Segunda-feira, 02.01.17

 

 

Letra

 

Nunca fui tão honesto até aqui
Pois nunca disse o quanto eras para mim
Não consegui escrever-te o que senti
No dia em que apareceste eu renasci

E mesmo que o tempo
Passe la fora
Eu juro que sou o único que nunca te abandona
E mesmo que o vento te leve agora
Sempre serás o fim e o início da minha história
da minha história, da minha história
Sempre serás o fim e o início da minha história
da minha história, da nossa história
Sempre serás o fim e o início da minha história

Nunca estive tão perto como aqui
De estar completo por te ver feliz
E sei que nunca te agradeci
Por seres o que nunca fui pra ti

E mesmo que o tempo
Passe la fora
Eu juro que sou o único que nunca te abandona
E mesmo que o vento te leve agora
Sempre serás o fim e o início da minha história
da minha história, da minha história
Sempre serás o fim e o início da minha história
da minha história, da nossa história
Sempre serás o fim e o início da minha história

 

“História”
Música e letra: Diogo Piçarra

 



publicado por olhar para o mundo às 21:13 | link do post | comentar

Quarta-feira, 05.02.14
Em 1988, cinco rapazes lançavam o álbum 88, o quarto da sua carreira. Numa das faixas cantavam sobre a sua alegre casinha, tão modesta quanto eles. No entanto, foram precisos mais de 20 anos para que os Xutos & Pontapés tivessem, efectivamente, a sua casinha. Até agora, estavam confinados a ensaiar numa pequena garagem, que entretanto se tinha-se tornado impraticável. “Em vez de ser um sítio de criação tinha-se tornado um sítio de tortura”, conta Tim. “O Tim já tinha de tocar de headphones porque não se conseguia ouvir a ele próprio. Era uma sala mínima com uma pressão acústica horrível. Serviu o seu tempo, estivemos lá muitos anos”, acrescenta Kalú. Foi dele, aliás, que partiu este projecto, quando ofereceu aos restantes membros um desenho desta Casinha. Depois, com a colaboração da dupla de arquitectos Aires Mateus, o desenho ganhou forma. A forma é de um triplex, nos arredores de Loures, onde reúnem escritório, estúdio, garagem e armazém. O nome já estava definido à partida: A Casinha.

Foi já desta Casinha – onde se instalaram há menos de três anos – que saiu o álbum que agora apresentam. O título foi simples de encontrar. Puro, porque é assim que a sua linguagem musical, enquanto grupo, se mantém. Pura. Intocada. Afinal, é apenas rock&roll. Mas é rock&roll cheio de mensagens e com um olhar atento sobre a realidade. E, num momento como o actual, o difícil foi filtrar as temáticas, desabafa Tim, que assina todas as letras de Puro. “Foi difícil tentar não meter tudo o que aconteceu nos últimos anos no país. Mas a verdade é que as pessoas também estão mais despertas e encontram sentidos quando, noutras alturas, não estavam para aí viradas. Já fiz letras mais brutas, como uma em que chamava às pessoas ‘carneirada mole’, mas na altura estavam inebriadas com o dinheiro da CEE e não ligaram. Agora até uma vírgula ganha significado”.

 

A força de uma amizade

 

“O tempo passou a correr”, diz Tim, quando recorda aquele primeiro concerto, a 13 de Janeiro de 1979, na sala Alunos de Apolo, em que a vontade de fazer acontecer não tinha limites. A verdade é que, quando começaram, nunca pensaram que cruzariam este marco. Afinal, quantas bandas, mesmo ao nível internacional, sopram as 35 velas? “Era impossível prever que, em Portugal, pudesse existir uma banda durante 35 anos, ultrapassando as dificuldades”.

 

Ultrapassaram sempre essas dificuldades, mas não as negam. Questionaram a continuidade. “Todos o fizemos, a sorte é que questionámos em momentos diferentes”, ironiza Zé Pedro. “Se o tivéssemos feito todos ao mesmo tempo, hoje não estaríamos aqui”.

Houve, porém, um momento, no final dos anos 80, em que o fim esteve muito próximo. “Levámos uma banhada muito séria, passámos dificuldades e intrigas entre nós, lançadas pela pessoa que nos deu a banhada. Tivemos uma profunda crise financeira e uma saturação muito grande. Aqui tivemos um interregno sem saber bem como retomar a coisa”, recorda Zé Pedro.

 

Foi nesta altura que surgiu a primeira aventura a solo de um dos Xutos, quando Tim se juntou ao colectivo Resistência. “Coincidiu com essa crise e, nessa altura, naturalmente houve a ideia de que o poderíamos ter perdido”, confessa Zé Pedro. Hoje consideram estes outros desafios naturais e enriquecedores para os Xutos & Pontapés.

 

Foi Kalú quem conseguiu reunir a banda. Valeu o amor à música e a amizade que, ainda que beliscada, continuava a existir. “Achei que não nos podíamos deixar abater por algo que outros fizeram. Éramos tenrinhos e deixámo-nos afectar por coisas que essa pessoa disse, e isso fomentou muito a discórdia”. Arranjaram uma casa em Sintra e ali passaram uma longa temporada, isolados do mundo. Falaram muito, redescobriram-se enquanto banda e gravaram um disco. E recuperaram uma amizade.

 

A verdade é que não são só os 35 anos da banda que se assinalam em 2014. É também essa amizade entre cinco homens, a que o tempo trouxe outro fôlego. “Os egos, dentro dos Xutos & Pontapés, nunca foram grande motivo de discórdia. Sempre soubemos respeitar”, diz Zé Pedro. Ainda assim, assegura que, até pelas dificuldades, criaram uma “maior unidade ao longo do tempo”. Ao que Tim acrescenta: “Hoje temos algo mais sólido. Com o passar dos anos já sabemos que há certos caminhos pelos quais não vale a pena ir porque dá bronca. Quando um de nós tem uma posição concreta, o grupo aceita. Houve alturas em que íamos quatro numa direcção e o quinto ia contrariado. Hoje há uma maior noção de grupo”. Apesar desta cumplicidade, é raro pegarem no telefone para falarem uns com os outros. Já passam muito tempo juntos. E, quando estão juntos, falam de tudo. “Estamos a par de tudo o que se passa na vida uns dos outros. A verdade é que, quando estamos no estúdio, não estamos sempre a tocar. Há muito convívio”, conta Kalú entre gargalhadas.

 

Dos excessos às famílias

 

Recordam com um sorriso meigo os primeiros anos, quando o sangue na guelra típico da juventude convidava a excessos. Passaram por quase todos. “Descontrolávamo-nos uns aos outros”, confessa Gui. Mas também a este nível a maturidade chegou, em muito motivada pela doença de Zé Pedro, uma Hepatite C. “Cada um de nós aprendeu a controlar-se, não houve terapia de grupo. Claro que o facto de ter estado doente serviu de alerta”, diz Zé Pedro. “No passado, havia o deslumbramento da novidade e os excessos, foi uma altura louca. Agora, queremos que tudo saia o melhor possível e que a inconsciência de cada um não impeça o trabalho do grupo”.

 

A verdade é que os Xutos deixaram de ser miúdos para passarem a ser cinquentões e chefes de família. “No início dos Xutos, o Kalú já era casado, o filho mais velho dele tem 33 anos, mas depois foi acontecendo a todos. Até o Zé Pedro, o último dos solteiros de Portugal, cedeu à pressão. Tivemos de reunir e dizer-lhe que ele não podia continuar solteiro!”, brinca Tim.

 

Não foi só o estado civil que mudou no Bilhete de Identidade dos Xutos & Pontapés. Se agora têm a sua Casinha, há 35 anos mal havia dinheiro para comprarem material. “Primeiro que conseguisse arranjar uma guitarra foi um cabo dos trabalhos”, diz João Cabeleira. Os Xutos só tiveram todos os seus próprios instrumentos depois do lançamento de Cerco, em 1985. “Fui eu que fui comprar, com cheques pré-datados. Depois fomos descontando nos concertos. Eu tinha um livrinho onde fazíamos as contas: tanto para descontar no amplificador, outro tanto para a bateria… Dava para isto tudo, ganhávamos uns 20 contos por concerto e ainda nos pagavam o jantar”, recorda Kalú.

 

Hoje os cachets são diferentes, mas os desafios também têm outro tamanho. Têm o tamanho da Meo Arena, onde a 7 de Março darão o concerto comemorativo dos 35 anos dos Xutos & Pontapés. À sua maneira.

 

Retirado do Sol



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Quinta-feira, 21.02.13

Grândola, a caminhada de um poema

Zeca Afonso deslumbrou-se com Grândola, onde conheceu Carlos Paredes, e fez um poema à terra.

 

Domingo, 17 de Maio de 1964. A Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense, na continuação dos festejos do seu 52.º aniversário, promove "um espectáculo de fino gosto musical com que deliciará o público". Na primeira parte, o guitarrista Carlos Paredes, acompanhado à viola por Fernando Alvim, e não, como anunciado no cartaz, pelo ciclista Júlio Abreu. Depois dele, o "Dr. Zeca Afonso", descrito como um "inovador" com "belas e estranhas baladas".

 

Era impossível sabê-lo então, mas aquele concerto em Grândola foi uma data marcante para José Afonso. Foi ali que conheceu Carlos Paredes e se impressionou com o seu talento. E foi o contacto com a colectividade e o convívio com os grandolenses que o inspiraram a escrever um poema de homenagem à cidade. Quatro dias depois do concerto, remeteu-o a um dos dirigentes da colectividade. Tratava-se, como não será difícil de adivinhar, deGrândola, Vila Morena.

 

Passos no saibro do castelo


Sete anos depois, o poema vagueava pela Normandia, um entre os que seriam seleccionados para o novo álbum de José Afonso. No Strawberry Studio, montado num castelo em Herouville e por onde tinham passado os Pink Floyd e os Rolling Stones, José Afonso, que contava pela primeira vez com a direcção musical de José Mário Branco, gravava Cantigas do Maio.

 

Disco maior na história da música portuguesa, abrindo-a a novas influências e nova instrumentação, teve no seu centro uma canção despojada a nada mais que vozes e ritmo marcado por passos arrastados.

 

Grândola, Vila Morena, que desde 1964 tinha perdido uma estrofe ("Capital da cortesia / Não se teme de oferecer / Quem for a Grândola um dia / Muita coisa há-de trazer") e ganho outra ("À sombra de uma azinheira / Que já não sabia a idade / Jurei ter por companheira / Grândola, a tua vontade"), transpôs para som a homenagem do poema.

 

Como descrito no livro José Afonso – O Rosto da Utopia, de José A. Salvador, José Mário Branco sugeriu que fosse cantada à moda dos coros masculinos alentejanos, com cada quadra repetida por ordem inversa dos versos. Como acompanhamento, o som de pés arrastando-se pelo chão, aquele que os membros dos coros produziam no balanço que lhes marca o cantar.

 

Eis então, numa madrugada de Outubro de 1971, José Afonso, José Mário Branco, o guitarrista Carlos Correia (Bóris), Francisco Fanhais e restante equipa, "armados" com oito microfones, caminhando sobre o saibro que rodeava o castelo.

 

O poema tornava-se canção e, três anos depois, a canção tornava-se senha. Os passos gravados num castelo francês já eram outra coisa. A marcha dos militares no dia 25 de Abril.


A letra


Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade

 

Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena

 

Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade

 

Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena

 

À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade

 

Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade 

Retirado do Público



publicado por olhar para o mundo às 13:37 | link do post | comentar

Domingo, 11.11.12
Filipe Mendes começou por ganhar destaque nos Chinchilas
Filipe Mendes começou por ganahr destaque nos Chinchilas (Daniel Mendoça)

Dos concursos "yé-yé" com os Chinchilas às noites com os Ena Pá 2000, Filipe Mendes, guitarrista extraordinário, atravessa a história do rock português. Cinquenta anos de carreira celebrados este sábado no Ritz.

 

Filipe Mendes carrega o seu amplificador para o exterior do edifício. É de válvulas, é precioso e a trepidação causada pela calçada portuguesa pode danificá-lo. Filipe gosta daquele amplificador. Um Budda personalizado: onde se lia o nome da marca, lê-se agora "Mendrix", nome de guerra do guitarrista. Muito cuidado, portanto. Filipe assegura que tudo está bem antes de o passar para a bagageira do carro: os panos dispostos para proteger da turbulência rodoviária, o ângulo a que será necessário erguê-lo para que viaje serenamente para o seu lugar. Filipe Mendes, Phil Mendrix, estava a dias de uma festa em grande: 65 anos de vida, 50 de carreira. Esta noite, no Ritz Clube, em Lisboa (22h30, 10€).

Uma hora antes de o amplificador regressar à bagageira, falava connosco num corredor dos estúdios da Antena 3. Estava ali enquanto estrela convidada do programa Prova Oral, conduzido por Fernando Alvim e Xana Alves. Falávamos do "yé-yé" no Monumental, dos estudos nos EUA, na década de 1960, de Jimi Hendrix ou de Santana. Mas Filipe estava intranquilo. O relógio aproximava-se da hora marcada. "Estou aqui com o coração nas mãos... É que ainda tenho que montar as minhas coisas". O programa estava prestes a arrancar e o amplificador e a guitarra ainda não tinham saído do corredor. E ele precisava da guitarra no estúdio. A entrevista não seria entrevista sem o contributo dela. Filipe Mendes e uma guitarra: assim se pode descrever, resumo resumidíssimo, a história deste homem que celebra esta noite 50 anos de carreira. Em palco, estarão Camané e os Ena Pá 2000, Jorge Palma e Rui Veloso. Os "yé-yé" Charruas e os Chinchilas, a banda onde Mendes se revelou. Virá Sílvio Piroli, seu guitarrista na década passada no Brasil. E muitos mais - talvez Carlos Zíngaro surja a tempo para a jam final. A abrangência dos convidados não deve constituir surpresa. Na verdade, é como se Filipe Mendes estivesse cá desde sempre. Elenquemos: Chinchilas, Heavy Band, Psico, Roxigénio, nos anos 1960, 1970 e 1980. Nos 1990 e seguintes, Ena Pá 2000 e Irmãos Catita, responsáveis pelo novo baptismo enquanto Phil Mendrix. "Não gosto do nome. Até acho pretensioso." Mas a verdade é que, quando o vemos no estúdio da rádio, Mendes é Mendrix realmente. O cabelo grisalho em desalinho ("os meus cabelos têm liberdade de expressão"), a guitarra de motivos florais psicadélicos, o blues hendrixiano: Hey Joe e o Star Spangled Banner imortalizado em palco de Woodstock. Zumbido imponente, este de Filipe Mendes.

O homem e uma guitarra

Gimba, músico e compositor, fundador dos Afonsinhos do Condado e, entre outras coisas, Irmãos Catita: "O Filipe voa. Quando começa a "curtir", acho que levita mesmo". Manuel João Vieira, dos Ena Pá 2000, Irmãos Catita ou Corações de Atum: "O Filipe Mendes ao vivo é explosivo, é o melhor guitarrista português de todos os tempos". Carlos Mendes, companheiro de geração, supra-sumo "yé-yé" nos Sheiks: "Para além de virtuoso, tem um gosto extraordinário no modo como acompanha. É capaz de tornar uma música miserável numa coisa boa". João Paulo Callixto, investigador: "Para além da experimentação que fazia na guitarra, tem uma grande particularidade que o distingue: os estudos nos EUA [em 1967] e o que aprendeu lá, não só nas aulas, mas no quotidiano, que lhe deu uma componente técnica que não existia cá".

É verdade, Filipe andou muito por fora. Lembra-se da infância em Moçambique, quando "adormecia ao som dos batuques e das fogueiras". Dos concertos em Chicago, durante os estudos americanos. Do samba no Brasil, onde viveu na década de 1980 "no mato, a 80 quilómetros de Belo Horizonte". Em 2012, aqui está. O homem é ele e a sua circunstância, escreveu Ortega y Gasset. Filipe Mendes é ele e uma guitarra.

Estávamos em 1970. Gimba tinha dez anos. No Curto-Circuito, sucessor do Zip-Zip, são apresentados os Chinchilas. "Até o meu pai, que me levava aos festivais de jazz, comentou que tinham um grande som". Os Chinchilas eram a banda de Filipe Mendes. Participara nos concursos "yé-yé" do Monumental, em Lisboa, palco privilegiado da micro-revolução rock"n"roll no Portugal do Estado Novo. Em 1970, já tinham editado o single que juntava D. João, pop de comentário social, a Barbarella, onde o psicadelismo se revelava. "O Filipe Mendes era uma lenda. Para mim, era como o McCartney", confessa Gimba. A sua dimensão na cultura popular era, porém, diferente. Os Chinchilas podiam ser "o grupo português mais freak que já existiu", como destaca Manuel João Vieira, mas faziam o circuito de bailes repletos de versões e acabariam, como outros, quando os seus membros foram para o serviço militar. Mas Filipe nunca parou."O rock português dos anos 1960 e 1970 acabou por ficar esquecido por culpa do mediatismo e imediatismo que chegou com o boom dos anos 1980", diz João Paulo Callixto. "Quem não viveu a época esquece-se de que já existia música e um cenário que foi também importante para esse boom. E o Filipe deu a cara. Estava constantemente na estrada". Gravando discos, como o singleUrso Ki, colaborando com músicos, de José Cid a Tonicha, e integrando bandas como a Heavy Band, os Psico ou os Roxigénio do espalha-brasas António Garcez. 

Em 1982, o mito desapareceu. Mudou-se para o Brasil. Dez anos depois, regressou. Refundou os Roxigénio, que viriam a partilhar concertos com os Ena Pá 2000. Manuel João Vieira já conhecia os Chinchilas de D. João e Barbarella - certamente também a famosa versão de I"m a believer, dos Monkees. Pouco depois Filipe Mendes, rebaptizado Phil Mendrix, passava a partilhar o palco com os restantes Ena Pá 2000 e Irmãos Catita. Fazia-se a ponte: à velha guarda sua contemporânea juntavam-se aqueles que descobriam um veterano virtuoso, com um carisma peculiar e um entusiasmo transbordante. 

Esta noite, subirá ao palco para uma noite de celebração. Um par de dias antes, resumia a sua carreira desta forma: "Tentei ser o mais honesto possível. A honestidade que se transforma em espontaneidade. Se conseguir transmitir isso, já se entretém o público". Sessenta e cinco anos de vida, 50 de carreira. A modéstia dos grandes.

 

Noticia do Público



publicado por olhar para o mundo às 21:28 | link do post | comentar


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