
No próximo dia 25 de Novembro, pelas 21h30, o cantautor João Afonso apresenta-se no palco do Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima, com o seu mais recente espectáculo "20 anos de Missangas", o seu primeiro disco que marcou a música portuguesa e com o qual afirmou a sua criatividade, a par do legado musical do seu tio José Afonso.
Juntamente com a sua banda, João Afonso dará um espectáculo comemorativo de duas décadas de música, com canções criadas ao longo destes últimos 20 anos, de “Missangas” a “Sangue Bom”, que o confirmam como uma voz ímpar na música da lusofonia e mantendo um estilo distintivo, marcado pela inovação e riqueza de composições.
Os bilhetes encontram-se já à venda (5€) e mais informações podem ser obtidas pelo telefone 258 900 414 ou pelo email teatrodb@cm-pontedelima.pt.

A celebrar 20 anos sobre a edição do seu primeiro disco "Missangas", o cantautor João Afonso apresentará um concerto especial no dia 12 de Maio, pelas 21h30, no Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra.
João Afonso veio dar marca a uma assinatura única na música portuguesa com o seu primeiro CD "Missangas", com o qual afirmou a sua criatividade e confirmou ter uma voz ímpar na música da lusofonia, tendo sido distinguido com o prémio de Melhor Voz Masculina Nacional, atribuído pelo jornal Blitz.
Mantendo um estilo distintivo, marcado pela inovação e riqueza de composições, João Afonso apresenta um espectáculo comemorativo das duas décadas de música, com um coral de canções criadas ao longo da sua carreira, de "Missangas" a "Sangue Bom".
Este concerto promete ser um espectáculo único, cheio de cumplicidades e histórias musicais, reunindo em palco um grupo de excelentes músicos, com destaque para a participação especial de Júlio Pereira e António Afonso, que também marcaram a sonoridade de "Missangas", que está de volta ao mercado numa edição especial, desde o dia 21 de Abril, contendo o alinhamento original e algum material fotográfico que não constava da edição de 1997, bem como alguma cobertura jornalística da época, com várias críticas entusiásticas e a menção a vários concertos da digressão do disco.
Mais informações e reserva de bilhetes através do telefone 219 107 118. Bilhetes à venda nos canais online e nos locais habituais, com o preço único de 10€.
Um concerto com o apoio Antena 1.

No ano em que se comemora o 20.º aniversário do seu lançamento, Missangas regressa às lojas a 21 de Abril.
Missangas, produzido por Júlio Pereira, é o primeiro disco de João Afonso em nome próprio. À época, o cantautor foi distinguido com o prémio de Melhor Voz Masculina Nacional, atribuído pelo jornal Blitz. Em 2017 passam 20 anos sobre o lançamento do disco, que está assim de volta ao mercado numa edição especial.
A reedição de Missangas contém o alinhamento original, incluindo os temas “Carteiro Em Bicicleta” e “Buganvilla”. Além disso, a reedição terá algum material fotográfico que não constava da edição de 1997, bem como alguma cobertura jornalística da época, com várias críticas entusiásticas e a menção a vários concertos da digressão do disco.
Missangas marcou por isso uma fase muito importante da carreira de João Afonso. O disco levou-o a concertos em várias cidades portuguesas, mas também a outros países. Desde então já editou mais quatro álbuns a solo (sendo o último de 2014), e colaborou numa série de projetos musicais.
Este aniversário está a ser pretexto para uma série de concertos de celebração com um espetáculo muito especial. Um dos próximos espectáculos está marcado para o próximo 13 de maio no Centro Cultural Olga Cadaval.
Três autores, dois escritores e um músico/cantor, sem pátria definida. Uma pitanga de verde mar construída como uma narrativa de histórias e mistérios de Mia Couto e de José Eduardo Agualusa com a musicalidade de João Afonso.
São canções de amizade, fraternidade, de amor e contos sobre o paradigma perdido da infância. São afirmações com melodia de uma identidade lusófona, sem raça, com estradas de terra, cacimbo e lagartos ao sol numa grande casa branca. Um domínio de afetos humanos musicais entre Portugal, Moçambique e Angola.
É um trabalho de sonoridades híbridas, mas únicas, que ficaram no subconsciente coletivo de pessoas que se cruzaram num espaço nosso e que existe entre os três povos tal como entre os autores.
Há como a invenção de um novo território, onírico, traduzida nas diversas colaborações entre autores e músicos, com a riqueza dos arranjos de Vitor Milhanas a realçar esta sonoridade lusófona.
A voz de João Afonso, também ele fruto da história pois é um músico luso/moçambicano, numa combinação perfeita com dois amigos, dois escritores, poetas consagrados e de grande qualidade: José Eduardo Agualusa, de Angola, e Mia Couto, de Moçambique.
Com o Outono, chegam à Sons Vadios as sonoridades lusófonas de “Sangue Bom”, o mais recente álbum e projecto musical de João Afonso. Com uma carreira internacional desde 1994, o cantautor nascido em Moçambique é actualmente a expressão máxima da Lusofonia, com uma fusão natural entre a música urbana africana e a música popular portuguesa, esta última por influência do seu tio José Afonso. Um concerto a fervilhar de ritmo e a não perder de ouvido!
Neste novo espectáculo, João Afonso dá voz às narrativas de Mia Couto e de José Eduardo Agualusa, num trabalho que junta três histórias de vida, em que as palavras e a música se fundem em canções de amizade, de fraternidade e de amor. O cruzamento cultural entre Portugal, Angola e Moçambique, inventando um novo território, onírico, traduzido nas diversas colaborações entre autores e músicos. Em concerto, à voz e guitarra de João Afonso, junta-se Vítor Milhanas (baixo, voz e arranjos), Mário Santos (bateria), Miguel Fevereiro (guitarras e voz) e António Pinto (guitarras e voz), sendo a próxima apresentação já no dia 20 de Outubro, no âmbito do FOLIO – Festival Literário Internacional de Óbidos.
Com uma vasta discografia de composições próprias, João Afonso é uma voz singular no panorama nacional, com uma forte marca autoral, que se distingue pelo lirismo das melodias e poesias. Em “Sangue Bom” renova o seu espírito criativo, convidando-nos a viajar pelas paisagens sonoras de uma Lusofonia por (re)descobrir.
Letra
Quero ser noutra vida mensageiro de emoções
De elefantes, baleias, cais e canções
Na preguiça do panda, na destreza do lince
Vou abrir a Pandora onde Deus não existe
Entre tudo e nada, saber quem sou
Quero ser noutra vida mensageiro de emoções
De golfinhos e águias, do silêncio das águas
Regressado aos sentidos e à razão dos bichos
Dos espaços perdidos, na asa de condor
No fundo do mar, saber quem sou
Quero ser noutra vida mensageiro de emoções
Porta-voz de ondas, tradutor de ilusões
Ser menos ainda que um pequeno carreiro
Descobrir o mistério do Universo inteiro
Emprestar a vida, descobrir quem sou
: letra e música de João Afonso
Letra
Estaremos juntos separados como amantes
nesta viagem com água sem retorno
entre as queimadas vento norte viajante
é o cacimbo africano Moçambique
Ao terraço e à varanda do avô
passeios da dimensão do anarquista
ao teatro ao professor à fantasia
no matope um sono de marimbas
Limpidez das areias, tem
em teias de caniço
fugir com o cientista, tem
estrelas a perder de vista
São trovoadas que caem no capim
o som do zinco o sentido às caminhadas
passos compridos e a voz dos velhos sábios
são a memória da sombra das acácias
Ondas que cavam as areias do Bilene
e as histórias que contava José Bila
ventos parados ao subir às papaieiras
e a maravilha do canto do magaíça
Limpidez das areias, tem
em teias de caniço
fugir com o cientista, tem
estrelas a perder de vista
JOÃO AFONSO
REEDIÇÃO DIGITAL DE «SANGUE BOM» COM 4 TEMAS INÉDITOS
O último álbum de João Afonso é reeditado nas plataformas digitais a 10 de novembro

Um encontro entre dois Amigos - João Afonso e Rogério Pires -, que cruzam universos musicais partilhados numa empatia única.
A marca autoral de ambos e a comum valorização da palavra cantada tornam-se mais nítidas no formato intimista deste concerto: apenas vozes e guitarras.
A Buganvília é canção que traduz o estado de espírito para uma viagem musical e cultural de dois músicos de excepção. Um Carril de Arte que Rogério Pires com a sua forma delicada e sensível aborda a obra de João Afonso, cantando a língua portuguesa, transportando-nos por um ”coral de missangas” vividos e imaginados por ambos.
São viagens partilhadas de canções de “Missangas” a “Outra Vida” e sensações que só uma verdadeira sintonia, como a deste recital musical, nos consegue aportar.
BUGANVÍLIA - João Afonso e Rogério Pires
Livraria Ler Devagar
Rua Rodrigues Faria nº 103, 1300-501 Lisboa
5€
sexta 8 Março | 21h30
Cine-Teatro São Pedro, Águeda
5€ pré-venda | 8€ no dia
Organizado pela Comissão de Festas de S. Sebastião. Concerto reverte a favor da Festa em honra de S. Sebastião.
A marca autoral de ambos e a comum valorização da palavra cantada tornam-se mais nítidas no formato intimista deste concerto: apenas vozes e guitarras.
A Buganvília é canção que traduz o estado de espírito para uma viagem musical e cultural de dois músicos de excepção. Um Carril de Arte que Rogério Pires com a sua forma delicada e sensível aborda a obra de João Afonso, cantando a língua
portuguesa, transportando-nos por um ”coral de missangas” vividos e imaginados por ambos.
São viagens partilhadas de canções de “Missangas” a “Outra Vida” e sensações que só uma verdadeira sintonia, como a deste recital musical, nos consegue aportar.
Buganvília - João Afonso e Rogério Pires
Vídeo Promo:
A Buganvília - João Afonso e Rogério Pires
Sangue Bom
Três autores, dois escritores e um músico/cantor, sem pátria definida. Uma pitanga de verde mar construída como uma narrativa de histórias e mistérios de Mia Couto e de José Eduardo Agualusa com a musicalidade de João Afonso.
São canções de amizade, fraternidade, de amor e contos sobre o paradigma perdido da infância. São afirmações com melodia de uma identidade lusófona, sem raça, com estradas de terra, cacimbo e lagartos ao sol numa grande casa branca. Um domínio de afetos humanos musicais entre Portugal, Moçambique e Angola.
É um trabalho de sonoridades híbridas, mas únicas, que ficaram no subconsciente coletivo de pessoas que se cruzaram num espaço nosso e que existe entre os três povos tal como entre os autores.
Há como a invenção de um novo território, onírico, traduzida nas diversas colaborações entre autores e músicos, com a riqueza dos arranjos de Vitor Milhanas a realçar esta sonoridade lusófona.
A voz de João Afonso, também ele fruto da história pois é um músico luso/moçambicano, numa combinação perfeita com dois amigos, dois escritores, poetas consagrados e de grande qualidade: José Eduardo Agualusa, de Angola, e Mia Couto, de Moçambique.
"Conheci o João Afonso enquanto ambos errávamos por agronomia. Foi ali que o vi nascer como músico. As suas canções têm vindo, desde então, a acompanhar-me ao longo da vida, enquanto escrevo, e acredito que os meus livros são melhores por isso.
A possibilidade de fazer parte de algumas dessas canções, ainda por cima ao lado de Mia Couto, é para mim uma festa. Obrigado, João".
José Eduardo Agualusa
"João traz-me, na voz, a infância e, nas canções, Moçambique. Com João Afonso e José Agualusa sentamo-nos na mesma varanda e ficamos desfiando conversa cantada. E fomos, os três, nessa cantiga. Culpa do João: nunca mais houve regresso"
Mia Couto
Uma fusão de sonoridades contemporâneas mediadas organicamente com uma instrumentação variada que vai de guitarras a kissanges, de trikitinas e marimbas a violas, temperadas com a voz de João Afonso.
Um mapa de cores da diáspora Portuguesa, uma aventura musical sob a batuta de Vitor Milhanas (Produção arranjos e direcção musical).
De Portugal um realce especial ao Percussionista Quiné teles, dando alma ao trabalho rítmico de Vitor Milhanas em “Sangue bom”.
Vitor Milhanas (baixo elétrico e contrabaixo), António Afonso (voz), António Pinto, Miguel Fevereiro, Rogério Cardoso Pires, Manuel Rocha e José Moz Carrapa (guitarras), José Tavares (alaúde),João Barroso (flautas),Paulo Curado (sax soprano e alto), Luísa Gonçalves (piano), Manuel Maio eDinora Martins (cordas), Ruca Rebordão e António Pedro (percussões e bateria) Moisés Fernandes (trompete e fliscorne), Fausto Ferreira (teclados e sintetizadores) Edu Miranda (bandolim, Brasil) Paulo Fragoso (trombone) eJoão Lucas (acordeão, piano e responsável por pré-produção).
De Moçambique um dueto com Stewart Sukuma (voz) e as guitarras deCosta Neto e de Mingo Rangel.
De Angola a voz de Aline Frazão e o coração da guitarra e kissange deMário Rui.
Do Brasil, Fred Martins (voz e guitarra).
Da Galiza o maestro Anxo pintos (sanfona) e do País Basco Kepa Junkera(trikitina e txalaparta).
Alinhamento:
1-Estrada do Sumbe
2-Na grande casa branca
3-Astros
4-Sangue bom
5-Lagarto
6-Sem volta
7-verde para crer
8-A paixão só atrapalha
9-Cançao pitanga
10-Onde o amor termina
11-Sementes
12-Canção de despedida
13-A dor e o tempo
14- Canção de Goa
Letra
Maio maduro Maio, quem te pintou?
Quem te quebrou o encanto, nunca te amou.
Raiava o sol já no Sul.
E uma falua vinha lá de Istambul.
Sempre depois da sesta chamando as flores.
Era o dia da festa Maio de amores.
Era o dia de cantar.
E uma falua andava ao longe a varar.
Maio com meu amigo quem dera já.
Sempre no mês do trigo se cantará.
Qu'importa a fúria do mar.
Que a voz não te esmoreça vamos lutar.
Numa rua comprida El-rei pastor.
Vende o soro da vida que mata a dor.
Anda ver, Maio nasceu.
Que a voz não te esmoreça a turba rompeu.
Letra
As Histórias que contavas lá da aldeia
a bola no telhado da vizinha
o branco no amarelo da eira
e a calça sem bainha
A varanda e a calça sem bainha
a semana
na baía a pesca à linha
a vizinha, o que querias da montanha
Que pensamento querias da montanha
fugiste um dia p´ra Kilimanjaro
seria o jeito sábio dum cocoana
a falar sob um céu claro
a marimba, a falar sob um céu claro
a madeira, de pau preto um aparo
a montanha
vou de boleia em boleia
Agora vou de boleia em boleia
agora vou voltar a ser menino
parar, ouvir silêncios sobre a areia
visitar-te em S. Francisco
Sobre a areia, visitar-te em S. Francisco
lua cheia
a subir tudo o que lembro
a gavinha, numa noite de Dezembro
Deixaste o sol na praia de Inhambane
no cais da ponte o dia do vapor
amigos que p´ra longe a pátria bane
num retrato de esplendor
Ventoinha, num retrato de esplendor
cazuarina, quinino saga e calor
a cantina
com o sabor ,o leitor
e fico com o sabor das leituras
percorro a vossa esteira pelo mar
com um baú de histórias de aventuras
vou morrer em Zanzibar
letra
Uma noite escrevi o teu nome
num café
a cafeteira adormece breve
mesmo ao pé
O mar que passa
pela vidraça
senta-se à mesa
cheira a café
Não me enjeites quando te escrevo
o que à memória me vem
contas contadas, contas da história
que a ninguém devo, a ninguém
Já não vejo razão para calar
as múrmures águas na areia
sobre a praia a maré cheia
enche toda antes de vazar
A noite dura para além da tarde
cerveja com levedura
vaga de espuma entre o meio dia
calma a garganta que arde
O tesouro no ventre do mar
não será para quem mareia
como é bom dormir, acordar
preguiçar em branca açoteia
O sentido que eu tive da vida
num café
o que foi certo para mim um dia
já não o é
O mar que passa
pela vidraça
senta-se à mesa
cheira a café
Cão vadio, cão sem raça
pela rua a vaguear
candeeiro de luz baça
café moído a exalar
À noite os casais devassam
os enigmas duma luz mansa
os sonhos idos de criança
como farrapos soltos que passam.
Letra
Quando for grande vou ser
quero ser um realejo
ter um pedaço de terra
fogo que salta ao braseiro
dormir no fundo da serra
quero ser um realejo
Carteiro em bicicleta
leva recados de amor
vem o sono com a música
ao som do realejo
Quando for grande vou ser
quero ser um realejo
ter um burro viola e cão
chamar a dança dos sapos
correr com a bola na mão
quero ser um realejo
Quando for grande vou ser
quero ser um realejo
colher amêndoa em telhados
dar banana às andorinhas
dobrar o cabo do mundo
quero ser um realejo
Carteiro em bicicleta
leva recados de amor
vem o sono com a música
ao som do realejo
Quando for grande vou ser
quero ser um realejo
ter um burro viola e cão
chamar a dança dos sapos
correr com a bola na mão
quero ser um realejo
Carteiro em bicicleta
leva recados de amor
vem o sono com a música
ao som do realejo
Música
PromoOnlyPT - A música Portuguesa no Youtube
Cultura
Sites dos Músicos Portugueses
Músicos Portugueses