Sábado, 18.02.17

 

Letra

 

Quantas bocas sabes ouvir?
Amavas ser calma mas não és assim
Alvalade chama por mim

Nunca esquecer que a mocidade para nós chegou ao fim
Nunca esquecer que a mocidade para nós chegou ao fim
Já não tens idade, baby
A que a ti própria não precisas de mentir
E por isso vou repetir

Nunca esquecer que a mocidade nunca mais nos vai servir
Nunca esquecer que a mocidade nunca mais nos vai servir
Sábado à tarde eu acordo a pensar
Que ontem eu já não te podia ver

E se eu te conto o que penso é só por te amar
És o amor que eu não quero perder
Quantas mais estão p'ra vir?
Nesta cantiga umas quantas vais ouvir
É por bem que escrevo p'ra ti
P'ra te lembrar que ao fim do dia cada um cuida de si
P'ra te lembrar que ao fim do dia cada um cuida de si
Já não tens idade, baby
Amavas ser calma mas não és assim
Alvalade espera por mim

Nunca esquecer que a mocidade para nós chegou ao fim
Nunca esquecer que a mocidade para nós chegou ao fim
Sábado à tarde eu acordo a pensar
Que ontem eu já não te podia ver
E se eu te conto o que penso é só por te amar
És o amor que eu não quero perder

 



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Quinta-feira, 02.02.17

capitão fausto.jpg

 

CAPITÃO FAUSTO TÊM OS DIAS CONTADOS
Concerto

 

Local:  Auditório 1
Data/Hora:  Sex. 10 fevereiro às 21:45h



Depois do Coliseu e da participação na maior parte dos festivais de 2016, a digressão nacional da banda pelas grandes salas tem a ACERT como itinerário

 

Os espetáculos no Rock in Rio, Super Bock Super Rock, Festival de Paredes de Coura, Festival Sol da Caparica, confirmam que os Capitão Fausto são, finalmente, uma aposta segura. Uma aposta no bom gosto musical e na sensibilidade apurada.

 

“Somos uma banda rock de Lisboa” A simplicidade com que os Capitão Fausto se descrevem desarma qualquer um. Porque é assim que se sentem e é assim que vivem. A história de Tomás, Salvador, Francisco, Manuel e Domingos tem o seu primeiro capítulo em 2011, com Gazela – o Álbum de estreia. Ali encontramos a urgência das canções juvenis, dos hinos pop que se cantam e sabem sempre a pouco. Em 2014 Pesar o Sol chega aos escaparates. E é neste segundo Álbum (muitas vezes o tudo ou nada de tantos Artistas) que se impõem como uma das mais originais e criativas propostas do nosso país. Defendem-no ao vivo, com espetáculos memoráveis nos grandes e pequenos festivais, nos clubes, nos Teatros, um pouco por todo o Portugal que os recebe e obriga a crescer. Como cresce exponencialmente a sua base de fãs, agora transformada em legião.

Em 2016 são as canções de Capitão Fausto Têm os Dias Contados que os levam a superar todas as expectativas. Pouco mais de 30 minutos de música e palavras, em modo pop recheado de primor e requinte, que contam as estórias de vida de cada um dos Capitão Fausto, mas que são muito mais que isso, porque crescer é para todos. Não se poupam os elogios e os aplausos, que chegam em catadupa. Os Capitão Fausto “afirmam-se como a voz de uma geração”, diz quem sabe. E esta geração quer elevar a clássicos imediatos as oito canções que lhe são oferecidas. A promessa é agora certeza e o primeiro lugar do Top nacional de vendas é uma das consequências. Incontornáveis, chegam ao primeiro lugar do Top Cision (que avalia a visibilidade mediática dos Artistas nacionais). Num ápice esgotam (em menos de uma semana) os dois espetáculos de apresentação no Lux, em Lisboa. Passam pelo Rock in Rio, Super Bock Super Rock, Festival de Paredes de Coura, Festival Sol da Caparica.

2016 confirma que os Capitão Fausto são, finalmente, uma aposta segura. Uma aposta no bom gosto musical e na sensibilidade apurada. Uma aposta na criatividade e no fulgor de uma banda que parece imparável. “Amanhã Tou Melhor” será seguramente um dos refrões mais cantados de 2016. De Outubro de 2016 a Março de 2017 os Capitão Fausto apresentam o novo álbum nas salas mais nobres do nosso país: os Teatros. E serão estes Teatros a mostrar a banda que soube como crescer ao lado dos fãs. A mostrar a banda que renasce a cada disco, que se renova com o cuidado de quem quer construir uma carreira sólida, de uma forma aparentemente galopante mas sem o torpor do deslumbramento. Para os Capitão Fausto “Os Dias Estão Contados”. Porque crescer é inevitável. E sabendo isso, vão continuar a fazê-lo nesta Digressão de Teatros.

 

Preços: 10€ / Associados – 7,50€ / Associados Montepio – 8,50€

 



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Quinta-feira, 05.01.17

 

Letra

 

Se eu soprar pode ser que o vento venha a mudar
Tem de ser não há pior altura pra me perder
Tem de ser
Tem de ser
Desta vez agarro bem o que o destino me deu
Tem tem tem de ser eu faço só
O que vim cá fazer
Tem de ser
Tem de ser
Meu amor enquanto o tempo corre
Eu vou te dar a mão
E vais ter de aturar todas
As pirozadas que eu vou por
Nós vamos passear
Talvez até casar num barco a vapor
Eu não me importo de ficar foleiro se assim for
Meu amor refazer tudo para me por a mexer
Tem de ser não faço mais
Do que me manda o dever
Tem de ser
Tem de ser
Sabes bem, tento evitar mas sou filho da mãe
Tem tem tem de ser
Eu ponho o compromisso a render
Tem de ser
Tem de ser
Meu amor enquanto o tempo corre
Eu vou-te dar a mão
E vais ter de aturar todas
As pirozadas que eu vou
Nós vamos passear
Talvez até casar num barco a vapor
Eu não me importo de ficar
Foleiro se assim for

 



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Letra

 

Se ao longe achar que nunca vai servir
Caguei, eu escuso de me aproximar
Só ponho creme nas manchas da pele se funcionar
Recordo, dou cor, dou corda ao despertador
E ponho aquilo que eu tiver de pôr
Que a cortisona acaba por bater
E as manchas apagar
Eu vou morrer
Eu vour morrer
Mas antes vou aproveitar bem
Se eu não crescer eu vou morrer
Debaixo das saias da mãe
Onde eu 'tou tão bem
E se eu achar que nunca está pra vir
Peço que estejas cá pra relembrar
E que me obrigues sempre a insistir em trabalhar
Recordo a cor, dou corda ao despertador
E ponho o corpo todo ao teu dispor
Enquanto ainda há tempo pra viver
Amanhã vai ser melhor
Eu vou morrer, eu vou morrer
Mas antes vou aproveitar bem
Se eu não crescer eu vou morrer
Por debaixo das saias da mãe
Onde eu 'tou tão bem
(onde eu tou 'tão bem)

 



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Quarta-feira, 11.05.16

Anuncio-Fausto.png

 

 

O MARGEM é um colectivo de jovens que acreditam numa Torres Vedras cultural.

 

À semelhança de outras relevantes cidades europeias – como Lisboa, Porto, Barcelona, Londres ou Berlim - é nos circuitos menos perceptíveis que nascem e crescem muitos dos atuais criativos e criadores. Em espaços frequentados por públicos à margem dos grandes movimentos culturais, cativados pela cultura alternativa e/ou underground, assiste-se ao desencadear dos diversos novos tipos de intervenção artística. Meios em que prevalece o princípio "menos é mais". Onde a necessidade leva ao engenho.

 

 

Para tal, surge como mote uma programação musical jovem e emergente a acontecer num espaço desprendido, que visa cativar a atenção dos públicos do concelho de Torres Vedras e, também, dos concelhos limítrofes. Só assim, será possível gerar uma massa crítica e um panorama torriense de referência como tem vindo a acontecer em cidades como Évora, Coimbra, Braga, Barcelos, entre outras.

 

A programação será dividida num ciclo de concertos, assentes na qualidade e pertinência, procurando evitar a “fatiga” dos públicos. Com datas especificamente escolhidas para evitar os grandes momentos da cidade e os respectivos períodos de repouso, idealizámos – para uma primeira fase - o período entre Maio e Junho.

 

Uma vez que pretendemos abranger uma diversidade de propostas, o espaço a ser utilizado deverá ser versátil e desprendido. Um espaço que se quer aliciante para os jovens e jovens adultos da cidade.

Um espaço que dialogue com a comunidade à qual nos dirigimos.

 

ONDE?

Antigo Refeitório da Casa Hipólito

Por detrás do AKI em Torres Vedras.

 

QUEM?

20 MAIO | CAPITÃO FAUSTO

04 JUNHO | B FACHADA + ÉME

25 JUNHO | A ANUNCIAR



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Sexta-feira, 22.04.16

 

Letra

 

Mas é melhor que ver o tempo a passar
Atrasado faço mais um refrāo
Ao menos vou gastar o tempo todo a cantar
Não paro enquanto ainda for
A tempo a tempestade virou costas ao mar
Por muito que eu não queria de hoje não vai passar
Fecho-me em casa finjo que sou cantor
Ostento a tentativa de me levar a sério, mas
No fundo nada mais vai mudar
Eu canto a parelada tu só tens de aceitar.
(La la la la laaa)
Mãe eu só te quero lembrar
Até morrer no peito eu vou-te levar
Minha mãe eu só te quero lembrar
Até morrer no peito eu vou-te levar
(...)
Caladinho tu andaste a pastar
Por esta altura tinhas já o trunfo na mão
Adormeço sempre a equacionar
E durmo mal durmido a pensar nesta canção
Adio mais um dia
Perceber que aos 26 não posso mais empatar
Assumo o compromisso deixo as nuvens entrar
Morro na praia a 20 passos de ser
Um gajo formado, um gajo pronto a vingar
Mas no fundo, fundo tudo tem de mudar
Agora que eu não estudo não me vou mais calar
(La la la la laaa)
Mãe eu só te quero lembrar
Até morrer no peito eu vou-te levar
Minha mãe eu só te quero lembrar
Até morrer no peito eu vou-te levar
(La la la la laaa)
(ah ah ah ah ah ah)

 



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Terça-feira, 12.04.16

 

Letra

 

Ô Marcolino, sempre a gritar
Longos pregões sem descansar
Diz Marcolino então o que fazes tu?

"Afio navalhas, facas
E outras coisas mais
Objetos de uso vulgar,
Mas que também podem ser fatais
Limpo chaminés e arranjo
Os vossos jardins,
Mas quando preciso e posso
Também assalto os vossos quintais"

Ô Marcolino, das longas viagens
Diz Marcolino se outra vida tiveste
O que fizeste, o que te fez mudar?

"Já fui camponês, soldado
E a vida foi sempre igual
Insultei patrões, oficiais
E nunca me senti mal
Ganhava pouco, fome de cão
E enchia a pança aos canibais e ainda encho
Fui sempre indisciplinado, pois claro
Que outra coisa posso ser então?"

Ô Marcolino das longas viagens
Da rosa dos ventos com direção
Diz Marcolino, que já viste então?

"Vi um patrão fugir ao som
De uma explosão
Vi uma cadela com dores
Parindo polícias com cabeças de cão
Contra a tese de certos doutores
Vi um povo de armas na mão
E um padre gritando 'socorro, ai ai'
Que me corta o coração"

Ô Marcolino sem medo da morte
Com teu braço forte, o que vais tu fazer?
Diz Marcolino, tens algo a perder?

"A perder nada tenho
Talvez a vida, tanto faz
E na vida tenho a ganhar lutando
Sozinho é que não sou capaz
Mas há muitos como eu,
Talvez centenas de milhares
Dispostos a lutar e vencer
Tudo pra frente, nunca pra trás"

 

 



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Letra

 

Se me tiras o ar
A ti, tiro-te a vida
Uma malha não me vai bastar
Tenho muita garganta
Pouca guita pra tinta
Só descrevo o que quiser cantar
Podes ver-me falhar
Até te mostro uma lista
A vaidade não me vai largar
Amanhã tou melhor
Tenho outras coisas em vista
E a vergonha atrás vou deixar
(Vou mas é decidir o que vou parecer)
Vou mas é decidir o que vou parecer
(Não quer dizer que eu vá ser)
Não quer dizer que é o que eu vá ser
(Vou mas é decidir o que vou parecer)
Vou mas é decidir o que vou parecer
(Não quer dizer que eu vá ser)
Não quer dizer que é o que eu vá ser
Amanhã tou melhor
Mas ontem tive na merda
Sem emenda, pra variar
Já não vou entregar o peso desta encomenda
Com trabalho hei de compensar
Faço caras ao espelho
Todas postas à venda
Espero que o preço venha a aumentar
Já nem sei se esta letra
Alguma vez vai tar certa
São só sílabas pra te enganar
(Vou mas é decidir o que vou parecer)
Vou mas é decidir o que vou parecer
(Não quer dizer que eu vá ser)
Não quer dizer que é o que eu vá ser
(Vou mas é decidir o que vou parecer)
Vou mas é decidir o que vou parecer
(Não quer dizer que eu vá ser)
Não quer dizer que é o que eu vá ser
Não vou tentar ser alguém, meu amor
Que esta essência nunca vai mudar
Não vou tentar ser alguém, meu amor
Que esta essência nunca vai mudar
(Vou mas é decidir o que vou parecer)
Vou mas é decidir o que vou parecer
(Não quer dizer que eu vá ser)
Não quer dizer que é o que eu vá ser
(Vou mas é decidir o que vou parecer)
Vou mas é decidir o que vou parecer
(Não quer dizer que eu vá ser)
Não quer dizer que é o que eu vá ser

 



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Domingo, 06.07.14

 

 

letra

 

Não encontrei a letra desta música



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Domingo, 23.03.14

Na passada quinta-feira à noite, os melhores e mais jovens bigodes de Lisboa estavam concentrados no pequeno auditório da sala à beira Tejo. Estes e os seus portadores, esperavam ansiosos o regresso dos Capitão Fausto, em palco.

 

O alinhamento abre com “Litoral”, com toda a sua pujança rítmica, destacada pela máquina animalesca que é Salvador Seabra.

 

“Nunca Faço Nem Metade” marca uma sonoridade próxima de Tame Impala, ácida, distorcida, psicadélica e garra punk de Yeah Yeah Yeahs. Entre a tempestade e a bonança, os Faustos, apresentam-se melódicos, mesmo enquanto Tomás Wallenstein se adapta a um novo pedal para a guitarra.

 

Depois de uma corda partida e a sorte de haver mais uma telecaster, escondida atras de um amplificador, quebra-se a apresentação de Pesar O Sol, para tocar “Supernova".  A esta hora já pouco era o público que aproveitava o conforto da cadeira e todos se deixavam levar pelo rock intelectual, vestido com casacos de cabedal.

 

Entre distorções, dinâmicas sonoras explosivas e progressivas, o caminho foi-se construíndo, maduro e certeiro. “Flores do mal" foi planeada para ser uma experiência apropriada ao auditório, para ouvir de saborear sem vontade de moches ou crowdsurfing que, mesmo assim, não ficaram longe de acontecer. Uma dedicatória, sobre o brilho de um olhar, explorada numa viagem sonora e visual.

 

Uma jornada intergaláctica, partilhada pelo quarteto, antecede “Célebre Batalha de Formariz”. Sem tempo para retomar o fôlego, em cada intervalo entre canções, há sempre um instrumental presente.

 

A "Febre” pelo revisitar do repertório passado, encheu os corpos de felicidade mesmo antes dos devaneios praticados por Francisco Ferreira, o homem das teclas e do casaco de lantejolas a tocar o final de “Ideias” em cima do banco, com o pé sobre as teclas. A brotar de imagens de tanques de guerra, bombas e carroceis, ouvem-se riffs gritantes e o baixo metálico e encorpado do também estudante de Relações Internacionais, Domingos Coimbra.

 

À Gazela e à manga, vão buscar os truques harmoniosos, de onde vem “Santa Ana”, pronto a alimentar-se da plateia sedenta de sons dançantes. O capitão Salvador, perdeu-se num solo de bateria, onde a única maneira de tocar na perfeição seria com o cabelo á frente dos olhos.

 

Entra o Diogo do baixo, seguido pelas as teclas cósmicas do maestro Ferreira, sucedido pela inconfundível lead guitar de Manuel Palha e por último chega Tomás, o rei da camisa de folhos, da voz hipnótica e sorriso rasgado.

 

“Maneiras Más” embala e leva as palavras a passear pelos lábios de quem era iluminado pelos flashes do palco. Com um turbilhão de varias fases, o compasso foi crescendo...até se dissipar.

 

Wallenstein introduz os lisboetas amigos e entusiastas, a uma canção “antiga mas actual”. “Verdade”, pronta para a festa, foi a música de despedida.

 

O truque do encore volta a funcionar sem  complicações. “Lameira” vem calma, sublime e leve, ideal para refrescar um dia de calor, numa roadtrip pelo interior de Portugal.


Duas horas depois, sem margem para dúvidas, a conclusão era certa: estes são os filhos do rock dos dias de hoje.

 

Texto: Sara Fidalgo

 

retirado do Palco Principal



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Sábado, 08.02.14
Capitão Fausto em órbita

Em Pesar o Sol, segundo disco da banda lisboeta, os Capitão Fausto defendem a urgência da sua música e constroem a sua identidade.

 

Uma das grandes referências musicais dos Capitão Fausto é Syd Barrett, o músico britânico que ao lado de Roger Waters, Nick Mason e Richard Wright fundou, em 1965, os Pink Floyd. Pista melhor para decifrar o segundo disco da banda lisboeta não há. Pesar o Sol, sucessor do aplaudido Gazela (2011), transpira rock psicadélico por todos os poros, pisca o olho ao rock progressivo, ensaia sons pop luminosos, e são os Capitão Fausto a declarar que entraram numa alucinante nova órbita.

 

Esta trajectória foi construída tanto por essas referências da década de 1960, como por inspirações mais actuais de uns Tame Impala ou Toy. Mas há uma urgência ainda mais evidente em Pesar o Sol: “A procura de uma possível identidade, mas que nunca é fixa”, arrisca Tomás Wallenstein, voz e guitarra da formação. E, arriscamos nós, há aqui também a necessidade espontânea de vincar um cunho identitário português, mesmo que os alicerces estejam contaminados por influências anglo-saxónicas.

 

“Assumir a naturalidade” no acto criativo, dizem quase em coro os cinco músicos - além de Tomás, Salvador Seabra (bateria), Domingos Coimbra (baixo), Manuel Palha (guitarra) e Francisco Ferreira (teclas) -, é o desejo maior. Isso faz-se com a vida do dia-a-dia, as conversas de café, as despedidas aos amigos que partem para o estrangeiro à procura de um futuro profissional... E isso tudo é português. Por isso, em 'Lameira', Tomás solta “quando o país rebentar eu vou estar cá para ver”. “Ouvimos constantemente que isto vai acabar, mas chegamos sempre à conclusão que Portugal é o melhor país do mundo. Nós vivemos muito esse sentimento de Portugal porque estamos a fazer escolhas muito nossas, a cantar na nossa língua e a trabalhar para conseguirmos fazer cá o que queremos. Podem dizer o que quiserem, mas nós vamos morrer em casa. Isto aqui é o que nós somos”, sublinha o vocalista, revelando um amadurecimento pessoal que transfere com a tal naturalidade para a música que faz.

 

Fim aos 'lá lá lás'

 

Ouvindo Gazela e agora este Pesar o Sol nem era preciso falar com os jovens músicos (têm entre 22 e 24 anos) para constatar a maturidade que agora demonstram. Está nas novas letras que cantam e nas melodias que criaram. As canções são agora mais compridas, com mudanças rítmicas frequentes e os refrões certeiros do primeiro registo são esquecidos. “É mais os 'lá lá lás' que desaparecem, mas sim, no Gazela havia um claro clímax quando se chegava ao refrão. Neste a música é mais repartida, alongada, distendida”, comenta Manuel, com Domingos a completar que a sonoridade mais “viajante e relaxada” talvez se deva ao isolamento auto-infligido na hora da composição.

 

Para não se comprometer com as rotinas de Lisboa, a banda fechou-se numa casa em Paredes de Coura e só saiu de lá com a parte instrumental terminada. “Como não tínhamos pressões e fazíamos o que queríamos, tanto podíamos ficar até às tantas da manhã como ir dormir cedo porque estávamos cansados. Isso originou um sentimento comum que se ouve no disco”, diz o baixista.

 

A par desta descontracção conquistada pela distância, a experiência que acumularam a tocar ao vivo também determinou Pesar o Sol. Na hora de gravar os dez temas do registo, em vez do conforto do estúdio, os Capitão Fausto elegeram uma adega para o efeito. “Estamos habituados a tocar juntos num palco e a que haja muito barulho à nossa volta. Queríamos captar isso, essa experiência de estarmos todos a tocar numa sala grande, mais viva”, explica Manuel.

 

Quando Pesar o Sol ficou pronto, começaram a ouvir os clichés associados ao segundo disco, nomeadamente as pressões que uma banda aplaudida na estreia sofre. Mas isso passou-lhes ao lado. O disco estava gravado e pronto a ser defendido em público. A primeira prova é já hoje, no Lux, em Lisboa, e a segunda a 22, no Hard Club, no Porto. Depois da estreia promissora com Gazela, Pesar o Sol eleva os Capitão Fausto para um patamar superior. Prontos para iniciar a fase adulta? “Isso ainda está longe”, brinca Tomás e remata: “Nós ainda estamos na pré-adolescência!”.

 

Retirado do Sol



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Quarta-feira, 22.01.14

 

Letra

 

Talvez, só desta vez,
Eu viva inteiro e com sensatez.
Por mais de um mês, só desta vez,
Um muro de palavras a erguer.

Fico a viver no Litoral
Os dias que eu quiser.
Francisca, vê as minhas mãos
Na ponta do teu
São amor, tão bom perturbador.

Carrego esta verdade, tão forte quanto o mar,
Que me enche esta cidade,
Tão forte quanto o mar.

Vou ver o Sol a roer
As feições limpas, a envelhecer.
E o que eu faço é o que eu sou,
E no que faço me desfaço a ser.
Quando em morrer, quando eu morrer,
Na fronteira um homem a permanecer.
Francisca, vês as minhas mãos
Na ponta do teu
São amor, tão bom perturbador.

Carrego esta verdade, tão forte quanto o mar,
Que me enche esta cidade,
E faz ser português, ser português.



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Sábado, 14.12.13

 

letra

 

Não encontrei a letra desta música



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Sexta-feira, 13.12.13

 

Letra

 

Não encontrei a letra desta música



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Sábado, 07.12.13

Capitão Fausto adianta novos sonsCapitão Fausto adianta novos sons

Capitão Fausto aproveitam o final do ano para aguçar a curiosidade do que há-de vir no próximo ano. Os concertos que irão realizar no fim de Dezembro servem para antecipar o lançamento do próximo álbum que já tem nome, "Pesar o Sol".


O álbum será editado em Janeiro de 2014. Estes concertos vão ter lugar em espaços mais pequenos para ter um ambiente mais intimista, para assim tocarem temas já conhecidos do álbum "Gazela" e já do próximo. "Maneiras Más" é o nome do single que apresentam de "Pesar o Sol".


Os Capitão Fausto irão então ter alguns concertos neste mês, são eles: 07 de Dezembro em Pombal (na ADAC pelas 23:00); 08 de Dezembro em Coimbra (às 17:00 no Salão Brazil); 11 de Dezembro no Porto (pelas 23:30 no Maus Hábitos); 12 de Dezembro em Vila Real (no Club de Vila Real pelas 23:30); dia 13 na Maia (Tertulia Castelense às 23:00); 14 de Dezembro em Esposende (às 23:00 no Kastrus); dia 15 em Santo Tirso (às 15:00 no Caldas das Taipas). Haverá assim oportunidade para ver o que anda a banda a preparar para 2014.


Retirado do HardMúsica



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Quarta-feira, 27.11.13

 

letra

 

Não encontrei a letra desta música



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Segunda-feira, 11.02.13

Capitão Fausto são a segunda confirmação portuguesa do Optimus Alive'13

Os Capitão Fausto são a segunda confirmação portuguesa no cartaz do Optimus Alive’13.

 

A banda de Domingos, Francisco, Manuel, Salvador e Tomás atua no Palco Heineken do evento a 13 de julho, no mesmo dia em que atuam os Depeche Mode e os Editors. Em apresentação estará o álbum de estreia, “Gazela”, bem como algumas músicas novas, pertencentes ao segundo disco, atualmente em preparação.

 

Pelo primeiro e último dia do Optimus Alive’13 passam, por sua vez, Alt-J, Biffy Clyro, Dead Combo, Death From Above 1979, Django Django, Green Day, Kings of Leon, Of Monsters and Men, Phoenix, Tame Impala, The Bloody Beetroots (Live), Twin Shadow e Two Door Cinema Club.

 

O Optimus Alive’13 regressa ao Passeio Marítimo de Algés, em Oeiras, entre os dias 12 e 14 de julho. Os passes para os três dias do festival custam €105. Já o bilhete diário tem o valor de €53. O passe de campismo, que permite a estadia no Lisboa Camping entre 12 e 15 de julho, custa €16.

 

Sara Novais

 

Retirada do Sapo Música



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Domingo, 26.08.12

 

Letra

A verdade é uma coisa qualquer
faça aquilo que fizer

 

o rio que separa do frio
tarda nada vai secar

 

os sapatos que hoje pôs para correr
não ajudam o andar

 

mais valia que a verdade fosse a verdade
e que se ouvisse quem quiser falar

que se ouvisse quem quiser falar


que se ouvisse quem quiser

Correm boatos pelo amanhecer


sobre aquilo que eu disser

é levado a peito e acabo sem ver

o que alguém quis responder

 

se a verdade é uma coisa qualquer
diga eu o que disser

 

a verdade é que a verdade nem sempre é verdade
e que o mundo ainda tem de crescer

o mundo ainda tem de crescer
o mundo ainda tem de crescer




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Quarta-feira, 08.02.12

 

Letra

 

Nos tempos mortos, ventos fortes fazem mal
E o vão prazer das companhias não trás sal
Tentava ser diferente
A ver se conseguia
A dança que ela queria
Até ao fim do dia

Põe o maço na mesa
Mão na Teresa
E os pés no chão
Tu vais acabar presa por querer tanta atenção

Acaba a cor se não houver no seu missal
Coisas que fazem sentir bem, mas sabem mal
Tomara ser Diferente,
Então em fim do dia
Chegar ao fim do dia
Sentir-se como gente

Põe o maço na mesa
Mão na Teresa
E os pés no chão
Tu vais acabar presa por querer tanta atenção(x2)



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