Segunda-feira, 29.08.16

 

Letra

 

What are you here for?
I'm here to kill you

Hey!
Existe um policia adormecido dentro de cada um de nós,
E ele deve ser abatido
Morre um no Cerco, morre outro em Aldoar
É tempo de perguntar o que é se tá a passar
Há abuso da autoridade,
Brutalidade, nas rusgas aos bairros sociais da cidade
Agentes intimidam inocentes com cacetetes
Dealers despejam droga nas retretes
Agua! Agua!
Soam as sirenes
Vem um carro dos judites, vem um carro do INEM
Rusga, pé na porta, bófia vasculha
Não importa, se é gente boa ou pulha
Força bruta, seja guna ou puta
Tudo em fila, pia fino ou ainda levas com a batuta
Geninhos sem cabeça, decapitam a presa
Matam com tinto a sede de violência
Passam multas, enquanto mulheres ficam viúvas
Tão nas calmas, enquanto ressacas roubam casas
É só fachada, corrupção organizada
Porque o maior furto, é o do polícia corrupto
São os guardas prisionais que levam o produto
Quem foi dentro também tem acesso a tudo
Putos injectam na penitenciária
Gajos de pasta ficam em domiciliária
A rua não tem medo, da retaliação
Para cada acção, existem a reacção

Agimos motivados pelo medo
Desta nova babilónia, a bófia
Agimos motivados pelo medo
Podes vê-los bem cedo
Engole em seco

Não queremos
Mas raiva é o nosso estado mental
Pois vivemos numa sociedade policial
Prejudicial, à saúde emocional
Condenam os nossos crimes
Cometem outros muito piores
E quem se safa?!
Quem tem a massa
Menores são detidos
Por pequenos delitos
Numa instituição de correcção
Será que a punição levará a algum lado
Sairá curado ou mais revoltado
Não deposito confiança em distintivos nem fardas
Somos instintivos eles andam atrás de indivíduos
Pacíficos, que rolam o cachimbo da paz
Em prol ...
São o real inimigo
Invadem bairros e guetos
Fazem guerras entre brancos e pretos
Gajos sem escrúpulos, dos mais corruptos
enfaixam-nos mas nós não baixamos os punhos

Agimos motivados pelo medo
Desta nova babilónia, a bófia
Agimos motivados pelo medo
Podes vê-los bem cedo
Engole em seco

 



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Domingo, 28.08.16

 

Letra

 

Nós Temos
Nós Vamos
Tentamos
Criamos

Nós Temos
Nós Vamos
Tentamos
Criamos

Houveram tempos frios e nós sozinhos
A fundação no mundo dealema 5
Durante tempos e momentos mais escuros
Iluminados por abraços puros
Familiares e amigos, críticas ou elogios
Aprendemos com tudo aquilo que foi dito
Multiplicamos tudo o que sentimos por isto
E dividimos tudo em corações no infinito
O sentimento é mutuo quando utilizamos palcos
Um sincero obrigado, pelos vossos aplausos
Cada sorriso, cada olhar, cada brilho
Vou para o eterno quando a morte for comigo
Temos orgulho naquilo que somos
Para onde vamos não sabemos
Mas irão haver muitos encontros
Nova Gaia, Invicta estandarte da vida
Respiramos juntos em cantos de alegria


Nós Temos
Papeis definidos na sociedade
Nós Vamos
Elevar a juventude
Tentamos
Dar-vos uma identidade
Criamos
Música com atitude

Nós Temos
Papeis definidos na sociedade
Nós Vamos
Elevar a juventude
Tentamos
Dar-vos uma identidade
Criamos
Música com atitude


Vocês são a razão principal
Pela qual
Batalhamos diariamente
Porque atrás vem sempre gente
Do litoral ao interior
Vamos a todo o vapor
Não poupamos em esforços para partilhar o valor
Entre B-Boys e MC's
Writers e DJ's
Latas e vinyls
Canetas gastas e rascunhos de papeis
Nós mantemo-nos fiéis desde 96
Incentivando putos como mandam as leis
Mano sei que nos sentes tambem te sentimos por perto
Vemos em ti o reflexo imenso deste projecto
Nós somos tantos
E ao mesmo tempo tão poucos
Porque ainda há quem insista fazer menos e ser mais que os outros
É fodido enfrentar este fogo agressivo
Senão fosses do deserto eu nem estaria vivo
Podes contar comigo tamos juntos nesta guerra
Na paz, e na alegria e na tristeza
É uma merda
Porque Deus quando parte
É para todos igual
Não cabe a homem nenhum
Decidir o nosso final
Vamos em frente
Rumo ao sol nascente
Em busca de boa gente
Antes que o cinzento na cidade se torne permanente
Quem nos tentar dividir não deve tar consciente
Das graves consequências que isso acarreta para a mente
Nós construímos o futuro no presente
Dealema está de volta com a mesma cara de sempre


Nós Temos
Papeis definidos na sociedade
Nós Vamos
Elevar a juventude
Tentamos
Dar-vos uma identidade
Criamos
Música com atitude

Nós Temos
Papeis definidos na sociedade
Nós Vamos
Elevar a juventude
Tentamos
Dar-vos uma identidade
Criamos
Música com atitude


Esta vai para todos os que acreditaram em nós
Para todos os que nunca nos deixaram sós
Para quem se sente representado pela voz de Dealema
Vossos advogados de defesa
Para vocês pego na caneta e escrevo esta letra
Temos a vossa confiança não dizemos treta
Selo de garantia para quem nos inspira
Obrigado pelo apoio, respeito e simpatia
Pela comparência nos concertos e ovações
Estas rimas são dos nossos para os vossos corações
Como agradecimento, pelo reconhecimento
O nosso suor em prol do movimento
O vosso amor engole os maus momentos
Damos tempo ao tempo cientes do nosso talento
Desculpem a demora não estava na hora
Tivemos a limar as arestas até agora

Nós Temos
Papeis definidos na sociedade
Nós Vamos
Elevar a juventude
Tentamos
Dar-vos uma identidade
Criamos
Música com atitude

Nós Temos
Papeis definidos na sociedade
Nós Vamos
Elevar a juventude
Tentamos
Dar-vos uma identidade
Criamos
Música com atitude

Mano best, caveira, mota e destruidor
Juntos ou separados espalhamos amor
Aldoar, Ramalde e Fonte da Moura, grande onda
No bairro todo o sonoro bomba
Obrigadão Quebrantões, marquês, ratos do beco
Sem vocês não curtia tanto os concertos
Saudações gente da grande Lisboa
Quando vamos aí oh mano é grande loucura
Pessoal de Gaia e Beira Rio
Esta corja não se ensaia tem outro brilho
Pó ppl de Espinho, Viseu e Matosinhos
E todos os sítios onde somos bem acolhidos
Um abraço pardelhas, Alentejo, Geração do Algarve
No Verão tragam uma grade
Movimento hardcore activista
Porto arredores e lisa longa vida
Custóias e Senhora da Hora
Todos os que tão de saco hey
Aguentem o barco
Para a minha mãe, minha avó e meus dois irmãos
E toda a gente aí fora que está no coração
Toda a gente aí fora que luta a opressão
E toda a gente aí fora que está no coração
Toda a gente aí fora que luta a opressão
Vocês sabem quem são

 



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Letra

 

Eu vi-te crescer mano tal e qual me vis-te a mim
Se estas ruas falassem contava uma história sem fim
Do centro ao jardim ou no liceu onde tudo começou
Recordo a imagem na face, tudo o que nos ajudou
14, 24 uma decada de inéditos passada no escuro sem receber créditos
por entre prédios, bairros e monumentos bizarros
quais instintos sao à prova colocados, nós
sobrevivemos algures entre o paraíso e o inferno
numa cidade cinzenta onde todo o ano é inverno.
vemos crescer como uma arvóre bem forte
germinada a partir de uma semente do norte.
Espansão geográfica
Comitiva dilemática
A simplicidade é táctica
Da verdade posta em práctica
Existe, muita gente ingrata, pouca gente honesta
Que desconhece as consequências de metade do que manifesta

REFRÃO:
Esta é p'ra todos, os meus verdadeiros amigos
Esta é p'ra todos, que estiveram lá quando foi preciso
Esta é p'ra todos, aqueles que acreditaram em nós
Os mesmos que nunca nos deixaram sós

Frio gélido, cenário de cerrado nevoeiro
Tabuleiro superior, Ponte D.Luiz I
Até ao minuto derradeiro, Nova Gaia, Porto
No coração, na alma, na mente, no meu corpo
Sonhos por concretizar, fazem-nos rimar
É a nossa vida, vamos ganhá-la custe o que custar
Temos cegos, surdos e mudos famintos
Do alimento p'ra alma que nós distribuímos
Elevamos a mentalidade em saltos quânticos
Invocando a liberdade nos nossos cânticos
Pesados como fardos, de responsabilidade
Que carregamos nas costas desde tenra idade
Crianças da cidade embriegadas em sonhos
Lembranças do passado hoje inundam-me os olhos
Enquanto mentes pobres, lançam boatos podres
Orgulho-me de nos ver lutar por causas nobres

REFRÃO

Eles ñ acreditavam numa segunda vinda fora de tempo
Pa moda antiga, mas ñ podem fechar a saída
Com mil chaves todas as oportunidades, vê-se muitas celebridades
Com escassas capacidades
Hoje em dia, podes crer é isso o que mais gira
Muita beleza em torno de uma cabeça vazia
Incapaz de entender o habitat no qual se encontra inserido
Ou incapaz de decifrar dois parágrafos de um livro
Mano ñ tenho mais que a escolaridade obrigatória
Mas a diferença de consciência entre nós é notória
Tens a memória curta com uma experiência na luta
Ou até mesmo na vida e de quem será a culpa
Da inociência que permanece após a adolescência
Que ñ permite olhar o mundo com a devida transparência
Tens de ser mestre do teu próprio templo
E com o tempo serás o próximo a dar o exemplo

REFRÃO
2x

 



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Sábado, 27.08.16

 



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Sexta-feira, 26.08.16

 

Letra

 

A nossa força vem do poço do sentimento
Jorra os jactos em espirais do conhecimento
Os matadores espirituais vão abrir terreno
Galopamos mais velozes que o pensamento(2x)

Tempestade mental porta fechada
Declaro aberta a sessão de escrita encriptada
Ideias brotam como água de uma fonte
Versos para além das margens da linha do horizonte
5 passaportes destes para outro mundo
Apertem os cintos partimos dentro de 1 segundo
Reina a magia negra nesta terra do real
Somos peritos em espionagem espiritual
Calmos com a força de um desastre natural
Chuva torrencial ciclones no vendaval
Somos uma espécie rara neste reino animal
Que na sociedade equivale a um baixo número percentual
Arquitectos no campo do audiovisual
Versos pragmáticos no seio conflitual
Desce do pedestal e foca o essencial
Independentemente da tua clausula contratual

A nossa força vem do poço do sentimento
Jorra os jactos em espirais do conhecimento
Os matadores espirituais vão abrir terreno
Galopamos mais velozes que o pensamento

Estação espacial
Aterragem mental
A minha actividade cerebral é paranormal
Escrevemos na pele antes que o tempo congele
Dlm tesouro subterrado na neve
5º anjo de taça na mão
Imagino-me a derramar julgamento em destruição
A grande tribulação que eu antevejo
A sobrevoar o campo dos escravos de desejo
Nasci para ser escritor
A minha imaginação é um poço onde extraio o terror
Enveneno-me com tinta traço linhas de dor
Do amor ao veneno do veneno ao amor
Mais profundo que o sono profundo
Um pensamento é um flash um universo um nano-segundo
O teu ritmo cardíaco está fora de tom
Reanimação do microfone ao teu coração

A nossa força vem do poço do sentimento
Jorra os jactos em espirais do conhecimento
Os matadores espirituais vão abrir terreno
Galopamos mais velozes que o pensamento (2x)

Temos a fé inabalável como as 7 marés
Voltamos sempre contra a maré não arredamos pé
Rdc representa a raiva de cristo
E este vendilhões do tempo nunca viram nada disto
Caminhamos por entre a grande tribulação
Até ouvir as mil trompetas do armagedão
Coros de mil vozes assombram esta canção
Mil corvos espalham a praga pela multidão
Estes versos voam longe como os pássaros da morte
Passo a passo criamos um exercito ainda mais forte
Não há nada de banal nestes sentimentos
A nossa obra é imortal através dos tempos
Reconhece os teus mestres ainda vais a tempo
Escondes a emoção vais rebentar por dentro
Não me encontras na manifestação pacifica
Nas mãos de deus sou uma arma de destruição massiva

A nossa força vem do poço do sentimento
Jorra os jactos em espirais do conhecimento
Os matadores espirituais vão abrir terreno
Galopamos mais velozes que o pensamento

O exército do povo é forte como um titã
Para enfrentar face a face leviatã
As batalhas que travamos são por um amanhã
Sem paraísos fiscais dos ministros de satã
Acedemos a outras dimensões como um xamã
Acordamos multidões a música é o talismã
Contra a grande ilusão das montras da ansiedade
Das gigantes catedrais do consumismo da cidade
Colapso económico é inevitável
A jarra foi quebrada a peste é incontrolável
Cavaleiros do apocalipse avançam na esfera
Convertem mortos vivos no exército da fera
Promovem guerra, separação e ganancia
Trazemos paz união fim da ignorância
Por entre nuvens de fumo ciclones e vagas
Os paladinos avançam à frente das massas

 



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Terça-feira, 23.08.16

 

Letra

 

Não sou teu servo
Se não entendem o que escrevo
Não tenho culpa
Marca consulta filho da puta
Chavalo eu dou-te um chapo e fotografo
Dou-te o segundo chapo e fotografo, toma fiz-te um gif animado
Entra na carrinha, é um rapto, és levado ao ponto mais alto do teu fracasso
Dj empurra o gajo montanha abaixo
2º piso escola de esgrima vírgula a vírgula
Triplo 6 tatuado na piça a tinta-da-china
Andamos escondidos no fabrico do sonoro
Mais fodidos, mais ruídos, despedimos otorrinos
Avisa os teus amigos, trazemos explosivos
Somos hardcore como 70 quilos presos nos mamilos
Se eu estiver a mentir ponham o braço no ar
Quem não ouvia dlm, mano, começou a rimar
Um, dois, um, dois, teste som, podes cantar
Mas fala pra piroca que os colhões já estão a gravar.

Trazemos carga emocional demasiado pesada
Como pianos de cauda que caem de altura elevada
Estilo sombrio, como a noite escura da alma
Sente-se o frio da desolação, não há vivalma
São correntes de pensamentos como torrentes de lava
Ninguém nos trava, ninguém nos cala, ó moço cava
A tua cova, ninguém nos dobra é dealema
Na manobra, lançamos-te a nossa anátema
Tinta venenosa que entra via intra-venosa
No sistema, de forma extremamente dolorosa
Ficas congelado, empedernido como gárgula
Usado como lição de moral na nossa fábula
Crápula, nem tentes decalcar a fórmula
Não é nada agradável o estilhaçar da rótula
Nós somos mais que muitos, tu és só uma partícula
Motivo de chacota com essa pose ridícula

Dealema bate mais que coca, a tua cara cora, ficas todos fora
E agora, o que é que vais fazer quando eu for embora?
Rebobino de volta, a voz da revolta
Soltas faíscas em pistas perigosas, precisas de escolta
Nós alastramos por guetos urbanos
Direitos humanos
Enquanto adoras, fazemos obras
Pisamos cobras, não nos dobras, temos manobras
Cavas a tua própria cova a defrontar o pentágono
Esmago, mc's como um maço de tabaco vazio
Tenho substância no compasso, nunca vacilo
Vendidos são atingidos por realidade
5 indivíduos em alta fidelidade
Eu entro, em qualquer bairro ou gueto e nunca cedo
Não tenho medo, tenho respeito pelo meu povo, eu escrevo
Não vale a pena interferirem
Pagam com a pena de vida se insistirem
Não há saída…

Não vale a pena, temos pena no vale
Tudo pentagonal, fractura da coluna vertebral
Lexicalmente, à frente, vocalmente
Liricalmente, sempre, universalmente
Eu junto léxico e disléxico, sem comércio numérico
Lição de inquérito a editoras falidas sem crédito
Tu em débito chama-me inédito, imperfeito, como o pretérito
Na batalha sem medalhas de mérito
Sem porte atlético ou esquelético
(?????) genético, o meu direito é assimétrico
Sou genérico, acessível sem médico
Analgésico, frenético, épico no valor ético
Poético, feto céptico, filho de epiléptico
Tu és patético, corte no paramétrico
Discurso profético, o futuro é hipotético
Hoje chamam-me técnico, galileu ou copérnico

 



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Letra

 

Poucos seriam os que teriam coragem de dar a vida por uma causa perdida
Ainda mais raro são os que tem mérito reconhecido pela sua audácia
Isto é uma menção honrosa a todos aqueles que dedicaram a sua existência à garantia da sobrevivência do próximo

Tinha uma das mãos na arma
A outra na cabeça
Decidiu abandonar a sua própria existência
Tantos anos de luta, labuta,
Anti-depressivos na gaveta em cima de uma pilha de livros, resignado
Sem nenhuma dignidade
Num quarto degradado na baixa da cidade
Poeta visionário com rima sublime
O seu pai tinha sido assassinado pelo regime

Acende um cigarro, sentado,
Ex-combatente no braço tatuado
E pensa, já não vale a pena lutar
Relembra num poema
A sua mãe a olhar no vazio
Dois filhos para criar, a chorar o seu amor não iria voltar
Mas a realidade voltou, a dor apertou o coração e foi então que o gatilho acertou

Chamem me teimoso, obstinado persistente
Caio e levanto-me obcecado resistente
Sinto um certo magnetismo pelo abismo
Cerro os punhos lanço golpes de exorcismo
Os demônios interiores permanecem vivos
Tenho que os manter latentes, adormecidos
Continuo suspenso na ponte do rio sem margens
Com visões de um futuro passado em miragens

Param os relógios são desabas nos pés
Os glaciares degelam sobem as marés
Convicto percorro o meu caminho com fé
Apesar das vozes que sussurram (desiste né)
As multidões rezam a São Judas Tadeu
Eu movo dimensões quando vês o céu (breu?)
Trespassado dor mil sabres no momento derradeiro
Estarei de cabeça erguida sou guerreiro

Contra tudo e contra todos
Contra ventos e marés
Lutas na causa perdida
Sem saberem quem tu és (x2)

O mundo é destruído em direcção ao abismo
Entra na fila alista-te a causa perdida
Esta na hora da revelação
Corvos largam paginas do Apocalipse de São João
Canibalismo incentiva a prosseguição
A humanidade é faminta mastiga-me o coração
o símbolo do homem cravado na testa
Carrego escrituras à procura da besta
As asas de uma ave ainda batem no petróleo
olha um sol engolido no ultimo fôlego
A voz de uma criança ainda chora após a morte
Ainda canta numa igreja destruída na guerra santa
O tempo é um brinquedo adormecido
Brincam com o futuro e limpam lágrimas de medo
Vivemos numa galeria de hipocrisia
Aquecimento global
Somos estátuas de gelo

Ele caminha entre chamas e telhados abatidos
No olhar à esperança de sairmos deste inferno vivos
Na causa daria a sua vida pelo próximo
Soam as sirenes no quartel
Herói anónimo
O único no ultimo piso do edifício
Com uma criança nos braços
Felicidade, sacrifício
Corpo marcado por queimaduras tatuado
Acorda de noite sufocado pelas chamas do passado
Um fardo pesado, um fado embebido em magoa
Muitos partiram antes da primeira linha de água
Quantos voluntários no exercício da função
Ceifados deste mundo pelas chamas da escuridão
Jovens adolescentes bravos combatentes
Saudade e coragem no seio dos seus parentes
Soldado da paz, audaz, anjo na terra parte da cidade em direcção ao pico da serra

Contra tudo e contra todos
Contra ventos e marés
Lutas na causa perdida
Sem saberem quem tu és (x2)

Convicto percorro o meu caminho com fé
Na causa deia a sua vida pelo próximo
Convicto percorro o meu caminho com fé
Sou guerreiro
Herói anónimo

Contra tudo e contra todos
Contra ventos e marés
Lutas na causa perdida
Sem saberem quem tu és (x2)

 



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Segunda-feira, 22.08.16

 

Letra

 

Minha passagem para o breve, breve instante da loucura
E aqui estou à espera, com este destino de dar sombra aos muros
Mas à espera de quê? Que o despenhar no abismo me crie enfim asas?

Maze:
Caminho diariamente no fio da navalha
No limbo entre ser um santo ou um canalha
Conto apenas seis cêntimos no bolso
Mas tenho ideias que podem levar ao calabouço
Enterrado em dívidas e crédito mal parado
Desempregado, contra a parede encurralado
Tou à espera de quê? O que é que vou fazer?
Vou pagar a segurança social ou vou comer?
Estou-me a passar, e nem sequer tenho um filho
Senão já tinha perdido os quatro dentes do ciso
Enlouquecido, como se ameaçassem um ente-querido
Já estou armadilhado, vou é pagando o rastilho
Todos os dias terror espalhado nas retinas
Os semblantes pesados, de ruínas de vidas
Presos na apatia lusa como polidores de esquinas
Escravos do fado, em vez de escrevermos sinas

Oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh
No limiar da sanidade
oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh

Fuse:
Eu já pensei no suicídio
Mas só me resta mais um tiro
A última bala vou guardá-la
Para o dia em que perder a fala e o sexto sentido
Ser humano não é ser divino, é doentio
A ambição é a bengala que orienta um morto vivo
Eu enterrei a sanidade, ponho espelhos no meu caixão
Para a minha moral morrer com vaidade
Serei de ferro? Sou a escultura oxidada
Face humana enferrujada porque cospem-me na cara
Eu luto contra a máquina, a máquina que te suga
A máquina que te ocupa como uma felicidade apática
Se eu acordasse sem família mataria em nome da escuridão
A última luz da nossa vida. Não sinto alegria, nem pulsação cardíaca
A vida faz-me luto porque morro todos os dias

Oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh
No limiar da sanidade
oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh

Mundo:
Vivia numa fachada em rotura na Avenida da Liberdade
Virada de frente pra Rua do Limiar da Sanidade
Sol posto, 7 da tarde daquele dia maldito
Quarteirão fechado, bófia por tudo quanto era sítio
Atingido, no solo estendido, um amigo de infância
Motivo: relativo a cobrança de substância
Este mano era a ganância, adormeceu na consigna
Sabia que não havia cura nesta profissão maligna
Agora a cozinha da rua possui um novo chefe
Tem mais do que 7 anões à volta da branca de neve
Agarrados roubam a família, roubam a mobília
Desfilam de seringa na orelha e no parque fazem vigília
Estes cafés são asilos para jovens desempregados
Na assembleia: problemas não solucionados
Seremos escravos da vontade, ou escravos do destino?
Dois cravos sob a campa e deixem tocar o hino

Oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh
No limiar da sanidade
oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh

Expeão:
Foi por vontade de Deus que eu vivo nesta ansiedade
E todos os pecados são meus nesta cidade
Lá fora tempestade, por dentro um forte sentimento
Na mente, a erosão da sanidade
É a loucura, loucura das massas, crime do colarinho branco
Crianças escandalizadas, órfãos, como cordeiros entre os lobos
Que mamam do peito da loba, na nova Babilónia
Todos marcados com o simbolo da besta na testa
Mal dos governantes, sangue, orgias e festas
É o silêncio dos inocentes, enquanto mentem
Nas televisões com todos os dentes
A maior parte das pensões repleta da nossa gente
Enquanto esses mações nunca os viste lá dentro
Expeão, eu entro com a força de mil
No limiar da sanidade, mas nunca senil

Fuse:
A mente é o aluquete para a caixa de Pandora
A sanidade desvanece até à última gota

Minha passagem para o breve, breve instante da loucura

 



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Letra

 

A nossa força vem do poço do sentimento
Jorra os jactos em espirais do conhecimento
Os matadores espirituais vão abrir terreno
Galopamos mais velozes que o pensamento(2x)

Tempestade mental porta fechada
Declaro aberta a sessão de escrita encriptada
Ideias brotam como água de uma fonte
Versos para além das margens da linha do horizonte
5 passaportes destes para outro mundo
Apertem os cintos partimos dentro de 1 segundo
Reina a magia negra nesta terra do real
Somos peritos em espionagem espiritual
Calmos com a força de um desastre natural
Chuva torrencial ciclones no vendaval
Somos uma espécie rara neste reino animal
Que na sociedade equivale a um baixo número percentual
Arquitectos no campo do audiovisual
Versos pragmáticos no seio conflitual
Desce do pedestal e foca o essencial
Independentemente da tua clausula contratual

A nossa força vem do poço do sentimento
Jorra os jactos em espirais do conhecimento
Os matadores espirituais vão abrir terreno
Galopamos mais velozes que o pensamento

Estação espacial
Aterragem mental
A minha actividade cerebral é paranormal
Escrevemos na pele antes que o tempo congele
Dlm tesouro subterrado na neve
5º anjo de taça na mão
Imagino-me a derramar julgamento em destruição
A grande tribulação que eu antevejo
A sobrevoar o campo dos escravos de desejo
Nasci para ser escritor
A minha imaginação é um poço onde extraio o terror
Enveneno-me com tinta traço linhas de dor
Do amor ao veneno do veneno ao amor
Mais profundo que o sono profundo
Um pensamento é um flash um universo um nano-segundo
O teu ritmo cardíaco está fora de tom
Reanimação do microfone ao teu coração

A nossa força vem do poço do sentimento
Jorra os jactos em espirais do conhecimento
Os matadores espirituais vão abrir terreno
Galopamos mais velozes que o pensamento (2x)

Temos a fé inabalável como as 7 marés
Voltamos sempre contra a maré não arredamos pé
Rdc representa a raiva de cristo
E este vendilhões do tempo nunca viram nada disto
Caminhamos por entre a grande tribulação
Até ouvir as mil trompetas do armagedão
Coros de mil vozes assombram esta canção
Mil corvos espalham a praga pela multidão
Estes versos voam longe como os pássaros da morte
Passo a passo criamos um exercito ainda mais forte
Não há nada de banal nestes sentimentos
A nossa obra é imortal através dos tempos
Reconhece os teus mestres ainda vais a tempo
Escondes a emoção vais rebentar por dentro
Não me encontras na manifestação pacifica
Nas mãos de deus sou uma arma de destruição massiva

A nossa força vem do poço do sentimento
Jorra os jactos em espirais do conhecimento
Os matadores espirituais vão abrir terreno
Galopamos mais velozes que o pensamento

O exército do povo é forte como um titã
Para enfrentar face a face leviatã
As batalhas que travamos são por um amanhã
Sem paraísos fiscais dos ministros de satã
Acedemos a outras dimensões como um xamã
Acordamos multidões a música é o talismã
Contra a grande ilusão das montras da ansiedade
Das gigantes catedrais do consumismo da cidade
Colapso económico é inevitável
A jarra foi quebrada a peste é incontrolável
Cavaleiros do apocalipse avançam na esfera
Convertem mortos vivos no exército da fera
Promovem guerra, separação e ganancia
Trazemos paz união fim da ignorância
Por entre nuvens de fumo ciclones e vagas
Os paladinos avançam à frente das massas

 



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Domingo, 04.10.15

 

 

Letra

 

[Boa noite,
O Governo português irá investir 16 milhões de euros em pistolas 9mm para toda a polícia nacional, um bom investimento.
Por outro lado, assistimos a um corte orçamental da cultura nacional.
Bem-vindos a Portugal Surreal! Fiquem agora com pistolas e submarinos...]


Feliz totalista, dois bilhetes prá primeira fila
Portugal, a comédia, já nos cinemas da vila
Como actores principais, políticos e pedófilos
Sem generalizar, alguns acabam por se tornar bons sócios
Um elenco de luxo de agentes corruptos
Na cidade à paisana para a recolha de lucros
A vítima: o comum trabalhador
Apanhado no fogo cruzado, criado pelo grande senhor
O argumento relata o crime do colarinho branco
Vilão morre no fim, mas o mal permanece em campo
Realização do estado, produções, dinheiro desviado
Patrocinado por um povo constantemente explorado

Refrão:
É cultural, fado, Fátima e futebol
Lança fogo no alto para entreter o povo todo (ei, ei)
É a máxima de Portugal

Submarinos, Paulo Portas
Submarinos, Paulo Portas
Paulo Portas, submarinos
Paulo Portas, submarinos

Políticos em comícios fazem, ilusionismo com o fogo de artifício
Manda vir um submarino
Enquanto o povo manda vir um cimbalino
As mentes estão aéreas, eles passam férias
Nós continuamos com palas e rédeas
Não há guarda na floresta, é uma festa
Em Portugal, eucaliptal há onde real é a corrupção e a desgraça
Mas não há problema enquanto houver a vinhaça
Não há stress enquanto houver uma passa
E haverá dinheiro sujo enquanto houver uma brasa

[Cada um de vós dará o seu melhor, para um país mais justo, para um país mais pobre!...]

Refrão:
É cultural, fado, Fátima e futebol
Lança fogo no alto para entreter o povo todo (ei, ei)
É a máxima de Portugal
É fundamental, subsídios prá corrupção
Lança fogo no alto para entreter o povo todo (ei, ei)
É a sátira de Portugal

É Domingo, dia de missa e de bola
O limite de velocidade hoje é 20 à hora
A terceira idade vai em peregrinação
Prá fiscalização da última obra
Há desfile em fato-de-treino no hipermercado
Os novos ricos vão passear o carro
Transportes são lentos como repartições públicas
Cortam-se unhas, coçam-se partes púbicas
Pra não restar dúvidas, bisga no chão
e sai do tasco de garrafão na mão
E há piqueniques nas bermas das auto-pistas
Onde políticos adoram ir cortar fitas

[É verdade que se há uns meses atrás, os portugueses não compreenderam, à medida que o tempo passa vão percebendo cada vez menos...]

Refrão:
É cultural, fado, Fátima e futebol
Lança fogo no alto para entreter o povo todo (ei, ei)
É a máxima de Portugal
É fundamental, subsídios pra corrupção
Lança fogo no alto para entreter o povo todo (ei, ei)
É a sátira de Portugal

[Nós não agredimos... Defendemos os atletas. É diferente! Isso é agredir os atletas!...]

É o país das maravilhas
Onde a Alice tira um curso pago com um mealheiro cheio de piças
Se o Papa nascesse cá era jogador de futebol
Se o Pai Natal fosse tuga fugia com o saco azul
Constituição fiscal politicamente anal
Portugal, agência de turismo sexual
A justiça toca à porta em Santa Catarina
na porta da Casa Pia
Jet-set, aldeias, novelas, touradas
IRS, fantasmas, empresas, esquemas
Safari, os animais raros conduzem carros
Entraste no Cavaquistão, veste o Camuflado!


Refrão:
É cultural, fado, Fátima e futebol
Lança fogo no alto para entreter o povo todo (ei, ei)
É a máxima de Portugal
É fundamental, subsídios pra corrupção
Lança fogo no alto para entreter o povo todo (ei, ei)
É a sátira de Portugal

[São cerca de três mil milhões de contos... Portanto... Ah... 6%... Hum... 6% de seis mil milhões... Ah... 6x3=18... Ah...Um milhão ou... Ah... É, é, é... É fazer a conta! ]

[Estão satisfeitos com estas respostas e estão certamente tão contentes quanto nós, por isso agradeço-vos muito a vossa presença...Muito obrigado!...]

 



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Segunda-feira, 20.07.15

 

Letra

 

Não encontrei a letra desta música

 

 



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Sexta-feira, 23.01.15

 

Letra

 

Eu quero chegar...onde ninguém chegou
Quero-me encontrar...ser quem no fundo eu sei que eu sou

Nesta estrada a direção certa é em linha reta
Mas na encruzilhada qual a opção correta?
Não é fácil a decisão na bifurcação
Transversais e paralelas, eu sou um milhão
S'esta vida não fosse uma sinfonia agridoce
E a inocência não voasse depois dos doze
Numa viagem na montanha russa de emoções
Em busca de cifrões, para comprar ilusões
Efémeras, que não nos acompanham para o caixão
Eternas são memórias que tocam no coração
Melodias que elevam, sopram ventos de mudança
Baterias carrego com poemas de confiança
Desliga a mente, viaja velozmente até ao âmago
Sente a energia a massajar-te como um bálsamo
Aroma a sândalo, estremece, relâmpago
Acorda, agora não és mais sonâmbulo

A estrada leva-te a escolher, a optar, nunca finjo quem eu sou, sou quem nunca vai mudar.
A vida é uma sinfonia sem sabor, com sentido, caminho em frente, sei o meu valor.
A estrada leva-te a cair, levantar, duvidar, renascer, sou quem nunca vai mudar.
A vida é uma aurora sem cor, com sentido, caminhamos juntos para o mesmo abismo.

Eu quero chegar...onde ninguém chegou
Quero-me encontrar...ser quem no fundo eu sei que eu sou
Porque eu já vi coisas que não são para ver
E estou perdido em busca do prazer
Eu já vi coisas que não são para ver
Eu estou perdido e quero um sentido

Doce, amargo, o travo do meu fado
É a história de 1 homem livre que outrora estava agarrado!
Eu esvoaço como 1 pássaro e renasço como lázaro,
O sumo do que escrevo é fruto de amar e ser amado,
Porque Deus tem me guiado para longe do mau olhado
E com o tempo eu fui colhendo o bem que tinha semeado,
Não sou escravo do que escrevo, mas escrevo como 1 escravo,
E o fardo desta luta às vezes pode ser pesado,
Pisado por palavras amargas que pronuncias,
Semeias ventos e tempestades renuncias,
Mas a arma do karma foi só ali e vem já,
Não faço julgamentos o universo encarregar-se-á,
Fé no trabalho e sem ambição desmedida,
Mostrar o que valho e sempre alheio à tua vida,
Porque a mudança vem de dentro para fora,
Ainda há esperança, chegou a hora!

A estrada leva-te a escolher, a optar, nunca finjo quem eu sou, sou quem nunca vai mudar
A vida é uma sinfonia sem sabor, com sentido, caminho em frente, sei o meu valor.
A estrada leva-te a cair, levantar, duvidar, renascer, sou quem nunca vai mudar.
A vida é uma aurora sem cor, com sentido, caminhamos juntos para o mesmo abismo.

Eu quero chegar...onde ninguém chegou
Quero-me encontrar...ser quem no fundo eu sei que eu sou
Porque eu já vi coisas que não são para ver
E estou perdido em busca do prazer
Eu já vi coisas que não são para ver
Eu estou perdido e quero um sentido

 



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Sexta-feira, 02.05.14

 

 

Letra

 

 

Fado Vadio 
Tudo que eu tenho é uma caneta e o pôr do sol
desenhado
No canto de um papel, amarrotado pelo meu ódio
Acredito em pesadelos belos
Quando a vida dá-me estalos com luvas de ferro,
mano
Queimo tempo como nicotina acesa ao vento
Dou poemas para amigos, empatia vou colhendo
Dealema colectivo, na tempestade o meu abrigo
Procura o teu porque nem o céu é o limite
Carrego o meu orgulho como um amuleto ao peito
Sujeito a ser comido por este mundo imperfeito
Respiro música, fria como a rua escura
Necessito a vossa ajuda, temos que tagar a lua
Prefiro inimigos do que falsos amigos
Isto é o fado dum poeta vadio de bolsos lisos
Mas de coração cheio...Vou compreendendo
Que a máquina que move a vida é o sentimento 
Desde os blocos de cimento às salas de julgamento
Noventa por cento de nós acabam por ir dentro
Acredita em mim, mano. A reputação é fachada
Perante os obstáculos diários nesta longa caminhada
Num dia temos tudo, no outro não temos nada
Bem ou mal, nunca percas o equilíbrio, há que ser
racional
Porque o amor é a um passo do ódio
Nas situações extremas, tens que ser frio para
resolver problemas
Porque quem tem tudo, vive por trás de um escudo
Mas quem não tem nada, vive pela lei da espada
A sentença é pesada, mas encara-a de frente
Quem tem vergonha do que sente, perde sempre e nunca
ganha
O peso na consciência é clara evidência da falta de
experiência 
No campo do relacionamento humano
Eu mantenho-me distante do que considero inoportuno
Comandante do meu rumo, sou eu quem faz o meu turno
Tudo aquilo que vivemos são histórias
Tudo o que temos agora são memórias
Sempre olhando em frente, verso a verso
Criando o futuro, passo a passo
Nada aqui é permanente
Tudo o que tem começo também acaba
Cinzas, pó e nada
Os filhos da madrugada, bem aventurados
O nosso fado faz chorar as pedras da calçada
A brilhar como o orvalho na madrugada
O nosso fado faz chorar as pedras da calçada
Levamos músicas até às últimas consequências
O impacto altera a consciência
Há quem viva esta vida em vão
Sem dar valor à dádiva, sem acção
Como um espectador de televisão
Qual é a direcção? Quem saberá...
Vivemos ao Deus dará
Muita gente tira e muita pouca dá
A vida são dois dias, um deles é para acordar
O tempo começa a apertar
Está na altura de expulsar os vendilhões do templo 
Criar sustento, parar, pensar e apreciar o momento
Somos guiados por valores: 
Uma voz interior que me move 
Encontro o verdadeiro norte
O coração sofre quando alguém parte
Porque o amor é forte como a morte 
E foi na arte de viver que nos reconhecemos
Erguemos isto desde os velhos tempos, que saudade!
A nossa história é única, como uma rubrica
Canto esta canção com paixão, como se fosse a
última
Vivemos tempos soturnos, nestes locus horrendus
Não é à toa que vêm à tona os nossos medos mais
intensos
Nós lidamos com sentimentos, sem ressentimentos 
Seguimos pressentimentos
Vozes interiores sussurram orientação
Dão-nos a obrigação de ver na vida uma benção
Apesar da sucessão de depressões e desilusões
Perdi batalhas, mas nunca perdi lições
Aos dezasseis a vida eram rimas e sprays
Dias bem difíceis que passava para os papéis
Ansiedades e angústias abalavam a alma
Anestesiava os sentidos, tentava manter a calma
Vi sonhos ruírem como castelos de cartas
Quase desacreditei, abandonei as palavras
Neste mundo de mau carma, armas e pragas
Invado-me... A minha imaginação tem asas
Exorcizo fantasmas nas folhas de um caderno
Através da criação eu consigo ser eterno
Poeta boémio, gato vadio
Noctívago nas ruas deste Porto sombrio
Os meus pais perguntam-me o que é que eu vou fazer
da vida
Prometo-vos, é este o ano em que tudo cambia
Tenho fé, esse é o meu trunfo na manga
Junto com os meus manos dou o grito do ipiranga
Tudo aquilo que vivemos são histórias
Tudo o que temos agora são memórias
Sempre olhando em frente, verso a verso
Criando o futuro, passo a passo
Nada aqui é permanente
Tudo o que tem começo também acaba
Cinzas, pó e nada
Os filhos da madrugada, bem aventurados
O nosso fado faz chorar as pedras da calçada
Tudo aquilo que vivemos são histórias
Tudo o que temos agora são memórias
Verso a verso, passo a passo
Cinzas, pó e nada...



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Quinta-feira, 01.05.14

 

Letra

 

O bem, o mal, a vida, a morte, amor, veneno...

Acordei, lavei a cara e olhei-me ao espelho
O tempo parou, mas eu por fora estou mais velho
E por dentro respiro fundo, deixo-me ir ao fundo
Conto pelos dedos as noites que já não durmo
Diz-me porquê tens tanta raiva por dentro
Converterei o teu ódio no mais profundo sentimento
Levarei os teus olhos a visitarem o meu interior
Dar-te-ei tudo o que tenho, em troca do teu amor
O calor e o reconforto do teu corpo que aquece o meu
Que com os anos vai parecendo morto
E a inocência desvaneceu-se no bater dos ponteiros do relógio
Pergunto-me a mim próprio
Guerra santa, fome tanta, religião profana
Não vês que o rumo da vida muda constantemente
Depende da opção tomada
Sê Homem e sofre as consequências dos teus actos
Ser-te-ão pagos na mesma moeda
Tudo aquilo que nos desejas terás o triplo dessa merda
Seja amor ou seja inveja
Afogam-se mágoas em canecas de cerveja
Situação ridícula, a vida é uma película
E nós os actores principais
E quando alguém morre não há duplos, são mortes reais
Nunca mais voltará a ser como era
A não ser os corações que continuarão a ser de pedra
A não ser as pessoas que continuarão a ser hipócritas
E quando nada tiveres todos te voltarão as costas
Mas na solidão encontrarás a consciência
Procura dentro de ti porque cada um vai por si

Quando o amor se torna veneno e a vida muda
Mas as impurezas purificam-se com chuva
São mágoas afogadas em águas passadas
Pessoas íntimas tornam-se inimigas
E o vento leva a memória das nossas vidas
Como folhas já castanhas, que o sol ilumina
As nossas almas, só mais uns dias 
Dias quentes são noites frias.

Será que estás satisfeito com a vida que vives?
Olha para dentro um momento e quebra limites
Pessoas felizes voam como pássaros livres
Momentos alegres fazem esquecer cicatrizes
Das punhaladas nas costas daqueles de quem mais gostas
Da língua perversa que faz de ti assunto de conversa
Cuidado com a inveja e os efeitos nefastos
Sobre quem a venera e manifesta
Apresenta perdão ao teu irmão, de pomba branca na mão
Esquece o ego, cego, que enlouquece
E quando um rude golpe na alma a fizer rebentar
Quando já não tiveres mais lágrimas para chorar
O Amor cura, nunca caduca, o ódio fere 
Existe a justiça solene, que resiste numa folha perene
Que não desiste, que persiste, enquanto não alcances não descanses
Pois nada será como dantes
Depois de buscas incessantes levaremos avante
O nosso barco a bom porto
Com o nosso suor, com o nosso sangue, o nosso povo sairá triunfante
Não existe diferença entre carvão e diamante
Tudo aparece no tempo certo, Deus nunca esquece o seu projecto
Sempre dará alimento, o universo conspira se for bom o investimento
Se o fim for altruísta a meta estará à vista, quem não arrisca, não petisca
Agora o egoísta que desista, nem insista à nossa vista
Se o fim se justificar o meio vai-se proporcionar
Pode demorar, pode desvanecer, mas nunca vai morrer
Nunca digas nunca, pois quando sem dificuldade se vence sem prazer se triunfa
Percebes?! É simples: faz as tuas preces, pedes e verás que recebes
Mas com calma, porque uma vez não são vezes
Não dês com a língua nos dentes antes de fazeres o que queres
Gastas energia com palavras e é só nos actos que perdes

As impurezas purificam-se com chuva
São mágoas afogadas em águas passadas
Pessoas íntimas tornam-se inimigas
E o vento leva a memória das nossas vidas
Como folhas já castanhas, que o sol ilumina
As nossas almas, só mais uns dias
Dias quentes são noites frias

Amor, veneno, um sentimento extremo
O maior pesadelo é acordar todos os dias como se fosse o mesmo
O medo faz-nos perder o horizonte dos nossos sonhos
Imbuído na dor tens de encontrar 
Algo que verdadeiramente possas amar
Talvez um ritmo, talvez uma flor, talvez um filho
Talvez um sítio, uma sinfonia de violinos ou simplesmente o brilho da lua no rio
Envenenado, sai purificado da montanha
A brilhar como o azevinho, como o orvalho da madrugada
Sentimentos puros que se soltam 
Como as últimas folhas de Outono levadas pelo vento
Mas elas voltam para te fazer brilhar na aurora da história
Porque como cristais, os cisnes ainda permanecem imaculados nos lábios da memória
Então aprendi, vivi o dia como se fosse o último 
Senti a chuva como se fosse a última
Beijei a mulher como se fosse a única
O sofrimento numa guitarra, em dedilhado o nosso fado
Faz chorar as pedras da calçada
A caminho de casa, um sentimento triste invade as nossas almas
Pela falsidade envenenadas
Mas a verdade esconde-se por detrás das máscaras
A verdade esconde-se por trás das músicas
A verdade esconde-se por trás das túnicas
Que cobrem a face de belas escravas asiáticas
A beleza de poesias leva-te às falésias místicas
Onde o brilho do atlântico revela as vistas paradisíacas
E onde o espírito da luz se move sobre a face das águas límpidas
Respiro sons profundos
Envolvidos por bolhas de ar que libertadas de seres aquáticos
Elas sobem à tona e emergem enviadas dos mais complexos aquários
E nós não contemplamos, todos esperamos
Pelo dia em que a terra prometida vem 
Pelo dia em que a paz vem
Mas isso é algo que vem todos os dias 
Quando a lua nasce e quando o sol se põe

Quando o amor se torna veneno e a vida muda
Mas as impurezas purificam-se com chuva
São mágoas afogadas em águas passadas
Pessoas íntimas tornam-se inimigas
E o vento leva a memória das nossas vidas
Como folhas já castanhas, que o sol ilumina
As nossas almas, só mais uns dias 
Dias quentes são noites frias

Real ou não real
Sentido e fatal, ao mesmo tempo
Amor, veneno, veneno, amor, veneno
É difícil ser lembrado mas é fácil ser esquecido
Amigo, inimigo, escondido o genocídio
O quinto elemento será a salvação das massas
Nas mãos erradas é uma faca com duas lâminas
Celibato mental contacto ou fenómeno psíquico
Mas a verdade é que ninguém sabe explicá-lo
Amor por vezes é comido pelo veneno
Onde um beijo se pode tornar no cunnilingus ou um demónio
No Ódio, o homem esconde mil e uma facetas
Umas dentro de outras, como bonecas holandesas
Mau carma, confiança, amor, desconfiança
Sentimentos platónicos divididos como castas
O que separa o amor do medo
Violência debaixo do mesmo tecto sobre a barreira do silêncio
Dedico estes versículos a todos filhos da puta sem testículos
Que transformam lágrimas de mulheres em gritos
Quando o amor se torna veneno a vida muda
E a semente do ódio é regada pela chuva 

O amor parte de nós
Temos que começar a reflectir naquilo que damos
A reflectir naquilo que tiramos
E o nosso sonho... 
O nosso sonho somos nós que o fazemos
A cada hora que passa
A cada dia que passa
É algo que pode estar presente
Em nós, a cada momento
Guardamos ressentimentos e ódio no nosso coração
Mas até mudarmos por dentro
Toda a gente na tua vida
Toda a gente na nossa vida
Há-de ir e há-de vir como o vento
A princesa das neves mais brancas
Também cria as nuvens mais cinzentas
E é ela que cria as tempestades mais frias e gélidas
Quando o amor se torna veneno
A vida muda..




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Quarta-feira, 29.01.14

 

 

Letra

 

Pertenço à geração de 76, armado até aos dentes
Palavra, a nova geração é desdentada
O holocausto cavou valas e usou-a como arma

Gandhi desarmou balas e usou-a com a alma
Palavra, na boca errada é fábula errada
Na boca certa é dádiva, fala saliva que salva
No tempo certo é intemporal e fica no mapa
Vinga na história e vinga na página da vida que arranca
Palavra de honra, cada frase dealemática é bomba
Não tive morte cerebral mas a vida é um coma
(?) fenómeno responsável pela informação ao núcleo
Formação do núcleo do furacão
Palavra, a oitava maravilha do mundo
Mudou o meu mundo, o meu carácter tornou-se maiúsculo
HIV de homem inteligente com palavra
A honestidade vale mais do que ouro ou prata

(Palavra é a arma)

(Maze)
Tensão na corda vocal, dinâmica celestial em ação
Mecânica quântica lirical
Análise morfológica, sintática, com tática, semântica, pedagógica, lógica na gramática
Afiada, espada forjada na mente
Honra de aço temperado, inquebrável, reluzente
Lámina fria que cintila, da escrita que mutila
Da sílaba que silva pode salvar uma vida
Pode ceifar uma alma, metáfora encriptada em cada
Anáfora, fura como uma adaga
Sussurrada ou gritada em plena ágora
Contida trará mágoa, deve fluir como água nascente
Do neologismo visionário, anti-analfabetismo, discurso incendiário
Sem carta, palavra madrasta ou alegria vasta
Para bom entendedor desde sempre meia basta

(Palavra é a arma)

(Mundo Segundo) Palavra é uma arma nas mãos de quem a sabe usar
Nas mãos erradas é uma bomba prestes a detonar
Palavra é arma nesta batalha existencial
Na cadência do instrumental o disparo é sequencial
Forjei a minha espada na chama de quem me ama
Na trama do drama afiei a lámina da minha katana
Mas antes a morte à desonra, palavra de honra
Não temos norte no idioma, é palavra hedionda
Ouve-se como uma Beretta sem munições
Essa pólvora seca afugenta multidões
MC's comediantes, fugantes, (?), com frases entediantes como filmes que já vi antes
Confirmo que já vi antes cartuchos desse calibre
Mas no estilo livre quero é um elefante (?)
Atordoados, tombados com dardos envenenados
E contaminados com dados com patos envenenados

(Palavra é a arma)

(Kid MC)
Maior que a definição convencional
A palavra é um instrumento de lavagem cerebral
O impacto começa na atitude da expressão
Usá-la para enganar alguém é um ato de submissão
Milhares de pensamentos vagueiam pela mente todos os dias
Num constante fluir de energia
Uma carga superior é automaticamente transferida quando o pensamento se verbaliza
Os filósofos a definem como uma forma poderosa de condensação da força criadora
Pois ela habitava no coração e codificava a mente do Sócrates
A Grécia testemunhou a história
Palavra faz do homem salvador e por outro lado assassino
Seres humanos já nascem políticos
Falar é um ato traiçoeiro
A boca que declama linda poesia é a mesma que traz o veneno

(Refrão)
Na nossa arma temos a força
Mereçemos tudo e mais alguma coisa
Tudo aquilo que passámos, sangue que derramámos
Pela paixão nós voltamos da nossa história, brilhamos
Nada nos fará recuar até estarmos livres
Dos fraudes da indústria que nos querem sugar
Palavra como arma, temos fogo na mente
E um exército na linha da frente



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Terça-feira, 28.01.14

 

 

Letra

 

Directamente da selva urbana onde a mente é insana
A katana que corta o cimento chama-se grana
Já não se ama, a fama chama, é só negócio
Sente-se o drama, vende-se a alma sócio
O indicador puxa o gatilho, da arma do Karma
Já nada alarma, é Mefistófeles que encarna
O marido encorna a esposa engana
O caldo entorna, desaba a cabana
Vidas de boémios com dividas d’empréstimos
Com trigémeos, vende os electrodomésticos
Jaguares, andares, brincos, anéis, colares
Comportamentos bipolares destroçam lares
Frieza extrema, apatia e indiferença
A ética padece duma terminal doença
Qualquer ofensa grave trará sentença
Sem indulgência do capitalismo, a nova crença

Eu já te tirei a pinta, cheiro-te à distância,
És só aparência sem substância, tu não és igual a mim,
Não sou igual a ti, não tamos para ai virados,
Comportamentos bizarros!

Trago versos emocionantes sem emulsionantes,
Digo-te antes somos diletantes,
Peso de elefantes, tesos elegantes
Pouco cativantes, vê-los cintilantes?
Versos são cutelos em trechos acutilantes,
Se és passivo agressivo toma um anti-depressivo,
O teu discurso é impeditivo ao meu sistema auditivo,
Fica de fora e racha lenha se não sabes a senha,
Não mostres esse projeto ao arquiteto que o desenha!
Triste façanha, viste que a manha nisto te apanha
Petisco de aranha,
És risco num disco que ninguém arranha,
Deliras em mentiras viras ministro em campanha,
Sinistramente tacanha a mente de quem te acompanha,
Minha escrita é estranha quando escrita da entranha
Esta bic nunca se acanha apetite de uma piranha,
Sócio vim com o beat mas tu vieste a convite,
Sempre em festas à borlice pareces a "Judite" juro digo-te!
Tás deslocado fora do circo, moço como um osso
Deslocado fora do sítio,
Sou vívido, nunca insípido ou pouco nítido,
Legitimo no íntimo sem equivoco recíproco,
Sim porque o respeito ganha quem mostra respeito,
Tu és suspeito pá se vens feito pai de peito feito
Defeito de fabrico o torto jamais se endireita
A tua posição preferida extrema-direita!

Trago a salvação façam fila eu sou a Luz divina
A fila termina na unidade de psiquiatria
Careca de barba bata branca fujo da médica
A Florbela já não me espanca, incendiei a biblioteca
Esquizofrénico suave no sentido mais leve
Psicótico marado no sentido mais grave
A tv comeu-me o cérebro, falo com o Tico e o Teco
Pai sou diplomado com atestado de epiléptico
Génio solitário o vosso mundo é um sanatório
Tornei-me no meu melhor inimigo imaginário
Caçador de político com fato de vampiro
Aprendiz de sonhador na caça de gambozinos
Sem roupa descalço atleta sonâmbulo
Vi o diabo de leggings a dar-me chapadas no rabo
Acordo babado encostado ao gajo do lado
E tudo isto foi um sono numa viagem de autocarro

São suaves prestações sem futuro,
... é o Camões onde grudam como refrões, juros
Aos aldeões que negarem grilhões, muros
Grades pra leões canos depois, furos
Ghettos impoem, becos cifrões, duro
Jogo ilusões aqui atiro não aturo,
No escuro corrupções grandes,
Num mundo imundo que mata miúdos
E diz ouçam Ghandi
O novo episódio da velha tragédia,
Ensina que sem ódio sem pódio,
Febre, ganância doença capital,
Grita hipocrisia podre surreal,
Liberdade é condicional de moralistas sem moral
Racistas machistas estes são os terroristas na real!
Que eles sorriem na tv,
Pensem quão desumano um ser humano pode ser!

Quando eles andavam de pátrol
Fizeram uma rusga enfaixaram o meu controle
E aquela miúda lá do bloco em frente que queria andar comigo
Mas eu sabia que ela dava a toda gente
E passado uns anos vi-a tinha 2 filhas
De um tipo a cumprir 3 sentenças em Caxias,
Na cara dela vi tristeza quando ele a deixou
Por uma brasileira com identidade portuguesa
Agora trata de ti por uns troquinhos
Ela gosta dos novinhos compra o vinho
Depois de ter roubado a peça aquele gordo
Que fez com o controle dele o mandasse directamente prós anjinhos. Vês?
É aquela vida diária no bairro filho
É o que elas fazem ás vezes só por uma de cinco
Comportamentos bizarros, acende um cigarro no carro
Quando ela olha meio de lado fico desconfiado



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Sábado, 25.01.14

 

Letra

 

Impossivel nao ser maluco nesta vida louca,
Deus dá com uma mão mas tira com a outra,
Perdi uma familia,ganhei uma profissão,
Não necessito de festejo ou felicitação,
Uma ordem de despejo notificação,
Fui à força para o 3 sai do rés-do-chão,
11 no ministério da educação ,
O canudo não promete um colete de salvação,
Sonhador na fila do instituto de formação ,
Emprego nem vê-lo um trabalho já era bom ,
Mais um auto-didata que se candidata ,
De facto não pedi um fato nem uma gravata,
Alguém me dê um microfone por favor ,
não quero ser actor neste filme de terror,
Sem anti-depressivos para suportar a dor ,
pobre é o que pensa que a arte não tem valor

Eu sou levado pela percussão 

é no ritmo que eu moldo a minha vibração
em pleno palco ofereço-te o meu coração
como um sacrifício Maya num ritual de adoração
vou levar-te comigo na minha ascensão
somos um só, tu és meu irmão
a minha missão é d'unificação
é mentira que vivemos na separação
se te disserem o contrário é só uma ilusão
espero que as palavras sirvam como ignição
pra um país que vive em estado de hibernação
vamos, toca a acordar na selva de betão
é o fim da eterna espera por Sebastião
chegou a altura de erguer o nosso bastião
sem medo do papão, na frente de acção
é tempo de cantares connosco bem alto o refrão

 

 

Refrão: Vive!
Como se hoje fosse
a tua última vez!
Larga o fardo que te prende ao chão!
Vive!
Como se hoje fosse
a tua última vez!
O céu não limita a imaginação!

Um instante é suficiente para quem sente
Mudamos a tua vida para sempre, para sempre
Tão importante que ecoa no presente
Escuta...guarda para sempre, para sempre
A vida não é fácil, não há dúvida
Às vezes a vida engana-me deixa-me na dúvida
A música salvou-me, quem te salva a ti?
Usa, a vida dá-me o mesmo que te dá a ti, abusa
Ajuda o coração a viver sem equação
Subtrai o mal, dou-te uma adição de motivação
Não tenho vergonha de falar de amor
Eu amo a escuridão em todo o seu esplendor
Eu sei que tenho de ser positivo, é suposto
Eu sei que tenho de ser compreensivo, é escusado
Eu sei que tenho de dar o exemplo
Tudo aquilo que eu vivo, guarda, será que tens espaço?

 

Tanta coisa que ficou por dizer, tanta coisa que ficou por fazer
sinto o arrependimento crescer, fazes-me falta ,
fazes-me falta como o sol a nascer
as janelas desta casa abriram-se pra te receber
mas o sol já não brilha como brilhava
morreu a flor em mim plantada
já não tenho cartas para bater-
neste jogo deitei tudo a perder
não mereces o que te podia dar
mereces muito mais que versos sentimentais eu já te fiz sorrir , já te fiz chorar
mas perdi-te por não conseguir mudar
tudo aquilo que ficou por viver,tudo aquilo que ficou por falar, eu ...

Refrão



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Domingo, 24.11.13

 

Letra

 

(Senhoras e senhores, diretamente do 2º piso
Coletivo dealemático, MUNDO SEGUNDO)

Super lirical sempre tenso e complexo
Eis a chave da saída e não a chave do sucesso
Ficarias perplexo se te explicasse verso-a-verso
Que grande parte dos MC's tem um estilo supérfluo
Superficial, trivial, irreal
Falso de fachada, fantasia, Carnaval
Aqui mora o real, hip-hop de Portugal
14 anos de clássicos no panorama musical
Esses que tentam abafar-nos (quê?) não têm vida
Fundo de desemprego (quando?) já de seguida
Aguarda na fila porque já dá a volta ao bloco
Cresce e aparece, procura mérito próprio
Mais um colóquio comitiva dealemática
Sem patilha de segurança, vocal semi-automática
Certo como matemática, insurretos na temática
Psicossomática, gramática, acrobática

(Senhoras e senhores, diretamente do 2º piso


Coletivo dealemático, MC MAZE)

 

Sou malabarista lírico, rei do vocabulário
Incendiário, satírico no comentário
Com salário dependente de datas no calendário
O que é bizarro é que eu nem canto eu falo rápido
É o meu tique, libertação de rimas em cadeia
Sopa de letras contra-indicação, cefaleia
Ginástica acrobática da mente elástica
Rápida, sinapse eléctrica automática
Conteúdo extra-nutritivo pode ser nocivo
Consumido, em sobre dosagem é suicídio
Para novos MC's do fluxo básico, primário
Que absorvem estas rimas como um penso diário
Troco sangue, suor e lágrimas por um honorário
E sentes logo a vibração, a palpitação do teu coração
É dealema em acção, é dealema em acção

 

(Quem?) Mundo, Fuse, Maze e Ex-Peão
(Com) DJ Guze, estamos à patrão
(Quando) Quando o tópico é revolução
(Nós) Damos início a mais uma sessão [x2]

 

(Senhoras e senhores, diretamente do 2º piso
Coletivo dealemático, EX-PEÃO INFILTRADO)

Palavras mágicas, reais e trágicas Imagens rápidas,
reativadas como flashes de ácidos na mente
São os clássicos, dealemáticos com palavras bifurcadas
Por entre as serpentes, liga os máximos
Não consigo ver um palmo à frente
Reconhece a cidade pelo nevoeiro
Juntos nesta missão poética que brilha na métrica
E espalha a mensagem duma visão profética
Eis-nos sempre clarividentes na linha da frente
Como antigos réis do médio Oriente
Usamos tácticas revolucionárias
Tiramos máscaras a gajos cínicos
Não damos mentes plásticas
Com som mecânico e orgânico em simultâneo
Criando pânico, nunca o ódio, decifra o código
Léxico, técnico, ao nível ótico
Assaltamos mentes neste caos babilónico

(Senhoras e senhores, diretamente do 2º piso


Coletivo dealemático, FUSÍVEL, INSPETOR MÓRBIDO)

 

Desci à terra sob a forma de MC, olha para o ar
Fusível, encripta o Céfalo, o meu avatar
Notívago olímpico, dou trepas quando trepo em versos
como um lince ibérico necrófago para encéfalos
Ejaculo em crápulas com particularidades másculas
A vossa fórmula é partícula minúscula na prática
A minha ostentação vernácula é dealemática
Sementes de veneno arrancadas pétala a pétala
Gramática estrambólica, a inoculação de metáforas
é fantástica, Dealema acústica, aeronáutica
A quantidade diabólica de informação melódica
Que te injectamos provoca-te obesidade mórbida
O quinto anjo assim saiu do céu subterrâneo
Mas se no máximo eu vejo a escuridão num grande ângulo
A válvula fica trémula com a literatura sádica
Amplificação, prestem vénia a quem dribla com a lábia

 

(Quem?) Mundo, Fuse, Maze e Ex-Peão
(Com) DJ Guze, estamos à patrão
(Quando) Quando o tópico é revolução
(Nós) Damos início a mais uma sessão [x4]



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Letra

 

(Quando estiveres na merda, por favor tem calma!
Sobrevivência diária.)
ALERTA!
O ser humano é básico, trágico 
contra a propria raça é sádico.
Um bebé abandonado num saco plástico, 
adolescente apanha a sida com padrasto,
uma cabeça é decapitada num rapto, noticiário:
Invasão d canibais ao estádio,
um imigrante com o crÂnio esmagado dói tanto 
como um pai que perde lentamente o filho ignorado,
o videojogo que acaba em assassinato,
a religião eleva a fé do bombista fanático,
um acidente na estrada pode acabar num obrigado
ou então com a frase: "eu mato-te".
Violência gera violência, violência gera ignorância, ignorância gera violência.
Se és dotado de inteligência quebra a cadeia,
Tu és dotado de inteligência quebra a cadeia!

(REFRÃO)
Ignorância gera violência, nela nunca procurei abrigo.
CUltivo a paz pela subsistência da existência deste universo onde resido.
Se estás a um passo do abismo pensa bem,
será que vale mesmo a pena ir mais além?
A consequência do acto torna-te refém,
não queiras para os outros o que não queres para ti também.

Ele puxou o gatilho da 6 35, bazou,
deixou sangue no recinto.
Ele era um puto normal, um puto bombástico
mas era mal tratado pelo padrasto.
A mãe não tinha tempo para intervir,
trabalhava horas extras numa fabrica para subsistir,
sem tempo para o acompanhar ou dar educação.
Primeiro meteu patelas, depois veio o sabão.
Passou para os kilos, depois veio o filho,
passou para as bases, depois veio o vício
(e a ressaca).
Começaram os assaltos à mão armada a joalharias
com fiat unos gamados e gunaria
de todos os lugares, de todos os bairros
do aleixo ao tarrafal até criar um gang local.
O seu pai estava demente, estava a flipar.
Veterano, ex-combatente do ultra-mar.
Tinha ido para morrer, tinha ido para matar
mas não estava preparado para o que iria enfrentar.
Veio traumatizado com quem tinha matado,
com pastilhas que tinha tomado, obrigado
a ingeri-las com a comida, continha LSD e anfetaminas, drogas quimicas.
O puto acabou condenado, encarcerado,
a mae com o desgosto e o pai alcoolizado.
Pousa essa arma e lê um livro,
não e mau karma, tens livre arbítrio.
Vê se tens calma, vence esse vicio,
andas em circulo, quebra esse ciclo.
Não estás perdido, há um caminho,
tens uma mente, alimenta o espírito.
Planta a semente, sê positivo,
dissipa o ódio e ama o próximo.


(REFRÃOx2)
Ignorância gera violência, nela nunca procurei abrigo.
CUltivo a paz pela subsistência da existência deste universo onde resido.
Se estás a um passo do abismo pensa bem,
será que vale mesmo a pena ir mais além?
A consequência do acto torna-te refém,
não queiras para os outros o que não queres para ti também.



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Quinta-feira, 14.11.13

 

Letra

 

Oh não, já são 9h outra vez
não devia ter visto os Knicks até ás 3h
água fria no duche, não é dia de sorte
esqueci-me do prazo do aviso de corte
agora atrasado tenho que ir à pay shop
mil compromissos sempre a galope
notas na agenda, escrever letra de Dlm
gravar programas d' Oblá Fm
correr para a aula de Kuk Sool Won
apesar das nuvens é sempre um dia bom
a porta do metro fecha à minha frente
e só por uns segundos a vida é diferente
tou querida, já não vou ao Bonfim
vou directo pró ensaio janta sem mim
desculpem o atraso, está a ser daqueles dias
mas está tudo bem, tenho aqui 16 linhas

Sou safira que cintila, o universo conspira

Bom dia, é uma honra estar contigo mais um dia
Vim para dar-te aquela força, aquela barra de energia
A tua obra é mais que prima, ela é divina
Congelemos este momento somos todos dilemáticos
Enquanto houver inspiração somos todos abençoados
Obrigado Dj Guze por teres laminado esta canção
A grandiosidade do som a iluminar iluminados
Lembrete na tua mente és inegavelmente incrível
Até prova do contrário o impossível é possível
Não há medo de sonhar e ser genuíno
O aplauso morre no fim do dia as estrelas estão contigo
Luta pelo amor e ama pelo respeito
Quem não te respeita não ama e quem não ama não é perfeito
Há gente má e não podemos fazer nada
Passou bem manda-o foder com um sorriso na cara

Refrão:
Inicia o teu dia sente a energia,
o sorriso na face e atitude positiva,
se estás em sintonia com esta gente que te inspira,
assim que começa o resto da tua vida!
Bom dia!

O despertador desperta a dor de ter de sair da cama,
Há uma relação de amor entre eu e este pijama,
2 bananas e 100g de aveia ,
50 de granola um batido a primeira ceia,
Na lavandaria mia alto a gataria,
Bons dias ! Daisy, baqui, bandido e matias ,
35 graus no alpendre é bom presságio ,
1000 barras enxergo enquanto as vergo no ginásio,
1 duche quente antes de fechar a loja
sou da seita do seitan do tofu e da soja,
Umas bagas goji e levedura de cerveja,
hoje falo com Deus e nem tenho de ir à igreja,
Viver com saúde é a minha religião ,
Abandonei o vício e a má habitução,
Uma saudação de paz amor e alegria , sorria !
Desejo-lhe um bom dia!

Refrão



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Quarta-feira, 13.11.13

 

Letra

 

Marcial na arte, renegado mental, nao tenho nojo
A vida exige muito de nós, damos-lhe o dobro
Detesto pensamento rácio, gravito como astros
Balanciado em signo, ascendente e minotauro
Desconforto em ser peso morto, prefiro o conforto do frio real
Mantenho a sanidade por um fio, eu confio
Não me empurres bimbo, eu sobrevivo no limbo
Inspiro a vida enquanto esgrimo a dois bafos do abismo
A nossa iora, escola como a tora para a cavala
Chapada que te acorda com a mesma mão que te embala
Chamada sem hora marcada, revolução é agora
Calma na falta de respeito, a lambada que te vira a cara
Pára, afoga a mágua e mata-a, agarra-te e amarra em âncora
Prepara-te são e salva-te, entrega teu corpo e alma
Má vida que te acomoda, elimina com bomba atómica
Dealema cara a cara, sou mascara anónima

Neste mundo estranho, sem dor não há ganho
Tens de engolir o orgulho e entulho de todo tamanho
Aprova o que te põe à prova e prova do sabor amargo
Se essa obra não desdobra prepara e assume o cargo
A vida é feita de batalhas, batalhas pra sobreviver
E quando falhas, vês que as falhas é que ensinam a crescer
O saber não ocupa espaço a quem abre espaço ao saber
E mesmo que chegues atrasado nunca é tarde pra aprender
Só vai beber da fonte quem tem sede de vencer
E quem no jogo aposta a vida, o mais certo é vir a perder
Perdi, caí, levantei-me, subi, caí, levantei-me
E foram tantas as quedas que às tantas habituei-me
Não tenho medo do fracasso pois é de sangue o nosso laço
Máxima satisfaçao, penso em projetos que abraço
Dou bafos de inspiraçao sem ter de puxar o maço
É como um passo de gigante a cada meta que ultrapasso

Há quem não escolha bem
Não vai a jogo, não mantém
No constante vai e vem
Esta luta não te convém
Não sou roleta russa de ninguém
Essas fichas para mim não valem
No constante vai e vem
Esta luta não te convém

Antes do anarquista cometer suicidio
No dia anterior estava abatido
Com a bíblia na mão falava comigo da dor,
Em busca da salvação ou motivo
Já chutava no pescoço quase perto do ouvido
Partiu no seu derradeiro voo da ponte de Dom Luis Primeiro
Mais uma alma perdida na neblina, nessa noite imagina
Saí de casa com vontade de encostar um fusco a todos os traficantes de heroína
É preciso ser um grande homem para sobreviver
Na selva urbana tudo pode acontecer, da lua cheia ao amanhecer
Há sempre alguem a fazer-se à vida, tem de haver sempre alguem a meter
A viver com a corda no pescoço,
A cair e ir ao fundo aos poucos, a esgravatar sem encontrar um poço
Embacotados, enquandrados, mal-humorados
Tão agoniados que a felicidade passa ao lado

Hoje em dia ser honesto é sinónimo de otário
O elogio da vaidade, do salafrário
Quem é a proxima vitima do conto do vigario?
Algúem vai ver um zero no seu extrato bancário
Só dá tratantes, filtros, parasitas e velhacos
Pelintras, patifes, piratas e larápios
Que vagueiam em hordas pela cidade fora de horas
Ditam as normas, eles encostam-te às cordas
Com navalhas afiadas apontadas à guela
Como putos da favela que copiam da novela
Perdem a cabeça, compram um passa montanhas
Disparam a caçadeira, no chão espalham entranhas
Várias artimanhas, saltam cartas das mangas
São gaivotas abutres, ratos, hienas e piranhas
É preciso ser forte pra ser honesto neste jogo
É um ambiente tao viscoso, que até mete nojo

Há quem não escolha bem
Não vai a jogo, não mantém
No constante vai e vem
Esta luta não te convém
Não sou roleta russa de ninguém
Essas fichas para mim não valem
No constante vai e vem
Esta luta não te convém



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Quarta-feira, 02.10.13

 

Letra

 

Aprende a ler decorações
Que há muito mais a fazer do que fazer revoluções
Não dês língua aos teus canhões
Nem ecos às pistolas
Nem vozes às espingardas
São coisas fora de moda
Põe-te a fazer a bomba
Que seja uma bomba tamanha
Que tenha dez raios da terra

 

Tou farto da pressão
Das regras, das normas, da hipocrisia
Das farsas dos "pormas
Da falsa revolução, e da política
Dos egos efectuados, de gente cínica
Da teoria da conspiração e da mentira
Da falta de união, do ódio e da apatia
Dos velhos do destilo, da presunção
Da injustiça, a quimera da ilusão
Procuro no espaço, fecho-me na redoma
Adeus, até ao meu regresso, é como coma
Auto-enlhusido, viagem ao estado lírico
Apenas acredito no conhecimento em tírico
Em dealema, transpiro a liberdade, espírito
Exprimo a minha alma, ver tudo num olho escrito
Este mundo é um hospício, meu verídico, ilusionício
E paz interior, para cumprir o meu designo.

 

For ma' lifetime just between the papersline
We work the whole life for this, you gave a shit, beat it

 

A unidade de uma vida, palavra após palavra
Curto específico da minha salvação, na dura espera à escrita


Nera do fatalismo, ofereço-te o fascículo
Estimo bélico, nosso mestre subscículo
Pentágono, eu sinto, ensino, eu ensino
Água fércule da poética, para que saibas o caminho
O mundo é destruído em direcção ao abismo
O abismo é desenhado com verdade no espírito
Eu tenho que sofrer para me contender
Nós temos que lutar para sobreviver
Eu vejo do saber, a arte de surpreender
Não tenho como morrer, para dar valor ao viver
Escritores numa missão dilemática
Venera pela poesia eterna, como apitos de dealema
Pedras do caminho construímos um castelo
Palavras de pessoas para pessoas sem medo.

 

For ma' lifetime just between the papersline.
We work the whole life for this, you gave a shit, beat it

 

Eu escrevo pela liberdade
Não tenho medo, de mostrar o que sou, quem sou
Tenho autenticidade, eu acredito na liberdade
Tento criar um sítio mais propício à felicidade
Na minha rima, tudo o que tenho, são castelos de areia
Tudo o que escrevo são baladas vazias
Tento escrever o sentimento impossível
De verbalizar emeras linhas frias
A feia do poeta veio de família
Ensinado pela minha avó, condizia
E a minha mãe, a minha escritora favorita
Sem métrica definida, tento-me safar na rima
Como a vida
Trago os ciúmes de energia eléctrica
Minha voz, por si liberta
A tua mente das correntes sociais que te prendem
Às coisas banais que te vendem
São livros de contos, que vão mais além

 

Versos que guardo, Camões, Pessoa e Saramago
Energia que trago, concentrado de Feio a Solnado
Autor proclamado como Rosa Lobato Faria
Gil Vicente a escrever um novo auto
Alvaro Cunhal neste meio musical
No cimo Gago Coutinho e Sacadura Cabral
Dinis no meu pinhal, tu punhal em Inês de Castro
Usado no assassinato do chefe Viriato
Sou Vasco da Gama destemido no dobrar do cabo
A indústria Salazar, nós o golpe de estado de 74
Sou Carlos Paredes neste Fado
São aquelas às quais não me tenho confessado
Trabalhado ao ritmo de Manuel de Oliveira
Ouvia Paulo ainda era menino à volta da fogueira
Simone de Oliveira, Paião e Paco Bandeira
Trago plantas como Tomás Taveira e Siza Vieira!



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Sexta-feira, 15.02.13

 

 

letra

 

São tudo memórias...
Guardamos história ...

Sintoniza a nostalgia, classe de 76
A vida gira, ao som do gira-discos saía magia
O verão era mais quente, 3 meses de inferno
No meu tempo, as poças de água congelavam no Inverno
A pobreza na infância passa ao lado
Não havia internet, havia a rua, o facebook era humano
Não esqueço o paladar do meu primeiro beijo,
O meu primeiro peido em grupo, todos a grizar com o cheiro
Em putos construíamos cabanas com entulho
Imaginação e sonho no seu estado mais puro
O S. João no bairro, brincadeiras perigosas
Ia à guna no eléctrico para a praia de Matosas
Bmx, primeiro grande terno, grande queda
Conhecer a música foi fácil, ela estava à minha espera
Escorregava monte abaixo, sentado em papelão
Velha escola, a nova escola, como o fizz de limão

Sim, eu quero reviver os bons momentos
Sentir o calor na pele dos dias solarengos
Entrar na máquina e regressar no tempo,
Correr pelo recreio ao sabor do vento.
Sim, mantenho viva a criança em mim
Com estas memórias todas que não têm fim
Enquanto o vinil não pára no gira-discos
Quem me dera ter feito nalguns menos riscos
Sim, horas a fio a jogar com o meu primo
Risca o monopólio enquanto afino
O leitor Zx sprectrum 48k
Logo pedalo na Bmx mais uma etapa
Sim, os olhos brilham como berlindes
Sorriso nos lábios porque a vida é simples
Dizia muitas vezes que não queria ser adulto
Acho que decidi que iria pra sempre ser puto

(Agora)
São tudo memórias, de tempos que não voltam mais
Guardamos história que não esquecemos jamais
É tudo passado, aquilo que fomos
Mas se não sabes de onde vens, não sabes pra onde vais

Cresci algures entre uma cave num ilha e uma casa térrea
Entre a névoa colori túneis, passeios na linha férrea
No meu lar doce lar, a incrível Serra do Pilar
Subo e volto de novo ao mosteiro, pra me poder inspirar
Era um puto com um sonho, mas hoje sonho em ser um puto
E voltar atrás no tempo, não ter de conhecer o luto
Voltar às rondas de escondas naquela rua de trás
E girar com os medalhões com grandes símbolos da paz
Campeonatos de futebol? Nós ditávamos as regras
Queimados pelo sol no velho campo do Bairro das Pedras
Descíamos telhados, tal e qual ninjas na película
Pra roubar castanhas nas traseiras da Real Vinícola
Bandidos especialistas no assalto à fruta
A ver se resulta, fazíamos de conta que não tínhamos culpa
Fizemos bestas de cruzetas, carrinhos de rolamento
Ski na rua em persiana, maluqueiras doutros tempos

Eu quero ver-te feliz, como no dia em que me deste à luz
Memórias de criança, doces lembranças, enquanto carrego a minha cruz
Tudo aquilo que eu te fiz passar,
Eu sei, mãe continuo a te amar
Tanta luta, tanta pressão,
Pra ser alguém na vida e dar a lição
És um exemplo para mim de força e amor sem fim
Dias a fio, nem tinhas sossego
Nem dormias com dois empregos
Fizeste tudo por mim, não esqueci
És das pessoas mais fortes que eu conheci
Sim estou a falar para ti... Mãe

(Agora)
São tudo memórias, de tempos que não voltam mais
Guardamos história que não esquecemos jamais
É tudo passado, aquilo que fomos
Mas se não sabes de onde vens, não sabes pra onde vais



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Terça-feira, 30.10.12

Dealema em dose dupla de concertos no Halloween

É em dose dupla que os Dealema celebram o Halloween depois de quase um ano na estrada a apresentar a “Grande Tribulação”, álbum lançado no final de 2011, com uma forte mensagem política e social, retrato da sociedade em que vivemos onde a desumanização é crescente. Maze, Fuse, Mundo Segundo, Expeão e Dj Guze juntam-se desta forma em palco para percorrer as cidades de Vila do Conde e Viseu, nos dias 31 de Outubro e 01 de Novembro, respectivamente.

 

A primeira data acontece a 31 de Outubro, numa deslocação ao Forte de S. João em Vila do Conde para cantar os parabéns à Boomb Productions que celebra um ano de existência. O mote está lançado com a noite de Halloween por isso nada melhor do que juntar o campeão mundial de scratch, Dj Ride, àquela que é a banda mais ativa de hip-hop em Portugal, os Dealema.

 

No dia dos santos, o colectivo dealemático ruma a Viseu para uma data inserida na Recepção ao Caloiro, que este ano traz no cartaz nomes como Miguel Araújo (Azeitonas) ou os The Gift. O espectáculo acontece no Pavilhão Multiusos de Viseu, que terá a abertura oficial de portas às 22h00.

 

Noticia do Sapo Música



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Sábado, 11.08.12

 

 

letra

 

O olho que vê tudo tem-me sempre na mira
Apago a luz fecho a cortina, mas ele ainda respira
Na minha nuca o que suscita a minha ira
Destruí a televisão, estava farto de mentira

Comunicação social é a arma estatal
Que controla o mental, lança o pânico geral
Na área, cancelei a conta bancária
A reforma está guardada debaixo do colchão
Para sobreviver à bancarrota planetária
Cuidado, eles andam a cruzar informação
Vigiar e punir, promover a ignorância

Para manter o poder, dominar desde a infância
Iludir e mascarar a infinita abundância
Querem perpetuar o fermento da ganância
Propagandear a crise com voto unânime
Impedir-me totalmente de ascender na pirâmide

Nascemos formatados por valores e dados
Manipulados mentalmente no vale dos condenados
Mal informados pela ignorância castrados
Sem meios de reprodução como escravos condicionados
Levados à dependência de uma económica recompensa

Onde não singra quem perde só prevalece quem vença
No concurso global do homem bem sucedido
O mais bem adaptado ao sistema que lhe é oferecido
Manipulação corrupção e vigilância
Constantemente desde os tempos de infância
Com precisão satélites de fluxo informativo

Sabem o teu próximo passo e de cada individuo
Cadastrado no registo com número de série
Fornecemos ferramentas para apoteótica intempérie
Não mais marcados como gado, fim de comunicado
As paredes têm ouvidos, ficheiro eliminado.

Desde os tempos de criança nós perdemos a lembrança
O ecrã suga a inocência - vigilância
E só fica o vazio, preenchido com propaganda
Mas eu vejo mais, vejo mais para alem do que a vista alcança

Tu nem imaginas? o último dia
A última vida? até me arrepia
A galáxia respira, o homem conspira
Fuga espiritual a tua liberdade é politica
Cuidado com a net, quem te lê, quem te viu
Cuidado com a civilização que te pariu e traiu

Religiões e ciências, partidos e seitas
O bem e o mal, o julgamento final
Na caneta ou na arma, na alma ou na lâmina
O sangue é o combustível que alimenta a grande máquina
Eu tive um sonho? uma criança que chora

O mundo em chamas, o relógio que pára
Cuidado com a televisão, corta-lhe o som
Cuidado com o fato a quem apertas a mão
Cuidado com o tempo, a fé e o destino
Cheguei a tempo? ou tenho que ter cuidado contigo?

Desde os tempos de criança nós perdemos a lembrança
O ecrã suga a inocência - vigilância
E só fica o vazio, preenchido com propaganda
Mas eu vejo mais, vejo mais para alem do que a vista alcança 



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letra

 

Nada dura para sempre
Nem os frutos nem as sementes
Nada dura eternamente
Somos como estrelas cadentes
Por isso diz o que sentes
E vive sem medo
Ama os teus parentes
Nunca percas tempo
Aproveita toda a inocência da infância
Vive a irreverencia da adolescência
Usufrui da maturidade da idade adulta
Partilha a sapiência que da velhice resulta
Luta pela tua felicidade
Cria agora a tua realidade
Neste organismo em constante mutação
Mecanismo pelo *(tanque)* transformação
Onde a única certeza na incerteza da vida
É que tudo que inicia também finda

 

Nada dura para sempre(x4)

 

Nunca mais e para sempre
Tudo que começa acaba
Com o sol poente
Aqui nada é permanente
O tempo corre o relógio bate
Chove na minha face
Sinto o fim aproximar-se
O vento sopra
Sussurra nos meus ouvidos
Aqui agora estas vivo
Desperta os sentidos
Tudo é passageiro
O material é uma ilusão
Tentei agarrar coisas que me escaparam das mãos
Farei...
Vivi o dia como se fosse o último
Senti a chuva como se fosse a última
Beijei a mulher como se fosse a única
Enquanto canto corrosão da desencanto
Apatia que me consome por dentro
Melancolia do novo dia que nasce
Relembro-me do amor impossível
Um flash em frente aos meus olhos
O sonho desfaz-se
E desvane-se com o sol expoente
Restão 4 palavras
Nunca mais e para sempre

Nada dura para sempre


Ninguém vive eternamente (x4)

 

Nada dura para sempre
E todo o corpo decai
E só o amor se perpetua
Através de quem não retrai
Foste filho serás pai
E um dia talvez tenhas netos
Mas essa família unida
Nem sempre estará por perto
Daqui não levamos nada
Deixamos tudo
A casmurrice da velhice
As traquinices de miúdo
Impagável cada segundo de existência
Neste mundo que estes versos
Sejam o expoente do termo profundo
Tu aproveita o dia
Aproveita a vida e respira
Aproveita a bem comida
A muito quem a desperdiça
Procura igualdade e no vale semeia justiça
O mal de quem cobiça e o ritual
De quem muito permissa
Não queiras ser cigarra nesta colónia de formigas
E no inverno chorar pelas cantos
Tristezas não pagam dividas
Falo com deus pessoalmente sem intermediário
Ansioso pelo próximo equinócio planetário!

 

Nada dura para sempre (x4)

 

Admirável mundo novo
Não acredito as trevas não me levam
Porque amo o meu filho
Coros de suicido dão-me um sorriso ao ouvido
Mundo depressivo
Vivo como um anjo caído
A certeza inquestionável de sentir poder na arte
Respirar no universo aparte
Tudo pela arte
A visão e escrita
A vida e um combate
Brinco as escondidas
Com o impressionante
Não quero ver a minha mãe a partir
Não quero sentir a dor incomparável quando a hora surgir
Sentimento não e monocromático
O vermelho e intenso entre o preto e o branco
Retrato o terror da paisagem num poema
O meu amor nasceu num concerto de Dealema
A tempestade e intensa mas a chama ainda acende
Para sempre e muito tempo eu quero amar-te no presente

Nada dura para sempre


Ninguém vive eternamente (x4)

 

Nada dura para sempre(x4)



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Quarta-feira, 18.07.12

 

letra

 

(Take it back, Take it Back
To the old school, old school)

Vi-te crescer, mano, tal e qual me viste a mim,
se estas ruas falassem contavam uma história sem fim.
Do centro ao jardim ou no liceu onde tudo começou
recordo a imagem da face tudo o que nos ajudou
14/24 uma década de inéditos,
passada no escuro sem receber créditos
Por entre prédios,
Bairros e elementos bizarros
Quais instintos são a prova colocados?
Nós, sobrevivemos algures entre o paraiso e o inferno,
numa cidade cizenta onde todo o ano é Inverno
Ves-nos crescer como uma árvore bem forte,
germinada a partir duma semente do norte
Expansao Geografica, comitiva dealematica
A simplicidade é tática,
na verdade, posta em prática.
Existe muita gente ingrata, pouca gente honesta
que desconhece as consequências de metade do que manifesta

(Esta é para todos)
Os meus verdadeiros amigos
(Esta é para todos)
Que estiveram lá quando foi preciso
(Esta é para todos)
Aqueles que acreditaram em nós
Os mesmos que nunca nos deixaram sós
[2x]

Frio gélido cenário de cerrado nevoeiro
tabuleiro superior, Ponte D.Luis I
Até ao minuto derradeiro.
Nova Gaia - Porto, no coração
na alma, na mente, no meu corpo.
Sonhos por concretizar,
fazem-nos rimar
É a nossa vida, vamos ganhá-la custe o que custar.
Temos cegos, surdos e mudos famintos
do alimento para alma que nós distribuimos
e elevamos a mentalidade em saltos cânticos,
evocando a liberdade nos nossos cânticos,
pesados como fardos, de responsabilidade,
carregamos nas costas, desde tenra idade
Criancças da cidade embriagadas em sonhos
lembranças do passado hoje inundam-nos os olhos.
Enquanto mentes pobres,
lançam boatos podres,
orgulho-me de nos ver lutar por causas nobres

(Esta é para todos)
Os meus verdadeiros amigos
(Esta é para todos)
Que estiveram lá quando foi preciso
(Esta é para todos)
Aqueles que acreditaram em nós
Os mesmos que nunca nos deixaram sós
[2x]

Eles não acreditavam numa segunda vida,
fora de tempo, à moda antiga
mas já não podem fechar a saida,
Com mil chaves, todas as oportunidades
ve-se muitas celebridades com escassas capacidades.
Hoje em dia,
podes crer é isto que mais gira,
muita beleza em torno duma cabeça vazia.
Incapaz de entender o habitat no qual se encontra inserido
ou incapaz de decifrar dois parágrafos de um livro.
Mas não tenho mais que a escolaridade obrigatória
mas a diferença de consciência entre nós é notória.
Tens a memória curta, como uma experiência na luta,
ou mesmo na vida
e de quem será a culpa?
Da inocência que permanece após a adolescencia,
que não permite olhar o mundo com a devida transparência
Triste ser mestre do teu próprio templo,
e com o tempo serás o próximo a dar o exemplo

(Esta é para todos)
Os meus verdadeiros amigos
(Esta é para todos)
Que estiveram lá quando foi preciso
(Esta é para todos
Aqueles que acreditaram em nós
Os mesmos que nunca nos deixaram sós
[2x]

(Esta é para todos)
(Esta é para todos)
(Esta é para todos)
Os meus verdadeiros amigos
Que estiveram lá quando foi preciso
Aqueles que acreditarm em nós
Os mesmos que nunca nos deixaram sós
[2x]



publicado por olhar para o mundo às 08:46 | link do post | comentar

Domingo, 15.07.12

 

Letra

 

Bem vindos a esta viagem ao nosso intimo, aqui expomos as nossos raízes, todo o percurso as nossas cicatrizes, a nossa vida em rimas

Do nada nasce tudo, 1976, balança 4 quilos peso bruto
Criado com amor puro, mas o meu pai? Ups
Não vou recuar tão fundo
À segunda tentativa filho único melhor prenda da vida
Um mano para dividir o mundo,
Nuno o sonho comandava-me em miúdo
Visionário puto, cabeça na lua poeta mudo
Virava costas ao suposto
Cego eram cores eram estrelas era todo um universo
Como é que uma caneta sem tinta traça um destino (Como?)
Como é que um [censurado] com tantos amigos é tão sozinho (Como?)
São duas frases que retratam um caminho
Quando penso bem nisso, eu não mudei muito
Soube sorrir, soube amar e soube criar
E vou voar até onde a musica me levar?

Nascido em Sto. Ildefonso coração do porto
Transpiro invicta por cada poro do corpo
Trago recordações puras que guardo numa redoma
Infância magica de uma mente sonhadora
Filho único, o meu amor filial é especial
Tive toda a educação fundamental
Mudança súbita, adolescência obscura
Inocência ceifada pela realidade dura
Problemas financeiros, morte de familiares
Stress emocional e desilusões milhares
Mas a musica é o caminho que me afasta do atalho
Adeus desporto, adeus escola, olá trabalho

(Refrão)

Eu não me esqueci de onde vim
Para onde vou, com que estive, com quem estou
De quem fui, de quem sou, nada mudou
Desde o dia em que tudo começou
Que mais podemos dizer,
Expomos toda a nossa vida
Damos toda a energia
Aconteça o que acontecer
Levamos a cabo o projecto
Damos o corpo ao manifesto
Iremos prevalecer

Nascido e criado na velha Vila Gaiense
Pai ausente, mãe doente sob pressão permanente
Aos dezasseis os estudos já não eram uma opção
Algures numa obra fazia o meu ganha pão
Escrevia rimas, rascunhos, em intervalos de turnos
Fruto da fé que me levou a nunca baixar os punhos
Perseguindo sonhos à velocidade do som
No amor e na amizade, descobri o que a vida tem de bom
Falsas expectativas com base em informações distorcidas
São como velhas doenças que devem ser combatidas
Nobre guerreiro desde os vinte e dois a tempo inteiro
Um bolso vazio que muito imaginam cheio
De esquina para esquina encontro uma face amiga
Conseguiras tu visionar maior riqueza na vida
Adolescente homem feito com humildade e respeito
Na rua estudei direito, humanamente imperfeito

Eu vim de um sitio chamado, O Bairro da Providencia
Onde putas dão canecos e perdem a consciência
Ergui-me no meio do caos e decadência
Mas recusei a aceitar tal sentença
O meu pai bazou, quando eu tinha dois anos
Mais tarde fui para Gaia conheci os meus manos
Tive que ser homem mais cedo, senti o medo
Dormi na rua, no centro ao relento, vivi a luta
Se não fosse esta banda, estava fudido da tampa
Perdido, provavelmente metido na branca
O piso, Dealema, a Lenda, o Mito
Grito final a luta na qual acredito

(Refrão)

Eu não me esqueci de onde vim
Para onde vou, com que estive, com quem estou
De quem fui, de quem sou, nada mudou
Desde o dia em que tudo começou
Que mais podemos dizer,
Expomos toda a nossa vida
Damos toda a energia
Aconteça o que acontecer
Levamos a cabo o projecto
Damos o corpo ao manifesto
Iremos prevalecer



publicado por olhar para o mundo às 17:42 | link do post | comentar

Segunda-feira, 05.03.12

 

Letra

 

Foram dias de glória na memória, a chama
A nossa vida é como um filme dava um drama
Voltamos de novo é pelo povo, Dealema
Marcamos o nome a ferro e fogo
A nossa história está escrita na fita
Fizemos uma mini revolução, acredita
Estamos nisto juntos desde a estaca zero
Costruimos juntos este quinto império
Antes da imprensa se aperceber
O submundo estava-se a erguer do segundo piso
Mental, espiritual com os meus sócios profetizo de volta ao ritual
Prevalecemos na arte de viver, 
Merecemos tudo e mais alguma coisa podes crer
Lutadores permanentes, sonhadores pra sempre
Caçadores de emoções eternamente

(Refrão 2x)
DLM
Paz, amor, união e divertimento
DLM
Construimos as bases do movimento

(Mundo)
93..primeiras folhas riscadas, milhões de ideias
Imperfeitas métricas quadradas
Como um puto num mundo novo por descobrir
Mal sabia que me iria apaixonar a seguir
Este ritmo apoderou-se do meu corpo
Um dos primeiros b-boys da cidade do Porto
Passei do Mundo do basket ao mundo do skate, 
Ao Mundo das rimas, ao Mundo do break
Finalmente senti-me completo, por dentro repleto
5 manos no projecto, o sentimento era concreto
Ganhamos mais pica a jogar em equipa
Ganhamos uma família, 5 irmãos para a vida
Juntos batemos no topo, estivemos no fundo
Mas a história que escrevemos vai p'alem deste mundo
Experiências e sentimentos pra futuros rebentos
Antecipamos, antevemos chamam-nos sinais dos tempos

(Refrão 2x)

(Maze)
Paz, amor união e divertimento
Fiquei cego de paixão pelo movimento
Eu cresci como homem e como artista
Descobri o meu dom como liricista
Relembro a primeira letra o primeiro graf
A felicidade de voar livre como uma ave
Nesta contra-cultura, pura criação de rua
Que excita um adolescente como uma mulher nua
O meu Bronx no fim dos anos 70
Foi o Porto e Gaia, eram os anos 90
Aqui vivi, nutri as mais sinceras amizades, 
Eternas fraternidades em modernas comunidades
Com bases assentes na maravilha da partilha
Fazemos magia rituais de feitiçaria
Doses letais de adrenalina sente a energia
Pra manter a tua chama viva, vai brilha.

(Refrão 2x)

(Fuse)
Eu vim dos anos dourados
Ser humano era respeitar e ser respeitado
Eu vim dos anos setenta
Testemunho adolescente, hip hop anos 90
Eu vim da revolução musical
Crescemos juntos, evolução
Vi o mundo mudar, vi o século virar
Analógico pra digital fenomenal
Queres sentir o que eu senti pela primeira vez
Imagina-te a pisar a lua a primeira vez
O primeiro video, o primeiro disco, 
beat-box, o scratch era lindo, divino
Ás vezes sinto medo e desgosto ao mesmo tempo
Porque o sentimento da velha escola se evapora com o tempo
Antevejo dias negros mas cada dia é um novo dia em que nascemos por dentro.

(Refrão 2x)



publicado por olhar para o mundo às 08:23 | link do post | comentar

Sexta-feira, 17.02.12

 

Letra

 

Vou a caminho de casa
Vou a caminho de casa
Um sentimento
Para ele a miséria era o prato do dia
Vivia com o estômago vazio ou nem comia
Nunca iria roubar, era honesto de mais
Nunca iria mendigar, era orgulhoso de mais
Sua prioridade máxima, alimentar os filhos
Sem espaço para vícios, apenas sacrifícios
Desde que a mulher partira, e partira seu coração
Só sobrevivência, sem cicatrização
Transformado em super-homem, pelas vicissitudes da vida
Nunca mudaria as suas atitudes
Sem tempo para viver e com a corda no pescoço
A pressão do ganha-pão, da escravidão, do esforço
Na pobreza com a nobreza, aprendeu a lição
Imune à tentação da autocomiseração
Mesmo quando esmorecia e ía ao fundo por momentos
Esqueceu a recompensa do sorriso dos rebentos

Vou a caminho de casa
Um sentimento triste invade a minha alma
Vou a caminho de casa
Sou mais um mero sonhador
Mais um mero sonhador

Ultima recordação do exterior, foi o interior da ambulância
Nunca se tinha visionado em tal circunstância
No corredor de urgência, a espera era interminável
Crescia o medo de um diagnóstico, nada favorável
Família intrasorridente sai com olhos de vidro
Tenta aproveitar por um momento, o tempo perdido
Ela sabe que por dentro, algo não funciona bem
Setenta anos de histórias e memórias
Que ainda lhe trazem, uma réstia de força
Naquela cama de hospital
Pior que uma solitária, um estabelecimento prisional
O seu corpo não descansa, olhar triste e pesado
Sente medo e quando dorme vê fantasmas do passado
Sinto a tocar-me na face com a sua mão enrugada
A imponência da doença, transforma-nos em nada
De repente sinto toda uma vida a passar-me à frente
Seu sacrifício tornou-me no homem que sou presentemente
Vou a caminho de casa
Um sentimento triste invade a minha alma
Vou a caminho de casa
Sou mais um mero sonhador
Vou a caminho de casa
Sou mais um mero sonhador


Esta é a história de um anjo amigo meu
Nuno, é verídica, ele já faleceu
Não tinha asas, ele escolheu ser esquecido
Mendigo, rico de espírito, morreu sozinho
Chamemos-lhe ninguém
Tinha os olhos brancos, foi cegado pela escuridão que a vida tem
Cansado de viver com pessoas sem visão
A visão que ele tinha, era mais além
Ele foi quem não queria ser
Vida perfeita que não queria ter
Acorrentado pelo ideal,
Tu provas-te ser, alguém tornou-o em alguém irreal
Quantas tempestades eu vivi
Quantas memórias escrevi
Esta foi a página que eu arranquei
Quando me lembrei do dia em que eu morri

Vou a caminho de casa
Um sentimento triste invade a minha alma
Vou a caminho de casa
Sou mais um mero sonhador
Vou a caminho de casa
Sou mais um mero sonhador
Mais um mero sonhador



publicado por olhar para o mundo às 17:44 | link do post | comentar


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