Quarta-feira, 25.05.16

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 11 de Junho Às 22 horas

Constância

 
 
Este concerto acontece no âmbito das Pomonas Camonianas e das Comemorações do Dia de Portugal e das Comunidades portuguesas, sendo uma aposta da Câmara Municipal de Constância.
 
Ana Laíns convida Mafalda Arnauth e Maria Ana Bobone.
 
Conceito: A Fadoando é uma associação cultural sem fins lucrativos, que nasce da convicção da cantora Ana Laíns, sobre a necessidade de fundir o conceito de Cultura com Filantropia e Eu Colectivo. Todos os dias dezenas de cantores, músicos, e artistas de uma forma geral, são convidados a cantar graciosamente pelas mais diversas causas. Porém, e numa altura em que as necessidades de todos nós se confundem, não me parece justo que a comunidade artística portuguesa deva oferecer o que tem para vender, e que é, de resto a sua forma de sustento.

Complementando esta ideia, existe também a certeza que cultivar pessoas, é principalmente, educá-las, sensibilizá-las e torná-las melhores seres humanos. A arte é o alimento da alma. Uma alma bem “alimentada” , é uma alma com maior capacidade para co-habitar, partilhar e respeitar o conceito de Eu Colectivo, ou cuidado com os outros!

Partindo do ideal que a Cultura e a Filantropia devem caminhar de mãos dadas, e tornar-se sustentáveis de uma forma que não pese a Artistas, Instituições e Estado, propomos às autarquias, associações, comissões de festas e outras instituições, que têm responsabilidade com a programação cultural nos seus municípios, e têm a seu cargo a gestão dos dinheiros para viabilizar estes calendários culturais (Festas do Município, Feiras, programação dos seus espaços culturais), que se associem à Fadoando, programando em parceria, e de forma a assegurar que uma parte desses orçamentos, será disponibilizada para dar assistência, nas mais diversas frentes, na resolução parcial ou total das dificuldades de associações ou particulares do seu Município. A direcção dessa ajuda será sempre discutida entre o promotor e a Fadoando.
 
 
Ana Laíns - Outras datas de espectáculos:
10 de Junho - Vigo
17 de Junho - Ponte Sôr
23 de Julho - Frontignan, França
24 de Julho - Riachos
29 e 30 de Julho - Lowell Folk Fest, MA, USA
18 de Novembro - Braunschweig, Alemanha
19 de Novembro - Paderborn, Alemanha
 


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Quinta-feira, 08.10.15

 

Letra

 

Não encontrei a letra desta música

 



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Sexta-feira, 04.09.15

mafaldaarnauth.jpg

 

Disco sai a 25 de Setembro!

 

Outras músicas, para além do fado, estiveram sempre presentes na vida e na carreira de Mafalda Arnauth.

E o fado, para além de outras músicas, esteve sempre latente na sonoridade dos Atlantihda.

Por isso, e se para alguns, pode parecer completamente surpreendente ou inesperado este encontro entre a cantora de Lisboa e o grupo do Porto, basta ouvir o seu álbum de estreia conjunto – singelamente intitulado “Mafalda Arnauth & Atlantihda” – para se perceber que este cruzamento de vontades, de Mafalda e dos músicos dos Atlantihda, é absolutamente orgânico, vivo e apaixonante.

Uma das mais aclamadas fadistas da nova geração – e uma das suas pioneiras -, Mafalda Arnauth, sabia-se, passou os últimos anos a afastar-se gradualmente do fado embora sem nunca o renegar.

Os Atlantihda, também se sabia, andavam em busca de uma voz que desse corpo e alma às suas novas canções que convocam o fado, sim, mas também chamam por outras músicas tradicionais portuguesas e de outras partes do mundo, para além da música erudita contemporânea mas acima de tudo uma sonoridade internacional.

São canções em que os grandes temas estão sempre presentes – das inevitabilidades do amor à urgência em transmitir mensagens actuais – e que se inscrevem imediatamente na nova música urbana de raiz portuguesa.

Um encontro mais que perfeito...

Mafalda Arnauth (voz), João Campos (guitarra clássica), Miguel Teixeira (viola braguesa), José Nogueira (baixo acústico), Melanie Paula (violoncelo), Zagalo (bateria).

 

retirado de Antena 1



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Sexta-feira, 22.08.14

 

 

Letra

 

 

Meus lindos olhos, qual pequeno deus
Pois são divinos, de tão belos os teus.
Quem, tos pintou com tal feição
Jamais neles sonhou criar tanta imensidão.

De oiro celeste,
Filhos de uma chama agreste
Astros que alto o céu revestem
E onde a tua história é escrita.

Meus lindos olhos, de lua cheia
Um esquecido do outro, a brilhar p´rá rua inteira.
Quem não conhece o teu triste fado
Não desvenda em teu riso um chorar tão magoado.

Perdões perdidos
Num murmúrio desolado
Quando o réu morava ao lado
Mais cruel não pode ser.

Este fado que aqui canto
Inspirou-se só em ti
Tu que nasces e renasces
Sempre que algo morre em ti
Quem me dera poder cantar
Horas, dias, tão sem fim
Quando pedes só pra mim
Por favor só mais um fado.




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Quinta-feira, 21.08.14

 

 

Letra

 

 

Ando cansada das horas que não vivo
de calar dentro de mim a solidão
das promessas e demoras sem motivo
e de sempre dizer sim em vez de não


Morro em cada despedida ao abandono
paro o tempo à tua espera nos desejos
a estação da minha vida é o outono
não existe primavera sem teus beijos


Ergo a minha voz aos céus teimosamente
e depois deste meu rogo ao deus senhor
não sei se te diga adeus ou, simplesmente
deva dizer-te até logo, meu amor



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Segunda-feira, 28.04.14

 

 

letra

 

No teu poema
Existe um verso em branco e sem medida
Um corpo que respira, um céu aberto
Janela debruçada para a vida.
No teu poema
Existe a dor calada lá no fundo
O passo da coragem em casa escura
E aberta, uma varanda para o mundo.

Existe a noite
O riso e a voz refeita à luz do dia
A festa da senhora da agonia
E o cansaço do corpo que adormece em cama fria.
Existe um rio
A sina de quem nasce fraco ou forte
O risco, a raiva, a luta de quem cai ou que resiste
Que vence ou adormece antes da morte.

No teu poema
Existe o grito e o eco da metralha
A dor que sei de cor mas não recito
E os sonos inquietos de quem falha.
No teu poema
Existe um cantochão alentejano
A rua e o pregão de uma varina
E um barco assoprado a todo o pano.

Existe a noite
O canto em vozes juntas, vozes certas
Canção de uma só letra e um só destino a embarcar
O cais da nova nau das descobertas.
Existe um rio
A sina de quem nasce fraco, ou forte
O risco, a raiva e a luta de quem cai ou que resiste
Que vence ou adormece antes da morte.

No teu poema
Existe a esperança acesa atrás do muro
Existe tudo mais que ainda me escapa
E um verso em branco à espera... do futuro




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Terça-feira, 18.02.14

Mafalda Arnauth e Pedro Moutinho participam na gala solidária da Fadoando

Mafalda Arnauth, Pedro Moutinho e Rodrigo Costa Félix são alguns dos fadistas que atuam na próxima sexta-feira no Cinema S. Jorge, em Lisboa, num espetáculo cujas receitas revertem integralmente para a associação “Ajuda de Berço”.

 

Esta primeira Gala da Fadoando-Associação Cultural de Intervenção Cívica e Apoio Social irá apoiar “o caso particular do Vitor Coelho, portador de doença rara”, disse à Lusa a fadista Ana Laíns, que também irá subir ao palco.

 

Presidente e uma das fundadoras da Fadoando, Ana Laíns explicou à Lusa que o objetivo desta associação “vai muito além da tradicional angariação de fundos”. “Pretendemos que Fadoando seja um ponto de encontro entre fadistas, músicos e todo o mercado envolvente na cultura de cariz português, não apenas do Fado, unidos num objetivo comum que é mudar mentalidades, humanizar os artistas junto do seu público, fazer palestras e tertúlias de esclarecimento, partilha de histórias de vida, angariação de dinheiro, géneros, etc.”.

 

“O movimento nasceu da conjugação de esforços entre mim, o Arnaldo Costeira e o Carlos Noivo, como forma de viabilizar uma ‘Noite de Fados’, para ajudar o Rodrigo de três anos, que, desde 2012, lutava contra uma leucemia mielóide aguda e cujo tratamento em Portugal já não seria possível”, disse Ana Laíns que lamentou não ter sido possível ajudar esta criança, “mas há que tornar possível ajudar outros Rodrigos”, enfatizou.

“Diariamente somos confrontados com uma miríade de apelos, gritos de súplica, por ajuda urgente”, disse a fadista acrescentando que, face a um “manancial de situações, cuja resposta eficiente só pode ser dada pela conjugação de esforços numa união solidária, um grupo de pessoas, das mais variadas áreas profissionais decidiu unir-se numa plataforma solidária”.

 

A intérprete salientou as dificuldades que “se enfrentam, em particular pela crise que atravessamos, e dada a resolução complicada, muitas vezes as vias institucionais não conseguem responder eficazmente, em tempo útil”. Ana Laíns explicou que, “anualmente, será organizada uma Gala Solidária Fadoando e, esporadicamente, serão realizados eventos solidários para os quais são convidados artistas de relevo e figuras conhecidas de todos nós”. “Pretende-se que cada evento seja promovido mediaticamente e estamos a trabalhar em parcerias mediáticas que apoiem a plataforma, e nos ajudem a massificar o seu reconhecimento”, disse.

 

Na gala da próxima sexta-feira participam Mafalda Arnauth, Pedro Moutinho, Maria Ana Bobone, Rodrigo Costa Félix, José Gonzalez e Ana Laíns, que serão acompanhados pelos músicos Sandro Costa, António Neto e Jorge Carreiro. A apresentação estará a cargo de Tânia Ribas de Oliveira e de José Carlos Malato. “Um ponto de honra que nos une a todos é que cada evento será objeto de uma prestação de contas rigorosa, e divulgada na plataforma digital, de modo a que todos os interessados saibam exatamente quanto dinheiro foi angariado, como e onde foi aplicado”, sublinhou Ana Laíns à Lusa.

 

Retirada do Sapo Música



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Segunda-feira, 27.01.14

Mafalda Arnauth apresenta novo disco em Itália

A cantora Mafalda Arnauth apresenta em fevereiro o novo álbum, “Terra da Luz”, em Itália, onde o CD foi editado este mês, e também em Braga, no Theatro Circo, e em Lisboa, no Teatro da Trindade.

 

Mafalda Arnauth atua em fevereiro, no dia 15 no Auditorium Parco della Musica, em Roma, no dia seguinte no Teatro Manzoni, em Bolonha, no dia 22 sobe ao palco do Theatro Circo, em Braga, e no dia 28 ao palco do Trindade em Lisboa.

 

Em Braga e Lisboa a intérprete é acompanhada pelos músicos Pedro Santos (acordeão), Pedro Viana (guitarra portuguesa), Marco Oliveira (viola), Fernando Júdice (baixo) e João Ferreira (percussão).

 

Em declarações à Lusa, Mafalda Arnauth afirmou que “Terra da Luz”, produzido pelo músico e compositor Tiago Machado, “é também a vontade de um impulso para Portugal mudar a situação que atravessa". "Nós temos de mudar e acredito que somos capazes, temos de dar um futuro, e daí dedicar este álbum aos meus sobrinhos", realçou.

 

“Terra da Luz” é o quarto álbum de Mafalda Arnauth editado em Itália. À Lusa, Mafalda Arnauth disse que, em “Terra da Luz” optou por um alinhamento que reflita “um Portugal sonoro mais alargado e um acreditar em nós”. “Sou uma fadista que gosta de 'piscar o olho' a outras áreas, e o universo sonoro de Portugal é muito mais alargado que o fado, daí propor uma linha melódica que, aliás, tinha já evidenciado em anteriores álbuns, nomeadamente no ‘Rua da Saudade’”, afirmou a intérprete.

 

Dos doze temas que constituem “Terra da Luz”, editado no final do ano passado em Portugal, Mafalda Arnauth está associada à autoria de dez, em alguns partilhando a composição com Tiago Machado, mas, noutros, assumindo a letra e música.

 

“Luz”, “À espera de um Deus”, “Onde mora a vida”, “Infância” e "Coisas do Coração" são alguns temas do álbum que aponta para uma linha que não é fadista, mas aquela com a qual a fadista mais se identifica nesta altura. “Neste momento é esta linha melódica com a qual me identifico, mas não renego todo o fado que cantei e provavelmente vou cantar”, rematou.

 

Retirado do Sapo Música



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Terça-feira, 26.11.13

 

Letra

 

Talvez a mãe fosse rameira de bordel

Talvez o pai um decadente aristocrata
Talvez lhe dessem à nascença amor e fel
Talvez crescesse aos tropeções na vida ingrata

 

Talvez o tenham educado sem maneiras
Entre desordens, navalhadas e paixões
Talvez ouvisse vendavais e bebedeiras
E as violências que rasgavam corações
Talvez ouvisse vendavais e beredeiras
E as violências que rasgavam corações

 

Talvez ardesse vagamente em várias chamas
Talvez a história fosse ainda mais bizarra
No desamparo teve sempre duas almas
Que se chamavam a viola e a guitarra

 

Pois junto delas já talvez o reconheçam
Talvez recusem dar-lhe o nome de enjeitado
E mesmo aqueles que não cantam não esqueçam
Nasceu assim, cresceu assim, chama-se fado
E mesmo aqueles que não cantam não esqueçam
Nasceu assim, cresceu assim, chama-se fado

 

Música Fernando Tordo

Letra Vasco Graça Moura



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Quarta-feira, 06.11.13

 

Letra

 

Invernal

Porteño invierno tan puntual
Regressas una y outra vez
No sé desde qué mundo austral
Para llevarme a algún pais
En donde el frio mas glacial
Se viste siempre com el gris
En los vapores de alcohol
Menpañan al alma y el cristal
Y ya no puedo ver el sol.

 

Invernal,
Presiento tu sabor frutal
Igual a mi tristeza, igual Que quiere abrirse en flor
Y es quando todo duele
Sin saber porqué
Y es quando descobrimos
Siempre to que nadie ve
Quando sabemos bien que para bien o mal
Llevamos en la piel un algo de invernal.

 

Invernal,
Como la realidad de quien
Se queda con su adiós final
Después de ver partir el tren
Como una vida sin niñes
Como un Domingo en la ciudad
Pon pessadumbre de ciprés
Como essas gotas de dolor
De nuestra cruda soledad
Quando lloramos por amor.

 

Invernal,
Porteño invierno como vos
Suporto un frio cruel, atroz
Mi propria soledad
Y es quando todo duele
Sin saber porqué
Y es cuando descobrimos
Siempre lo que nadie ve
Quando sabemos bien que para bien o mal
Llevamos en la piel un algo de invernal.





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Terça-feira, 05.11.13

 

Letra

 

Vem o Sol de Agosto
Vou dormir no prado
Tudo lá é posto
Sem ferro de arado

A cama está feita
De hortelã mourisca
E a macela espreita
Com graça de arisca

Hortelã mourisca
Por entre a marcela
Vem lavar teu rosto
No orvalho dela

Hortelã mourisca
Pela madrugada
Beijarei teus olhos
Rosa perfumada

Sobe um mar de estrelas
De flor de marcela
Não tenho fronteiras
Não tenho janela

Tenho a minha amada
Cotovia arisca
Toda perfumada
De hortelã mourisca




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Sábado, 02.11.13

Novo álbum de Mafalda Arnauth reflete «um Portugal sonoro mais alargado»

“Terra da Luz” é o título do novo álbum de Mafalda Arnauth, que optou por um alinhamento que reflita “um Portugal sonoro mais alargado e um acreditar em nós”, disse a intérprete à Lusa.


“Sou uma fadista que gosta de 'piscar o olho' a outras áreas, e o universo sonoro de Portugal é muito mais alargado que o fado, daí propor uma linha melódica que, aliás, tinha já evidenciado em anteriores álbuns, nomeadamente no ‘Rua da Saudade’”, afirmou Mafalda Arnauth.

 

“Terra da Luz”, produzido pelo músico e compositor Tiago Machado, “é também a vontade de um impulso para Portugal mudar a situação que atravessa". "Nós temos de mudar e acredito que somos capazes, temos de dar um futuro, e daí dedicar este álbum aos meus sobrinhos", realçou.

“O álbum é também a vontade em acreditar no nosso interior, na nossa alma, temos um potencial que conhecemos ainda muito pouco, há uma fé nessa força e nesse poder do ser humano de se tornar especial”, afirmou Mafalda Arnauth que acentua a sua faceta de autora e compositora neste disco.

 

Dos doze temas que constituem “Terra da Luz”, Mafalda Arnauth está associada à autoria de dez, em alguns partilhando a composição com Tiago Machado, mas, noutros, assumindo a letra e música.

 

No disco, destacam-se um dueto com o fadista e poeta Helder Moutinho, “De nós em nó”, a recriação de “Fado”, do repertório da banda Heróis do Mar, e um tema interpretado em espanhol, “Ni un día más de menos”, com letra de Arnauth e composição de Ramón Maschio, músico que a tem acompanhado, e que surge no elenco de músicos com os quais gravou.

 

Referindo-se a “De nós em nó”, letra e música de sua autoria, Mafalda Arnauth afirmou que “era a pitadinha de alma e de amizade e dos sentimentos que enobrecem as coisas que fazia falta [no CD], o Hélder [Moutinho] foi uma pessoa muito especial no início da minha carreira, e tem sido ao longo dela”. “Torcemos um pelo outro, e isso chama-se amizade que é um sentimento raro”, rematou.

 

A cantora convidou o músico Tiago Machado, autor de composições como “Os anéis do meu cabelo” e "A noite vai, o fado vem", para produzir o álbum, depois de ter trabalhado com ele no disco de Marco Rodrigues, “Tantas Lisboas”, no qual partilhou com o fadista a interpretação de “Valsa das Paixões”. “O Tiago Machado é um jovem, autor, entre outros, do incontornável ‘Ó gente da minha terra’, é corajoso e desempoeirado”, disse.

“Luz”, “À espera de um Deus”, “Onde mora a vida”, “Infância” e "Coisas do Coração" são alguns temas do álbum que aponta para uma linha que não é fadista, mas aquela com a qual a fadista mais se identifica nesta altura. “Neste momento é esta linha melódica com a qual me identifico, mas não renego todo o fado que cantei e provavelmente vou cantar”, rematou Mafalda Arnauth,

 

Mafalda Arnauth tem já agendados espetáculos de apresentação de “Terra da Luz” em Itália, em fevereiro do próximo ano, em Roma e em Bolonha, respetivamente no Auditorium Parco della Musica, no dia 15, e no Auditorium Manzoni, no dia seguinte.

 

Retirado do Sapo Música



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Quinta-feira, 24.10.13


"Terra da Luz" é o novo disco de Mafalda Arnauth

A fadista Mafalda Arnauth lança o seu novo disco, “Terra da Luz”.

 

Acerca deste novo trabalho, a fadista revelou ao Jornal Hardmúsica que “ao fim de três anos sem gravar, é um disco que ganha uma importância muito grande, e acaba por se concretizar num disco de prazer, um disco muito pessoal, quase todo ele de composições minhas, portanto voltei a criar, voltei a compor e precisava que ele tivesse uma nova roupagem, portanto isso é que eu acho que vai ser a grande novidade”.

 

A Luz e o Fado são elementos indissociáveis na carreira de Mafalda Arnauth. Quando lançou o seu primeiro álbum, em 1999, abriu a caminho a uma nova geração de fadistas, que viriam a dar ao Fado uma espécie de segunda vida, deslumbrante.

 

Seis discos depois, Mafalda Arnauth regressa em força ao seu estatuto de compositora. Sem renegar o seu habitat primeiro, impôs agora à sua veia criativa a urgência de não se compartimentar em qualquer espartilho.

 

Tudo nasceu de uma enorme vontade de voltar a escrever canções. Depois veio o convite ao produtor, Tiago Machado, para em estúdio criarem uma sonoridade diferente. 


Estava assim iniciada esta aventura variada em termos melódicos e instrumentais, oferecendo a estes 12 novos temas que resultam de um enorme impulso de positividade.

 

Hoje em dia falamos muito da musica popular portuguesa, eu penso que se aproxima qualquer coisa ai, mas penso que estamos a criar qualquer coisa muito pessoal” revelou-nos Mafalda Arnauth.

 

“Terra da Luz” marca sem dúvida uma evolução: é um disco que a cantora reconhece como obrigatório, “não é um disco de fado”, apesar de “o fado acabar por estar sempre presente na voz, acaba por estar presente em elementos como a guitarra portuguesa e acaba por estar presente na alma e na forma de interpretar, altera-se subtilmente mas não se transforma”.

 

Nele cabem “De Nós em Nó”, cantado em dueto com Hélder Moutinho, um convite que Mafalda não quis deixar de fazer a uma das pessoas mais importantes na sua carreira e “Fado”, uma versão do tema dos Heróis do Mar.

 

Se todos os discos de Mafalda Arnauth podem ser considerados autobiográficos, este transmite essa ideia de forma mais consistente e madura.

As expectativas em relação ao disco são grandes por parte da fadista que não esconde um forte brilho nos olhos. “É algo natural às pessoas esse brilho, se bem que hoje em dia está limitado, de forma que estamos cada vez com menos programas de televisão, estamos cada vez mais com uso das redes sociais, estamos cada vez com menos possibilidade de ter um contacto visual a não ser pelos vídeos e videoclipes, e eu gostaria que este disco tivesse essa possibilidade  nos palcos ou aqui nos mecanismos que vamos inventar aqui como videoclipes onde queremos partilhar com as pessoas algo um bocadinho mais real e portanto a expectativa deste disco é chegar às pessoas com algo novo e estar disponível para lhes revelar o que é que isso significa” disse.

 

Eu acho que nunca fui uma artista fadista e neste momento sinto que este disco é algo de muito pessoal, de muita particularidade que é capaz de não chocar, pois é algo que vim criando e por outro lado é um disco que me volta a aproximar das pessoas” completou a fadista.

“Partiu de Madrugada", com autoria de Nuno Figueiredo, é o single que apresenta “Terra da Luz”


Retirado do HardMúsica



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Quinta-feira, 27.12.12

 


letra

 

Vou desvendando sentidos
P´ra descobrir o que é meu
Será que os dias vividos
Me vão dizer quem sou eu.

Vou desbravando este nada
Eterna em mim a procura
Já tenho a alma cansada
De não saber ser loucura.

Vou numa ânsia de morte
Correr aquilo que sou
Quem sabe se um dia a sorte
Não me dirá ao que vou.

E se chegar, não sei onde
Ao onde vou perguntar
Se o que dentro em mim se esconde
É p´ra esquecer ou ficar.



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Letra

 

Maria, Maria
Procuro por Ti
Trago este vazio
E o desejo de dar cor à minha vida
Quero pintar
Esta história que estou a criar
Quero ser mais
Minha grandeza afirmar
Ser poeta, ser cantor, ser o céu
Onde mora tudo o que eu vou ser
Se eu souber ser amor

Maria, Maria
Não sei que aconteceu
Se o mundo ou se fui eu
Enganou-se o amanhã sem piedade
Fecha-se a luz
Sobre as almas da minha idade
Esconde-se o céu
Onde eu quero ser mais verdade
Minha Senhora e minha Mãe
Olha bem por nós
Sem Teu amor
Ficaremos sós.

Maria, Maria
Mãe do silêncio
Mãe da humanidade
Em Teu seio o meu senhor se gerou
E Tu o contemplaste
Cheia de amor e ternura
Teu filho desejado
e por ti muito amado
Minha Senhora e minha Mãe
Ensina-me a amar
E arriscar
A saber ser maior



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Segunda-feira, 10.12.12
 


Letra


Não encontrei a letra desta música


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Segunda-feira, 05.11.12

 

 

letra

 

Para um tempo que fica
Doendo por dentro
E passa por fora
Para o tempo do vento
Que é o contratempo
Da nossa demora
Passam dias e noites
Os meses...os anos
O segundo e a hora
E ao tempo presente
É que a gente pergunta
E agora...e agora

Tempo
Para pensar cada momento deste tempo
Que cada dia é mais profundo e é mais tempo
Para emendar pois outro tempo menos lento
Tempo
Dos nossos filhos apredenderem com mais tempo
A rapidez que apanha sempre o pensamento
Para nascer, para viver, para existir
E nunca mais verem o tempo fugir

Ai...o tempo constante
Que a cada instante
Nos passa por fora
Este tempo candente
Que é como um cometa
Com laivos de aurora
É o tempo de hoje
É o tempo de ontem
É o tempo de outrora
Mas o tempo da gente
É o tempo presente
É agora...é agora

Tempo
Para agarrar cada momento deste tempo
E terminar em absoluto ao mesmo tempo
Em temporal como os ponteiros do minuto
Tempo
Para o relogio bater certo com a vida
Que um homem bom que um homem sao que um homem forte
Que nao chegava a conseguir fazer partida
E que desperta adiantado para a morte



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Segunda-feira, 29.10.12

 

 

letra

 

E se não for fado
Mas trouxer a voz do mar
Que deixa o cheiro salgado
À beira do meu olhar

E se não for triste
Mas tiver a voz de Deus
Essa voz que em mim persiste
Quando os dias são ateus

E se não for nada disso
Pois a minha timidez
Não o deixa ser castiço
Quando o quer mais português

Pode ser que seja um fado errado
Que a minha alma aprendeu
Não será o vosso fado
Não será mas é o meu

E se não for fado
Mas correr na direção do rio
Que banha apressado
As margens da minha mão

E se não for negro
Mas pintar todas as cores
Que dão igual aconchego
Aos sorrisos e às dores

E se não for nada disso
E se não for nada disso




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letra


Não encontrei a letra desta música


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Sexta-feira, 23.03.12

Mafalda Arnauth e Marco Rodrigues juntos em Braga

 

As duas vozes do fado sobem ao palco da Sala Principal do Theatro Circo, em Braga, para um espetáculo conjunto no dia 31 de março. Os bilhetes custam 12 euros.


Marco Rodrigues recebeu, em 2008, o Prémio Revelação Amália Rodrigues. Mais tarde, dividiu com Mafalda Arnauth o tema «Valsa das Paixões», parte integrante do seu álbum «Tantas Lisboas», editado em 2010.

 

A cumplicidade passou do estúdio para os palcos e os jovens fadistas apresentam-se em conjunto em espetáculos. Em palco são acompanhados pelos músicos Luís Guerreiro (guitarra portuguesa), Nelson Aleixo (viola) e André Moreira (baixo acústico).

 

Nortenho de origem, foi apenas com a mudança para Lisboa que Marco Rodrigues despertou interesse pelo género musical do qual, até à data, conhecia apenas pela voz de Amália.

 

Concorrente à Grande Noite do Fado em 1999, o jovem cantor venceu na categoria de Sénior com apenas 16 anos de idade. Poucos meses mais tarde, estreou-se como profissional no Café Luso, espaço onde atualmente exerce a função de diretor artístico, para além de ser fadista e viola residente.

 

Desta incursão de Marco Rodrigues pelo mundo do fado resultaram dois álbuns – «Fados da Tristeza Alegre» (2006) e «Tantas Lisboas» (2010) – e incontáveis apresentações a solo ou em colaboração com nomes do fado, como Carlos do Carmo, Mariza ou Ana Moura.

 

Por sua vez, Mafalda Arnauth manteve uma estreita ligação com o fado desde a infância, sem nunca ter perspetivado uma carreira artística.

 

Ainda estudante, Mafalda Arnauth é transportada para o mundo dos palcos, dos ensaios e das casas de fado, nas quais cresce artisticamente com as palmas, a apreciação do público e a autodescoberta através do canto.

 

O primeiro álbum é homónimo – «Mafalda Arnauth» (1999) –, foi aclamado pela crítica e recebeu o prémio de voz revelação do ano do semanário «Blitz».

 

O sucesso repete-se dois anos mais tarde com «Esta Voz Que Me Atravessa», trabalho discográfico em parte dedicado ao fado.

 

Em 2003, Mafalda Arnauth lança «Encantamento», no qual surge como compositora, assinando quase todas as faixas.

 

Em 2005, a fadista edita «Diário», um álbum que abrange todas as inspirações da vida. Quatro anos mais tarde, em 2009, integra o projeto “Rua da Saudade”, onde, juntamente com Viviane, Luanda Cozetti e Susana Félix, dá voz a letras originais de José Carlos Ary dos Santos.

 

Interrompendo as constantes presenças nas maiores salas de espetáculos nacionais e internacionais, Mafalda Arnauth regressou ao estúdio no ano de 2010 para gravar «Fadas», um registo que se consubstancia numa homenagem aos grandes nomes femininos do fado.

 

Via Sapo Música



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Sexta-feira, 24.02.12

 

letra

 

Não sei se me dás o prazer desta dança
Não sei se me sinto mais velho, criança
Não tenho par, mas nos teus olhos percebo um convite para eu avançar

Por entre o som da minha voz e da tua, a valsa vai seguindo rua após rua
Eu rodo no ar e sinto-me um rei a dançar como jamais dancei

Dançam as paixões
Dança o tempo
Dançam as canções
Dança o vento

Dançar é chamar corpo ao pensamento
É ir atrás do mar quando o mar vem atrás de nós
Dançam corações sem abrigo 
Mas só tu danças comigo

A lua vai fazer-te uma serenata 
( dançam as paixões)
E tu vais descobrir a palavra exacta
(dançam as canções)
O teu prazer, a melodia que dentro de mim já começa a nascer

A roupa que deixamos no chão do quarto
Os beijos gratos que contigo reparto
A noite, o luar, o sol da manhã e lá fora uma valsa a tocar

Dançam as paixões
(dançam as paixões)
Dança o tempo
(dança o tempo)

Dançam as canções
(dançam as canções)
Dança o vento
(dança o vento)

Dançar é chamar corpo ao pensamento
É ir atrás do mar quando o mar vem atrás de nós

Dançam corações sem abrigo 
Mas só tu danças comigo

Dançam as paixões
(dançam as paixões)
Dançam as canções
(E a valsa vai seguindo rua após rua)

Dançam as paixões
(letra de Tiago Torres da Silva)



publicado por olhar para o mundo às 17:07 | link do post | comentar

Terça-feira, 24.01.12

 

Letra

 

No teu poema
Existe um verso em branco e sem medida
Um corpo que respira, um céu aberto
Janela debruçada para a vida.
No teu poema
Existe a dor calada lá no fundo
O passo da coragem em casa escura
E aberta, uma varanda para o Mundo.

Existe a noite
O riso e a voz refeita à luz do dia
A festa da Senhora da Agonia
E o cansaço do corpo que adormece em cama fria.
Existe um rio
A sina de quem nasce fraco ou forte
O risco, a raiva, a luta de quem cai ou que resiste
Que vence ou adormece antes da morte.

No teu poema 
Existe o grito e o eco da metralha
A dor que sei de cor mas não recito
E os sonos inquietos de quem falha.
No teu poema 
Existe um cantochão alentejano
A rua e o pregão de uma varina
E um barco assoprado a todo o pano.

Existe a noite
O canto em vozes juntas, vozes certas
Canção de uma só letra e um só destino a embarcar 
O cais da nova nau das descobertas.
Existe um rio
A sina de quem nasce fraco, ou forte
O risco, a raiva e a luta de quem cai ou que resiste
Que vence ou adormece antes da morte.

No teu poema
Existe a esperança acesa atrás do muro
Existe tudo mais que ainda me escapa
E um verso em branco à espera... do futuro.



publicado por olhar para o mundo às 08:05 | link do post | comentar

Segunda-feira, 23.01.12

 

Letra

 

O Mar Fala de Ti

 Mafalda Arnauth

 

Eu nasci nalgum lugar
Donde se avista o mar
Tecendo o horizonte
E ouvindo o mar gemer
Nasci como a água a correr
Da fonte

E eu vivi noutro lugar
Onde se escuta o mar
Batendo contra o cais
Mas vivi, não sei porquê
Como um barco à mercê
Dos temporais.

Eu sei que o mar não me escolheu
Eu sei que o mar fala de ti
Mas ele sabe que fui eu
Que te levei ao mar quando te vi
Eu sei que o mar não me escolheu
Eu sei que o mar fala de ti
Mas ele sabe que fui eu
Quem dele se perdeu
Assim que te perdi.

Vou morrer nalgum lugar
De onde possa avistar
A onda que me tente
A morrer livre e sem pressa
Como um rio que regressa
Á nascente.

Talvez ali seja o lugar
Onde eu possa afirmar
Que me fiz mais humano
Quando, por perder o pé,
Senti que a alma é
Um oceano.




publicado por olhar para o mundo às 17:01 | link do post | comentar

Quinta-feira, 07.04.11

 

 

Letra

 

Minha laranja amarga e doce
meu poema
feito de gomos de saudade
minha pena
pesada e leve
secreta e pura
minha passagem para o breve breve
instante da loucura.
Minha ousadia
meu galope
minha rédea
meu potro doido
minha chama
minha réstia
de luz intensa
de voz aberta
minha denúncia do que pensa
do que sente a gente certa.
Em ti respiro
em ti eu provo
por ti consigo
esta força que de novo
em ti persigo
em ti percorro
cavalo à solta
pela margem do teu corpo.
Minha alegria
minha amargura
minha coragem de correr contra a ternura.
Minha laranja amarga e doce
minha espada
poema feito de dois gomos
tudo ou nada
por ti renego
por ti aceito
este corcel que não sossega
a desfilada no meu peito
Por isso digo
canção castigo
amêndoa travo corpo alma amante amigo
por isso canto
por isso digo
alpendre casa cama arca do meu trigo.
Minha alegria
minha amargura
minha coragem de correr contra a ternura.

 



publicado por olhar para o mundo às 21:20 | link do post | comentar

Mafalda Arnauth apresenta 'Fadas' em Itália
 
Mafalda Arnauth inicia na segunda-feira uma digressão por Itália que coincide com o lançamento naquele país do álbum 'Fadas', em que recria fados de artistas como Celeste Rodrigues, Fernanda Maria e Hermínia Silva.
 

Na segunda-feira, a fadista, acompanhada por Eurico Machado na guitarra portuguesa, Nelson Aleixo na viola e Daniel Pinto no baixo acústico, actua pelas 18h locais na Feltrinelli, em Roma.

 

Fadas, que em Itália é editado pela etiqueta Egea, inclui dois temas inéditos, um deles de autoria de Mafalda Arnauth, Só Corre Quem Ama, que canta no Fado Menor.

 

«Eu já tinha gravado um [Fado] Menor mas achei que deveria voltar a ele e gravei-o de uma forma muito despojada, sozinha em estúdio com o Ramon Maschio [viola], com quem trabalho já há muito tempo e me conhece muito bem», afirmou a fadista.

O outro tema inédito é E Se Não For Fado, de autoria de Tiago Torres da Silva e Francis Hime.

 

De Roma a fadista parte para Modena onde canta quarta-feira às 21h no Teatro Comunale Pavarotti, seguindo para Lucera onde actua quinta-feira à mesma hora no Teatro Garibaldi.

 

A artista portuguesa foi considerada pela revista italiana Musica & Contorni como umas das três mais populares em Itália, no passado mês de Março.

 

Esta digressão por terras transalpinas termina na sexta-feira em Ostuni onde canta às 21h no Teatro Roma.

 

«É para mim uma oportunidade importante de dar a conhecer o meu trabalho e o nosso fado, a um público ao qual esta música não é estranha», disse Mafalda Arnauth.

 

A fadista regressa aos palcos nacionais no dia 23 de Abril quando actuará no Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz às 22h.

Mafalda Arnauth, 35 anos, começou a cantar «por acaso» na universidade, em 1999, tendo editado o primeiro álbum nesse ano, que lhe valeu o Prémio Revelação do semanário Blitz.

 

Diário foi o terceiro álbum de originais da fadista, que editou, também em 2005, uma coletânea Best of intitulada Talvez se Chame Saudade, a que se seguiu Flor de Fado e em Outubro passado o álbum Fadas.

 

Via Sol



publicado por olhar para o mundo às 21:17 | link do post | comentar

Segunda-feira, 14.03.11

 

 

Letra

 

Era a tarde mais longa de todas as tardes

Que me acontecia

Eu esperava por ti, tu não vinhas

Tardavas e eu entardecia

Era tarde, tão tarde, que a boca,

Tardando-lhe o beijo, mordia

Quando à boca da noite surgiste

Na tarde tal rosa tardia

Quando nós nos olhamos tardamos no beijo

Que a boca pedia

E na tarde ficamos unidos ardendo na luz

Que morria

Em nós dois nessa tarde em que tanto

Tardaste o sol amanhecia

Era tarde demais para haver outra noite,

Para haver outro dia. (Refrão)

Meu amor, meu amor

Minha estrela da tarde

Que o luar te amanheça e o meu corpo te guarde.

Meu amor, meu amor

Eu não tenho a certeza

Se tu és a alegria ou se és a tristeza.

Meu amor, meu amor

Eu não tenho a certeza.

Foi a noite mais bela de todas as noites

Que me aconteceram

Dos noturnos silêncios que à noite

De aromas e beijos se encheram

Foi a noite em que os nossos dois

Corpos cansados não adormeceram

E da estrada mais linda da noite uma festa de fogo fizeram.

 

 



publicado por olhar para o mundo às 17:08 | link do post | comentar


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