Letra
1ºparte
olivais , antigo vale de relva densa
coberta por alcatrão há uma historia em cada fenda
o sitio onde a canalha usa a navalha e as mortalhas
onde os pássaros já não cantam porque não sobram migalhas
um café e um bagaço faz com que um braço trema
em cheirinho e mais um traço põe o braço numa algema
corpos tocam se excitados em relações que duram um dia
amor? só pela mãe , o sexo é que os alicia
acordar ás 4 da tarde como se fosse normal
porque é a noite que desempregado ganha o salário mensal
corpos deambulados que a beata acaricia
um filtro de um cigarro velho que lhes sabe pela vida
e se tens vida? já todo o mundo sabe..
porque aqui a Quadrilhice é hobby da terceira idade
gritos aflitos que te acordam de madrugada
lembram que nem a dormir o mundo faz para a mágoa
aqui a felicidade faz se de coisas acessíveis
pequenas conquistas fazem parece los incríveis
prédios cinzentos que por dentro trazem cor
que nunca falte o pão a uma casa cheia de amor
mostra me o melhor de ti, traz essa roupa á maneira
aqui mostramos te a barriga o nosso griff é tela cheia
REFRÃO
eu sou do lugar , do andar
onde este corpo é chão
e é onde eu vou estar, a esperar ate chegar a mão
que me leve a maldade a maldade
e me encha o coração
tornar a dor em arte em arte o que estes prédios são
2º parte
olivais , o pulmão da cidade
aqui respiramos vida ate que a morte nos evade
e nos chorámos como qualquer homem chora
ao saber-mos que o gatilho foi mais forte nessa hora
já nada importa nem o que o coração diz
no bairro que brinca connosco ao faz de conta que és feliz
entre historias e suecas o idoso limpa a ferida
fez da vida arte que não foi reconhecida
e os jovens já nascem com uma perna a menos
rotelados como marginais sem sequer sabermos
correm atrás do destino e a policia para os logo
porque para eles correr é porque já roubaram algo
onde formos reconheces é notório
pelos berros e alcunhas e o assobio próprio
pelas casas degradadas e o amor que há nelas
pelas velas em igrejas, pelas roupas nas janelas
aqui mães levam os filhos ao aeroporto ver a vista
e quando os putos crescem cedo se fazem á pista
vão para a escola obrigados mas não levam a mochila
o bairro já os fez sentir o que a escola não ensina
e os que partem , nunca é por vontade
arranjam sempre tradução para a palavra saudade
somos felizes com pouco, só sabendo o motivo
não ter onde cai morto mas ter onde me manter vivo
Música
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