Domingo, 18.10.15

 

 

Letra

 

Sempre foi meu defeito
Não saber reconhecer
Que o que foi feito está feito
E ficou tanto por fazer

As causas que eu levo peito
Hão-de acabar por se perder
E não recordo um feiro
Que os meus olhos possam ver

Eu só queria saber
Fechar os olhos p'ra não ver
Tão-só queria saber
Fechar os olhos p'ra não ver

Mas o meu maior defeito
Foi não te reconhecer
Há tanto qu'eu não aceito
Tanto qu'eu não soube ver

E ainda trago no peito
A vontade de saber
Mas o passado está feito
E não volta a acontecer

Eu só queria saber
Fechar os olhos p'ra não ver
Tão-só queria saber
Fechar os olhos p'ra te ver

Tão só
Tão só...

 



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Sábado, 17.10.15

 

Letra

 

Sim, o amor é vão
É certo e sabido
Mas então (porque não) porque sopra ao ouvido
O sopro do coração
Se o amor é vão
Mera dor
Mero gozo
Sorvedouro caprichoso

No sopro do coração...

Mas nisto o vento sopra doido
E o que foi do corpo num turbilhão
Sopra doido
E o que foi do corpo alado nas asas do turbilhão
Nisto já nem de ar precisas
Só meras brisas,
Raras
Raras
Raras

Corto em dois limão
Chego ao ouvido
Ao frescor
Ao barulho
Á acidez do mergulho

No sangue do coração
Pulsar em vão
É bem dele
É bem isso
E apesar disso eriça a pele

No sopro do coração...

 



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Sexta-feira, 30.11.12

 

 

Letra

 

Tão perto daquela antiga avenida
passeiam as moças da noite
que hão-de chamar ao meio das pernas
os olhares que passam

Uma quer levar-me, mas eu não vou ficar
Apenas vou sorrir, passar

Desço ao cais onde o brilho da ponte
ilumina um bar tão vazio
Mas sei que tão cheio vai ficar
por mil tragos, avancem

Uns para o meu lado, outros para a frente
Vamos lá rapazes por mil tragos cantar

REFRÃO (2x):

Eram já três, venham mais duas
As damas ao meio p'ra dança nua
E uma volta a entornar, e outra voz a cantar
Trocam-se os passos no ar, esperem ainda que...

Olhos inchados, descanso no cais
à beira de um barco esquecido
que tal como eu já foi tão forte
mas feliz só esta noite

Leva-me contigo, dentro de ti
para depois voltar ao bar
e por mil tragos cantar



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Terça-feira, 27.03.12
ar de rock

Fernando Cunha é um veterano dos palcos, com projetos como osDelfins ou os Resistência a terem-lhe servido de passaporte para ver o mundo ligado a um amplificador ou encostado a um microfone. Agora, é com os Ar de Rock que celebra essa vida feita de rock e de canções.

 

Depois de uma estreia com um disco que se fez precisamente em cima do palco, os Ar de Rock estão de volta com «Mudam-se os Tempos», um álbum onde a identidade Ar de Rock se impõe num reportório que se volta a fazer de tesouros da memória da música portuguesa tão distintos como «Budapeste» dos Mão Morta, «Pastor» dos Madredeus, «A Vida num Só Dia» dos Rádio Macau, «A Bandeira» dos Delfins ou «Chuva Dissolvente» dos Xutos e Pontapés.

 

Apesar da variedade de propostas - onde se inclui até um original - o que emerge no novo trabalho é o distinto som dos Ar de Rock, um som que resulta do cruzamento invulgar de talentos no mesmo espaço.

É que nos Ar de Rock juntam-se músicos que têm currículos ligados aos Delfins e Resistência, mas também aos Polo Norte, Ritual Tejo, Sérgio Godinho, João Pedro Pais, LX 90, Ravel e Rádio Macau. Muitas sonoridades, muitas atitudes, mas uma mesma paixão pela música portuguesa, uma paixão que é o grande motor da banda em palco.

 

É já esta semana que os Ar de Rock levam ao palco o seu álbum «Mudam-se os Tempos» e nestes dois concertos a banda faz-se acompanhar por alguns amigos:

 

Na Sala TMN ao Vivo (29 de março) - Paulo Riço, Olavo Bilac e Rui Pregal da Cunha

No Hard Club (31 de março) - Luís Portugal, Rui Pregal da Cunha

 

Retirado de Sapo Música

 



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Sábado, 31.12.11

 

Letra

 

Nasce Selvagem 

Delfins

 

Mais de que é um país
Que é uma família ou geração
Mais de que é um passado
Que é uma história ou tradição

Tu pertences a ti
Não és de ninguém

Mais de que é um patrão
Que é uma rotina ou profissão
Mais de que é um partido
Que é uma equipa ou religião

Tu pertences a ti
Não és de ninguém

Vive selvagem e para ti serás alguém
Nesta viagem

Quando alguém nasce, nasce selvagem
Não é de ninguém
Quando alguém nasce, nasce selvagem
Não é de ninguém, de ninguém



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Sexta-feira, 30.12.11

 

Letra

 

O Pastor

 

Madredeus



Ai que ninguém volta
ao que já deixou
ninguém larga a grande roda
ninguém sabe onde é que andou

Ai que ninguém lembra
nem o que sonhou
(e) aquele menino canta
a cantiga do pastor

Ao largo
ainda arde
a barca
da fantasia
e o meu sonho acaba tarde
deixa a alma de vigia
Ao largo
ainda arde
a barca
da fantasia
e o meu sonho acaba tarde
acordar é que eu não queria.



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Letra

 

Dos Delfins

 

Na baía de Cascais
Avistei ao longe um barco a arder
Perguntaste porque o sonhava
Olhei ao céu, não pude responder

Vejo o mar nos teus olhos
Ao contar-te velhos quadros
Das viagens, que o mar soube esconder

Eu pinto esta baía assim
E são mil cores ao pé de mim
Nesta baía eu descobri
Tantas imagens perto de mim

Só, no cais
Vou recordar esse teu olhar
à deriva no mar

Lembro o mar nos teus olhos
Ao deixar neste quadro
a saudade, depois de te perder

Eu pinto esta baía assim
E são mil cores ao pé de mim
Nesta baía eu descobri
Tantas imagens perto de mim



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Quinta-feira, 29.12.11

Letra

 

Do Rui Veloso

 

Tu eras aquela
Que eu mais queria
P'ra me dar algum conforto e companhia
Era só contigo que eu, sonhava andar
P'ra todo o lado e até quem sabe
Talvez casar
Ai o que eu passei
Só por te amar
A saliva que eu gastei para te mudar
Mas esse teu mundo era mais forte do que eu
E nem com a força da música ele se moveu

(refrão)

Mesmo sabendo que não gostavas
Empenhei o meu anel de rubi
P'ra te levar ao concerto
Que havia no rivóli

E era só a ti
Que eu mais queria
Ao meu lado no concerto nesse dia
Juntos no escuro de mão dada a ouvir
Aquela música maluca sempre a subir
Mas tu não ficas-te nem meia hora
Não fizeste um esforço para gostar e foste embora
Contigo aprendi uma grande lição
Não se ama alguém que não ouve a mesma canção

(refrão)

Mesmo sabendo que não gostavas
Empenhei o meu anel de rubi
P'ra te levar ao concerto
Que havia no rivóli

Foi nesse dia que percebi
Nada mais por nós havia a fazer
A minha paixão por ti era um lume
Que não tinha mais lanha por onde arder

(refrão)

Mesmo sabendo que não gostavas
Empenhei o meu anel de rubi
P'ra te levar ao concerto
Que havia no rivóli



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Segunda-feira, 05.12.11

O propósito dos Ar de Rock começa a delinear-se primeiramente com a escolha do nome. 
Ao pedirem emprestado o titulo do primeiro álbum de Rui Veloso, hoje considerado o álbum que iniciou a primeira vaga do Rock em Português, referenciam indirectamente toda a herança musical que dai teve origem, bem ilustrada nas musicas que escolheram revisitar. 

Grandes clássicos como “A Vida Num Só Dia”, “Chuva Dissolvente”, e outras musicas que marcaram o panorama da musica pop/rock Portuguesa são aqui reinterpretadas, num álbum nomeado, apropriadamente, “Mudam-se os Tempos”.

 

Essa interpretação de como mudaram os tempos, contudo, parece ter sido para o grupo sinónimo de uma perspectiva exclusivamente pop. 


Faixas como o single "o Pastor" aparecem transformadas na sua versão comercial, esbatidas, com arranjos que nunca sendo maus, são apenas demasiado trabalhados em estúdio. 

O rock and roll decididamente mal comportado de "Budapeste" aparece um tom abaixo, tornando-o quase adequado para ouvir em família. 


A tentativa de algum tipo de apropriação em "A Bandeira", com o seu ritmo bossa-nova, não obtém ainda assim a frescura necessária para se tornar digna de nota. 


E mesmo as músicas que não se distanciam assim tanto do original, que compõem a maioria do álbum, carecem de relevância, uma vez que os seus ingredientes são apenas boa musica, abafada e uniformizada com arranjos desnecessários, sem uma abordagem inovadora.

 

Podemos argumentar que imaginar a banda em palco, com a genuinidade inerente ás actuações ao vivo, será a melhor maneira de trazer ao de cima o carácter do grupo pelo que este é: uma reunião de amigos, a relembrarem velhos amigos. 

A despretensiosidade do projecto é a sua melhor arma, e o conceito de uma banda de covers de peso não deixa de ser apelativo, apesar de musicalmente não ter realmente muito a acrescentar. 

Um concerto dos Ar de Rock fará sempre mais sentido que um álbum, uma vez que a alegria de reviver a musica pela musica  será sempre a melhor homenagem. 

O projecto não deixa de valer pelas presenças, pelas histórias, e pelas memórias de uma época e de uma cena musical rica, que vale a pena ser revisitada.

 

Via HardMúsica



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