Segunda-feira, 25.01.16

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O Projecto «RAPortugal 1986 - 1999» candidato em 2015 aos apoios pontuais da Direcção Geral das Artes (DGArtes) pela Associação Mural Sonoro esteve entre os mais bem avaliados e foi seleccionado mesmo nos últimos dias do ano para apoiar em 2016. Da equipa central fazem parte Soraia Simões (Direcção de Investigação e Coordenação Geral), Carlos Gomes (Direcção de Produção e Direcção Artística) e Makkas (Rapper, ex integrante do grupo Black Company, Direcção Musical e Direcção Pedagógica).
 
Entre as suas parcerias, o projecto conta com a do Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, da Transibéria, mas também, entre outros, com as da Câmara de Almada, do Festival Temps D'Images e da Associação Moinho da Juventude. Trata-se de um projecto de criação e investigação que incide sobre a prática do rap e o impacto da cultura hip-hop no período descrito na sociedade portuguesa, com 3 eixos de intervenção e apresentação finais. Será apresentado no próximo ano.
 
O projecto RAPortugal 1986 - 1999 é simultaneamente um projecto de investigação, de documentação, de formação, de intervenção social e de criação artística. Alicerça-se no estudo e investigação sobre o primeiro período bem definido da história do RAP em Portugal, entre 1986 e 1999, da iniciativa de Soraia Simões na sequência do trabalho que tem vindo a desenvolver no projecto Mural Sonoro e desde Fevereiro de 2015 no âmbito da sua integração como investigadora do Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
 
O projecto concretiza-se em várias frentes, destacamos as principais:
 
- Um e-book. Compilatório dos testemunhos dos protagonistas do movimento RAP em Portugal, devidamente contextualizado como parte integrante do património musical, sonoro e cultural português e dos movimentos sociais que transformaram a sociedade portuguesa (coorden. textos e de investigação: Soraia Simões).
 
- O registo audiovisual dos testemunhos. Peça fundamental da comunicação do projecto, a disponibilizar como registo sonoro através do Europeana Sounds e do Mural Sonoro e na sua versão vídeo no site da Transiberia (coords: Soraia Simões, Makkas. Realização Doc final: Carlos Gomes)
 
- Um workshop. Para um grupo de 12 jovens entre os 15 e os 20 anos. 
 
Terminará com uma apresentação pública de resultados. A selecção será feita a partir de carta de motivação e/ou envio de registo sonoro, sendo o único critério de selecção os materiais apresentados. Makkas, um dos percursores da prática, profundamente conhecedor das suas fontes primárias, das suas influências, das suas causas, das suas ânsias, das suas técnicas e das suas diversas expressões artísticas, será o orientador, com o apoio de Soraia Simões, Carlos Gomes e outros convidados.
 
- Um ciclo de debates (coorden. Soraia Simões). Estes debates, procurarão dar a conhecer a música que se fez na época e o contexto social e político em que a mesma eclodiu. Congregarão intervenientes de várias áreas disciplinares no campo das ciências sociais e humanas e protagonistas directos deste expressivo movimento, no período abordado.
 
- A edição de um CD/colectânea que reunirá os principais protagonistas que fizeram parte da primeira colectânea, neste domínio, editada em Portugal no ano 1994 (Direcção de Prod: Carlos Gomes).
 
- Um concerto. A partir da reunião do grupo Black Company.
 



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Quarta-feira, 06.05.15

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O “Rap & Reggae” dos Mundo Escuro em estreia nacional

 

A estreia nacional de “Rap & Reggae”, o single de apresentação dos Mundo Escuro, acontece no próximo dia 12 de maio. Este é o tema de apresentação do álbum que a banda tem estado a preparar e que será editado com o selo da Music In My Soul.

 

A história dos Mundo Escuro começou nas ruas da Margem Sul. Em 1995, o Bairro Sul Ponte no Pinhal Novo viu nascer o grupo S.O.R. (Son’s of Rap), composto por Da Kriminial, Darkness, Fantasma e Psycol Mantis. Influenciados pela cena Hip Hop e por tudo que os rodeava, tentavam expressar-se através da música com os poucos meios que tinham.


Nesse mesmo ano, conheceram o Dj SAS, que veio a ser um elemento fulcral para o desenvolvimento e a aprendizagem do grupo, uma vez que vinha da escola francesa, onde a cultura Hip Hop estava a anos-luz da que se vivia em Portugal. Foi o Dj SAS que os baptizou de Mundo Escuro, devido à falta de iluminação que havia, nome usado desde então.

 
Várias foram as pessoas que passaram por esta formação ao longo dos anos, mas atualmente são três os elementos do grupo: Darkness, Fantasma e Guria. Em concertos de média/grande dimensão, fazem-se acompanhar por uma banda.


Os Mundo Escuro afirmam que o Rap é da rua, mas que não é só para a rua – o Rap é para quem se identificar com ele. Projetando-se da Margem Sul para o mundo com uma identidade própria, regem-se pelos valores da dignidade, lealdade e independência. Sem jamais esquecer o passado, encaram o futuro com uma visão sólida e definida do seu papel: fiéis aos princípios básicos da cultura Hip Hop, mas em constante evolução, absorvendo influências dos mais variados géneros musicais.

 

 



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Segunda-feira, 17.03.14

General D

 

Rapper fundador volta a Portugal para concerto no festival Lisboa Mistura.

Mais de 15 anos depois da sua última atuação em Portugal, General D regressa para um concerto no festival Lisboa Mistura, diz o suplemento Ípsilon do jornal Público, na sua edição de hoje.

 

O espetáculo, em que General D, autor do primeiro disco de hip-hop publicado em Portugal, o EP Portukkkal É um Erro em 1994, terá lugar entre 18 e 28 de junho, datas em que decorre aquele evento.

 

General D desenvolveu uma carreira discográfica que inclui mais dois álbuns ( Pé na Tchon e Kanibambo ), tendo abandonado Portugal e a esfera pública no final dos anos 1990.

 

Foi o jornal Blitz quem primeiro deu conta do hip-hop português e das atividades do moçambicano Sérgio Matsinhe (seu verdadeiro nome), num artigo publicado em 1992 em que se incluía um manifesto assinado pelo próprio General D.

 

A última notícia da sua atividade musical, a gravação de um disco na Jamaica com a famosa dupla Sly Dunbar e Robbie Shakespeare, também foi publicado no BLITZ.

 

De acordo com o artigo hoje publicado, General D deixou Portugal e desde então esteve em Moçambique, Angola, Nigéria, Brasil e Inglaterra, onde tem vivido nos últimos anos, desenvolvendo atividade imobiliária em Londres.



Retirado do Blitz



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Segunda-feira, 18.03.13

M.A.C., trio rap de Almada, atua quarta-feira em Espanha

Os M.A.C (Missão A Cumprir), um trio de rap de Almada do qual fazem parte TNT, Kulpado e DJ LS, apresentam em Espanha, na próxima semana, o seu álbum “Muito a Contar”, editado no ano passado.


O portugueses tocam na quarta-feira em Benalmadena, na Andaluzia, no sul de Espanha, antecedendo a entrada em palco de Richie Campbel.

 

O CD “Muito a Contar” marcou o regresso do trio, seis anos depois do álbum de estreia, “Missão a Cumprir”.

 

Este novo álbum, inteiramente gravado e misturado por Pedro Quaresma (ex-Da Weasel), foi definido à Lusa pelo músico TNT como “um conjunto de histórias e de experiências transmitidas sobre a forma de rap”.

 

Relativamente ao recente single saído do álbum, “Contrasenso”, TNT afirmou que tem a ver com "um bloqueio criativo”.

 

“Uma daquelas brancas que tens quando tentas criar alguma coisa e não sai nada. Então refletes porque é que escreves e o que é que te move, neste caso, o hip-hop e as suas vertentes”, contou.

 

“Este é o conceito, falar de hip-hop da forma mais crua, falar da rua e das culturas alternativas, e quando finalmente se solta a inspiração, qualquer um pode ser alvo das rimas", acrescentou.

 

TNT e Kulpado fazem as vozes e DJ LS está nos pratos. Depois da atuação numa das parais de Benalmadena, estância nos arredores de Málaga, os M.A.C vão atuar no dia 06 de abril no espaço CineIncrivel Almadens, num espetáculo em que participam Malabá & Kosmo (DaGun), com DJ Ketzal e Mafia do Caril.

 

A sua formação data de 1997 e sofreu alterações ao longo dos anos, resultado de uma constante evolução a nível musical.

 

Em outubro de 2005 os M.A.C venceram o Concurso de Bandas de Almada, cujo prémio atribuido permitiu avançar com as gravações do primeiro álbum de originais, "Missão A Cumprir”, em 2006, pela FootMovin, que contou com as participações, entre outros, de NEXO, Chullage, Knowledge One, DJ SAS, DJ Bernas (Boss AC) e Nelson Correia (Mascra).

 

O trio produziu, entretanto, o vídeo “London CityLife”, um documentário dividido em vários episódios-web, disponível no youtube, e que, segundo explicaram os músicos à Lusa, pretende “pôr o dedo na ferida da emigração dos músicos portugueses”.

 

“Este projeto obriga-se a mostrar a realidade dos rappers e produtores nacionais que, assim como TNT, viram a emigração como a ponte para o seu futuro”, disseram à Lusa.

 

“’London City Life’ revela-nos uma extensa comunidade artística portuguesa presente na cidade Londres que, apesar de longe, mostra estar mais ativa do que nunca”, disse um dos músicos do trio.

 

Entre os entrevistados estão nomes do hip-hop nacional como Xakal da Gun e Salute Soldiers, Don Jagga, Big Kryz, Blackmastah e Nameless.

 

Retirado do Sapo Música



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Sábado, 23.02.13

Allen Halloween estará em residência no Musicbox para criar

A residência inicia-se em Março juntará Halloween a nomes em ascensão "do rap português, ou underground, ou crioulo"

 

Allen Halloween, nome maior do hip hop português da actualidade, autor de "Árvore Kriminal", um dos álbuns de destaque de 2011

 

Allen Halloween, nome maior do hip hop português da actualidade, autor deÁrvore Kriminal, um dos álbuns de destaque de 2011, assegurará a partir de Março uma residência mensal no Musicbox, no Cais do Sodré, em Lisboa. Não será simplesmente o rapper em cima do palco, será divulgador, será curador de noites que se propõem apresentar uma realidade do hip hop português que se mantém nas ruas, em desenvolvimento subterrâneo, mas ainda longe dos palcos.

 

A primeira residência tem lugar a 9 de Março. Seguir-se-ão duas, em Abril e em Maio. Allen Halloween chamou-lhes “A Noite da Lisa”, título da uma das canções de A Árvore Kriminal. “A ideia”, diz ao PÚBLICO o autor de Drunfos, é “dedicar cada mês ao rap português, ou underground, ou crioulo, que tenha algum nome nas ruas”. Conceito simples: “Chegar ao Musicbox e mostrar o trabalho”.

 

Sempre com a participação de Allen Halloween, certamente a início dos concertos, provavelmente juntando-se mais tarde aos convidados de cada uma das noites. Para já, não avança nomes convidados. Prefere destacar aquilo que serviu de motivação para a criação da residência: “A lacuna na zona de Lisboa para o movimento rap”. Explica: “Vão aparecendo festas aqui e ali, mas nada de consistente. Ter uma casa habitual num sítio como o Cais do Sodré é o ideal para atrair muita gente do movimento e para chamar a atenção de outros para as bandas”. Uma vez por mês, resume, “A Noite da Lisa” será “uma pequena Meca do hip hop”.

 

Não surpreende, portanto, que os concertos sejam alvo de gravação vídeo, forma de reunir uma documentação que escasseia e cuja utilização, explica, tanto pode assumir a forma de teledisco quanto a de material para um futuro documentário. “Queremos captar” - para já, essa é a única certeza.

 

Allen Halloween prepara neste momento o sucessor de Árvore Kriminal, o seu segundo álbum, cuja edição prevê para Junho. É certo que ouviremos novas canções durante a residência, mas isso não implica que a sua recepção pública interfira na elaboração do novo disco. “O meu processo criativo nunca esteve relacionado com o feedback que recebo”. É trabalho mais íntimo, uma conversa de Allen Halloween com Allen Halloween. Algo que parece confirmar-se, de resto, no véu que levanta sobre o álbum em preparação. “Irei abandonar o som mais polido do Árvore Kriminal. Será mais na linha do primeiro [Projecto Mary Witch], um regresso às raízes com alguns sons mais experimentais mas, no geral, mais caseiro, com produção mais seca”.

 

Noticia do Público



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Segunda-feira, 17.10.11
Allen Pires Sanhá

Não há preto e branco no hip hop de Halloween. “Eu não sou guia. Eu mostro. Vejo e escrevo”. Com as letras todas. Está de volta com “A Árvore Kriminal”. Uma voz imprescindível neste país que é Portugal, ano 2011


Quando descobrimos a sua música tornou-se impossível escapar-lhe. Não ouvíramos aqui nada assim, "rappado" assim, nesta voz de graves imponentes. Era impossível escapar à "Raportagem" de Halloween, que é título de uma canção, mas também descrição de um método. Ouvimo-lo: "‘Niggas pensam que estão no ecrã da televisão/ Evita irmão, a minha programação/ Bebé nasce prematura infectada com sida/ Mãe prostituta viciada em heroína/ Recluso enforcou-se com a própria camisa/ Meninas sem mamas já vendem a ‘crica'/ Máfia ucraniana mata taxista/ Festa africana acaba em rixa/ Porcos estão de luto e pedem justiça/ Agente Irineu ganhou concurso de balística".

Ouvimo-lo assim há cinco anos em "Projecto Mary Witch", o primeiro álbum do músico nascido Allen Pires Sanhá na Guiné-Bissau, português habitante de Portugal desde os quatro anos - "aterrou" na Estrela, em Lisboa, passou depois por Pinheiro de Loures, Bons Dias, Santo António dos Cavaleiros, Odivelas. Ali nasceu a música de um dos rappers mais acutilantes deste país. Um rapper que, citemo-lo, não faz rap, canta rap - "esse é o patamar superior".

Apesar de se ter tornado um dos mais citados deste país, apesar de ter chegado a Luanda para se deparar com multidões que lhe conheciam todas as músicas e que choravam a ouvi-las, é uma assombração: o preço a pagar por nos atirar a realidade à cara. E com esta capacidade nos deslumbrar: "A minha ama é a marijuana/ Eu sei que ela me engana/ Quando diz que me ama/ O nosso amor tem asas/ Mas estão enterradas na lama". Isto era "S.O.S. Vida", uma das canções de "Projecto Mary Witch". Cinco anos depois, está de regresso.

 

Retirado de Ipsilon



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