Segunda-feira, 29.02.16

 

Letra

 

O Sol
A brilhar 
A sorrir
E a brincar
Para nós
Fim de tarde a sonhar

Um búzio
A contar
Uma lenda
Do mar
Um naufrágio
E um barquinho a passar

Deitados na areia
Desenhamos os sons
Com tons de Verão
Que em ondas se vão
E assim, nosso sonho voou...

A noite
Ao chegar
Trás com ela
Uma estrela
Melodia
Que convida a dançar...

Dá cor
Ao luar
A paixão
Que se sente
Ilusão
De um sonho
Ao poente

[instrumental]

Deitados na areia
Desenhamos canções
Com tons de Verão
Que em ondas se vão
E assim, o Universo cantou...

A cor
Do luar
Ao sentir a paixão
Ilusão
De um sonho
(A) acabar


* Cristina Branco – voz
Fernando Alvim – guitarra
Ricardo Toscano – clarinete
Produção musical e direcção artística – Fernando Alvim
Concepção e idealização – Fernando Alvim
Produção executiva – Rosário Worisch Alvim
Gravação (voz e instrumentos) – Samuel Nascimento, no Estúdio Alvalade, Lisboa
Mistura – Samuel Nascimento, no Estúdio Alvalade, Lisboa
Masterização – Fernando Nunes, no Estúdio Pé-de-Vento, Salvaterra de Magos

 



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fernandoAlvim.jpg

 


FERNANDO ALVIM

No primeiro aniversário da morte de Fernando Alvim, um novo vídeo com Cristina Branco.



Após o primeiro aniversário do desaparecimento de Fernando Alvim, dia 27 de Fevereiro, ficou hoje disponível o videoclip de "Fim De Tarde A Sonhar" que conta com a colaboração de Cristina Branco. 

Tema com música de Fernando Alvim e letra do fadista e de Rosário Worish, encontra-se no seu álbum, "Os Fados e as Canções do Alvim", onde se destacam as participações de Carlos do Carmo, Rui Veloso, Carminho, Marco Rodrigues, Ana Moura, Camané, Rui Veloso, António Zambujo, Pedro Jóia, Rão Kyao, Filipa Pais, Raquel Tavares, Pedro Moutinho, entre outros notáveis. 

O disco de 2011 marcou a merecida homenagem ao guitarrista que acompanhou Carlos Paredes durante 25 anos e procurou resumir o trabalho de um dos músicos mais importantes da história da música portuguesa. 

Fernando Alvim foi um nome incontornável, não só do Fado mas também da arte de tocar viola. Com um percurso que foi recolhendo influências do jazz e da bossa-nova, o músico haveria de encontrar-se com o Fado ainda em tenra idade. E de todas as viagens, de todas as parcerias, de todas as noites, de toda a vida, Fernando Alvim foi sempre retirando fortes laços de amizade, sendo este novo vídeo mais um testemunho intenso e emotivo da sua grandiosidade.
 

 



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Sexta-feira, 27.02.15

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Morreu o músico Fernando Alvim, aos 80 anos

 

O músico Fernando Alvim, falecido hoje em Lisboa, aos 80 anos, destacou-se no fado, mas o seu percurso evidenciou referências do jazz e da bossa nova, tendo, nos últimos anos, desenvolvido o projeto “A Guitarra Portuguesa encontra o Jazz”.

O músico acompanhou Carlos Paredes durante 25 anos e foi apontado, por muitos colegas, como "o sombra" de Paredes, como o próprio contou, em 2012, numa entrevista à Lusa. O violista acompanhou posteriormente o guitarrista António Chainho, com o qual também gravou.

Na sua autobiografia, Fernando Alvim conta o seu encontro com o fado e a guitarra clássica: “O fado entrou na minha vida aos 14 anos quando assisti a um espetáculo ao vivo no Café Luso e ouvi pela primeira vez Amália Rodrigues a cantar. O fascínio que senti levou-me a aprender a acompanhar fado à viola com um violista de Lisboa”.

Na sua infância, Fernando Alvim tinha estudado violoncelo durante quatro anos, tendo crescido “num meio que cultivava a música por gosto”, como se pode ler na autobiografia. “Aos 23 anos adquiri, na oficina do guitarreiro Joaquim Grácio, a guitarra que me viria a acompanhar pela vida fora. Uma guitarra fabricada em madeira de plátano, na qual sobressaem os graves, e que resistiu a diferenças climatéricas enormes devido às inúmeras viagens que pelo mundo fez”, conta.

Numa viagem ao passado, Alvim recordou momentos históricos como os encontros com Carlos Paredes, Amália Rodrigues, Adriano Correia de Oliveira, Luiz Goes ou José Afonso, entre outros. O músico recordou, por exemplo, uma viagem em 1964, durante a qual, devido a um furo, José Afonso compôs parte da peça “Grândola Vila Morena”.

“Foram inúmeras as gravações que fiz e todas elas especiais. Algumas inesperadas... Recordo um telefonema que recebi por volta das 23:00, do guitarrista Fontes Rocha, a pedido da Amália Rodrigues, para ir nessa noite gravar com ela um tema intitulado ‘Formiga Bossa Nova’, que era uma canção com o ritmo de bossa”, afirma. “Todas as gravações que fiz com o Carlos Paredes tiveram também um cunho muito especial. As horas passadas em gravações nos estúdios da Valentim de Carvalho, com o apoio do técnico de som Hugo Ribeiro, foram inesquecíveis”, escreve o músico que lembra ainda as sessões com o extinto Ballet Gulbenkian.

O musicólogo Rui Vieira Nery, em 2011, por ocasião da edição do álbum duplo "Os fados e as canções do Alvim", disse à Lusa que o violista e compositor "tocou guitarra elétrica com muitos dos pioneiros do Jazz em Portugal, como Ivo Mayer ou José Luís Tinoco”. O disco contou com a participação, entre outros, de Pedro Jóia, Camané, Ricardo Ribeiro, Ana Moura, Fafá de Belém, Raquel Tavares e Cristina Branco. “É uma espécie de apanhado da minha vida artística, porque eu não tive tempo para me concentrar o suficiente para compor durante o tempo em que estava com os espetáculos, designadamente no estrangeiro”, disse à Lusa, acerca do álbum, na altura da sua publicação.

O músico é natural de Vila Nova de Ourém, no distrito de Leiria, e tinha o diploma de médico analista. Em 2012 recebeu o Prémio Amália Rodrigues pelo Melhor Álbum “dentro do fado”, pelo disco. Nesse mesmo ano, um grupo de cerca de 50 artistas homenagearam o músico num concerto no Teatro da Trindade, em Lisboa. Ainda em 2012 recebeu a Medalha de Honra da Sociedade Portuguesa de Autores, que a justificou como uma "forma de reconhecimento pelo trabalho de décadas ao serviço da dignificação da música portuguesa”.

Em 2013 estreou, no Museu do Fado, em Lisboa, um documentário sobre a sua carreira, “Azul Alvim”, da autoria de Margarida Mercês de Mello. O título do documentário é inspirado num dos temas do duplo álbum, um poema de Tiago Torres da Silva, interpretado por Carlos do Carmo.

O velório do músico Fernando Alvim realiza-se a partir das 17h00, na Basílica da Estrela, “ficando a capela mortuária aberta durante a noite”, disse à Lusa fonte da família.

No sábado, às 10h00, é celebrada missa de corpo presente, na basílica, em Lisboa, realizando-se em seguida o funeral para Seiça, no concelho de Vila Nova de Ourém, de onde o músico era originário.

 

Retirado do Sapo Música



publicado por olhar para o mundo às 23:13 | link do post | comentar

Domingo, 05.02.12

Fernando Alvim recebe Medalha de Honra da SP

O músico Fernando Alvim, 76 anos, é homenageado segunda-feira pela Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) que lhe entregará a Medalha de Honra da cooperativa.


A cerimónia está marcada para as 18:30 no auditório Frederico de Freitas, no edifício-sede da SPA, à avenida Duque de Loulé, à Estefânia. Nota da SPA saleinta que esta é uma “forma de reconhecimento pelo seu trabalho de décadas ao serviço da dignificação da música portuguesa”. Na sessão, falarão, entre outros, o maestro António Victorino d'Almeida, a cantora Cristina Branco e o presidente da SPA, José Jorge Letria.

 

Fernando Alvim tem-se destacado no fado, mas o seu percurso evidencia referências do jazz e da bossa-nova. Nos últimos anos tem desenvolvido o projeto que há muito acalentava, intitulado “A Guitarra Portuguesa encontra o Jazz”.

 

Na sua autobiografia, o músico natural de Cascais conta o seu encontro com o fado e a guitarra clássica: “O fado entrou na minha vida aos 14 anos quando assisti a um espetáculo de fados ao vivo no Café Luso e ouvi pela primeira vez a Amália Rodrigues a cantar. O fascínio que senti levou-me a aprender a acompanhar fado à viola com um violista de Lisboa”.

 

Na sua infância Fernando Alvim tinha estudado violoncelo durante quatro anos mas garante no mesmo texto que cresceu “num meio que cultivava a música por gosto”. “Aos 23 anos adquiri na oficina do guitarreiro Joaquim Gracio, a guitarra que me viria a acompanhar pela vida fora. Uma guitarra fabricada em madeira de plátano na qual sobressaem os graves e que resistiu a diferenças climatéricas enormes devido às inúmeras viagens que pelo mundo fez”, conta.

 

Numa viagem ao passado Alvim recorda momentos históricos como os encontros com Carlos Paredes, Amália Rodrigues ou José Afonso, entre outros. “Foram inúmeras as gravações que fiz e todas elas especiais. Algumas inesperadas... Recordo um telefonema que recebi por volta das 23:00, do guitarrista Fontes Rocha, a pedido da Amália Rodrigues, para ir nessa noite gravar com ela um tema intitulado 'Formiga Bossa-Nossa' que era uma canção com o ritmo de bossa”, afirma.

 

“Todas as gravações que fiz com o Carlos Paredes tiveram também um cunho muito especial. As horas passadas em gravações nos estúdios da Valentim de Carvalho com o apoio do técnico de som Hugo Ribeiro foram inesquecíveis”, escreve o músico que lembra ainda as sessões com o extinto Ballet Gulbenkian. O músico recorda, por exemplo, uma viagem em 1964, durante a qual, devido a um furo, José Afonso compôs parte da sua peça “Grândola Vila Morena”.

 

“São 50 anos a acompanhar fados, canções”, disse à Lusa o violista e compositor que em setembro do ano passado lançou o duplo álbum, “Os fados e as canções do Alvim”, que conta com a participação, entre outros de Pedro Jóia, Camané e Cristina Branco. “É uma espécie de apanhado da minha vida artística, porque eu não tive tempo para me concentrar o suficiente para compor durante o tempo em que estava com os espetáculos, designadamente no estrangeiro”, disse à Lusa acerca do duplo CD, editado pela Universal Music.

 

Via Sapo Música



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