Letra
Sonho em como algures li
com ondas e mar maduro
e um fado que não vivi
num futuro
este destino traçado
é minha sina sem fim
não sou eu quem canta o fado
ele é que me canta a mim
é por isso que eu não quero
é amarra que não solta
minha boca, minha alma em desespero
e sempre volta
este destino traçado
é minha sina sem fim
não sou eu quem canta o fado
ele é que me canta a mim
Música e Letra: Dulce Pontes / Piano e Voz: Dulce Pontes / Guitarra Portuguesa: Marta Pereira da Costa
Letra
Quando Lisboa anoitece
como um veleiro sem velas
Alfama toda parece
Uma casa sem janelas
Aonde o povo arrefece
É numa água-furtada
No espaço roubado à mágoa
Que Alfama fica fechada
Em quatro paredes de água
Quatro paredes de pranto
Quatro muros de ansiedade
Que à noite fazem o canto
Que se acende na cidade
Fechada em seu desencanto
Alfama cheira a saudade
Alfama não cheira a fado
Cheira a povo, a solidão,
Cheira a silêncio magoado
Sabe a tristeza com pão
Alfama não cheira a fado
Mas não tem outra canção
Letra: Ary dos Santos
Música: Alain Oulman
Letra
Não encontrei a letra desta música
Música: Joaquín Rodrigo
Letra: Dulce Pontes

Letra
O fado nasceu um dia
Quando o vento mal bulia
E o céu o mar prolongava
Na amurada de um veleiro
No peito de um marinheiro
Que estando triste cantava
Ai que lindeza tamanha
Meu chão, meu monte, meu vale
De folhas, flores, frutas de oiro
Vê se vês terras de Espanha
Areias de Portugal
Olhar ceguinho de choro
Na boca de um marinheiro
No frágil barco veleiro
Cantando a canção magoada
Diz o pungir dos desejos
Do lábio a queimar de beijos
Que beija o ar e mais nada
Mãe adeus, adeus Maria
Guarda bem o teu sentido
Que aqui te faço uma jura
Que eu te leve à sacristia
Ou foi Deus que foi servido
Dai-me no mar sepultura
Ora eis que embora outro dia
Quando o vento nem bulia
E o céu o mar prolongava
A proa de outro veleiro
Velava outro marinheiro
Que estando triste cantava
Música: Alain Oulman
Letra: José Régio
Letra
Lua que brilha branca na manhã
Sobre o mercado dos melões de Ouro
Curiosa espreita as casas cor de rosa
À procura do nosso tesouro
O segredo a descobrir está fechado em nós
O tesouro brilha aqui embala o coração mas
Está escondido nas palavras e nas mãos ardentes
Na doçura de chorar nas carícias quentes
No brilho azul do ar uma gaivota
No mar branco de espuma sonoro
Curiosa espreita as velas cor de rosa
À procura do nosso tesouro
O segredo a descobrir está fechado em nós
O tesouro brilha aqui embala o coração mas
Está escondido nas palavras e nas mãos ardentes
Na doçura de chorar nas carícias quentes

Dulce Pontes compositora volta a musicar um poema de Fernando Pessoa como fez em 1996 com "O Infante". Precisamente do livro "Mensagem", publicado em 1934, extrai "Nevoeiro" poema universal, numa composição com um forte ritmo sincopado onde se unem em crescendo piano, concertina, trio de saxofones e percussão. A voz de Dulce Pontes é mais “dura” do que o habitual para esta inspirada composição que culmina epicamente com o verso “É a hora”.
Letra
A máquina dos discos
Engasgou-se emudeceu
A velha
ventoínha
Desistiu por fim
O tampo do balcão
Bebeu demais e adormeceu
A mobília resiste assim assim
O palco sujo boceja
O escarrador demitiu-se
Do
seu cargo infeliz
O strip-tease acabou há hora e meia
Mas ainda há um tanso a pedir bis
Un marinheiro
bêbado ressona em dó menor
Cansado de dançar um tango
arrasador
A tatuagem dedicada à mãe com muito amor
Não
se percebe bem perdeu a côr
E a loira platinada ainda
espera agastada
Que ele se decida
Deita-lhe o olho à
carteira
Há mais do que uma maneira de fazer pela vida
O gerente desperta do seu plácido torpor
Sem vencer
por completo a névoa cerebral
Avança en zigue-zague mira as
mesas em redor
E faz a depedida habitual
Ó malta toca
a andar
Ponham-se a cavar
Que já passa da hora de
fechar

A cerimónia de trasladação dos restos mortais do futebolista Eusébio vai ter atuações musicais por Rui Veloso e Dulce Pontes, anunciou hoje a Presidente da Assembleia da República, em comunicado.
O cortejo fúnebre de 3 de julho vai ter início às 15h15, com a saída da urna do antigo internacional português do cemitério do Lumiar em direção ao Seminário da Luz, onde vai decorrer uma missa privada.
Estádio da Luz, Campo Grande, praça Marquês de Pombal e alto do Parque Eduardo VII são os pontos seguintes antes de passagens pela sede da Federação Portuguesa de Futebol, Assembleia da República e, finalmente, a chegada ao Panteão Nacional, na Graça, previsivelmente pelas 19h00.
Dulce Pontes vai cantar "A Portuguesa" e o também antigo jogador de Benfica e da seleção portuguesa António Simões fará um elogio fúnebre. A presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, e o Presidente da República, Cavaco Silva, também vão discursar, seguindo-se duas canções interpretadas por Rui Veloso.
Cavaco Silva, Assunção Esteves e o primeiro-ministro, Passos Coelho, irão depois assinar o "termo de sepultura", por volta das 20h00, ouvindo-se novamente o hino nacional, executado pela banda da Guarda Nacional Republicana.
Na Assembleia da República vai estar patente a exposição "Portugal Eusébio", coorganizada pelo parlamento e o museu do Benfica Cosme Damião, entre 24 de junho e 31 de julho.
O projeto de resolução para conceder honras de Panteão Nacional a Eusébio da Silva Ferreira foi subscrito por todos os grupos parlamentares e aprovado por unanimidade, em 20 de fevereiro, cerca de um ano depois da sua morte.
Letra
Não encontrei a letra desta música
Dulce Pontes vai estar no Centro cultural de Belém a 7 e 8 de Janeiro e no Coliseu do Porto a 17 de Janeiro
Letra
Não é desgraça ser pobre,
não é desgraça ser louca:
desgraça é trazer o fado
no coração e na boca.
Nesta vida desvairada,
ser feliz é coisa pouca.
Se as loucas não sentem nada,
não é desgraça ser louca.
Ao nascer trouxe uma estrela;
nela o destino traçado.
Não foi desgraça trazê-la:
desgraça é trazer o fado.
Desgraça é andar a gente
de tanto cantar, já rouca,
e o fado, teimosamente,
no coração e na boca.
Letra
"Palhaços encapuçados" (Letra e Música: Dulce Pontes)
Palhaços encapuçados
Mais uma vez cá estou junto às profundezas
meu lado negro quando teima aqui ficar;
mexe e remexe
do figado às miudezas
todas as minhas certezas já mudaram de lugar;
Mais uma vez cá estou junto ao precipício,
na teimosia de em tudo encontrar sentido;
mas afinal, se o final não teve inicio
entre a virtude e o vício
onde é que vamos parar?
Larilolela, se eu soubesse o que ser hoje,
mas não aprendo
já estou em outro lugar
os meus ponteiros andam tão desorientados
relógios galvanizados
num eterno despertar!
Ai Deus, ai Deus, chega de falar de mim
os meus amores lá em cima do telhado
são tantas dores quantas dos partos que fordes
quantas sortes tendes hoje, quantas vidas, quantos fados?
Com os diabos, nada é o que parece
e o que padece mais tarde se recupera
e quem são estes palhaços encapuçados,
morcegos desorientados que não param de sugar?
Que maravilha, o primeiro já caiu
e muitos mais hão-de cair a seguir
porque o poder mata e esfola sem cessar
e não pertenece a ninguém
é do bombo popular!
letra
No teu poema
Existe um verso em branco e sem medida
Um corpo que respira, um céu aberto
Janela debruçada para a vida.
No teu poema
Existe a dor calada lá no fundo
O passo da coragem em casa escura
E aberta, uma varanda para o mundo.
Existe a noite
O riso e a voz refeita à luz do dia
A festa da senhora da agonia
E o cansaço do corpo que adormece em cama fria.
Existe um rio
A sina de quem nasce fraco ou forte
O risco, a raiva, a luta de quem cai ou que resiste
Que vence ou adormece antes da morte.
No teu poema
Existe o grito e o eco da metralha
A dor que sei de cor mas não recito
E os sonos inquietos de quem falha.
No teu poema
Existe um cantochão alentejano
A rua e o pregão de uma varina
E um barco assoprado a todo o pano.
Existe a noite
O canto em vozes juntas, vozes certas
Canção de uma só letra e um só destino a embarcar
O cais da nova nau das descobertas.
Existe um rio
A sina de quem nasce fraco, ou forte
O risco, a raiva e a luta de quem cai ou que resiste
Que vence ou adormece antes da morte.
No teu poema
Existe a esperança acesa atrás do muro
Existe tudo mais que ainda me escapa
E um verso em branco à espera... do futuro
Letra
__ Canção de embalar ___
Letra / música: Zeca Afonso
Dorme meu menino a estrela d'alva
Já a procurei e não a vi
Se ela não vier de madrugada
Outra que eu souber será p'ra ti
Outra que eu souber na noite escura
Sobre o teu sorriso de encantar
Ouvirás cantando nas alturas
Trovas e cantigas de embalar
Trovas e cantigas muito belas
Afina a garganta meu cantor
Quando a luz se apaga nas janelas
Perde a estrela d'alva o seu fulgor
Perde a estrela d'alva pequenina
Se outra não vier para a render
Dorme qu'inda a noite é uma menina
Deixa-a vir também adormecer
Quem dorme à noite comigo
É meu segredo,
Mas se insistirem, lhes digo,
O medo mora comigo,
Mas só o medo, mas só o medo
E cedo porque me embala
Num vai-vem de solidão,
É com silêncio que fala,
Com voz de móvel que estala
E nos perturba a razão
Gritar: quem pode salvar-me
Do que está dentro de mim
Gostava até de matar-me,
Mas eu sei que ele há-de esperar-me
Ao pé da ponte do fim.
Letra
Cheia de penas
Cheia de penas me deito
E com mais penas
E com mais penas me levanto
No meu peito
Já me ficou no meu peito
Este jeito
O jeito de te querer tanto
Desespero
Tenho por meu desespero
Dentro de mim
Dentro de mim o castigo
Eu não te quero
Eu digo que não te quero
E de noite
De noite sonho contigo
Se considero
Que um dia hei-de morrer
No desepero
Que tenho de te nao ver
Estendo o meu xaile
Estendo o meu xaile no chao
Estendo o meu xaile
E deixo-me adormecer
Se eu soubesse
Se eu soubesse que morrendo
Tu me havias
Tu me havias de chorar
Por uma lágrima
Por uma lágrima tua
Que alegría
Me deixaria matar
Letra
Agarro a madrugada
Como se fosse uma crian?a,
Uma roseira entrela?ada,
Uma videira de esperan?a.
Tal qual o corpo da cidade
Que manh? cedo ensaia a dan?a
De quem, por for?a da vontade,
De trabalhar nunca se cansa.
Vou pela rua desta lua
Que no meu Tejo acende o cio,
Vou por Lisboa, mar? nua
Que desagua no Rossio.
Eu sou a mulher na cidade
Que manh? cedo acorda e canta,
E por amar a liberdade,
Com a cidade se levanta.
Vou pela estrada deslumbrada
Da lua cheia de Lisboa
At? que a lua apaixonada
Cresce na vela da canoa.
Sou a gaivota que derrota
Todo o mau tempo no mar alto.
Eu sou a mulher que transporta
A mar? povo em sobressalto!
E quando agarro a madrugada,
Colho a manh? como uma flor
? beira m?goa desfolhada,
Um malmequer azul na cor,
O malmequer da liberdade
Que bem me quer como ningu?m,
O malmequer desta cidade
Que me quer bem, que me quer bem.
Nas minhas m?os a madrugada
Abriu a flor de Abril tamb?m,
A flor sem medo perfumada
Com o aroma que o mar tem,
Flor de Lisboa bem amada
Que mal me quis, que me quer bem.
Letra
O tambor a tocar sem parar,
um lugar onde a gente se entrega,
o sour do teu corpo a lavar a terra.
O tambor a tocar sem parar,
o batuque que o ar reverbera,
o sour do teu rosto a lavrar a terra.
Logo de manhãzinha, subindo a ladeira já,
já vai a caminho a Maria-Faia,
desenhando o peito moreno um raminho de hortelã,
na frescura dos passos a etrerna paz do Poeta.
Azinheiras de ardente paixão
soltam folhas, suaves, na calma
de teu fogo brilhando a escrever na alma.
Uma pena ilumina o vier
de outras penas de esperança perdida,
o teu rosto sereno a cantar a vida.
Mil promessas de amor verdadeiro
vão bordando o teu manto guerreiro,
hoje e sempre serás o primeiro canto!
Ai, o meu amor era um pastor, o meu amor,
ai, ninguém lhe conheceu a dor.
Ai, o meu amor era um pastor Lusitano,
ai, que mais ninguém lhe faça dano.
Ai, o meu amor era um pastro verdadeiro,
ai, o meu amor foi o primeiro.
Estas fontes da nossa utopia
são sementes, são rostos sem véus,
o teu sonho profundo a espreitar dos céus!
Mil promessas de amor verdadeiro
vão bordando o teu manto guerreiro,
hoje e sempre serás o primeiro canto!
Letra
Não encontrei a letra desta música
Letra
Por dentro um do outro
caminham os amantes
desenham com seus pés
novas rotas navegantes
Por baixo o imenso mar
que nos naufrague o amor
num fado-povo
renasce em liberdade
no canto do poeta
que morreu
As folhas,
as folhas voam
num leito de bruma
mas se a terra não fosse tão doce
onde moram os amantes
por fim
ombro em ombro nús
Por dentro um do outro
caminham os amantes
desenham com seus pés
novas rotas navegantes
Por baixo o imenso mar
que nos naufrague o amor
num fado-povo
renasço em liberdade
e em pleno voo
navego feita em espuma
Letra
A Júlia Galdéria
Viveu na miséria
Foi ela a culpada,
Marido não tinha
Vivia sozinha
Ali na lançada.
Vivia contente
Olhava para a gente
Com ar de chalaça,
E tudo o que tinha
Uma garrafinha
Da velha cachaça!
A Júlia Galdéria,
Um dia morreu,
Foi a Taberna do Cinco
A que mais sofreu...
Oh Júlia Galderia,
Tua triste história!
Mas eu não estou esquecido
E tenho bebido
Em tua memoria!
Caías aqui
Caías ali
E punhas-te em pé,
Pelo S. Martinho
Bebias bom vinho
E bom agua pé!
Júlia malcriada,
Estás alcoolizada,
É esse o mistério!
Vazaste o baril,
Esticaste o pernil,
Foste parar ao cemitério..
Letra
Era o amor
Que chegava e partia
Estarmos os dois
Era um calor, que arrefecia
Sem antes nem depois
Era um segredo
Sem ninguém para ouvir
Eram enganos e era um medo
A morte a rir
Dos nossos verdes anos
Foi o tempo que secou
A flor que ainda não era
Como o outono chegou
No lugar da primavera
No nosso sangue corria
Um vento de sermos sós
Nascia a noite e era dia
E o dia acabava em nós
Letra
Que amor nao me engana
Com a sua brandura
Se da antiga chama
Mal vive a amargura
Duma mancha negra
Duma pedra fria
Que amor nao se entrega
Na noite vazia?
E as vozes embarcam
Num silêncio aflito
Quanto mais se apartam
Mais se ouve o seu grito
Muito à flor das àguas
Noite marinheira
Vem devagarinho
Para a minha beira
Em novas coutadas
Junta de uma hera
Nascem flores vermelhas
Pela Primavera
Assim tu souberas
Irma cotovia
Dizer-me se esperas
Pelo nascer do dia
Letra
Senhora, senhora do Almortão
Senhora do Almortão
Ó minha linda raiana
Virai costas a Castela
Não queirais ser castelhana
Senhora, Senhora do Almortão
Senhora do Almortão
A vossa capela cheira
Cheira a cravos cheira a rosas
Cheira a flôr de laranjeira
Senhora, senhora do Almortão
senhora do Almortão
Eu p'ró ano não prometo
Que me morreu o amor
Ando vestida de preto
Letra
Às vezes, em sonho triste
Nos meus desejos existe
Longinquamente um país
Onde ser feliz consiste
Apenas em ser feliz.
Vive-se como se nasce
Sem o querer nem saber.
Nessa ilusão de viver
O tempo morre e renasce
Sem que o sintamos correr.
O sentir e o desejar
São banidos dessa terra.
O amor não é amor
Nesse país por onde erra
Meu longínquo divagar.
Nem se sonha nem se vive:
É uma infância sem fim.
Parece que se revive
Tão suave é viver assim
Nesse impossível jardim.
O tempo morre e renasce
Sem que o sintamos correr.
O sentir e o desejar
São banidos dessa terra.
O amor não é amor
Nesse país por onde erra
Meu longínquo divagar.
Letra
I woke and you were there
beside me in the night.
You touched me and calmed my fear,
turned darkness into light.
I woke and saw you there
beside me as before.
My heart leapt to find you near
to feel you close once more.
To feel your love once more.
Your strength has made me strong.
Though life tore us apart
and now when the night seems long
your love shines in my heart
Your love shines in my heart.
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