Sábado, 02.09.17

 

Letra

 

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Letra: B Quest, Spectrum, João Tamura

 



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Sábado, 11.03.17

 

Letra

 

nasci no ano errado, na parte errada da cidade,
a avó e a doença dela são gritos no quarto ao lado.
e eu quero dormir, mas nestas carcaças não cabem pássaros,
é a fugir ou a tremer que as mãos dela agarram maços.
... e ela sopra a morte aos poucos,
naquele fumo branco que invade o mundo e me deixa rouco.
os gestos são dos loucos. e os lábios seda gasta.
o pouco na mesa não basta: a pobreza que chega e te afasta,
e te mata...

e há pontes sobre Tejo, pontos do meu medo,
infinitos como nós e como o tempo.

e eu nasci no ano errado, 7 de Março e o tempo
constrói o inventário das poucas coisas que temos.
à noite no Saldanha regressados do cinema,
nós esquecemos por inteiro todas as coisas que lemos.
uma dança que só flui entre dois corpos tão finitos,
num amor que se dilui entre o grotesco e o bonito.
e há monstros que nós comem o coração e interiores.
os corpos são um do outro: decoração de interiores.

pontes sobre o Drina, pontes sobre o Tamisa,
solidão em casas tão cheias que crias.

e sem saber o que se passa lá fora na terra,
sei que aquilo que vem do nada ao nada regressa.
e isso basta. as massas são tão loucas e eu sei,
então obrigo-me a escrever mesmo sem me ler ninguém.
e ela jura tanto, tanto, mas tanto que a vida é bela,
e eu de olhos tão cerrados até acredito nela.
e não no metro. cegos apressados para o trabalho,
e as ordens que tu me berras não valem o meu ordenado.

casas em Veneza, afogam-te a tristeza,
tu és delicadeza entre o mal da realeza.

nasci na casa errada, 7 de Março e neste bairro,
onde a tua pele se arrasta em tudo aquilo que é errado.
e demoramos na maldade e nela criamos vícios,
vê a vida chegar a velha só com o ordenado mínimo.
e as flores que acalmam dores, são pedras ou são lírios?
tu leva-me para onde fores: as tuas quedas têm sítios.
sereno que a vida é monstra e acalma-me para não ruir,
os teus dedos tapam-me a boca para a alma não me fugir.

barcos sobre o Sena, navegam em rios de pedra,
7 de Março cedo chega, leva as coisas que me restam.

 

Escrito e gravado por João Tamura;

 



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Sábado, 10.12.16

 

Letra

 

o que o Sado sabe? em mim aquilo que no fado cabe.
sentado no trono à beira do tombo à espera só que a idade passe.
conta-me as coisas que na gruta há, bombas sobre Calcutá...
aprende a cair e a voar, não queiras o mundo inteiro para já.
danças ao som de canções tão vazias - eu já não.
efémeros dias, aquilo que crias, noites vazias que passam.
doce confusão, loucura na tua prisão,
feita de pele, quão belo é o fel que deixa o meu sangue em ebulição?

larga-me o corpo e foge de mim...
Lisboa não chega para nós, neve no chão, passa o Inverno em Berlim.
perde a razão, larga-me o corpo e foge de mim.
tudo entre nós é um fim, tudo entre nós é um fim, entre nós é um fim...

fim. fim de ti é o fim da estrada.
pés de ballet, entre cidades em pé, balançam no fio da navalha.
notas em ré que soltas do tórax em plena batalha.
um corpo inteiro de fé, flores que nascem da tua carcaça.
violetas violentas, come a minha dor e os planetas
alinham-se em vénia às setas que cobrem o sol, a vida e a terra.
festas sangrentas, que crenças em bestas são tuas?
neons vermelhos de sangue banham a cama em que te sentas nua.

larga-me o corpo e foge de mim...
Lisboa não chega para nós, neve no chão, passa o Inverno em Berlim.
perde a razão, larga-me o corpo e foge de mim.
tudo entre nós é um fim, tudo entre nós é um fim, entre nós é um fim...

fim. intervalos de música, tu cais tão lúcida...
corpos na cama, espaços em branco sob a tua túnica.
intervalo do canto, do pranto que eu solto.
fim do meu corpo, fim do sufoco. espaço, intervalo e eu morro.

larga-me o corpo e foge de mim...
Lisboa não chega para nós, neve no chão, passa o Inverno em Berlim.
perde a razão, larga-me o corpo e foge de mim.
tudo entre nós é um fim, tudo entre nós é um fim, entre nós é um fim...

 



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Quinta-feira, 08.12.16

 

Letra

 

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Domingo, 30.10.16

 

Letra

 

(João Tamura)
coisas no céu… coisas no céu que eu não sei o que são.
quando usas o véu que me deixa no chão e me aperta o pulmão.
quem é o réu dos crimes que eu faço e cometo com a mão?
cometas que vão deixar-nos a nós e ao planeta em fusão.
e tu vens e vais e dás as voltas ao peito a mais…
e os ossos e as coisas que tens no corpo são cristais.
e eu ‘tou bem! não fales comigo amor, eu 'tou bem!
tu queres que a lua e o céu todo caiam, a luz magoa-te? ya, a mim também…

(refrão - João Tamura x Miguel Ropio)
quais são os deuses que crias sem mim?
sei que no teu quarto tudo parece marfim…
as coisas que tomas, as peles que tocas são mais que o meu fim.
NoiteCristal… NoiteCristal sem ti aqui!

(Haze)
não tenho culpa se a vida não corre como queres.
o teu feitiço é pensares diferente,
mas se tu quiseres seguir na via és tu que perdes:
não vou ficar aqui escondido para sempre.
para passar o tempo ou agarrar sem ter-te.
é que eu não quero ver-me a passar sem ver-te.
quando apareces no meu quarto, despida, mostras a arte.
de coração afogado - sou a sorte do teu azar - onde é que eu vim meter-me?
agora a noite foge… o dia aparece. o teu sangue já corre sem o álcool em excesso.
aqui estamos nós, deitados sem stress, depois vê as horas e desaparece!
quem é o mundo para julgar pelo passado? é errado procurares pelo tipo certo.
eu já me vi menos apressado, é um facto, estou descalço mas sei o caminho de regresso…

(refrão)

(João Tamura)
ondas no mar… qual tempestade que são?
nós somos o par das guerras, batalhas, mundo em combustão.
agarras a vida com a força de um bicho só com a tua mão.
aquilo que cegas é aquilo que entregas - nada teu é em vão
eu sei que agora tudo o que tocas se transforma em ouro.
e quando passas aquilo que causas é uma hecatombe!
despes a noite do céu, despes um homem do nome,
despes inteiro o meu sono, deixas o tempo sem dono, é teu o trono!

(refrão)

 



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Sexta-feira, 13.05.16

 

Letra

 

DEEPER deep como eu sou tipo como eu sou deep como eu sou
tipo como eu sou
deep como eu sou
tipo como eu sou
amor tasse bem, e o que fazes sabe bem, mas amor sabes bem, só que amor eu acho estranho

Mensagens tornam-se vício
Garrafas são vestígio
Tu e as minhas no teu vestido
Jantar á luz das velas mesa posta com bom vinho
Um bom sítio, só nós dois
Musica ao vivo, violino toca só para ti hoje
Agora vê como me deixas, como me pões
A imaginar-te na minha mente em diferentes posições
Ao ver aumentar as porpoções
Do que era somente uma troca de olhares passar para provocações
Quando vês as minhas citações
São nossas situações
Não da para adiar agora o nosso depois
Tu tas crazy pera vai com calma
Ela cruza a perna quando a gente já péra com a alma
Tens razão a tentação é mais forte que a causa
Então vamos de notas na liga a notas na pauta
Querias mas tá difícil tornarmo-nos um casal ou férias nas maldivas depois do nosso enchoval
Quando nem vens lá a casa
Dá me tudo o que sentes que eu não vou censurá-lo
O teu olhar diz-me o que é que diz
Já, festejámos com confetis
Nós, já encaixámos como tetris
E apesar de distante fotos continuam sexy's
Selfies continuam nastys
Enquanto desfoques na imagem vão completando o fetiche
Ya eu tenho visto
Bem mais desinteresse da tua parte desde que tu partiste, desde que tu pediste pra dar tempo ao tempo eu dei-te tanto tempo que nem te despediste e em pouco tempo decidiste voltar atrás no tempo só para mais um despe isso. FUCK IT ...
Tavas á espera que eu bazasse no entanto eu vou
Como se um olhar falasse num instante eu vou
E se algum dia não te lembrares do meu tom
DEEP COMO EU SOU
TIPO COMO EU SOU
YAH YAH YAHH
TRIP'S COM O MEU SOM
deep deep como eu sou
deep como eu sou
tipo como eu sou
tipo como eu sou
deep como eu sou
tipo como eu sou
deep como eu sou
tipo como eu sou
Conhces alguém tão deep como eu sou?

Ela quer que eu vá ao fundo ... pois já sabe o sol de cor
Da maneira que fazemos inventámos o amor
Ou então a morte
Atropelas-me o peito com as unhas
Mas eu sei tão bem que és de luas
E eu até te dava e punha o mundo ás escuras
Mas nunca fui bom com alturas
Eu sei que tu juras
Mas amor tasse bem
E o que fazes sabe quem?
Houve tempo de amarmos nas ruas
Á noite em ti nua
Amor sabes bem
Julgas que eu não sei do silêncio
Ou que eu não conheço o desprezo
São eles que me preenchem por dentro
A todo o momento e lá se vai o tempo
E lá se vai o vento, sou quase um autor de tragédias não gregas mas sim lisboetas, hoje o bairro alto é creta
Eu odeio o som tu odeias estar só
Tu pões o batom eu aperto-te os nós
E tu tens ideias pra nós
Danças sem meias e cheiras o pó
E eu não suporto
Ter-te depois do orgasmo
E o coração que bombeia os teus braços
Sou eu que o parto bem vinda ao meu quarto e bem vinda á arte
Nascemos, bebemos, dançamos
Nós damos o pouco que temos
Nós somos o corpo onde estamos
E onde é qe vamos?
AMOR TASSE BEM, E O QUE FAZES SABE BEM, MAS AMOR SABS BEM, SÓ QUE AMOR EU ACHO ESTRANHO
Tavas á espera que eu bazasse no entanto eu vou
Como se um olhar falasse num instante eu vou
E se algum dia não te lembrares do meu tom
DEEP COMO EU SOU
TIPO COMO EU SOU
YAH YAH YAHH
TRIP'S COM O MEU SOM
deep como eu sou
deep como eu sou
deep como eu sou
tipo como eu sou
deep como eu sou
tipo como eu sou
deep como eu sou
tipo como eu sou
YAH YAH YAHH
TRIP'S COM O MEU SOM

 



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Domingo, 24.04.16

 

Letra

 

chega a casa tão cansada quando à noite…
ser mãe é duro e dura pouco.
os euros são tão nada
e ela conta-os com a mão dentro do bolso.
só se despe após as oito,
aquilo que é do jantar é do almoço.
se a vida fosse um pouco mais doce… fugia do fosso
até que sente os pontapés dentro do corpo

é quando chega tão cansada e vê:
aquilo que toca não é aquilo que quer.
o que há para lá desta parede
não é para se sonhar sequer
x2

e ela sabe que ele não é homem a sério:
escuta-o bêbedo pelo prédio.
se o ordenado já nem para eles serve…
como servirá para gémeos?
e se um ficar doente?
põe a mão sobre o ventre, jura estar ali para sempre
para eles. por isso diz adeus à casa,
com dois filhos no corpo e uma mão na mala.

pois lá fora há um mundo novo.
pois lá fora há um mundo nosso.
e nós vamos descobri-lo todo.
e ninguém dirá que eu não posso!
x2

 



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Sábado, 23.04.16

 

Letra

 


(HAROLD)
noites belas, nelas vejo-te sempre…
vejo-te à frente mesmo sem tu estares presente.
corpo é carente entre corpos, música e charros,
entre o barulho das luzes, gritos e carros.
meço descompassadamente,
eu já não vejo o tempo – drogas mudam a minha mente.
a cama tornou-se uma prisão,
a solidão e a compaixão tiram-me o chão constantemente
e eu morro…

quem vem primeiro?
deixa-me cair...

quando o tempo se acabar leva as coisas com que construíste o mundo,
com que destruíste tudo.
voltamos para Osaka, o táxi que nos leva a casa,
enquanto o trânsito te vai cortando as falas...
porque o barulho dos carros, o pulsar da terra,
o gritar dos pássaros, o peito, as serras...
aquilo que no peito encerras
é somente teu deveras, somos a casa de feras.
o sol põe-se a cada enterro.
incendeias o feno.
as manhãs são ouro negro
e os cavalos que nelas correm, morrem mas nunca os vemos.
é o desconstruir da noite que me ensinas,
quando o teu corpo está por cima.
és circo de animais sem nome,
tu que aprisionas o sol e que o estilhaças no meu corpo.

quem vem primeiro?
deixa-me cair...

 



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Quarta-feira, 20.04.16

 

Letra

 

ela voa para Torino e esquece tudo aquilo que fomos.
decoro aquele caminho como decorei o trono.
onde tu caías quando morrias de sono... e eu não percebo como
o tempo não te afoga, a neve não te toca, e o carro não pega ao lado do Lago Como.
o que é nosso é feito de ouro.
estamos sós como lobos na cidade do Toro
uma vida só é pouco e eu levo-a onde eu cresci e onde é fácil aprender
que um homem não é a pele que o cobre, nem a carne que o reveste, mas o medo que ele tem ou terá de morrer.

quando o mar chegar e eu não souber nadar, acredita mãe, eu salto!
quando o céu cair, quando todo o chão ruir, tu tem calma mãe, eu salto!
quando ela não descer, quando tudo não crescer, olha para mim, eu salto!
quando o fim vier, eu salto... quando o fim vier, eu salto!

e o que é para ti a fala? o que é para ti o medo?
o que é para ti a casa sem ela na sala? o que é para ti o tempo?
o que é para ti o frio? a vida na cidade tem-te mostrado o vazio,
cada vez que ela vai, arrepio. e tu preso à realidade por um fio.
as veias da mãos, eu sei-as e são cheias em vão.
será que o mundo se vai embora e os barcos se afogam quando as alcateias vão?
as coisas são tuas, as minhas são tuas, vivemos às escuras.
planícies em Tulsa onde rasgavas o céu com as unhas..
montanhas da culpa, aprender a ternura com coisas mais puras
imóveis esculturas, o peito que educas caindo de alturas.
ser aquilo que usas, os traços de Goya com os quais te torturas.
e que caia Tróia, os mares e os rios e as ruas...

quando o mar chegar e eu não souber nadar, acredita mãe, eu salto!
quando o céu cair, quando todo o chão ruir, tu tem calma mãe, eu salto!
quando ela não descer, quando tudo não crescer, olha para mim, eu salto!
quando o fim vier, eu salto... quando o fim vier, eu salto!
quando o mar chegar e eu não souber nadar, acredita mãe, eu salto!
quando o céu cair, quando todo o chão ruir, tu tem calma mãe, eu salto!
quando ela não descer, quando tudo não crescer, olha para mim, eu salto!
quando o fim vier, eu salto... quando o fim vier, eu salto!

 



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Quarta-feira, 07.10.15

 

Letra

 

eu quero que a doença saia toda de ti - das veias, do peito, das pernas.
e que te esvazie como deixaste aqui - as salas, as camas, as mesas.
porque as radiografias têm negro, e elas na cozinha têm medo.
e eu não ouço o que elas dizem em segredo, mas eu sei que o adivinho com os dedos...
cada vez que eles te tocam por dentro dos cabelos - e eu não quero sabê-lo, e eu não quero dizê-lo.
é o tempo que te corta os membros: o que de ti resta é só dele.
o devaneio dos animais - somos uns. avó e tu confessa: rezas a que deus?
pois há lugares que adoecem como tu... tanto o quarto, como o céu, como eu.

tantos panos a cair, onde é que te escondes?
nas batidas do sentir… morres quando foges.

enquanto tu dormias eu caí outra vez. o corpo habitua-se sempre à falta.
era quando percorrias os meus dedos - hoje dou-me todo à ressaca.
e é saber todos os teus lábios de cor... incendiamos as coroas destes reis à sua frente.
e que as deusas chorem sobre nós ao lutarmos contra a carne que nos obriga a morrer.
e as coisas que na vida aprendemos levam o pouco de humano que nós temos.
e cresce a importância dos gestos - do sexo e do beijo e do resto.
e à medida que o tempo acontece eu entendo o teu cansaço e segredo.
cristalina em demasia para o chão. delicada em excesso para o tempo.

tantos panos a cair, onde é que te escondes?
nas batidas do sentir… morres quando foges.

 



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Quinta-feira, 18.06.15

 

Letra

 

sem corpo...
fumas todo o calor do teu corpo e do meu.
sem corpo...
como se não houvesse amor.
numa pele sem pudor,
sem esquecer que eu estou
sem corpo...

volta a tempo de morrer... ou não, tu é que sabes.
sempre quis saber o que corre dentro dos teus braços.
esqueceste-me entre os homems, entre cancros e ataques.
vandaliza a minha alma e o meu corpo por arrasto.
e estamos pelos cantos: fantasmas do teu quarto.
que a tua a cama guarda, que o teu corpo parte,
que a tua ânsia mata, que o teu lábio quer fumar,
que a tua mão aguarda mas que não sabe guardar.
e sem saber o que é falhar. nós temos pontes a queimar.
sabemos bem o que é chorar, nós tropeçamos nesses corpos que não nos sabem amar.
há carne a descobrir e esse coração de fel,
barcos não chegam a partir pois tu não queres.
paixões são tontas e são tantas... eu sei lá desses nomes.
as camas onde tu te deitas é o que o teu coração come.

sem corpo...
fumas todo o calor do teu corpo e do meu.
sem corpo...
fumas todo o calor do teu corpo e do meu.
sem corpo...
como se não houvesse amor.
numa pele sem pudor,
sem esquecer que eu estou
sem corpo...

que toda a dor seja o amor, que toda a falta seja a tua,
que todo o choro tenha sabor, que toda a alma seja a lua.
que toda a sala, que toda a casa seja a rua,
que todo o porto seja o corpo, que toda a pele seja nua.
dentro de um coração míope... incapacidade para lidar com tal assunto.
as nossas mãos moldam o mundo ao mesmo tempo que nos matam. mas que se foda, estamos juntos.
e tu caminhas pelo mundo com uma morte e um elefante ao teu pescoço.
e eu quero saber de cor as tuas rezas e os passos que tu dás em direção sempre ao meu corpo.
em prol do meu sufoco eu aceito as tuas guerras,
e as tuas pedras que nos vão cobrindo as poucos.
e até ficarmos roucos nós gritamos pela noite,
e dançamos esquecemo-nos um do outro

sem corpo...
fumas todo o calor do teu corpo e do meu.
sem corpo...
fumas todo o calor do teu corpo e do meu.
sem corpo...
como se não houvesse amor.
numa pele sem pudor,
sem esquecer que eu estou
sem corpo...

 



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Terça-feira, 27.01.15

 

 

Letra

 

essas mãos não têm fim...
onde é que elas vão depois de mim?
...

amor é a tua vez agora,
e que o álcool leve a timidez embora.
e entre os dedos da mão esquerda agarro o mundo ou um cigarro,
e entre os medos na cabeça eu guardo o fundo ou a cidade.
à falta de pais temos as ruas em Lisboa,
vou-me despindo dos O L V S sob uma lua que nos magoa.
os punhos adornados… corpos onde eu tropeço,
e há o sangue que é roubado como é o ouro que preenche o meu esqueleto.
e tu vens-te e vais-te embora,
vais e bates a porta e nunca me dás aquilo que eu rezo.
e quando não mos contas onde é que guardas os segredos?
e quando não me tocas onde é que tu guardas os dedos?

essas mãos não têm fim...
onde é que elas vão depois de mim?


amor é a tua vez agora,
e que a droga leve a timidez embora.
e eu bebo aquilo que houver… acho as tuas palavras.
estas noites habituaram-me a embebedar-me com falácias.
dizem que as putas baratas sentem tudo em demasia,
e que na cidade das acácias há magia.
(tenho) as mãos em sangue de amar-te - tocar-te é quase vida.
e que a dor que tu me trazes se transforme em arte um dia.
e eu chego tarde... as veias são apenas pedras,
não existem maneiras de viver sem ser em guerra.
Lisboa ensinou-nos a decorar-nos com miséria,
e a encontrar beleza entre a maldade e a tristeza.
és uma fera que insiste em dançar para se esconder.
e há maneiras de chorar que são difíceis de entender.
e quando não mos contas onde é que guardas os segredos?
e quando não me tocas onde é que tu guardas os dedos?

essas mãos não têm fim...
onde é que elas vão depois de mim?

 



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Sábado, 17.01.15

 

 

Outono contado por João Tamura e Cláudia Santos.

Letra:
Enquanto encordava cada uma das Andorinhas, Silêncio pensou na sua mãe. A partir daí não havia volta atrás. Já o havia tentado com balões -- uns coloridos que comprara na feira, certa noite com o avô -- mas estes não o voaram.

Após adormecer costumava visitar esses tais planetas. Esses tais dos candeeiros. Aqueles a que a Rita chama de estrelas.

Poucos crescidos se lembram de que foram crianças. Envelhecer é vida. Crescer é opção.
Uma tarde, a velhinha disse-lhe que a beleza podia ser medida consoante a força com que esborrachas o nariz contra um vidro.

A pirata maquilha-se todas as manhãs. A sua corrida pelas cearas é planeada até ao mais ínfimo pormenor.

- São mentiras de adultos -- Diz-lhe, enquanto as roupas lhe caem aos pés.

Talvez assim o Shire seja mais belo...

O mundo cai-lhe da palma da mão. Parte-se. Inunda a cidade. Montam-se. Casas. Sexo, drogas e música clássica.

 



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letra

 

há lugares para ruir, lugares para morrer.
sou um lugar para ir, és um lugar para ser.
há o parecer e o perecer,
o cair sem perceber e o não saber o que fazer.
com joelhos no chão ou não, como uma puta com idade.
puta da saudade, luta nua com a cidade.
e belas são as coisas e infinitos, nós
a tua pele é uma masmorra d'infinitos nós
o coração é confusão, carrega-o na palma da mão.
entrega a solidão, tantas pernas num colchão.
tantas pedras num caixão, as quedas são o chão,
entregue à sensação...
e que se foda… desmonta-me as entranhas,
não há espaço para a vergonha nesta cama.
e tu lê-me nua à noite. ou chama-me de novo,
ou ama-me de novo, não há tréguas neste corpo.

esta noite é toda nossa e nós dançamos pelo chão
enquanto nos despimos do que nos enche o coração.
leva as coisas de mim e não me digas o que são
e é o teu corpo nu que tão condiz com a solidão.
que eu tenho, ou donde eu venho,
que eu semeio pelos corpos onde eu passeio.
e eu sei lá do teu silêncio e tu dos meus…
e são quantas despedidas para um adeus?
em quartos tão vazios como estas veias,
onde te deitas numa cama dentro da cidade branca.
e há morte nos lugares por onde tu passas a mão,
que os nossos corpos falem tudo o que as palavras não.
e que se foda… desmonta-me as entranhas,
não há espaço para a vergonha nesta cama.
e tu espera nua à noite. ou chama-me de novo,
ou ama-me de novo, não há tréguas neste corpo.

 



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Quarta-feira, 30.07.14

 

 

Letra

 

 

eu fugi da cidade para ver o mundo à roda 
e amor eu descobri que o que parte já não volta 
e eu não volto mais... a casa 
e tu és tu e eu sou eu e mais nada 
amor é mais que a morte os meus sonhos que tu rasgas 
não te importes muito. amor são só lágrimas 
o bairro é triste agora, são saudades e promessas 
e as memórias... (tu) esquece-as depressa 
tudo isso e... tudo o resto 
e falamos como estranhos e amamos como sexo 
e partimos e voltamos e juramos sem nexo 
lembramos tudo o resto e rasgamos o universo 
e amor... não o confesso a mim 
sinto saudades de lisboa e sinto saudades de ti 
e eu sei que o tempo voa e é já é tarde para nós 
e não regresso para lisboa sem esquecer aquilo que fomos 

escondemos essa dor com o futuro aos nossos pés 
juras que é amor quando nem saudade é 
e é vergonha de chorar. jurar que o mundo viu 
qual sorriso e qual olhar, tu foste tudo o que partiu 
mostramos todo o ódio sem que o mundo veja 
falamos com os olhos o que a cobardia deixa 
e amor aquilo que escrevo... é só para que tu leias 
semeias como putos os segredos como teias 
fugir daqui ou fugir de ti 
deixar o coração agir ou fugir de mim assim 
falas de outra sorte. eu chego a outro porto 
e vou iludindo a morte a escrever sobre o amor



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Terça-feira, 29.07.14

 

 

Letra

 

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Quinta-feira, 24.07.14

 

 

Letra

 

 

há lugares para ruir, lugares para morrer.
sou um lugar para ir, és um lugar para ser.
há o parecer e o perecer,
o cair sem perceber e o não saber o que fazer.
com joelhos no chão ou não, como uma puta com idade.
puta da saudade, luta nua com a cidade.
e belas são as coisas e infinitos, nós
a tua pele é uma masmorra d'infinitos nós
o coração é confusão, carrega-o na palma da mão.
entrega a solidão, tantas pernas num colchão.
tantas pedras num caixão, as quedas são o chão,
entregue à sensação...
e que se foda… desmonta-me as entranhas,
não há espaço para a vergonha nesta cama.
e tu lê-me nua à noite. ou chama-me de novo,
ou ama-me de novo, não há tréguas neste corpo.

esta noite é toda nossa e nós dançamos pelo chão
enquanto nos despimos do que nos enche o coração.
leva as coisas de mim e não me digas o que são
e é o teu corpo nu que tão condiz com a solidão.
que eu tenho, ou donde eu venho,
que eu semeio pelos corpos onde eu passeio.
e eu sei lá do teu silêncio e tu dos meus…
e são quantas despedidas para um adeus?
em quartos tão vazios como estas veias,
onde te deitas numa cama dentro da cidade branca.
e há morte nos lugares por onde tu passas a mão,
que os nossos corpos falem tudo o que as palavras não.
e que se foda… desmonta-me as entranhas,
não há espaço para a vergonha nesta cama.
e tu espera nua à noite. ou chama-me de novo,
ou ama-me de novo, não há tréguas neste corpo.



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Sábado, 17.05.14

 

 

Letra

 

o mundo é a saudade 
avô tu ensinaste o que é partir para não voltar 
um mau lugar. e eu volto a partir 
avô de busca a ti. a dor busca-me a mim 
e eu não quero mais sentir 
lia livros toda a noite e a noite mia-os a ti 
tu foste o sitio onde eu estava 
hoje as minhas mãos são mais que facas 
e eu sempre imaginei a tua falta 
e a avó fala sem ti isto não é casa 
enquanto chora agarrada às tuas calças 
são roupas mortas... o que ela abraça 
e o meu primo hoje faz casa nos meus braços 
no bairro alto qualquer mulher é quase um taxi para o orgasmo 
lisboa à noite são fodas más e corpos gastos 
e eu sou um corpo gasto. que me arrasto... a ti. 

morte à roupa e a ti. 

até a pele rasgar...



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Quarta-feira, 16.04.14

 

 

Letra

 

tudo começa com umas mãos que não trazem mais que o medo
que deslizam por um corpo tão antes do seu tempo
e esse tempo é mais que lento, pois não para, continua
e é o medo. e é o negro. quando maria fica nua
e há o desejo de não ser mais mulher. não mais viver
não ser alguma coisa que algum homem quer foder
e a violência que o acompanha é um hábito que aceita
e dói-lhe o corpo inteiro quando se deita, então cheira...
entre trocos e um bouquet. entre copos e MD.
pois maria quando fode não é mais que o amor fingido
e a maria tanto morre toda a vez que despe o vestido
tudo o que dói à noite dói mais e a cidade é dos animais
e ela vagueia por entre eles e exibe-se sob sinais
e exibe a sua carne: as rugas e as varizes
e as mamas, e as pernas e as putas das cicatrizes
e o engate é uma dança - que se acalme toda a vergonha
pois na cidade há bueda drogas e ela adora-as todas
e em maria há o chorar pois viver assim magoa
e se um amor é um combate o sexo é a derrota
e a morte é toda a dor que no sozinho nega
pois quem nunca teve amor, qualquer carinho pega
e despe-se ao calor que aquele sorriso entrega
e vai-se todo o pudor no sabor que o vinho cega
e veste-se para ser despida. e maquilha toda a sida
e fode para viver maria, a vida é tão fodida
e às vezes a melancolia leva-a ao cinema sozinha
e que tudo entre em Maria até ela encontrar a saída

o que tens nas mãos
é meu e teu.



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Quinta-feira, 19.12.13

 

Letra

 

olivais sul, dois mil e sete, a nossa vida é uma cassete
tão sozinhos mas somos tantos no mesmo beco
não há espaço para o sorriso na solidão do que é ser puta
quando à falta de amigos só tens a lua
nesta cidade é a maldade e podes tudo menos chorar
e o MD e o não sei quê - experimenta aqui é só cheirar
tão presos a esta merda, nem sabemos o que é sonhar
numa rua que nos acolhe sem nos amar...
e partilhamos esta noite e partilhamos mais um cigarro
na certeza de não existirmos fora das ruas deste bairro
que nos agarra e nos mata lentamente...
que nos separa e nos arma frente a frente... e neste espaço e tempo
dar um passo eu tento... e ela dança a dor
sem pudor, sem planos, sem amor.
sem saber para onde vamos e eles desejam-te pela noite
pois quando gemes são pianos que tão bem calam esta fome

olivais sul, dois mil e sete, a nossa vida é uma cassete
tão sozinhos mas somos tantos no mesmo beco
e somos tantos no mesmo aperto. na solidão onde vem um deus
quando à falta de alguém só tens o céu
e o que o cancro é. e ela acende as velas
uma casa não são as paredes, mas aquilo que há dentro delas
e ela cambaleia nelas. as mãos caem-lhe às pernas
e cai-lhe o coração ao chão quando as entrega
sei que o amor já não nos toca, tão imperfeitos juntos
agarrados tanto à droga mas sentimos tanto tudo...
aprendemos a consumir e a vender
a sentir o acender e a fingir quando doer...
e eu finjo mal. e eu sinto que talvez
este bairro ame a maldade ao ponto de se tornar um ritual
é um ballet de balas, mas a dança é desigual
pois em belém há sempre alguém que vive bem com o nosso mal



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Sábado, 19.10.13

 

Letra

 

Mãe. 

o navio que levou a mãe. 
o cais era chuva. e o vento gritava. muito. 
silêncio. 
silêncio de nós. nos beijos que damos. silêncio. 
nos adeuses, nas palavras e na lua. silêncio e o navio que levou a mãe. 
pó. discos partidos e corações partidos e mais assim. 
mãos mais tristes que a noite. e um abraço. amor. 
uma foto a preto e branco e uns lábios que embalam 
palavras de saudade. palavras que eu não ouço. palavras. 
a mãe vai voltar, não te preocupes. diz-me, a meu lado. 
o coração treme... 
e tremem as mãos e tremem as lágrimas que acho que escorrem 
e aquelas luzinhas amarelas e umas brancas que me contam o outro lado do rio. 
um rio quase mar. um rio quase céu. 
um rio que me fala segredos. que engole a lua e o escuro e as estrelas. 

(um rio que engole as estrelas...) 

um rio que leva a minha mãe. 

a mãe vai voltar, não te preocupes. diz-me a caminho do carro. 
lágrimas. 
lágrimas como a chuva que escorre pela janela. 
lágrimas como aquela chuva que se faz de mar. que se faz de rio. 
que se faz daquele rio que levou a minha mãe 
e um abraço. agora, a casa vazia. 
silêncio. chuva. 
agora, só chuva. e silêncio. na casa vazia.



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Domingo, 25.08.13

 

Letra

 

uma ode a quem amei 
sei os sitios de ti. foi como o céu vazio 
uma morte onde eu morei 
são lábios de marfim que me tocam junto ao rio 
e o sol põe-se no teu rosto 
enquanto a doença corre e eu me apoio no teu dorso 
fodemos só um pouco. morremos mais um pouco 
mata o meu corpo... 
fechar os olhos até bater. fechar os olhos para bater 
até que o tempo abrande e eu sinta o sangue a ferver 
tudo é violeta excepto os teus cabelos... 
tudo é violência mesmo os teus segredos... 
ficas linda com martini e eu quero que o corpo dance... 
somos tão linda martini e o teu corpo range 
fodemos à luz das velas, fodemos à luz da noite 
morremos ao som da estrelas, morremos ao som do mar 
e vou morrendo ao som do corpo. do teu corpo 
nada tenho se não tempo para nos imaginar 
na cama do hospital. amor consigo ouvir-te 
preencheste o meu silêncio com gemidos... ouviste? 

nada nos separa quando o caos é firme 
lábio sem mordaça é como um gládio em riste 
o amor que se declara num rosnar ambíguo 
cai no meu abraço e vem pôr algo em risco 
(cai dentro de mim...) 

a noite esvaziou-se e esvaziou as nossas camas 
tenho tanto para dizer mas sem forma de o fazer amor 
depois da noite até o danúbio tem montanhas 
usamos a nossa lingua para bem mais do que mentir amor 
o céu parou ao teu gemido 
encho a cama de memórias e de ti 
para ti que foste embora. tal carnaval da dor 
dos corredores onde houve pássaros entre nós 
a tristeza em toda a sua beleza 
sou presa.



joão tamura - um segundo andar em Lisboa que tem perfume da tua pele. 
a voz bonita é do iminente. a voz menos bonita é minha. e o instrumental é do realista. 
escrito e gravado em Palmela, numa casa grande, quase vazia. profundamente mal misturado e masterizado por mim. 

mostrem a quem amam. 

home: oelefantevagabundo.tumblr.com



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Quarta-feira, 13.03.13

 

 

letra

 

amor são flores mortas na cidade branca 
e nós somos as memórias do que a saudade canta 
amamos todo o tempo ou amamo-nos só agora 
e não escondemos a saudade, aliás sabemo-la de cor 
e o mundo é o teu peito e eu sussurro-to sem jeito 
que quase esqueço o que raio foi feito 
quando não quiser sentir ou quando não souber ser rei 
ensina-me a viver sem ti... porque não o sei 
eu lembro-me do teu corpo. lembras-te de nova york? 
e amamos sem propósito. e o mundo é todo nosso 
e eu volto e fujo de áfrica amor só para te ver 
e acabamos a chorar outra vez 
moldados pelo tempo e agora desamar é moda 
e tudo começa com o sexo e tudo acaba com uma foda 
e eu acabo aqui. o coração é de corda 
e ele batia por ti, agora nem por mim acorda 
e nós choramos com tão pouco 
ou dançamos como dantes esta noite? 

falas sobre a dor ou queres guardá-la atrás de rendas 
e que raio é o amor quando esse corpo está a venda 
escondemo-nos em roupas na cidade dos segredos 
e a lua vai-se embora e hoje eu sou o teu silêncio 
sem saber amar sem ti, eu deixo o coração para trás 
e dói-me hoje não ser mais que um rapaz 
somos corações sem dono e sem rumo 
e amor a noite leva-nos para longe 
dói-me o passar da idade e a minha pele sente a saudade 
porque a vida são dois dias e nós nem dormimos juntos 
e partilhamos estes corpos num dos quartos da cidade 
e estas lágrimas na face? são as noticias do teu mundo 
e nós incendiamos um futuro 
mas não faz mal, amanhã nós temos outro 
e somos sexo com Buarque a tocar no fundo 
e eu lembro-me que tu és tudo, o que é que eu faço no mundo? 
então eu escrevo... 

eu lembro-me de um sorriso. amor lembras o porto? 
lembras-te de amar comigo? eu lembro-me do teu corpo. 
mentimo-nos como nunca ou mentimo-nos só agora 
e não escondemos a saudade, aliás vendemo-la à borla 
e o mundo foi o teu peito e eu sussurro-to sem jeito 
que quase esqueço tudo aquilo que foi feito 
e quando não quiser sentir. lembrar-te e ao teu peito 
e se é para viver sem ti, mata-me... porque não o sei 
amor.



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Terça-feira, 12.03.13

 

Letra

 

Não encontrei a letra desta música



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Letra

 

falar sobre amor 
ou ter-te em mim 
amor é igual, para ti. 

somos só nós 
e o que raio somos nós? 
pedaços de pó, em mim. 

durmo para não existir 
amor, isto é foder ou é amar ou é sentir? 
a saudade é o teu perfume, e nós rasgamo-nos pelo ciúme 
estranha forma só de amar sem conhecer o que raio nos une 
é morrer numa alvorada 
o teu corpo é do silêncio e tu estás tão cheia de nadas 
hoje... um coração de um leão de barro 
rasgamos esta carne mais um bocado... 
e eu decidi ser escritor ou falador sobre o amor 
porque eu sei bem a saudade e amor eu sei que eu sou tão pouco 
mentimo-nos de dia. dançamo-nos só à noite 
o que raio sem mim és tu? e não há espaço em mim para a morte 
e são os segredos da cidade onde tu passeias 
e tu escondes todo o silêncio atrás de lingerie vermelha 
e são as almas desses homens que os teus olhos comem 
e tu és onde os meus sonhos morrem... 

saudades do mar 
e o mundo é dos dois. 
ou foi. 

e somos o quê? 
pedaços de ti? 
o que foi de mim, morreu. 

sangue que eu não sei 
a noite és tu 
Vais com o vento, assim. 

agir sem saber 
crescer sem agir 
quando eu fui de ti, morri. 

escrevo para existir 
e depois há a saudade e o não saber viver sem ti 
um coração a corda e eu carrego em mim a noite 
quando morre, acorda. os meus pais foram os lobos 
comemos esta cidade. a vida é o que foi 
morremos com a idade e amor até que existas dói-me 
pões-te bela para esse mundo e o teu corpo cheira a segredos 
e tu sabes tanto a silêncio... é o medo.



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Sábado, 09.03.13

 

Letra

 

a lua sabe a ti 
este mundo não é para mim, táxi leva-me daqui. 

um deserto como eu sou 
acho que metade de mim se foi, quando tu te foste avô 
e quando eu for avô. se um dia o for eu vou 
ensinar-te que ao amar todo o homem sente a dor e o mar que nos separe 
o vento que nos agarre. ou o tempo que nos apague 
quero que tu me abraces. custa não saltar 
dois corpos e um quarto e a solidão para partilhar 

mas não deixo. és o que na vida há. 
mesmo que o corpo vá. eu amei-te. 

é tão fácil cair 
é tão fácil partir depois de um de nós se vir 
uma resposta nos amarra 
em dedos que correm as tuas costas como as cordas duma guitarra 
cortas-me as palavras. luas de seda 
derrotas-me as coragens com pernas nuas de seda 
lembra-te de mim. o coração sabe a ti 
este mundo não é para mim. balas levem-me daqui



publicado por olhar para o mundo às 14:38 | link do post | comentar


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