Quinta-feira, 17.08.17

 

Letra

 

Não encontrei a letra ou os créditos desta música

 



publicado por olhar para o mundo às 17:13 | link do post | comentar

 

Letra

 

[Verso 1: Azagaia]
Tudo começou com pedaços de unhas que venderam
Quando descobriram que era a cura para as doenças que aprenderam
Então cortaram unhas e depois resolveram
Caçar unhas nos cadáveres que se desintegram
Depois alguém disse que o cabelo também é remédio
Misturado com as unhas faz o pênis ficar um prédio
Muitos ficaram carecas pra crescer esse negócio
Até comprava-se réguas pra oferecer a cada sócio
A seguir descobriram a utilidade do suor
Então alguém suava pra o outro ganhar melhor
Vendia-se em colherinhas esse líquido com sal
Misturado com saliva cuspida e cheirava mal
Saliva, já ninguém cuspia de borla
Cada litro produzido, valia um Dólar
Esse era chamado o negócio da liquidez
A saliva de cada dia era paga ao fim do mês
Dizem que ninguém sabia ao certo o que era certo
Mas o negócio rendia quando a fome chegava perto
Tudo se vendia a centímetro ou a metro
Naquele ano cada vida era um objecto

[Refrão: Macaia ]
Tu tens a chance de ser a minoria
E conseguir mostrar que o amanhã
Que o amanhã pode ser usado por cada um de nós
Para provar que a esperança não morre

[Verso 2: Azagaia]
Das raças misturadas surgiam novas raças
Então a fome batia a porta de novas casas
Essa fome era maldita e chegava de repente
E foi aí que descobriram que se podia vender gente
Às vezes por inteiro, outras vezes em bocados
Muitas vezes por dinheiro, outras vezes por um cargo
Novo de chefia numa empresa da capital
E assim decepava-se outra cabeça nacional
As autoridades perderam autoridade sobre esse crime
Deixou de ser crime, virou fraqueza do regime
Uns dormiam gradeados com medo de perder um braço
O mercado especulativo pagava bem por um pedaço
E pra matar a fome há quem matava uma pessoa
Quantos perderam a vida pra os outros ganharem vida boa?!
Naquele ano já nem se pensava em matar animais
As pessoas pesavam-se em Dólares ou Meticais
E digo mais... surgiram os canibais
Com a fome daquele ano, filhos comeram pais
Quando a barriga rói, há sempre um atalho
Toda gente já sabia o que se vendia no talho
Sem trabalho, sem perspectiva de vida
No ano da fome, nenhum beco tinha saída
Mata-se por comida, e todos eram comida
Todos mentiam, mas a verdade era sabida

[Refrão: Macaia ]
Tu tens a chance de ser a minoria
E conseguir mostrar que o amanhã
Que o amanhã pode ser usado por cada um de nós
Para provar que a esperança não morre

[Verso 3: Azagaia]
Havia fome, mas era necessário haver lei
É que no meio dos escravos há sempre quem quer ser rei
Foi aí que se decidiu que não podiam morrer todos
Todos eram valiosos mas valiam mais os outros
Então foi decretado, só se matava os diferentes
Estrangeiros, aleijados, mendigos e indigentes
Raças misturadas com cores irreverentes
Os compradores analisavam os olhos e os dentes
A febre era total, coitados dos albinos
Eles foram perseguidos e vendidos como caprinos
Muitos clamaram a Deus pelos seus destinos
Com medo que a fome viesse buscar os seus filhos
Pandemônio
Cada Homem era um demônio
Ninguém podia confiar no seu próprio neurônio
Quanto mais no do vizinho
Houve quem viveu sozinho
Houve quem morreu com todos
Embriagado pelo vinho
Mas depois daquele ano tudo ficou mais estranho
Todos ficaram diferentes na cor e no tamanho
A mistura era completa, todos podiam ser mortos
E foi aí que todos temeram apontar os outros

[Refrão: Macaia ]
Tu tens a chance de ser a minoria
E conseguir mostrar que o amanhã
Que o amanhã pode ser usado por cada um de nós
Para provar que a esperança não morre

 



publicado por olhar para o mundo às 08:13 | link do post | comentar

Domingo, 13.08.17

 

Letra

 

[Valete]
Eu só queria ser eu, dar-vos a minha espontaneidade
Materializar a liberdade que a minha mente fantasia
Trocar as leis da sociedade, pelas leis da felicidade
Com a minha carta da alforria

Mas vocês refugiados na ignorância
Oprimem a diferença e oprimem a minha independência
Julgam-me, com uma moral que nem é vossa
A moral que nos impuseram e que cavou a nossa fossa

E faz de nós essa massa domesticada
Que vive mascarada só pa'tar incorporada
Eu sofro, quando sou como vocês
Escondo a minha nudez, vocês dizem que é sensatez

Não sei o que quero, nem sei pra' onde vou
Quando 'tou refugiado nesta pessoa que não sou
Que vive a oferecer sorrisos e esforços adaptativos
Pa'tar bem no colectivo

Quando já não aguento refugio-me no meu quarto
Isolado de tudo pa' fugir do vosso contacto
E pa' poder voltar a ser eu
Entre copos de vodka e a solidão que me desafoga

Depois saio à rua embriagado
Desta vez já desatado, eufórico e reanimado
Refugiado numa coragem momentânea
Celebro a infâmia da liberdade espontânea

[Bónus]
Mano, aceita a diferença
Enterra o teu passado, entrega-te à renascença
Diferença é a coisa mais bela da natureza
Eleva-te como Homem vive a tua nobreza (x2)

[Azagaia]
Nunca estiveste tão distante de ti próprio
Juras amor próprio, ao espelho és o próprio
Dás meia volta e fazes mal a ti próprio
A seguir culpas o mundo e te envenenas com esse ódio

Justificando os teus erros com os dos outros
Matando porque mil já foram mortos
Roubando porque houve roubos
é assim como loucos guiam loucos
Culpando a loucura que inocenta todos

Eu sou bom com os disfarces e vejo que também és
Eu finjo que eu sou eu e tu finges quem também és...
Esse, perfume, essa roupa, esses carros
E como de costume vou julgar-te por esse status

Quantos pretos condenados a falar como brancos
Brancos condenados a f... como pretos
Homens condenados a beber como machos
E na calada da noite a gemer pr'outros machos

Quantos enforcados por gravatas 5 dias por semana
São vampiros a sugar garrafas aos fins de semana?
Quantos saiem à rua... finos e civilizados
E em casa só falam com os punhos cerrados

E quando estiveres já coma cabeça inchada
A pesar uma tonelada, de merda não evacuada
Senta-te com os amigos e vira uma garrafa
De absoluta hipócrisia e depois volta pra' jornada

[Bónus]
Mano, aceita a diferença
Enterra o teu passado, entrega-te à renascença
Diferença é a coisa mais bela da natureza
Eleva-te como Homem vive a tua nobreza (x2)

 



publicado por olhar para o mundo às 22:13 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Domingo, 30.07.17

 

Letra

 

Não encontrei a letra ou os créditos desta música

 



publicado por olhar para o mundo às 08:13 | link do post | comentar


Quer ver a sua banda ou espectáculo divulgados aqui?,
envie um email para: olharparaomundo (arroba) sapo.pt
Se tem alguma letra que eu não tenha encontrado, pode enviar para o mesmo email
mais sobre mim
posts recentes

Azagaia - Eu Não Paro

Azagaia - No Ano da Fome ...

Valete, Azagaia e Bonus -...

Valete e Azagaia - À Espe...

arquivos

Novembro 2017

Outubro 2017

Setembro 2017

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

tags

todas as tags

links
comentários recentes
Pena estes rapazes não terem mais popularidade. A ...
Nome do autor da letra?Não se escreve?Falta de res...
A LETRA É ASSIM!!!E NÃO ASSADO!!!!MaMãe, tu estás ...
As partes que não consegui perceber estão com reti...
https://www.google.pt/amp/s/www.musixmatch.com/pt/...
Vou adicionar nos meus favoritos, sou brasileira, ...
" Para que o tremoço o almoço e o alvoroço demorem...
Letra e música do SiulProdução do Siul Sotnas e Mi...
que puta de letra fdx
Epá, o que é isto?Borrei-me todo com este "Mal des...
Posts mais comentados
blogs SAPO
subscrever feeds