letra
Letra : Corpo de Pedra coração de aço
Kosmo
Escrevi esta carta uns dias antes
para saberes como estou
já faz seis anos que estou ausente
eu já nem sei quem sou
nem tenho forças para ligar
e para ouvir um "tô"
saudades tuas da mãe
das manas e do avô
já tentei escrever
mas fiquei só pelo um excerto
nem fotos vossas chegam
para esconder o aperto
as coisas não correram bem
no meu primeiro emprego
imigração é mesmo assim
vives no desassossego
língua que não entendes
um patrão que te abusa
paga te três vezes menos
ele sabe que te usa
só porque a tua seleção
não tem a mesmo blusa
queres um contrato de trabalho
mas ele recusa
fazer o que? voltar à terra
mostrar o fracasso
mostrar que tudo foi em vão
e dei um passo em falso
aguentas tudo sofres tudo
é isto que eu faço
corpo de pedra
coração de aço ...
Malabá - Refrão
" Diz-me se é suposto
impor limite no meu sonho
se o suor que escorre o rosto
equivale ao sangue que ponho
a vida que disponho para muitos é perda de espaço
Mas eu tenho um corpo de pedra
e um coração de aço... "
Escrevi esta carta uns dias
antes para saberes como estou
já faz 6 anos que estou ausente
e já nem sei quem sou
dez julgamentos onze arguidos
e nem tudo acabou
sentenças atras de sentenças
e é assim que vou
visitas já cancelaram
mau comportamento
nem estas 4 paredes me tiram
do movimento
acorrentado por fora
mas nunca por dentro
tenho saudades de vocês todos
nigga ja faz tempo
nem sabes como aguento
lagrimas de sangue
minha cota já faleceu
meu filho já te grande
arrependimento nunca passa
é um dor constante
so peco que deus me perdoe
e me aguarde um instante
a cana não é fácil
nem sabes o que passo
guardas que te fazem abuso
e o pitéu esta escasso
aguentas tudo sofres tudo
é isto que faço
corpo de pedra
coração de aço
Malabá - Refrão
" Diz-me se é suposto
impor limite no meu sonho
se o suor que escorre o rosto
equivale ao sangue que ponho
a vida que disponho para muitos é perda de espaço
Mas eu tenho um corpo de pedra
e um coração de aço... "
escrevi esta carta uns
dias antes para saberes como estou
ja faz 6 anos que estou ausente
e ja nem sei quem sou
dizem que uma missão de paz
e que a guerra findou
mas todos dias ha noticias
que a bomba rebentou
vim pelo o orgulho á pátria
mas o que é que eu resolvo
de camuflado botas e uma arma
de fogo
eles veem como um inimigo
não como um do povo
numa guerra que não é minha
e luto dia todo
imagens vossas no cacifo
não escondem a tristeza
fui destacado para mais três anos
mas não tenho a certeza
eu só quero voltar para casa
para me sentar a mesa
tenha uma filha com seis anos
parece uma princesa
ser soldado não é fácil
mas é isto que eu passo
ou volto para casa vivo
ou num caixão com um laço
aguentas tudo sofres tudo
é isto que eu faço
corpo de pedra
coração de aço
Malabá - Refrão
" Diz-me se é suposto
impor limite no meu sonho
se o suor que escorre o rosto
equivale ao sangue que ponho
a vida que disponho para muitos é perda de espaço
Mas eu tenho um corpo de pedra
e um coração de aço... "
Letra
Há sempre alguém que irá dizer
Tu és fake nigga
Não não tenho nada a esconder
Tu és fake nigga
Não interessa o que me vão dizer
Se eu sou fake nigga
Vou continuar a fazer como tenho feito nigga
Como tenho feito
Olho para trás e não vejo ninguém
Será que estou adiantado ou não vem ninguém?
Likes são cem, partilhas são mil
Esquece o meu flow persistência é o meu skill
O meu albúm saiu dia 1 de Abril
2013 o sonho era Português
Apareci nas TVs e a radio passou pelo menos
3 vezes o meu som com o vinil
Não é mentira o meu olho abriu
Cansei de viver sempre no rodopio
Hip Hop é o meu berço não é o movimento
Que há muito elemento que diz que é da gente
Mas bate de frente com quem lhes pariu
Eu sei quem matou o RAP
Mas o que nasce na margem
Renasce na margem
Nosso RAP não metem no fundo do rio
Sou filho do Hip Hop e não papo nenhum piu
Não troco o meu foco por conas com cio
Na rua ou na net o meu RAP é vadio
Não nego que o meu swag é o mais wack
Que a tuga já viu
Que o falso moralismo não aceito
Tudo o que sinto é o que eu digo
O que eu vivo é o que eu exprimo
Dá me um beat que eu rimo do meu jeito
Há sempre alguém que irá dizer
Não não tenho nada a esconder
Não interessa o que me vão dizer
Vou continuar a fazer como tenho feito nigga
Como tenho feito
É só bytes e bytes e bytes
Comem-se tipo canibais
E eu é que sou o fake nigga
Comem-se tipo canibais
E quem é que não gosta de likes
Eu também gosto de likes
Mas gosto mais da minha vida
Dou tudo pelo movimento onde me inspiro
Daqui não saio nigga nem a tiros
Beats inspiro flow transpiro
Nem azul nem vermelho
Eu não sou de San Siro
Dagun é margem sul
É margem sul que eu visto
Não enrolo a minha bandeira nem quando ouço o apito
Não regulo pulo por cima da crise
Sou preto, sou branco sou de Paio Pires
Tu desiste encosta a box e assiste
Aqueles que protegem me as costas de Cristo
É triste ver como é que o movimento tá
Se não for pelo dinheiro conta quantos é que há
Rappers estão tipo uruguaios
Comem-se tipo canibais
É só bytes e bytes e bytes
E quem é que não gosta de likes
Comem-se tipo canibais
E eu é que sou o fake nigga
Comem-se tipo canibais
E quem é que não gosta de likes
Comem-se tipo canibais
Eu também gosto de likes
Mas gosto mais da minha vida
Letra
É preciso ter cuidado com aquelas mulheres bonitas, hum, há umas que são perigosas...
Sinceramente adoro a maneira como ela mexe
Concentra só no pau, adora a maneira como ele cresce
Vê como ela sobe, vê como ela desce
Ela quer, ela pode, que ela é boa da cabeça aos pés
Não existe homem no mundo que rejeite
Aquela perna, aquele rabo, aquele peito
Aquela cintura desenhada com um traço perfeito
Aquele rosto que não podes pôr defeito
O jeito dela é de vêras bué picante
De vêras bué provocante
Tou perante uma mulher a sério
Não dá moral nenhuma
Não bebe e não fuma
E como ganha a vida é um mistério
Deixo ao teu critério
Vê como ela veste, vê como ela grifa
Snifa coca, apanha a pica da moca
Vê como ela tá na moda
Tira foto a noite toda
Rouba atenção, até do homem da outra
[REFRÃO]
Ela é perigosa, é como fazer sexo com uma bófia
Chave de cadeia bandida da moda
Ela é perigosa, daquelas que uma foda acaba a relação
Daquelas que em silêncio arrasta a multidão
Perigosa, cria um ladrão, cobra venenosa
Daquelas que se pedires a mão, até o padre goza
Porque carne mastigada não merece rosa
Ela é perigosa
Gostosa, cheirosa, charmosa
Cobra duzentos euros por um sonho cor de rosa
Na disco não dá prosa, sorri mas não dá bola
Adoro quando ela requebra naquela sola
Segue o ritmo da tarola, nigga aquele cor de jola
Têm grife, têm style, têm escola
Dizem que é sobrinha favorita, aí dum tio de Angola
O único problema é que não têm nada na carola
Não se preocupa com o que dizem, fofocas não lhe atingem
A mural é tão alta se fosse vulgar tinha vertigem
É controversa essa inveja...
E qual é que é o problema se o material não é de origem?
Gosta que lhe brutalizem, que lhe algemem que lhe piquem
Deixa-te marcas na esperança que não cicatrizem
Faz com que as tuas fantasias, se realizem
Já perou com mais de mil, mas a atitude ainda é de virgem
[REFRÃO]
Ela é perigosa, é como fazer sexo com uma bófia
Chave de cadeia bandida da moda
Ela é perigosa, daquelas que uma foda acaba a relação
Daquelas que em silêncio arrasta a multidãoPerigosa, cria um ladrão, cobra venenosa
Daquelas que se pedires a mão, até o padre goza
Porque carne mastigada não merece rosa
Ela é perigosa
Não estou preocupado
Sei que eu danço com o diabo, danço com o diabo em forma de mulher
Não, não estou preocupado, sei que eu danço com o diabo, danço com o diabo em forma de mulher
Não estou preocupado
Sei que eu danço com o diabo, danço com o diabo em forma de mulher
Não estou preocupado
Sei que eu danço com o diabo, danço com o diabo em forma de mulher...
Letra
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Letra : Malabá e Kosmo
Instrumental : Prodlem
Letra
Refrão
Assim não dá (não) A vida é marada
E nós? Nós somos de luas
Assim não dá O que será,
De ti? sem poder ver as ruas?
Assim já não dá (não), Já não aguento mais (não)
Assim já não dá (não), Já não aguento. Assim não dá (não)
TILHON
assim não dá (não) digam-me qual o remédio
cansei de pensar que era com os rapazes encostado a um prédio
Deus é rei eu sou um mero intermédio
é difícil dizer não ao pecado quando diariamente sofro de assédio
entre o amor e o tédio mantenho o meu prumo
Mas sinto o cheiro a gente porca mesmo quando me perfumo
E bonito!! é suares pa ter guito
quando te convidam pa merda tu ergueres o manguito
Cansei dos tempos em que roubar um cap era um troféu
Hoje decido aquilo que vejo. o comando é meu.
Prefiro pedras no sapato do que descalço a caminhar nas pedras
Não ambiciono o topo, não domino o para-quedas
Não!! só basta dizer basta
disse não a muita parada que já me deu muita pasta
porque a vida lá se enrola tipo cabelo dum rasta
com muita cambalhota aprendi a ser ginasta
(po) porra .. a vida é linda o quanto basta
mesmo quando aparenta (boy) ser dura e nefasta,
(po) porra, tudo vive pó desenrasca
queixume perpétuo duro de roer a casca
Malabá:
Sinto o peso de Atlas há bués
Ou concordo com todo o mundo ou puxam-me os pés
Se abro muito as asas sou atacado por Jacarés
Se sigo a onde errada sou afogado por Moisés
És do tamanho do que vês nas tv's não percebes
Que a tua sensatez é do tamanho de um insecto
Aponto o dedo por mais estranho que pareça
Estou armado em Deus ninguém dá pela minha presença
A incerteza baniu a minha crença
Entreguei-me à dúvida e o vazio não compensa
Levanto a cabeça e o que vejo não motiva
Quantas lágrima derramei e não cobrei iva
Dizem que tenho um rei na barriga mas não entendo
Desde puto que ouço um barulho e é sempre o mesmo~
A fome leva o homem ao extremo
Sou português estou habituado ao sofrimento
Letra
Queria eu puder saber
A hora certa e o dia
Desde a última vez,
E se eu contar pelos dedos
Todos os "porquês",
Não paga a cara nem a dívida
Que ficou por pagar.
Já tá pago,
Já é hora,
Já vais tarde,
Sem demora.
Reza o vento,
Péla, acorda,
Uma sombra,
Sem vergonha.
Leva o castigo
Contigo p'ra trás
Aonde estou,
Modéstia à parte,
Eu chego ao fim.
E quem eu sou,
Um homem nobre,
Que acaba aqui.
(Malabá)
Um homem nobre à procura de paz e sossego,
Dificuldades na vida obrigaram a sentir o sabor do vento.
Desemprego é o contratempo, crise pr'a mim não tem fundamento,
Vivemos na sombra de quem controla todo o meu subornamento.
Se pr'a mim não dá, pr'a ti não dá então acaba aqui,
Está pr'a nascer o dia em que irei pagar pelo pão que não comi.
A dívida já tá paga, o que não tá pago é a desilusão,
Sintomas apontam pr'a mais uma grande depressão.
Se não estás a par do que se passa então não dás valor à vida,
Nem falo da pomba branca que está cada vez mais encardida,
Está cada vez mais desiludida,
Está cada vez mais ofendida,
Bandeira que está estendida, está cada vez menos compreendida.
Que pátria é esta, contesta cada vez que tem uma chance?
Sinto que vou fazer uma loucura a qualquer instante,
Leva o castigo contigo é tudo o que eu te digo,
Não queiras ver este homem nobre como teu inimigo.
Aonde estou,
Modéstia à parte,
Eu chego ao fim.
E quem eu sou,
Um homem nobre,
Que acaba aqui.
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