Sábado, 27.07.13

Concerto de Maria João é “cartão-de-visita

O concerto de Maria João, na quinta-feira, na celebração dos 30 anos do Centro de Arte Moderna, é o “cartão-de-visita do Jazz em Agosto”, que começa no próximo dia 02, disse o diretor artístico Rui Neves. Em declarações à Lusa, Rui Neves recordou que escolha de Maria João, para o concerto do aniversário do Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian (CAM), se deve ao facto de “ter sido o seu quinteto, que integrava o saxofonista Carlos Martins, quem inaugurou a primeira edição do Jazz em Agosto”, em 1984.

 

“O Jazz em Agosto nasceu no CAM, foi veiculado pelo extinto Serviço Acarte, que marcou a vida cultural de Lisboa, e que foi fundado em 1983, por Madalena Perdigão”, recordou o responsável, recordando o Serviço de Animação, Criação Artística e Educação pela Arte. Referindo-se ao concerto de quinta-feira, Rui Neves afirmou que “Maria João é uma cantora que tem evoluído e quer ir sempre mais além, trazendo agora um projeto, ‘Ogre’, em que há uma preponderância da voz e da eletrónica”.

 

No espetáculo de entrada livre, no anfiteatro da Fundação, Maria João sobe ao palco com João Farinha (fender rhodes e sintetizadores), André Nascimento (eletrónica), Júlio Resende (piano) e Joel Silva (bateria).

 

Meses antes do primeiro Jazz em Agosto (JeA), Maria João lançara o primeiro disco com o seu quinteto, seguindo-se, após o festival, o longa duração "Cem Caminhos".

 

A programação da 30.ª edição do Festival, que decorre de 02 a 11 de agosto, apresenta dez concertos no anfiteatro, um ciclo de cinema na sala polivalente do CAM e inclui a edição do livro “Partidas/Chegadas - Novos Horizontes no Jazz”, que reúne ensaios originais sobre 50 músicos que participaram no JeA, ao longo dos seus 29 anos, "músicos que são mais inquietos e mais criativos", rematou.

 

Os textos são da autoria de “três importantes críticos e pensadores do jazz”, a saber o canadiano Stuart Broomer, o escocês Brian Morton e o norte-americano Bill Shoemaker, havendo uma edição em português e outra em inglês da obra. Entre os músicos recordados estão Cecil Taylor, Evan Parker, John Zorn, Peter Brötzman, Sun Ra, Carlos Zíngaro e Rodrigo Amado.

 

Quanto ao cartaz deste ano, Rui Neves disse à Lusa que foram escolhidos “músicos que tenham contribuído para a identidade do Jazz em Agosto”, alguns que já atuaram em anteriores edições, mas, desta vez, apresentam-se com outros projetos.

 

O destaque da edição deste ano é para John Zorn, “músico americano dos mais prolíficos”, que assinala o 60.º aniversário, celebração a que o festival se associa, apresentando os três projetos do compositor e saxofonista com companheiros da sua carreira, nomeadamente Marc Ribot, Jamie Saft, Trevor Dunn, Kenny Wollesen, Joey Baron, Cyro Baptista e Ikue Mori.

 

A abertura do JeA, no dia 02 de agosto, é marcada pela estreia em Portugal do projeto The Dreamers/John Zorn@60, com John Zorn, na direção, composto por Marc Ribot (guitarra elétrica), Jamie Saft (teclados), Trevor Dunn (contrabaixo e baixo elétrico), Kenny Wollesen (vibrafone), Joey Baron (bateria) e Cyro Baptista (percussão).

 

No JeA apresentam-se também “dois grupos emblemáticos de John Zorn, The Dreamers, explorando uma via 'lounge', e o Electric Masada, sintonizado com os primórdios do jazz elétrico”, explicou Rui Neves. O “baterista histórico Max Roach”, que se apresentou no JeA de 1995, é evocado com a estreia em Portugal do projeto “Drumming GP plays Max Roach M’Boom”.

 

O jazz escandinavo, que tem marcado presença regular no JeA, estará presente este ano com o Trio Elephant9, acrescido do guitarrista Reine Fiske, os The Thing, trio que se estreou em Portugal na edição de 2004, e que este ano atua “em dimensão ampliada de septeto”, e o The Thing XXL, em que “se destacam Peter Evans e Terrie EX, e do qual não há qualquer registo discográfico”.

 

O trompetista Peter Evans, que se estreou em Portugal no JeA de 2009, apresenta este ano, em estreia europeia, o seu novo octeto, “onde a eletrónica tem papel determinante, e que será mais um novo passo deste músico cuja projeção internacional continua a crescer”.

 

Anthony Braxton, “músico veterano, plenamente reconhecido pelo seu contributo inovador, poli-instrumentista”, que atuou em 2000 e 2006, apresentará um projeto recente, “dando ênfase a uma certa música de câmara”, o Falling River Music Quartet.

 

O concerto de encerramento “é uma associação que o trompetista de Chicago Rob Mazurek imaginou: unir dois trios que dirige - São Paulo Underground e Chicago Underground - e convidar o lendário músico, companheiro de John Coltrane na sua derradeira fase, a mais radical, o saxofonista Pharoah Sanders, constituindo um sexteto inusitado que se estreou mundialmente com grande efeito, no ano passado”, afirmou Rui Neves.

 

O cinema vai marcar presença em nove sessões, que incluem o “Ciclo John Zorn: Treatment for a film in fifteen scenes”, uma síntese de quatro filmes produzidos por Zorn, que tem como ponto de partida um guião escrito pelo músico, e que foi apresentada, no ano passado, no New York Film Festival.

 

retirado do Sapo Música



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Sexta-feira, 12.04.13

30.º Jazz em Agosto aposta em músicos que já passaram pelo festival

John Zorn, Pharoah Sanders e Anthony Braxton são alguns dos grandes nomes presentes na edição deste ano, que decorre de 2 a 11 de Agosto. Um festival, sem “fórmulas fixas”, que continua a apostar na qualidade e na inovação

Em 2013, o Jazz em Agosto celebra a sua 30ª edição com dez concertos no anfiteatro ao Ar Livre da Gulbenkian, em Lisboa, nove sessões de filmes e documentários e o lançamento de um livro de ensaios sobre cinquenta músicos que já passaram pelo festival, anunciou esta quinta-feira a organização.

 

A edição deste ano associa-se às comemorações dos 30 anos do Centro de Arte Moderna (CAM), instituição à qual está ligada desde a sua origem, em 1983. Nessa data, a que Rui Neves também chama de “ano zero” devido à dimensão reduzida do festival – houve apenas músicos portugueses –, o Jazz Agosto surgiu pelas mãos de Madalena de Azeredo Perdigão, fundadora do Serviço Acarte da Gulbenkian e mulher do então presidente da fundação, José de Azeredo Perdigão.

A dupla comemoração concretiza-se, este ano, com um concerto de pré-inauguração do festival a 25 de Julho (dia do aniversário do CAM), no qual Maria João apresenta o seu projecto Ogre - a cantora, recorde-se, actuou com o seu quinteto no festival de Agosto de 1984.

 

 

Retirado do Público



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Sábado, 04.08.12

Jazz em Agosto  em Lisboa

 

A 29ª edição do Jazz em Agosto em Lisboa vai apresentar figuras históricas lado a lado com novos valores do jazz, apostando, como habitualmente, numa programação alternativa. Serão seis concertos no Anfiteatro ao ar livre da Fundação Calouste Gulbenkian, às 21h30, e três concertos no Teatro do Bairro, às 22h30, entre esta sexta-feira, dia 3, e 12 de agosto.

 

Sunny Murray inicia o festival. O lendário músico americano, de 75 anos, apresenta-se agora em trio com dois consagrados músicos britânicos, John Edwards, no contrabaixo, e Tony Bevan, no saxofone tenor.

 

A 5 de agosto é a vez de Misha Mengelberg, no piano e Evan Parker, num registo menos habitual, em saxofone tenor. O Anfiteatro ao ar livre volta a ser palco deste concerto singular.

 

Matthew Shipp, pianista americano, apresenta-se agora como líder do Matthew Shipp Trio no dia 10 de agosto.

 

A pianista Marilyn Crispell e o percussionista Gerry Hemingway, no dia 11 de agosto, são improvisadores natos que se tornaram pilares do quarteto de Anthony Braxton (com Mark Dresser) nos anos 1980-90.

 

O Ingebrigt Håker Flaten Chicago Sextet, no dia 12, liderado pelo contrabaixista e compositor norueguês residente nos EUA, assume uma ponte norte-atlântica com um grupo de músicos de Chicago, num projeto estreado há menos de um ano.

 

OS CONCERTOS NO TEATRO DO BAIRRO


Dia 7 de agosto o quinteto Nuova Camerata,  formado por Pedro Carneiro (marimba), Carlos Zíngaro (violino e eletrónica), João Camões (violino), Ulrich Mitzlaff (violoncelo) e Miguel Leiria Pereira (contrabaixo), estreia-se no Teatro do Bairro, seguindo-se a atuação de Marcos Farrajota, autor de BD alternativa num estilo arte bruta e que adota no gira-discos o nome unDJ MMMNNNRRRG.

 

Oriundo de Leeds, o trioVD, ou “Valentine’s Day”, apresenta-se no dia 8 de agosto, explorando sonoridades explosivas de grande intensidade, o grupo constitui uma referência do atual jazz desviante do Reino Unido. Na mesma noite, o turntablist francês eRikm mostra o seu lado de compositor eletroacústico.

 

A 9 de agosto chega o “O Mundo é melhor sem Capitalismo”, título de uma das músicas de Hanns Eisler (1892-1962), discípulo de Shonberg e perseguido pela ideologia marxista. Inspirado pelo compositor, o trio Das Kapital apresenta uma música de teor político. A fechar a última noite no Teatro do Bairro, estará DJ Sniff do Japão.

 

OS FILMES

O Festival inclui ainda uma programação cinematográfica, no auditório 3 da Gulbenkian, sempre às 18h30, de filmes documentais relacionados com o jazz.

 

Sunny’s Time Now, de Antoine Prum (dia 4), Soldier of the Road – Peter Brötzmann, de Bernard Josse e Gerard Rouy (dia 5), Inside out in the Open, de Alan Roth (dia 10) e City of the Winds, de Gilles Corre (dia 11) são os filmes agendados.

 

O festival encerra a programação paralela com uma conferência proferida pelo crítico de jazz Brian Morton sob o mote “Jazz Criticism: An Open Verdict”, no dia 12 de agosto.

 

Foto: John Edwards © Russ Escritt

 

Noticia do Noticias Grande Lisboa



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