Quarta-feira, 10.05.17
 
Letra
 
Letra:

Meto ar nos pulmões, o meu coração pulsa
Fechado na sombra que só o amor expulsa
Refém do meu corpo, vi a mente afastada
Perdida em ruínas, casa derrubada
Vagabundo de capuz, só na madrugada
Levaram-me a luz e eu não vejo nada
Onde é que está o Pedro? Nem eu sabia
Arrastei-me pelo tempo e o tempo ardia
Às voltas comigo, perdido no trilho
Sozinho, calado, apagado e sem brilho
Tenho gritos em mim, mas já não quero soltá-los
Tenho sonhos em mim, mas já não quero cantá-los
Arrefeço a coragem no frio que me aperta
Sinto o conforto nesta dor que me afecta
À espera do dia em que o sol já não raia
Filho de Armação que vai morrer na praia
Mas esta noite o mar não me colhe
Sou mais uma marca na ponta do molhe
Maresia atravessa a roupa que transporto
O vento traz a chuva e eu já nem me importo
Tenho o céu nos ombros e escombros no peito
Se não sei se acordo como é que me deito?
Caio no vazio, já não gosto da vida
Vozes na cabeça apontam-me a saída
A maré está cheia, eu reparo e vou
A cada passo mais longe do que sou
Não sei se é caminho, nevoeiro mascara
Sinto arder o fogo que me queima e ampara
Talvez ceda finalmente e vá na corrente
Mas tropeço no futuro que não vejo à frente
Meto ar nos pulmões, coração ainda pulsa
Fechado na sombra que só o amor expulsa

Fechado num cubo
Longe de tudo
Sinto vida a escapar-me num segundo
Preso no escuro
Não vejo ninguém
Se for a noite a levar-me eu fico bem

Tenho medo de mim, hoje vou-me embora
Quero desaparecer, água que evapora
Procuro o meu carro no estacionamento
O alcatrão já me sente, passei o cimento
Já não cabe em mim, passei a medida
Lá fora não existo, passei à vida
Já não sou quem fui, quem sou não cativa
Fechado no carro, mas barco à deriva
Sem destino no mapa, vagueio na cidade
Quero fugir da sombra que me invade
Vejo luzes a passar e isto não me passa
Perdido na vida já não sei que faça
Estou farto, farto, farto de tudo
Acelero a fundo, quero fugir do mundo
Olhos fechados, não quero voltar
Quero uma luz que me possa salvar

Fechado num cubo
Longe de tudo
Sinto vida a escapar-me num segundo
Preso no escuro
Não vejo ninguém
Se for a noite a levar-me eu fico bem

Meto ar nos pulmões, o meu coração pulsa
Fechado na sombra que só o amor expulsa
Sinto o motor, mas não sabe a leveza
Mãos no volante, agarro com firmeza
Amargo sabor atravessa o palato
Se a estrada acabar: Último acto
Por isso quando ao céu chegar
Já tenho uma história p'ra contar
Escrevo cartas na memória, sei de cor a despedida
Meto memórias na carta, sei de cor a minha vida
Há músicas para contá-la, o legado permanece
Sinto-me a voltar ao mundo enquanto o mundo desvanece
Se amanhã não estiver, quero um pouco de luz
Sede de infinito já não me seduz
Só quero que a dor e a voz se calem
Antes que a noite e o frio se instalem

Abro os olhos a tempo, há tempo para mim?
Tiro o pé do pedal e acredito que sim
Não sei o que há depois da curva
Levem-me a chuva desta visão turva
Inverto o sentido, dou mais uma chance
Agarro a história antes que ela avance
Não sei o futuro, mas quero sabê-lo
Sair do cubo e poder vivê-lo
Pinto o destino, adio a partida
Respiro e sinto a minha batida
Só quero voltar a ser o que era
Armação, Reflect, Pedro, Kimahera x3

Fechado num cubo
Longe de tudo
Sinto vida a escapar-me num segundo
Preso no escuro
Não vejo ninguém
Se for a noite a levar-me eu fico bem
x2

Laura Abel:

Isolo-me num cubo transparente que não deixa que ninguém chegue até mim.
Não estou cá...
Mas algo faz com que o cubo desapareça e pareça que voltei ao mundo.
Sinto tudo. E sabe bem.

No escuro.
Não há saída. Nem sequer a procuro.
Tenho medo.
Quero ficar aqui, sozinha.
Preciso de ajuda. Mas não quero ver ninguém.

Abre a porta e vê.
Não tenhas medo do desconhecido.
Abraça aquilo que a vida te ofereceu.
Abraça a segunda oportunidade que a vida te deu.
 
Texto e voz: Reflect | Laura Abel


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Quarta-feira, 10.12.14

 

Letra

 

Não encontrei a letra desta música

 



publicado por olhar para o mundo às 23:53 | link do post | comentar

Sábado, 11.01.14

 

Letra

 

O que é que fazes quando o céu tocar no chão?
Será que gritas ou estendes a mão?
Eu vou estar cá p'ra ver o dia a morrer
Tudo é tão pouco quando o nada vencer

Vives tão ocupado que nem tens espaço p'ra ser livre
Julgas que a vida é tua, mas não és tu quem decide
O tempo ri-se de ti, és o bobo da parada
Olha p'ra ti insignificante, com esse tanto que vale nada
Adoras ostentá-lo, enche-te o ego e aquece a alma
Enquanto os traços do teu sonho se apagam da tua palma
O teu espírito enfraquece, cede a cada dia que passa
Já nem pões nada em causa, faz as horas, colhe a massa
És um cromo na caderneta desta colecção fatela
Que fica fechada na gaveta até ninguém se lembrar dela
Não és elite, esquece o grau, mostra o que vales de imediato
Não há CV, só o que se vê, esquece a cunha no contrato
Fazes da vida uma corrida em troféus que arrecadas
Mas vais de elevador porque dá trabalho subir as escadas
Fãs do que é fácil têm nojo do meu suor
E tremem a cada linha deste poeta sonhador

Vives p'ra cumprir os objectivos de alguém
Passaste a ser o que produzes, fora disso não és ninguém
Vês tudo a acontecer sem fazer parte do acontecimento
És um papel amarrotado a ser levado pelo vento
Somas desilusões, aspirações que a vida enterra
Saboreias o desgosto que o teu coração encerra
És devedor a vida inteira, é suposto que o sejas
E vai faltar sempre um pouco para o tanto que desejas
Arrumas prémios em prateleiras desta sala fechada
E o que interessa está lá fora à tua espera na estrada
Demoras sempre mais um pouco e perdes tanto pelo meio
O que é feito da criança que sorriu no recreio?
Vejo o sonho desvanecer, querem limitar a acção
E a independência de outrora é somente uma noção
Este é o hino que faltava a esta geração à rasca
O grito mudo de um povo com vontade de dizer basta.


CRÉDITOS

Produção: Mauro Cunha
Texto: Reflect
Gravação, mistura e masterização: Pedro Pinto @ Kimahera

http://www.reflect.pt



publicado por olhar para o mundo às 17:48 | link do post | comentar

 

Letra

 

Esta noite adormeci com as costas na areia
E caído neste sonho fui mendigo que cambaleia
Sem meias e descalço, não preciso do conforto
Quero sentir a areia fria nesta noite de Outono
Cada passo fica marcado num destino adormecido
E lavado num mar de lava, o vencedor fica vencido
Coberto pela sombra sei que a lua hoje não brilha
Não há reflexo no mar, só areia na sapatilha
Hoje passeio sozinho, oiço temas do passado
Saio de casa a meio da noite para ir a nenhum lado
Vagabundo em cada verso, vejo a luz por entre os dedos
Barcos partem para longe, mas deixam ficar os medos
E o medo de falhar é tanto que tentar já não me tenta
O coração vai congelando enquanto a idade aumenta
Água toca-me na perna, estou quase a despertar
E sinto-me tão quente no meio do frio familiar

Vejo noites e marés
Frio é fogo que me aquece
Tenho água pelos pés
Sinto a dor que não me esquece

Puxado pelo sonho, volto a cair no mesmo embalo
Quanto mais ando menos sinto e oiço pouco do que falo
Os lábios já não mexem, mas os gritos continuam
Caminho para longe, mas estas vozes não atenuam
Sinto que alguém me segue sem pisar onde eu piso
Vejo estrelas apagarem-se na sombra de um sorriso
A maré colhe a esperança ou o que restava dela
E a força foi raptada, levada num barco à vela
Enterro o pé no meio da espuma, cinzenta a esta hora
E cada concha é um aplauso na saudade que chora
Tenho sede e tenho sal, preciso de água e tenho tanta
Sou um castelo na areia onde não cresce uma planta
Ao olhar para trás, vi que a areia estava lisa
Senti um arrepio num frio que paralisa
Percebi que não andei, acordei onde ficara
E de costas na areia, tinha areia na cara.



publicado por olhar para o mundo às 08:46 | link do post | comentar


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