Sábado, 28.02.15

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Mísia apresenta o álbum “Delikatessen Café Concerto”, acompanhada apenas pelo maestro e pianista Fabrizio Romano, no dia 6 de março, no Theatro Circo, em Braga, no dia 7, no Teatro Municipal da Guarda e, no dia seguinte, no Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima.

O álbum “Delikatessen Café Concerto” foi editado no final de 2013, em Portugal, Espanha, França e Argentina.

A cantora, natural do Porto, já apresentou este disco em Lisboa, Faro e em várias cidades de Espanha, Chile, Brasil, Argentina e, segundo a sua produtora, tem agendadas apresentações em Berlim, nos dias 14 e 15 de março, e em Paris, em abril.

"Rasto do infinito", de Tiago Torres da Silva e Miguel Ramos, é o único tema inédito deste álbum que inclui ainda canções em espanhol e francês, como "Agua que nos has de beber", que Sara Montiel interpretou no filme "La Violetera" (1958), e "Chanson d'Hélene", originalmente interpretada por Romy Schneider e Michel Piccoli, no filme "Les choses de la vie" (1970).

O alinhamento inclui "Estación de Rossio", canção que Juanita Cuenca interpretou como "atração internacional" na revista "Agora é que são elas", que esteve em cena no Teatro Capitólio, em Lisboa, em 1953.

 

Retirado do Sapo Música



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Segunda-feira, 12.05.14

Mísia leva «Delikatessen Café Concerto» à América do Sul

Mísia inicia esta semana uma digressão pela América do Sul de apresentação do seu mais recente álbum, “Delikatessen Café Concerto”, editado no final do ano passado.

 

O disco é “um menu de canções” que inclui dois fados, disse Mísia à Lusa em outubro passado, quando o álbum foi lançado, qualificando-o como “um milagre”, graças ao apoio conseguido através do Facebook.

 

Na próxima quinta-feira Mísia atua no Teatro Nescafé das Artes, em Santiago do Chile, e no sábado no Teatro Coliseo, em Buenos Aires, sendo a segunda vez na sua carreira que atua nesta sala. Esta digressão, salientou à Lusa a intérprete, é um regresso a cidades onde já atuou, por exemplo, a primeira vez que cantou na Argentina foi em 2005. Nos dias 20 e 21, acompanhada ao piano pelo maestro Fabrizio Romano, com o qual gravou o disco, Mísia canta no SESC Vila Mariana, em S. Paulo, no Brasil.

 

Mísia definiu este álbum como “um disco de interior de cabaret, que nasceu num momento de medo da crise e dos resultados da crise”. O disco inclui apenas um tema inédito, “Rasto do infinito”, de Tiago Torres da Silva e Miguel Ramos, e várias canções, em espanhol, francês e português, como “Agua que nos has de beber”, que Sara Montiel interpretou no filme “La Violetera” (1958), e “Chanson d’Hélene”, originalmente interpretada por Romy Schneider e Michel Piccoli, no filme “Les choses de la vie” (1970).

 

“Delikatessen Café Concerto”, cujo alinhamento inclui “Estación de Rossio”, canção que Juanita Cuenca interpretou como “atração internacional” na revista “Agora é que são elas”, que esteve em cena no Teatro Capitólio, em Lisboa, em 1953, é editado este mês na América Latina pela Acqua.

 

Natural do Porto, Mísia estreou-se discograficamente em 1991, com um álbum em que gravou temas de Frederico de Brito, José Niza, José Carlos Ary dos Santos e Carlos Paião, entre outros. Ao longo da carreira a intérprete tem recebido várias distinções, entre as quais o Prémio Charles Cros, da Academia francesa do Disco, e o Prémio Internacional da Fundação Amália Rodrigues.

 

retirado do Sapo Música



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Domingo, 13.10.13

O milagre de Mísia é um disco novo que não é de fado mas do coração

Delikatessen - Café Concerto é o novo álbum de Mísia. Chegou às lojas na semana passada com a ajuda de fãs e de alguns músicos, como Iggy Pop ou The Legendary Tiger Man, que deram vozes a alguns temas.

É no fado que Mísia se distingue mas quem a conhece sabe que não é mulher de uma só área. “Tenho dificuldade em ser una, sou várias”, diz-nos a cantora, que apresentou há dias o seu mais recente trabalho, Delikatessen - Café Concerto. Um álbum onde Mísia partilha a sua música com nomes conhecidos como Iggy Pop, The Legendary Tiger Man, Melech Mechaya ou Dead Combo. Fados, esses, apenas dois entram no disco.

 

Delikatessen - Café Concerto é por isso um trabalho especial. Não só por estas colaborações, como também pela forma como foi feito. Mísia queria trabalhar num novo disco mas deparou-se com as dificuldades que uma crise económica impõe. Sozinha não conseguiria, pelo menos tão cedo, lançar um novo disco e por isso pediu ajuda na sua página do Facebook. A resposta foi surpreendente e o resultado está à vista. O disco chegou às lojas há uma semana.

 

“Vivemos numa grande crise e pensei que se isto continua assim um dia o frigorífico vai estar vazio”, diz a cantora, explicando a ideia original do disco, que define como uma “refeição caótica”, onde podemos saborear algumas das músicas de que mais gosta. “Pensei em comer as minhas canções, ou seja, em fazer um menu das minhas canções que é um bocado como eu como. Eu como de uma maneira impulsiva, posso começar por uma coisa doce e depois comer a sopa”, continua Mísia, que na terça-feira à noite no Restaurante Buenos Aires cantou algumas destas músicas.

 

O que aconteceu, conta Mísia, foi que deu para adopção 13 músicas. “Parece estranho mas limitei-te a perguntar no Facebook quem é que queria adoptar estas canções que iam entrar no disco”, explica. O que Mísia pedia na verdade era que cada pessoa ajudasse na produção de cada canção. “E de repente não faltaram pessoas. É nos momentos de crise que também sobressai o melhor de nós, é por isso que para mim este é um disco com muito coração.”

 

Também os músicos com quem colaborou participaram “generosamente”. “É um milagre”, diz. E talvez por isso Mísia se tenha entregado em Delikatessen - Café Concerto a uma experiência sónica. “Quem ouvir este disco vai perceber que ele é o meu universo. Tenho dificuldade em ser una, sou muitas. Não é preciso escolher entre uma coisa e outra. Prefiro antes uma coisa e mais outra e mais outra.”

 

Daí a diversidade do o álbum, que inclui apenas um inédito – Rasto do infinito, um poema de Tiago Torres da Silva. “Este menu são canções que normalmente não canto”, conta, destacando então os nomes com quem gravou o disco. Com os Melech Mechaya, Mísia já tinha colaborado no passado no disco da banda e por isso “este foi o caminho natural”. O mesmo aconteceu com a brasileira Adriana Calcanhoto. Dos Dead Combo diz-se uma “fã total e incondicional”, o Paulo Furtado, ou The Legendary Tiger Man, foi dos primeiros em quem pensou chamar para o disco. E depois há ainda o mexicano Ramón Vargas e o dinossauro americano Iggy Pop, com quem Mísia gravouChanson D'Hélène, música original do filme de 1970 Les choses de la vie, cantada por Romy Schneider e Michel Piccoli.

 

“Não somos amigos, temos o mesmo agente. Eu propus esta música, que para mim é muito interessante, e ele aceitou”, explica a cantora, para quem o resultado final do disco é muito cinematográfico e kitsch. “Há músicas aqui que descobri por acaso”, conta, exemplificando com Estación de Rossio. “Ia na rua do alecrim e passei numa loja de antiguidades onde vi uma caixa que dizia telegramas. Fui ver o que havia e encontrei alguns telegramas de artistas espanhóis que vinham cá nos anos 50”, recorda Mísia. “Fui ao Google ver algumas daquelas referências e descobri uma cantora que se chama Juanita Ruenca que tinha gravado uma canção muito bonita, a Estación do Rossio[música que pode ser ouvida neste álbum].”

 

Depois desta apresentação, quase em ambiente familiar, Mísia parte para Espanha. Vai apresentar Delikatessen - Café Concerto no dia 18 no El Molino, em Barcelona, um lugar que bem conhece. “Foi onde a minha avó, a minha mãe e eu trabalhámos e por isso, como este trabalho é especial, apeteceu-me voltar às raízes”, explica.

 

Para Portugal ainda não há datas mas está a ser preparada uma digressão que deverá acontecer “no final do ano ou no início do próximo”.

 

 

CLÁUDIA CARVALHO 

 

Retirado do Público



publicado por olhar para o mundo às 19:54 | link do post | comentar

Quarta-feira, 09.10.13

Mísia diz que o seu novo álbum é «um milagre»

Mísia apresenta o seu novo álbum, “Delikatessen - Café Concerto”, como “um menu de canções” que inclui dois fados, e qualifica-o de “um milagre”, graças ao apoio conseguido através do Facebook.


O álbum, que é editado esta semana, inclui apenas um tema inédito, “Rasto do infinito”, de Tiago Torres da Silva e Miguel Ramos, e várias canções, em espanhol, francês e português, entre elas uma homenagem a Tony de Matos, de cujo repertório canta "Só nós dois é que sabemos".

Em declarações à Lusa, Mísia afirmou estar “muito orgulhosa” do álbum, porque ele “significa que em tempos de crise se viu o coração das pessoas, pois foi adotado através do Facebook.

 

“Eu pus este álbum em adoção na minha página do Facebook - https://www.facebook.com/misia.fado?ref=ts&fref=ts -, onde escrevi quem queria adotar uma canção, e disse mesmo, 'preciso de pais e mãe adotivos', e para espanto meu comecei a ter transferências de pessoas que nunca tinha visto para a minha conta bancária, foi uma coisa maravilhosa, e pagou um quarto do disco”, contou.

 

“Eu nunca pensei tanta adesão”, reconheceu a cantora que prefere esta forma de cativação financeira a outras como o “call funding”, que qualificou como “mais impessoal”.

 

Justificando a adesão dos “misianos”, pessoas que seguem atentamente a sua carreira, no apoio à produção do álbum, Mísia afirmou: “as pessoas sabem que eu não minto, que é tudo verdade, faço tudo de forma muito autêntica”. “Este é mesmo um disco da crise, pois até os artistas convidados participaram graciosamente”, disse.

 

Neste álbum em que Mísia recria canções como “Cha, cha, cha em Lisboa” (Artur Rineiro/Ferrer Trindade), registam-se as participações especiais de Iggy Pop, The Legendary Tiger Man, Melech Mechaya, Dead Combo, Ramón Vargas e Adriana Calcanhoto. “Cada um dos convidados resultou de cruzamentos, artistas com os quais partilho universos, de quem gosto, que conheço”, disse.

 

No álbum “só há dois fados, um que canto à Piazzola, o ‘Fado do Ciúme’, do repertório de Amália Rodrigues, e 'Rasto do infinito’ que canto como se fosse música barroca”.

 

O tema "Rasto Infinito” será “o início de uma boa colaboração com Tiago Torres da Silva, que se inspirou num altar com muitos santos que tenho em casa, apesar de ser agnóstica”, contou.

 

Entre os vários temas escolhidos, Mísia destacou o que interpreta com Iggy Pop, “Chanson d’Hélene”, a única canção que adotou. Este tema foi originalmente interpretado por Romy Schneider e Michel Piccoli no filme “Les choses de la vie” (1970).

 

Da área cinematográfica surgem outros temas, como “Agua que nos has de beber” que Sarita Montiel interpretou no filme “La Violetera” (1958).

 

Do alinhamento de “Delikatessen - Café Concerto” faz parte “Estación de Rossio”, canção que Juanita Cuenca interpretou como “atração internacional” na revista “Agora é que são elas”, que esteve em cena no Teatro Capitólio, em Lisboa, em 1953.

 

Referindo-se às escolhas do álbum, Mísia afirmou que projetou “um menu fantástico de canções, que têm um toque bastante kitsch e cinematográfico”

.

Mísia fará a primeira apresentação deste álbum que definiu como “um disco de interior de cabaret, que nasceu num momento de medo da crise, dos resultados da crise”, no dia 18 no El Molino, em Barcelona.

 

Retirado do Sapo Música



publicado por olhar para o mundo às 12:49 | link do post | comentar


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