Terça-feira, 27.09.16

 

Letra

 

Podes não saber cantar
Nem sequer assobiar
Com certeza que não vais desafinar
Em play-back, em play-back, em play-back
 
Só precisas de acertar
Não tem nada que enganar
E assim mesmo, sem cantar vais encantar
Em play-back, em play-back, em play-back
 
Põe o microfone à frente
Muito disfarçadamente
Vai sorrindo, que é pra gente
Lá presente
Não notar!
 
Em play-back tu és alguém
Mesmo afónico cantas bem
Em play-back
A fazer play-back
E viva o play-back
Hás-de sempre cantar
Em play-back, respirar pra quê?
Quem não sabe também não vê
Em play-back
A fazer play-back
E viva o play-back
 
Dá pra toda uma soirée
Podes não saber cantar
Nem sequer assobiar
Com certeza que não vais desafinar
Em play-back, em play back, em play-back
 
Só precisas de acertar
Não tem nada que enganar
E assim mesmo, sem cantar vais encantar
Em play-back, em play back, em play-back
 
Abre a boca, fecha a boca
Não te enganes, não te esganes
Vais ter uma apoteose
Põe-te em pose
Pra agradar
Em play-back é que tu és bom
A cantar sem fugir do tom
Em play-back
A fazer play-back
E viva o play-back
Hás-de sempre cantar

Com play-back até pedem bis
Mas de certo, dirás feliz
Em play-back
A fazer play-back
E viva o play-back

Agradeces e sorris
Podes não saber cantar
Nem sequer assobiar
Com certeza que não vais desafinar
Em play-back, em play back, em play-back
 
Só precisas de acertar
Não tem nada que enganar,

E assim mesmo, sem cantar vais encantar
Em play-back, em play back, em play-back
Em play-back, em play back, em play-back
Em play-back, em play back, em play-back
 
Compositores: Carlos Paiao

 



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Quarta-feira, 14.08.13

 

Letra

 

Eu sou ga-gago mas go-gosto à b-brava de c-cantar o rock & roll
o-o meu pai t-t-também ca-ca-cantava quando apa-panhava sol
uma vez ele foi à pe-praia
apa-apanhou sol to-todo o dia
c-c-contando que depois quis fa-falar e não não não podia

Aqui-aquilo deixou-me pro-profundamente aba-batido
e conste-te-rangido (Uff!)
e eu e eu que até essa altura
a ca-cantar nunca enga-gagueci
pa-passei a cantar a ga-gaguejar foi de-de-desde aí

[refrão]:
Eu sou sou ga-gago
eu sou sou ga-gago
tou tou tou ga-gago, ga-gago!
sou sou tão ga-gago
ta-ta-tão ga-gago
ma-mas não ga-gago, só só sou ga-gago!

Que-que-que-quem não go-gosta que eu gagueije é a mi-minha mulher
te-tem me-medo que os queri-c-querianços ga-gagueijem a nascer (ehehe)
e a-além di-disso à outera coisa
é que é que ela tinha so-sonhado
que o ma-marido havi-vi-via de ser deputado

[refrão]

Eu sou ga-gago mas o peroblema é meu
há pe-pessoas que fa-falam mu-mu-muito dizem me-menos do que eu
pa-para disfarçar, que é c-conveniente
aperendi a falar, so-le-te-ra-da-men-te 

[refrão] x2

Oh-oh-oh-oh oh yeah!!!



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Quinta-feira, 20.06.13

De mão em mão

 

No dia 26 de Junho, convidamo-vos a aparecerem no POVO (Cais do Sodré) pelas 22h30 para assistirem ao showcase do projecto De Mão em Mão Com o Fado no Coração, um tributo a Carlos Paião.

 

https://www.facebook.com/events/144321729093159/

 

Este projecto consiste na re-interpretação de cinco canções de Carlos Paião em jeito de fado e gravação/edição de um CD.

Para tal, contamos com a genialidade dos músicos João Penedo, na viola, e Sidónio Pereira, na guitarra portuguesa, acompanhados pelas vozes de cinco jovens fadistas:
# Cláudia Duarte :: [ Vinho do Porto ]
# Ana Roque :: [ Bailarina ]
# Sérgio Silva :: [ Perfume ]
# Fernanda Paulo :: [ Cinderela ]
# Jorge Baptista da Silva :: [ Discoteca ]

O convite está lançado. De vocês só podemos esperar que apareçam. Os temas de Carlos Paião não são de todo fáceis mas estes músicos deram-lhe a volta. Venham presenciar este momento inédito e exclusivo na história do fado.

[De Mão Em Mão Com o Fado no Coração é um projecto produzido pela turma do curso Produção e Marketing Musical 2013, da Restart]


Organização/contactos:
Filipa Marta (968028787), Pedro Bona (914738837), João Rebocho, Filipe Nicolau, Ricardo Reis. [restartpmm2013@gmail.com]


Local:
Povo Lisboa, Rua Nova do Carvalho nº32, Cais do Sodré, Lisboa[http://www.povolisboa.com/]



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Quarta-feira, 13.03.13

Álbum duplo de Carlos Paião assinala 25 anos da morte do cantor

O editor discográfico David Ferreira, que assina o texto que acompanha o álbum, afirma que Carlos Paião tinha “tanto talento que ainda hoje, vinte e cinco anos depois de ter deixado de nos surpreender com canções novas, nos confunde ele não ter sabido administrar melhor esse extraordinário dom”.


David Ferreira, que conviveu com o músico, sublinha o seu talento, para quem “parecia tudo tão fácil”.

 

Conta o editor que, numa sexta-feira, foi pedido a Paião um hino não-oficial para a seleção nacional de futebol “e, à segunda[-feira], veio o ‘Bamos lá cambada’, limpinho irresistível, em português corrente e ‘futebolês’ fluído”.

 

Ferreira assinala a “delícia” que são as letras de Paião, as melodias “irresistíveis” e “o casamento perfeito entre as palavras e a música”, nas suas canções.

 

“Aqui e ali, a cavalo de um trocadilho que parece inocente, ressalta a capacidade de observação de um verdadeiro cronista de tiques, clichés e costumes”, afirma David Ferreira.

 

Em termos melódicos, David Ferreira atesta que Carlos Paião tem lugar no “panteão” onde estão compositores como Frederico Valério e Raul Ferrão.

 

O álbum duplo “Carlos Paião – 25 anos depois”, editado pela EMI Music, reúne 37 canções de sua autoria, entre as quais “Souvenir de Portugal”, “Não há duas em três” ou “Cegonha”, todas interpretadas por Paião.

 

Neste conjunto de 37 canções as exceções são o tema “Vinho do Porto (vinho de Portugal)” que canta com Cândida Branca Flôr, falecida em 2001, “Quando as nuvens choram”, que interpreta com Dina, “Mar de Rosas”, com o Trio Odemira, e “O Foguete”, cuja autoria da letra, música e a interpretação partilha com António Sala e Luís Arriaga.

 

No texto, David Ferreira refere a perspicácia do produtor Mário Martins, que “não se deixou enganar (…) enquanto os outros demoraram a perceber” o talento de Carlos Paião.

 

“Tínhamos artista. Afinal Carlos Paião não era só um tipo com piada. Tínhamos canções. Grandes canções”, remata David Ferreira.

 

A quando da sua morte, em 1988, aos 30 anos, o produtor Mário Martins afirmou: “Na sua aparente fragilidade ele foi mais forte do que a morte que não jogou limpo e perdeu, porque o Carlos Paião ficará sempre vivo na memória dos que o conheceram e admiraram”.

 

Do rol de canções escolhido para integrar esta edição, dividida em dois CD – um de “rápidas” e outro de “lentas” – constam temas como “Ga-gago”, “Marcha do ‘Pião das Nicas’”, “Cinderela”, “Os namorados”, “História linda” ou “Versos de amor”.

 

Carlos Paião venceu o Festival da Canção do Illiabum Clube, em 1978, ano em que já tinha escrito mais de duzentas canções. Em 1980, concorreu ao Festival RTP da Canção, não tendo sido apurado, mas, no ano seguinte, venceu este certame com “Playback”, representando Portugal no Festival da Eurovisão, em Dublin.

 

Em 1983, licenciou-se em Medicina pela Universidade de Lisboa, mas decidiu-se pela carreira musical. No ano anterior tinha editado o seu primeiro álbum, “Algarismos”.

 

Em 1985, foi um dos 18 selecionados para participar no Festival Mundial de Música Popular de Tóquio.

 

Colaborou com o humorista Herman José e escreveu para outros artistas, nomeadamente Amália Rodrigues, Lenita Gentil, Mísia, José Alberto Reis, Alexandra e Vasco Rafael, entre outros.

 

 

Retirado do Sapo Música



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Segunda-feira, 22.10.12

 

 

letra

 

Ouve, quero contar-te uma história de amor
Dessas que a gente já sabe de cor
Igual a tantas que esta vida tem
Vais conhecer duas pessoas como outras quaisquer
Dois namorados que foram viver
A história linda de quem se quer bem

Apaixonados com o tempo à frente
Tinham caricias a queimar na mão
Tocando a dor de quem se sente
Um escravo do seu coração
E num só corpo quando se abraçavam
Beijando as horas com melancolia
Nunca as palavras chegavam
Para tudo o que no peito havia

Ela, sempre bonita na sua ternura
Dava alegria, a forma insegura
Dos que procuram sonhar o real
Ele, tinha um emprego nas ondas do mar
Pescava os versos do seu navegar
E as despedidas sabiam-lhe a sal

Adeus querida, que me vou embora
Levo as saudades, que te vou deixar
Hei-de lembrar-te noite fora
Assim como quem quer chorar
O mar é longe e longa é a nossa espera
E as palavras vão de encontro ao cais
Adeus querida, quem me dera
Que eu não partisse nunca mais

E depois, os dois casaram como era suposto
Sonhos na alma, sorrisos no rosto
Como as pessoas mais belas do mundo
Lado a lado, criando as ruas do seu dia-a-dia
Dobrando esquinas que a sorte trazia
Como nós todos fazemos no fundo

E então perguntas-me a razão da história
Assim tão simples como respirar
Sabes, amar é uma vitória
E a vida é simples de contar
Eu aprendi a perceber melhor
A importância das coisas normais
É que eu fui filho desse amor
Da história linda dos meus pais

Eu sou o filho desse amor
Palavras que já não dizem mais




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letra

 

Quem me dera saber 
Fazer versos, rimar 
Para um dia escrever 
Que tu és a mulher que eu quero amar 

Quem me dera fazer poesia 
Inspirada na minha paixão 
Inventar sofrimento, agonia, 
O amor de Platão 

Quem me dera chamar-te de musa 
Em sonetos e coisas que tais 
Uma escrita solene e confusa 
Com palavras a mais 

Refrão: 
Eu não sou poeta, não 
Não sou poeta 
Nunca fui um grande sofredor 
Eu não sou poeta, não 
Não sou poeta 
Não te sei falar de amor 

Mas seu eu fosse poeta dotado 
Ou se ao menos julgasse que sim 
Falaria com um ar afectado 
Aprenderia Latim 

Só faria canções eruditas 
E se as ditas ninguém entendesse 
Rematava com frases bonitas 
P'ro que desse e viesse 

Refrão: 
Eu não sou poeta, não 
Não sou poeta 
Nunca fui um grande sofredor 
Eu não sou poeta, não 
Não sou poeta 
Não te sei falar de amor



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Domingo, 21.10.12

 

 

letra

 

Podes não saber cantar, 
Nem sequer assobiar 
Com certeza que não vais desafinar 
Em play-back, em play back, em play-back! 

Só precisas de acertar, 
Não tem nada que enganar, 
E, assim mesmo, sem cantar vais encantar 
Em play-back, em play back, em play-back! 

Põe o microfone à frente, 
Muito disfarçadamente, 
Vai sorrindo, que é p´ra gente 
Lá presente 
Não notar!... 

Em play-back tu és alguém 
Mesmo afónico cantas bem... 
Em play-back, 
A fazer play-back 
E viva o play-back 
Hás-de sempre cantar bem. 
Em play-back, respirar p´ra quê? 
Quem não sabe também não vê... 
Em play-back, 
A fazer play-back 
E viva o play-back 
Dá p´ra toda uma soirée!.. 

Abre a boca, fecha a boca 
Não te enganes, não te esganes, 
Vais Ter uma apoteose, 
Põe-te em pose 
P´ra agradar!... 
Em play-back é que tu és bom, 
A cantar sem fugir do tom... 
Em play-back 
A fazer play-back 
E viva o play-back 
Hás-de sempre cantar bem. 
Com play-back até pedem bis: 
Mas decerto, dirás feliz... 
Em play-back 
A fazer play-back 
E viva o play-back 
Agradeces e sorris



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Domingo, 26.08.12
 
Letra
 
Carlos:

Não chores, se o tempo não ri...
Ficarei a teu lado, esperando por ti...
Perdidos na noite, unidos na sorte e na dor...
Guardando as palavras que temos pensadas de amor...

Refrão:
Quando as nuvens chorarem,
E as águas secarem, teus olhos sem fim
Partirei nessa hora, chovendo lá fora,
Por dentro de mim...

Dina:

Contigo, consigo chegar...
E partir na magia, de um dia voltar...
Não tenho o direito, de ter o que aceito
E não dou...
Em troca de tanto, entre nós o encanto ficou...

Refrão


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Terça-feira, 01.03.11

 

 

Letra

 

Primeiro a serra semeada terra a terra 
Nas vertentes da promessa 
Nas vertentes da promessa 
Depois o verde que se ganha ou que se perde 
Quando a chuva cai depressa 
Quando a chuva cai depressa

E nasce o fruto quantas vezes diminuto 
Como as uvas da alegria
Como as uvas da alegria
E na vindima vão as cestas até cima 
Com o pão de cada dia
Com o pão de cada dia 

Suor do rosto pra pisar e ver o mosto 
Nos lagares do bom caminho
Nos lagares do bom caminho 
Assim cuidado faz-se o sonho e fermentado 
Generoso como o vinho
Generoso como o vinho

E pelo rio vai dourado o nosso brio 
Nos rabelos duma vida
Nos rabelos duma vida 
E para o mundo vão garrafas cá do fundo 
De uma gente envaidecida
De uma gente envaidecida

Vinho do Porto 
Vinho de Portugal 
E vai à nossa 
À nossa beira mar 
À beira Porto 
À vinho Porto mar 
Há-de haver Porto 
Para o nosso mar 

Vinho do Porto
Vinho de Portugal 
E vai à nossa 
À nossa beira mar 
À beira Porto 
À vinho Porto mar 
Há-de haver Porto 
Para o desconforto 
Para o que anda torto 
Neste navegar 

Por isso há festa não há gente como esta 
Quando a vida nos empresta uns foguetes de ilusão 
Vem a fanfarra e os míudos, a algazarra 
Vai-se o povo que se agarra pra passar a procissão 
E são atletas, corredores de bicicletas 
E palavras indiscretas na boca de algum rapaz 
E as barracas mais os cortes nas casacas 
Os conjuntos, as ressacas e outro brinde que se faz 

Vinho do Porto vou servi-lo neste cálice 
Alicerce da amizade em Portugal 
É o conforto de um amor tomado aos tragos 
Que trazemos por vontade em Portugal 

Se nós quisermos entornar a pequenez 
Se nós soubermos ser amigos desta vez 
Não há champanhe que nos ganhe 
Nem ninguém que nos apanhe 
Porque o vinho é português

 



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Segunda-feira, 28.02.11

 

 

Letra

 

Pó de Arroz,
Na face das pequenas
Será beleza apenas, só
Uma corzinha com

Pó de arroz
Rosa é, mulher o pôs
E o homem vai nas cenas
Eva e Adão outra vez

É como enfeitar um embrulho
Arroz com gorgulho talvez



REFRÃO: Pó de arroz
Do teu arrozal
Esse pó que é fatal
És a tal que me encanta com

Pó de Arroz
Não faz nenhum mal
É de arroz integral
Infernal, quando chegas com
Todo o teu arroz (bis)



Pó de Arroz
Tens hoje só pra mim
Pós de perlimpimpim
És um arroz doce sim

Pode ser
Um canto de sereia
Serei a tua teia
E tu serás meu algoz

Mas quando te vais alindar
Alindada vens dar no arroz

[refrão] (bis)

 



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Domingo, 27.02.11

 

 

Letra

 

Eles são duas crianças a viver esperanças, a saber sorrir.
Ela tem cabelos louros, ele tem tesouros para repartir.
Numa outra brincadeira passam mesmo à beira sempre sem falar.
Uns olhares envergonhados e são namorados sem ninguém pensar.


Foram juntos outro dia, como por magia, no autocarro, em pé.
Ele lá lhe disse, a medo: "O meu nome é Pedro e o teu qual é?"
Ela corou um pouquinho e respondeu baixinho: "Sou a Cinderela".
Quando a noite o envolveu ele adormeceu e sonhou com ela...

[Refrão]
Então, 
Bate, bate coração
Louco, louco de emoção
A idade assim não tem valor.
Crescer,
vai dar tempo p'ra aprender, 
Vai dar jeito p'ra viver
O teu primeiro amor.

Cinderela das histórias a avivar memórias, a deixar mistério
Já o fez andar na lua, no meio da rua e a chover a sério.

Ela, quando lá o viu, encharcado e frio, quase o abraçou.
Com a cara assim molhada ninguém deu por nada, ele até chorou...

[Refrão]

E agora, nos recreios, dão os seus passeios, fazem muitos planos.
E dividem a merenda, tal como uma prenda que se dá nos anos.

E, num desses bons momentos, houve sentimentos a falar por si.
Ele pegou na mão dela: "Sabes Cinderela, eu gosto de ti..."

[Refrão] 

 



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Carlos Paião

 

Nasceu acidentalmente em Coimbra, passando toda a sua infância e juventude entre Ílhavo (terra natal dos pais) e Cascais. Desde muito cedo Carlos Paião demonstrou ser um compositor prolífico, sendo que no ano de 1978 tinha já escritas mais de duzentas canções. Nesse ano obteve o primeiro reconhecimento público ao vencer o Festival da Canção do Illiabum Clube.

Em 1980 concorre pela primeira vez ao Festival RTP da Canção, numa altura em que este certame representava uma plataforma para o sucesso e a fama no mundo da música portuguesa, mas não foi apurado. Com Playback ganhou o Festival RTP da Canção de 1981 com a esmagadora pontuação de 203 pontos, deixando para trás concorrentes tão fortes como as Doce e José Cid. A canção, uma crítica divertida, mas contundente, aos artistas que cantam em play-back, ficou em penúltimo lugar no Festival da Eurovisão de 1981, realizado em Dublin, na República da Irlanda. Tal classificação não "beliscou" minimamente a popularidade do cantor e compositor, pois Carlos Paião, ainda nesse ano, editou outro single de sucesso e que mantém a sua popularidade até hoje: Pó de Arroz.

O êxito que se seguiu foi a Marcha do Pião das Nicas, canção na qual o cantor voltava a deixar patente o seu lado satírico. Telefonia (Nas Ondas do Ar) era o lado B desse single.

Carlos Paião compôs canções para outros artistas, entre os quais o próprio Herman José, que viria a alcançar grande êxito com A Canção do Beijinho (1980), e Amália Rodrigues, para quem escreveuO Senhor Extra-Terrestre (1982).

Algarismos (1982), o seu primeiro LP, não obteve, no entanto, o reconhecimento desejado. Surgiu entretanto a oportunidade de participar no programa de televisão O Foguete, com António Sala e Luís Arriaga.

Em 1983, cantava ao lado de Cândida Branca Flor, com quem interpretou um dueto muito patriótico intitulado Vinho do Porto, Vinho de Portugal, que ficou em 3.º lugar no Festival RTP da canção.

Num outro programa, Hermanias (1984), Carlos Paião compôs a totalidade das músicas e letras de Serafim Saudade, personagem criada por Herman José, já então uma das figuras mais populares da televisão portuguesa.

Em 1985, concorreu ao Festival Mundial de Música Popular de Tóquio (World Popular Song Festival of Tokio), tendo a sua canção sido uma das 18 seleccionadas.

A 26 de Agosto de 1988,quando acabara de actuar num grande espectáculo em ((fornos de Algodres)), morre num violento acidente de automóvel. Na altura, surgiu o boato de que na ocasião de seu funeral não estaria morto, mas sim em coma, porém a violência do acidente por si nega o boato, pois a sobrevivência a este seria impossível.

Morreu no dia seguinte ao incêndio do Chiado. Estava a preparar um novo álbum intitulado Intervalo, que acabou por ser editado em Setembro desse ano, e cujo tema de maior sucesso foi Quando as nuvens chorarem. Está sepultado em São Domingos de Rana, freguesia do concelho de Cascais.

Compositor, intérprete e instrumentista, Carlos Paião produziu mais de trezentas canções.

Em 2003 foi editado uma compilação comemorativa dos 15 anos do seu desaparecimento - Carlos Paião: Letra e Música - 15 anos depois (Valentim de Carvalho).

Em 2008, por altura da comemoração dos 20 anos do desaparecimento do músico, vários músicos e bandas reinterpretaram alguns temas do autor na edição de um álbum de tributo, "Tributo a Carlos Paião".

 

Fonte Wikipédia



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Segunda-feira, 21.02.11

 

Letra

 

"Algures na tarde há um fumo que arde
no sangue de dois faladores
Discutem e agitam e como que gritam
atraem mais espectadores
Têm raiva nos dentes e fogo no olhar
atiram serpentes de fúria ao falar
Perguntam á toa, respondem que não,
e mesmo que doa hão-de ter, a razão.

Com frases alheias defendem ideias
que ouviram alguém defender
Arriscam a fé e encaram até
se sentirem que podem vencer
E não buscam verdade, que é isso afinal
viva a tempestade mentir não faz mal
Avançam nos gritos,talvez frustração
por dentro os não ditos, lá têm, a razão

E uma crianca sem tempo para saber ser atrevida
a ter na frente um exemplo do que é essa gente crescida
Afasta-te já não demores por cá,
tu não ouves, não olhas, não vês
Tu és simples e justa,
ai eu sei quanto custa tentar aprender os porquês
Tu és vida e bonança depois do furor
és sol de esperança de algum sonhador
Sorris na beleza da tua ilusão
tu tens a pureza do bem, a razão.

Eu invejo o sorriso
que agora te vi
Criança eu preciso
lembrar-me de ti
Na vida tão escura
tens luzes na mão
O sonho, a ternura, o amor
a razão...

"
Carlos Paião

 



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