Segunda-feira, 07.12.15

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Fred Pinto Ferreira volta a ser bom culpado de mais um projecto que promete juntar Portugal e Brasil. Apesar de novidades prometidas no arranque de 2016 com Orelha Negra, agora assume o papel de produtor (juntamente com Kassim e Nave) na nova morada do hip-hop de língua portuguesa.

 

São protagonistas da aventura Capicua, Valete, Rael e Emicida dando corpo a uma super-formação que agora explora terrenos conjuntos do hip-hop transatlântico.

 

Depois da criação dos bases rítmicas, das letras e captação de vozes (esta última que aconteceu em Lisboa), o trabalho conhece agora a sua fase de mistura e masterização.

 

Fred Pinto Ferreira esteve à conversa com Tiago Ribeiro e, a partir do Rio de Janeiro, relatou, em primeira-mão para o Domínio Público, o que está previsto para os próximos tempos acerca desta aventura onde vai morar muita da nossa atenção no ano novo que ai chega.

 

Retirado de Antena 3

 



publicado por olhar para o mundo às 12:13 | link do post | comentar

Domingo, 30.03.14

5-30, novo grupo do hip hop nacional, edita primeiro álbum

Os músicos Fred Ferreira, Carlos Nobre e Regula juntaram-se para formar os 5-30, um novo grupo do hip hop português, que edita, na segunda-feira, o álbum de estreia, homónimo.

 

Fred Ferreira, baterista dos Orelha Negra e dos Buraka Som Sistema, deu o primeiro passo para a criação deste novo grupo, como contou à agência Lusa: "Queria experimentar fazer músicas para o Carlão voltar a cantar. Queria um disco com ele, tinha saudades de o ouvir".

 

Carlão é Carlos Nobre, fundador dos Da Weasel, que criou o projeto Algodão, depois do fim daquela banda. A ele, em 5-30, junta-se o MC (mestre de cerimónias) Regula, com quem Fred já tinha trabalhado.

 

5-30, que prosaicamente se refere ao número da porta do estúdio onde o disco foi feito, tem aqueles três músicos no núcleo duro, mas no álbum estreia entram ainda outros convidados, como Sam The Kid, Mel Hebers e Richie Campbell.

 

O álbum, onde há referências a mulheres, sexo, drogas e ambientes do mundo da noite, levou Fred Ferreira a trocar a bateria por instrumentos eletrónicos: "Ganhei alguma coragem, dediquei muito tempo de estudo para mexer bem nas máquinas", juntando "beats" e ritmos. Ritmos que foi criando.

 

O comunicado de imprensa da editora que os anuncia, refere que o álbum "5-30" é "um disco de agora", no panorama do hip hop português.

 

Fred Ferreira agradece o elogio, mas sublinha que "o hip hop português está [há algum tempo] numa forma muito boa, como se calhar nunca esteve". "Só quis tentar fazer músicas de que gostasse", rematou.

 

O novo trio deverá anunciar para maio os primeiros concertos de apresentação de "5-30", que inclui canções como Chegou a hora", "Vício", "Pitas querem guito" e "Já estive aqui".

 

Retirado do Sapo Música



publicado por olhar para o mundo às 21:47 | link do post | comentar

Sexta-feira, 03.01.14

 

Letra

 

“ Yo, Valete, o people está a preparar um K.O. definitivo a América.
Vai haver uma concentração clandestina no México, em Guadalajara… e queremos saber se vais ou não?”

Valete:

Eu sou Valete, bro, e sempre quis ser regicida
Sacrificar a vida pela maioria oprimida
Sem contrapartida, pela revolução sou suicida
Reserva um bilhete de ida para mim, ‘tou de partida
E vou com anti-americanismo que Mao Tse Tung propagandeara
Com a filantropia com que Platão revolucionara, outrora
Com aquele Marxismo que Trotsky impulsionara
Estou farto da senzala, chao, só me galas em Guadalajara
A minha aversão ao imperialismo não sara
Não quero fama, nem glória, dá-me só uma T-shirt de Che Guevara
Põe-me num 7.4.7, México aqui vou
Viajo lembrando de como a segunda torre se desmoronou
Depois de 15 horas de voo, meu Boeing aterrou
Já fora do aeroporto, houve um bro que me identificou

“irmão Valete, eu vim-te buscar para a concentração
Entra no carro só faltas tu para começar a acção”

Chegámos ao ponto rapidamente, assim clandestinamente
Provavelmente eu nunca vira pela frente tanta gente
Era uma cidade subterrânea cheia de dissidentes
Só resistentes e combatentes naquele contingente
Eu vi Sardar, Saramago, Mia Couto e Chomsky
Também vi os mentores do atentado de Nairobi
Nipónicos pa’ vingar Hiroshima e Nagasaki
Fidel Castro, Arafat, Chavez e Khadafi
Activistas do Hamas, Jihad e Hezbollah
Zapatistas, Talibãs e bombistas da Fatah
Todos diferentes mas com um objectivo em comum:
Acabar com esta ditadura que a América implantou
A sede de vingança deixava todo o exército operante
Deram o sinal pa’ nos reunirmos numa sala gigante
Em cima do palanque ‘tava um fulano que elaborava o plano
Com style de saudita ou iraquiano, só queria saber quem é esse mano
Deixava toda a gente focada enquanto ele liderava

(Outro Revolucionário) “Yo Valete é o Bin Laden”

(Valete) “Bin Laden?!?”

Bin Laden
Voz alterada sem barba e com cara totalmente modificada
Eu não o curtia mas ele era o que a América merecia
Radical sem diplomacia, assim como se exigia
Formulou o plano perfeito pá’ revolução que se pretendia
Tínhamos túneis subterrâneos até à cidade de Alexandria
Hackers bloqueavam a informação da NSA e da CIA
Tínhamos M1’s, F 16’s e muita artilharia, eu ria.

Informador

“Informação, informação.
As bases militares americanas em todo o mundo, já estão controladas pelas FARC , Al Qaeda e milhões de civis revoltosos.
O ataque aéreo ao pentágono está previsto para as 3h e 36 m.
Os ataques bombistas serão às 3h e 42 m
A invasão à Casa Branca ficará para 4h e 28m
Já sabem o que têm a fazer!”

Era um batalhão de insubmissos pa’ acabar com aquela arrogância
‘Tava incluído na missão Invasão à Casa Branca
Que seria reforçada pelo movimento black panther
Garanto qu’América nunca vira tanta encrenca
Fomos pelo túnel a dentro e chegámos em meio-dia
Alexandria tinha como Washington, cidade vizinha
E quando lá cheguei era inenarrável o que eu vira
América já ardia, rendida à nossa investida
Ficaram na defensiva, deixámos tropas sem vida
Éramos só homicidas com ira, topa a chacina
Numa outra ofensiva, edifício da ONU caíra
Largámos bué da mísseis em New York, Carolina
Califórnia, Louisiana, Detroit e Virgínia
Geórgia, Indiana, Illinois, Pensilvânia e Kansas
Ás quatro e um quarto já ‘tava tudo controlado
Nossos soldados já tinham a Rádio a TV e o Pentágono
Passado mais um bocado, Fidel leu o comunicado
“Acabou a Ditadura” podes crer é o golpe de estado.
E à porta da Casa Branca fiquei com Bin Laden a sós
Disse-lhe sem hesitar um coche: Deixa-me liquidar o George
Ele esboçou um sorriso e olhou-me fundo nos olhos
Sentiu segurança na minha voz e passou-me uma Kalashnikov
Era só ódio destruitivo na minha cabeça
Kalash fui exibindo assim a dar paleta
Eu fui o homem escolhido pa’ ditar a sentença
Olha o meu peito erguido pa’ vingar o planeta
Entrei na Casa Branca assim cheio de moral
Nossos snipers iam abatendo a escolta presidencial, eu andava
No piso inferior de corredor em corredor
Abria porta a porta à procura daquele estupor
Vi a porta dos fundos, senti um feeling interior
Abri… até que enfim Sr. Ditador
Agora sente o pavor
Vais pagar pela tua merda e pela dos teus antecessores
Isto é pelas vítimas das guerras que vocês fabricaram
Pelas bocas que morreram pela falta de pão que vocês negaram
Pelo terror que semearam, alastraram, perpetuaram
Pelos homens e mulheres que as vossas bombas mutilaram
Pelo suor dos trabalhadores que vocês escravizaram
Pela alma deste planeta que vocês danificaram.

(Tiros)



publicado por olhar para o mundo às 08:56 | link do post | comentar


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