Sexta-feira, 15.08.14

 

 

Letra

 

 

Primeiro foram as mãos que me disseram
que ali havia gente de verdade
depois fugi-te pelo corpo acima
medi-te na boca a intensidade 
senti que ali dentro havia um tigre
naquele repouso havia movimento
olhei-te e no sol havia pedras
parámos ambos como se parasse o tempo
parámos ambos como se parasse o tempo

é tão dificil encontrar pessoas assim bonitas
é tão dificil encontrar pessoas assim bonitas

atrevi-me a mergulhar nos teus cabelos
respirando o espanto que me deras
ali havia força havia fogo
havia a memória que aprenderas
senti no corpo todo um arrepio
senti nas veias um fogo esquecido
percebemos num minuto a vida toda 
sem nada te dizer ficaste ali comigo
sem nada te dizer ficaste ali comigo

é tão dificil encontrar pessoas assim bonitas
é tão dificil encontrar pessoas assim bonitas

falavas de projectos e futuro
de coisas banais frivolidades
mas quando me sorriste parou tudo
problemas do mundo enormidades
senti que um rio parava e o nevoeiro
vestia nos teus dedos capa e espada
queria tanto que um olhar bastasse
e não fosse no fundo preciso
queria tanto que um olhar bastasse
e não fosse preciso dizer nada

é tão dificil encontrar pessoas assim bonitas
é tão dificil encontrar pessoas assim pessoas



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Letra

 

 

já são horas meus senhores 
de lançar o grão à terra 
n´é com ercas da regueira 
que a gente ganha a guerra 

verdes campos verdes prados 
p´la ´nha mão aqui plantei 
vejo estevas vejo cardos 
crescerem des´qu´abalei 

a cavar em terra allheia 
ganho pedras não sementes 
não sei fazer pão de pedras 
p´ra fome que a gente sente



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Quinta-feira, 14.08.14

 

 

Letra

 

 

Notei pelos sítios fora,
nos abraços que me davam
malta daqui e de agora,
daqueles que não voltavam.

Eram homens e mulheres
de muitos anos ou não
feitos Portugal de novo
na escuta de uma canção

(Refrão)
Mas lugar, precisa-se
Para albergar esta nação...
Lugar, lugar, precisa-se
Para receber e entender esta multidão.

Não sei onde, sessenta e tal.
Para fugir naquela altura
Deixei filhos e mulher,
o pai, a mãe e o irmão.
Passei vida muito dura
a pensar neles, lá longe,
as saudades a roer
aqui dentro, não sei onde,
mas perto do coração.

(Refrão)

Paris, mil novecentos e setenta e dois,
e eu, eu sou o Antunes
pedreiro de profissão.
Na terra, aquilo não dava nada,
mal pagava o próprio pão...
As forças vão indo fracas
que isto do "bâtiment" é muito duro!
Vivo pior do que... do que um cão,
passa-se mal nas barracas...

(Refrão)

Bruxelas, mil novecentos e setenta e três.
Eu cá, chamo-me Augusto
e vim para aqui da Beira Baixa
e um dia, pensei comigo:
- Isto, agora, ou vai ou racha!
E agarrei na mala pobre,
carteira lisa e um pão,
vim de salto e aqui estou.
Trabalho com um camião...

(Refrão)

Neimegan, mil novecentos e setenta e cinco.
Eu, por acaso, até estou bem.
Mulher e filhos, tudo, tudo felizmente.
Só tenho uma coisa na vida
que me faz sentir doente:
é a lembrança lá da aldeia,
do meu sol, do meu rincão, 
dos outeiros, das ribeiras,
de tudo o que aqui não tenho, não...

(Refrão)

Somos muitos mil no mundo
com uma história sempre igual
de trabalho e, lá no fundo,
saudades de Portugal...
de trabalho e, lá no fundo,
Saudades de Portugal!

Mas lugar... precisa-se!



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Letra

 

 

Porque nasceste, vives 
Porque vivias cresceste 
Porque cresceste tiveste 
A sorte que não sabias 
Porque estudaste aprendeste 
As coisas de se saber 
E outras inúteis de sobra 
As coisas de se esquecer 
As coisas de se esquecer 

Porque cumpriste fizeste 
O que te mandaram fazer 
Os padres o pai a mãe 
O professor o mais velho 
O sargento o comandante 
O senhorio a porteira 
O ministro o governante 
O cobrador o pedreiro 
- esteja cá na terça-feira! 
O bancário o carpinteiro 
O homem do gás da luz 
Da água do pão do leite 
E acabaste cumprindo 
Cumprindo tudo a preceito 

Encomendaste gravatas 
Fatos novos e sapatos 
Dedicaste-te ao chinquilho 
Talvez ao king 
Fizeste um filho e outro filho 
Nas horas livres, às vezes, 
Em havendo futebol 
Sentiste-te homem de tasca 
Sentiste que eras uma besta 
Mas segunda-feira cedo 
Bem cedo bem matinal 
Te achavas de novo pronto 
Partindo para o mesmo emprego 
Comprando o mesmo jornal 

E sempre todos os dias 
Cobiçaste a secretária 
Do teu chefe o sr. Sousa 
Para à noite pernas moídas 
Tomares o trinta e sete 
O carrinho ou a bicicleta 
E regressando cansado 
Do barulho e da ausência 
Sentires-te reencontrado 
Da solidão na indolência 
De um canapé recostado 
Pijama e televisão 
Aquecedor e decência 
Tudo muito bem ligado 
Tudo muito bem sentado 
Em conforto e concordância 
Em conforto e anuência 

Nas férias grandes redecoraste-te 
Bizarro na concepção 
E arriscaste um figurino 
Foste às compras de calção 
E sorriste aos teus parceiros 
De barraquinha na praia 
E à senhoria vizinha 
Que nunca tirou a saia 
Calculem só os senhores 
Agosto inteiro com saia 

Aturaste a pequenada 
Brigas brirras fraldas caca 
Apreciaste o traseiro 
Da amiga do teu amigo 
Rechonchudinha mulata 
- já é preciso ter lata! 
Viraste a cara em decoro 
Não vão os putos ver isto 
Espalhaste óleo pelas espaldas 
Enquanto a tua mulher 
Um pouco desconfiada 
Desabrida e despeitada 
Te exigiu 
- Ó silva tu muda as fraldas! 

Depois à noite porreiro 
Caminhaste na avenida 
Muito fresco e prazenteiro 
Com a pança bem comida 
Às vezes de um frango inteiro 
Que não és homem dos fracos 
Dos fracos não reza a história 
E o Silva é alguém na vida 
Homem de bem de memória 
Contabilista da firma 
Tal e tal rua da Glória 
- Sempre que quiser já sabe 
É uma casa às suas ordens… 

E depois pelo caminho 
Regressas gritas dás ordens 
Recuas gritas dás ordens 
E ameaças o outro 
Que ginou para este lado 
- se calhar querias coitado! 
E o camião chateado 
De se ver ultrapassado 

Regressas mais bronzeado 
Mais gordo talvez mais magro 
Mais velho um mês e quem sabe 
Mais cansado que à partida 

Regressas ao rame rame 
Enquanto suspirarás 
Todo o ano por um mês 
Todo o mês por outra vida 
Toda a vida por viver 
Algo que te valha a pena 
Ou então tu já nem sentes 
E mentes-te enquanto sentes 
E mentes e já não sentes 
E já não sentes mas mentes 

Ano a ano te esfolharam 
Te roubaram prestações 
Letras fantasmas viagens 
Cromos selos colecções 
Hálito fresco e saudável 
Graxa sabão brilhantina 

Mudaste a cor do salão 
De azul para verde marinho 
Do verde para um branquinho 
E enfim para um castanho 
- o que é que achas? – mais clarinho… 
E ao fim de tanto trocares 
Baralhares e confundires 
Acabas por rebentar 
Evitando pelo menos 
Teres enfim de destruir 
Tudo o que creste ser belo 
Ser lindo ser valioso 
Acabaste confundindo 
Viver com reeducar-te 

Passaste o tempo calcando 
O que podias ter sido tu 
Nu inteiro e pessoal 
Pois que assim afinal 
Foste um entre milhões 
Que de morte natural 
Tem uma cruz lega uns tostões 
E cai podre numa cova 
Em funeral 

Não te ficou nem um gesto 
Que não façam mais milhares 
Não te ficou nem um risco 
Um grito para espalhares 
Não te ficou nem uma sobra 
Uma intenção uma raiva 
Isto é caso pra dizer 
Parvo incapaz e castrado 
Rastejante e tão honrado 
Foste um escravo do dever 
Um pobre mais um na selva 

Repousa em paz bom rapaz. 

“Balada do desespero”, Pedro Barroso (Do lado de cá de mim) 



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Terça-feira, 28.05.13

Pedro Barroso


Memória do futuro...


 Subir a um palco é uma experiencia que, na infância, enche-nos de surpresa e encanto; na juventude, enche-nos de vaidade; e que, com o andar dos tempos e o amadurecer do tempo e de nós próprios, nos enche de dúvidas e emoção.


 Ao fim de mais de quarenta anos a reunir música e palavras, calculam facilmente o mundo de memórias repartidas, o número de peripécias sentidas e o profundo acervo de experiências humanas acumuladas.


 Corri um país real e fantástico; nos perfumes e sabores; nas paisagens e gentes; nos abraços recebidos e nas histórias de uma humanidade convivida.


 Foi um mundo profundamente português, embora derramado por vezes, por países de lonjura e extravagância.


 Onde representei, pobre de mim, o alento de uma saudade trazida na viola, uma referência doce da pátria mãe deixada há tanto tempo, um relembrar de sons e palavras em concertos que nunca poderei esquecer. Esses, existem hoje apenas na minha memória e dos que lá estiveram comigo. E é pena. Porque muitas vezes foram noites de maravilha.


 Depois comecei a compreender que, por cada mil que ali estavam comigo, numa qualquer dessas noites, haveria decerto muitos mil que gostavam de ter estado e não puderam.


 De facto, nunca em todo este tempo, tinha gravado grande testemunho dessas noites fascinantes e prenhes de emoções.


 E era injusto.


 Apontamentos aqui e ali, programas como convidado, actuações maiores ou mais curtas, reportagens, muito bem, mas raramente um testemunho assim, ao vivo, do que se diz e se sente num Concerto maior, actual, com gente dentro.


 Gente que gosta de nós e nos retribui o suor e a entrega. Como aqui, desta vez, foi possível.


 Com efeito, nunca tal me tinha preocupado sobremaneira. Mas com o passar da idade - e a responsabilidade que advém de sabermos quanto somos breves e efémeros nestas coisas da arte e do viver - creio que este Rivoli pleno de gente mereceu a distinção, e fica assim para a historia de um sentir e de um pulsar colectivo, que representa, de facto, uma “Memória para o futuro”. Agradeço ao Porto Canal pela iniciativa de filmar o Concerto; à RDP, que o gravou; e à Ovação por ter entendido, julgo eu, o testemunho intemporal que representa.


 A todos os músicos envolvidos, ao público atento e amigo que tornou essa noite especial. E a todos os que gostam, entendem e saboreiam o que faço, contra a corrente do que se consome e pandemicamente se alastrou pelo mundo da música e não só.
 Eis a prova provada de que afinal, existo.


 Para consumo apaixonado de viveres próprios e alheios. Truculências demais, talvez, mas emoção em estado puro, exactamente tal e qual como vo-la gosto de oferecer. E que, desta vez, extravasou da noite bonita que vivemos.

 Aqui deixo, pois, um abraço imenso a todos os que possa estar a esquecer e que de algum modo tenham ajudado a tornar esta edição possível.

Pedro Barroso


Menina dos Olhos de água:

 



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Quarta-feira, 26.09.12

Pedro Barroso

Após demasiados anos de expectativa Pedro Barroso, no dia 2 de Outubropróximo, regressa finalmente a uma grande sala de sconcertos na cidade do Porto


Este concerto " memória do Futuro" no RIVOLI, servirá para relembrar canções de uma vida - como "Cantarei, Menina dos olhos de água, Música-Música, Viva quem canta", e tantas outras surgidas da sensibilidade e do talento de um dos maiores autores e escritores de canções portugueses.

Prevê-se uma noite de grande emoção, até porque Pedro Barroso fará uma homenagem aos companheiros de uma geração de coragem que ajudou a tecer, através da canção, os bastidores da Liberdade e da Democracia, muitos deles já desaparecidos.

Prevê-se uma noite maior de sensibilidade, emoção e talento para o Rivoli no dia 2 de Outubro próximo, pelas 21 e 30


Encontro marcado no Porto, com aquele a quem chamam, pelo estilo, pela poesia, pela diferença, o ultimo trovador português.

A não perder, absolutamente.


Retirado da Antena 1



publicado por olhar para o mundo às 15:31 | link do post | comentar

Terça-feira, 17.04.12

 

Letra

 

Vivi povo e multidão 
sofri ventos sofri mares 
passei sede e solidão 
muitos lugares 
sofri países sem jeito 
p´r´ó meu jeito de cantar 
mordi penas no meu peito 
e ouvi braços a gritar 

e depois vivi o tempo 
em que o tempo não chegava 
para se dizer o tanto 
que há tanto tempo se calava 

vivi explosões de alegria 
fiz-me andarilho a cantar 
cantei noite cantei dia 
canções do meu inventar 

cantarei cantarei 
à chuva ao sol ao vento ao mar 
seara em movimento 
ondulante, sem parar 

Hoje resta-me este braço 
de guitarra portuguesa 
que nunca perde o seu espaço 
e a sua beleza 
hoje restam-me os abraços 

nesta pátria viajada 
dos que moram mesmo longe 
a tantos dias de jornada 

dos que fazem Portugal 
no trabalho dia a dia 
e me dão alma e razão 
nesta porfia 

por isso invento caminhos 
mais cantigas viajantes 
e sinto música nos dedos 
com a mesma força de antes 
cantarei cantarei 
à chuva ao sol ao vento ao mar 
seara em movimento 
ondulante, sem parar



publicado por olhar para o mundo às 08:56 | link do post | comentar

Quinta-feira, 15.09.11
Letra

Já que aqui estou
vou-lhes agora contar
de mil passos feitos vida
desta vida atribulada
desta vida de cantar

se sobrar peito
depois de mil melodias
depois de tantas palavras
tantas terras tant’stradas
tantas noites tantos dias

viva quem canta
que quem canta é quem diz
quem diz o que vai no peito
no peito vai-me um país

no Algarve mandei baile
toquei adufes na Beira
em Trás os Montes aprendi
a bombar como um Zé Pereira
Mundo fora dei abraços
nos Açores e na Madeira
deixei amigos do peito
e em casa cantei na eira

viva quem canta
que quem canta é quem diz
quem diz o que vai no peito
no peito vai-me um país
trago nos dedos malhões
toquei rondas de caminho
no Douro aprendi Janeiras
dancei as chulas no Minho

no Alentejo fica o peito
da planície de cantar
no fado colhi o jeito
de um país por inventar

viva quem canta
que quem canta é quem diz
quem diz o que vai no peito
no peito vai-me um país

cantei no alto de um monte
num tractor ou num celeiro
para vinte ou vinte mil
e das palavras fiz viveiro
p’ra quem canta por cantar
pouco mais se pediria
mas quem canta para sentir
para explicar-se e para ser
pensem só quanto haveria
ainda para dizer

viva quem canta…  



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Segunda-feira, 20.06.11

 

Letra

 

Menina em teu peito sinto o Tejo
e vontades marinheiras de aproar
menina em teus lábios sinto fontes
de água doce que corre sem parar

 

menina em teus olhos vejo espelhos
e em teus cabelos nuvens de encantar
e em teu corpo inteiro sinto o feno
rijo e tenro que nem sei explicar

 

se houver alguém que não goste
não gaste - deixe ficar
que eu só por mim quero-te tanto
que não vai haver menina p'ra sobrar

 

aprendi nos "Esteiros" com Soeiro
aprendi na "Fanga" com Redol
tenho no rio grande o mundo inteiro
e sinto o mundo inteiro no teu colo

 

aprendi a amar a madrugada
que desponta em mim quando sorris
és um rio cheio de água levada
e dás rumo à fragata que escolhi

 

se houver alguém que não goste
não gaste - deixe ficar...
que eu só por mim quero-te tanto
que não vai haver menina p'ra sobrar



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