Letra
Antigamente este fado
Morria á espera de ti
P’ra nascer na minha voz
Não falava de pecado
E quando te conheci
Passou a falar de nós!
Tinha versos distraídos
E nos meus cinco sentidos
Não te sentia distante
No correr de cada hora
A dor da tua demora
Eu sofria a cada instante!
Hoje, vejo-te na rua
Porém sei que não sou tua
Nem tu foste meu um dia!
Mas quando canto este fado
Um grito dilacerado
Minha voz enrouquecia!
Quem me dera que voltasses
E no meu corpo tocasses
Despido de sofrimento
E te pedir que ficasses
P’ra me pedires que cantasse
O nosso Fado Sem Tempo!
Letra
Mesmo nas horas felizes, se as há
Alguma coisa é proibida
Posse impossível, distante, que dá
Sentido diferente à vida
O insaciável que existe na gente
Domina a nossa vontade
Triste final duma crença diferente
Diferente da felicidade
E sem saber até onde, o destino
É ou não o que se quer
Somos a lama, o barro divino
Que cada um julga ser
Na minha voz a cantar, corre o pranto
Dum ser que não se entendeu
E assim procuro encontrar o encanto
Que a vida p’ra mim perdeu
A revoltante maldade duns poucos
Espalha o ódio à sua volta
E faz da terra um inferno de loucos
Onde a razão se revolta
Pois quer se acredite ou não no destino
Todos seremos sem querer
Simples poeira de barro divino
Que cada um julga ser
Letra/Lyrics: Álvaro Duarte Simões
Música/Music: Álvaro Duarte Simões
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