Domingo, 16.07.17

 

Letra

 

tenho amor há poucos dias
ainda estou tão indeciso
não sei se case por falta
ou se é por ganhar juizo

ouço dizer tanta coisa
não sei pegue ou se largo
dizem que as moças bonitas
deixam sempre um gosto amargo

e anda a cabeça à roda com a vida ensarilhada
umas vezes quero tudo e outras não quero nada
quanto mais são as histórias mais me perco plo caminho
que às vezes fico a pensar se não é melhor estar sozinho

quem casa com mulher bonita tem um perigo que não passa
quem casa com mulher feia tem um perigo e uma desgraça
quem casa com mulher bonita tem um perigo que não passa
quem casa com mulher feia tem um perigo e uma desgraça

diz o povo que é sabido
que há moças que são manhosas
com mais feitiços que a lua
com mais manhas que as raposas

o amor tem 1000 segredos
a paixão tem outros tantos
quantos mais são os feitiços
tantos mais são os encantos

e a vida bate certo
como certo é o destino
mas um dia aparece uma
que nos faz perder o tino

lá andamos nós perdidos
como um navio sem ter vela
mas o que nós queremos mesmo
é andar perdidos por elas

quem casa com mulher bonita tem um perigo que não passa
quem casa com mulher feia tem um perigo e uma desgraça
quem casa com mulher bonita tem um perigo que não passa
quem casa com mulher feia tem um perigo e uma desgraça

 

 

Letra e musica de Sebastião Antunes (Quadrilha)

 



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Sábado, 15.07.17

 

Letra

 

foi num baile a meio de junho
entre canecas de vinho
e ela em vez de ganga russa
tinha um corpete de linho

enquanto a moça dançava
a mim dáva-me a doideira
já não sei se era do vinho
ou se era da bailadeira

tive que ir a ter com ela
a perguntar-lhe de onde vinha
e ela respondeu manhosa
c'um raios sou de caminha

eu contei-lhe o que sentia
que me tinha apaixonado
e ela disse-me que ainda a procissão ia no adro

e a minhota prometeu-me que ainda havia de ser minha
quando se acabar o baile vai-me levar pra caminha

a minhota prometeu-me que ainda havia de ser minha
quando se acabar o baile vai-me levar pra caminha

mas o vinho não perdoa e a manhã veio apressada
a minhota foi-se embora e eu nem sequer dei por nada
acordei com o sol alto no terreiro ja vazio
tudo aquilo parecia que era um sonho fugidio

quis ir à procura dela, pensei nela todo o dia
mas passaram tantas horas, onde é que ela já estaria
pra que bebi tanto vinho, fiquei tão arrependido
não me saia da ideia o que ela tinha prometido

a minhota prometeu-me que ainda havia de ser minha
quando se acabar o baile vai-me levar pra caminha

a minhota prometeu-me que ainda havia de ser minha
quando se acabar o baile vai-me levar pra caminha

 

Letra e musica de Sebastião Antunes (Quadrilha)

 



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Letra

 

Se a garrafa acaba eu não sei o que fazer
Aia aia ô
O mal é que eu não sei parar de beber
Aia ô aiê
O certo é que isto me anda a preocupar
Aia aia ô
Mas de guela seca é que eu não sei estar
Aia ô aiê

Se a garrafa acaba volta-se a encher
E o pior de tudo é parar de beber
Se é muito ou se é pouco isso eu já não sei
Aia ô aiê

Fiz de uma garrafa minha companhia
Aia aia ô
Só estou mal com ela se a vejo vazia
Aia ô aiê
Já me deram ordens para eu abrandar
Aia aia ô
E agora eu ando a beber mais devagar
Aia ô aiê

Se a garrafa acaba volta-se a encher
E o pior de tudo é parar de beber
Se é muito ou se é pouco isso eu já não sei
Aia ô aiê

O primeiro
Bebe-se cheio
O segundo
Até ao fundo
O terceiro
Como o primeiro
E os outros
Como segundo
E para acabar em comunhão
Emborca-se o garrafão

Se a garrafa acaba volta-se a encher
E o pior de tudo é parar de beber
Se é muito ou se é pouco isso eu já não sei
Aia ô aiê

 



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Sexta-feira, 14.07.17

 

Letra

 

Não encontrei al etra desta música

 

Música/Song: Sebastião Antunes
Letra/Lyrics: Sebastião Antunes

 



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Segunda-feira, 18.07.16

sebastiãoantunes.jpg 

 
Sebastião Antunes & Quadrilha
Festival Músicas do Mundo | Sines
Dia 30 de Julho | 18:45 | Castelo 
 
Sebastião Antunes & Quadrilha, juntos desde 1991, fazem parte do clube dos clássicos da música com raízes em Portugal. Trazem ao público canções de formas simples, com uma influência celta de base, letras que contam histórias e grande eficácia rítmica. O primeiro disco do grupo, “Contos de Fragas e Pragas”, foi editado em 1992. Ao ritmo de um álbum a cada três anos, chegaram a 2015 para a edição de “Proibido Adivinhar”, onde assumiram uma componente mais urbana e eletrónica. O concerto promete ser uma festa, pois quando Sebastião Antunes e os Quadrilha entram em palco, “é para pôr todos a dançar, a beber, a ouvir, a pular, a cantar e namorar”.


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Domingo, 28.02.16

 

Letra

 

Se eu um dia não voltar 
Desenha o meu nome no chão 
Pede um desejo ás ondas do mar 
E guarda na tua mão 
Sempre que a noite vier, quando nao houver luar 
Dá o desejo a uma onda qualquer e pede-lhe para eu voltar 

Trago o destino das águas 
No aguardar dos rochedos 
Dizem que o tempo á que apaga as máguas 
Quem será que apaga os medos? 

O mar não e de ninguem 
Ninguem e dono do mar 
Nem aqueles que la sabem navegar 
O mar não e de ninguem 
Ninguem e dono do mar 
Nem aqueles que la sabem navegar 

E se depois eu vier 
Foi porque o mar te escutou 
Deixa os sorrisos correrem pela praia 
Que o temporal acabou 
E havemos nós de fazer 
Se a sorte está decidida 
As mãos que nos teem presos a morte 
São de quem nos prende à vida 

Trago um coral de ansiedades 
Por te querer saber deitada 
Maior que a dor que vem nas tempestades 
Ter de esperar pela chegada 

O mar não e de ninguem 
Ninguem e dono do mar 
Nem aqueles que la sabem navegar 
O mar não e de ninguem 
Ninguem e dono do mar 
Nem aqueles que la sabem navegar 

Vou embalado pelo vento 
Ando sem hora marcada 
Na barca anda um lamento 
Que nem eu sei de onde vem 
Andam rezas pela praia 
A aguardar pela chegada 
Faz-se o destino cinzento 
Sempre que a barca não vem 
De ninguem... de ninguem... 

O mar não e de ninguem 
Ninguem e dono do mar 
Nem aqueles que la sabem navegar 
O mar não e de ninguem 
Ninguem e dono do mar 
Nem aqueles que la sabem navegar 
O mar não e de ninguem 
Ninguem e dono do mar 
Nem aqueles que la sabem navegar

 



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Sábado, 27.02.16

 

Letra

 

No comboio dos atrasos vai gente que a gente esquece
 
Logo pela madrugada vai o sinal de um bocejo
Vai a noite acordada vai a lembrança de um beijo
Vai quem perdeu quase tudo e quem não tem nada a perder
Vai alguém com um ar sisudo por não ter nada a dizer
Vai uma lágrima solta num olhar desamparado
Um bilhete de ida e volta que nunca foi usado
Um caso de amor secreto com perfume de abandono
Vais um olhar indiscreto e por resposta um olhar de sono
 
No comboio dos atrasos vai gente que a gente esquece
Vai quem nunca chega a horas e às vezes nem aparece
Devagar devagarinho eu conheço tantos casos
De quem passa a vida inteira não comboios dos atrasos
 
Logo pela madrugada vai quem já vai atrasado
Quem nem se quer deu por nada e vai dar ao destino errado
Vai quem quer andar no centro e do centro nunca sai
Vai quem não quer ir lá dentro mas não sabe onde va

 



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Quinta-feira, 28.05.15

 

 

Letra

 

Não encontrei a letra desta música

 



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Sábado, 23.11.13

 

Letra

 

Não encontrei a letra desta música



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Letra

 

Há dias em que o tempo nos embala
e fala mesmo sem querer falar.
Guardamos um segredo que nos cala,
porque aprendemos que é melhor calar.
Às vezes há lembranças que não passam
e voltam só para nos fazer sorrir.
Guardamos os sentidos que se amassam,
sabemos quem nos sabe bem sentir!

Eu sei que a vida não nos dá tudo
e às vezes leva o tempo devagar.
O tempo enche as coisas de poeira
Mas não muda as coisas de lugar. (bis)

Há dias que o silêncio não apaga,
lembranças que são mágoas só por si.
Ficamos a esperar que o tempo traga
as águas que passaram por aqui.
E há noites que o silêncio não acalma,
lembranças que a vida não arrumou.
São como um farol dentro da alma,
da luz um barco que nunca ancorou.

Eu sei que a vida não nos dá tudo
e às vezes leva o tempo devagar.
O tempo enche as coisas de poeira
Mas não muda as coisas de lugar. (bis)



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Terça-feira, 12.11.13

 

Letra

 

Tinha uma história que nunca contava, 
trazia um quarto fechado no olhar,
E uma viagem que planeava, 
mas não começava para nunca acabar.

Tinha um sorriso guardado em segredo,
mas não sorria para não o contar, 
tinha uma chave que fechava o medo,
nalgum arvoredo onde não queria entrar.

E quando a noite já ia serena,
disse-me a frase mais terna que ouvi:
Valeu a pena. Mesmo que o fim da história seja aqui.

E quando a noite já ia serena
disse-me a frase mais terna que ouvi:
Valeu a pena. Mesmo que o fim da história seja aqui.

Tinha uma nuvem da cor do mistério,
tinha palavras da cor do saber, 
tinha vontades de brincar a sério, 
mudar de hemisfério para não se perder.

Tinha lembrança da cor do poente, 
tinha o poente inteiro no falar, 
guardava o sol no esconderijo ardente,
tão quente, tão quente, já quase queimar.

E quando a noite já ia serena
disse-me a frase mais terna que ouvi:
Valeu a pena. Mesmo que o fim da história seja aqui.

E quando a noite já ia serena
disse-me a frase mais terna que ouvi:
Valeu a pena. Mesmo que o fim da história seja aqui.

Trazia a paz de uma dor que se apaga, 
e um calor que se quer apagar, 
como quem grita do alto da fraga,
que a vida nos traga distância para andar.

Deixou correr o licor dos sentidos, 
até que o dia nos veio acordar,
de mãos trocadas, de braços caídos,
achados perdidos.

Veio a manhã levezinha e serena, 
cantar-me a frase mais terna que ouvi: 
Valeu a pena. Mesmo que o fim da história seja aqui.

Veio a manhã levezinha e serena, 
cantar-me a frase mais terna que ouvi:
Valeu a pena. Mesmo que o fim da história seja aqui.

Valeu a pena. Mesmo que o fim da história seja aqui.



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Terça-feira, 23.04.13

 

SEBASTIÃO ANTUNES & A QUADRILHA
 CONCERTO CCB
DIA 08 DE JUNHO, 21h00


Sebastiao antunes

Sebastião Antunes no facebook  |
 Youtube
'Cantiga da Burra' Video AQUI

 
* * *

 

Sebastião Antunes celebra, neste concerto, 20 anos de carreira com a Quadrilha, e 25 com os Peace Makers. Partilha momentos actuais, marca reencontros, e percorre uma história que cruza sentimentos, junta influências, amigos e a alegria da partilha. Recorda os caminhos trilhados, em nome das paixões, que as cantigas nos despertam.

A noite de 08 de Junho, no CCB, é de celebração e Sebastião Antunes convida alguns amigos para, com ele, fazerem a festa. Para partilhar o palco com Sebastião Antunes estão, entre outros, Galandum Galundaina, Sara Vidal e Miguel Quitério, que colaboraram no seu no mais recente disco 'Com Um Abraço'.
Uma noite especial, que se pretende, de alegria!
 
Bilhetes à venda no CCB, 12.50
Є / 15.00Є 


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Terça-feira, 29.01.13
SEBASTIÃO ANTUNES E A QUADRILHA

Sebastião Antunes



Novo Vídeo "Cantiga da Burra"

 

 

"...As canções são sempre canções mas a maior parte das vezes são inquietas e pedem mais qualquer coisa..."

 

 

* *
 
"COM UM ABRAÇO"
Já à Venda

"...sem dúvida o melhor, mais inventivo e variado álbum saído de Sebastião e seus companheiros..."
(António Pires, in Blitz, Janeiro 2013)

 

Com Um abraço


01. O Meu Assunto Preferido
02Cantiga da Burra (com Galandum Galundaina)
03. Quando a Noite Já Ia Serena (com Tito Paris)
04. Cantiga das Casas
05. Senhora do Almortão
06. P'lo Sim P'lo Não
07. Sei Que a Vida Não Nos Dá Tudo (com Sara Vidal)
08. Uma Canção Por Ali
09. História da Princesa Solidão
10. Hora Certa
11. Segredos de Mel
12. Jogo de Fitas
13. História do Vampiro Apaixonado
14. Cantiga da Burra (remix)
15. Uma Scottish Para Ti
16. Tuareg Jam Session




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Quarta-feira, 09.01.13
SEBASTIÃO ANTUNES E A QUADRILHA

"COM UM ABRAÇO"
Já à Venda

"...sem dúvida o melhor, mais inventivo e variado álbum saído de Sebastião e seus companheiros..."
(António Pires, in Blitz, Janeiro 2013)

 
Com um abraço, Sebastião Antunes e a quadrilha

Sebastião Antunes no Facebook

Sebastião Antunes no YouTube

 

'O Meu Assunto Preferido' Ouvir AQUI

'Cantiga da Burra' Ouvir AQUI

 
"...As canções são sempre canções mas a maior parte das vezes são inquietas e pedem mais qualquer coisa. Entre caminhos trocados e clareiras entreabertas, surgiu a ideia de convidar gente que quisesse partilhar este Abraço. Gente que veio de fora, mas que é de cá. Não para que nos trouxessem as suas tradições, mas para que nos ajudassem com a sua maneira de interpretar. Assim nasceu a ideia de fazer um disco em que os convidados são, na sua quase totalidade, músicos que, não sendo portugueses, vivem em Portugal e nos quiseram aconchegar com o seu abraço. E lá pedimos a cada um que, à sua maneira, nos emprestasse um bocadinho da sua criatividade e deixasse, em cada tema, um sorriso ao qual nós respondemos com um grande bem-haja...

Por todas estas experiências... fica um grande bem-haja com um abraço, um grande obrigado à SPA pelo  imprescindível apoio, um grande obrigado ao Tito Paris (Cabo Verde - voz e guitarra), ao Dennis Tche Tchenco (Ucrânia - violino), ao Pierre Escodo (França - concertina), ao Mark Chekere (Espanha - alaúde), ao Pumacayo Conde (Perú - flauta Keña), à Kathrin Ann Fiero (EUA - Harpa), ao Orlando Santos (Angola - guitarra Havaiana), ao Sebatian Chirife (Argentina - Percussões), Nick Cook (Escócia - violino), ao Phillipe Fontenelle (Brasil - baixo), Sérgio Cobos (Espanha - acordeão), a Pollyanna Jazzmine (Sapateado), Miguel Quitério (gaita Irlandesa e faluta), Sara Vidal (Voz), Carlos Lopes (acordeão), Nuno (ritmo), Galandum Galundaina (Vozes, flautas e percussão) e Amadeu Magalhães (viola braguesa)."

 

Sebastião Antunes



'Com Um Abraço' Alinhamento:

01. O Meu Assunto Prefereido
02. Cantiga da Burra (com Galandum Galandaina)
03. Quando a Noite Já Ia Serena (com Tito Paris)
04. Cantiga das Casas
05. Senhora do Almortão
06. P'lo Sim P'lo Não
07. Sei Que a Vida Não Nos Dá Tudo (com Sara Vidal)
08. Uma Canção Por Ali
09. História da Princesa Solidão
10. Hora Certa
11. Segredos de Mel
12. Jogo de Fitas
13. História do Vampiro Apaixonado
14. Cantiga da Burra (remix)
15. Uma Scottish Para Ti
16. Tuareg Jam Session



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Sexta-feira, 21.09.12

Sebastião Antunes e Quadrilha  em novo disco,


Sebastião Antunes e a Quadrilha estão de volta às edições! Três anos depois da sua estreia a solo, e seis anos após da última edição da Quadrilha, Sebastião Antunes e companhia estão de regresso "Com um Abraço", nas lojas a partir do dia 24 de Setembro.


Em "Com um Abraço", Sebastião Antunes, exímio embaixador da música tradicional portuguesa, convidou um grupo variado de artistas estrangeiros com residência em Portugal para trazerem um pouco da sua interpretação aos temas compostos por si. Tito Paris, Pumacayo Conde ou Orlando Santossão alguns dos nomes que responderam ao convite. Também os Galandum Galundaina, grupo de música portuguesa, animou a "Cantiga da Burra", o single de apresentação que já roda nas rádios portuguesas. 


De "Com um abraço" destaca-se também a forte influência que a viagem aoMali, que Sebastião Antunes fez, teve na composição deste disco. A descoberta da semelhança da música tuaregue com a música tradicional portuguesa pode ser vista na versão apresentada de "Senhora do Almortão" ou em "Canção para Ali", dedicada a Ali Farka Tourê.  


Ao vivo, Sebastião Antunes e a Quadrilha continuam a fazer a festa: a fusão entre a tradição portuguesa, a música de raiz celta e os aromas do Norte de África não deixa ninguém indiferente.

Retirado de Antena 1



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Sábado, 22.10.11

 

Letra

 

Esta vida como vês
é sempre a ver se chega ao fim do mês
mas por muito que eu queira
acaba sempre da mesma maneira

falta isto, falta aquilo
eu não sei o que é que falta primeiro
se é o dinheiro que falta
ou a falta que faz o dinheiro

a jorna não dá pra nada
e a gente sempre a dizer que tem que dar
já passaram mais uns dias
e o dinheiro está outra vez a acabar

não há dinheiro
andamos nesta conversa o ano inteiro
não há dinheiro, não há dinheiro
e cada um que se amanhe, não há dinheiro

eu queria falar contigo
mas nem sei como é que te hei-de dizer
eu fui sempre teu amigo
não sei se já me estás a perceber

é que a coisa está difícil
eu até tenho vergonha de contar
acabou-se-me o dinheiro
e este mês ainda demora pra acabar

deixa lá, não penses nisso
não ter dinheiro não é defeito nenhum
não fiques envergonhado
que eu também ando a ver
se alguém me empresta algum



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Domingo, 26.06.11
Letra
Sei de alguém
Por demais envergonhado
Que por ser tão desajeitado
Nunca foi capaz de falar

Só que hoje
Viu o tempo que perdeu
Sabes esse alguém sou eu
E agora eu vou-te contar

Sabes lá
O que é que eu tenho passado
Estou sempre a fazer-te sinais
E tu não me tens ligado

E aqui estou eu
A ver o tempo a passar
A ver se chega o tempo
De haver tempo para te falar

Eu não sei
O que é que te hei-de dar
Nem te sei 
Inventar frases bonitas

Mas aprendi uma ontem
Só que já me esqueci
Então olha gosto muito de ti

Podes crer
Que à noite o sono é ligeiro
Fico á espera o dia inteiro
Para poder desabafar

Mas como sempre
Chega a hora da verdade
E falta-me o á vontade
Acabo por me calar

Falta-me jeito
Ponho-me a escrever e rasgo
Cada vez a tremer mais
E ás vezes até me engasgo

Nada a fazer
É por isso que eu te conto
É tarde para não dizer
Digo como sei e pronto

Eu não sei
O que é que te hei-de dar
Nem te sei 
Inventar frases bonitas


Mas aprendi uma ontem
Só que já me esqueci
Então olha gosto muito de ti


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Quarta-feira, 08.06.11
Letra
Veio da costa
Com o sorrir de quem chegava cedo
Trazia histórias
De baleias, de marés e medo
E aquela gente
Que nunca tinha visto o mar contado
Ouvia tudo
Como segredo que é revelado

E a filha do carpinteiro
Que era como uma sereia
Tão boa como água mansa
Fêmea como a lua cheia
De crescer água na boca
De sonhar a noite inteira
Ponham-me a pensar sozinho
Que ainda a deitava na areia

[Refrão]
Ai caramba!
Aquilo é que havia de ser caramba
Palavra de honra
Só me arrependia do que não fizesse
Ai se eu pudesse catraia
Levava-te a navegar
O teu lenço, a tua saia
Deitava os dois ao mar
E era o que Deus quisesse,
Ai catraia se eu pudesse...
E era o que Deus quisesse,
Ai catraia se eu pudesse...

Raio de moça
Que já me põe a falar sozinho
Ainda hei-de um dia
Aparecer-lhe à curva do caminho
Pode a nascente
Se levantar lá das terras da sorte
Hei-de dizer-lhe
Que é mais bravia que o vento norte

E um dia de manhazinha
O pescador perdeu o medo
Foi bater-lhe à porta e disse
Quero contar-te um segredo
E ela pior que as marés
Deu-lhe a resposta despachada
Vai mas é de volta ao mar
Que tu daqui não levas nada

[Refrão]

Ai se eu pudesse...

Ai caramba
Aquilo é que havia de ser caramba
Palavra de honra
Só me arrependia do que não fizesse

[Refrão]

Ai caramba!
Aquilo é que havia de ser caramba
Palavra de honra
Só me arrependia do que não fizesse
Ai se eu pudesse catraia
Levava-te a navegar
O teu lenço, a tua saia
Deitava os dois ao mar
E era o que Deus quisesse,
E era o que Deus quisesse,
Ai catraia se eu pudesse...




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Sexta-feira, 18.03.11

 

 

Letra

 

"Balada do desajeitado"

Sei de alguém
Por demais envergonhado
Que por ser tão desajeitado
Nunca foi capaz de falar

Só que hoje
Viu o tempo que perdeu
Sabes esse alguém sou eu
E agora eu vou-te contar

Sabes lá
O que é que eu tenho passado
Estou sempre a fazer-te sinais
E tu não me tens ligado

E aqui estou eu
A ver o tempo a passar
A ver se chega o tempo
De haver tempo para te falar

Eu não sei
O que é que te hei-de dar
Nem te sei 
Inventar frases bonitas

Mas aprendi uma ontem
Só que já me esqueci
Então olha gosto muito de ti

Podes crer
Que à noite o sono é ligeiro
Fico á espera o dia inteiro
Para poder desabafar

Mas como sempre
Chega a hora da verdade
E falta-me o á vontade
Acabo por me calar

Falta-me jeito
Ponho-me a escrever e rasgo
Cada vez a tremer mais
E ás vezes até me engasgo

Nada a fazer
É por isso que eu te conto
É tarde para não dizer
Digo como sei e pronto

Eu não sei
O que é que te hei-de dar
Nem te sei 
Inventar frases bonitas


Mas aprendi uma ontem
Só que já me esqueci
Então olha gosto muito de ti


 



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Quinta-feira, 17.03.11

 

 

Letra

 

Já tenho a alma incinerada p’lo medo 
Já tenho o espírito meio globalizado 
E há tanta coisa complicada combinada em segredo 
Que a gente quer-se virar e não sabe p’ra que lado 

Dizem que o mundo anda doido 
Mais doido anda quem o faz 
Diz que disse mas não disse 
E anda tudo ao abandono 
Quem não acreditar é só espreitar 
P’lo buraco da camada do ozono 

Não dêem cabo do mundo ainda cá temos muito a fazer 
Não dêem cabo do mundo se não como é que se há-de cá viver 

É só atritos e detritos na alma 
Terra quente, guerra fria, ambiente em cuidados 
São marcadas as cimeiras da calma 
Cessar fogo, fogo posto, mil acordos falhados 

Quem te manda sapateiro tocar tão mal rabecão 
Hemisférios divididos, não se apaga o lume 
És igual ou diferente, és mouro ou cristão 
Tio Sam, então... salamalecum 
Não dêem cabo do mundo... 

E as ribeiras a correrem aflitas 
São descargas e descargas e ninguém faz caso 
Frases feitas e desfeitas, muitas coisas ditas 
E se algumas foram escritas foi só por acaso 

Cada um faz o que quer e ninguém faz o que devia 
Mina anti-pessoal, fome triste sina 
A ajuda humanitária chega qualquer dia 
Foi comprada em Israel, vendida na Palestina. 

Não dêem cabo do mundo...

 



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