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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

    Letra   Vai andando sobre as águas como um jesus acrobata, empenhado, um cidadão. A ele são umas tábuas a sustentar-lhe a bravata e a improvisar-lhe um chão. Dão-lhe pé, dissimuladas, já toda a gente as viu; nada que o embarace — as ilusões são furadas, mas se ainda não caiu pode ser que se ultrapasse. Tendo concebido o logro, acredita num milagre — não lhe importa o fim do estrado, pois esquecido da manha enfrenta-o como quem sonha, de tudo (...)
Letra Andas aí a partir corações como quem parte um baralho de cartas cartas de amor escrevi-te eu tantas às tantas, aos poucos  às tantas, aos poucos eu fui percebendo às tantas eu lá fui tacteando às cegas eu lá fui conseguindo às cegas eu lá fui abrindo os olhos E nos teus olhos como espelhos partidos quis inventar uma outra narrativa até que um ai me chegou aos ouvidos e era só eu a vogar à deriva e um animal sempre foge do fogo e eu mal gritei: fogo! mal eu gritei: água! (...)
  Letra   Em tempos fui feliz. Em tempos fui um rapaz tão afável. Em tempos fui — mas isso foi antes de descrer de tudo. (Foi muito antes de descrer de tudo.) Em tempos foi feliz. Em tempos foi uma rapariga adorável. Em tempos foi — mas isso foi antes de desistir de si. (Foi muito antes de desistir de si.) Em tempos fomos felizes. Em tempos fomos criaturas tão prestáveis. Em tempos fomos — mas isso foi antes de sairmos ao mundo. (Foi muito antes de sairmos ao mundo.)
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