Sexta-feira, 24.02.17

ossovaidoso.jpg

 

 

Ana Deus e Alexandre Soares apresentam “Miopia”, o último trabalho de um dos melhores projectos musicais do panorama musical nacional.

 

 

 

Entrada: € 3,00

Reservas até ½ hora antes do início do espectáculo: 265 236 168 | casacultura@mun-setubal.pt

Organização: CMS | Experimentáculo Associação



publicado por olhar para o mundo às 12:13 | link do post | comentar

Sexta-feira, 07.06.13

 

Letra

 

Não tenho eira nem beira 

nem acções em carteira 

nem viajo em primeira 

Não tenho papá nem papão 

não tenho travão.

Não tenho peso ideal 

nem quartinho de casal 

não tenho mulher a dias 

nem amor a mordomias. 

Não tenho conta-poupança 

não tenho herança 

nem doutor de confiança.

Mas há coisas que são minhas 

não se compram nem se vendem

Tenho voz às vezes canto 

tenho fome às vezes janto 

tenho vida, às vezes minha

Tenho ovários tenho rins 

e mais saquinhos afins 

e mais garganta e pescoço 

e mais 

muitos poros muito osso

Mas há coisas que são minhas 

não se compram nem se vendem 

nem do dinheiro dependem.



* Regina Guimarães



publicado por olhar para o mundo às 08:15 | link do post | comentar

Segunda-feira, 02.01.12
Osso Vaidoso: A vaidade deste osso é música e poesia

 

Osso Vaidoso é o mais recente projeto de Ana Deus e Alexandre Soares, que na década de 1990 integraram os Três Tristes Tigres. A dupla falou ao SAPO Música de "Animal", disco de estreia surgido depois de mais de um ano de atuações.


Valter Hugo Mãe, Alberto Pimenta ou Regina Guimarães são alguns dos letristas de "Animal", álbum que vive do diálogo (e confronto) entre voz, guitarra e palavra. A voz é a de Ana Deus, a guitarra a de Alexandre Soares e o projeto que partilham, Osso Vaidoso, voltou a juntá-los depois da dissolução dos Três Tristes Tigres, há cerca de dez anos.

 

"O Luís Varatojo, d'A Naifa, tinha-me convidado para um espetáculo no Cinema São Jorge, «Sexta, meia-noite e uma guitarra», e disse-me para trazer uma cantora. E também era preciso encontrar um nome... Começámos por pensar em Osso, que depois se pôs Vaidoso, o que é um bocado uma contradição. E a brincadeira ficou", recorda o guitarrista ao situar a origem deste Osso Vaidoso, cujo primeiro espetáculo decorreu em fevereiro de 2010. 

 

De então para cá, a dupla tem levado a palcos as suas canções, muito provavelmente as mais minimalistas que já interpretaram, distanciando-se das experiências eletrónicas dos Três Tristes Tigres. "Aí a instrumentação era muitíssimo mais complexa. Aqui foi um bocado ao contrário e o texto é mais o centro", compara Alexandre Soares.

Ao contrário do que é habitual noutras bandas, as canções do Osso Vaidoso só chegaram a disco depois de terem sido apresentadas ao vivo, em vários concertos. "É o que gostamos mais de fazer. Foi assim que começou e é o que alimenta estas músicas - fazer mais espetáculos para fazer mais músicas para espetáculos e depois, então, registá-las. Mas tem a ver com comunicar com as pessoas, percebermos que estamos a transmitir qualquer coisa e que a coisa passa. Queremos é tocar", conta Ana Deus, que ainda assim vê no disco "uma ótima forma de chegar a mais gente e de servir de assunto para entrevistas". 

 

Independentemente do modelo de apresentação, o osso deve continuar a mostrar a sua vaidade nos próximos tempos. "Vamos continuar, mas não estamos a pensar muito no formato. Para já estamos a compor mais, já temos temas novos e provavelmente vamos seguir com outra edição, ainda não sei... Depois, se as músicas começarem a pedir mais instrumentos ou elementos, logo vemos", antecipa o guitarrista.

 

 

Via Sapo Música



publicado por olhar para o mundo às 09:35 | link do post | comentar

Quarta-feira, 28.12.11
Letra

Bem mal

Vivo a vida sempre ao lado 
a chorar em plena festa 
há quem diga que sou besta 
sou mal vista e mal olhada

É Verão acendo o lume 
no escritório sou poeta 
Para os tolos sou mendiga

Não importa sou doida 
por

Belos homens, belas damas 
belas terras, belas chamas 
belos mortos, belos ossos

Belo é o bem 
Belo é o mal 
sabe-me a pouco 
isso é normal 
Belo é o bem 
belo é o mal

 

Regina Guimarães a partir de um poema de Charles Cros



publicado por olhar para o mundo às 17:01 | link do post | comentar

 

Letra

 

Hei-de fazer minha filha muito rica
dar-lhe um palácio de cada cor
Hão-de chamar à cidade Dona Chica
cada cidadão será feito com amor

 

Haverá Deus pra todos como em saldo
virá brinde em qualquer produto
estará a cada instante o mundo salvo
será o tempo eterno e sempre puto

 

Hei-de fazer minha filha muito rica
dar-lhe um namorado de cada cor
Hão-de amá-la desde a alma até à crica
e casar todos em grupo com fervor

 

E se não houver padre que os case
e se não houver compaixão
que se lixe a cerimónia, o rimel o baton e a base
celebra-se à bruta pelo chão

 

Senhor padre case o povo tão vencido
pra sempre unido
senhor padre é tão novo
venha também pra marido

 

de valter hugo mãe



publicado por olhar para o mundo às 08:59 | link do post | comentar

Domingo, 19.06.11

Os Osso Vaidoso

 

Estão longe de ser novatos, mas para Alexandre Soares e Ana Deus, o momento está a ser vivido como se fossem, com o seu novo projecto, os Osso Vaidoso, a circularem nos últimos meses de boca em boca, graças a blogues, redes sociais e sítios da Rede.

Nos anos 80 ele foi um dos fundadores dos GNR e uma das guitarras mais imaginativas de sempre da cultura pop portuguesa. Ela era uma das vozes dos Ban. Nos anos 90 juntaram-se para os Três Tristes Tigres, autores de três álbuns - "Partes Sensíveis" (1993), "Guia Espiritual" (1996) e "Comum" (1998) - do melhor que se ouviu da música feita em Portugal nessa década.

Criaram merecido culto, mas nunca atingiram projecção popular. Talvez por isso acabaram por não criar descendência. Mas isso é história. Não há qualquer nostalgia, mas existe a noção de que há pontas soltas que vêm desse tempo que acabam por estar presentes nos Osso, como a omnipresença da poetisa Regina Guimarães. Mas não só. "Se existe alguma continuidade ela deve-se a essa procura de novos embrulhos para o formato canção" reflecte Ana Deus. Mas os Osso são outra coisa. Mais descarnada, minimal, esquelética. Com muito mais osso e com mais tempo e espaço para as palavras se afirmarem.

O nome do projecto faz jus à música. Som económico para guitarra, ritmo discreto quando existe e voz. Sem querer soam profundamente contemporâneos. Há qualquer coisa da intemporalidade afirmada na alvorada dos anos 80 pelos Young Marble Giants, mas também se poderia evocar projectos dos últimos anos, a começar pelos The xx em versão austera, que investem num som descarnado. E tudo começou por acaso.

"O ano passado o Alexandre foi convidado para a iniciativa Meia Noite e Uma Guitarra, que decorreu no cinema S. Jorge em Lisboa e convidou-me. Tivemos que arranjar um nome à pressa e foi aí que o Osso Vaidoso nasceu." Pouco tempo antes já tinha existido um reencontro no Porto. "Tudo isto nasceu por acaso, mas agora, olhando para trás, era evidente que devíamos trabalhar em conjunto. Ele é a pessoa que melhor conheço e faz sentido. As coisas vão acontecendo sem grandes planos. Até há pouco tempo andava à procura de outro tipo de coisas. Ligava mais à poesia do que à canção. Queria dar voz a outras coisas menos melodiosas e menos orquestradas. Andava um pouco por aí. Mas agora que nos reencontrámos estou contente por termos voltado a tocar."

"Os Tigres tinham muitas camadas", reflecte. "Sonicamente era uma coisa mais complexa. Agora é tudo alicerçado na palavra e no texto. Nos Tigres ficava à espera da música ou da harmonia e agora não, é ao contrário. Parto do texto. Quando se trabalha com muitos músicos, a palavra pode ser desviada pelo que o outro está a fazer. Com um apenas também pode acontecer, mas é mais fácil a palavra ser respeitada. É uma espécie de mano a mano" diz. Esse gosto por trabalhar textos veio-lhe dos Três Tristes Tigres e da colaboração com Regina Guimarães, mas viria a ser reforçado nos últimos anos em diversas colaborações, como aconteceu com as Quintas de Leitura no Teatro do Campo Alegre.

Foi aí que aprofundou o gosto por diversos autores. Daí que os Osso já tenham musicado palavras da dupla e de Regina Guimarães, mas também de valter hugo mãe ou de Alberto Pimenta. Com este último realizaram uma edição conjunta (Livro + CD) através da editora Mia Soave - trata-se do último livro de Pimenta, "Reality Show", na companhia do CD "Degrau" dos Osso. Nele a dupla aborda oito poemas de Pimenta que vão do registo "dito e entoado, ao cantado", diz Ana. É esse espectáculo ("Pimenta na Boca"), construído a partir de poemas de Alberto Pimenta, que irão apresentar hoje no festival Silêncio, na companhia do músico Pedro Augusto, conhecido por Ghuna X.

Na actualidade têm uma hora de canções e, para além do CD com o livro de Pimenta, já se encontram a pensar num novo lançamento, sem pressas e sem ambições desmedidas. "O processo de afirmação dos Osso tem sido muito descontraído, mas pomos muito empenho a fazer as coisas" diz Ana Deus. "Quando as pessoas diziam que os Tigres deviam voltar, nós respondíamos que não. Já não somos o que éramos. Há sempre uma base. Mas queremos ser diferentes." Não há dúvida que é verdade.

 

Via Ipsilon

 



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