado Às Tentações 

E Quando As Nuvens Partirem 
O Céu Azul Ficará
E Quando As Trevas Abrirem 
Vais Ver, O Sol Brilhará 
Vais Ver, O Sol Brilhará 

Não, Não Sou O Único 
Não, Sou O Único A Olhar O Céu 
Não, Não Sou O Único 
Não, Sou O Único A Olhar O Céu 

Pensas Que Eu Sou Um Caso Isolado 
Não Sou O Único A Olhar O Céu 
A Ouvir Os Conselhos Dos Outros 
E Sempre A Cair Nos Buracos 
A Desejar O Que Não Tive 
Agarrado Ao Que Não Tenho 
Não, Não Sou O Único 
Não Sou O Único A Olhar O Céu

 



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Quarta-feira, 20.04.11

 

 

Letra

 

Mais Do Que A Um País
Que A Uma Família Ou Geração
Mais Do Que A Um Passado
Que A Uma História Ou Tradição
Tu Pertences A Ti
Não És De Ninguém

Mais Do Que A Um Patrão
Que A Uma Rotina Ou Profissão
Mais Do Que A Um Partido
Que A Uma Equipa Ou Religião
Tu Pertences A Ti
Não És De Ninguém

Vive Selvagem
E Para Ti Serás Alguém
Nesta Viagem

Quando Alguém Nasce
Nasce Selvagem
Não É De Ninguém

 



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Sábado, 16.04.11

 

 

Letra

 

Andam lá sem descansar, 
Nas montanhas a lutar
Iluminam todo o mar 
De Timor

Nas montanhas sem dormir 
Uma luz a resistir
Arde sem se apagar 
Em Timor

Andorinha de asa negra 
Se o teu voo lá passar
Faz chegar um grande abraço, 
Dá saudades a Timor

Eles não podem escrever, 
Porque vão a combater
Vão de manhã defender 
A Timor

As crianças a chorar, 
Não as posso consolar
Que eu nunca cheguei a ver 
A Timor

Andorinha de asa negra 
Vem ouvir o meu cantar
Ai que dor rasga o meu peito 
Sem noticias de Timor

Nunca mais hei-de voltar 
Já não posso lá voltar
À idade de lembrar 
A Timor

Estam lá a descansar 
Nas montanhas a lutar
Iluminam todo o mar 
De Timor

Andorinha de asa negra 
Vem ouvir o meu cantar
Ai que dor rasga o meu peito 
Sem noticias de Timor

Andorinha de asa negra 
Se o teu voo lá passar
Faz chegar um grande abraço, 
Dá saudades a Timor

 



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