CAMANÉ | INFINITO PRESENTE – COLISEU DO PORTO
29 Abril 2016 21.30h
Depois de duas noites esgotas no CCB em Lisboa , Camané vai estar no “Coliseu do Porto” a cantar os seus sucessos e dar a conhecer ao público os temas do seu novo disco, “Infinito Presente”, nº 1 em top de vendas
Camané dispensa apresentações, é indiscutivelmente visto como “a voz” do fado.Um dos fadistas mais aclamados a nível nacional e internacional.
Emoção. Tradição enriquecida com a dose certa de risco. Versatilidade. Tudo isto faz parte da personalidade artística de Camané. E tudo isto se conjuga num espetáculo que celebra Infinito Presente: ”A passagem do tempo, o tempo que é memória, o tempo em que vivemos”- Camané.
Guitarra Portuguesa : José Manuel Neto
Viola : Carlos Manuel Proença
Contrabaixo : Paulo Paz
Maria Ana Bobone, Mariza e Camané estiveram nesta Páscoa a cantar no IPO de Lisboa
Maria Ana Bobone, enquanto embaixadora da APCL (Associação Portuguesa Contra a Leucemia), convidou os fadistas Mariza e Camané, com a colaboração da APCL e do IPO de lisboa, para tornarem a Páscoa do hospital mais especial.
Foi com muita surpresa e entusiasmo que os cantores, acompanhados pelos seus músicos, foram recebidos na sala de espera de radioterapia do IPO de lisboa.
A Maria Ana Bobone deu início à ação anunciando a “alegria que sentia em ter conseguido juntar dois grandes amigos e músicos para uma causa tão especial”. Cantou uma música da sua autoria, o “My Wings”, hino oficial da APCL. Camané aqueceu a sala com o seu fado “Sei de um Rio” e a Mariza não ficou atrás aproximando-se dos espectadores a cantar a sua música intimista, “Melhor de Mim”.
A notícia de que Maria Ana, Camané e Mariza estavam no IPO de lisboa, espalhou-se rapidamente por todo o hospital e os três cantores foram convidados a cantarem noutras salas do IPO. Passaram pela sala de serviço de hematologia e no final, pela sala de oncologia.
Em anexo seguem algumas fotografias facultadas pelo IPO de Lisboa que retratam estes momentos.
O Instituto Português de Oncologia de Lisboa Francisco Gentil (IPO de Lisboa) nasceu em 1923, fruto da iniciativa do professor Francisco Gentil.
É a primeira instituição do país a dedicar-se ao estudo e investigação do cancro, à formação médica e ao tratamento e reabilitação de doentes oncológicos. É reconhecido como o principal centro de referência para a oncologia em Portugal.
Em Portugal, o número de pessoas com cancro está a aumentar e o número de doentes assistidos no IPO de Lisboa também. Só em 2015 foram assistidos mais de 11.300 novos doentes e, por ano, o Instituto acompanha mais de 50 mil pacientes.
Em média, por ano, o IPO de Lisboa recebe 160 novos casos de cancro em idades pediátricas e o Hospital de Dia do Serviço de Pediatria assiste cerca de 400 crianças.
Letra
A cantar, A cantar é que te deixas levar
A cantar - Tantas vezes enganada te vi
Ai Lisboa
Quem te dera estar segura
Que o teu canto é sem mistura
E nasce mesmo de ti
Lenço branco
Perdeste-te no cais
Pensaste "nunca mais"
Disseram-te "até quando"?
A cantar
Fizeram-te calar
A dor que, para dentro, ias chorando
Tanta vez
Quiseste desistir
E vimos te partir
Sem norte
A cantar
Fizeram-te rimar
A sorte que te davam com má sorte
A cantar, a cantar é que te deixas levar
A cantar tantas vezes enganada te vi
Ai Lisboa, quem te dera estar segura
Que o teu canto é sem mistura
E nasce mesmo de ti
Tanta vez
Para te enganar a fome
Usaram o teu nome
Nas marchas da Avenida
A cantar
Puseram-te a marchar
Enquanto ias cantando distraída
A cantar
Deixaram-te sonhar
Enquanto foi sonhar à toa
A meu ver
Fizeram-te esquecer
A verdadeira marcha de Lisboa
A cantar, a cantar é que te deixas levar
A cantar tantas vezes enganada te vi
Ai Lisboa, quem te dera estar segura
Que o teu canto é sem mistura
E nasce mesmo de ti
A cantar, a cantar é que te deixas levar
A cantar tentas vezes enganada te vi
Ai Lisboa, quem te dera estar segura
Que o teu canto é sem mistura
E nasce mesmo de ti
Letra
Eu sei que esperas por mim
Como sempre, como dantes
Nos braços da madrugada
Eu sei que em nós não há fim,
Somos eternos amantes,
Que não amaram mais nada
Eu sei que me querem bem
Eu sei que há outros amores
Para bordar no meu peito
Mas eu não vejo ninguém
Porque não quero mais dores
Nem mais batom no meu leito
Nem beijos que não são teus
Nem perfumes duvidosos
Nem carícias perturbantes
E nem infernos nem céus
Nem sol nos dias chuvosos
Porque 'inda somos amantes
Mas Deus quer mais sofrimento
Quer mais rugas no meu rosto
E o meu corpo mais quebrado
Mais requintado tormento
Mais velhice, mais desgosto
E mais um fado no fado
Letra
Foi assim, era costume
Tu vinhas pedir-me lume
Ao balcão daquele bar
Eu disse que não, primeiro
Depois, comprei um isqueiro
E até voltei a fumar
As noites que nós passamos
Quantos cigarros fumámos
Tanto lume que eu te dei
Um dia acordei com frio
Estava o cinzeiro vazio
E nunca mais te encontrei
Mas ontem, naquele bar
De repente, vi-te entrar
Foste direita ao balcão
Como era o teu costume
Vieste pedir-me lume
Mas eu disse-te que não
Se quando te foste embora
Deitei o isqueiro fora
Que lume te posso eu dar?
Pede a outro que te ajude
P'ra bem da minha saúde
Eu já deixei de fumar
Sem dormir de madrugada
Ouvi teus passos na escada
Vi da janela, o teu carro
Debaixo do travesseiro
Encontraste o meu isqueiro
E acendeste-me o cigarro
Letra
Por teu livre pensamento
Foram-te longe encerrar
Tão longe que o meu lamento
Não te consegue alcançar
E apenas ouves o vento
E apenas ouves o mar
Levaram-te a meio da noite
A treva tudo cobria
Foi de noite numa noite
De todas a mais sombria
Foi de noite, foi de noite
E nunca mais se fez dia.
Ai! Dessa noite o veneno
Persiste em me envenenar
Oiço apenas o silêncio
Que ficou em teu lugar
E ao menos ouves o vento
E ao menos ouves o mar.
Letra
Meu corpo em movimento
Minha voz à procura
Do seu próprio lamento
Meu limão de amargura
Meu punhal a crescer;
Nós parámos o tempo
Não sabemos morrer
E nascemos nascemos
Do nosso entristecer.
Meu amor meu amor
Meu pássaro cinzento
A chorar a lonjura
Do nosso afastamento.
Meu amor meu amor
Meu nó de sofrimento
Minha mó de ternura
Minha nau de tormento:
Este mar não tem cura
Este céu não tem ar
Nós parámos o vento
Não sabemos nadar
E morremos morremos
Devagar devagar
Letra
Quem põe certezas na vida
Facilmente se embaraça
Na vil comédia do amor;
Não vale a pena ter alma
Porque o melhor é andarmos
Mentindo seja a quem for
Gosto de saber que vives,
Mas não perdi a cabeça
Nem corro atrás do desejo;
Quem se agarra muito ao sonho
Vê o reverso da vida
Nos movimentos dum beijo.
Ando queimado por dentro
De sentir continuamente
Uma coisa que me rala;
Nem no meu olhar o digo
Que estes segredos da gente
Não devem nunca ter fala.
Talvez não saibas que o amor,
Apesar das suas leis,
Desnorteia os corações;
- Complicadíssima teia
Onde se perde o bom senso
E as mais sagradas razões.
Letra
Letra
Ela não entra no café sozinha
Tem um bloqueio um modo de ser
Ela tem um receio do que possam dizer
Que alguém lhe passou quando era menina
E como coisas boas nunca ninguém ensina
Ela cora por tudo e por nada
Conceição
Olhos nos olhos olhos no chão
Qualquer coisa a embaraça
Essa conceição
Não sei que lhe faça
E é uma pena que aquele corpo
É todo lume lenha de arder
Mesmo a pedir mão de mexer ...
O amor enviou-me, sou seu missionário
Vim mudar a tua sina
Arejar o teu coração
Guardado em naftalina
Conceição
Letra
Corre a gente decidida
Pra ter a vida que quer
Sem repararmos que a vida
Passa por nós a correr
Às vezes até esquecemos
Nessa louca correria
Porque motivo corremos
E para onde se corria
Buscando novos sabores
Corre-s'atrás de petiscos
Quem corre atrás de valores
Corre sempre grandes riscos
E dá pra ser escorraçado
Correr de forma dif'rentre
Há quem seja acorrentado
Por correr contr'a corrente
Num constante corropio
Já nem sequer nos ocorre
Que a correr até o rio
Chegando ao mar também morre
Vou atrás do prejuiso
Vou à frente d'ameaça
Morremos sem ser preciso
E a Correr, a vida passa
Percorrendo o seu caminho
Correndo atrás dum sentido
há quem dance o corridinho
Eu canto o fado corrido
E o que me ocorre agora
Pra não correr qualquer p'rigo
É correr daqui pra fora
Antes que corram comigo
Vou correr daqui pra fora
Antes que corram comigo
Letra
Quando as duas raparigas
Cruzaram o seu caminho
Vinham perdidas de riso
Entre a graça das amigas
Ele, que vinha sozinho
Ficou bastante indeciso
Parou pra melhor as ver
E, nesse olhar reparando
Pararam elas também
E, se uma era fogo a arder
Pois a outra, em lume brando
Queimava como ninguém
Loira uma, outra morena
Uma acendia desejos
Na outra havia mistério
E, enquanto da mais pequena
Queria abraços e beijos
Com a alta o caso era sério
Ao pé delas tarde fora
Dessas duas raparigas
Foi só uma que escolheu
E quem se riu chora agora
Pois entre invejas e brigas
Quase tudo se perdeu
E hoje chegou a hora
De vos contar as intrigas
Porque a escolhida fui eu
Letra
Alguém viu por aí a Margarida
a que mora nas águas-furtadas
tem há dias a roupa estendida
e não a sinto a passar nas escadas
Já lá fui bater, ninguém dá fé
perguntei se alguém a tinha visto
fui a pé daqui até à Sé
e ninguém a viu. Já viram isto?!
Até me dava ares de um modelo
daqueles que dão na televisão
quando ela soltava o seu cabelo
faziar parar uma multidão
Que é feito da nossa Margarida
a moça mais vistosa da viela
partiu e deixou a roupa estendida
só para a gente não se esquecer dela
Cá p'ra mim, que até nem sou de intrigas
já deve andar pardal no telhado
sempre ouvi dizer às raparigas
que bem guardado é o pecado
Já ninguém lhe volta a pôr a vista
fica-te com esta, meu amigo
se ela fugiu com algum fadista
mais valia que fosse comigo.
Letra
Não encontrei a letra desta música
CAMANÉ TERMINA DIGRESSÃO “O MELHOR AO VIVO “ NO DIA 31 MAIO NA FIGUEIRA DA FOZ - CAE
Depois de esgotadas todas as salas por onde a DIGRESSÃO já passou tanto em Portugal como na Europa, Camané termina Digressão no Grande Auditório do Centro de Artes e Espectáculos na Figueira da Foz ,dia 31 de Maio
Letra
A contas com o bem que tu me fazes
A contas com o mal por que passei
Com tantas guerras que travei
Já não sei fazer as pazes
São flores aos milhões entre ruínas
Meu peito feito campo de batalha
Cada alvorada que me ensinas
Oiro em pó que o vento espalha
Cá dentro inquietação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda
Há sempre qualquer coisa que está pra acontecer
Qualquer coisa que eu devia perceber
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda
Ensinas-me fazer tantas perguntas
Na volta das respostas que eu trazia
Quantas promessas eu faria
Se as cumprisse todas juntas
Não largues esta mão no torvelinho
Pois falta sempre pouco para chegar
Eu não meti o barco ao mar
Pra ficar pelo caminho
Cá dentro inqueitação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda
Há sempre qualquer coisa que está pra acontecer
Qualquer coisa que eu devia perceber
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda
Cá dentro inqueitação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Mas sei
É que não sei ainda
Há sempre qualquer coisa que eu tenho que fazer
Qualquer coisa que eu devia resolver
Porquê, não sei
Mas sei
Que essa coisa é que é linda
Letra
O meu amor por ti,
meu bem, minha saudade,
ampliou-se até Deus,
Os astros alcançou.
Beijo o rochedo e a flor,
a noite e a claridade.
São estes, sobre o mundo,
os beijos que te dou.
Todo eu fico a cismar
na louca voz do vento,
na atitude serena
e estranha duma serra;
no delírio do mar,
na paz do Firmamento
e na nuvem que estende
as asas sobre a terra.
Vivo a vida infinita,
eterna, esplendorosa.
Sou neblina, sou ave,
estrela, azul sem fim,
só porque, um dia, tu,
mulher misteriosa,
por acaso, talvez,
olhas-te para mim.
Letra
Outros amores já tiveste
Maiores talvez do que este
Mas uma coisa eu sei bem
Depois que um beijo me deste
Todos os outros esqueceste
E a quem os deste também
Um dia, p’ra me esquecer
Amarás outro qualquer
Mas teu mal não terá fim
Podes amar quem quiseres
Que em cada beijo que deres
Hás-de lembrar-te de mim
Aos outros a quem amares
É melhor beijos não dares
P’ra não sofreres o castigo
De em mim nem sequer pensares
Mas sentires, quando os beijares
Que os atraiçoas comigo

Depois de esgotadas todas as salas por onde a DIGRESSÃO já passou, Camané continua a dar o seu “Melhor “ em Almada (14 FEV), Vila Real ( 15 FEV ) , Espinho (20 e 21 FEV), Lamego (22 FEV), Famalicão (28 FEV), Arcos de Valdevez (1 MAR), Bragança (8 MAR) , Castelo Branco (14 MAR) , Fafe (11 ABRIL) e Figueira da Foz ( 31 MAIO ).
Camané iniciou em Janeiro uma DIGRESSÃO por quinze cidades portuguesas para dar a conhecer “O MELHOR” de dezoito anos de gravações na EMI/WARNER, celebrados recentemente com o lançamento de uma colectânea de fados que inclui algumas novidades – “O Melhor 1995/2013” - e com um memorável concerto que encheu o Coliseu dos Recreios de Lisboa no passado dia 14 de Novembro.
Camané iniciou em Janeiro uma DIGRESSÃO por quatorze cidades portuguesas para dar a conhecer “O MELHOR” de dezoito anos de gravações na EMI/WARNER, celebrados recentemente com o lançamento de uma colectânea de fados que inclui algumas novidades – “O Melhor 1995/2013” - e com um memorável concerto que encheu o Coliseu dos Recreios de Lisboa no passado dia 14 de Novembro.
Depois de esgotar as salas de Águeda e de Beja, Camané continua a dar o seu “Melhor “ em Setúbal (24 JAN), Ílhavo (25 JAN), Portalegre (8 FEV), Almada (14 FEV), Vila Real ( 15 FEV ) , Espinho (20 e 21 FEV), Lamego (22 FEV), Famalicão (28 FEV), Arcos de Valdevez (1 MAR), Bragança (8 MAR) , Castelo Branco (14 MAR) e Fafe (11 ABRIL)
Letra
Se ao menos houvesse um dia
Luas de prata gentia
Nas asas de uma gazela
E depois, do seu cansaço,
Procurasse o teu regaço
No vão da tua janela
Se ao menos houvesse um dia
Versos de flor tão macia
Nos ramos com as cerejas
E depois, do seu outono,
Se dessem ao abandono
Nos lábios, quando me beijas
Se ao menos o mar trouxesse
O que dizer e me esquece
Nas crinas da tempestade
As palavras litorais
As razões iniciais
Tudo o que não tem idade
Se ao menos o teu olhar
Desse por mim ao passar
Como um barco sem amarra
Deste fado onde me deito
Subia até ao teu peito
Nas veias de uma guitarra
Camané inicia a 10 de Janeiro, em Águeda, uma digressão por quatorze cidades portuguesas para dar a conhecer “O MELHOR” de dezoito anos de gravações na EMI/WARNER, celebrados recentemente com o lançamento de uma colectânea de fados que inclui algumas novidades – “O Melhor 1995/2013” - e com um memorável concerto que encheu o Coliseu dos Recreios de Lisboa no passado dia 14 de Novembro.
O segundo concerto da digressão acontece em Beja (11 JAN), seguindo-se Setúbal (24 JAN), Ílhavo (25 JAN), Portalegre (8 FEV), Almada (14 FEV), Vila Real ( 15 FEV ) , Espinho (20 e 21 FEV), Lamego (22 FEV), Famalicão (28 FEV), Arcos de Valdevez (1 MAR), Bragança (8 MAR) , Castelo Branco (14 MAR) e Fafe (19 ABRIL)
Camané - Página oficial | Facebook
De 10 de Janeiro a 14 de Março
Digressão de Camané leva “O MELHOR”
a doze cidades portuguesas
Camané inicia a 10 de Janeiro, em Águeda, uma digressão por doze cidades portuguesas para dar a conhecer “O MELHOR” de dezoito anos de gravações na EMI / WARNER, celebrados recentemente com o lançamento de uma colectânea de fados que inclui algumas novidades – “O Melhor 1995/2013” - e com um memorável concerto que encheu o Coliseu dos Recreios de Lisboa no passado dia 14 de Novembro.
O segundo concerto da digressão acontece em Beja (11 JAN), seguindo-se Setúbal (24 JAN), Ílhavo (25 JAN), Portalegre (8 FEV), Almada (14 FEV), Espinho (20 e 21 FEV), Lamego (22 FEV), Famalicão (28 FEV), Arcos de Valdevez (1 MAR), Bragança (8 MAR) e Castelo Branco (14 MAR).
Com a gravação, em 1995, do disco “Uma Noite de Fados”, Camané iniciou uma carreira que imediatamente deu a conhecer uma voz incomparável e, mais do que isso, um intérprete capaz de revelar o que o fado tem de radicalmente português e, transcendendo os seus próprios limites, de universal.
Basta percorrer a já extensa discografia do cantor, desde o disco de estreia, passando por obras como “Na Linha da Vida”, “Pelo Dia Dentro” ou “Sempre de Mim”, até à última gravação em estúdio, “Do Amor e dos Dias”, para perceber as razões que levaram Camané a integrar o reduzido leque de fadistas intemporais, ao lado de Amália Rodrigues, Alfredo Marceneiro ou Carlos do Carmo.
A digressão de Camané conta com o apoio do Montepio Geral.
CAMANÉ EM CONCERTO SOLIDÁRIO
No dia 7 de Dezembro, pelas 20 horas, no Casino Póvoa, realiza-se um Jantar e um Concerto Solidário do fadista , cujos fundos revertem integralmente a favor do Núcleo Regional do Norte da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC).
Letra
Cheguei ao fundo da estrada,
Duas léguas de nada,
Não sei que força me mantém.
É tão cinzenta a Alemanha
E a saudade tamanha,
E o verão nunca mais vem.
Quero ir para casa
Embarcar num golpe de asa,
Pisar a terra em brasa,
Que a noite já aí vem.
Quero voltar
Para os braços da minha mãe,
Quero voltar
Para os braços da minha mãe.
Trouxe um pouco de terra,
Cheira a pinheiro e a serra,
Voam pombas
No beiral.
Fiz vinte anos no chão,
Na noite de Amsterdão,
Comprei amor
Pelo jornal.
Quero ir para casa
Embarcar num golpe de asa,
Pisar a terra em brasa,
Que a noite já aí vem.
Quero voltar
Para os braços da minha mãe,
Quero voltar
Para os braços da minha mãe.
Vim em passo de bala,
Um diploma na mala,
Deixei o meu amor p'ra trás.
Faz tanto frio em Paris,
Sou já memória e raiz,
Ninguém sai donde tem Paz.
Quero ir para casa
Embarcar num golpe de asa,
Pisar a terra em brasa,
Que a noite já aí vem.
Quero voltar
Para os braços da minha mãe,
Quero voltar
Para os braços da minha mãe.
Letra
O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p´ra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há-de dizer.
Fala: parece que mente...
Cala: parece esquecer...
Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
P´ra saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Letra
Não deixei de ser quem era, e tudo é novo
Por morrer uma andorinha, sem amor
Não acaba a primavera, diz o povo
Como vês não estou mudado, felizmente
E nem sequer descontente, ou derrotado
Conservo o mesmo presente, do passado
E guardo o mesmo passado, bem presente
Eu já estava habituado a este fado
A que não fosses sincera em teu amor
Por isso eu não fico à espera dos amores
De uma ilusão que eu não tinha e nem renovo
Se deixaste de ser minha, minha dor
Não deixei de ser quem era e tdo é novo
Vivo a vida como dantes, a cantar
Não tenho menos nem mais do que ja tinha
E os dias passam iguais, pra nao voltar
Aos dias que vão distantes de seres minha
Horas, minutos, instantes, desta vida
Seguem a ordem austera com rigor
Ninguem se agarre à quimera sem valor
Do que o destino encaminha e não é novo
Pois por morrer uma andorinha sem amor
Não acaba a primavera diz o povo
Do álbum "Fado É Amor". 4.NOV.2013. www.facebook.com/carlosdocarmofado
"Por Morrer Uma Andorinha"
Letra: Joaquim Frederico de Brito e Américo Tavares dos Santos
Versículos: Judite Leal
Música: Fado Menor (com Versículo)
Camané sobe ao palco do Coliseu dos Recreios, em Lisboa, no dia 14 de novembro e leva consigo uma série de convidados: Carlos do Carmo, Aldina Duarte, Mário Laginha e a polaca Anna Maria Jopek são os nomes confirmados.
A sala de espetáculos lisboeta vai assim receber uma retrospetiva de carreira - recorde-se que, em abril passado, chegou às lojas a coletânea O Melhor | 1995 - 2013 , trabalho que reúne temas editados pelo fadista entre o álbum de estreia, Uma Noite de Fados de 1995, e o mais recente Do Amor e dos Dias , de 2010.
Os bilhetes para o concerto, cujo início está marcado para as 22h00, estão à venda e custam entre 15,00 e 40,00 euros. Em 2014, Camané tem já agendada uma digressão pela Europa e Estados Unidos. Veja abaixo o teledisco de "Ai Margarida", um dos inéditos da compilação e o mais recente single.
Retirado do Blitz
Letra
Ouvi dizer que o nosso amor acabou.
Pois eu não tive a noção do seu fim!
Pelo que eu já tentei,
Eu não vou vê-lo em mim:
Se eu não tive a noção de ver nascer um homem.
E ao que eu vejo,
Tudo foi para ti
Uma estúpida canção que só eu ouvi!
E eu fiquei com tanto para dar!
E agora
Não vais achar nada bem
Que eu pague a conta em raiva!
E pudesse eu pagar de outra forma!
Ouvi dizer que o mundo acaba amanhã,
E eu tinha tantos planos pra depois!
Fui eu quem virou as páginas
Na pressa de chegar até nós;
Sem tirar das palavras seu cruel sentido!
Sobre a razão estar cega:
Resta-me apenas uma razão,
Um dia vais ser tu
E um homem como tu;
Como eu não fui;
Um dia vou-te ouvir dizer:
E pudesse eu pagar de outra forma!
Sei que um dia vais dizer:
E pudesse eu pagar de outra forma!
A cidade está deserta,
E alguém escreveu o teu nome em toda a parte:
Nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas.
Em todo o lado essa palavra
Repetida ao expoente da loucura!
Ora amarga! ora doce!
Pra nos lembrar que o amor é uma doença,
Quando nele julgamos ver a nossa cura!
Música
PromoOnlyPT - A música Portuguesa no Youtube
Cultura
Sites dos Músicos Portugueses
Músicos Portugueses