Sexta-feira, 19.06.15

António Variações.jpg

 

 

António Variações eleito maior ícone gay português 

 - duas mil pessoas participaram no inquérito 

- 77 nomes a votação 

António Variações é o principal ícone LGBT segundo os gays, lésbicas, bissexuais e transgéneros portugueses. A resposta é dada pelos resultados de um inquérito online em que participaram mais de 2000 pessoas LGBT. 

O cantor António Variações venceu a votação levada a cabo pelo site de notícias e cultura LGBT de Portugal dezanove.pt com mais de 17% dos votos. Em segundo lugar ficou Manuel Luís Goucha com 9,59% dos votos. Ana Zanatti é a única mulher nas cinco primeiras posições alcançando 6,24%. Em quarto lugar nas preferências dos leitores está o actor Diogo Infante (5,84). José Castelo Branco remata o top 5 com 2,99%.

 

António Variações nasceu a 3 de Dezembro de 1944 na freguesia de Fiscal, concelho de Amares, distrito de Braga. Desde cedo revelou a sua paixão pela música nas romarias e no folclore locais. Cumpriu serviço militar em Angola e viajou por Londres, Nova Iorque e Amesterdão. Radicou-se em Lisboa exercendo funções de barbeiro e de cantor. O cantor  chamou a atenção pela maneira como se apresentava em cima dos palcos combinando vários estilos musicais, do rock ao pop passando pelo fado ou pelos blues. Variações é considerado o primeiro ícone pop da cultura portuguesa. Faleceu a 13 de Junho de 1984, vítima de broncopneumonia. Especula-se que terá sido a primeira figura pública portuguesa a morrer de sida. Tinha 39 anos de idade. Este Sábado, 13 de Junho, assinalam-se os 31 anos da sua morte.

 

O inquérito foi lançado a 12 de Março com uma lista inicial de 25 personalidades escolhidas pela equipa do dezanove.pt. Ao longo dos dois meses os leitores do site foram votando e adicionando opções de resposta. A lista final conta com 77 personalidades portuguesas, desde cantores, escritores, políticos, jornalistas, bloggers e activistas.

O inquérito decorreu entre 12 de Março e 15 de Maio e recolheu 2022 votos online.



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Sexta-feira, 04.07.14

Homenagem a António Variações junta guitarra e poesia em sessão de entrada livre

O escritor Samuel Pimenta organiza o encontro "Dizer e Cantar Variações - Homenagem a António Variações", neste sábado, a partir das 18h30, no Café 100 Artes, em Lisboa.

 

 

“Irei dizer os poemas das canções mais conhecidas de Variações e convidei o músico Isaac Pimenta para cantar à guitarra as músicas menos conhecidas”, explica Samuel Pimenta em comunicado.

Em 2014, assinalam-se os 70 anos de nascimento e 30 anos de morte de António Variações e tanto Samuel Pimenta como Isaac Pimenta não quiseram deixar passar em branco estas datas. “Queremos celebrar um artista que é um símbolo de liberdade e génio no panorama nacional e que tantas vezes é esquecido. Para isso, teremos em foco as letras das canções, ainda tão actuais, mas também a música, num ambiente informal e intimista”, assinala o escritor.

 

A iniciativa é de entrada livre.

 

retirado de Sapo Música



publicado por olhar para o mundo às 22:24 | link do post | comentar

Sexta-feira, 13.06.14

António Variações

O músico português faleceu há 30 anos, a 13 de junho de 1984. "Ainda hoje não sabemos que cometa era aquele", escreve Miguel Cadete.

Morreu, faz hoje, 13 de junho, 30 anos. E chegaria a septuagenário em dezembro. Datas redondas que nos ajudam, certamente, a recordá-lo. Mas a verdade é que ainda hoje não sabemos que cometa era aquele.

 

Para perceber António Variações, talvez valha a pena, antes do mais, começar por desmontar o mito e ficarmos pelas evidências e por aquilo que é factual. E o primeiro erro que todos cometemos ao tentar escrever-lhe a biografia é inscrevê-lo na vaga de rock português que surgiu a partir do momento que Rui Veloso publicou Chico Fininho e o álbum Ar de Rock em junho de 1980.

 

Posso não saber quem ele é - não o conheci pessoalmente e nunca o entrevistei - mas sei que António Joaquim Rodrigues Ribeiro pouco tinha em comum com a geração de Rui Veloso, Pedro Ayres Magalhães, Rui Reininho, António Manuel Ribeiro ou Zé Pedro. Sei também que a sua obra, quero dizer a música produziu e, sobretudo, as letras que escreveu, em pouco ou nada se relacionavam com a ideia de contestação da sociedade de consumo que invariavelmente todo o rock português prometia ("Chiclete", "Propaganda", "Cavalos de Corrida", "Rapariguinha do Shopping",...) nem com a firme intenção de emular os estilhaços de new wave que então eram disparados a partir do Reno Unido ou, em dose menor, dos Estados Unidos da América. Que ele, ao contrário dos outros, não era oriundo da classe média alta. Sei também que era viajado e isso não é certo na geração que em 1980 tinha 24 anos. Quando o "Robot" começou a tocar incessantemente na rádio portuguesa, António Variações já contava 37 primaveras.

 

É, por isso, irrelevante constatar que o primeiro álbum foi gravado com a ajuda de alguns dos músicos que então constituíam os GNR e que, no segundo, ele teve a ajuda daqueles que faziam parte dos Heróis do Mar. Se a música de António Variações estava entre "Braga e Nova Iorque" como, invariavelmente, todos os textos sobre ele repetem, isso não é detetável nos GNR ou nos Heróis do Mar. Nem sequer o uso promíscuo que fazia de aforismos populares nas suas letras ("O corpo é que paga", "quando fala um português", "é pr'a amanhã") se encontra no cosmopolitismo de uns ou no nacionalismo dos outros.

 

Posso não saber donde veio António Variações, além da menção, também ela omnipresente da freguesia de Fiscal, no concelho de Amares onde nasceu. Mas sei que em 1978, três anos antes da mãe de Rui Veloso chegar a Lisboa com uma cassetes gravadas do seu filho, já tinha um contrato discográfico assinado com a Valentim de Carvalho, a mesma editora dos autores de "Chico Fininho", de "Portugal na CEE" ou de "Rua do Carmo". Sei também que ele não vinha de um subúrbio da capital ou de uma zona mais chique de Lisboa; mas que tinha fama na discoteca Trumps onde se reunia a comunidade homossexual; e que era cabeleireiro de personalidades que à época apareciam na televisão, como a jornalista Maria Elisa ou o apresentador Júlio Isidro, que lhe abriram portas na TV, na rádio ou nas editoras discográficas.

 

Também sei que não foi aceite numa audição para vocalista dos Corpo Diplomático - o grupo de onde nasceriam os Heróis do Mar -, e que a editora com que tinha contrato assinado não sabia o que com ele fazer. A esse respeito, é de assinalar que as suas primeiras gravações, ainda hoje inéditas, são produzidas por Mário Martins, que havia trabalhado com Marco Paulo, José Cid, Paco Bandeira ou Alexandra, com orquestração de Jorge Machado (António Calvário, Simone de Oliveira, Madalena Iglésias), nomes ligados ao que então se intitulava "música ligeira" ou "nacional cançonetismo", senão mesmo folclore.

 

Não sei, não tenho a certeza, por que António Variações foi maltratado num dos seus primeiros espectáculos, já depois de editado o máxi-single "Estou Além" / "Povo que Lavas no Rio", na Feira Popular, enquanto fazia a primeira parte dos UHF. Mas sei que depois de os seus telediscos passarem na televisão foi adorado por um público que não se restringia ao do rock português e que, muito provavelmente, incluía todas as donas de casa do país.

 

Não sei porque a geração a que alegadamente se destinava - o target, como se diz agora - continuou na sua maioria, a desconfiar dele. Mas sei que nas editoras, nas rádios, na televisão e nos jornais despontava um número de profissionais que mudaram as regras da indústria da música em Portugal e fizeram com que nada fosse como dantes, tornando-a comparável com o que se fazia "lá fora". Alguns desses ainda estavam por trás da melhor homenagem que um dia fizeram a António Variações, os Humanos, e voltaram nessa ocasião a escrever a história da música em Portugal. Esses, e outros que então apareceram, têm a obrigação de, hoje, quando passam trinta anos desde o dia que morreu não deixar esquecido o génio sem mestre e, acima de tudo, começar a deixar claro quem era António Joaquim Rodrigues Ribeiro. 

Miguel Cadete


Retirado do Blitz



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Domingo, 27.04.14

Foi a 24 de abril, que os OqueStrada lançaram o segundo single do seu novo álbum: Parei na Madrugada, original de António Variações.

 

"Este tema é uma ode à liberdade e nele encontramos a mensagem de que, para a conquistar, é preciso maturidade, é preciso correr o mundo. Como diz a letra, ‘corri o mundo, fiz-me maduro pra te encontrar’", salienta Miranda, vocalista, sobre a escolha do grupo, que deu ao tema um toque de Fado, sabendo que Variações era um grande apreciador do género.

 

“A primeira edição acústica de António Variações e primeiro inédito a ser lançado nos últimos 10 anos surge, assim, com o ritmo das cordas lisboetas, o balanço do acordeão minhoto e o sopro do trompete de Nova Iorque”, pode ler-se em comunicado.

 

O sucessor de “O Teu Murmúrio” é parte integrante do novo álbum do grupo, “AtlanticBeat Mad’in Portugal”, com edição prevista para 19 de maio.

“No segundo disco de originais, OqueStrada apura a sua batida de filigrana, com uma sonoridade centrada na linha melódica da voz, nas harmonias e ritmos da guitarra portuguesa e na batida de alcance baixo-bombo da contrabacia. Esta batida atlântica é arquitetada com instrumentos de Fado, manobrados por quem não vem do Fado, mas de uma vadiagem orquestrada durante 12 anos, calibrada nos melhores palcos do mundo”.

 

O novo registo do coletivo vai ser apresentado na Casa da Música, no Porto, a 22 de maio; e, no dia 28 do mesmo mês, no Teatro Tivoli BBVA, em Lisboa.

 

retirado de Sapo Música



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Letra

 

 

PAREI NA MADRUGADA

EU QUE TE CRIEI 

COM TODO O MEU PENSAMENTO

FIGURA DO MEU OLHAR


EU QUE TE BUSQUEI

CORRI O MUNDO

GASTEI O TEMPO

FIZ-ME MADURO P'RA TE ENCONTRAR


E UM DIA QUE TE ENCONTREI

FINALMENTE QUE TE ENCONTREI

NÃO ME DEIXASTE GOSTAR DE TI


EU QUE POR TI ANDEI ESCONDIDO

AUSENTE D'OUTRO SENTIDO

QUE O SONHO FOI

FOI SEMPRE TEU


POR TI EU 

QUIS SER TUDO E NADA

O SIM QUE TE AGRADA

POR TI FIQUEI

PAREI NA MADRUGADA



publicado por olhar para o mundo às 23:11 | link do post | comentar

Terça-feira, 01.04.14

Rock in Rio revela artistas portugueses que vão fazer homenagem a António Variações

Linda Martini, Gisela João, Rui Pregal da Cunha e os Deolinda sobem ao Palco Mundo para homenagear António Variações no dia 31 de maio.

No ano em que se comemoram 10 anos do Rock in Rio-Lisboa e 70 anos do nascimento de Variações, o evento não quis deixar de assinalar a data, convidando alguns dos protagonistas de atual cena musical a deixar o seu agradecimento ao cantor que quebrou barreiras e deixou uma marca incontestável, que perdura até aos dias de hoje.

 

“Este é um momento que vai trazer muita emoção ao Palco Mundo. António Variações foi um artista completo, que deixou obra verdadeiramente intemporal e que tem um forte impacto na nova geração. Para todos os que estão envolvidos nesta homenagem, é uma honra dar destaque à obra de Variações”, refere Zé Ricardo, diretor artístico do Rock in Rio. 

 

Durante a homenagem todos os artistas vão subir ao palco a solo, mas depois irão misturar-se, criando encontros únicos, que terão como ligação a música de Variações.

 

A direção artística deste momento está a cargo do cantor e compositor Zé Ricardo e tem curadoria do jornalista Nuno Galopim. A elaboração do espetáculo está a ser acompanhada de perto pela família do cantor.

 

Retirado de Sapo Música



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Sábado, 14.09.13

 

Letra

 

Diz-me que solidão é essa 
Que te põe a falar sozinho 
Diz-me que conversa 
Estás a ter contigo 

Diz-me que desprezo é esse 
Que não olhas para quem quer que seja 
Ou pensas que não existes 
Ninguém que te veja 

Que viagem é essa 
Que te diriges em todos os sentidos 
Andas em busca dos sonhos perdidos 

Uhhhhh... 
Uhhhhh... 

Lá vai uma luz 
Lá vai o demente 
Lá vai ele a passar 
Assim te chama toda essa gente 

Mas tu estás sempre ausente e não te conseguem alcançar (x3) 

Diz-me que loucura é essa 
Que te veste de fantasia 
Diz-me que te liberta 
Que vida fazias 

Diz-me que distância é essa 
Que levas no teu olhar 
Que ânsia e que pressa 
Tu queres alcançar 

Que viagem é essa 
Que te diriges em todos os sentidos 
Andas em busca dos sonhos perdidos 

Uhhhhh... 
Uhhhhh... 

Lá vai uma luz 
Lá vai o demente 
Lá vai ele a passar 
Assim te chama toda essa gente 

Mas tu estás sempre ausente e não te conseguem alcançar (x2) 

Mas eu estou sempre ausente e não conseguem alcançar 
Não conseguem alcançar (x3)



publicado por olhar para o mundo às 17:49 | link do post | comentar

 

Letra

 

Eu tenho um Anjo
Anjo da Guarda
Que me protege de noite e de dia

Eu tenho um Anjo
Anjo da Guarda
Que me protege de noite e de dia

Eu nao o Vejo
Eu nao o Oiço
Mas sinto sempre a sua companhia

Eu tenho um Guarda
Que é um Anjo
Que me protege de noite e de dia

A Toda a hora
E a todo o lado
posso contar com a sua vigia

Não Usa arma
Não Usa força
Usa uma luz com que ilumina
A minha vida

Ele não, Não Usa arma
Ele não, Não Usa força
Usa uma luz com que ilumina
A minha vida

Eu tenho um Guarda
Que é um Anjo
Que me protege de noite e de dia

A Toda a hora
E a todo o lado
posso contar com a sua vigia

Não Usa arma
Não Usa força
Usa uma luz com que ilumina
A minha vida

Ele não, Não Usa arma
Ele não, Não Usa força
Usa uma luz com que ilumina
A minha vida

Ele não, Não Usa arma
Ou a Usa força
Usa uma luz com que ilumina
A minha vida

Eu tenho um Anjo
Anjo da Guarda
Que me protege de noite e de dia 



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Sexta-feira, 16.08.13

 

Letra

 

Quando a cabeça não tem juízo
Quando te esforças
Mais do que é preciso
O corpo é que paga
O corpo é que paga
Deix'o pagar, deix'o pagar
Se tu estas a gostar...

Quando a cabeça não se liberta
Das frustrações, inibições
Toda essa força, que te aperta
O corpo é que sofre
As privações, mutilações

Quando a cabeça esta convencida
De que ela é
A oitava maravilha
O corpo é que sofre
O corpo é que sofre
Deixa sofrer, deixa sofrer
Se isso te da prazer...

Quando a cabeça esta nessa confusão
Estas sem saber que hás-de fazer
E ingeres tudo o que te vem à mão
O corpo é que fica
Fica a cair sem resistir

Quando a cabeça rola pró abismo
Tu não controlas esse nervosismo
A unha é que paga
A unha é que paga
Não paras de roer
Nem que esteja a doer...

Quando a cabeça não tem juízo
E te consomes, mais do que é preciso
O corpo é que paga
O corpo é que paga
Deixa pagar, deixa pagar
Se tu estas a gostar...
Deixa sofrer, deixa sofrer
Se isso te da prazer...




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Quarta-feira, 05.09.12

 

 

O Corpo é Que Paga

 António Variações 

 

Quando a cabeça não tem juízo
Quando te esforças
Mais do que é preciso
O corpo é que paga
O corpo é que paga
Deix'o pagar, deix'o pagar
Se tu estas a gostar...

Quando a cabeça não se liberta
Das frustrações, inibições
Toda essa força, que te aperta
O corpo é que sofre
As privações, mutilações

Quando a cabeça esta convencida
De que ela é
A oitava maravilha
O corpo é que sofre
O corpo é que sofre
Deixa sofrer, deixa sofrer
Se isso te da prazer...

Quando a cabeça esta nessa confusão
Estas sem saber que hás-de fazer
E ingeres tudo o que te vem à mão
O corpo é que fica
Fica a cair sem resistir

Quando a cabeça rola pró abismo
Tu não controlas esse nervosismo
A unha é que paga
A unha é que paga
Não paras de roer
Nem que esteja a doer...

Quando a cabeça não tem juízo
E te consomes, mais do que é preciso
O corpo é que paga
O corpo é que paga
Deixa pagar, deixa pagar
Se tu estas a gostar...
Deixa sofrer, deixa sofrer
Se isso te da prazer...



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Domingo, 08.01.12

 

Letra

 

Não consigo dominar 
Este estado de ansiedade 
A pressa de chegar 
P’ra não chegar tarde 
Não sei de que é que eu fujo 
Será desta solidão 
Mas porque é que eu recuso 
Quem quer dar-me a mão 

Vou continuar a procurar a quem eu me quero dar 
Porque até aqui eu só 

Quero quem 
Quem eu nunca vi 
Porque eu só quero quem 
Quem não conheci 
Porque eu só quero quem 
Quem eu nunca vi 
Porque eu só quero quem 
Quem não conheci 
Porque eu só quero quem 
Quem eu nunca vi 

Esta insatisfação 
Não consigo compreender 
Sempre esta sensação 
Que estou a perder 
Tenho pressa de sair 
Quero sentir ao chegar 
Vontade de partir 
P’ra outro lugar 

Vou continuar a procurar o meu mundo, 
o meu lugar 
Porque até aqui eu só 

Estou bem 
Aonde não estou 
Porque eu só estou bem 
Aonde eu não vou 
Porque eu só estou bem 
Aonde não estou 
Porque eu só estou bem 
Aonde não vou 
Porque eu só estou bem 
Aonde não estou



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Sexta-feira, 29.07.11
Letra
Povo que lavas no rio
que talhas com teu machado
as tábuas do meu caixão 

Povo que lavas no rio
que talhas com teu machado
as tábuas do meu caixão

Há-de haver quem te defenda
que compre o teu chão sagrado
mas a tua vida não

Fui ter à mesa redonda
beber em malga que esconda
um beijo de mão em mão

Fui ter à mesa redonda
beber em malga que esconda
um beijo de mão em mão

Era o vinho que me deste
àgua pura, fruto agreste
mas a tua vida não

aromas de urze e de lama
dormi com eles na cama
tive a mesma condição
Povo, povo eu te pertenço
deste-me alturas de incenso
mas a tua vida não


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Quarta-feira, 29.06.11
Letra
Tu estás livre e eu estou livre
e há uma noite para passar
porque não vamos unidos
porque não vamos ficar
na aventura dos senti - dos

tu estás só e eu mais só estou
que tu tens o meu olhar
tens a minha mão aberta
à espera de se fechar
nessa tua mão deser- ta

vem que o amor
não é o tempo
nem é o tempo
que o faz
vem que o amor
é o momento
eu que eu me dou
em que te dás
tu que buscas companhia
e eu que busco quem quiser
ser o fim desta energia
ser um corpo de prazer
ser o fim de mais um di - a

tu continuas à espera
do melhor que já não vem
e a esperança fio encontrada
antes de ti por alguém
e eu sou melhor que na - da
refrão (3x)


publicado por olhar para o mundo às 08:04 | link do post | comentar

Quinta-feira, 16.06.11
Letra
A culpa não, não é do Sol
Se o meu corpo se queimar
A culpa não, não é do Sol
Se o meu corpo se queimar
A culpa é da vontade
Que eu tenho de te abraçar

A culpa não, não é da praia
Se o meu corpo se ferir
A culpa não, não é da praia
Se o meu corpo se ferir
A culpa é da vontade
Que tenho de te sentir

A culpa é da vontade
Que vive dentro de mim
E só morre com a idade
Com a idade do meu fim
A culpa é da vontade

A culpa não, não é do mar
Se o meu olhar se perder
A culpa não, não é do mar
Se o meu olhar se perder
A culpa é da vontade 
Que eu tenho de te ver

A culpa não, não é do vento 
Se a minha voz se calar
A culpa não, não é do vento 
Se a minha voz se calar
A culpa é do lamento
Que sufoca o meu cantar

A culpa é da vontade
Que vive dentro de mim
E só morre com a idade
Com a idade do meu fim
A culpa é da vontade


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Sábado, 19.03.11

 

 

Tu estás livre e eu estou livre
e há uma noite para passar
porque não vamos unidos
porque não vamos ficar
na aventura dos senti - dos

tu estás só e eu mais só estou
que tu tens o meu olhar
tens a minha mão aberta
à espera de se fechar
nessa tua mão deser- ta

vem que o amor
não é o tempo
nem é o tempo
que o faz
vem que o amor
é o momento
eu que eu me dou
em que te dás
tu que buscas companhia
e eu que busco quem quiser
ser o fim desta energia
ser um corpo de prazer
ser o fim de mais um di - a

tu continuas à espera
do melhor que já não vem
e a esperança fio encontrada
antes de ti por alguém
e eu sou melhor que na - da
refrão (3x)

 



publicado por olhar para o mundo às 18:49 | link do post | comentar

Domingo, 20.02.11

 

Letra
A minha mãe.
É a mãe mais bonita,
Dwesculpem, mas é a maior,
Não admira, foi por mim escolhida,
E o meu gosto, é o melhor,
E esta é a canção mais feliz,
Feliz eu que a posso cantar,
É o meu maior grito de vida
Foi o seu grito, o meu despertar,
Canção de mãe é sorrir,
Canção de berço de embalar,
Melodia de dormir,
Mãe ternura a aconchegar,
Canção de mãe é sorrir,
Gosto de ver e ouvir,
Voz imagem de sonhar,
Imagem viva lembrança,
Que faz de mim a criança,
Que gosta de recordar

A minha mãe,
É a mãe mais amiga,
Certeza, com que posso contar,
E nem por isso, sou a imagem que queria,
Mas nem sempre me soube aceitar,
Razão de mãe é dizer,
Mãe cuidado a aconselhar,
Os cuidados que hei-de ter,
As defesas a cuidar,
Saudade mãe é escrever,
Carta que vou receber,
Notícia de me alegrar,
Cartas visitas encontros,
Essa troca que nós somos,
Este prazer de trocar,
Canção de mãe é sorrir,
Gosto de ver e ouvir,
A ternura de cantar.

 

 



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