Segunda-feira, 06.03.17

 

Letra

 

I know when to go out
And when to stay in
Get things done

I catch a paper boy
But things don't really change
I'm standing in the wind
But I never wave bye-bye
But I try, I try

There's no sign of life
It's just the power to charm
I'm lying in the rain
But I never wave bye-bye
But I try, I try

Never gonna fall for
Modern love walks beside me
Modern love walks on by
Modern love gets me to the church on time

Church on time terrifies me
Church on time makes me party
Church on time puts my trust in god and man
God and man no confessions
God and man no religion
God and man don't believe in modern love

It's not really work
It's just the power to charm
I'm still standing in the wind
But I never wave bye bye
But I try, I try

Never gonna fall for
Modern love walks beside me
Modern love walks on by
Modern love gets me to the church on time

Church on time terrifies me
Church on time makes me party
Church on time puts my trust in god and man
God and man no confessions
God and man no religion
God and man don't believe in modern love

Modern love - Modern love
Modern love - Modern love, walks beside me
Modern love - Modern love, walks on by

 



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Sexta-feira, 28.10.16

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DEIXEM O PIMBA EM PAZ

Gente do Norte, o grande DEIXEM O PIMBA EM PAZ
vai estar no próximo dia 19 de Novembro no Casino da Póvoa!

 

Desde sempre fascinado pelo universo pimba, Bruno Nogueira propõe-se dar outra vida a essas canções, juntando Manuela Azevedo, vocalista dos Clã, e outros músicos que fizeram arranjos de jazz e pop onde eles eram pouco prováveis. O pimba é unificador. Às escondidas, para não parecer mal. Seja numa festa da Quinta do Lago, seja no meio de um churrasco em Massamá, aos primeiros acordes de uma música de Quim Barreiros haverá uma debandada a correr para a pista de dança e a cantar o refrão em alegre e alta voz. Deixem o Pimba em Paz é um concerto e um espectáculo de desconstrução e já não é pouco.

 

Com Bruno Nogueira, Manuela Azevedo, Filipe Melo, Nuno Rafael e Nelson Cascais


Casino da Póvoa

19 Novembro às 22h
Preço: 15€



publicado por olhar para o mundo às 23:13 | link do post | comentar

Domingo, 05.07.15

 

O humorista Bruno Nogueira e a cantora Manuela Azevedo atuam em Lisboa, reinterpretando o repertório da música popular e ligeira portuguesa, agora com arranjos para a Orquestra Metropolitana de Lisboa.

"Deixem o pimba em paz" é uma ideia de Bruno Nogueira que, acompanhado de Manuela Azevedo, Filipe Melo, Nuno Rafael e Nelson Cascais, transformou canções da música portuguesa apelidada de "pimba", descontextualizando-as desse rótulo.

Dois anos depois de vários concertos pelo país e de um álbum gravado ao vivo, o quinteto regressa ao Teatro Municipal São Luiz - onde tudo começou - com o mesmo espetáculo, mas com novos arranjos, de Filipe Melo e Mário Laginha, para a Orquestra Metropolitana de Lisboa, sob a direção do maestro Cesário Costa.

"Acho que há pessoas que, quando se sentam nas cadeiras não sabem bem ao que vêm. Rapidamente se percebe, pela onda do grupo, que isto vem de um sítio bom, de fazer coisas bonitas com músicas que já são emblemáticas", disse Bruno Nogueira à agência Lusa.

O repertório da música popular ligeira é fértil e de sucesso, protagonizado por artistas como Quim Barreiros, Ágata, José Malhoa, Marco Paulo, Nel Monteiro, Marante ou Emanuel, cujo tema "Pimba, Pimba" acabou por batizar, há vinte anos, este género musical.

Curiosamente, este tema de Emanuel não entra no alinhamento do espetáculo, porque "não cumpria os requisitos", disse Bruno Nogueira.

"Deixem o pimba em paz" já recriou, deixando quase irreconhecíveis, canções como "24 rosas", "Comunhão de bens", "Porque não tem talo o rabo", "Azar na praia" e "Garagem da vizinha".

Nos ensaios, é notória a descontração dos músicos da orquestra perante estas canções. Num encontro com jornalistas, o maestro Cesário Costa explicou que o trabalho "é idêntico, como se estivessem a ensaiar uma sinfonia”. “Do ponto de vista objetivo o processo é o mesmo".

O mais interessante, afirma o maestro, é uma orquestra "procurar outras pontes com outros estilos" e chegar a públicos diferentes.

Bruno Nogueira rejeita a ideia de que o espetáculo ridiculariza a música pimba ou os seus intérpretes originais. Chama-lhe "laboratório" que aproveita o potencial de um género musical que toda a gente conhece, independentemente da idade ou da condição social.

"É olhar para as canções de uma forma completamente limpa, partir do zero sem pensar nos arranjos originais delas, no que as pessoas vão pensar. Essa liberdade, esse atrevimento que o Bruno propôs a todos, achei que era um desafio maravilhoso", afirmou à Lusa Manuela Azevedo, vocalista dos Clã.

Os próprios intérpretes das canções, como Ágata, Quim Barreiros e Nel Monteiro, conhecem o projeto e gostam do que foi feito, disse Bruno Nogueira.

"Deixem o pimba em paz" estará no Teatro Municipal São Luiz até ao dia 12, com a Orquestra Metropolitana de Lisboa. Depois disso, o espetáculo volta ao formato quinteto em digressão pelo país.

 

Retirado do Sapo Música



publicado por olhar para o mundo às 19:13 | link do post | comentar

Sábado, 10.01.15

 

Bruno Nogueira e Manuela Azevedo interpretam canções do universo pimba, conferindo-lhes novas roupagens e valorizando o texto e a música de um modo que parecerá pastiche, mas que logo se revela desconstrução informada de um imaginário poético e musical por todos reconhecido.

 

“O pimba é unificador. Às escondidas, para não parecer mal.

 

Não é por acaso que numa festa na Quinta do Lago, aos primeiros acordes de uma música do Quim Barreiros, haverá uma debandada de berloques a correr para a pista de dança e a cantar o refrão em alegre e alta voz. O mesmo irá acontecer se, no meio de um churrasco em Massamá, alguém arriscar a mesma música. Os berloques serão porventura menos, mas a alegre e alta voz que canta o refrão terá a mesma força.

 

Há ainda outra coisa que estreita o eixo Quinta do Lago-Massamá: nenhum dos habitantes destas regiões sociais sabe muito mais do que o refrão. E é também uma pena, porque o melhor raramente vem no refrão. Ainda assim há poucos assuntos que liguem tão intimamente pessoas com gostos tão distintos. A mim sempre me fascinou o universo pimba. Por inteiro, com as suas letras, músicas, roupas, coreografias, etc.

 

Este espectáculo propõe-se a dar outra vida a essas canções, juntando músicos que fizeram arranjos de jazz e pop onde eles eram pouco prováveis. Assim, aparece Manuela Azevedo (vocalista dos Clã), para juntos darmos voz a esses temas. E a nós juntam-se as músicas de Quim Barreiros, Ágata, Marante e Marco Paulo, entre outros.

 

Deixem o Pimba em Paz é um concerto e um espectáculo de desconstrução. E já não é pouco."

 

Bruno  Nogueira


Ficha Técnica

Ideia Original e Direção: Bruno Nogueira
Direção Musical: Filipe Melo e Nuno Rafael
Com: Bruno Nogueira, Manuela Azevedo, Filipe Melo, Nuno Rafael eNelson Cascais

 

Na ACERT - Tondela

Auditório 1
Sábado, 17 de janeiro às 21:45

 

Preço: 7,5/10 €



publicado por olhar para o mundo às 12:50 | link do post | comentar

Segunda-feira, 27.10.14

manuela_azevedo.jpg

 

O Centro Cultural de Belém, em Lisboa, deu “carta branca” à cantora Manuela Azevedo, que partiu da palavra “Coppia” (parelha ou dupla, em italiano) para unir um reportório variado com dança, no dia 1 de novembro.

Além da vocalista dos Clã, vai estar em palco outro elemento da banda, o guitarrista Hélder Gonçalves, além dos bailarinos Joana Castro e Valter Fernandes, sob direção cénica de Victor Hugo Pontes, outro colaborador de longa data do grupo.

“Fui buscar dois cúmplices para as duas coisas. Para a parelha musical, o Hélder, com quem me entendo muito bem há muitíssimos anos e em quem confio absolutamente nas escolhas que faz, na maneira como estica a corda nesses desafios, e o Victor Hugo Pontes, que é nosso cúmplice já desde 2004, em várias vertentes”, disse à Lusa Manuela Azevedo.

Quando do convite por parte do Centro Cultural de Belém, a artista decidiu que havia uma coisa que “não podia fazer” e outra que “não queria fazer”: “A que eu não podia fazer era envolver os Clã aqui, porque nós tínhamos acabado de sair de um processo de gravar um disco novo, de preparar uma digressão nova e era muito injusto estar a pegar neles e a pô-los num processo criativo. (…) A que eu não queria fazer tinha que ver com a ideia de construir um espetáculo que fosse mais previsível, as canções da minha vida, a cantora Manuela Azevedo”.

Depois da escolha do conceito e dos seus “cúmplices”, o próximo passo passou a ser a escolha de repertório, que teria de estar ligado ao tema a desenvolver e ao som “bastante minimal” a ser criado em palco, despido de banda.

“Ainda não está completamente fechado o repertório. Eventualmente teremos duas canções dos Clã, há algumas canções em português inevitavelmente. Para nós era muito importante passar a ideia do conceito às pessoas e a melhor maneira é também através da compreensão do texto e, se for em português, é mais fácil”, explicou a artista.

De um total de 50 canções selecionadas passou-se para menos de metade, tendo sido descartados temas tão distintos como “They are in Love”, do ex-Talking Heads David Byrne, ou “Amor de Parceria”, de Noel Rosa.

“Algumas foram retiradas porque falavam ambas da mesma coisa, e havia uma que era mais clara; outras ficaram pelo caminho, porque esse exercício de as tornar mais cruas não funcionava. E, depois, também foi uma escolha feita um bocado a três, pensar com o Victor e com o Hélder o que é que eles achavam mais interessante”, disse Manuela Azevedo, que, durante o ensaio pediu à Lusa - entre risos - para não divulgar o nome das canções todas, para que as surpresas ainda fossem possíveis aos eventuais espectadores.

Para Manuela Azevedo, o “trabalho em parceria é das coisas mais maravilhosas e mais ricas”, o que a levou a usar a ideia de “Coppia”, uma palavra que chegou a estar numa lista de nomes para álbuns dos Clã, para “usar esse conceito (…), tendo duas ‘coppias’ em cena, que pudessem servir de eco uma da outra, de sombra uma da outra, de complemento, até de oposto uma da outra”.



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Sábado, 28.06.14

 

 

Letra

 

 

Mesmo que os cantores sejam falsos como eu
Serão bonitas, não importa
São bonitas as canções
Mesmo miseráveis os poetas
Os seus versos serão bons
Mesmo porque as notas eram surdas
Quando um deus sonso e ladrão
Fez das tripas a primeira lira
Que animou todos os sons
E daí nasceram as baladas
E os arroubos de bandidos como eu
Cantando assim:
Você nasceu para mim
Você nasceu para mim

Mesmo que você feche os ouvidos
E as janelas do vestido
Minha musa vai cair em tentação
Mesmo porque estou falando grego
Com sua imaginação
Mesmo que você fuja de mim
Por labirintos e alçapões
Saiba que os poetas como os cegos
Podem ver na escuridão
E eis que, menos sábios do que antes
Os seus lábios ofegantes
Hão de se entregar assim:
Me leve até o fim
Me leve até o fim

Mesmo que os romances sejam falsos como o nosso
São bonitas, não importa
São bonitas as canções
Mesmo sendo errados os amantes
Seus amores serão bons




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Quinta-feira, 30.01.14

 

Hoje acordei num dia cinzento
Desde o começo senti que era diferente
Tinha uma sensação de estranheza cá dentro
Como naqueles dias que tu pensas no antigamente
A minha mente dizia falta algo é tão claro como água
Refletia sobre o porquê da vida ser amarga, trava
A maior arma é não deixar esmorecer a alma
Acreditar que o jogo não está perdido
Continuar a sorrir por muito que possas estar fodido
Eis a questão eu não vejo ninguém a sorrir
Sem orientação já ninguém deixa fluir

 

Não encontrei a letra desta música



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Terça-feira, 22.10.13
letra
Quando você vem com essa cara
De menina levada para a brincadeira
dá me um arrepio na pele
sinto água na boca
pra ficar com você

Você não tem um pingo de vergonha
E todo homem sonha, ter alguém assim
Realizando minhas fantasias
Taras e manias você vem pra mim
Uma lady na mesa
Uma louca na cama
Na maior safadeza você diz que me ama
e na minha cabeça desvario e loucura
Quando você começa ninguém mais a segura

E mexe remexe, se encosta, se enrosca
Se abre, se mostra pra mim
Me agarra, me morde, me arranha
Não mude que eu quero você sempre assim (x2)

Quando você vem com essa cara
De menina levada para a brincadeira
Dá-me um arrepio na pele
Sinto água na boca
Pra ficar com você

Você não tem um pingo de vergonha
E todo homem sonha, ter alguém assim
Realizando minhas fantasias
Taras e manias você vem pra mim
Uma lady na mesa
Uma louca na cama
Na maior safadeza você diz que me ama
E na minha cabeça, desvario e loucura
Quando você começa ninguém mais a segura

E mexe remexe, se encosta, se enrosca
Se abre, se mostra pra mim
Me agarra, me morde, me arranha
Não mude que eu quero você sempre assim (x3)

Musica do espectáculo "Deixem o pimba em paz"


publicado por olhar para o mundo às 13:23 | link do post | comentar

Sábado, 21.09.13

Bruno Nogueira e Manuela Azevedo exploram o potencial da música pimba

O humorista Bruno Nogueira e a cantora Manuela Azevedo vão explorar o potencial da música pimba portuguesa, com novos arranjos, num espetáculo que se estreará no dia 28 no Teatro Municipal São Luiz, em Lisboa.


Em "Deixem o pimba em paz", Bruno Nogueira e Manuela Azevedo irão interpretar canções do repertório de música portuguesa, mais brejeira e popular, com novos arranjos musicais assinados por Filipe Melo, pianista ligado ao jazz, e Nuno Rafael, conhecido sobretudo no universo do pop rock português. "Queria explorar o potencial da música pimba para lá do que as pessoas conhecem", afirmou Bruno Nogueira, autor da ideia do espetáculo, em entrevista à agência Lusa.

 

O humorista vai cantar, ao lado de Manuela Azevedo, dos Clã, mais de uma dezena de canções que abrangem "um bocadinho de tudo da música pimba" e que, apesar de transformadas com novos arranjos, vão ser reconhecidas pelo público português. "Incomoda-me essa coisa de rotular a música. O pimba é uma música unificadora, mais popular, passa em festas e bailes, mas não é tudo brega; também abrange histórias que podiam passar-se com qualquer um", sustentou o humorista.

 

Aliás, Bruno Nogueira sublinha que "a maior parte das pessoas que criticam a música pimba são as primeiras a ir dançar". O termo "pimba", que tem uma conotação pejorativa para determinadas canções da música portuguesa, tem sido utilizado sobretudo desde os anos 1990, quando o cantor Emanuel revelou a canção "Pimba, Pimba", em 1995. Sobre o repertório escolhido, Bruno Nogueira referiu apenas a escolha de "Taras e manias", de Marco Paulo, escusando-se a revelar o restante alinhamento.

 

"Deixem o pimba em paz" estará nos dias 28 e 29 no Teatro Municipal São Luiz, em Lisboa, seguindo depois para o Teatro Sá da Bandeira, no Porto, nos dias 02 e 03 de outubro. Depois destas datas, o espetáculo seguirá em digressão pelo resto do país.

 

Retirado do Sapo Música



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Terça-feira, 25.12.12

Sara Tavares em concerto Solidário

Manuela Azevedo, dos Clã, Sara Tavares, Luísa Sobral, Cuca Roseta e Maria Bradshaw juntam-se no palco do Pavilhão Atlântico a 8 de março do próximo ano, para um concerto solidário, cujas receitas revertem a favor da Associação Novo Futuro.

 

Fundada em 1996 em Portugal, a Associação de Lares Familiares para Crianças e Jovens Novo Futuro é uma instituição particular de solidariedade social. De âmbito nacional e sem fins lucrativos, tem como objetivo o acolhimento em pequenos lares de crianças e jovens privados de ambiente familiar adequado, proporcionando-lhes o desenvolvimento humano a que têm direito, o afeto, bem-estar e privacidade, para além de uma educação que lhes permita uma plena integração na sociedade.

 

Ao longo de mais de uma década de trabalho, a Novo Futuro já acolheu 134 crianças e jovens, tendo atualmente oito Lares (sete na Grande Lisboa e um em Gaia), onde residem 74 crianças e jovens, nos quais serão investidas as verbas resultantes do espetáculo.

 

O espetáculo tem início às 22h00.

 

Os bilhetes, à venda nos locais habituais, custam entre €10 e €40.

Sara Novais



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Quarta-feira, 11.07.12
Quinze reclusas e vocalista dos Clã apresentam peça na Assembleia da República

Quinze mulheres de várias nacionalidades, reclusas da cadeia de Santa Cruz do Bispo, em Matosinhos, vão apresentar, na quinta-feira, uma peça de teatro na Assembleia da República, que contou com a participação de Manuela Azevedo, dos Clã.

 

Inesquecível Emília é o nome da peça que parte da experiência das próprias reclusas e é uma iniciativa da PELE, uma associação de intervenção social pela cultura, tendo já sido representada em Fevereiro no interior do estabelecimento prisional.

 

Manuela Azevedo, a vocalista dos Clã, que trabalhou na peça e vai participar no espectáculo, diz que, às vezes, na Assembleia da República (AR), parece «que há um desfasamento enorme, um desligar da realidade e daquilo que as pessoas são e aquilo que o país efectivamente é».

 

Por isso, afirmou à Lusa o importante que pode ser esta apresentação no parlamento: «Estas mulheres vão levar vida à AR, vão levar realidade nua e crua, de uma forma muito concreta e acho que isso vai ser um exercício muito interessante para os nossos deputados. Eles que vejam isto com um olhar muito atento e que lhes sirva de lição, não só para a realidade das prisões e da Justiça, mas também para outras realidades e para a vida que está ali».

 

Para Hugo Cruz, da PELE, o convite feito pela presidente da AR, Assunção Esteves, tem um «valor simbólico muito forte e o grupo está muito entusiasmado». No «fundo, é tornar visível uma realidade, é dar um rosto às pessoas que estão presas em Portugal e é mostrar que estas pessoas são capazes de fazer coisas positivas».

 

A PELE quer chamar a atenção para a necessidade de uma maior continuidade «neste tipo de trabalho para que ele seja produtivo» e por isso pediram audiências aos diferentes grupos parlamentares para apresentar dois relatórios que referem as mais-valias que os vários trabalhos trouxeram «na certificação de competências destas 15 mulheres através de um projecto artístico».

 

Para Manuela Azevedo, a oportunidade de participar no desafio da PELE «teve a ver com razões bastante egoístas». «Interessava-me muito perceber outras disciplinas relacionadas com a performance, o teatro e todo esse trabalho criativo à volta da construção de uma peça e o facto de o poder fazer num local também particular, de privação de liberdade, era um convite que abria muitas curiosidades e muitas apreensões», lembrou.

 

«O que foi muito bom de perceber foi que, apesar de estar num espaço de privação de liberdade, o exercício era de liberdade total, de se inventar as coisas, de perceber como é que se podia contar as histórias que elas queriam contar e isso uma lição muito importante», lembrou a cantora.

 

«Por mais que as pessoas estejam aprisionadas nas suas cadeias, nas suas decisões, umas mais evidentes que outras, há sempre a possibilidade de escapar, e arte e a criatividade são das melhores portas de fuga e de exercício de liberdade que a gente tem à mão» acrescentou.

 

A peça, descreve Manuela Azevedo, «é uma espécie de devaneio, que partiu de um exercício que foi passado às mulheres, que era de elas escreverem uma carta que achassem interessante receber ou remeterem».

 

Acabaram por fazer «um retrato da rotina e do dia-a-dia da vida de uma cadeia, mas passam por uma fuga para o sonho e por isso há uma dimensão de cabaret e de ‘glamour’ misturada nessa rotina mais dura e mais monocromática da cadeia».

 

Para a vocalista acabou por ser uma «experiência muito enriquecedora»: «Foi muito simpático conhecer estas mulheres, muito interessantes, muito generosas na maneira como me receberam no meio delas, como me trataram como igual, sem distâncias nenhumas, sem desconfiança. Foi muito bom, uma lição de vida».

 

Noticia do Sol



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Domingo, 19.06.11
Letra

para a Paula rego

Sei que existe um lugar
entre a noite e a luz
onde os meninos andam nus
dentro e fora do mar

Há um gato a tocar
há um cão que é mulher
e um corvo a querer voar
de um desenho qualquer

Uma casa no campo
uma voz, um centauro
e as asas de um anjo
que as bruxas quiseram tecer ao contrário

A rapariga tem
que engolir sem um ai
mais um pássaro que é também
o seu filho e o seu pai

No jardim de Crivelli
ao som de traviattas
os meninos perdidos
descansam no colo gentil dos piratas

Onde estás? | quem me faz | um feitiço?

O macaco vermelho
vai batendo à mulher
e eu vejo-me ao espelho
será que o macaco irá morrer velho?



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Sexta-feira, 17.06.11
Letra
Não me interpretes mal
Não troques os sinais
Tu sabes que no fundo
Bem lá no fundo
Somos todos iguais
Malhas caídas
Esperança e pouco mais.
Não me interpretes mal
Não me queiras julgar
Sabes que a solidão
Deixa a razão
Fora do seu lugar
Malhas caídas
Pontas por apanhar.

Afasta esse olhar
De quem nunca viu
Uma mulher pronta p'ra dar
E p'ra tirar tudo o que quer.

Rasga-me a roupa
Salta esse muro
Todo o passado
Todo o futuro
Porque nós somos
Do mesmo lado escuro.
Não me interpretes mal
Somos iguais na dor
Tu vais ver que afinal
Basta uma chama
Um pouco de calor
Basta uma chama
Um pouco de calor..."



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Quinta-feira, 16.06.11
Letra
A culpa não, não é do Sol
Se o meu corpo se queimar
A culpa não, não é do Sol
Se o meu corpo se queimar
A culpa é da vontade
Que eu tenho de te abraçar

A culpa não, não é da praia
Se o meu corpo se ferir
A culpa não, não é da praia
Se o meu corpo se ferir
A culpa é da vontade
Que tenho de te sentir

A culpa é da vontade
Que vive dentro de mim
E só morre com a idade
Com a idade do meu fim
A culpa é da vontade

A culpa não, não é do mar
Se o meu olhar se perder
A culpa não, não é do mar
Se o meu olhar se perder
A culpa é da vontade 
Que eu tenho de te ver

A culpa não, não é do vento 
Se a minha voz se calar
A culpa não, não é do vento 
Se a minha voz se calar
A culpa é do lamento
Que sufoca o meu cantar

A culpa é da vontade
Que vive dentro de mim
E só morre com a idade
Com a idade do meu fim
A culpa é da vontade


publicado por olhar para o mundo às 17:17 | link do post | comentar


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envie um email para: olharparaomundo (arroba) sapo.pt
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