Segunda-feira, 11.09.17

marafona.jpg

 

 
MARAFONA
 
MÚSICA
29 SET |21:30H |10€
Classificação Etária M6

 

A MARAFONA é um quinteto acústico composto por cordófones (viola, guitarra portuguesa/cavaquinho/campaniça e contrabaixo), percussões encimadas pela voz poderosa de Artur Serra e amiúde recorre ao seu coro masculino.

Como conta histórias as canções são quase visuais e a junção tímbrica de instrumentos e a varidade de arranjos transportam-nos por um périplo de cenários musicais inesperados ou para memórias escondidas.
A MARAFONA realiza também uma viagem pelas recolhas poeirentas de textos e canções do cancioneiro popular português, colhendo do património cultural que nos define, abraçando a sua condição de povo.
Somam-se depois, necessariamente, um pouco do ser e percurso de cada músico. Encontram-se a espaços as influências de géneros musicais que marcaram as mais recentes gerações, mas vincadas numa criação de autor.

Por último, assoma-se que o périplo da MARAFONA assenta na procura de um rumo imaginário para a música popular portuguesa, um caminho de regresso à criação popular, a emergir e com ela, da esmagadora globalização.


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Sexta-feira, 21.07.17

 

Letra

 

Amar dentro do peito uma donzela,
Jurar-lhe pelos céus a fé mais pura,
Falar-lhe, conseguindo alta ventura,
Amar dentro do peito uma donzela.

Depois da meia-noite na janela
Fazê-la vir abaixo, e com cautela,
Sentir abrir a porta que murmura.
Entrar pé ante pé, e com ternura
Apertá-la nos braços casta e bela.
Jurar-lhe pelos céus a fé mais pura.


Amar dentro do peito uma donzela,
Jurar-lhe pelos céus a fé mais pura,
Falar-lhe, conseguindo alta ventura,
Amar dentro do peito uma donzela.

Beijar-lhe os vergonhosos, lindos olhos,
E a boca, com prazer o mais jucundo,
Apalpar-lhe de leve os dois pimpolhos,
Vê-la rendida enfim ao amor fecundo.
Ditoso levantar-lhe os brancos folhos,
É este o maior gosto que há…

Ditoso levantar-lhe os brancos folhos,
Este é o maior gosto que há no mundo.

PT
8AC
15
00103
11 Amar dentro do peito uma donzela
Está dito
MARAFONA

 

Amar dentro do peito uma donzela 
Poema de Bocage
Autor Música: Artur Serra

Arranjos: MARAFONA

 



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marafona.jpg

 

22 de Julho, a partir das 00h30

 

O festival Música no Castelo, em Trancoso, acolhe Marafona já neste fim-de-semana, dia 22 de Julho, a partir das 00h30, na noite de sábado para domingo.

Formado em 2014, desde então o grupo tem percorrido os mais diversos palcos nacionais e internacionais, levando um imaginário popular reinventado em novos sons e novas histórias, com uma diversidade tímbrica de instrumentos acústicos e de influências musicais, que fazem deste quinteto uma sonoridade muito própria e característica no panorama musical português.

Em 2016 editaram o seu primeiro disco “Está dito!”, largamente destacado pela imprensa especializada pela sua originalidade e qualidade, quer nos arranjos, como na interpretação dos músicos.

Marafona é constituída por Artur Serra (voz, adufe e berimbau), Gonçalo Almeida (guitarra portuguesa, cavaquinho, campaniça e trancanholas), Daniel Sousa (guitarra clássica), Cláudio Cruz (contrabaixo) e Ian Carlo Mendoza (percussões).

 

 



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Letra

 

Vender-vos-ei nesta feira
Mentiras vinte e três mil
Todas de nova maneira
Cada uma tão subtil
Mentiras para senhores
Mentiras para senhoras
Mentiras para os amores
Mentiras que a todas as horas
Vos nasçam delas favores 
(auto da feira sec.XVI – Gil Vicente)

Semeei no meu quintal
Um raminho de açafrão,
Nasceram-me pés de burro
Com uma candeia na mão.

Semeei no meu quintal
A semente do bacalhau,
Nasceu uma burra branca
Tocando num berimbau.

Semeei no meu quintal
A semente do repolho,
Nasceu uma velha careca
Com uma batata num olho.

Semeei no meu quintal
Bacalhau frito às postas
Nasceu-me uma burra velha
Com uma corcunda às costas.

Tenho catarro nas unhas 
Dor de estômago nas orelhas,
Já me doem os joelhos
De coçar as sobrancelhas.

Suspiros de uma amêijoa
Saudades dum berbigão,
Lágrimas de uma conquilha
Faz chorar o lingueirão.


Coro

Nasceu-me um velho careca com uma ranheta num pau,
Nasceu-me uma samarrinha com pelo de carapinha,
Nasceu-me uma burra velha com uma verruga pardelha,
Nasceu-me uma burra branca a tocar num berimbau.

PT
8AC
15
00103
10 Traz Paz
Está dito
MARAFONA

 

 

Traz paz
Autor Letra: Tradicional + Auto da Feira de Gil Vicente
Autor Música: Artur Serra
Instrumental (arranjo sobre a Alvorada do tio Zé Maria)
Feat: Luís Peixoto
Arranjos: MARAFONA

 



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Segunda-feira, 03.10.16

 

Letra

 

Foi ali
resvés Campo de Ourique
que apanhei o Salvador
embasbacado com o Tejo.
Gingavam, cardumes de varinas,
poetas pelas esquinas,
Ah, coisa linda,
o tocar de uma guitarra.

Subi
como Gaivota, o mar à proa,
Soluçando esta Lisboa
Deslumbrando na calçada,
As glórias, as praias prometidas
A história de outras vidas
E às Janelas
As velhinhas em Armada.

Ali
na terra do castiço,
a sardinha amantizou-se com o sal.
Santo António abençoou a embriaguez,
O amor é belo nas vielas de Lisboa,
Na mordedura das pautas de estendal,
Quando esta gente
De triste canto
Rasga o pranto
a marchar pela tradição.

A improvável, inverosímil,
toponímia da Marcha Popular
Não olha a meios, de fartos seios
O povo sai à rua enfeitado para bailar.




Vai desci
Mergulhei com andorinhas,
Toureei nas entrelinhas
A mourama aburguesada.
Floriram entre pés de Alfarrabistas
Caravelas de turistas
de Meias brancas
a comer a sujidade.

Ali,
No largo do desejo,
Velha bica de azulejo,
brota em barda a liberdade.
Lisboa, branquinha, de pele nua
O romantismo continua,
Ai, Não é crime
Ir lá matá-la com saudade.

Ali,
Na terra do castiço
Há Manjericos, com estribilhos e tintol,
Há Bailaricos a cair na madrugada.
O povo é rei, gaiato que à toa,
Sorrindo nos agarra num Anzol.
De sapatinho,
Bem engraxado
Vai ao Marquês
A marchar pela tradição.

 

Letra e Música de Artur Serra
Arranjos MARAFONA

 



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Sexta-feira, 05.08.16

marafona.jpg

 
Marafona dá música ao “Verão em Tavira”
novas cores e ritmos da música tradicional portuguesa


É já no dia 13 de Agosto, pelas 22 horas, que o grupo Marafona vai apresentar o seu primeiro álbum "Está dito" em Tavira, no âmbito da programação de Verão, organizada pelo município e a Associação Baixa de Tavira. Um concerto gratuito em plena Praça da República, que promete muita animação para todas as idades.

Marafona nasceu em Janeiro de 2014 e rapidamente conquistou o seu lugar como um grupo de referência incontornável na world music portuguesa. Inspirando-se na música tradicional, Marafona recria novas personagens e histórias ao som de velhos ritmos, como o corridinho, a chula, o vira, o fado, a marcha ou a valsa.

O ponto de partida é a portugalidade, mas com as influências contemporâneas de cada músico: Artur Serra (voz), Gonçalo Almeida (trancanholas, cavaquinho, guitarra portuguesa e viola campaniça), Ian Carlo Mendoza (percussão), Cláudio Cruz (contrabaixo) e Daniel Sousa (guitarra clássica).
 
+ info e material promocional
http://www.sonsvadios.pt/?page_id=195
 


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Quarta-feira, 27.07.16

marafona.jpg

 

 

A MARAFONA é um quinteto acústico composto por cordófones (viola, guitarra portuguesa/cavaquinho/campaniça e contrabaixo), percussões encimadas pela voz poderosa de Artur Serra e amiúde recorre ao seu coro masculino.


Como conta histórias as canções são quase visuais e a junção tímbrica de instrumentos e a varidade de arranjos transportam-nos por um périplo de cenários musicais inesperados ou para memórias escondidas.


A MARAFONA realiza também uma viagem pelas recolhas poeirentas de textos e canções do cancioneiro popular português, colhendo do património cultural que nos define, abraçando a sua condição de povo.


Somam-se depois, necessariamente, um pouco do ser e percurso de cada músico. Encontram-se a espaços as influências de géneros musicais que marcaram as mais recentes gerações, mas vincadas numa criação de autor.


Por último, assoma-se que o périplo da MARAFONA assenta na procura de um rumo imaginário para a música popular portuguesa, um caminho de regresso à criação popular, a emergir e com ela, da esmagadora globalização.

Guitarra Portuguesa, Cavaquinho, "Braganiça", Trancanholas, Gaita de Foles -Gonçalo Almeida; Viola Clássica - Daniel Sousa; Percussões - Ian Carlo Mendoza;contrabaixo - Cláudio Cruz; Voz , Adufe, Berimbau de boca - Artur Serra

 

MÚSICA
06 AGOSTO | 22:00H
6€



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Sábado, 05.03.16

marafona.jpg

 

 
A MARAFONA é:

Artur Serra – Canto, Adufe, Bilha, Berimbau, composição e letras
Cláudio Cruz – Contrabaixo, composição e canto
Daniel Sousa – Guitarra Clássica, composição e canto
Ian Carlo Mendoza – Percussões, canto e composição
Gonçalo Almeida – Guitarra Portuguesa, Cavaquinho, Campaniça, Gaita-de-foles, Tracanholas, composição e canto
 
Artur Serra – Canto, Adufe, Bilha, Berimbau, composição e letras

Natural de Damaia, Amadora, licenciou-se em Arqueologia pela Faculdade de Letras de Coimbra, um percurso obviamente determinante na sua musicalidade.

Descobre a criação de música aos 14 anos através de uma guitarra, começando imediatamente a compor canções com os primeiros acordes adquiridos.

O exercício da música ganhou contornos maiores aquando da sua deslocação para Coimbra, participando activamente na cena musical da Universidade, dando os primeiros passos no arranjo de temas do cancioneiro popular português.Integrou como vocalista e bandolinista, a Imperial Tertúlia In Vino Veritas, da Associação Académica de Coimbra, tuna masculina dedicada à recolha do cancioneiro de Coimbra registado desde o século XVI ao século XVIII.

Em 2000 de regresso a Lisboa, fundou conjuntamente com Pedro da Silva Martins (Deolinda) o projecto Bicho de 7 Cabeças, compondo temas (música e letra) e assumindo o papel de vocalista.

Em 2004 e 2005, com o Bicho de 7 Cabeças, leva a Paris um concerto de celebração do 25 de Abril com temas originais e novos arranjos para canções de Zeca Afonso, Sérgio Godinho, José Mário Branco e Adriano Correia de Oliveira.....
 
Cláudio Cruz – Contrabaixo, composição e canto

Natural do Pico, Açores, iniciou os estudos de música em 2003 com a Frequência no curso de Contrabaixo, no Centro de Estudos Musicais do Porto.

Frequentou ainda no Porto, a Masterclass de contrabaixo na ESMAE, com Thierry Barbé, assim como os Workshops de Percussão e Jazz Fusão promovidos pela Casa da Música.

Em continuidade na aprendizagem deste instrumento, cumpriu o curso de Contrabaixo, Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa.

Em 2010 terminou o curso superior de Composição, Escola Superior de Música de Lisboa...........

Daniel Sousa – Guitarra Clássica, composição e canto

Nascido em Oeiras, começou a estudar Guitarra com 15 anos na Escola de Música Crescendo em Oeiras.

Passou também pela Escola de Música de Nossa Sra do Cabo e pela Escola Profissional de Música de Almada. Frequentou o curso superior de composição da Escola Superior de Música de Lisboa do qual pediu transferência para o curso superior de guitarra da ESML como aluno de António Jorge Gonçalves onde concluiu a licenciatura.

Tem actuado a solo ou com o quarteto Zyryab por todo o país e num ciclo de concertos na Suécia e integrava o grupo Pano Cru.

Fez a estreia de uma obra para guitarra solo e electrónica em tempo real do compositor Sérgio Leandro no Festival Música Viva no Centro Cultural de Belém.

Lecciona desde a fundação no Conservatório de Música de Cascais e na Escola de Música Crescendo (onde inicíou os estudos).......

Ian Carlo Mendoza – Percussões, canto e composição

Nasceu em Culiácan, Sináloa, México.

Inicia os estudos musicais aos oito anos de idade na disciplina de piano, mas depois dedica-se a estudos de técnicas de percussão de orquestra, na Escuela de Música de la Universidad Autonoma de Sinaloa (EMUAS), na Escuela de Artes Jóse Limon de la Direccion de Investigación y Fomento de la Cultura Regional (DIFOCUR), e master classes, ateliers e workshops na Universidad Autonoma de México, assim como na Academia de Amadores de Música, em Lisboa.

Realizou a sua aprendizagem, entre outros, com: Steve Shick, Duncan Patton, Antonio Sanchez, João Delgalarrondo, Baltazar Hernandez, David Espinoza e Luis Cascão. 

Foi membro fundador dos ensambles de percussão contemporânea, Ketiak Percussion Ensemble e de Kiclaroian Experimental Percussion; convidado especial pela Orquestra de San Nicolas de Hidalgo em Guanajuato, México......

Gonçalo Almeida – Guitarra Portuguesa, Cavaquinho, Campaniça, Gaita-de-foles, Tracanholas, composição e canto 

Natural de Coimbra, iniciou-se no cavaquinho com cinco anos, pela mão do Pai, co-fundador da Brigada Victor Jara, com ele ingressa no grupo E Viva a Música, ainda em actividade.

Na adolescência tocou guitarra em vários grupos “de garagem” e um pouco mais tarde aceita o convite para tocar baixo na banda de covers Wild Angels, já com grande actividade musical no Algarve, onde então residia.

Licenciou-se em Educação Musical, em Viseu e lecciona a disciplina desde 2001 a alunos do 2º ciclo.

Em Viseu abraçou diversos projectos musicais: Espectáculo Ópera do Bandoleiro com Carlos Clara Gomes e Trigo Limpo, do Teatro Acert; o grupo Maré Alta, projecto que homenageava o 25 de Abril e seus cantores; o grupo Nora Luca, banda de originais pop-rock; o quarteto de jazz Zig Jazz; grupos de baile Fórum e República........
 

 



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Quarta-feira, 24.02.16

marafona.jpg

 

 

A MARAFONA anuncia e afirma o seu “ESTÁ DITO”.


Após a edição do EP “TIA MISÉRIA”, considerado entre os melhores da world music portuguesa de 2014, em menos de um ano e meio depois segue-se  o lançamento do primeiro álbum  previsto para 4 de Março de 2016 nas lojas.
 
“ESTÁ DITO” é um disco ambivalente, que se estende entre o passado e o presente, que se afirma como uma chegada e uma partida. Antes de ouvir o disco temos de nos preparar para uma viagem singular, de canção para canção, com o desafio de desenlear da abordagem vibrante da MARAFONA a inspiração na raíz popular portuguesa, tomando o gosto aos pós do corridinho, da chula, do vira, da cantiga de embalar, do fado, da canção de coimbra, da mazurca, da marcha, da alvorada transmontana e da valsa.
 
Em verdade, este é um disco de canções-retrato seja de personagens vilanescas, do amor Bocagiano, da Marafona de Monsanto a descobrir as faustuosas marchas de Lisboa, das histórias do dia-a-dia e do que mais inquieta.
 
A MARAFONA, é um quinteto que une um coro de vozes à voz grave e intensa de Artur Serra, assim como cruza os instrumentos de cordas e percussões da tradição portuguesa como as trancanholas, o cavaquinho, a guitarra portuguesa ou a viola campaniça de Gonçalo Almeida, os bombos e o adufe de Ian Carlo Mendoza, a instrumentos mais clássicos como o contrabaixo de Cláudio Cruz e a viola de Daniel Sousa.
 
A premissa destes músicos é a de criar e recriar, fazer canções originais com pontos de partida mas sem atilhos, abraçar a llinguagem popular e a linguagem contemporânea resultando na sonoridade que apelidam de “MP3 a válvulas”.
 
“ESTÁ DITO” é um disco com a chancela da Editora PontoZurca (Aline Frazão, Melech Mechaya, entre outros), produzido por Sérgio Milhano e pela MARAFONA,masterizado nos estúdios Uwe Teichert’s Mastering Studio (BEL) (Yann Tiersen, dEUS, Placebo, entre outros).


Conta ainda nas ilustrações com o trabalho de Catarina Sobral e com a participação especial de  Ana Bacalhau (Deolinda) e da Mitó (Naifa) na canção “A improvável toponímia da Marcha Popular, assim como de  Luís Peixoto (Júlio Pereira, Sebastião Antunes Trio), no tema “Traz Paz”, com a sanfona.
 
As canções são originais de Artur Serra e de Daniel Sousa, encontrando um tema da autoria de Pedro da Silva Martins (“Chovesse do Tinto” – música&letra) e outro de José Oliveira (“Corridinho das Comadres” – música, com letra de Artur Serra).



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Domingo, 17.01.16

 

Letra

Vai e vem, vai não vai,
umbela rota não tapa ninguém.
Zanguizarra, zanguizarra,
água o dá, água o leva.
Zanguizarra, zanguizarra
mau governo toca a guitarra.Arrazoado and’ó Rilha Foles,
mocetão airoso mariola bem criado,
encomendou a alma a dois almudes d’água pé,
suspirou com o diabo nas crinas dum canapé,
Muy irresponsável
só agia por paixão.Eu hei-de morrer n’adega
Com um copo cheio na mão.
Só por ti, meu amor, só por morte,
Só por morte é que o vinho deixava.Leva coçadas as costuras do borralho,
vai cantando o fado pendurado p’las orelhas.
Mestre nos telhados e nos becos sem saída,
não teme o calaboiço não lhe teimem o toutiço.
Com carta d’Alforria
os manhosos são felizes.Eu hei-de morrer ceguinho
Com a justiça na mão.
Só por ti, meu amor, só por morte
Só por morte é que o vinho deixava.Rilha Rilha foles sagrado campeão
da imaginativa e real pantominice.
Não quis ser sapateiro cursou para milagreiro,
vende mel de cobra com jeitos de cavalheiro.
Salamalecando
Rilhafoles com malícia.Rilha foles era doce, como vinho generoso,
ávido de vida não deixava de amar
toda a coisa viciosa, toda a coisa elogiosa,
toda a manisfesta libertina, a menina,
vontade irreprimível de criar.
Rilhafoles vai escolhendo o seu caminho
rasgado pela voz do inconsciente.
Nasceu homem, por acaso, diferente, ai…
de tudo aquilo que se lhe previa.Rilha Rilha Foles
Rilha Velhas, um, dois, três e
Rilha Rilha Velhas Rilha vinho branco ou tinto,
Rilha rilha ò gato rilha ratos e o Diabo
Rilha rilha ossos rilha a nossa paciênciaVai e vem, vai não vai,
umbela rota não tapa ninguém.
Zanguizarra, zanguizarra,
água o dá, água o leva.
Zanguizarra, zanguizarra
mau governo toca a guitarra.
 
ZANGUIZARRA
Autor Letra: Artur Serra
Autor Letra%Música refrão: Popular
Autor Música: Artur Serra

 



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Sábado, 16.01.16

 

Letra

 

Não encontrei a letra desta música

 



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Sexta-feira, 15.01.16

marafona.jpg

 

 

“Chula da Alvorada” É o Primeiro Single de “Está Dito"

A Marafona apresenta agora o seu tema “Chula da Alvorada”, primeiro single retirado do álbum de estreia “Está Dito”, que estará à venda muito em breve. “Chula da Alvorada” é uma canção original da Marafona, inspirada pelos ritmos trepidantes das chulas do Minho e baseada em quadras populares portuguesas, com um lado assumidamente interventivo e um refrão irresistível que vai deixar toda a gente com “ó tio, ó tio, quero ouvir ó tio, ó tio” no… ouvido. A Marafona é: Artur Serra (voz principal, adufe e berimbau), Gonçalo Almeida (guitarra portuguesa, cavaquinho, campaniça e trancanholas), Daniel Sousa (viola), Cláudio Cruz (contrabaixo) e Ian Carlo Mendoza (percussões).

 



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Quinta-feira, 14.01.16

 

Letra

 

A seca é severa,
O chão todo estala
chovesse do tinto
e a erva bailava.
A erva bailava
o gado aplaudia,
seguindo a fanfarra
dos peixes da ria.

Nos vales e montes,
caleiras de casas,
levadas e fontes
o povo dançava
O povo dançava
com as mãos em concha,
de baldes e jarras
cantando com pompa:

“- Vai abaixo, vai ao cimo,
vai ao centro e vira um trago!
Engolindo pirolitos
não morremos afogados.
Não morremos afogados
nem nos gaguejam as pernas
se chover que seja tinto
que o vinho bem nos alegra!”

Aldeias e vilas,
cidades, países,
de taças erguidas
brindando felizes.
Brindando felizes,
sem ódios nem guerras,
de rubros narizes
faziam a festa:

rodava a Terra
e o Sol que a seguia,
quem estava no centro
já ninguém sabia.
Já ninguém sabia
tão pouco importava,
Que a farra infinita
no Cosmos reinava:

refrão

E até a matéria
sem luz de ciência,
bailava etérea
a não-existência
A não-existência,
brotava do Nada
e em clarividência
no chão rebolava:

“- Vai abaixo, vai ao cimo,
vai ao centro e vira um trago!
Engolindo pirolitos
não morremos afogados.
Não morremos afogados
nem nos levam com a seca
se chover que seja tinto
que o vinho bem nos alegra!”

Isto é chão que não dá uvas,
só dá parra e muita léria.
Que se cante pela chuva
que a secura é coisa séria.
A secura é coisa séria
E já não pedimos tanto
Se hoje não chover do tinto
ao menos pingue do branco!”

 



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