Domingo, 04.01.15

Cerca de uma dezena de grupos corais vão atuar no dia 25 no Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa, numa homenagem ao cante alentejano, declarado em novembro Património Imaterial da Humanidade.

 

De acordo com o CCB, no espetáculo no grande auditório estão confirmados os grupos corais de Baleizão, os Cantares de Évora, os Mainantes e Os Ceifeiros de Cuba. A eles juntam-se ainda os grupos corais e etnográficos da Casa do Povo de Serpa, Os Camponeses de Pias e Amigos do Alentejo do Feijó.

 

Este encontro em Lisboa pretende celebrar o reconhecimento internacional de "um canto coletivo, sem recurso a instrumentos e que incorpora música e poesia", associado geograficamente ao Baixo Alentejo.

 

O cante alentejano foi classificado como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO - Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, a 27 de novembro em Paris.

 

De acordo com a candidatura portuguesa, o cante era sobretudo interpretado por classes trabalhadoras, consideradas rurais e camponesas no passado, mas que eram proto-industriais ou industriais, porque trabalhavam na agricultura com máquinas ou em explorações mineiras.

 

O grupo Os Mineiros de Aljustrel, formado em 1926, é considerado o primeiros grupo coral de cante alentejano.

 

A propósito daquela classificação internacional, a Câmara Municipal de Beja declarou 2015 como Ano Municipal do Cante Alentejano, com iniciativas para promover esta prática social e cultural.

 

Retirado de Sapo Música



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Sexta-feira, 04.07.14

Homenagem a António Variações junta guitarra e poesia em sessão de entrada livre

O escritor Samuel Pimenta organiza o encontro "Dizer e Cantar Variações - Homenagem a António Variações", neste sábado, a partir das 18h30, no Café 100 Artes, em Lisboa.

 

 

“Irei dizer os poemas das canções mais conhecidas de Variações e convidei o músico Isaac Pimenta para cantar à guitarra as músicas menos conhecidas”, explica Samuel Pimenta em comunicado.

Em 2014, assinalam-se os 70 anos de nascimento e 30 anos de morte de António Variações e tanto Samuel Pimenta como Isaac Pimenta não quiseram deixar passar em branco estas datas. “Queremos celebrar um artista que é um símbolo de liberdade e génio no panorama nacional e que tantas vezes é esquecido. Para isso, teremos em foco as letras das canções, ainda tão actuais, mas também a música, num ambiente informal e intimista”, assinala o escritor.

 

A iniciativa é de entrada livre.

 

retirado de Sapo Música



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Terça-feira, 01.04.14

Rock in Rio revela artistas portugueses que vão fazer homenagem a António Variações

Linda Martini, Gisela João, Rui Pregal da Cunha e os Deolinda sobem ao Palco Mundo para homenagear António Variações no dia 31 de maio.

No ano em que se comemoram 10 anos do Rock in Rio-Lisboa e 70 anos do nascimento de Variações, o evento não quis deixar de assinalar a data, convidando alguns dos protagonistas de atual cena musical a deixar o seu agradecimento ao cantor que quebrou barreiras e deixou uma marca incontestável, que perdura até aos dias de hoje.

 

“Este é um momento que vai trazer muita emoção ao Palco Mundo. António Variações foi um artista completo, que deixou obra verdadeiramente intemporal e que tem um forte impacto na nova geração. Para todos os que estão envolvidos nesta homenagem, é uma honra dar destaque à obra de Variações”, refere Zé Ricardo, diretor artístico do Rock in Rio. 

 

Durante a homenagem todos os artistas vão subir ao palco a solo, mas depois irão misturar-se, criando encontros únicos, que terão como ligação a música de Variações.

 

A direção artística deste momento está a cargo do cantor e compositor Zé Ricardo e tem curadoria do jornalista Nuno Galopim. A elaboração do espetáculo está a ser acompanhada de perto pela família do cantor.

 

Retirado de Sapo Música



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Sexta-feira, 30.08.13
enquanto há força

enquanto há força

Concerto de Tributo à vida e obra de José Afonso integrado nas iniciativas de comemoração do 26º aniversário da Associação José Afonso

 De nada me arrependo                                                                                                                             

 Só a vida                                                                                                                                                            

 Me ensinou a cantar                                                                                                                                       

Esta cantiga”


In “Alegria da Criação” (José Afonso in “Galinhas do Mato”, 1985)


 “José Afonso é o nosso maior cantor de intervenção. Este elogio tão consensual e aparentemente tão generoso é a forma mais eficaz de liquidar a obra do grande mestre da música popular portuguesa no que ela tem de universal e de artisticamente superior. (…) Arrumar José Afonso na gaveta da canção de intervenção, é não compreender que a dimensão da sua obra está ao nível do que de mais importante se fez na música popular universal do século XX. E se não teve o impacto mundial que merecia, foi tão-somente porque ele nasceu onde nasceu.”


Guilhermino Monteiro | João Lóio| José Mário Branco | Octávio Fonseca in “José Afonso, Todas as Canções”.


Por tudo isto, no dia 20 de Outubro, pelas 21h, com o apoio empenhado da CASA DA MÚSICA (Porto) e de muitas outras entidades, “companheiros de estrada” do Zeca distraído e de óculos grandes – conjuntamente com gente nova que cresceu com o “poeta, andarilho e cantor” – prestam tributo a um amigo maior que o pensamento.


 Associação José Afonso 



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Quinta-feira, 20.06.13

De mão em mão

 

No dia 26 de Junho, convidamo-vos a aparecerem no POVO (Cais do Sodré) pelas 22h30 para assistirem ao showcase do projecto De Mão em Mão Com o Fado no Coração, um tributo a Carlos Paião.

 

https://www.facebook.com/events/144321729093159/

 

Este projecto consiste na re-interpretação de cinco canções de Carlos Paião em jeito de fado e gravação/edição de um CD.

Para tal, contamos com a genialidade dos músicos João Penedo, na viola, e Sidónio Pereira, na guitarra portuguesa, acompanhados pelas vozes de cinco jovens fadistas:
# Cláudia Duarte :: [ Vinho do Porto ]
# Ana Roque :: [ Bailarina ]
# Sérgio Silva :: [ Perfume ]
# Fernanda Paulo :: [ Cinderela ]
# Jorge Baptista da Silva :: [ Discoteca ]

O convite está lançado. De vocês só podemos esperar que apareçam. Os temas de Carlos Paião não são de todo fáceis mas estes músicos deram-lhe a volta. Venham presenciar este momento inédito e exclusivo na história do fado.

[De Mão Em Mão Com o Fado no Coração é um projecto produzido pela turma do curso Produção e Marketing Musical 2013, da Restart]


Organização/contactos:
Filipa Marta (968028787), Pedro Bona (914738837), João Rebocho, Filipe Nicolau, Ricardo Reis. [restartpmm2013@gmail.com]


Local:
Povo Lisboa, Rua Nova do Carvalho nº32, Cais do Sodré, Lisboa[http://www.povolisboa.com/]



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Domingo, 26.05.13

Ary, o poeta das canções, homenageado no Malaposta


Ary, o poeta das canções, homenageado no Malaposta

Surpreendentemente, as músicas da Ary dos Santos, escritas, na sua maioria, há quatro décadas , parecem continuar a fazer todo o sentido na actualidade. 

QuimZé Lourenço protagonizou o papel de Ary dos Santos, oferecendo uma versão das músicas históricas do poeta com arranjos mais sofisticados. Esta nova versão incorpora as sonoridades da musica clássica e contemporânea, do jazz e do fado.


QuimZé Lourenço contou com a companhia dos músicos João Ricardo Almeida no contrabaixo, Tiago Ramos na percussão e o maestro João Guerra Madeira no piano. 


Como convidados especiais, contou com um saxofone tocado por Náná Sousa Dias e uma guitarra portuguesa por Guilherme Banza. 


Catarina Gonçalves esteve em palco para interpretar algumas das músicas tocadas através de dança contemporânea.

 

Eu sinto-me mesmo muito honrado por estar aqui esta noite”, apresentou-se assim QuimZé depois de dar início ao espectáculo com “O amigo que eu canto”. 


Eu acho que [Ary dos Santos] não morreu. Morreu fisicamente há 28 anos mas eu acho-o cada vez mais vivo”, continuou o cantor.

 

As músicas tocadas nesta noite seguiram uma linha cronológica e depois uma localização espacial. 


QuimZé levou a plateia numa viagem no tempo, apresentando as músicas de Ary dos Santos que passaram pelo Festival da Canção entre 1969 e 1975. 

 

São elas a “Desfolhada”, “A canção de madrugar”, “Cavalo à solta”, música esta que, considerou o cantor, faz o "retrato do poeta tal e qual como ele era". Seguiram-se também “Tourada” e “Estrela da tarde”, uma linda música de amor "de fazer chorar as pedras da calçada", afirmou QuimZé.

 

Na viagem no espaço, Lisboa foi eleita como destino. Entre as músicas que retratam a grande aproximação e afinidade que Ary dos Santos sentia pela cidade de Lisboa estavam “Um homem na cidade”, retratando o Rossio; “O Cacilheiro”, a zona ribeirinha; “Tango Ribeirinho”, Cais do Sodré ou mais precisamente o Mercado da Ribeira. 


“O homem das Castanhas” também retrata Lisboa ou o país no geral, trata-se de uma "canção alegre que denuncia a não existência de emprego”, disse QuimZé. 


A conhecida “Lisboa menina e moça” percorreu a cidade inteira, entrando pelos bairros mais mediáticos da cidade. Já com a viagem quase dada por terminada, ainda houve tempo para “Retalhos” e “Os putos”.

 

Estamos aqui a celebrar um homem imortal, um génio”, disse QuimZé em gesto de despedida.

 

A sala do Malaposta serviu de espaço de lembranças, onde o público pôde reviver momentos em que estas músicas eram ouvidas pela voz de Ary dos Santos. Quase nenhum refrão das músicas foi desperdiçado, a plateia aproveitou-os para mostrar a sua identificação com a música portuguesa.

 

Retirado do HardMúsica



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Quarta-feira, 03.04.13

«Alegria» é o mote da Festa do Jazz no São Luiz que homenageia Bernardo Sassetti

A “alegria” é o mote da 11.ª Festa do Jazz, a decorrer no próximo fim de semana, no Teatro S. Luiz, em Lisboa, entre concertos, “jam sessions” e “materclasses”, numa homenagem ao músico Bernardo Sassetti, falecido em 2012.


“Essa Alegria”, diz o diretor artístico da Festa, Carlos Martins, “é também contra os dramas das nossas vidas atuais”.

 

Carlos Martins destaca a homenagem a Sassetti, por um grupo de músicos, que não está ainda fechado, como uma “não homenagem”, por dizer respeito à “alegria presente na música deste tão querido e muito presente amigo e o maior fã da Festa”.

 

A “não homenagem” intitula-se “Mali M’Bule Baaba”, com música de Bernardo Sassetti, e acontece no sábado, às 23:00, na sala principal do teatro municipal, com a participação já confirmada de Carlos Barretto (contrabaixo), José Salgueiro (bateria), Mário Delgado (guitarra), Luís Figueiredo e Júlio Resende (piano), Carlos Martins e José Pedro Coelho (saxofones tenores), Ricardo Toscano (saxofone alto) e Gonçalo Marques (trompete).

 

A Festa é, como habitualmente, palco do “maior encontro e único concurso entre escolas de jazz do país”, com a entrega de prémios aos combos e alunos das escolas de música, ao começo da madrugada de segunda-feira, no Jardim de Inverno do teatro.

 

Concorrem este ano 14 combos que serão avaliados por júri constituído por Paulo Barbosa, André Fernandes e Carlos Barretto.

 

Nesta festa, serão apresentados dois os novos projetos, na sala principal, o Coreto Porta-Jazz e o Bruno Santos Ensemble, que resultam de duas teses de mestrado neste género musical.

 

O Coreto Porta-Jazz apresenta o álbum de estreia, “Aljamia”, com música de João Pedro Brandão que, após um estudo dedicado à Música Tradicional do Mediterrâneo, explora, na sua composição musical, elementos e conceitos ligados a esta tradição musical, que integra na esfera do jazz.

 

O Coreto é formado por onze músicos do Porto que se juntaram no âmbito da Associação Porta-Jazz.

 

O Bruno Santos Ensemble é constituído também por 11 músicos, sendo Mariana Norton a vocalista e, segundo Carlos Martins, este novo projeto nasceu “da vontade e da curiosidade do guitarrista e compositor Bruno Santos, em escrever para uma formação alargada, com várias possibilidades de instrumentação”.

 

O ensemble só toca música original, mas inclui “o que caracteriza o jazz, os momentos de improvisação, liberdade e interação”.

 

Do cartaz da Festa, orçada em 50.000 euros, fazem ainda parte, entre outros, Sara Serpa & Fragmentz, que tocam às 21:30 de sábado na sala principal, o Massimo Cavalli Quartet que apresenta o seu CD de estreia, “Varandas do Chiado”, no domingo às 21:30, na sala principal que, em seguida, acolhe Maria João e Mário Laginha, com “Iridescente”, o sucessor de “Chocolate”, gravado há quatro anos por esta dupla.

 

A Festa abre no sábado, às 16:00, com Paulo Santo (vibrafone) e Sérgio Rodrigues (piano elétrico), que tocam no Café São Luiz, outro espaço do teatro onde acontece jazz, neste fim de semana, assim como o Estúdio Mário Viegas, onde, entre outros, atuarão, no sábado, o Quintino Quarteto, às 17:00, e o Nelson Cascais Decateto, às 18:00, e, no domingo, o trio Lama, com Chris Speed, às 17:00, e o Red Trio, do pianista Rodrigo Pinheiro, do contrabaixista Hernâni Faustino e do baterista Gabriel Ferrandini, às 18:00.

 

No sábado, às 17:00, no Jardim de Inverno é apresentado o site www.jazz.pt.

 

Retirado do Sapo Música



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Quarta-feira, 13.03.13

Camané, Mário Laginha e irmãos Salomé na Aula Magna em homenagem a Álvaro Cunhal

Camané, Mário Laginha, Vitorino, Janita Salomé e Maria do Céu Guerra contam-se entre os participantes numa homenagem a Álvaro Cunhal, a realizar no próximo dia 23, na Aula Magna, em Lisboa, informou hoje o PCP.


Evocar a dimensão “intelectual, artística, humana e militante” do antigo líder do Partido Comunista Português (PCP) é, segundo um comunicado daquele partido político, o objetivo da iniciativa que decorre na Aula Magna da Universidade de Lisboa, em cuja faculdade de Direito o político se licenciou, em 1940, que se associa também à homenagem.

 

A cantora lírica Ana Maria Pinto, acompanhada ao piano por Joana Resende, o cantor Samuel, o locutor Cândido Mota, a Companhia de Dança de Almada, o fadista Hélder Moutinho, com Ricardo Pereira, os Cantadores do Redondo, que subirão ao palco com os irmãos Salomé, e os atores João Reis, José Wallenstein, Luísa Ortigoso e Rita Lello participam também sessão, que reúne personalidades da cultura, ciência, do trabalho, do ensino e do desporto.

 

O espetáculo seguirá um guião centrado nos momentos biográficos mais significativos da vida e ação de Álvaro Cunhal, ao longo dos seus 92 anos, lê-se no documento.

 

André Ramos e Yami, Joana Manuel, João Paulo Esteves da Silva, a Magna Tuna Apocaliscspiana, do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP), a atriz Teresa Gafeira, Sebastião Antunes, Tim, os Tocá Rufar, com Rui Júnior, a cantora Uxia, acompanhada ao piano por Paulo Borges, e Zeca Medeiros são outros dos participantes da sessão evocativa de Cunhal, a iniciar às 15:00 de sábado, 23 de março.

 

“Referência incontornável da luta pela liberdade, democracia, emancipação social e humana dos trabalhadores e dos povos”, Álvaro Cunhal foi “uma das figuras mais marcantes da sociedade portuguesa no século XX e passagem para o XXI”, acrescenta o comunicado dos comunistas.

 

O documento do PCP sublinha ainda a importância de Cunhal como “homem, intelectual e artista, com um apaixonado interesse por todas as esferas da vida”, assim como a atividade criativa que desenvolveu nas áreas da literatura, artes plásticas e reflexão sobre a estética e criação cultural.

 

Retirado do Sapo Música



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Terça-feira, 18.09.12

Paulo de Carvalho recebe Medalha de Mérito na Câmara Municipal de LisboaPaulo de Carvalho recebe Medalha de Mérito na Câmara Municipal de Lisboa

Paulo de Carvalho foi, esta segunda-feira, 17 de Setembro, homenageado, na Câmara Municipal de Lisboa com a medalha de mérito pelos seus 50 anos de carreira, numa cerimónia que se iniciou pelas 18:30 da tarde.

 

Na cerimónia estiveram presentes amigos íntimos do cantor e compositor, como os seus filhos, Paulo Nuno, Mafalda Sachetti, Bernardo, (aka Agir), a cantora Rita Guerra, Camané, António Manuel Ribeiro (vocalista dos UHF), entre outros.

 

O presidente da Sociedade Portuguesa de Autores, José Jorge Letria, no seu discurso que abriu a sessão, teceu inúmeros elogios a Paulo de Carvalho, cuja “lucidez e síntese” dão-lhe a virtude de dizer “com poucas palavras, aquilo que era necessário dizer”.

 

Paulo de Carvalho recebe esta distinção da Câmara Municipal de Lisboa, depois de ter sido galardoado com a medalha de honra da Sociedade Portuguesa de Autores há poucos meses atrás.

 

A entrega da medalha de mérito ao homenageado coube ao presidente da Câmara, António Costa.

 

Paulo de Carvalho no seu discurso de agradecimento, falou da sua infância e vivência na cidade de Lisboa, primeiro na freguesia de São Cristóvão, e depois em Alvalade, onde ainda vai frequentemente. E congratulou-se por uma cidade cada vez mais multicultural, marcada por diferentes raças, religiões e culturas. 


Falou a propósito disso, de um dos seus mais recentes álbuns “Duetos de Lisboa”, em que colabora com várias pessoas de diferentes nacionalidades, do Brasil, a Cuba, ao continente africano. 


Encerrou o seu discurso dizendo “A partir de agora em cada homenagem que nos vão fazendo, acresce o nosso nível de responsabilidade, e é por aí que eu vou”.

 

António Costa encerrou a cerimónia, manifestando o seu profundo contentamento por ter tido a oportunidade de entregar a medalha a Paulo de Carvalho que “terá sido das pessoas que mais contribuiu para a canção e música portuguesa”. A título pessoal, brincou ainda com a história da sua infância, dizendo que Paulo de Carvalho foi a primeira figura pública com quem se tinha cruzado apenas com quatro ou cinco anos, no café Alfredo em Albufeira, a beber chá. 


Em tom de finalização do seu discurso e da cerimónia, António Costa desejou a Paulo de Carvalho ainda mais 50 anos de carreira a produzir temas portugueses tão eternos como “Depois do Adeus”, “Nini”, “Os Putos”, “Lisboa, menina e moça”, ou “Meninos de Huambo”.

 

Mafalda Jacinto

 

Noticia do HardMúsica



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Quinta-feira, 13.09.12
Homenagem a Bernardo Sasseti em Lisboa
Bernardo Sassetti fez dezenas de auto-retratos, alguns dos quais apresentados agora na Galeria 3+1

Dedicado às várias facetas da obra do pianista e compositor, arranca esta quinta-feira no Teatro São Luiz, Galeria 3+1 e Teatro do Bairro - no Chiado, em Lisboa - um ciclo de homenagem a Bernardo Sassetti.

 

Aclamado como um dos mais importantes criadores nacionais das últimas décadas, Bernardo Sassetti cultivou um espírito livre, onde a pesquisa e experimentação de novas formas de expressão artística ocupavam um lugar de destaque. Em 2009, por ocasião de um dos muitos espectáculos realizados com o seu trio, escrevia: "É recorrente questionarmo-nos sobre para que serve a música logo depois de a fazermos ou de a ouvirmos; ou procurarmos uma explicação sobre o seu significado, sobre um momento ou sobre um todo musical de divina beleza, sobre o que fica realmente deste irremediável prazer no acto de compor e de interpretar diante de uma plateia, sobre de onde vem a energia da música... Será mesmo necessário fazermo-nos tantas perguntas?" Ironicamente, foram precisamente estas questões que levaram o pianista e compositor a viver num permanente estado de inquietação artística, imprimindo uma marca indelével no jazz nacional e nas relações da música com as artes de palco e o cinema, sobrando-lhe ainda tempo e energia para o vídeo e a fotografia, a sua mais recente e explosiva paixão. 
Na música, como compositor ou como intérprete, o seu contributo foi imenso, dando origem a clássicos incontornáveis da nossa história musical como Nocturno (2002), Índigo (2004), ou Alice (2005), banda sonora original do filme com o mesmo nome. Deixou-nos ainda obras de alguma forma inclassificáveis cujo alcance e importância estão ainda por apurar. É o caso, por exemplo, do conceptual Unreal: Sidewalk Cartoon (2006), considerado por muitos uma das suas mais extraordinárias criações. E que dizer da sua colaboração com Carlos do Carmo? Do magnetismo e empatia musical que se instalava entre ambos e que tornou precioso cada momento da música que realizaram em conjunto? 
Mas a atenção transformadora de Sassetti não se focava exclusivamente na música, pelo contrário. Tinha uma paixão cinéfila que tudo abrangia - dos mais acessíveis blockbusters a obscuros filmes de autor. E como em Sassetti tudo era intenso e de alguma forma excessivo, não havia meios termos; o seu interesse por determinada área artística era demonstrado com infinita curiosidade e com um rigor de pesquisa e experimentação pouco usual. Foi isso que aconteceu com a sua aproximação à fotografia. 
Das primeiras declarações de interesse sobre o assunto à realização de um ambicioso espectáculo multimédia em que sequenciou milhares de imagens, num todo que fazia a ponte entre música, fotografia e cinema, foi um ápice. Era essa a velocidade da determinação criadora de Sassetti - conhecer, apreender e criar. Um processo em que, mais do que o resultado final, o que importava era o percurso transformador, um turbilhão de ideias e inspirações que não deixava ninguém indiferente, tocando tudo e todos. 
Tudo isso está no ciclo Fragmento. Movimento. Ascensão, que, quatro meses após a sua morte, se dedica às diversas facetas da sua obra e com actividades repartidas entre o Teatro São Luiz, a Galeria 3+1 e o Teatro do Bairro. O arranque assinala-se hoje, às 19h, na Galeria 3+1, com a inaguração da exposição de fotografia ...E ainda por cima está frio, uma mostra - auto-retratos de Sassetti - comissariada por Daniel Blaufuks (até dia 16). Também hoje, tem início no Teatro do Bairro um ciclo de cinema onde serão apresentadas as obras mais significativas para as quais Sassetti compôs a banda sonora. É o caso de A Costa dos Murmúrios, de Margarida Cardoso (hoje, 21h), Um Amor de Perdição, de Mário Barroso, e Alice, de Marco Martins (sábado, às 14h30 e 16h30, respectivamente), O Milagre Segundo Salomé, de Mário Barroso, e Quaresma, de José Álvaro Morais (domingo, 14h30 e 16h30).
Amanhã e durante todo o fim-de-semana, têm ainda lugar no Jardim de Inverno do Teatro São Luiz, sempre às 18h30, uma série de debates dedicados a temas da obra do pianista, a primeira das quais, intitulada Composição (amanhã), reúne António Curvelo (moderador), Luís Tinoco, Pedro Moreira e Carlos Azevedo. Seguem-se Música para Cinema (sábado), com Maria João Seixas (moderadora), Vasco Pearce de Azevedo, Filipe Melo, Marco Martins e Margarida Cardoso, e Trabalho (domingo), com Francisco Sassetti Corrêa (moderador), Mário Laginha, Alexandre Frazão, Carlos Barretto e Perico Sambeat.
Por fim, como não poderia deixar de ser, há a música, com três concertos programados para a sala principal do São Luiz, sempre às 21h. São eles: Music Around Circles (amanhã), espectáculo concebido em torno de imagens do filme Como Desenhar Um Círculo Perfeito, de Marco Martins, com música original de Sassetti e interpretação a cargo de João Paulo Esteves da Silva (piano) e Filipe Quaresma (violoncelo); Trio Bernardo Sassetti (sábado), um espectáculo onde Alexandre Frazão (bateria) e Carlos Barretto (contrabaixo), companheiros de Sassetti no seu celebrado trio, convidam uma série de outros músicos que com ele se cruzaram (Perico Sambeat, Carlos Martins, Ajda Zupancic, André Fernandes, Filipe Melo, Luís Figueiredo e Pedro Burmester); e Canções (domingo), espectáculo que reúne alguns dos mais importantes cantores que colaboraram com o pianista e compositor, entre eles Carlos do Carmo, Rui Veloso, Camané, Sérgio Godinho, Marta Hugon, Luís Represas, Carminho e Filipa Pais.
Quatro dias onde as palavras de ordem são celebrar a arte e a vida de Bernardo Sassetti. 
Noticia do Ipsilon


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Sexta-feira, 27.07.12

“Tom de Festa” presta homenagem a José Afonso

 

Uma homenagem a José Afonso, "Terra da Fraternidade", que contará com a participação de nomes sonantes da música portuguesa, será o destaque da XII edição do “Tom de Festa”, que decorrerá de 26 a 28 de Julho, em Tondela.

 

Segundo José Rui Martins, autor e director da Associação Cultural de Tondela, em declarações à Lusa, o Festival “Tom de Festa”apostou este ano "na generosidade de amigos de sempre" para realizar um festival de qualidade "apesar das tremendas dificuldades financeiras".

 

Vitorino, Júlio Pereira, Francisco Fanhais, João Afonso, Carlos Clara Gomes, Manuel Freire ou, entre mais de duas dezenas de "amigos", Luís Pastor ou Zeca Medeiros, irão juntar-se no tributo a Zeca Afonso que terá lugar a 27 de Julho no palco da Acert.

 

"Só a generosidade de todas estas pessoas tornou possível este momento que é, para nós, Acert, um momento de tremenda emoção pela forma como nos identificamos desde o início com aquilo que era a humanidade, a dignidade, a decência que transbordava de tudo aquilo que o Zeca fazia", assegurou José Rui Martins.

 

Segundo o director da Acert, pela primeira vez anos o "Tom de Festa" não conta com o apoio da Secretaria de Estado da Cultura e a organização foi confrontada com "a necessidade de avançar com um terço do orçamento habitual, possível porque a Câmara de Tondela permaneceu solidária com a história do Tom de Festa".

 

José Rui Martins acredita, no entanto, que "este pode ser o maior momento, pelo menos para quem é Acert, das mais de duas décadas pelas quais se estende o festival". 

 

Noticia do HardMúsica



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Mísia, Alma de Coimbra e Victor de Sousa homenageiam Amália Rodrigues

A fadista Mísia, o ator Victor de Sousa e o grupo Alma de Coimbra participam no domingo, 29 de julho, numa homenagem à fadista Amália Rodrigues no Panteão Nacional, onde se encontra sepultada desde 2001.


A iniciativa é de um grupo de admiradores da fadista falecida em 1999, entre eles a sua última secretária, Leonilde Henriques, e que se autointitula “Os Amalianos”.

 

“Pretendemos homenagear a maior voz de Portugal no mês do seu aniversário”, disse à Lusa Leonilde Henriques.

 

De acordo com os registos oficiais, Amália da Piedade Rebordão Rodrigues nasceu em Lisboa no dia 23 de julho de 1920. Nas diferentes entrevistas que deu em vida, a fadista afirmava que tinha nascido “no tempo das cerejas”, nunca precisando a data.

 

A homenagem, com entrada livre, está prevista para as 16:30 e “abrirá com uma introdução feita pelo ator Víctor de Sousa”.

 

O grupo Alma de Coimbra, com arranjos corais e instrumentais de Augusto Mesquita, interpretará temas do repertório da fadista, como “O fado de cada um”, “Fado Amália”, “Gaivota” ou “Fado português” e ainda temas de José Afonso, como “Menina dos olhos tristes”, ou de Cesária Évora, neste caso a canção “Sôdade”.

 

Augusto Mesquita foi o autor dos arranjos interpretados pelo Coro dos Antigos Orfeonistas de Coimbra, aquando da cerimónia de trasladação do corpo da fadista para o Panteão.

 

“O Alma de Coimbra apenas canta música portuguesa ou da lusofonia e reconhecemos o grande valor artístico de Amália, daí termos escolhido quatro temas seus quando publicamos o nosso primeiro CD”, disse Augusto Mesquita.

 

O coro será acompanhado por Inês Mesquita ao piano, Luísa Mesquita, no contrabaixo, e Daniel Tapadinhas, no trompete.

 

A fadista Mísia, que será acompanhada por Luís Cunha (violino), Sandro Daniel Costa (guitarra portuguesa), João Bengala (viola) e Pedro Santos (acordeão), interpretará temas do seu repertório, como “O manto da Rainha”, um tema de sua autoria que canta no Fado Menor e que é uma homenagem à diva.

 

Em declarações à Lusa, Mísia defendeu a contemporaneidade do legado de Amália Rodrigues que, “durante décadas, esteve presente nas programações dos melhores palcos do mundo”.

 

“Amália nunca vai morrer, pelo contrário, ela torna-se mais contemporânea através da sua obra e da sua influência cultural e musical nas novas gerações”, disse a fadista.

 

Mísia acrescentou ainda que "sente que o mito amaliano, foral e universal, tem de facto uma força que o tempo reafirma”.

 

A fadista, que interpretará “Rapsódia Amália”, afirmou que, “no ano da oficialização do fado como património imaterial da humanidade”, este “não tem melhor representante do que Amália Rodrigues”.

 

Referindo-se à cerimónia de domingo a fadista afirma-se “honrada” por participar e refere-se a ela como um “ritual de evocação”, celebrado regularmente, "graças à incomensurável saudade e incansável empenho de Leonilde Henriques”.

 

Amália Rodrigues protagonizou uma das mais internacionais carreiras da música ligeira portuguesa, tendo atuado nos mais diversos palcos, do Olympia, em Paris, ao Lincoln Center e ao Holywood Bowl, nos Estados Unidos, onde gravou o primeiro álbum.

 

A fadista e atriz atingiu recordes de popularidade em vários países, como o Japão, México, Itália, França, Roménia, Líbano, Brasil e Estados Unidos, onde atuou ao lado de Marlene Dietrich, Edith Piaf e Danny Kaye, entre outros.

 

Retirado de Sapo Música



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Sábado, 23.06.12
Jazz no Parque de Serralves homenageia Bernardo Sassetti

Os melómanos terão ainda na memória o fabuloso concerto que o recém-desaparecido Bernardo Sassetti realizou na edição de 2010 do Jazz no Parque de Serralves, tendo como convidado o saxofonista andaluz Perico Sambeat, seu “cúmplice” de muitos anos. Sassetti deixou então transparecer não só a sua arte mas também a felicidade por estar de regresso, passados vários anos, aos jardins da fundação portuense, para mais um concerto nesses dias do início do Verão. Acompanhavam-no Carlos Barreto (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria), outros “cúmplices" habituais do genial pianista.

 

Estes dois músicos vão regressar a Serralves na tarde do próximo dia 14 de Julho (15h) para participarem numa mesa-redonda de homenagem a Bernardo Sassetti, a primeira parte de um programa duplo com que a fundação evoca o pianista, na 21ª edição do Jazz no Parque. Nesse encontro participarão também os músicos Pedro Moreira e Zé Eduardo, e ainda o crítico de jazz Manuel Jorge Veloso, para uma conversa que será moderada por António Curvelo, desde há anos comissário do festival.

 

No dia seguinte (18h), a música e a herança de Sassetti continuará em cena, no concerto “Pelas Mãos de Bernardo”, que reunirá de novo Zé Eduardo, Carlos Barreto e André Sousa Machado com “cinco jovens pianistas – Alexandre Dahmen, Daniel Bernardes, Gonçalo Moreira, Ricardo Pinto e Luís Barrigas –, desconhecidos das grandes plateias do jazz, mas unidos pela excelência do promissor futuro que transportam consigo”, diz o comunicado de apresentação do Jazz no Parque 2012.

 

O programa da próxima edição do festival em Serralves abre no primeiro sábado de Julho (dia 7) com a nova banda do saxofonista norte-americano Marty Ehrlich, a apresentar o seu disco de estreia, “Frog Leg Logic”. No dia 14, depois da mesa-redonda em volta de Sassetti, actua a big band nacional Orquestra LUME (Lisbon Underground Music Ensemble), dirigida pelo pianista e compositor Marco Barroso, naquele que será o seu concerto de estreia na cidade do Porto.

 

O alinhamento do festival termina, no dia 21, com nova formação vinda dos Estados Unidos, a BassDrumBone, naquele que será o regresso a Portugal do trio, já com mais de três décadas de actividade, formado por Ray Andersen (trombone), Mark Helias (contrabaixo) e Gerry Hemingway (bateria). 

 

Noticia do Ipsilon



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Quinta-feira, 14.06.12

Músicos homenageiam Sassetti no Hot Clube

 

Vários músicos interpretam no sábado à noite, em Lisboa, peças de autoria de Bernardo Sassetti, compositor falecido em Maio passado, anunciou o Hot Clube de Portugal.

 

O concerto realiza-se no Hot Clube, em Lisboa, e participam os músicos Carlos Barretto, Pedro Burmester, André Fernandes, Mário Laginha e Carlos Martins, com os quais Bernardo Sassetti partilhou várias vezes o palco e os estúdios de gravação.

 

«Cada um de nós irá interpretar duas ou três peças de do Bernardo [Sassetti]», disse um dos músicos participantes.

 

O compositor e pianista foi já homenageado, a título póstumo, pela Escola de Música do Conservatório Nacional, pelo festival Estoril Jazz e pelo Jazz Club de Macau.

 

Bernardo Sassetti, falecido aos 41 anos, era considerado um dos mais criativos pianistas da sua geração, para lá das fronteiras do jazz, vivendo inquieto em torno da música e da imagem.

 

Numa entrevista a Maria João Seixas, Bernardo Sassetti descrevia-se como «um terrestre que caminha de uma forma muito aérea, muito suspensa, à procura de qualquer coisa, sobretudo na música, que ainda não sabe muito bem o que é».

 

O percurso, feito desde os 18 anos, quando começou a tocar com Carlos Martins e com o Moreira’s Quartet, foi transversal na música portuguesa, tendo trabalhado com músicos do jazz, do fado, do pop, do rock e do hip hop.

 

Viveu em Londres e em Espanha e gravou o primeiro álbum, Sassetti, aos 23 anos, rodeado de músicos amigos, influenciado pelos sons latinos.

É com o terceiro álbum, Nocturno, de 2002, gravado com Carlos Barretto e Alexandre Frazão, que atrai as atenções da crítica, já depois de ter tocado com vários músicos estrangeiros, entre os quais o trompetista Guy Barker, com quem gravou um disco ao lado da Orquestra Filarmónica de Londres.

 

O músico compôs dezenas de peças, entre elas a música para o filme mudo Maria do Mar, de Leitão de Barros, e Alice, a banda sonora da longa-metragem de Marco Martins.

 

retirado do Sol



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Segunda-feira, 14.05.12
Concerto de homenagem a Cesária Évora em Junho

Vários músicos portugueses e cabo-verdianos participam no dia 15 de Junho, em Lisboa, num concerto de homenagem à cantora Cesária Évora, falecida em Dezembro passado, anunciou hoje a promotora Tumbao.

 

No concerto, que acontecerá no Coliseu dos Recreios, participam, entre outros, Bonga, Celeste Rodrigues, Lura, Maria Alice, Nancy Vieira, Teófilo Chantre, Tito Paris, Ferro Gaita e o projecto Cesária & Friends, disse a mesma fonte.

 

«O alinhamento do espectáculo é baseado no repertório da diva», adiantou a Tumbao, referindo que «Lisboa e Mindelo são dois portos no Atlântico, com a saudade em comum».

 

Duas cidades que, refere a promotora numa nota, são «berços de géneros musicais que, pela comum miscigenação, retratam igualmente a alma e o quotidiano dos seus povos: o Fado e Morna».

 

Cesária Évora, 70 anos, morreu no dia 17 de Dezembro passado, no hospital Baptista de Sousa, em São Vicente, em Cabo Verde.

 

A cantora tinha regressado à sua ilha natal a 22 de Outubro, após ter posto fim à carreira musical devido a problemas de saúde.

 

O último concerto da cantora em Portugal, realizou-se em Maio de 2010, precisamente no Coliseu dos Recreios.

 

Retirado do Sol



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Sábado, 21.04.12
António Zambujo será homenageado em Beja

A Câmara de Beja aprovou a proposta deste ano de atribuição de 17 medalhas municipais a personalidades e instituições do concelho, incluindo a Medalha de Honra do Município ao fadista António Zambujo, natural da cidade.

 

«A proposta de atribuição da Medalha de Honra a António Zambujo, um filho da terra, deve-se ao sucesso que tem tido e por ter, sobretudo nos últimos tempos, elevado o nome de Beja pelo mundo inteiro», explicou hoje à Lusa o vereador da Câmara de Beja, Miguel Góis.

 

Além da condecoração prevista para António Zambujo, a proposta, que foi aprovada na última reunião da Câmara de Beja, prevê a atribuição de 16 medalhas de mérito.

 

Onze das medalhas propostas, como a prevista atribuir a António Zambujo, foram aprovados por unanimidade dos quatro eleitos do executivo PS e dos três vereadores da oposição CDU e seis por maioria dos socialistas.

 

Segundo Miguel Góis, a proposta de atribuição das medalhas vai ser votada na próxima reunião da Assembleia Municipal de Beja, marcada para 26 de Abril, e as condecorações que forem aprovadas serão entregues no feriado municipal, a 17 de Maio.

 

Entre as 16 medalhas de mérito sugeridas na proposta contam-se nove de mérito social, cinco de mérito artístico e cultural e duas de mérito económico.

 

Os médicos Francisco Poupinha das Neves, Manuel Lourenço Serrano e Rui Sousa Santos, o advogado Celso Almeida e o funcionário público João Camacho Barriga, a título póstumo, a Fundação Joaquim Honório Raposo, o Centro Paroquial do Salvador, o Externato António Sérgio e o Centro de Acolhimento Buganvília são os nomes propostos para receberem as medalhas de mérito social.

 

O Museu Regional Rainha D. Leonor, a banda Virgem Suta, o músico Paulo Elias Ribeiro e as rádios Pax e Voz da Planície são os nomes propostos para receberem as medalhas de mérito artístico e cultural.

 

A deputada do Parlamento Europeu e antiga ministra da Ciência e do Ensino Superior Maria da Graça Carvalho e a papelaria e livraria Estudantina são os nomes propostos para receberem as medalhas de mérito económico.

 

Retirado do Sol



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Segunda-feira, 19.03.12

No dia 5 de Maio a Aula Magna veste-se de gala para receber um grande espectáculo de homenagem a Adriano Correia de Oliveira e José Afonso.


Em 2012 completam-se trinta anos após a morte de Adriano e os vinte e cinco anos do desaparecimento do Zeca. O Sindicato dos Professores da Grande Lisboa, relembra ambos os aniversários num espectáculo que contará com as participações de Sérgio Godinho, Vitorino, Janita Salomé, Brigada Victor Jara, Jorge Cruz, entre outros, que subirão ao palco para interpretar alguns dos temas com que se construiu a história da música em Portugal!

 

Bilhetes à venda em:

www.ticketline.pt

 

Retirado de Praça das flores



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Quarta-feira, 22.02.12

Zeca Afonso recordado em Portugal e Espanha

Esta quinta-feira terão passado 25 anos sobre a morte de José Afonso, cantor que usou a música e a poesia como armas políticas. Zeca, como era carinhosamente conhecido, marcou várias gerações, que esta semana o recordam um pouco por todo o país e, até, em Barcelona, Espanha.

Academia de Coimbra com homenagem a Zeca

A semana de celebrações tem início em Coimbra, cidade onde José Afonso estudou e iniciou a sua atividade musical e política. A Associação Académica de Coimbra lançou, dia 20, a semana "Zeca Afonso - O rosto da Utopia", durante a qual estará patente uma exposição discográfica do autor.

O programa inclui ainda uma tertúlia, esta quinta-feira, dia 23, no café Santa Cruz, às 21h30, que conta com o músico e sobrinho de Zeca Afonso, João Afonso, e atuações da Tuna e do Orfeão Académico da Universidade de Coimbra.

Mas não é só em Coimbra que a memória de Zeca Afonso ainda se encontra viva. Um pouco por todo o país, desde o Algarve ao Minho, vários municípios prestam o seu tributo ao músico de intervenção, que morreu precocemente em 1987, apenas com 57 anos, vítima de uma doença neurodegenerativa progressiva.

Quinta e Sexta-feira com espetáculos de tributo

A grande maioria dos eventos é divulgada e apoiada pela AJA - Associação José Afonso, formada em torno da "memória e do exemplo" do cantor português.

Quinta-feira é o dia principal das comemorações e será marcado, em Lisboa, por um espetáculo na Academia de Santo Amaro, às 21h, a cargo do encenador Hélder Costa (d'A Barraca). Em palco estarão nomes como Francisco Fanhais, Zeca Medeiros, Francisco Naia, Pedro Branco ou Couple Coffee.

Ainda em Lisboa, às 18h, o jornalista e escritor Viriato Teles organiza uma sessão de evocação do nome de Zeca, na Biblioteca-Museu da República e Resistência, na Cidade Universitária.

No mesmo dia, a cidade onde o músico faleceu, Setúbal, vai dar lugar, no La Bohème, à leitura de poemas de José Afonso, por António Galrinho e Rui Lino, a ter início às 22h.

A norte, o grupo Canto D'Aqui e a declamação de Camilo Silva e Maria Torcato fazem parte da programação do Theatro Circo, em Braga. A homenagem que se repete já há alguns anos, é desta vez prestada em dois dias, quinta e sexta, não só a Zeca Afonso mas também a Adriano Correia de Oliveira, outro importante nome da música de intervenção que desapareceu há 30 anos. Ambos os espetáculos têm início às 21h30.

As cidades de Aveiro, Lagos, Lisboa, Coimbra, Setúbal e Grândola vão, ainda no dia 23 de fevereiro, estar unidas num programa especial da TSF, transmitido a partir das 9h30, e que pode ser assistido em direto pelos habitantes dos municípios.

Na sexta-feira é a vez de Luís Pires, Pedro Branco e Vítor Sarmento atuarem no restaurante O Bispo, Seixal, à hora do jantar. Também no Barreiro, o restaurante O Pial vai receber as canções tocadas pela associação "Grupo dos Amigos do Barreiro Velho".

Barcelona com concertos de homenagem

A memória de Zeca chega também a Espanha, país com uma já larga tradição de tributos ao cantautor.

O espaço L'Auditori, na cidade catalã de Barcelona, vai receber, no dia 25 de Fevereiro e no dia 3 de Março, dois concertos que evocam o músico português. O primeiro é organizado pelo grupo de portugueses Drumming e o segundo pelo projeto "20 canções para Zeca Afonso".

A página da AJA, onde constam informações sobre as várias atividades que têm lugar esta semana, pode ser consultada AQUI.

 

Via Boas Notícias



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Segunda-feira, 25.04.11

 

 

Letra

 

Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade

Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena

Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade

Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena

À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade

 

Zeca Afonso

 

25 de Abril mais que nunca

 



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