Quarta-feira, 01.11.17
Gisela João - O novo disco chama-se Nua!
 
SÁB 04 NOV 21H30

MÚSICA

GISELA JOÃO

HÁ FADOS E FADOS
 
 

AUDITÓRIO| 12,5€ | 10€ (CARTÃO AMIGO, CARTÃO SÉNIOR E JOVEM MUNICIPAL)
FADO|75 MIN| M/6


Três anos depois do álbum de estreia, Gisela João edita agora o seu muito aguardado segundo disco. Chama-se “Nua” e são fados, tal como ela os sente e gosta de cantar. Uma das vozes arrebatadoras do panorama do fado, Gisela João é já uma figura central e uma das mais importantes intérpretes da música portuguesa da atualidade, tendo já sido laureada com inúmeros prémios, com destaque para os prémios Blitz, Time Out, Expresso e o Globo de Ouro para Melhor Intérprete Nacional. Miguel Esteves Cardoso disse: “Amália Rodrigues foi a grande fadista do século XX. (…) Sei e sinto, com a mesma força, que Gisela João é a grande fadista do século XXI.” E quem somos nós para o negar?

 



Gisela João voz, Nelson Aleixo guitarra clássica, Ricardo Parreiraguitarra portuguesa, Francisco Gaspar baixo


[Espetáculo promovido pelo Cine -Teatro de Estarreja]



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Segunda-feira, 05.06.17

 

Letra

 

Vou contar-vos um história
que não me sai da memória,
foi pra mim uma vitória
nesta era espacial.
Noutro dia estremeci
quando abri a porta e vi
um grandessíssimo Ovni
pousado no meu quintal.
Fui logo bater a porta,
veio uma figura torta,
eu disse: "Se não se importa
poderia ir-se embora.
Tenho esta roupa a secar
e ainda se vai sujar
se essa coisa aí ficar
a deitar fumo pra fora."

E o senhor extraterrestre
viu-se um pouco atrapalhado.
Quis falar mas disse "pi",
estava mal sintonizado.
Mexeu lá no botãozinho
e pôde contar-me, então,
que tinha sido multado
por o terem apanhado
sem carta de condução.

"O senhor desculpe lá,
não quero passar por má,
pois você aonde está
não me adianta nem me atrasa.
O pior é a vizinha
que parece que adivinha
quando vir que eu estou sozinha
com um estranho em minha casa.
Mas já que está aí de pé
venha tomar um café,
faz-me pena, pois você
nem tem cara de ser mau.
E eu queria saber também
se na terra donde vem
não conhece lá ninguém
que me arranje bacalhau."

E o senhor extraterrestre
viu-se um pouco atrapalhado.
Quis falar mas disse "pi",
estava mal sintonizado.
Mexeu lá no botãozinho,
disse para me pôr a pau,
pois na terra donde vinha
nem há cheiro de sardinha
quanto mais de bacalhau.

"Conte agora novidades:
É casado? Tem saudades?
Já tem filhos? De que idades?
Só um? A quem é que sai?
Tem retratos, com certeza.
Mostre lá, ai que riqueza!
Não é mesmo uma beleza?
Tão gordinho, sai ao pai.
Já está de chaves na mão?
Vai voltar pro avião?
Espere, que já ali estão
umas sandes pra viagem.
E vista também aquela
camisinha de flanela
pra quando abrir a janela
não se constipar co'a aragem."

E o senhor extraterrestre
viu-se um pouco atrapalhado.
Quis falar mas disse "pi",
estava mal sintonizado.
Mexeu lá no botãozinho
e pôde-me então dizer
que quer que eu vá visitá-lo,
que acha graça quando eu falo
ou ao menos pra escrever.

E o senhor extraterrestre
viu-se um pouco atrapalhado,
quis falar mas disse "pi",
estava mal sintonizado.
Mexeu lá no botãozinho
só pra dizer: "Deus lhe pague."
Eu dei-lhe um copo de vinho
e lá foi no seu caminho
que era um pouco em ziguezague

 



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Quinta-feira, 01.06.17

 

Letra

 

Todos me dicen el negro, llorona
Negro pero cariñoso
Todos me dicen el negro, llorona
Negro pero cariñoso
Yo soy como el chile verde, llorona
Picante pero sabroso
Yo soy como el chile verde, llorona
Picante pero sabroso
Ay de mí, llorona
Llorona, tú eres mi chunca
Ay de mí, llorona
Llorona, tú eres mi chunca
Me quitarán de quererte, llorona
pero de olvidarte nunca
Salías del templo un día, llorona
Cuando al pasar yo te ví
Salías del templo un día, llorona
Cuando al pasar yo te ví
Hermoso huipil llevabas, llorona
Que la virgen te creí
Hermoso hipil llevabas, llorona
Que la virgen te creí
Si porque te quiero quieres, llorona
Quieres que te quieres más
Si porque te quiero quieres, llorona
Quieres que te quieres más
Si ya te he dado la vida, llorona
¿Qué mas quieres?
¿Quieres más?
Si porque te quiero quieres, llorona
Quieres que te quiera más
Si porque te quiero quieres, llorona
Quieres que te quiera más
Si ya te he dado la vida, llorona
¿Qué más quieres?
¿Quieres más?


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Domingo, 13.11.16

Gisela João - O novo disco chama-se Nua!

 

 

Há fados e fados


Três anos depois do álbum de estreia, Gisela João edita agora o seu muito aguardado segundo disco. Chama-se “Nua” e são fados, tal como ela os sente e gosta de cantar.


Tal como o primeiro disco, foi gravado fora do ambiente normal dos estúdios, entre o Palácio de Santa Catarina, em Lisboa, e a Cidadela de Cascais.


Consigo estiveram Ricardo Parreira na Guitarra Portuguesa, Nelson Aleixo na Viola de Fado, Francisco Gaspar na Viola Baixo e Frederico Pereira na Produção e Direção Musical.


O disco dá voz às palavras de alguns poetas da atualidade, visita temas clássicos e tradicionais e surpreende-nos mostrando que, vinda de onde vier - e vem de muitos sítios - a música que passa pela voz de Gisela João é fado. É esse o seu fado.


GISELA JOÃO | nua

Fado para esta noite
letra: César de Oliveira, Rogério Bracinha | música: Ferrer Trindade
Há palavras que nos beijam
letra: Alexandre O’Neil | música: Alain Oulman
O Senhor Extraterrestre
letra e música: Carlos Paião
As Rosas não falam
letra e música: Cartola
Sombras do Passado
letra: Ana Sofia Paiva | música: Frederico Pereira
Naufrágio
letra: Cecília Meireles | música: Alain Oulman
Lá na minha aldeia
letra e música: Alberto Janes
O Mundo é um Moinho
letra e música: Cartola
Labirinto ou não foi nada
letra: David Mourão-Ferreira | música: Francisco Viana (Fado Vianinha)
Quando os outros te batem, beijo-te eu
letra: Pedro Homem de Mello | música: Armando Machado (Fado Aracelia)
Noite de São João
letra: Capicua | música: José Marques (Fado Triplicado)
Naquela Noite em Janeiro
letra: Francisco Ribeirinho | música: Acácio Gomes (Fado Acácio)
Llorona
letra e música: Tradicional


Produção e Direcção Musical | Frederico Pereira
Retirado de Antena 1


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Sexta-feira, 11.11.16

 

Letra

 

Talvez houvesse uma flor
Aberta na tua mão
Talvez houvesse uma flor
Aberta na tua mão

Podia ter sido amor
Mas foi apenas traição
Podia ter sido amor
Mas foi apenas traição

É tão negro o labirinto
Que vai dar à tua rua
É tão negro o labirinto
Que vai dar à tua rua

Ai de mim que nem persinto
A cor dos ombros da Lua
Ai de mim que nem persinto
A cor dos ombros da Lua

Talvez houvesse a passagem
De uma estrela no teu rosto
Talvez houvesse a passagem
De uma estrela no teu rosto

Era quase uma viagem
Foi apenas um desgosto
Era quase uma viagem
Foi apenas um desgosto

É tão negro o labirinto
Que vai à tua rua
É tão negro o labirinto
Que vai à tua rua

Só o fantasma do instinto
Na cinza do céu flutua
Só o fantasma do instinto
Na cinza do céu flutua

Tens agora a mão fechada
No rosto nenhum folgor
Tens agora a mão fechada
No rosto nenhum folgor

Não foi nada
Não foi nada
Podia ter sido amor
Não foi nada
Não foi nada
Podia ter sido amor

 

Letra: David Mourão Ferreira
Música: Francisco Viana (Fado Vianinha)

 



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Segunda-feira, 25.01.16

gisela.jpg

 

 

A Gisela João está nomeada para a categoria de "Best Artist" dos prémios Music Awards 2016 da Songlines
.
Cliquem aqui para aceder à página de votação dos Prémios e votar na Gisela João!

http://bit.ly/SonglinesGiselaJoão



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Terça-feira, 11.08.15

 

Letra

 

Que destino, ou maldição
Manda em nós, meu coração?
Um do outro assim perdido,
Somos dois gritos calados,
Dois fados desencontrados,
Dois amantes desunidos.

Por ti sofro e vou morrendo,
Não te encontro, nem te entendo,
Amo e odeio sem razão:
Coração... quando te cansas
Das nossas mortas esperanças,
Quando paras, coração?

Nesta luta, esta agonia,
Canto e choro de alegria,
Sou feliz e desgraçada.
Que sina a tua, meu peito,
Que nunca estás satisfeito,
Que dás tudo... e não tens nada.

Na gelada solidão,
Que tu me dás coração,
Não há vida nem há morte:
É lucidez, desatino,
De ler no próprio destino
Sem poder mudar-lhe a sorte...

 



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Sexta-feira, 07.08.15

 

 

Letra

 

Quem dorme à noite comigo
É meu segredo,
Mas se insistirem, lhes digo,
O medo mora comigo,
Mas só o medo, mas só o medo.

E cedo porque me embala
Num vai-vem de solidão,
É com silêncio que fala,
Com voz de móvel que estala
E nos perturba a razão.

Gritar quem pode salvar-me
Do que está dentro de mim
Gostava até de matar-me,
Mas eu sei que ele há-de esperar-me
Ao pé da ponte do fim.

 



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Quinta-feira, 06.08.15

 

 

Letra

 

Meu corpo em movimento
Minha voz à procura
Do seu próprio lamento
Meu limão de amargura
Meu punhal a crescer;
Nós parámos o tempo
Não sabemos morrer
E nascemos nascemos
Do nosso entristecer.

Meu amor meu amor
Meu pássaro cinzento
A chorar a lonjura
Do nosso afastamento.

Meu amor meu amor
Meu nó de sofrimento
Minha mó de ternura
Minha nau de tormento:
Este mar não tem cura
Este céu não tem ar
Nós parámos o vento
Não sabemos nadar
E morremos morremos
Devagar devagar

 



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Quarta-feira, 21.05.14

Gisela João e Jorge Fernando entre as novas confirmações do Festival Caixa Alfama

Gisela João e Jorge Fernando estão entre as mais recentes confirmações no cartaz do Festival Caixa Alfama’14.

 

Além destes, foram também agora confirmados no certame, que apresenta 40 fadistas em dez espaços no coração de Alfama, nos dias 19 e 20 de setembro, Anita Guerreiro, Maria da Nazaré, Cláudia Picado e Carmo Moniz Pereira.

 

Estes nomes juntam-se aos anteriormente anunciados Ana Bacalhau, Ana Moura & António Zambujo, Pedro Moutinho, Ricardo Ribeiro, Sara Correia, Urbanos (19 de julho) e Carminho, Katia Guerreiro, Tributo a Fernando Maurício, Urbanas (20 de julho).

 

O bilhete único para o certame, que se divide entre dez espaços no coração de Alfama - Palco Caixa, Museu do Fado (Auditório e Restaurante), Largo das Alcaçarias, Igreja de São Miguel, Sociedade Boa União, Fonte do Poeta, Grupo Sportivo Adicense, Centro Cultural Dr. Magalhães Lima e Igreja de Santo Estevão -, custa €35 e está à venda nos locais habituais. O mesmo deverá ser trocado por pulseira (pulseira essa que dará acesso a todos os espaços do festival, até ao limite de lotação de cada um) nas bilheteiras do festival sediadas no Museu do fado, a partir do dia 18 de setembro.

 

Retirado do Sapo Música



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Segunda-feira, 19.05.14

Mísia, Carlos do Carmo e Gisela João dão voz ao 4º Festival de Fado de Madrid

Mísia, Carlos do Carmo e Gisela João são os artistas convidados do 4º Festival de Fado de Madrid, que entre 18 e 21 de junho leva a música portuguesa ao público espanhol com concertos, debates e exposições.

 

Depois do êxito das edições anteriores, o certame pretende, este ano, consolidar-se como um dos eventos do calendário madrileno, reunindo o público espanhol não só para três concertos mas para debates sobre o papel cultural do fado, incluindo, este ano, no cinema.

 

Na agenda da edição deste ano está prevista a projeção de filmes, um ciclo de conferências, ateliers e uma exposição representativa do fado.

 

Em termos de concertos o festival arranca a 19 de junho com a atuação de Mísia, que revisitará o reportório de Amália Rodrigues, cantando poemas inéditos escritos para o seu novo projeto de tributo à fadista portuguesa mais conhecida.

 

No dia seguinte é a vez de Gisela João, uma das novas vozes do fado português - que teve grande êxito no seu primeiro álbum, lançado há um ano - e a 21 será a vez de Carlos do Carmo, num concerto que se propõe uma viagem por "50 anos da história da música portuguesa".

 

Segundo os organizadores, Carlos do Carmo terá como convidados no seu concerto Cristina Branco, Marco Rodriguez e Raquel Tavares.

 

Fora dos concertos, a Filmoteca Espanhola acolhe o ciclo de conferência que inclui um debate com Iván Dias sob o tema "Rodando Fados", uma mesa redonda com Diogo Varela Silva, David Ferreira e Cristina Branco e, finalmente, a conferência "O fado encontrou-me um dia: Carminho, Gisela e Camané", com o cineasta João Botelho.

 

A exposição "o fado e o cinema" marca ainda a agenda deste ano.

 

Retirado de Sapo Música



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Segunda-feira, 07.04.14

Gisela João

 

Após elaborar uma “short-list” de 6 álbuns publicados em 2013 (o galardão destina-se a premiar álbuns editados no ano anterior ao da atribuição), no âmbito do espírito e objetivos do PJA, o Júri – constituído por: António Moreira, Vereador da Cultura da Câmara Municipal da Amadora, Olga Prats, pianista, Sérgio Azevedo, músico e Vanda Santos, Chefe da Divisão de Intervenção Cultural – decidiu, por unanimidade, conceder o Prémio José Afonso 2014 a “Gisela João”, álbum homónimo da fadista de Barcelos.

 

Nas palavras do júri, “o álbum “Gisela João” vem, (...) culminar toda uma excelente série de discos e novas vozes que têm aparecido no fado na última década. Sem prejuízo da qualidade reconhecida a vários outros intérpretes de exceção, o júri considera que a qualidade ímpar da voz de Gisela João, cheia e profunda, a afinação imaculada em todos os registos, a naturalidade, sem qualquer esforço, com que interpreta quer os temas mais ágeis quer os mais líricos, fazem da cantora uma das mais lídimas representantes do fado nos nossos dias, e talvez não seja exagero considerar Gisela João como a melhor voz que já apareceu depois de Amália.”

 

 “Short-list” (por ordem alfabética do 1.º nome)

Cuca Roseta – Raiz
Deolinda – Mundo Pequenino
Gisela João – Gisela João
Mário Laginha – Terra Seca
Os Azeitonas – Az
Pedro Abrunhosa – Contramão

 

Instituído em 1988 e atribuído anualmente, o Prémio, cujos temas tenham como referência a Cultura e a História Portuguesa, já distinguiu artistas como Fausto, Vitorino, Dulce Pontes, Filipa Pais e Sérgio Godinho, entre outros.

 

Retirado de CM da Amadora



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Sábado, 15.03.14

 

 

Letra

 

Menina dos olhos tristes

o que tanto a faz chorar

o soldadinho não volta

do outro lado do mar

do outro lado do mar

 

Pequeno soldadinho grande

tenho saudades tuas

desses teu olhos brilhantes

sedentos de aventuras

da tua elegância britânica

num pijama anil

da tua candura titânica

mas quase infantil

mesmo se os ossos tivessem envelhecido

mesmo se os olhos tivessem escurecido

já te fui conhecer entre a morte e a tua mãe

quem te trouxe foi a música que amaste também

à livraria fui comprar o quero arte pra ti

tudo pra te dar a estrada e a liberdade

 ...... de saída aninhei-me naquela árvore

e ainda mais esquesita foi a vida ali buscar-me

 

Menina dos olhos tristes

o que tanto a faz chorar

o soldadinho não volta

do outro lado do mar

do outro lado do mar

 

Só querias ir pra casa

mas nunca te queixaste

para poupar os teus pais e os demais nunca choraste

amaste o mundo mesmo quando foi injusto

e só te restava o o sonho como um último reduto

mostraste que a ternura é a bravura de um homem 

e que ser forte é ser doce mesmo se as horas nos comem

bravo soldado grande diante da morte

delicado com o outro quando o teu corpo sofre

porque quando nada importa é quando importa de facto

saber sorrir para a sombra que mora no mesmo quarto

na luta ou no luto lado a lado de laço apertado

ali até que o luzir muda até ser escuro até ser vácuo

 

Menina dos olhos tristes

o que tanto a faz chorar

o soldadinho não volta

do outro lado do mar

do outro lado do mar

 

Já curta outros laços

e .. de muito luto

já me levou os seus braços

pra abraçar o outro mundo

mas tu foste ainda mais cedo

e a perda custa-nos muito

a batalha que travaste

foi de longe a mais injusta puto

nem tive tempo pra te ensinar palavrões a sério

pra te ouvir a praguejar alto e a gritar impropérios

pra te ver despenteado corado à gargalhada

vim tarde mas cheguei antes e devo-te um obrigada

quando está escuro ainda volto àquela árvore

onde a um pouco mais esquisita ainda  a vida vai buscar-me

na luta ou no luto lado a lado do laço apertado

na luta ou no luto lado a lado do laço apertado

na luta ou no luto lado a lado do laço apertado

ali até que o ser mude até ser escuro até ser vácuo

 

Menina dos olhos tristes

o que tanto a faz chorar

o soldadinho não volta

do outro lado do mar

do outro lado do mar

 



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Sexta-feira, 24.01.14
 

 

 

letra

 

Foi numa ruela escura que encontrei
A tal casa do fado da Mariquinhas
Que de Alfredo Marceneiro
Veio ao nosso cancioneiro
Como sendo uma casa de meninas.


E com o tempo passado
Foi na voz da Dona Amália
Que a casa foi da desgraça à ginjinhas ;
E que mesmo com um fado renovado
Já não tinha nem sardinhas.


Depois veio a Hermínia Silva que cantou
O regresso da saudosa Mariquinhas.


Mas foi sol de pouca dura
Que mesmo sem ditadura,
Hoje em dia até as vacas são lingrinhas.


Agora veem meus olhos
Que nem amor, nem penhor
Esta casa está mais velha que as vizinhas.


As janelas estão tapadas com tijolos,
E as paredes estão sozinhas.


Só um gato solitário no telhado.

E uma placa que está cheia de letrinhas
Vende-se oca e esburacada ;
Por fora toda riscada,
E encostada na fachada uma menina


Mas esta não canta o fado.

Só sabe fumar cigarro e com o fumo
Quando sopra faz bolinhas.
Não sabe quem já morou naquele espaço
Ou quem foi a Mariquinhas.


E aqui estou eu à porta desgostosa
Vendo a casa que está morta em em ruínas.
Por causa destes senhores
Até já nem tem penhores,
Porque mais ninguém tem ouro nas voltinhas.


Mas seu eu fechar os olhos
E imaginar as farras,

ainda se ouvem guitarras
E cantigas.
Porque a casa é a canção que sei de cor,
E vou cantar toda a vida


Porque a casa é a canção que sei de cor,
E vou cantar toda a vida!



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Quinta-feira, 23.01.14

Linda Martini

 

Linda Martini

Banda actua dia 13 de Fevereiro no Lux,
em Lisboa

Gisela João é a convidada especial

 

Os Linda Martini actuam no Lux, dia 13 de Fevereiro, no âmbito das noites ‘Black Balloon’, com curadoria de Pedro Ramos. Uma noite especial que marca o regresso a Lisboa depois da apresentação do novo disco ‘Turbo Lento’, em Outubro de 2013, no Meo Arena (Sala Tejo).

 

“São Fado Futuro. São caos e fuga e no olho da tempestade conseguem encontrar sempre o caminho de volta. Três álbuns, três obras-primas: Olhos de Mongol, Casa Ocupada, Turbo Lento. Testemunhar um concerto de Linda Martini vai além do que existe em disco, cheira-se o sangue e a carne às canções. Nasce algo maior, palpável, da comunhão entre eles e nós, os que escutam. Sempre que os vi, deixaram-me o desejo de continuar vivo, mas de um modo diferente. A vontade de construir, de não ceder. E tudo isto é muito daquilo que são.

 

Desde o início que estavam em maiúsculas no topo da minha lista de desejos para a Black Balloon, não só pelo amor que lhes tenho, como pelo quase-milagre de vê-los nesta altura bem perto, entre família. Acontecerá a 13 de Fevereiro, o dia antes do dia dos namorados. Permitam-me, como eles, recorrer e distorcer Chico: "Vai ser bonita a festa, pá!", escreveu Pedro Ramos no convite para o concerto.

 

A banda anunciou hoje a participação especial da fadista Gisela João nesta noite.

 

Os Linda Martini editaram o muito aplaudido 3.º álbum de originais em Setembro de 2013. Nele constam os singles ‘Ratos’ e ‘Volta’.

 

Mais informações em facebook | myspace



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Sexta-feira, 20.12.13

 

Letra

 

Na solidão a esperar-te
Meu amor fora da lei
Mordi meus lábios sem beijos
Tive ciúmes, chorei

Despedi-me do teu corpo
E por orgulho fugi
Andei dum corpo a outro corpo
Só p'ra me esquecer de ti

Embriaguei-me, cantei
E busquei estrelas na lama
Naufraguei meu coração
Nas ondas loucas da cama

Ai abraços frios de raiva
Ai beijos de nojo e fome
Ai nomes que murmurei
Com a febre do teu nome

De madrugada sem sono
Sem sem luz, nem amor, nem lei
Mordi os brancos lençóis
Tive saudades, chorei




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Letra

 

Voltaste, ainda bem que voltaste
As saudades que eu sentia
não podes avaliar
Voltaste, e á minha vida vazia
Voltou aquela alegria
que só tu lhe podes dar

 

 

Voltaste, ainda bem que voltaste
Embora saiba que vou
sofrer o que já sofri
Cansei, cansei de chorar sozinha
Antes mentiras contigo

do que verdades sem ti

 

 

Voltaste, que coisa mais singular,
Eu quase não sei cantar
se tu não estás a meu lado
Voltaste, já não me queixo não grito
És o verso mais bonito
deste meu fado acabado

 

 

Voltaste, ainda bem que voltaste
O passado é passado,
para quê lembrar agora
Voltaste, quero lá saber da vida
Quando dormes a meu lado,
a vida dorme lá fora



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Quarta-feira, 04.12.13

 

Letra

 

Vieste do fim do mundo
num barco vagabundo
Vieste como quem
tinha que vir para contar
histórias e verdades
vontades e carinhos
promessas e mentiras de quem 
de porto em porto amar se faz.

Vieste de repente
de olhar tão meigo e quente
bebeste a celebrar 
a volta tua
tomaste'me em teus braços
em marinheiros laços 
tocaste no meu corpo uma canção 
que em vil magia me fez tua.

Subiste para o quarto
de andar tão mole e farto
de beijos e de rum 
a noite ardeu
cobri-me em tatuagens
dissolvi-me em viagens
com pólvora e perdões tomaste
o meu navio que agora é teu.



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Quarta-feira, 27.11.13

Gisela João

 

Gisela João regressa aos palcos do Porto e Lisboa em janeiro do próximo ano.

 

A fadista revelação da cena musical portuguesa atua na Casa da Música, no Porto, a 22 de janeiro, subindo ao palco do CCB, em Lisboa, no dia 25.

“Gisela João irá entrar em 2014 a mostrar, ao vivo, por que é que fez de 2013 um ano crucial para a história do Fado. Duas noites que prometem marcar a carreira da jovem artista e a vida de todos os que tiverem o privilégio de a acompanhar, porque o palco não engana e, quando o pisa, Gisela João confirma tudo o que já nos tinha revelado no seu disco de estreia, o seu talento impar”, pode ler-se em comunicado, sobre as atuações.

 

Os bilhetes para os dois espetáculos já estão à venda e custam entre €5 e €18.



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Quinta-feira, 07.11.13

 

 

Letra

 

Letra: Domingos Gonçalves
Música: Casimiro Ramos* Reneguei tuas promessas

E juras de amor ardente
Até com certo rancor
Disse-te assim, não sou dessas
Que se embalam cegamente
Em juramentos de amor
Meu Deus, como a boca mente
Pois se te amo loucamente
Eu digo seja a quem fôr

Sou tua...Como o luar é da lua 
Como as pedras são da rua,E p'ra ser tua nasci 
Sou tua...Tão tua que me convenço 
Que já nem a mim pertenço,Que sou um pouco de ti 
Sou tua...Deixa-me gritar ao vento 
P'ra que o vento num lamento,Diga ao mar, á terra, ao céu 
Sou tua...E deixa que os olhos meus 
Só vejam p'ra ver os teus,Embora não sejas meu 

Ás vezes sinto desejo 
De ofender-te, embora iluda 
Meu coração a sofrer 
Mas fico, quando te vejo 
Tão pequenina, tão muda 
Com tanto p'ra te dizer 
É então que a minha boca 
Porta voz desta alma louca 
Murmura quase sem querer


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Sábado, 02.11.13

 

Letra

 

Nem um poema, nem um verso, nem um canto,
Tudo raso de ausência, tudo liso de espanto
Amiga, noiva, mãe, irmã, amante,
Meu amigo está longe
E a distância é tão grande.

Nem um som, nem um grito, nem um ai
Tudo calado, todos sem mãe nem pai
Amiga noiva mãe irmã amante,
Meu amigo esta longe
E a tristeza é tão grande.

Ai esta magoa, ai este pranto, ai esta dor
Dor do amor sózinho, o amor maior
Amiga noiva mãe irmã amante,
Meu amigo esta longe
E a saudade é tão grande.



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Sexta-feira, 12.07.13

Gisela João edita o seu primeiro disco


Gisela João edita o seu primeiro disco

Mas Gisela João decidiu-se enfim. Num album onde os 14 temas revelam uma realidade que mesmo quando dura deve ser enfrentada, Gisela João canta o seu fado muitas vezes triste e sobretudo dolente.

 

Neste trabalho Gisela fez novos arranjos, derivou para canções populares, até actualizou a Casa da Mariquinhas com uma letra de Capicua, uma rapper do Porto. 

Nas histórias que canta, Gisela fala de amor e desilusão, olhando uma realidade social que revela tempos dificeis.

 

Neste disco, tudo o que pode parecer absolutamente novo é na verdade um retorno à génese do fado, à sua autenticidade maior. 


A forma como Gisela se entrega às palavras, como se deixa levar por elas. É um fado menos estilizado, onde a abordagem dos instrumentos foge da sonoridade barroca habitual, mas no entanto não deixa de ser um fado mais genuíno., lê-se na nota de imprensa.

 

Embora minhota de gema como ela própria se afirma, Gisela João, fadista de voz poderosa e rouca, foi na Mouraria que mostrou aquilo que ela diz na parte final da última melodia do seu disco ”Não é fadista quem quer, mas sim quem nasceu fadista”.

 

Retirado do HardMúsica



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Segunda-feira, 14.01.13
Gisela João - A miúda que todos começam a conhecer
Há um nome novo a dar que falar no fado. A miúda do Norte, Gisela João, já canta há largos anos, primeiro em Barcelos e agora em Lisboa, no Sr. Vinho. No Lux cantou ‘Os Vampiros’ ao lado de Nicolas Jaar e em Março sobe ao palco do CCB 
É desarmante. Pequenina, mas grande. Eléctrica, mas serena. «Um cavalo bravo», diz o músico Hélder Moutinho. «A única mulher que conheço que quando tira os sapatos fica mais alta», acrescenta o realizador João Botelho. Ela, minhota de 29 anos, só quer cantar. E dançar. E viver. Quer ser uma velha gaiteira, mas a avó diz que isso já ela é.

O nome de Gisela João, que todos os dias canta no Sr. Vinho, começou a sair do circuito mais fechado do fado na véspera da manifestação de 15 de Setembro, quando foi convidada para cantar com Nicolas Jaar, no Lux, ‘Os Vampiros’, de Zeca Afonso. Era a miúda do Norte que ninguém conhecia. Nem o próprio músico. «Só nos conhecemos no dia do concerto. Ele escolheu-me através do João [Botelho] e do Manuel [Reis]». Semanas mais tarde, repetiu a canção, desta vez acompanhada por Norberto Lobo. Mais uma vez, no meio de nomes como Janita Salomé ou Maria do Céu Guerra, era a miúda que ninguém conhecia.

 

Na noite de 21 de Novembro, a data do anunciado fim do mundo, voltou a subir ao palco do Lux, no primeiro concerto a solo em terras lusas. Um palco inusitado para uma fadista, mas não para Gisela João. «Desde que comecei a sair à noite que consumo música electrónica. Canto fado desde criança, mas o meu outro lado é este. E sempre disse que um dia ia cantar no Lux». Não encheu a sala, mas deu tudo o que tem. Uma voz possante, uma forma de interpretar apaixonada. «Tenho de sentir para fazer os outros sentirem. E gosto de cantar temas à volta do amor». Já escreveu algumas canções, mas tem vergonha de as cantar. Em mente leva sempre a ideia de levar o fado a quem não o estima. «Para mim o desafio foi sempre fazer que quem não ouve fado se apaixone pelo género. As pessoas associam o fado à tristeza, mas não é por cantar fado que tenho de ser uma pessoa taciturna. O fado não é triste, é intenso».

 

A verdade é que a miúda que ninguém conhecia, começa a ser conhecida. Em Março vai subir ao palco do CCB e Camané apontou-a como o nome a seguir em 2013. Ela baixa os olhos perante o que aí vem. «As expectativas são uma coisa muito pesada… A minha avó sempre me disse: ‘És muito faladeira, fica caladinha. Fazes e depois é que dizes que fizeste’. Se não falarem de mim estou mais descansada para ir fazendo as minhas coisas». Como o muito aguardado disco de estreia, esperado para 2013.

 

Que Deus lhe perdoe


Gisela João gosta de acreditar que nascemos predestinados. No seu caso, para cantar o fado. Foi preciso ouvir Amália para descobrir este destino. «Tenho seis irmãos mais novos e desde a primária que tomei conta deles. Estava sempre a rir, mas às vezes estava triste porque também queria brincar. Um dia estava a lavar a loiça e ouvi na rádio ‘Que Deus me Perdoe’, da Amália. Aquilo dizia: ‘Se a minha alma fechada/ Se pudesse mostrar/ E o que eu sofro calada/ Se pudesse contar/ Toda a gente veria/ Quanto sou desgraçada/ Quanto finjo alegria/ Quanto choro a cantar...’. E pensei: esta sou eu». Comprou uma cassete de Amália e, fechada no quarto, cantava. Quando uma senhora de Barcelos começou a organizar uma espécie de Mini Chuva de Estrelas local, Gisela libertou-se das vergonhas: «Roubava os sapatos da minha avó, fazia caracóis, pintava os lábios de vermelho e ia. Mas nunca ganhava. Os miúdos diziam que eu cantava música de velhos».

 

Mas depois chegou a adolescência. E as rebeldias da idade não ligavam com a solenidade do fado. Começou a sair à noite e descobriu a electrónica. «Lembro-me do Plastikman, Jeff Miles, Laurent Garnier… Nessa altura comecei a ter vergonha de cantar e reneguei o fado».

 

Foi a inauguração de uma casa de fados em Barcelos que a fez regressar à canção. Começou a trabalhar às sextas e sábados. «Ganhava dez contos por noite que gastava a sair e em compras». Ali esteve dois anos, altura em que se mudou para o Porto. De dia trabalhava na loja de uma amiga e à noite cantava no Fado, em Miragaia. Pelo meio estudava Design de Moda, mas os estudos ficaram pelo caminho.

 

Foi com os Atlanthida, numa viagem à Dinamarca, que reencontrou Hélder Moutinho – que conhecera em tempos. A dupla não mais perdeu o contacto. Mas havia a distância entre Lisboa e Porto que dificultava qualquer projecto. Numa visita à capital, Hélder, que há muito a tentava convencer a trocar o Norte pelo Sul, levou-a ao Sr. Vinho, onde Maria da Fé lhe disse que podia ficar a trabalhar. Mudou-se para «uma casa mínima na Mouraria». O primeiro ano foi muito duro: «Chorei todos os dias».

 

Mas Gisela encontrou o seu refúgio e fez amizades. João Botelho, Manuel Reis ou até a coreógrafa Anne Teresa de Keersmaeker ajudaram-na a crescer. «Cantei para ela, ela dançou para mim. E ficámos amigas. Ainda a semana passada me ligou e me disse que se preocupava muito comigo porque se revia em mim quando tinha a minha idade». É o seu jeito gaiteiro de ser que desarma quem a conhece. «Para mim são pessoas normais. Ainda há uns tempos estava numa discussão mais acesa com o João [Botelho] e disse-lhe: ‘Tu para mim não passas de um velhote com cabelo branco!’. Em Lisboa senti que me apresentavam toda a gente pela profissão. Não me interessa o que fazem, só quero conhecer as pessoas!». E as pessoas parecem querer conhecer Gisela João.

 

retirado do Sol



publicado por olhar para o mundo às 21:15 | link do post | comentar

Quarta-feira, 12.12.12

Lux celebra o fim do mundo com concerto de Gisela João

Gisela João, a voz do projeto português Atlanthida, considera "mover-se por música e pela dança" e nada melhor do que o Lux, em Lisboa, que alia à música à dança, para acolher o concerto em nome próprio.


O espetáculo está agendado para "a noite do fim do mundo", que o calendário prevê acontecer a 21 de dezembro.

 

A artista já teve a oportunidade de pisar o palco do Lux, quando interpretou o tema "Os Vampiros", de Zeca Afonso, ao lado do norte-americano Nicolas Jaar.

 

Fado e outras canções é o que se pode esperar deste concerto de Gisela Rua, em Lisboa.

 

Retirado do Sapo Música



publicado por olhar para o mundo às 21:29 | link do post | comentar

Quarta-feira, 30.03.11

Gisela João

 

A presença e voz da fadista Gisela João têm sido acolhidas, desde 2003, em espaços variados no Grande Porto e no Norte do País, onde tem sido reconhecido na jovem o talento de fadista. O público, de início desconcertado com o contraste entre a figura de menina e a voz cheia, quente e imponente, cedo se rende e deixa enlevar pelos cantos de amor, mágoa, alegria e saudade do seu reportório. Em 2006, Gisela João venceu o Primeiro Prémio do XV Concurso de Fado Amador J. F. Lordelo do Ouro, editando o CD Gisela João / O meu fado, onde é acompanhada à guitarra portuguesa e à viola.

 

Gisela João nasceu em Barcelos, onde iniciou a sua carreira numa casa de fados local. Mudou-se para o Porto para tentar a sua carreira junto de alguns dos mais prestigiados músicos da capital do Norte. Muito embora Gisela João seja uma das intérpretes mais jovens da geração de fadistas que tem vindo a surgir nos últimos cinco anos, já conta com algumas apresentações em Portugal e no estrangeiro, tendo-se apresentado em Espanha (Oviedo), Itália (Roma e Milão), Polónia (Varsóvia), China (Macau), Roménia (Bucareste), Holanda (Amesterdão), país a que regressará em Abril de 2011 para uma tournée por várias cidades. Faz parte do elenco da Casa de Fados Sr. Vinho.

 

FADO

 

GISELA JOÃO

Voz

 

Paulo Parreira

Guitarra Portuguesa

 

Pedro Soares

Viola de Fado

 

Gustavo Roriz

Viola Baixo

 

9 de Abril

21h30

Sala Experimental

M/6

 

Entradas: 6€ a 12€

 

 

 

 



publicado por olhar para o mundo às 20:46 | link do post | comentar


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