Terça-feira, 22.10.13

Guimarães Jazz

 

A próxima edição do Guimarães Jazz, que decorre de 7 a 16 de Novembro, vai da tradição de Ron Carter à contemporaneidade de Andrew D'Angelo, com espaço para a tradição europeia e big bands

 

Das propostas clássicas norte-americanas à tradição europeia, passando pelos cruzamentos com os ritmos latinos e a grandeza das big bands. Todos os matizes do jazz vão passar pelos palcos de Guimarães no início do próximo mês, confirmando o festival da cidade como uma das propostas nacionais mais coerentes dentro deste género musical. Ron Carter, Matial Solal e Chano Dominguez são as figuras de alguns dos principais concertos, mas no programa há também espaço para jam sessions, formação e projectos de criação.

 

O programa do Guimarães Jazz, que ontem foi apresentado, é uma viagem permanente entre os Estados Unidos, a Europa e a América Latina. E todos os territórios que nasceram destes cruzamentos. Este festival define-se como "uma ponte" - tal como ontem ilustrou o seu director artístico desde há duas décadas, Ivo Martins - não apenas entre geografias e linguagens jazzísticas, mas também entre propostas. Por isso, entre 7 e 16 de Novembro, há espaço para concertos com músicos "de inegável valor", formação de jovens criadores e o jazz "na sua componente mais genuína" com quase uma dezena de jam sessions em toda a cidade.

 

O festival começa com um exemplo desses encontros, com o pianista espanhol Chano Domínguez. A forma como cruza as linguagens latino-americanas, em especial o flamenco, e o jazz valeu-lhe o elogio da crítica, regressando a Guimarães 18 anos depois da estreia já como artista consagrado. No espectáculo que apresenta (7 de Novembro, 22h), a FDR Big Band, dirigida por Vince Mendoza, vai interpretar algumas das suas principais composições, com Dominguez como solista.

 

No dia seguinte, há outro regresso ao Guimarães Jazz, o do histórico Ron Carter - contrabaixista do segundo quinteto de Miles Davis ao lado de Herbie Hancock, Wayne Shorter e Tony Williams -, que apresenta o seu Golden Stricker Trio, uma das propostas mais clássicas das várias formações com as quais tem desenvolvido a sua carreira, com Russel Malone (guitarra) e Donald Veja (piano).

 

No dia 9, o palco será preenchido pela Newdecaband, liderada por Martial Solal, que faz a sua estreia em Portugal com esta formação de cariz mais orquestral (dez músicos em palco e a voz de Claudia Solal). Por Guimarães passará outro nome histórico do género, o norte-americano Jack Dejohnette (14 de Novembro). Este baterista norte-americano apresenta-se com a sua banda - George Collingan no piano e Jerome Harris no contrabaixo - convidando o multi-instrumentista e compositor Don Byron para o espectáculo.

 

Há outro cruzamento relevante no programa do festival que acontece no dia seguinte, com o pianista norte-americano Kenny Warner e o saxofonista porto-riquenho David Sanchez, que se apresentam em formato quinteto, numa incursão pelas sonoridades latinas e africanas. Como vem sendo habitual, o festival termina com um concerto de uma big band. Desta feita a convidada para o encerramento (16 de Novembro) é a HR Big Band de Frankfurt, dirigida por Kim McNeely e com o guitarrista John Arbercromble como solista.

 

Os principais concertos do festival realizam-se às 22h e os bilhetes custam entre 7,5 e 20 euros, existindo a possibilidade de se adquirir uma assinatura geral para todo o Guimarães Jazz com o preço de 90 euros. O Centro Cultural Vila Flor (CCVF) assume-se como o principal espaço de apresentação dos concertos, mas há propostas noutros espaços da cidade como o espectáculo do trio liderado pelo belga Ivan Paduart, que traz o seu mais recente trabalho discográfico Ibiza à black box da Plataforma das Artes e da Criatividade (PAC), no dia 9, às 17h.

 

"Conjunto de iniciativas"


O festival "deixou de ser um conjunto de concertos para ser um conjunto de iniciativas", valoriza José Bastos, vereador da Cultura da Câmara de Guimarães - que continua a partilhar com a associação cultural Convívio e a cooperativa A Oficina a organização do evento. A intenção é dar um "ambiente de festival a toda a cidade", explica, "contaminando" vários espaços com propostas jazzísticas. Por isso, logo a partir do dia 4 de Novembro, haveráperformances musicais em horário-surpresa em vários espaços comerciais de Guimarães e nas escolas secundárias do concelho.

Durante os dez dias de festival há sempre jam sessions no antigo Cinema São Mamede e no Centro para os Assuntos da Arte e Arquitectura (CAAA), interpretadas por jovens músicos de jazz da região.

 

No café-concerto do Centro Cultural Vila Flor (CCVF) e na sede da associação cultural Convívio, as sessões de improviso estão a cargo de Andrew D'Angelo, Bem Street, Gerald Cleaver e John Egizi. O quarteto será central a vários momentos da programação, apresentando-se em concerto no dia 13 (CCVF, 22h), orientando as oficinas de jazz que decorrem durante todo o evento e dirigindo também o espectáculo que será criado pela Big Band, o Ensemble de Cordas e o coro da Escola Superior de Música, Artes e Espectáculo, (dia 10, 17h).

 

No mesmo dia, às 22h, na Plataforma das Artes e da Criatividade (PAC), acontece outro dos projectos de criação apoiados pelo festival: o concerto que é fruto da parceria entre o Guimarães Jazz e a editora Tone of a Pitc - TOAP. O jovem saxofonista João Guimarães foi o convidado deste ano, reunindo uma formação inédita de músicos nacionais para, sob a sua direcção, criar um espectáculo exclusivo, que será posteriormente editado em álbum.

 

SAMUEL SILVA 

 

Retirado do Público



publicado por olhar para o mundo às 19:32 | link do post | comentar

Sábado, 10.11.12
Guimarães: capital da cultura do jazzJoe Lovano actua este sábado (Nelson Garrido)
A 21.ª edição do Guimarães Jazz, entre 8 e 17, tem trunfos para que seja um sucesso.

Há muito que o Guimarães Jazz se afirmou como um dos maiores e mais importantes festivais de Jazz do nosso país. Este ano na sua 21ª edição (de 8 a 17 de Novembro, no Centro Cultural Vila Flor), e em ano de Capital da Cultura, o festival tem trunfos para que seja um sucesso. 

Antes de mais, a presença tutelar do lendário Herbie Hancock, a solo, um dos nomes maiores do piano jazz, num espectáculo que se antevê histórico (esta quinta-feira, às 22h, no grande auditório, sexta-feira, no CCB, em Lisboa). No dia seguinte (dia 9, 22h), acontece uma das grandes surpresas do festival num espectáculo que ultrapassa as fronteiras da música e do jazz; o quarteto do guitarrista Bill Frisell, com Ron Miles, Tony Scherr e Kenny Wollesen recria a suite The Great Flood, banda sonora em tempo real para o filme da autoria de Bill Morrison. Para acompanhar a narrativa visual de Morrison, criada a partir de imagens de arquivo da grande cheia do Mississippi em 1927, Frisell constrói uma fina teia de sons entre o jazz, o blues e a folk. 

Confirmando um primeiro fim de semana de programação particularmente forte, no sábado (22h) é a vez dos consagrados, com um superquinteto liderado pelo saxofonista Joe Lovano e pelo trompetista Dave Douglas, dois dos mais importantes e influentes músicos de jazz em actividade, aqui acompanhados por Laurence Fields (piano), Linda Oh (contrabaixo) e Joey Baron (bateria). No domingo, dia 11, após uma tarde de concerto com a Big Band e Ensemble de Cordas da ESMAE dirigidos por Jacam Manricks (17h), o festival prossegue com o projecto Enesco Re-Imagined (22h) do pianista e compositor romeno Lucian Ban, num espectáculo ambicioso que reúne sete figuras destacadas do jazz de vanguarda: Mat Maneri, Tony Malaby, Ralph Alessi, Mark Helias, Gerald Cleaver, Badal Roy e Albrecht Maurer. É uma homenagem à vida e obra de George Enescu (1881-1995), tendo como base o jazz, a música erudita, o folclore romeno e a improvisação livre. 

O destaque do segundo fim-de-semana vai para o reencontro dos Jazz Passengers (dia 16, 22h), projecto da downtown nova-iorquina dos anos 80 e 90. Liderados por Roy Nathanson (saxofone) e Curtis Fowlkes (trombone), abriram caminhos para o jazz, num cruzamento com o rock, o noise ou o funk. 

O encerramento é feito no dia seguinte, em grande, com a WDR Big Band de Colónia a tocar a música de Randy Brecker (dia 17, 22h). Solos incendiários e um toque de fusão para fazer a festa final.

 

Noticia do Público



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Quarta-feira, 20.07.11
Guimarães Jazz celebra 20 anos com

 

O festival Guimarães Jazz celebra 20 anos de existência com "sinais de vitalidade" e com um cartaz "multifacetado" que inclui a Roy Haynes Fountain of Youth Band, o quinteto de Steve Swallow e Henry Threadgill, entre outros, com concertos que vão de 10 a 19 de novembro.

 

A organização do certame, em comunicado enviado à Agência Lusa, descreve a programação de 2011 como inserida "numa linha de continuidade em relação a uma ideia de programação" desenvolvida nas últimas edições, mas que "revela sinais de vitalidade, resultantes de um crescimento sustentado".

 

No ano em que celebra duas décadas de existência, o Guimarães Jazz marca o arranque da edição de 2011 com uma "figura fundamental da história do jazz", o baterista e regente Roy Haynes, que se apresenta com a sua orquestra, a Roy Haynes Fountain of Youth Band.

 

"Este espetáculo constitui um momento de cruzamento geracional entre um representante do passado vivo do jazz e jovens instrumentistas, força atual desta música", afirma a organização.

 

A fechar o festival com "chave de ouro", no dia 19 de novembro, surge "um dos grandes pianistas vivos da história do jazz" com a sua Martial Solal New Decaband, um projeto inédito em Portugal no qual o artista está integrado num "grande 'ensemble' cuja sonoridade orquestral constitui um contexto diferente" e irá "potenciar a capacidade expressiva do artista como solista".

 

Pelo Guimarães Jazz, na edição de 2011, vão passar ainda o quinteto do contrabaixista Steve Swallow e o pianista Cedar Walton, que se apresenta em trio, acompanhado por David Williams, no contrabaixo, e Willie Jones II, na bateria, finalizando a primeira semana da iniciativa.

 

á na segunda semana, o cartaz inclui o grupo Ralph Alessi and This Against that with Tony Malaby, o pianista nova-iorquino Andy Milne, o contrabaixista Drew Gress e o baterista Mark Ferber, o trio do histórico McCoy Tyner, com Chris Potter e Henry Threadgill e a voz de José James.

 

Além do cartaz referido, o Guimarães Jazz inclui ainda o Projeto TOAP/Guimarães Jazz, que em 2011 realiza a sexta edição e é uma das "propostas fundamentais" do evento. Assim, a 13 de novembro sobem ao palco músicos portugueses e estrangeiros com "experiências e percursos diferentes": Akiko Pavolka, Nate Radley, Óscar Graça, Bernardo Moreira e Jochen Rueckert.

 

O Guimarães Jazz tem também "atividades paralelas" como "jam sessions" e "workshops", iniciativas "baseadas na necessidade de gerar processos de interação entre músicos consagrados, público e músicos em formação", explicita a organização.

 

Os espetáculos do Guimarães Jazz acontecem no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, e os bilhetes já estão à venda.

 

Via DN



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