Sábado, 29.06.13

Exposição «Fado e o Teatro» é inaugurada no sábado em dois museus de Lisboa

A exposição “Fado e o Teatro” é inaugurada no sábado em dois museus de Lisboa, mostrando ”a parceria permanente entre estas duas artes”, explicou o diretor do Museu do Teatro, José Carlos Alvarez.


“A arte onde o fado se assumiu como canção da cidade [de Lisboa] e teve maior presença foi de facto no teatro, desde o século XIX até ao final do XX”, disse José Carlos Alvarez.

 

A exposição divide-se pelo Museu do Teatro, no Lumiar, onde ficará o núcleo principal, e o Museu do Fado, em Alfama, e é o corolário de uma série de exposições que abordaram o Fado no Cinema, nas Artes Plásticas e na Moda, explicou Alvarez.

 

O responsável afirmou que “se é no teatro de revista que o fado tem a mais constante e contínua participação, também marcou presença no teatro musical, comédias, operetas e no teatro dramático, nomeadamente a peça ‘A Severa’, de Júlio Dantas, de 1901".

“É no teatro e com o teatro que o fado se constitui como um domínio musical de particular destaque na memória cultural portuguesa e se vai consolidando, lentamente, enquanto produto cultural de massas”, disse Alvarez, acrescentando que “de certa forma traz-lhe a consagração popular, institucionalizando-o do ponto de vista artístico”.

 

“O núcleo expositivo principal fica no Museu do Teatro e é constituído por trajos de cena, figurinos, fotografias, adereços, caricaturas, material audiovisual, e gira em volta de quatro espetáculos que foram marcantes, nomeadamente a peça ‘A Severa’, as operetas ‘Mouraria’ e ‘Rosa Cantadeira’ e a revista ‘31’”

 

A atriz Ângela Pinto foi a primeira a encarnar no palco a personagem “Severa”, de Júlio Dantas, e sobre a qual Palmira Bastos que também a representou, se referiu como “a Dama das Camélias da Mouraria”.

 

Deste núcleo, José Alvarez destacou dois trajes de cena, um que foi usado por Amália Rodrigues na peça de Dantas em que contracenou com Paulo Renato, no Teatro Monumental, em 1955, e um outro usado por Ivone Silva num quadro de revista.

 

“Foi na opereta ‘Mouraria’, que teve um enorme sucesso, que Amália se apresentou pela primeira vez toda vestida de negro e se tornou na sua imagem emblemática”, contou Alvarez. A opereta “Rosa Cantadeira” foi protagonizada por Hermínia Silva, que foi uma das fadistas que “mais anos se mantiveram nos cartazes do teatro, nomeadamente no de revistas”. “Da revista ‘31’ saiu um fado celebérrimo que ainda hoje é interpretado, o ‘Fado do 31’”, destacou.

 

No Lumiar há um outro núcleo “mais vasto que é dedicado aos atores e atrizes que também cantaram o fado, como a Mariamélia, Estevão Amarante, Vasco Santana, José Viana e Raul Solnado, mais recentemente, e de fadistas que também foram atrizes como Maria Vitória, Ercília Costa, Amália, Hermínia, entre outras”. “O fado no teatro tem uma presença mais feminina”, realçou o diretor do Museu.

 

No Museu do Fado, em Alfama, “vai estar um núcleo mais dedicado ao som, à produção musical propriamente dita”. Neste espaço “estarão disponíveis registos sonoros que podem ser escutados pelos visitantes, partituras, algumas delas ilustradas por grandes artistas plásticos como Stuart Carvalhais, Almada Negreiros ou Carlos Botelho, capas de discos e discos”. José Alvarez realçou que “muitos sucessos do fado partiram dos palcos do teatro”.

 

A exposição “Fado e o Teatro” estará patente até ao final do ano nos dois museus.

 

Retirado do Sapo Música



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Sexta-feira, 15.07.11

MOVE.AR - FESTIVAL DE ARTES DE RUA DE SETÚBAL

 

Move.AR – Festival de Artes de Rua de Setúbal anima a cidade

 

Pintura facial, malabarismo, modelagem de balões, espectáculos de pirofaga, instalações, estátuas vivas, artesanato urbano, teatro de rua, oficinas para crianças, actividades para bebés, entre muitas outras acções que o Festival de Artes de Rua de Setúbal – Move.AR proporciona a todos os públicos. O Festival é organizado pelo Teatro do Elefante e decorre até dia 17 de Julho, com programação durante todo o dia em vários locais da cidade.

 

No festival são apresentados múltiplos modos de articulação entre as diversas formas de Arte. Deste modo promove-se a intervenção artística de qualidade em espaços acessíveis a todos, estimulando as múltiplas formas de colaboração entre as actividades artísticas, as indústrias do lazer e os agentes económicos e turísticos locais, em geral.

 

No fim de semana que marca o final do primeiro período do Festival, que regressa entre os dias 8 e 19 de Agosto, destaca-se a Oficina de Percussão, dinamizada por Bruno Cintra do Agora Teatro. Esta Oficina dirige-se a crianças a partir dos 4 anos, na qual são explorados os ritmos tradicionais individualmente e em conjunto, bem como os próprios instrumentos.Acompanhando a música ao vivo de uma gaita de foles, a oficina decorre no dia 14 de Julho, pelas 17 horas, no Parque Urbano de Albarquel, com inscrição para os contactos da Companhia. A par da oficina mantêm-se actividades todas as manhãs na Placa Central da Avenida Luísa Todi, como a pintura facial, a modelagem de balões, entre outros. Entre as 10.30h e as 13h, aproximadamente, este espaço é animado e proporciona um conjunto de acções, com participação gratuita para todos, bem como todas as informações sobre o Festival.

 

O  festival é organizado pelo Teatro do Elefante, uma estrutura financiada pelo Ministério da Cultura - DGArtes, e apoiado pela Câmara Municipal de Setúbal e Made In Café|Kids. Todas as informações podem ser cedidas pelos contactos do Teatro do Elefante, elefante@teatrodoelefante.net, 927 751 881 e 916 887 596.

 



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