Vou voltar! Sei que ainda vou voltar Para o meu lugar Foi lá e é ainda lá Que eu hei de ouvir Cantar uma Sabiá...
Vou voltar! Sei que ainda vou voltar Vou deitar à sombra De uma palmeira que já não há Colher a flor que já não dá E algum amor Talvez possa espantar As noites que eu não queria E anunciar o dia...
Vou voltar! Sei que ainda vou voltar Não vai ser em vão Que fiz tantos planos De me enganar Como fiz enganos De me encontrar Como fiz estradas De me perder Fiz de tudo e nada De te esquecer...
Haja o que houver Há sempre um homem, para uma mulher E há de sempre haver para esquecer Um falso amor e uma vontade de morrer Seja como for há de vencer o grande amor Que há de ser no coração Como um perdão Pra quem chorou
O meu amor Tem um jeito manso que é só seu E que me deixa louca Quando me beija a boca A minha pele toda fica arrepiada E me beija com calma e fundo Até minh'alma se sentir beijada, ai O meu amor Tem um jeito manso que é só seu Que rouba os meus sentidos Viola os meus ouvidos Com tantos segredos lindos e indecentes Depois brinca comigo Ri do meu umbigo E me crava os dentes, ai Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz Meu corpo é testemunha Do bem que ele me faz O meu amor Tem um jeito manso que é só seu De me deixar maluca Quando me roça a nuca E quase me machuca com a barba malfeita E de pousar as coxas entre as minhas coxas Quando ele se deita, ai O meu amor Tem um jeito manso que é só seu De me fazer rodeios De me beijar os seios Me beijar o ventre E me deixar em brasa Desfruta do meu corpo Como se o meu corpo fosse a sua casa, ai Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz Meu corpo é testemunha Do bem que ele me faz
Carolina, nos seus olhos fundos Guarda tanta dor, a dor de todo esse mundo
Eu já lhe expliquei, que não vai dar Seu pranto não vai nada ajudar Eu já convidei para dançar É hora, já sei, de aproveitar
Lá fora, amor, uma rosa nasceu Todo mundo sambou, uma estrela caiu Eu bem que mostrei sorrindo, pela janela, ói que lindo Mas Carolina não viu
Carolina, nos seus olhos tristes, guarda tanto amor O amor que já não existe
Eu bem que avisei, vai acabar De tudo lhe dei para aceitar Mil versos cantei para lhe agradar Agora não sei como explicar
Lá fora, amor, uma rosa morreu Uma festa acabou, nosso barco partiu Eu bem que mostrei a ela, o tempo passou na janela Só Carolina não viu
___ Cais ___ Composição: Milton Nascimento / Ronaldo Bastos
Para quem quer se soltar invento o cais Invento mais que a solidão me dá Invento lua nova a clarear Invento o amor e sei a dor de encontrar Eu queria ser feliz Invento o mar
Invento em mim o sonhador Para quem quer me seguir eu quero mais Tenho o caminho do que sempre quis E um saveiro pronto para partir Invento o cais E sei a vez de me lançar
Disse-te adeus, não me lembro Em que dia de Setembro Só sei que era madrugada; A rua estava deserta E até a lua discreta Fingiu que não deu por nada.
Sorrimos à despedida Como quem sabe que a vida / É nome que a morte tem Nunca mais nos encontramos E nunca mais perguntamos / Um p?lo outro, a ninguém.
Que memória ou que saudade Contará toda a história / De que não fomos capazes Por saudade ou por memória Eu só sei contar a história / Da falta que tu fazes.
Eu não sei se algum dia eu vou mudar Mas eu sei que por ti posso tentar Até me entreguei e foi de uma vez Num gesto um pouco louco Sem pensar em razões nem porquês
O amor é assim Pelo menos para mim Deixa-me do avesso Tropeço, levanto e volto para ti O amor é assim Pelo menos para mim Deixa-me do avesso Tropeço, levanto e volto para ti
Eu não perco a esperança Espero a bonança E nela avança o mesmo amor E o tempo é companheiro é bom parceiro E até já nos sabe a cor E as voltas que embora nos traça e eu lá sei Leva-nos para onde for Insiste, persiste, não sabes o fim Mas assim é
O amor é assim Pelo menos para mim Deixa-me do avesso Levanto, tropeço e volto para ti O amor é assim Pelo menos para mim Deixa-me do avesso Tropeço, levanto e volto para ti
Mas será que é mesmo assim? Dizem que o amor é assim Há tempo para descobrir Mas só quero o teu bem (Quero o teu bem) E que eu seja o teu bem (Que eu seja o teu bem) E tudo nos vá bem (vá bem, vá bem) Não quero ficar sem ti
O amor é assim Pelo menos para mim Deixa-me do avesso Tropeço, levanto e volto para ti O amor é assim Pelo menos para mim Deixa-me do avesso Tropeço, levanto e volto para ti
O amor é assim Pelo menos para mim Deixa-me do avesso Levanto, tropeço e volto para ti O amor é assim Pelo menos para mim Caio e levanto qual é o espanto? O amor é assim Pelo menos para mim Caio e levanto qual é o espanto?
Carminho e Carlos do Carmo num emocionante encontro de gerações!
Caminha recebe no próximo dia 8 de Agosto duas das mais excelsas vozes do Fado, Carminho eCarlos do Carmo.
Numa noite de encontro e partilha entre gerações, os fadistas apresentam-se para dois concertos no Pavilhão Municipal da vila.
A comemorar 50 anos de carreira, Carlos do Carmo foi agraciado com o Grammy Latino para “Lifetime Achievement” no ano passado.
Já em 2015 actuou em Paris e recebeu a Medalha de Vermeil, a mais alta condecoração camarária da cidade. A juntar a estes mais recentes reconhecimentos internacionais há a nossa certeza de que o canto de Carlos do Carmo trouxe um novo rumo ao Fado, introduziu a esperança e deu abertura ao estilo.
Depois do sucesso conquistado por “Alma”, nos dois lados do Atlântico, e de ter chegado ao número 1 do top nacional de vendas espanhol, com “Perdóname”, num dueto com Pablo Alborán, Carminho lançou “Canto” em 2014, o seu terceiro disco de originais. Este ano tem-se apresentado um pouco por todo o mundo, tendo já passado pelo Kennedy Center, em Washington, assim como pelo Rio de Janeiro ou São Paulo.
Carminho e Carlos do Carmo cruzam agora mais uma vez os seus percursos, desta vez em Caminha.
Os bilhetes têm o preço único de 20€, estão à venda nos locais habituais.
Os Guano Apes e Carminho são as mais recentes confirmações para o Festival do Crato.
A banda alemã e a fadista juntam-se, no cartaz do certame, aos anteriormente anunciados James Arthur, Selah Sue, Linda Martini e D.A.M.A.
O Festival do Crato regressa ao Alentejo entre os dias 26 e 29 de agosto. Além dos concertos no palco principal, o certame também se alia ao artesanato e à gastronomia que, nesta edição, apresentarão novidades, no que concerne a espaço e animação, disponibilizando também zona de acampamento gratuita e um palco After-Hours.
Os bilhetes para o evento já estão à venda nos locais habituais e custam entre €10 (bilhete diário para os dias 26 ou 27 de agosto), €12 (bilhete diário para os dias 28 ou 29 de agosto), €24 (passe 4 dias) e €27 (passe 4 dias c/ campismo).
Coisas transformam-se em mim, É como chuva no mar, Se desmancha assim em Ondas a me atravessar, Um corpo sopro no ar Com um nome p’ra chamar, É só alguém batizar, Nome p’ra chamar de Nuvem, vidraça, varal, Asa, desejo, quintal, O horizonte lá longe, Tudo o que o olho alcançar E o que ninguém escutar, Te invade sem parar, Te transforma sem ninguém notar, Frases, vozes, cores, Ondas, frequências, sinais, O mundo é grande demais. Coisas transformam-se em mim, Por todo o mundo é assim.
Pra que te queixas de mim Se eu sou assim Como tu és, Barco perdido no mar Que anda a bailar Com as marés? Tu já sabias Que eu tinha o queixume Do mesmo ciúme que sempre embalei Tu já sabias Que amava deveras; Também quem tu eras, Confesso, não sei!
Não sei quem és Nem quero saber. Errei, talvez, Mas que hei-de fazer? A tal paixão que jamais findará, - Pura ilusão! - Ninguém sabe onde está! Dos dois, diz lá O que mais sofreu! Diz lá que o resto sei eu!
Pra que me queixo eu também Do teu desdém Que me queimou Se é eu queixar-me afinal Dum temporal Que já passou? Tu nem calculas As mágoas expressas E a quantas promessas Calámos a voz! Tu nem calculas As bocas que riam E quantas podiam Queixar-se de nós!
Não sei quem és Nem quero saber. Errei, talvez, Mas que hei-de fazer? A tal paixão que jamais findará, - Pura ilusão! - Ninguém sabe onde está! Dos dois, diz lá O que mais sofreu! Diz lá que o resto sei eu!
Não sei quem és Nem quero saber. Errei, talvez, Mas que hei-de fazer? A tal paixão que jamais findará, - Pura ilusão! - Ninguém sabe onde está! Dos dois, diz lá O que mais sofreu! Diz lá que o resto sei eu!
Tal qual esta Lisboa, roupa posta à janela Tal qual esta Lisboa, roxa jacarandá Sei de uma outra Lisboa, de avental e chinela Ai Lisboa fadista, de Alfama e oxalá
Lisboa lisboeta, da noite mais escura De ruas feitas sombra, de noites e vielas Pisa o chão, pisa a pedra, pisa a vida que é dura Lisboa tão sozinha, de becos e ruelas
Mas o rosto que espreita, por detrás da cortina É o rosto d'outrora feito amor feito agora Riso de maré viva numa boca ladina Riso de maré cheia num beijo que demora
E neste fado deixo esquecido aqui ficar Lisboa sem destino, que o fado fez cantar Cidade marinheira sem ter que navegar Caravela da noite que um dia vai chegar
Os álbuns "Coisas Que a Gente Sente", de Rão Kyao, e “Alma”, de Carminho, venceram ex-aequo o Prémio Carlos Paredes que será entregue no dia 12, no Museu do Neo-Realismo, em Vila Franca de Xira, foi hoje divulgado.
De acordo com a Câmara de Vila Franca de Xira, que instituiu o galardão, este tem por intuito homenagear um dos maiores criadores e intérpretes musicais portugueses do século XX, assim como incentivar a criação e a difusão de música de qualidade feita por portugueses.
O prémio tem o valor pecuniário de cinco mil euros, que será partilhado pelos dois músicos.
“Alma”, editado em março passado, é o segundo disco da fadista que, em 2012, recebeu o Prémio Amália Rodrigues Melhor Intérprete e que já tinha recebido em 2005 o Prémio Revelação. Do alinhamento do álbum, o tema “Folha”, de autoria da própria fadista, interpretado na melodia do Fado Proença, de Júlio Proença, recebeu em maio passado uma menção honrosa na International Songwriting Competition, nos Estados Unidos.
Rão Kyao explicou em comunicado o álbum "Coisas Que a Gente Sente", publicado há um ano, segundo o qual, “sentir é o que na música e na vida nos faz vibrar, ou seja, viver”. “Podemos apreciar os contornos, o virtuosismo, a forma, a proposta, a estética e todos os outros elementos da música, mas só quando ela nos toca dentro e a sentimos é que ela serve o seu propósito - elevar-nos, modificando e dando nova dimensão à nossa existência. São momentos indefiníveis, são 'coisas que a gente sente'", explicou o músico. Do alinhamento, entre outros, constam os temas “Depois de um sonho”, “Na planície”, “Ao sentir a parábola”, “Com os amigos”, “Festejando”, “No dá e dá”, “Por Shankara” e “Em Aljezur”, em que a protagonista é a flauta de cana.
No dia 12, às 21:30, os dois músicos atuam no auditório do Museu vila-franquense, assim como os músicos do JazzdoaaV. Carminho, que interpretará temas do álbum, como “Lágrimas do céu”, “Malva-Rosa”, “As pedras da minha rua” e “Meu namorado”, será acompanhada à guitarra portuguesa por Luís Guerreiro, à viola, por Diogo Clemente e, à viola baixo, por Marino de Freitas.
Atribuído anualmente, o Prémio Carlos Paredes “visa contribuir para o reforço da identidade cultural nacional, através da música, nomeadamente a de raiz popular portuguesa, procurando homenagear os maiores criadores e intérpretes musicais portugueses do século XX e incentivar a criação e a difusão de música de qualidade feita por portugueses”, segundo regulamento do prémio.
Os trabalhos discográficos “Hajime”, de André Carvalho, e “Fado Mutante”, dos Rosa Negra, foram premiados ex-aequo na edição do ano passado. Bernardo Sassetti, Mário Laginha, Pedro Jóia e Ricardo Rocha foram contemplados igualmente com este galardão.
Fadista recebe o prémio atribuído pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira por um álbum de originais e versões de clássicos
O segundo disco de Carminho, Alma, valeu à fadista o Prémio Carlos Paredes, atribuído pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira. O prémio, no valor de 2500 euros, é entregue no dia 12 de Novembro, numa cerimónia no Museu do Neo-Realismo.
Editado em Março do ano passado, Alma reúne 15 fados, entre originais e versões de fados clássicos (de Amália, Maria Amélia Proença ou Fernanda Maria). Carminho chegou até a gravar uma edição brasileira deste disco, à qual acrescentou três novos temas gravados com Chico Buarque, Milton Nascimento e Nana Caymmi.
Em Portugal, o sucessor de Fado (2009) foi dupla platina, tendo estado durante várias semanas no top de vendas nacional.
O Prémio Carlos Paredes, atribuído anualmente, visa contribuir para o reforço da identidade cultural nacional, através da música, nomeadamente a de raiz popular portuguesa, procurando homenagear os maiores criadores e intérpretes musicais portugueses do século XX e incentivar a criação e a difusão de música de qualidade feita por portugueses.
Em edições anteriores, premiou André Carvalho e Rosa Negra (2012), El Fad (2011), Ricardo Rocha (2010), Um (2009), Pedro Jóia (2008), Mário Laginha (2007), Mandrágora e Bernardo Sassetti (2006), TGB (2005), Ricardo Rocha e Carlos Barretto (2004) e Bernardo Sassetti (2003).
Vou voltar sei que ainda Vou voltar Para o meu lugar Foi lá é ainda lá Que eu hei de ouvir cantar Uma sabiá
Vou voltar Sei que ainda vou voltar Vou deitar à sombra de uma palmeira Que já não há Colher a flor que já não dá E algum amor talvez possa espantar As noites que eu não queria E anunciar o dia
Vou voltar Sei que ainda vou voltar Não vai ser em vão Que fiz tantos planos de me enganar Como fiz enganos de me encontrar Como fiz estradas de me perder Fiz de tudo e nada de te esquecer
Vou voltar sei que ainda Vou voltar Para o meu lugar Foi lá é ainda lá Que eu hei de ouvir cantar Uma sabiá
Vou voltar Sei que ainda vou voltar E é pra ficar Sei que o amor existe eu não sou mais triste E que a nova vida já vai chegar E a solidão vai se acabar
Músico brasileiro dedicou a sua coluna semanal de Domingo à cantora portuguesa, que na semana passada actuou no Brasil.
Na semana passada entregaram-se no Rio de Janeiro os Prémios da Música Brasileira, que distinguem o que de melhor se faz na área. Caetano Veloso, Moraes Moreira, Elba Ramalho e os Titãs foram os grandes vencedores da noite, que contou com a actuação de Carminho. A fadista portuguesa não passou despercebida e teve depois direito e uma série de elogios na coluna semanal que Caetano Veloso escreve no Globo. Carminho foi o que de melhor aconteceu nesta noite de prémios, garante o músico brasileiro.
A noite foi de homenagem a Tom Jobim (1927-1994), que teve várias músicas interpretadas por nomes bem conhecidas da música brasileira. Gal Costa, Nana Caymmi e Maria Gadú foram apenas algumas das artistas que subiram ao palco da 23ª Gala dos Prémios da Música Brasileira. Mas o destaque,escreve Caetano Veloso, foi sem dúvida Carminho, “prefaciada pela discrição mesoatlântica de António Zambujo, levando o sabiá de Tom Jobim e Chico Buarque ao lugar alto que lhe é de direito na história da língua portuguesa”. “Foi uma noite de vários aplausos de pé.”
“Carminho é a mais nova e a mais bela floração desse renascimento do fado entre jovens portugueses”, continua o músico brasileiro, para quem ouvir a fadista “a cantar essa canção de exílio brasileira com voz de quem mal atravessou o oceano para vir aqui nos ensinar tanto, foi de fazer chorar”. “A plateia se levantou crendo ser levada a isso pela exuberância vocal e musical da jovem cantora. Seria um aplauso entusiástico diante de uma interpretação virtuosística. Justo”, continua Caetano Veloso, que além de ter sido premiado na categoria de melhor cantor, venceu ainda o prémio para melhor projecto visual com o seu novo trabalho, Abraçaço.
A portuguesa foi por isso um acontecimento ao cantar assim “nosso passarinho (nos dois géneros: 'uma sabiá' e 'o meu sabiá', como o dicionarismo de Tom conversou com o de Chico, trazendo de volta minhas lembranças de uso do nome da ave, em minha Santo Amaro natal, tanto no masculino quanto no feminino) era, no auge do arrebatamento das notas altas com arabescos ibéricos, a consolidação desse mesoatlântico que busco e que Zambujo anunciou”.
E para terminar o elogio maior: “Carminho elevou a festa modesta à sua verdadeira altura histórica”.
Os duetos de Carminho com Chico Buarque, Milton Nascimento e Nana Caymmi vão ser incluídos na nova edição de "Alma", título do mais recente disco da fadista, que chega às lojas portuguesas a 26 de novembro.
Com Chico Buarque, de quem Carminho tem uma versão de “Meu Namorado” no disco, gravou “Carolina”. Já com Milton Nascimento, com quem já atuou este ano em Lisboa, gravou “Cais”. “Contrato de Separação” foi o tema que cantou em conjunto com Nana Caymmi.
As gravações com os três nomes da música brasileira decorreram em agosto deste ano no Rio de Janeiro e com o objetivo de integrarem a edição brasileira de “Alma”, a ser lançada também durante o mês de novembro.
De acordo com a editora, prevê-se que esta nova edição de "Alma" aconteça ainda em outros paises europeus.
Esta notícia surge a pouco dias da estreia de Carminho nos palcos dos Coliseus de Lisboa e do Porto nos dias 3 e 9 novembro, respetivamente. Os espetáculos estão integrados na digressão mundial de “Alma”, através da qual Carminho tem percorrido os quatro cantos do mundo. Reino Unido, França, Espanha, Alemanha, Austria, Suécia, Dinamarca, Alemanha e Brasil são os países que ainda se seguem.
Carminho atua ao vivo nos Coliseus de Lisboa e do Porto nos dias 3 e 9 de novembro, respetivamente, tratando-se da primeira vez que a fadista se apresenta nestas salas de espetáculos.
Ambos os concertos estão integrados na digressão mundial de apresentação do disco “Alma”, editado a 5 de março deste ano, a qual passará, até ao final do ano, pela Polónia, Reino Unido, França, Alemanha, Áustria, Suécia, Dinamarca e Espanha.
Em palco, Carminho vai ser acompanhada pela guitarra portuguesa dedilhada por Luís Guerreiro, pela viola de fado de Diogo Clemente e pela viola baixo de Marino de Freitas.
Recorde-se de que, recentemente, Carminho gravou três temas no Brasil com Chico Buarque, Milton Nascimento e Nana Caymmi, canções que, de acordo com a promotora dos espetáculos nos Coliseus, irão integrar uma nova edição do álbum “Alma”.
Carminho, que está atualmente a preparar um edição brasileira do álbum "Alma", com a participação de músicos como Chico Buarque e Milton Nascimento, atuará a 10 de novembro no London South Bank.
Este concerto em Londres acontecerá dias depois de Carminho atuar nos coliseus de Lisboa e do Porto (a 3 e 9 de novembro, respetivamente), e junta-se a uma série de atuações na Europa.
De 22 de novembro a 1 de dezembro, a fadista atuará na Alemanha, França, Áustria, Suécia e Dinamarca. Em outubro tem concertos previstos na Coreia do Sul.
No London Jazz Festival atuará ainda a cantora portuguesa Luísa Sobral, assegurando a primeira parte do espetáculo da artista Melody Gardot, no dia 10 de novembro, no Barbican Centre, ainda com as canções do álbum de estreia "The cherry on my cake".
Esta será a segunda vez que Luísa Sobral atuará este ano em Londres, depois de ter estado em maio na Union Chapel, na primeira parte do concerto da cantora alemã Ute Lemper.
O disco de estreia foi editado no mercado britânico pela Wrasse Records. O cartaz deste ano do London Jazz Festival integra nomes sonantes como Paco de Lucia, Brad Mehldau, Dee Dee Bridgwater, Sonny Rollins - concerto que já está esgotado -, Chick Corea, Jan Garbarek, Egberto Gismonti e David Murray, em formato big band e com a participação de Macy Gray.
Carminho vai gravar com gigantes da música brasileira
Carminho vai viajar para o Brasil já na próxima semana
Para a edição brasileira do disco "Alma", que sai no Brasil no final do ano
Chico Buarque, Milton Nascimento e Nana Caymmi, três dos grandes nomes da música brasileira, vão juntar-se a Carminho na próxima semana, no Rio de Janeiro, para gravarem três temas para a edição brasileira de “Alma”, o segundo disco da fadista.
Com Chico Buarque, de quem a fadista tem uma versão de “Meu Namorado” em “Alma”, Carminho vai gravar “Carolina”, com Milton Nascimento, com quem esteve em Lisboa em Junho, gravará “Cais” e com Nana Caymmi, “Contrato de Separação”.
“A Carminho é uma cantora encantadora, o Chico já conhecia o seu trabalho e gosta muito dela e por isso aceitou prontamente este convite”, diz ao PÚBLICO Vinicius França, agente de Chico Buarque, explicando que o contacto entre a fadista e os músicos brasileiros aconteceu em Junho quando os dois, Carminho e Vinicius, se encontraram em Lisboa a propósito do concerto de Milton Nascimento.
Segundo Vinicius, nesta altura a fadista portuguesa falou do seu desejo de gravar uns temas no Brasil com Chico Buarque, Milton Nascimento e Nana Caymmi, que “prontamente aceitaram o convite”. “Quando estive aí em Lisboa, eu o Milton fomos jantar com a Carminho e o Milton ficou encantado, ela é mesmo uma cantora brilhante.”
Inicialmente os três temas serão integrados como faixas extra na edição brasileira de “Alma”, da responsabilidade da MPB Records e com distribuição da Universal, mas de acordo com João Pedro Ruela, agente de Carminho, a ideia é que sejam depois também editados em Portugal.
“Esta era uma vontade já de longa data e por isso ficámos muito felizes com esta concretização”, diz Ruela ao PÚBLICO, explicando que Carminho vê nestes três músicos “uma influência”. “Descobrimos que Chico Buarque demonstra um grande apreço pela arte de Carminho e que gostou muito do trabalho dela, isto só pode ser maravilhoso”, acrescenta o agente português.
O segundo disco de Carminho chegará às lojas brasileiras no final do ano, altura em que a fadista estará novamente no Brasil para uma digressão. Antes disso, Carminho vai actuar nos coliseus de Lisboa e do Porto, a 3 e 9 de Novembro, respectivamente. Sobre a possibilidade de receber alguns convidados nestes dois concertos, João Pedro Ruela não adiantou nenhum pormenor, explicando que “ainda não há novidades”.
Certo é que os concertos de Chico Buarque, que inicialmente estavam previstos para Portugal, não vão acontecer por razões económicas. “Para já não há notícias sobre isso, não existindo nada marcado”, assegurou Vinicius França, afastando, para já, a possibilidade de Carminho e Chico Buarque actuarem juntos ao vivo em Portugal.
Esta não é a primeira vez que Carminho colabora com artistas de renome internacional. Ainda no ano passado, a fadista subiu ao palco do Lux para actuar ao lado de Nicolas Jaar e, mais recentemente, gravou com o espanhol Pablo Alborán.
Folha maldita, obedeces Às mãos que nem tu mereces Às mentiras do poeta Toda a negrura dos traços Descreveram mil abraços Histórias de uma porta aberta
Só tu sabes, folha branca A arte de tornar estanque Essa seiva da verdade Contou-me histórias de amor Esse pobre fingidor Fez-me crer que tem saudade
E tu, oh folha rendida À mão que na despedida Diz adeus sem ter partido Vai dizer a toda a gente Que finge o que deveras sente O meu poeta perdido
Bom dia amor, Dizem as rosas da janela ao ver o sol nascer Bom dia amor, Tal como as rosas espero sempre por te ver E um dia há-de ser dia corra o vento para onde for Juntam-se as rosas para me ver com o meu amor
Bom dia digo sempre quando vens Quando passam por mim os olhos seus E mais diria ao olhos do meu bem Se ao menos uma vez vissem os meus E mais diria ao olhos do meu bem Se ao menos uma vez vissem os meus
Bom dia amor, Dizem as rosas da janela ao ver o sol nascer Bom dia amor, Tal como as rosas espero sempre por te ver E um dia há-de ser dia corra o vento para onde for Juntam-se as rosas para me ver com o meu amor
Daqui eu digo tudo o que te vejo A cada teu passar na minha rua Assim é como vivo e assim te beijo E trago esta maneira de ser tua Assim é como vivo e assim te beijo E trago esta maneira de ser tua
Bom dia amor, Dizem as rosas da janela ao ver o sol nascer Bom dia amor, Tal como as rosas espero sempre por te ver E um dia há-de ser dia corra o vento para onde for Juntam-se as rosas para me ver com o meu amor
Bom dia amor, Dizem as rosas da janela ao ver o sol nascer Bom dia amor, Tal como as rosas espero sempre por te ver E um dia há-de ser dia corra o vento para onde for Juntam-se as rosas para me ver com o meu amor
O álbum, que entrou diretamente para o primeiro lugar do Top Nacional de Vendas, conquistou, também na semana em que foi editado, o 32º lugar no top de vendas de álbuns da Suécia e a 27ª posição no top de vendas de álbuns da Finlândia.
Esta semana ocupa o 21º lugar do top de vendas de álbuns em Espanha, sendo que na semana passada Carminho viu o seu álbum atingir o 5º lugar do top de vendas de álbuns na loja iTunes do país vizinho.
O registo, sucessor de “Fado”, reúne 15 faixas, entre temas originais e versões de artistas como Amália Rodrigues (Cabeça de Vento), Chico Buarque (Meu Namorado) e Vinicius de Moraes (Saudades do Brasil em Portugal). Vitorino e Vasco Graça Moura assinam dois temas – Fado Adeus e Talvez, respetivamente. A produção do álbum ficou, mais uma vez, a cargo de Diogo Clemente.
A jovem fadista Carminho apresenta «Alma», o aclamado novo disco, num miniconcerto que terá lugar no auditório do Montepio, em Lisboa, no próximo dia 29 de maio, pelas 18h30.
Para que todos possam assistir a este concerto, cuja entrada é exclusivamente feita por convite das entidades organizadoras, a atuação terá transmissão vídeo no SAPO Música, no Facebook de Carminho e no site do Montepio.
Editado a 05 de março, «Alma» é o sucessor do aclamado e platinado álbum de estreia «Fado».
Desde a data de edição, «Alma» encontra-se no Top 10 dos discos mais vendidos, tendo entrado diretamente na primeira semana para o 1º lugar do top, e está prestes a atingir a marca de platina.
It's a kind of magic It's a kind of magic A kind of magic
One dream one soul one prize one goal One golden glance of what should be It's a kind of magic
One shaft of light that shows the way No mortal man can win this day It's a kind of magic
The bell that rings inside your mind Is challenging the doors of time It's a kind of magic
The waiting seems eternity The day will dawn of sanity Is this a kind of magic It's a kind of magic There can be only one This rage that lasts a thousand years Will soon be done
This flame that burns inside of me I'm here in secret harmonies It's a kind of magic
The bell that rings inside your mind Is challenging the doors of time It's a kind of magic
It's a kind of magic The rage that lasts a thousand years Will soon be will soon be Will soon be done This is a kind of magic There can be only one This rage that lasts a thousand years Will soon be done-done Magic - it's a kind of magic It's a kind of magic Magic magic magic magic Ha ha ha it's magic
Ele vai-me possuindo Não me possuindo Num canto qualquer É como as águas fluindo Fluindo até ao fim É bem assim que ele me quer Meu namorado Meu namorado Minha morada É onde tu quiseres morar Ele vai-me iluminando Não iluminando Um atalho sequer Sei que ele vai-me guiando Guiando de mansinho Pelo caminho que eu quiser Meu namorado Meu namorado É onde tu quiseres morar Vejo meu bem com seus olhos E é com meus olhos Que o meu bem me vê
Meu namorado Meu namorado Minha morada É onde tu quiseres morar
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