Terça-feira, 05.05.15

 

Letra

 

Não encontrei a letra desta música

 



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Segunda-feira, 04.05.15

 

 

Letra

 

Não encontrei a letra desta música

 



publicado por olhar para o mundo às 17:13 | link do post | comentar

Quarta-feira, 29.04.15

 

 

Letra

 

Vai andando sobre as águas
como um jesus acrobata,
empenhado, um cidadão.
A ele são umas tábuas
a sustentar-lhe a bravata
e a improvisar-lhe um chão.

Dão-lhe pé, dissimuladas,
já toda a gente as viu;
nada que o embarace —
as ilusões são furadas,
mas se ainda não caiu
pode ser que se ultrapasse.

Tendo concebido o logro,
acredita num milagre —
não lhe importa o fim do estrado,
pois esquecido da manha
enfrenta-o como quem sonha,
de tudo desobrigado.

O que aos outros traz contentes,
e lhes arrebata um bravo!,
não é o truque é o tralho:
escorrega, bate com os dentes —
fulminado num esgar parvo,
fica feito num frangalho.

Tão lindo este cenário
negando ao homem a fé,
tão giro o fugir-lhe o pé,
o aleijar-se a sério —
tão humano este minuto
de humilhação do aflito.

Gabou-lhe a aventura o povo;
não sendo nada de novo,
é sempre entusiasmante
ver alguém espatifar-se,
ser testemunha do instante
e comungar da catarse.

Vai andando sobre as águas
como um jesus desastrado,
derrotado, um cidadão.

Vai cuspindo suas mágoas
como um bêbado chanfrado,
assustado, um cidadão.

Vai suspirando por tréguas
como um cavalo cansado,
acabado, um cidadão —
empenhado cidadão.

 



publicado por olhar para o mundo às 22:13 | link do post | comentar

Segunda-feira, 26.09.11
Letra
Andas aí a partir corações
como quem parte um baralho de cartas
cartas de amor
escrevi-te eu tantas
às tantas, aos poucos 
às tantas, aos poucos
eu fui percebendo
às tantas eu lá fui tacteando
às cegas eu lá fui conseguindo
às cegas eu lá fui abrindo os olhos

E nos teus olhos como espelhos partidos
quis inventar uma outra narrativa
até que um ai me chegou aos ouvidos
e era só eu a vogar à deriva
e um animal sempre foge do fogo
e eu mal gritei: fogo!
mal eu gritei: água!
que morro de sede
achei-me encostado à parede
gritando: Livrai-me da sede!
e o mar inteiro entrou na minha casa

E nos teus olhos inundados do mar
eu naveguei contra minha vontade
mas deixa lá, que este barco a viajar
há-de chegar à gare da sua cidade
e ao desembarque a terra será mais firme
há quem afirme
há quem assegure
que é depois da vida
que a gente encontra a paz prometida
por mim marquei-lhe encontro na vida
marquei-lhe encontro ao fim da tempestade

Da tempestade, o que se teve em comum
é aquilo que nos separa depois
e os barcos passam a ser um e um
onde uma vez quiseram quase ser dois
e a tempestade deixa o mar encrespado
por isso cuidado
mesmo muito cuidado
que é frágil o pano
que veste as velas do desengano
que nos empurra em novo oceano
frágil e resistente ao mesmo tempo

Mas isto é um canto
e não um lamento
já disse o que sinto
agora façamos o ponto
e mudemos de assunto
sim? 



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Terça-feira, 19.07.11

 

Letra

 

Em tempos fui feliz.
Em tempos fui
um rapaz tão afável.

Em tempos fui —
mas isso foi antes
de descrer de tudo.

(Foi muito antes
de descrer
de tudo.)

Em tempos foi feliz.
Em tempos foi
uma rapariga adorável.

Em tempos foi —
mas isso foi antes
de desistir de si.

(Foi muito antes
de desistir
de si.)

Em tempos fomos felizes.
Em tempos fomos
criaturas tão prestáveis.

Em tempos fomos —
mas isso foi antes
de sairmos ao mundo.

(Foi muito antes
de sairmos
ao mundo.)



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