Sábado, 28.10.17

 

Letra

 

No quarto
Viajo pelas peles onde já estive e quero estar.
Sonhando

Um dia ser feliz na pele de um diabo que virará anjo.

Sem espaço
Para fazer gincanas com turnos humanos.
Gritando
Por entre lembranças e trocas de sufoco.

Em paredes
Escrevo os seus jogos com juras de amor.
Serpentes
No que se transforma ou se fala em amor.

Mas Deus olha para mim
Perguntando-me se estou bem.
Eu aceno-lhe que sim
Perguntando sempre à minha mãe.
Porque a viagem é curta e se eu
tropeçar alguém vai-me alcançar no caminho
P'ra ser feliz.

No quarto
Despem-me os sentidos só com o seu calor.
Sem espaço
Escondem-se em trovas e gotas de suor.

Sem sentidos
Abraço uma pele como a uma mulher suplicando
Que se abre comigo no seu papel.
Sem esforço
Arrebata-me a alma na chuva que dói.
Sorrindo
Para que não vejam o que é dor no amor.

Mas Deus olha para mim
Perguntando-me se estou bem.
Eu aceno-lhe que sim
Perguntando sempre à minha mãe.
Porque a viagem é curta e se eu
tropeçar alguém vai-me alcançar no caminho
P'ra ser feliz.

Mas Deus olha para mim,
Perguntando-me se estou bem.
Eu aceno-lhe que sim
Perguntando sempre à minha mãe.
Oh Oh
Mas Deus olha para mim
Perguntando-me se estou bem
Ah ah
Eu aceno-lhe que sim
Perguntando sempre à minha mãe.

Que eu nasci com os olhos virados para os astros
E preciso de alguém que me dê abraços
P'ra cumprir o papel de ser afortunado
Nesta caixa redonda vivo por inteiro
O caminho escolhido pelo verdadeiro oh-oh-oh-oh.

Mas deus olha para mim
Perguntando-me se estou bem
Ah ah
Eu aceno-lhe que sim
Perguntando sempre à minha mãe
Porque a viagem é curta e se eu
tropeçar alguém vai-me alcançar no caminho.
Porque viagem é curta e se eu
tropeçar alguém vai-me alcançar no caminho
P'ra ser feliz.
P'ra ser feliz.

 

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Letra

 

Quando nasci meus pais me guardavam
No seu leito crescia e assim me mimavam
Ao som de ‘leya leya leye'


Sorria e voava livre como pássaro
Seguia tranquilo a cada novo passo
Ao som de ‘leya leya leye'

Mas o mundo que me criou e que me ama
Também vai pressionar-me no chão e na cama
Onde quero dormir
Onde quero sorrir

E há dias em que rir é contagiante
Mas há noites tão frias e tão ofegantes
Em que não posso dormir
Vou ter que reagir

Queria ter-te hoje ao meu lado
Mesmo estando magoado
Meu corpo não quer estar só
E a minh'alma só quer
Ver esses teus cabelos doirados
E o teu sorriso prateado
Mas por mais que eu te deseje
Meu mundo manda-me estar só

Sei que ainda sou livre e que posso escolher
Tenho livre arbítrio e posso viver
Ao som de ‘leya leya leye'

Só quero estar tranquilo e poder amar
Nos espaços vazios não sei onde pisar
Ao som de ‘leya leya Leye'

Sinto que sempre nasci para ter relações
Mas toda gente já sabe que traz ralações
E hoje eu quero ser
Um homem a valer

Por isso um pouco de solidão não fará mal
Não preciso ser sempre capa de jornal
Posso esperar pra te ter
Hoje é dia de crescer

 

Não encontrei os créditos desta música

 



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Quarta-feira, 04.05.16

 

Letra


Neste mar imenso,
Debaixo de água com os olhos turvos,
Todos parecem iguais
Está demasiado ameno o clima
E tudo o que é normal demais cansa

Cansa viver onde todos querem ser iguais
E o riso torna-se "inespontâneo"
E o grito está cada vez mais preso

Mas olhei para o lado e os teus olhos
Ah, eram os teus olhos
Então já não era preciso gritar nem ser amado
O meu riso voltou aquele lugar inesperado
E tu foste no tempo e no espaço
A paixão que me acordou e acordou o mar

O tempo já bate ao segundo
De quem vive ansioso por amar
Às escuras não sei quem és
Era impossível recordar a tua voz debaixo daquele mar

Passas na minha mente fragmentada
Pelos ideais que nos rodeavam
Não consegui encontrar naquele momento o caminho
Era tudo demasiado água

Mas olhei para o lado e os teus olhos
Ah, eram os teus olhos
Então já não era preciso gritar nem ser amado
O meu riso voltou aquele lugar inesperado
E tu foste no tempo e no espaço
A paixão que me acordou e acordou o mar

Não te vejo, não te encontro
Preciso desenhar-te sem faltar qualquer traço
Não me adormeças, não me prendas
Quero ficar aqui fora do mar
Mas olhei para o lado e os teus olhos
Ah, eram os teus olhos
Então já não era preciso gritar nem ser amado

Quero fica aqui
E ser feliz

 

 

Letra e Música: Martim Vicente
Produção: Diogo Clemente e Nelson Canoa
Piano: Nelson Canoa
Voz: Martim Vicente



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Segunda-feira, 02.05.16

 

Letra

 

Se não te amo, não sei porque dói
Se não te quero, não sei porque importa
Se não me inspiras, não sei porque escrevo

Se não te respeito, não sei porque choro

Meu amor de não amor, cortei tua pele mais rija
Meu amor de não amor, e deixei que nela ferida
Visses o meu pecado

Já não enxuto os teus olhos
Já não abraço a tua dor
Já não acalmo a tua voz
Já não aqueço o nosso amor

Meu amor de não amor, cortei tua pele mais rija
Meu amor de não amor, e deixei que nela ferida
Visses o meu pecado
Meu amor de não amor, cortei tua pele mais rija
Meu amor de não amor, e deixei que nela ferida
Visses o meu
Visses o meu
Visses o meu

Porque a dor ganhou meu nome
E meu nome não vai mudar
Por isso perdoa-me
Não hoje, não agora, não neste lugar
Mas num dia em que já não te faça chorar

 

 



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Quarta-feira, 10.09.14

 

 

Letra

No Secundário já bem em baixo
Deixa-me lá ver em que curso me encaixo
Algo que me deixe assim meio-alegre
E quem sabe no fim, até me empregue
Com os meus pais sempre a dizer:
'Vê lá bem meu filho no que te estás a meter'
Não se preocupem não há-de ser pior
Daqui por três anos o país está bem melhor

Oh meu, o que é que andas para aí a dizer
Que em Portugal já não há nada para fazer
Se não lutas pelo teu próprio (E)estado
Bem podes deixar o canudo de lado
Oh meu, o que é que andas para aí a dizer
Que em Portugal já não há nada para fazer
Eu também sou mais um desempregado
Viva Portugal o país do licenciado

Entrei na pública num curso bem interessante
Mas as praxes são o mais importante
Vida académica por aqui e por ali
Mão direita na cerveja: é pénalti!
E já só vejo livros à minha frente
De política nem falo, isso é para gente inteligente
Acho que nas últimas nem fui votar
Eu queria era não ter de as propinas pagar

Oh meu, o que é que andas para aí a dizer
Que em Portugal já não há nada para fazer
Se não lutas pelo teu próprio (E)estado
Bem podes deixar o canudo de lado
Oh meu, o que é que andas para aí a dizer
Que em Portugal já não há nada para fazer
Eu também sou mais um desempregado
Viva Portugal o país do licenciado

Eh eh tenho o canudo do meu lado
Agora sou senhor doutor, licenciado
E porta-a-porta vou bater
Já passaram três anos, deve haver algo para fazer
Mas os patrões mandaram-me passear
Dizem que dois anos de mestrado é o que está a dar
Mas isso não posso pagar nem a prestações
Deixa-me lá tentar o euromilhões

Oh meu, o que é que andas para aí a dizer
Que em Portugal já não há nada para fazer
Se não lutas pelo teu próprio (E)estado
Bem podes deixar o canudo de lado
Oh meu, o que é que andas para aí a dizer
Que em Portugal já não há nada para fazer
Eu também sou mais um desempregado
Viva Portugal o país do licenciado

Mas se eu soubesse no que me estava a meter
Podes crer que tinha olhado para o meu curso
E podes crer que tinha olhado para os meus custos
E podes crer que tinha ido às manifestações
E até tinha votado nas últimas eleições
E podes crer que tinha olhado para o meu estado
E descoberto que era um futuro desempregado

Lára tatatata Lára tatatata…

Oh meu, o que é que andas para aí a dizer
Que em Portugal já não há nada para fazer
Se não lutas pelo teu próprio estado
Bem podes deixar o canudo de lado
Oh meu, o que é que andas para aí a dizer
Que em Portugal já não há nada para fazer
Eu também sou mais um desempregado
Viva Portugal o país do licenciado
 
Mas Viva Portugal
Dos Licenciados...

 

Letra, música e acordes: Martim Vicente

Acordes:

Lá menor, Sol maior, Fá maior e Sol maior.
Refrão: Dó maior e Sol maior


Letra:
País dos Licenciados

 



publicado por olhar para o mundo às 19:11 | link do post | comentar


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