Segunda-feira, 03.11.14

 



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Quarta-feira, 30.04.14

 

Letra

 

 

Benvinda sejas
À grande casa solar
A este tempo finisecular
Hoje é o teu dia de estreia
Olha à volta tens a casa cheia
Há estrelas e rios na plateia

 

Tudo isto é teu
Aquém e além do horizonte
A brisa que afaga o amieiro
E a água na fonte
Benvinda sejas, maria
Benvinda sejas, maria

 

Por ti as águias velam
No cimo dos montes
E a lua rege
O orfeão das marés
À noite os poetas
Decifram os lunários
Para ver se conseguem
Descobrir quem és

 

Tudo isto é teu
A terra é tua serventia
Mas vais ter de lutar
Por ela e por ti em cada dia
Benvinda sejas, Maria
Benvinda sejas, Maria



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Quarta-feira, 09.04.14

Disco de Laginha e Sassetti, «Abril a Quatro Mãos – Grândolas», regressa dez anos depois

O álbum “Abril a Quatro Mãos – Grândolas”, gravado em 2004 pelos pianistas Mário Laginha e Bernardo Sassetti, é reeditado nesta terça-feira, anunciou hoje a discográfica CNM.

 

O álbum reúne interpretações, pelos dois músicos, em piano a quatro mãos, de canções diretamente relacionadas com a revolução, como “Grândola, vila morena”, e movimentos sociopolíticos da época, e resulta de um desafio do musicólogo Ruben de Carvalho, nos 30 anos do 25 de Abril.

 

A edição discográfica é acompanhada pelo texto da entrevista dada pelos dois pianistas, em maio de 2004, ao Diário de Notícias, na qual salientam o espírito de liberdade com que gravaram, permitindo que todos os temas fossem “rearranjados” pelos músicos.

 

O álbum foi gravado entre a hora de almoço e as quatro da manhã do dia seguinte, conta Laginha, acrescentando ter sido “como se fosse um disco de jazz à moda antiga”.

 

“Uma coisa que para nós era fundamental, e que desde o início sempre esteve subentendido, era conseguir pegar nos temas e transportá-los para o nosso universo musical com algum gozo e muita liberdade, muita abertura de espírito”, salientou Sassetti que remata: “Só podia ser assim, porque é precisamente de liberdade que nós estamos a falar, é isso que se celebra”.

 

O álbum é constituído por dez canções, abrindo com “Venham mais cinco”, de José Afonso, passando por “Canto Moço”, do mesmo compositor, “Los cuatro generales”, tema popular que fez parte da resistência republicana de Madrid na Guerra Civil espanhola de 1936, e a composição oitocentista norte-americana “Life on the Ocean Wave”, de Henry Russell.

 

Ruben de Carvalho, contam os músicos, deu-lhes dois CD com “vinte e tal” canções de todo o mundo, e “de alguma forma ligadas a revoluções e a movimentos de libertação”. A ideia era “se quisessem fazer umas citações”, mas como os dois não eram “apologistas das citações no meio dos temas”, preferiram, aos seis temas iniciais, acrescentar quatro.

 

Outra ideia de Ruben de Carvalho que aproveitaram foi a utilização de uma caixa metálica de música, de manivela, que reproduzia a “Internacional” e "até tinha o carimbo do PCP". “Fizemos o ‘take’ à primeira, com a caixinha e depois colocámos apenas uns efeitos de piano por cima”, afirmou Laginha ao jornalista João Miguel Tavares, na entrevista reproduzida agora na nova edição do disco. Para Sassetti, esta faixa era “uma lufada de ar fresco”, num disco que “todo ele é piano”.

 

Do grupo de canções escolhidas fazem também parte “Era um redondo vocábulo” e “Traz outro amigo também”, ambas de José Afonso, e a “Internacional”, de Pierre de Geyter, “We shall overcome”, de Charles Albert Tindley, que se tornou a canção do movimento dos Direitos Civis dos Negros nos Estados Unidos (1955-1968), e que ficou conhecida sobretudo pela interpretação de Pete Seeger.

 

Completa a lista “E depois dos adeus”, de José Calvário, que foi o primeiro sinal emitido pela rádio para as tropas saírem dos quartéis e dirigirem-se a Lisboa, para derrubar a ditadura e instaurar a democracia.

 

Sassetti conta na entrevista que, na ocasião, depois de gravarem, telefonou a José Calvário “a dizer-lhe que lhe tinha destruído a canção”. “Claro que isto é uma graça. Mas, harmonicamente, é de facto diferente”, esclarece o músico, que faleceu em maio de 2012, quase três anos após a morte de Calvário.

 

Sobre a memória que tinham do dia 25 de Abril de 1974, Sassetti, então com quatro anos, disse ser das poucas recordações que tinha da infância. "Não fazia a ideia do que se estava a passar, mas ver aquilo ao vivo era uma emoção". Laginha comemorava precisamente os seus 14 anos, e lembra-se de ter pensado que a Revolução lhe estragava a festa. "Mas entretanto tive um curso acelerado de política e, no outro dia, já andava pelas ruas, de 'V' em punho".

 

 

Retirado do Sapo Música



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Quarta-feira, 03.04.13

«Alegria» é o mote da Festa do Jazz no São Luiz que homenageia Bernardo Sassetti

A “alegria” é o mote da 11.ª Festa do Jazz, a decorrer no próximo fim de semana, no Teatro S. Luiz, em Lisboa, entre concertos, “jam sessions” e “materclasses”, numa homenagem ao músico Bernardo Sassetti, falecido em 2012.


“Essa Alegria”, diz o diretor artístico da Festa, Carlos Martins, “é também contra os dramas das nossas vidas atuais”.

 

Carlos Martins destaca a homenagem a Sassetti, por um grupo de músicos, que não está ainda fechado, como uma “não homenagem”, por dizer respeito à “alegria presente na música deste tão querido e muito presente amigo e o maior fã da Festa”.

 

A “não homenagem” intitula-se “Mali M’Bule Baaba”, com música de Bernardo Sassetti, e acontece no sábado, às 23:00, na sala principal do teatro municipal, com a participação já confirmada de Carlos Barretto (contrabaixo), José Salgueiro (bateria), Mário Delgado (guitarra), Luís Figueiredo e Júlio Resende (piano), Carlos Martins e José Pedro Coelho (saxofones tenores), Ricardo Toscano (saxofone alto) e Gonçalo Marques (trompete).

 

A Festa é, como habitualmente, palco do “maior encontro e único concurso entre escolas de jazz do país”, com a entrega de prémios aos combos e alunos das escolas de música, ao começo da madrugada de segunda-feira, no Jardim de Inverno do teatro.

 

Concorrem este ano 14 combos que serão avaliados por júri constituído por Paulo Barbosa, André Fernandes e Carlos Barretto.

 

Nesta festa, serão apresentados dois os novos projetos, na sala principal, o Coreto Porta-Jazz e o Bruno Santos Ensemble, que resultam de duas teses de mestrado neste género musical.

 

O Coreto Porta-Jazz apresenta o álbum de estreia, “Aljamia”, com música de João Pedro Brandão que, após um estudo dedicado à Música Tradicional do Mediterrâneo, explora, na sua composição musical, elementos e conceitos ligados a esta tradição musical, que integra na esfera do jazz.

 

O Coreto é formado por onze músicos do Porto que se juntaram no âmbito da Associação Porta-Jazz.

 

O Bruno Santos Ensemble é constituído também por 11 músicos, sendo Mariana Norton a vocalista e, segundo Carlos Martins, este novo projeto nasceu “da vontade e da curiosidade do guitarrista e compositor Bruno Santos, em escrever para uma formação alargada, com várias possibilidades de instrumentação”.

 

O ensemble só toca música original, mas inclui “o que caracteriza o jazz, os momentos de improvisação, liberdade e interação”.

 

Do cartaz da Festa, orçada em 50.000 euros, fazem ainda parte, entre outros, Sara Serpa & Fragmentz, que tocam às 21:30 de sábado na sala principal, o Massimo Cavalli Quartet que apresenta o seu CD de estreia, “Varandas do Chiado”, no domingo às 21:30, na sala principal que, em seguida, acolhe Maria João e Mário Laginha, com “Iridescente”, o sucessor de “Chocolate”, gravado há quatro anos por esta dupla.

 

A Festa abre no sábado, às 16:00, com Paulo Santo (vibrafone) e Sérgio Rodrigues (piano elétrico), que tocam no Café São Luiz, outro espaço do teatro onde acontece jazz, neste fim de semana, assim como o Estúdio Mário Viegas, onde, entre outros, atuarão, no sábado, o Quintino Quarteto, às 17:00, e o Nelson Cascais Decateto, às 18:00, e, no domingo, o trio Lama, com Chris Speed, às 17:00, e o Red Trio, do pianista Rodrigo Pinheiro, do contrabaixista Hernâni Faustino e do baterista Gabriel Ferrandini, às 18:00.

 

No sábado, às 17:00, no Jardim de Inverno é apresentado o site www.jazz.pt.

 

Retirado do Sapo Música



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Sexta-feira, 08.03.13


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Sábado, 29.09.12

Bernardo Sassetti homenageado no Dia Mundial da Música

As Bibliotecas Municipais de Lisboa vão assinalar o Dia Mundial da Música com um programa dedicado ao compositor e pianista Bernardo Sassetti (1970-2012).

 

Depois da homenagem que no início de setembro recordou Bernardo Sassetti no Teatro São Luiz, em Lisboa, com “Fragmento, movimento, ascensão”, é a vez das Bibliotecas Muncipais da capital dedicarem um dia àquele que foi apelidado de “génio musical”.

 

O dia 1 de outubro, Dia Mundial da Música, serviu de âncora à rede de Bibliotecas para uma programação que inclui cinema e música. A Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro recebe o dia de homenagem, que arranca com uma exposição (que estará patente até ao final de outubro) dedicada ao músico e que mostra discografia, filmes e livros que fazem referência a Bernardo Sassetti e que estão disponíveis nas Bibliotecas Municipais.

 

Às 14h30, um programa pedagógico para escolas, intitulado “Grandes Filmes, Grandes Músicas”, recebe crianças crianças e jovens do 4.º ano do 1.º Ciclo e 2.º e 3.º Ciclos, para uma sessão dedicada à música cinematográfica.

 

A fechar o dia, um concerto do Instituto de Música Vitorino Matono (IMVM), em que as salas da biblioteca serão invadidas por sons harmoniosos para embalar leituras.

 

Retirado do Sapo Música



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Quinta-feira, 13.09.12
Homenagem a Bernardo Sasseti em Lisboa
Bernardo Sassetti fez dezenas de auto-retratos, alguns dos quais apresentados agora na Galeria 3+1

Dedicado às várias facetas da obra do pianista e compositor, arranca esta quinta-feira no Teatro São Luiz, Galeria 3+1 e Teatro do Bairro - no Chiado, em Lisboa - um ciclo de homenagem a Bernardo Sassetti.

 

Aclamado como um dos mais importantes criadores nacionais das últimas décadas, Bernardo Sassetti cultivou um espírito livre, onde a pesquisa e experimentação de novas formas de expressão artística ocupavam um lugar de destaque. Em 2009, por ocasião de um dos muitos espectáculos realizados com o seu trio, escrevia: "É recorrente questionarmo-nos sobre para que serve a música logo depois de a fazermos ou de a ouvirmos; ou procurarmos uma explicação sobre o seu significado, sobre um momento ou sobre um todo musical de divina beleza, sobre o que fica realmente deste irremediável prazer no acto de compor e de interpretar diante de uma plateia, sobre de onde vem a energia da música... Será mesmo necessário fazermo-nos tantas perguntas?" Ironicamente, foram precisamente estas questões que levaram o pianista e compositor a viver num permanente estado de inquietação artística, imprimindo uma marca indelével no jazz nacional e nas relações da música com as artes de palco e o cinema, sobrando-lhe ainda tempo e energia para o vídeo e a fotografia, a sua mais recente e explosiva paixão. 
Na música, como compositor ou como intérprete, o seu contributo foi imenso, dando origem a clássicos incontornáveis da nossa história musical como Nocturno (2002), Índigo (2004), ou Alice (2005), banda sonora original do filme com o mesmo nome. Deixou-nos ainda obras de alguma forma inclassificáveis cujo alcance e importância estão ainda por apurar. É o caso, por exemplo, do conceptual Unreal: Sidewalk Cartoon (2006), considerado por muitos uma das suas mais extraordinárias criações. E que dizer da sua colaboração com Carlos do Carmo? Do magnetismo e empatia musical que se instalava entre ambos e que tornou precioso cada momento da música que realizaram em conjunto? 
Mas a atenção transformadora de Sassetti não se focava exclusivamente na música, pelo contrário. Tinha uma paixão cinéfila que tudo abrangia - dos mais acessíveis blockbusters a obscuros filmes de autor. E como em Sassetti tudo era intenso e de alguma forma excessivo, não havia meios termos; o seu interesse por determinada área artística era demonstrado com infinita curiosidade e com um rigor de pesquisa e experimentação pouco usual. Foi isso que aconteceu com a sua aproximação à fotografia. 
Das primeiras declarações de interesse sobre o assunto à realização de um ambicioso espectáculo multimédia em que sequenciou milhares de imagens, num todo que fazia a ponte entre música, fotografia e cinema, foi um ápice. Era essa a velocidade da determinação criadora de Sassetti - conhecer, apreender e criar. Um processo em que, mais do que o resultado final, o que importava era o percurso transformador, um turbilhão de ideias e inspirações que não deixava ninguém indiferente, tocando tudo e todos. 
Tudo isso está no ciclo Fragmento. Movimento. Ascensão, que, quatro meses após a sua morte, se dedica às diversas facetas da sua obra e com actividades repartidas entre o Teatro São Luiz, a Galeria 3+1 e o Teatro do Bairro. O arranque assinala-se hoje, às 19h, na Galeria 3+1, com a inaguração da exposição de fotografia ...E ainda por cima está frio, uma mostra - auto-retratos de Sassetti - comissariada por Daniel Blaufuks (até dia 16). Também hoje, tem início no Teatro do Bairro um ciclo de cinema onde serão apresentadas as obras mais significativas para as quais Sassetti compôs a banda sonora. É o caso de A Costa dos Murmúrios, de Margarida Cardoso (hoje, 21h), Um Amor de Perdição, de Mário Barroso, e Alice, de Marco Martins (sábado, às 14h30 e 16h30, respectivamente), O Milagre Segundo Salomé, de Mário Barroso, e Quaresma, de José Álvaro Morais (domingo, 14h30 e 16h30).
Amanhã e durante todo o fim-de-semana, têm ainda lugar no Jardim de Inverno do Teatro São Luiz, sempre às 18h30, uma série de debates dedicados a temas da obra do pianista, a primeira das quais, intitulada Composição (amanhã), reúne António Curvelo (moderador), Luís Tinoco, Pedro Moreira e Carlos Azevedo. Seguem-se Música para Cinema (sábado), com Maria João Seixas (moderadora), Vasco Pearce de Azevedo, Filipe Melo, Marco Martins e Margarida Cardoso, e Trabalho (domingo), com Francisco Sassetti Corrêa (moderador), Mário Laginha, Alexandre Frazão, Carlos Barretto e Perico Sambeat.
Por fim, como não poderia deixar de ser, há a música, com três concertos programados para a sala principal do São Luiz, sempre às 21h. São eles: Music Around Circles (amanhã), espectáculo concebido em torno de imagens do filme Como Desenhar Um Círculo Perfeito, de Marco Martins, com música original de Sassetti e interpretação a cargo de João Paulo Esteves da Silva (piano) e Filipe Quaresma (violoncelo); Trio Bernardo Sassetti (sábado), um espectáculo onde Alexandre Frazão (bateria) e Carlos Barretto (contrabaixo), companheiros de Sassetti no seu celebrado trio, convidam uma série de outros músicos que com ele se cruzaram (Perico Sambeat, Carlos Martins, Ajda Zupancic, André Fernandes, Filipe Melo, Luís Figueiredo e Pedro Burmester); e Canções (domingo), espectáculo que reúne alguns dos mais importantes cantores que colaboraram com o pianista e compositor, entre eles Carlos do Carmo, Rui Veloso, Camané, Sérgio Godinho, Marta Hugon, Luís Represas, Carminho e Filipa Pais.
Quatro dias onde as palavras de ordem são celebrar a arte e a vida de Bernardo Sassetti. 
Noticia do Ipsilon


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Sábado, 23.06.12
Jazz no Parque de Serralves homenageia Bernardo Sassetti

Os melómanos terão ainda na memória o fabuloso concerto que o recém-desaparecido Bernardo Sassetti realizou na edição de 2010 do Jazz no Parque de Serralves, tendo como convidado o saxofonista andaluz Perico Sambeat, seu “cúmplice” de muitos anos. Sassetti deixou então transparecer não só a sua arte mas também a felicidade por estar de regresso, passados vários anos, aos jardins da fundação portuense, para mais um concerto nesses dias do início do Verão. Acompanhavam-no Carlos Barreto (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria), outros “cúmplices" habituais do genial pianista.

 

Estes dois músicos vão regressar a Serralves na tarde do próximo dia 14 de Julho (15h) para participarem numa mesa-redonda de homenagem a Bernardo Sassetti, a primeira parte de um programa duplo com que a fundação evoca o pianista, na 21ª edição do Jazz no Parque. Nesse encontro participarão também os músicos Pedro Moreira e Zé Eduardo, e ainda o crítico de jazz Manuel Jorge Veloso, para uma conversa que será moderada por António Curvelo, desde há anos comissário do festival.

 

No dia seguinte (18h), a música e a herança de Sassetti continuará em cena, no concerto “Pelas Mãos de Bernardo”, que reunirá de novo Zé Eduardo, Carlos Barreto e André Sousa Machado com “cinco jovens pianistas – Alexandre Dahmen, Daniel Bernardes, Gonçalo Moreira, Ricardo Pinto e Luís Barrigas –, desconhecidos das grandes plateias do jazz, mas unidos pela excelência do promissor futuro que transportam consigo”, diz o comunicado de apresentação do Jazz no Parque 2012.

 

O programa da próxima edição do festival em Serralves abre no primeiro sábado de Julho (dia 7) com a nova banda do saxofonista norte-americano Marty Ehrlich, a apresentar o seu disco de estreia, “Frog Leg Logic”. No dia 14, depois da mesa-redonda em volta de Sassetti, actua a big band nacional Orquestra LUME (Lisbon Underground Music Ensemble), dirigida pelo pianista e compositor Marco Barroso, naquele que será o seu concerto de estreia na cidade do Porto.

 

O alinhamento do festival termina, no dia 21, com nova formação vinda dos Estados Unidos, a BassDrumBone, naquele que será o regresso a Portugal do trio, já com mais de três décadas de actividade, formado por Ray Andersen (trombone), Mark Helias (contrabaixo) e Gerry Hemingway (bateria). 

 

Noticia do Ipsilon



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Quinta-feira, 14.06.12

Músicos homenageiam Sassetti no Hot Clube

 

Vários músicos interpretam no sábado à noite, em Lisboa, peças de autoria de Bernardo Sassetti, compositor falecido em Maio passado, anunciou o Hot Clube de Portugal.

 

O concerto realiza-se no Hot Clube, em Lisboa, e participam os músicos Carlos Barretto, Pedro Burmester, André Fernandes, Mário Laginha e Carlos Martins, com os quais Bernardo Sassetti partilhou várias vezes o palco e os estúdios de gravação.

 

«Cada um de nós irá interpretar duas ou três peças de do Bernardo [Sassetti]», disse um dos músicos participantes.

 

O compositor e pianista foi já homenageado, a título póstumo, pela Escola de Música do Conservatório Nacional, pelo festival Estoril Jazz e pelo Jazz Club de Macau.

 

Bernardo Sassetti, falecido aos 41 anos, era considerado um dos mais criativos pianistas da sua geração, para lá das fronteiras do jazz, vivendo inquieto em torno da música e da imagem.

 

Numa entrevista a Maria João Seixas, Bernardo Sassetti descrevia-se como «um terrestre que caminha de uma forma muito aérea, muito suspensa, à procura de qualquer coisa, sobretudo na música, que ainda não sabe muito bem o que é».

 

O percurso, feito desde os 18 anos, quando começou a tocar com Carlos Martins e com o Moreira’s Quartet, foi transversal na música portuguesa, tendo trabalhado com músicos do jazz, do fado, do pop, do rock e do hip hop.

 

Viveu em Londres e em Espanha e gravou o primeiro álbum, Sassetti, aos 23 anos, rodeado de músicos amigos, influenciado pelos sons latinos.

É com o terceiro álbum, Nocturno, de 2002, gravado com Carlos Barretto e Alexandre Frazão, que atrai as atenções da crítica, já depois de ter tocado com vários músicos estrangeiros, entre os quais o trompetista Guy Barker, com quem gravou um disco ao lado da Orquestra Filarmónica de Londres.

 

O músico compôs dezenas de peças, entre elas a música para o filme mudo Maria do Mar, de Leitão de Barros, e Alice, a banda sonora da longa-metragem de Marco Martins.

 

retirado do Sol



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Sexta-feira, 11.05.12


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Letra

 

Eu fui ver a minha amada 
Lá p'rós baixos dum jardim 
Dei-lhe uma rosa encarnada 
Para se lembrar de mim 

Eu fui ver o meu benzinho 
Lá p'rós lados dum passal 
Dei-lhe o meu lenço de linho 
Que é do mais fino bragal 


Minha mãe quando eu morrer 
Ai chore por quem muito amargou 
Para então dizer ao mundo 
Ai Deus mo deu Ai Deus mo levou 

Eu fui ver uma donzela 
Numa barquinha a dormir 
Dei-lhe uma colcha de seda 
Para nela se cobrir 

Eu fui ver uma solteira 
Numa salinha a fiar 
Dei-lhe uma rosa vermelha 
Para de mim se encantar 

Minha mãe quando eu morrer 
Ai chore por quem muito amargou 
Para então dizer ao mundo 
Ai Deus mo deu Ai Deus mo levou 

Eu fui ver a minha amada 
Lá nos campos eu fui ver 
Dei-lhe uma rosa encarnada 
Para de mim se prender 

Verdes prados, verdes campos 
Onde está minha paixão 
As andorinhas não param 
Umas voltam outras não 

Minha mãe quando eu morrer 
Ai chore por quem muito amargou 
Para então dizer ao mundo 
Ai Deus mo deu Ai Deus mo levou



publicado por olhar para o mundo às 22:31 | link do post | comentar

 
(Pedro Cunha)
Morreu o pianista e compositor português Bernardo Sasseti, aos 41 anos. O músico estava a fotografar numa falésia, no Guincho, e caiu. A morte foi confirmada às 13h desta sexta-feira pela família.

Haverá duas cerimónias fúnebres, uma privada e outra pública, mas as datas e os locais ainda não foram confirmados.

Em 1987 iniciou a sua carreira profissional, tendo lançado inúmeros discos, a solo ou através de colaborações, e tocado um pouco por todo o mundo.

Casado com a actriz Beatriz Batarda, de quem tem duas filhas, era um dos músicos portugueses mais conhecidos do universo do jazz. 

Em 2007, a cineasta Cláudia Varejão realizou dois vídeos com Bernardo Sassetti, sobre a banda sonora de Alice (Marco Martins, 2005), no Teatro Maria Matos, em Lisboa. Um deles é este, que está disponível, tal como o outro e mais uma dezena de vídeos, no canal do compositor no YouTube.



No canal da CleanFeed no YouTube, a editora de Bernardo Sassetti, está publicada uma gravação de 2004, feita em Coimbra, quando o compositor foi ao Teatro Académico de Gil Vicente apresentar o duplo Indigo.



Retirado do Público



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Sexta-feira, 13.01.12


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Quinta-feira, 12.01.12

 

 

Letra

 

Avec le temps 

Avec le temps... 

Avec le temps, va, tout s'en va 

On oublie le visage et l'on oublie la voix 

Le coeur quand ça bat plus, c'est pas la peine d'aller 

Chercher plus loin, faut laisser faire et c'est très bien 

Avec le temps... 

Avec le temps, va, tout s'en va 

L'autre qu'on adorait, qu'on cherchait sous la pluie 

L'autre qu'on devinait au détour d'un regard 

Entre les mots, entre les lignes et sous le fard 

D'un serment maquillé qui s'en va faire sa nuit 

Avec le temps tout s'évanouit 

Avec le temps... 

Avec le temps, va, tout s'en va 

Mêm' les plus chouett's souv'nirs ça t'a un' de ces gueules 

A la Gal'rie j'Farfouille dans les rayons d'la mort 

Le samedi soir quand la tendresse s'en va tout' seule 

Avec le temps... 

Avec le temps, va, tout s'en va 

L'autre à qui l'on croyait, pour un rhume, pour un rien 

L'autre à qui l'on donnait du vent et des bijoux 

Pour qui l'on eût vendu son âme pour quelques sous 

Devant quoi l'on s'trainait comme trainent les chiens 

Avec le temps, va, tout va bien 

Avec le temps... 

Avec le temps, va, tout s'en va 

On oublie les passions et l'on oublie les voix 

Qui vous disaient tout bas les mots des pauvres gens 

Ne rentre pas trop tard, surtout ne prend pas froid 

Avec le temps... 

Avec le temps, va, tout s'en va 

Et l'on se sent blanchi comme un cheval fourbu 

Et l'on se sent glacé dans un lit de hasard 

Et l'on se sent tout seul peut-être mais peinard 

Et l'on se sent floué par les années perdues 

Alors vraiment 

Avec le temps on n'aime plus.

 

“Avec Le Temps”
Letra e Música/Lyrics and Music: Léo Ferré



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Terça-feira, 03.01.12


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Terça-feira, 05.04.11

 

 

Letra

 

a caminho da essencia eu verifico a cadencia
da materia que se mostra mim livre de regencia
mato a dor de sentir demais, d amar demais, de pisar demais
em convençoes fundamentais
encho a cabeça mas n ha' carga nos contentores
digo ola' aos meus amores, benvidas novas cores
da utopia eu crio a filosofia todo o dia quando a apatia
senta no meu colo e arrelia
eu faço a liturgia da verdadeira alegria
musica nos meus ouvidos agua benta em benta pia
a caminho com prudencia eu nao esqueço a violencia
que levou alguns dos melhores da minha existencia
mata a saudade de curtir demais,de tirar demais, de pisar demais
em convençoes fundamentais
eu uso o tacto pra tazer a agua da minha fonte
hoje em dia nem sequer preciso de atravessar a ponte
tenho a palavra escrita a tinta negra na minha pele
menina dos meus olhos, oce como o mel
palavra puxa palavra poe.me disponivel pra amar
tudo aquilo que me seja sensivel
e nao sao poucos aqueles que eu quero sem querer os poder ver
foi tanto o que me deram para nunca mais esquecer
palavra de honra, guardo a a palavra no meu bolso
na parede, no conforto de uma cama de rede
PALAVRA DE HONRA

 



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" Para que o tremoço o almoço e o alvoroço demorem...
Letra e música do SiulProdução do Siul Sotnas e Mi...
que puta de letra fdx
Epá, o que é isto?Borrei-me todo com este "Mal des...
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