Quinta-feira, 19.10.17

 

Letra

 

Recebi o teu bilhete
Para ir ter ao jardim
A tua caixa de segredos
Queres abri-la para mim

E tu não vais fraquejar
Ninguém vai saber de nada
Juro não me vou gabar
A minha boca é sagrada

De estar mesmo atrás de ti
Ver-te da minha carteira
Sei de cor o teu cabelo
Sei o shampoo a que cheira

Já não como já não durmo
E eu caia se te minto
Haverá gente informada
Se é amor isto que eu sinto

Refrão:
Quero o meu primeiro beijo
Não quero ficar impune
E dizer-te cara a cara
Muito mais é o que nos une
Que aquilo que nos separa

Promete lá outro encontro
Foi tão fugaz que nem deu
Para ver como era o fogo
Que a tua boca prometeu

Pensava que a tua lingua
Sabia a flor do jasmim
Sabe a chiclete de mentol
E eu gosto dela assim

Refrão:
Quero o meu primeiro beijo
Não quero ficar impune
E dizer-te cara a cara
Muito mais é o que nos une
Que aquilo que nos separa

 

Música: Rui Veloso
Letra: Carlos Tê

 



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Terça-feira, 15.11.16

 

Letra

 

Não encontrei a letra desta música

 



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Quarta-feira, 27.07.16

 

Letra

 

O meu amor tem lábios de silêncio
E mão de bailarina
E voa como o vento
E abraça-me onde a solidão termina

O meu amor tem trinta mil cavalos
A galopar no peito
E um sorriso só dela
Que nasce quando a seu lado eu me deito

O meu amor ensinou-me a chegar
Sedento de ternura
Separou as minhas feridas
E pôs-me a salvo para além da loucura

O meu amor ensinou-me a partir
Nalguma noite triste
Mas antes, ensinou-me
A não esquecer que o meu amor existe

 



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Sexta-feira, 18.04.14

 

 

Letra

 

Procura por mim
Quando for já logo à noite na praia
Com o sol a derreter-se enfim
Procura por mim
Com o vento por saia
E em lugar de suor o sargaço.

Eu estarei quieto e assim sozinho
Cheio das dúvidas do universo
À tua espera
A desenhar o caminho
Para te escrever em verso
No meu regaço.

O abraço.





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Sexta-feira, 03.01.14

Mafalda Veiga

 

A data de 09 de Janeiro para o concerto de Mafalda Veiga no CCB encontra-se esgotada. A data extra será 10 de Janeiro.

 

"Todas as palavras tocam", o espectáculo que Mafalda Veiga levará ao Centro Cultural de Belém (CCB) no dia 10 de Janeiro encontra-se esgotado. Dai que tenha sido criada uma data extra, que será a 09 de Janeiro.

Neste espectáculo acústico, Mafalda Veiga traz à superfície as palavras de cada canção, tornando-as mais visíveis, como se fossem pele, capazes de ser tocadas e de tocar, nesse caminho único, tão misteriosamente evocativo e extraordinário, que é a música.

A acompanhar a cantora estarão Filipe Raposo ao piano, Lars Arens no trombone e eufónio e Cláudio Silva no trompete e no flugel.

O alinhamento terá como critério a relação de afecto da autora com as suas próprias canções, as que o público adoptou também como suas e as canções de alguns outros autores e compositores que fazem parte da sua vida.

O preço dos bilhetes para dia 09 de Janeiro variam entre os 10 e os 25 euros.

 

retirado do HardMúsica



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Quinta-feira, 22.08.13

 

Letra

 

Tiritas pa este corazón partío.
Ti-ri-ti-tando de frio
Tiritas pa este corazón partío,
Pa este corazón

Ya lo ves, que no hay dos sin tres,
que la vida va y viene y que no se detiene...
Y, qué sé yo,
pero miénteme aun que sea, dime que algo queda
entre nosotros dos, que en tu habitación
nunca sale el sol, ni existe el tiempo,
ni el dolor.

Llévame si quieres a perder,
a ningún destino, sin ningún por qué.

Ya lo sé, que corazón que no ve
es corazón que no siente,
o corazón que te miente amor.
Pero, sabes que en lo más profundo de mi alma
sigue aquel dolor por creer en ti
¿qué fue de la ilusión y de lo bello que es vivir?

¿Para qué me curaste cuando estaba herido
si hoy me dejas de nuevo el corazón partío?

¿Quién me va a entregar sus emociones?
¿Quién me va a pedir que nunca le abandone?
¿Quién me tapará esta noche si hace frío?
¿Quién me va a curar el corazón partío?
¿Quién llenará de primaveras este enero,
y bajará la luna para que juguemos?
Dime, si tú te vas, dime cariño mío,
¿quién me va a curar el corazón partío?

Tiritas pa este corazón partío.
Tiritas pa este corazón partío.

Dar solamente aquello que te sobra
nunca fue compartir, sino dar limosna, amor.
Si no lo sabes tú, te lo digo yo.
Después de la tormenta siempre llega la calma.
pero, sé que después de ti,
después de ti no hay nada.

¿Para qué me curaste cuando estaba herido
si hoy me dejas de nuevo el corazón partío?

¿Quién me va a entregar sus emociones?
¿Quién me va a pedir que nunca le abandone?
¿Quién me tapará esta noche si hace frío?
¿Quién me va a curar el corazón partío?
¿Quién llenará de primaveras este enero,
y bajará la luna para que juguemos?
Dime, si tú te vas, dime cariño mío,
¿quién me va a curar el corazón partío?

¿Quién me va a entregar ...




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Terça-feira, 13.11.12

 

 

Letra

 

Por mais que a vida nos agarre assim
Nos troque planos sem sequer pedir
Sem perguntar a que é que tem direito
Sem lhe importar o que nos faz sentir

Eu sei que ainda somos imortais
Se nos olhamos tão fundo de frente
Se o meu caminho for para onde vais
A encher de luz os meus lugares ausentes

É que eu quero-te tanto
Não saberia não te ter
É que eu quero-te tanto
É sempre mais do que eu te sei dizer
Mil vezes mais do que eu te sei dizer

Por mais que a vida nos agarre assim 
Nos dê em troca do que nos roubou
Às vezes fogo e mar, loucura e chão
Ás vezes só a cinza do que sobrou

Eu sei que ainda somos muito mais
Se nos olhamos tão fundo de frente
Se a minha vida for por onde vais
A encher de luz os meus lugares ausentes

É que eu quero-te tanto
Não saberia não te ter
É que eu quero-te tanto
É sempre mais do que eu sei te dizer
Mil vezes mais do que eu te sei dizer



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Segunda-feira, 12.11.12

 

 

letra

 

O bando debandou
subindo do arvoredo
do vácuo que ficou
no fim do seu degredo
as asas abrem chagas
no acinzar do entardecer
e amansam a agonia
do dia a escurecer

ensombram a ribeira
e o verde da seara
e passam pela eira
em que o sol se pousara
nas gotas do orvalho
luarento e vacilante
refrescam o cansaço
e dormem um instante

Pássaros do sul
bando de asas soltas
trazem melodias
p'ra cantar às moças
em noites de romaria
em noites de romaria 

no adejo da alvorada
oscila a minha mágoa
o céu à desgarrada
irrompe azul na água
e a passarada acorda
no sonhar de um camponês
e entrega-se no sul
do frio que à noite fez 

é tempo da partida
e a cor no horizonte
adensa a despedida
e o borbotar da fonte
as asas abrem chagas
na poeira o sol acalma
num agitar inquieto
que me refresca a alma 

pássaros do sul
bando de asas soltas
trazem melodias
pra cantar às moças
em noites de romaria
em noites de romaria



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Quinta-feira, 21.06.12

 

Letra

 

Ninguém disse que os dias eram nossos
Ninguém prometeu nada 
Fui eu que julguei que podia arrancar sempre 
Mais uma madrugada 
Ninguém disse que o riso nos pertence 
Ninguém prometeu nada 
Fui eu que julguei que podia arrancar sempre 
Mais uma gargalhada 

E deixar-me devorar pelos sentidos 
E rasgar-me do mais fundo que há em mim
Emaranhar-me no mundo
E morrer por ser preciso 
Nunca por chegar ao fim 

Ninguém disse que os dias eram nossos
Ninguem prometeu nada 
Fui eu que julguei que sabia arrancar sempre 
Mais uma gargalhada 

E deixar-me devorar pelos sentidos 
E rasgar-me do mais fundo que há em mim 
Emaranhar-me no mundo 
E morrer por ser preciso
Nunca por chegar ao fim 



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Quarta-feira, 20.06.12

 

letra

 

Esperei-te no fim de um dia cansado
À mesa do café de sempre
O fumo, o calor e o mesmo quadro
Na parede já azul poente

Alguém me sorri do balcão corrido
Alguém que me faz sentir
Que há lugares que são pequenos abrigos
Para onde podemos sempre fugir

Da tarde tão fria há gente que chega
E toma um café apressado
E há os que entram com o olhar perdido
À procura do futuro no avesso do passado

O tempo endurece qualquer armadura
E às vezes custa arrancar
Muralhas erguidas à volta do peito
Que não deixam partir nem deixam chegar

O escuro lá fora incendeia as estrelas
As janelas, os olhares, as ruas
Cá dentro o calor conforta os sentidos
Num pequeno reflexo da lua

Enquanto espero percorro os sinais
Do que fomos que ainda resiste
As marcas deixadas na alma e na pele
Do que foi feliz e do que foi triste

Sabe bem voltar-te a ver
Sabe bem quando estás ao meu lado
Quando o tempo me esvazia
Sabe bem o teu braço fechado

E tudo o que me dás quando és
Guarida junto à tempestade
Os rumos para caminhar
No lado quente da saudade 



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Quarta-feira, 23.05.12

 

Letra

 

Gente Perdida

 Mafalda Veiga

 

Eu fui devagarinho 
com medo de falhar 
não fosse esse o caminho certo 
para te encontrar 
fui descobrindo devagar 
cada sorriso teu 
fui aprendendo a procurar 
por entre sonhos meus 

eu fui assim chegando 
sem entender porquê 
já foram tantas vezes tantas 
assim como esta vez 
mas é mais fundo o teu olhar
mais do que eu sei dizer 
é um abrigo pra voltar 
ou um mar pra me perder 

lá fora o vento 
nem sempre sabe a liberdade 
a gente finge 
mas sabe que não é verdade 
foge ao vazio 
enquanto brinda, dança e salta 
eu trago-te comigo 
e sinto tanto, tanto a tua falta 

eu fui entrando pouco a pouco 
abri a porta e vi 
que havia lume aceso 
e um lugar pra mim 
quase me assusta descobrir 
que foi este amor
que a vida inteira procurei 
entre a paixão e a dor 

lá fora o vento 
nem sempre sabe a liberdade 
gente perdida 
balança entre o sonho e a verdade 
foge ao vazio 
enquanto brinda, dança e salta 
eu trago-te comigo 
e sinto tanto, tanto a tua falta 

lá fora o vento
nem sempre sabe a liberdade 
a gente finge 
mas sabe que não é verdade 
foge ao vazio
enquanto bebe, dança e ri 
eu trago-te comigo 
e guardo este abraço só para ti



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Letra

 

Paciência

 João Pedro Pais

 

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma, 
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma, 

A vida não pára... 

E quando o tempo acelera e pede pressa 
Eu recuso, faço hora e vou na valsa, 

A vida é tão rara... 

Enquanto todo mundo espera a cura do mal, 
E a loucura finge que isso é normal, 
Eu finjo ter paciência... 

O mundo vai girando cada vez nais veloz, 
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós 
Um pouco mais de paciência... 

Será que é tempo que lhe falta pra perceber, 
Será que temos esse tempo pra perder, 
E quem quer saber?! 

A vida é tão rara... tão rara... 

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma, 
Mesmo quando o corpo pede um pouco mais de alma, 

A vida não pára... 
A vida não pára nao... 

Será que é tempo que lhe falta pra perceber, 
Será que temos esse tempo pra perder, 
E quem quer saber?! 

A vida é tão rara... tão rara... 

A vida é tão rara.



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Terça-feira, 22.05.12

 

Letra

 

Um Pouco de Céu

 Mafalda Veiga

 

Só hoje senti 
Que o rumo a seguir 
Levava pra longe 
Senti que este chão 
Já não tinha espaço 
Pra tudo o que foge 
Não sei o motivo pra ir 
Só sei que não posso ficar 
Não sei o que vem a seguir 
Mas quero procurar 

E hoje deixei 
De tentar erguer 
Os planos de sempre 
Aqueles que são 
Pra outro amanhã 
Que há-de ser diferente 
Não quero levar o que dei 
Talvez nem sequer o que é meu 
É que hoje parece bastar 
Um pouco de céu 
Um pouco de céu 

Só hoje esperei 
Já sem desespero 
Que a noite caísse 
Nenhuma palavra 
Foi hoje diferente 
Do que já se disse 
E há qualquer coisa a nascer 
Bem dentro no fundo de mim 
E há uma força a vencer 
Qualquer outro fim 

Não quero levar o que dei 
Talvez nem sequer o que é meu 
É que hoje parece bastar 
Um pouco de céu 
Um pouco de céu 


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Sexta-feira, 11.05.12

Mafalda Veiga apresenta Lume

 

«Lume» é o mais recente single do disco «Zoom» e o tema que a cantora e compositora nos deixa até 2013, ano em que lançará um novo disco de originais.


A canção integra a banda sonora da nova telenovela da TVI, «Louco Amor», já em exibição em horário nobre, logo a seguir ao noticiário e está associada à personagem da actriz Fernanda Serrano.

 

Vamos poder ouvir esta versão (do original de 1996) no único espetáculo ao ar livre que Mafalda Veiga irá fazer durante este ano e que conta com a participação do compositor/intérprete brasileiro, Marcelo Jeneci. Será já no dia 26 de maio, pelas 18 horas, no Rock in Rio - Palco Sunset.

Até lá, podem ver aqui o videoclip de «Lume», realizado por Ricardo Alevizos e Pedro Adolfo

 

 

Retirado de Sapo Música



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Quinta-feira, 10.05.12

 

Letra

 

Vai caminhando desamarrado
Dos nós e laços que o mundo faz
Vai abraçando desenleado
De outros abraços que a vida dá 

Vai-te encontrando na água e no lume
Na terra quente até perder
O medo, o medo levanta muros
E ergue bandeiras pra nos deter

Não percas tempo,
O tempo corre
Só quando dói é devagar
E dá-te ao vento
Como um veleiro
Solto no mais alto mar

Liberta o grito que trazes dentro
E a coragem e o amor
Mesmo que seja só um momento
Mesmo que traga alguma dor
Só isso faz brilhar o lume
Que hás-de levar até ao fim
E esse lume já ninguém pode
Nunca apagar dentro de ti

Não percas tempo
O tempo corre
Só quando dói é devagar
E dá-te ao vento
Como um veleiro
Solto no mais alto mar



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Domingo, 11.12.11

Letra

 

Meu amor há tempo
Se tu quiseres
Sem assombros sem medo, se te atreveres a ser
Completamente tu
Venha o que vier


Agarra bem o mundo

Acredita o tempo, é sempre agora
Não há mais rodeios, desenganos ou demoras
Vê o teu sentido és tu
Com tudo o que trouxeres
Em ti, ainda

 

Eu sei que às vezes muito perto desfoca
E querer o mundo inteiro no peito, sufoca
Mas eu quero-te aqui
Eu quero-te em mim

 

Meu amor há tempo
Se tu quiseres

Sem assombros sem medo, se te atreveres a ser
Completamente tu
Venha o que vier
Agarra bem o mundo

 

Acredita o tempo, é sempre agora
Não há mais rodeios, desenganos ou demoras
Vê o teu sentido és tu
Com tudo o que trouxeres
Em ti, ainda

 

Eu sei que às vezes muito perto, desfoca
E querer o mundo inteiro no peito, sufoca
Mas eu quero-te aqui
Eu quero-te em mim

Eu sei que ao longe há sombras, ausentes
Mas eu vejo-te em zoom e o meu plano é diferente
Eu sinto a tua falta


Não te quero largar mais

Não te quero largar mais
Não te quero largar mais
Não te quero largar mais
Não te quero largar mais
Não te quero largar mais
Não te quero largar mais
Não te quero largar mais
Não te quero largar mais
Não te quero largar mais
Não te quero largar mais
Não te quero largar mais
Não te quero largar mais
Não te quero largar mais
Não te quero largar mais



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Sexta-feira, 02.12.11
Letra
Vai caminhando desamarrado
Dos ns e lacos que o mundo faz
Vai abracando desenleado
De outros abracos que a vida da 

Vai-te encontrando na agua e no lume
Na terra quente at perder
O medo, o medo levanta muros
E ergue bandeiras pra nos deter

Nao percas tempo,
O tempo corre
S quando di devagar
E da-te ao vento
Como um veleiro
Solto no mais alto mar

Liberta o grito que trazes dentro
E a coragem e o amor
Mesmo que seja s um momento
Mesmo que traga alguma dor
S isso faz brilhar o lume
Que has-de levar at ao fim
E esse lume ja ningum pode
Nunca apagar dentro de ti

Nao percas tempo
O tempo corre
S quando di devagar
E da-te ao vento
Como um veleiro
Solto no mais alto mar




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Sábado, 15.10.11

 

Letra

 

Cada Lugar Teu

 Mafalda Veiga


Sei de cor cada lugar teu
atado em mim, a cada lugar meu
tento entender o rumo que a vida nos faz tomar
tento esquecer a mágoa
guardar só o que é bom de guardar

Pensa em mim protege o que eu te dou
Eu penso em ti e dou-te o que de melhor eu sou
sem ter defesas que me façam falhar
nesse lugar mais dentro
onde só chega quem não tem medo de naufragar

Fica em mim que hoje o tempo dói
como se arrancassem tudo o que já foi
e até o que virá e até o que eu sonhei
diz-me que vais guardar e abraçar
tudo o que eu te dei

Mesmo que a vida mude os nossos sentidos
e o mundo nos leve pra longe de nós
e que um dia o tempo pareça perdido
e tudo se desfaça num gesto só 

Eu vou guardar cada lugar teu
ancorado em cada lugar meu
e hoje apenas isso me faz acreditar
que eu vou chegar contigo
onde só chega quem não tem medo de naufragar

Mesmo que a vida mude os nossos sentidos
E o mundo nos leve pra longe de nós
E que um dia o tempo pareça perdido
E tudo se desfaça num gesto só

Eu vou guardar cada lugar teu
Atado em mim, a cada lugar meu
E hoje apenas isso me faz acreditar
Que eu vou chegar contigo
Onde só chega quem não tem medo de naufragar



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Quinta-feira, 26.05.11
Letra
Geme o restolho, triste e solitário
a embalar a noite escura e fria
e a perder-se no olhar da ventania
que canta ao tom do velho campanário

Geme o restolho, preso de saudade
esquecido, enlouquecido, dominado
escondido entre as sombras do montado
sem forças e sem cor e sem vontade

Geme o restolho, a transpirar de chuva
nos campos que a ceifeira mutilou
dormindo em velhos sonhos que sonhou
na alma a mágoa enorme, intensa, aguda

Mas é preciso morrer e nascer de novo
semear no pó e voltar a colher
há que ser trigo, depois ser restolho
há que penar para aprender a viver

e a vida não é existir sem mais nada
a vida não é dia sim, dia não
é feita em cada entrega alucinada
prá receber daquilo que aumenta o coração

Geme o restolho, a transpirar de chuva
nos campos que a ceifeira mutilou
dormindo em velhos sonhos que sonhou
na alma a mágoa enorme, intensa, aguda

Mas é preciso morrer e nascer de novo
semear no pó e voltar a colher
há que ser trigo, depois ser restolho
há que penar para aprender a viver

e a vida não é existir sem mais nada
a vida não é dia sim, dia não
é feita em cada entrega alucinada
prá receber daquilo que aumenta o coração


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Terça-feira, 24.05.11

Mafalda Veiga

A surpresa de Mafalda Veiga não é de estranhar, talvez seja a atribuição, mas no juri está Olga Pratts, uma das grandes pianistas portuguesas, amiga de Lopes-Graça e o jornalista Carlos Pinto Coelho. 

“É um prémio muito importante, um motivo de orgulho e uma alegria, sinto-me feliz”, disse a cantora e compositora.

Mafalda Veiga referiu-se ao autor de “Os Índios da Meia Praia” como “um dos nossos maiores compositores que é uma referência importantíssima para qualquer pessoa que escreve e compõe em português”.

“Para mim, sempre foi importante ouvi-lo e faz parte dos meus dias muitas vezes”, acrescentou.

A distinguida com o galardão que a Câmara da Amadora instituiu em 1988 afirmou que as canções que escreve “são mais quotidianas, falam dos portugueses no dia a dia”.

O Prémio José Afonso tem como objectivo “homenagear o autor de ‘Grândola Vila Morena’ e galardoar um álbum editado no ano anterior ao da atribuição do Prémio e cujos temas tenham como referência a Cultura e a História Portuguesa”, segundo nota da edilidade.

O galardão atribuído por unanimidade será entregue nos Recreios da Amadora no dia 25 de Novembro.

O júri foi presidido pelo vereador da Cultura, António Moreira, e constituído pela chefe da Divisão da Cultura da Câmara, Vanda Santos, a pianista Olga Pratts, o jornalista Carlos Pinto Coelho, falecido em dezembro passado, e o maestro António Victorino d’Almeida, que não participou na votação, noticiou a Lusa citando fonte camarária.

“Chão” foi produzido por Miguel Ferreira, António Pinto e Mafalda Veiga, que é autora (letra e música) de todos os temas do disco.

“Faz Parte”, “Imortais” e “Abraça-me Bem” são algumas das canções que integram o álbum.

Mafalda Veiga, 44 anos, estreou-se como autora em 1983 com a canção “Velho”, que incluiu no álbum “Pássaros do Sul”, e com a qual ganhou o Festival da Canção de Silves, em 1984.

Fausto, Vitorino, Dulce Pontes, Filipa Pais e Sérgio Godinho, Né Ladeiras e Gaiteiros de Lisboa foram alguns dos intérpretes distinguidos com o galardão da Câmara da Amadora em edições anteriores.

O último Prémio José Afonso atribuído, foi correspondente ao ano de 2008 ao álbum “Senhor Poeta - Um tributo a José Afonso”, dos Frei Fado D’El Rei.

 

Via HardMusica



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Sexta-feira, 20.05.11
Letra

Parado e atento à raiva do silêncio 
de um relógio partido e gasto pelo tempo 
estava um velho sentado no banco de um jardim
a recordar fragmentos do passado 

na telefonia tocava uma velha canção 
e um jovem cantor falava da solidão 
que sabes tu do canto de estar só assim 
só e abandonado como o velho do jardim? 

o olhar triste e cansado procurando alguém 
e a gente passa ao seu lado a olhá-lo com desdém 
sabes eu acho que todos fogem de ti pra não ver 
a imagem da solidão que irão viver 
quando forem como tu 
um velho sentado num jardim

passam os dias e sentes que és um perdedor 
já não consegues saber o que tem ou não valor 
o teu caminho parece estar mesmo a chegar ao fim 
pra dares lugar a outro no teu banco do jardim 

o olhar triste e cansado procurando alguém 
e a gente passa ao seu lado a olhá-lo com desdém 
sabes eu acho que todos fogem de ti pra não ver 
a imagem da solidão que irão viver 
quando forem como tu 
um resto de tudo o que existiu 
quando forem como tu 
um velho sentado num jardim



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Terça-feira, 12.04.11

 

 

Letra

 

A lenda de uma cigana
Adormecida ao relento
Que perdeu a caravana
Por seguir o pensamento
Tem dias que anda pairando
Nos rumos do mundo
Tem dias que anda rolando
Nas presas do tempo
Diz a lenda que a cigana
Pelo caminho onde viera
O xaile tinha perdido
E um vagabundo o trouxera
Sacudindo o pó e as mágoas
Como se a cor acordasse
Num abraço dançou com ela
Antes que o vento a roubasse
Só o vento nos roda a saia
Só o vento nos faz dançar
Nos confunde os passos na areia
Muda o rumo às águas do mar
No silêncio mal se ouviam
Dançar descalços na areia
Numa noite quase fria
Estava a lua quase cheia
E pra rasgarem o escuro
Ou fugir à solidão
Ataram corpos cansados
Na sombra vaga do chão
Quando o sol entorna o dia
Ficara o xaile esquecido
E os passos da cigana
Já o vento tinha escondido
Ficou só o vagabundo
Resgatando uma ilusão
Com a alma amordaçada
Na palma da mão
Só o vento nos roda a saia
Só o vento nos faz dançar
Nos confunde os passos na areia
Muda o rumo às águas do mar. 

 



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Segunda-feira, 11.04.11

 

 

Letra

 

Madre, anoche en las trincheras
Entre el fuego y la metralla
Vi un enemigo correr
La noche estaba cerada,
La apunté con mi fusil
Y al tiempo que disparaba
Una luz iluminó
El rostro que yo mataba
Clavó su mirada en mi
Con sus ojos ya vacios 
Madre, sabes quien maté?
Aquél soldado enemigo
Era mi amigo José
Compañero de la escuela
Con quien tanto yo jugué
De soldados y trincheras

Hoy el fuego era verdad
Y mi amigo ya se entierra
Madre, yo quiero morir
Estoy harto de esta guerra
Y si vuelvo a escribir
Talvez lo haga del cielo
Donde encontraré a José
Y jugaremos de nuevo

Madre, sabes quien maté?
Aquél soldado enemigo
Era mi amigo José
Compañero de la escuela
Con quien tanto yo jugué
De soldados y trincheras
Madre, sabes quien maté?
Aquél soldado enemigo
Era mi amigo José

 



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Segunda-feira, 07.03.11

 

 

Letra

 

Pedes-me um tempo 
pra balanço de vida 
mas eu sou de letras 
não me sei dividir
para mim um balanço
é mesmo balançar
balançar até dar balanço
e sair...

Pedes-me um sonho
pra fazer de chão
mas eu desses não tenho
só dos de voar
e agarras a minha mão
com a tua mão
e prendes-me a dizer
que me estás a salvar
de quê?
de viver o perigo
de quê?
de rasgar o peito
com o quê?
de morrer 
mas de que, paixão?
de quê?
se o que mata mais é não ver
o que a noite esconde 
e nao ter, nem sentir 
o vento ardente 
a soprar o coração...

Prendes o mundo
dentro das mãos fechadas
e o que cabe é pouco
mas é tudo o que tens
esqueces que às vezes 
quando falha o chão 
o salto é sem rede 
e tens de abrir as mãos

Pedes-me um sonho 
pra juntar os pedaços 
mas nem tudo o que parte 
se volta a colar 
e agarras a minha mao 
com a tua mao e prendes-me 
e dizes-me para te salvar 
de quê?
de viver o perigo
de quê?
de rasgar o peito
com o quê?
de morrer 
mas de que, paixão?
de quê?
se o que mata mais é não ver
o que a noite esconde 
e nao ter, nem sentir 
o vento ardente 
a soprar o coração...

de quê?
de viver o perigo
de quê?
de rasgar o peito
com o quê?
de morrer 
mas de que, paixão?
de quê?
se o que mata mais é não ver
o que a noite esconde 
e nao ter, nem sentir 
o vento ardente 
a soprar o coração...

 



publicado por olhar para o mundo às 10:29 | link do post | comentar


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